Didática das Ciências e Matemática

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DIDÁTICA DAS CIÊNCIAS E MATEMÁTICA (DCEM): SURGIMENTO E IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DO PROFESSOR

DIDÁTICA DAS CIÊNCIAS E MATEMÁTICA (DCEM): SURGIMENTO E IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DO PROFESSOR

O campo de estudos e investigação do Ensino de Ciências e Matemática goza de respeitável reconhecimento e aceitabilidade, por parte da comunidade de especialistas, em vários países do mundo. De modo particular, quando lançamos nossa atenção maior aos fenômenos de ensino e de aprendizagem, sobretudo, aos fenômenos de sala de aula, em que o professor de disciplinas específicas assume posição não coadjuvante no processo, passamos a perspectivar um lugar de relevância para a Didática das Ciências e Matemática (DCeM). Assim, diante deste contexto, o presente trabalho aborda trabalhos e discute algumas tendências na DCeM, sem desconsiderar uma trajetória histórico-evolutiva cientifica que culminou com sua visibilidade acadêmica, sobretudo nos anos de 1980 e 1990. Ademais, um quadro de globalidade não pode ser compreendido sem um entendimento da função de suas partes constituintes. Dessa forma, alguns pressupostos da Didática da Matemática (DM), da Didática da Física (DF), da Didática da Química (DQ) e, por fim, da Didática da Biologia (DB) proporcionam ao leitor a percepção de elementos invariantes e recorrentes nos estudos em cada área, com o viés de interesse no seu ensino. Por conseguinte, o trabalho proporciona o processo dialético da substituição e velhos paradigmas e o vislumbre de novas trajetórias da pesquisa no ensino de Ciências e Matemática que, apesar dos seus avanços, não pode negligenciar o principal cenário de atuação do professor, ou seja, a sala de aula.
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MESTRADO (ACADÊMICO) EM ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA: A PROPOSTA DO INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ (IFCE)

MESTRADO (ACADÊMICO) EM ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA: A PROPOSTA DO INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ (IFCE)

O presente artigo aborda o processo de concepção e construção de uma proposta, recente- mente aprovada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de Mestrado Acadêmico (MA), do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PGECM) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Assim, a partir da constatação de um movimento de constituição da pesquisa acadêmica na área, demarcamos um perfil de formação, com influência na vertente francesa da Didática das Ciências e Matemática, buscando o entendimento necessário de uma constituição histórica de uma área de estudos que desenvolveu atenção explícita para os fenômenos de ensino e aprendizagem. O trabalho apresenta, após a indicação dos elementos que distinguem as orientações oficiais de formação em um Mestrado Acadêmico (MA) e um Mestrado Profissio- nal (MP), o perfil do primeiro, ensejado pelo PGECM. Nesse viés, alguns quadros resumidos atinentes à organização curricular, os títulos das dissertações defendidas e as produções correspondentes dos trabalhos publicados no período 2015/2016/2017 proporcionam um entendimento da evolução, contribuição e o comprometimento institucional do IFCE, tendo como escopo o aprimoramento das práticas educacionais no Estado do Ceará.
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A importância dos logaritmos ontem e hoje no desenvolvimento da matemática e das ciências: uma abordagem didática

A importância dos logaritmos ontem e hoje no desenvolvimento da matemática e das ciências: uma abordagem didática

Neste contexto, o escoscˆes John Napier(1550-1617), mesmo n˜ao sendo um matem´atico profissional, e dedicando boa parte do seu tempo administrando suas grandes propriedades, al´em do eng[r]

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Impactos da Educação Profissional na prática docente de professores de Ciências

Impactos da Educação Profissional na prática docente de professores de Ciências

O trabalho “Relacionando alimentação saudável e conhecimento matemático” foi desenvolvido com estudantes do sétimo ano e fez parte do projeto de uma escola que tinha como tema alimentação saudável. Este grupo tinha como objetivo “buscar compreender a relação entre as várias áreas do conhecimento e sua aplicabilidade prática”, integrando as disciplinas de Matemática e Ciências. A abordagem didática envolveu a discussão e análise do Índice de Massa Corpórea (IMC) como uma forma de repensar a educação alimentar. O IMC de cada estudante foi determinado, a partir da realização de medidas, de forma integrada ao ensino de conceitos matemáticos. Baseados na constatação de que 7% dos estudantes apresentavam o IMC acima do valor desejado, o grupo abordou com os estudantes textos diversos envolvendo a reeducação alimentar.
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A aula de matemática : a didática do feminino e do masculino

A aula de matemática : a didática do feminino e do masculino

Essa visão escolar hegemônica não toma a ciência mediada como uma prática social viva e dinâmica, que possui uma historicidade e uma relação intrínseca com o contexto cultural em que ela foi produzida. Além disso, questões relativas ao gênero e a ciência, quando neutralizadas pela escola, são mantidas e reelaboradas em ações e concepções cotidianas sutis. Fávero (2010a) toma parte desse problema ao questionar veementemente como as amplas discussões acerca das ideologias de gênero e ciência de Fox Keller (2006), as análises históricas de Del Priori (1993) e as contribuições sociológicas de Bordieu têm adentrado às aulas de Química, Física, Biologia, Geografia e outras. A autora questiona primordialmente o porquê dessas contribuições citadas não fazerem parte das ciências das áreas do conhecimento mediadas pelas escolas. Para ela, essa questão está no cerne de uma escola como uma instituição conservadora que não prioriza o alcance da cidadania por meio do conhecimento científico mediado. Em outras palavras, a cidadania e a inclusão educacional e social possuem relações básicas com essa ciência mediada e com a maneira como ela está ensinada nas escolas, sendo este o objeto de estudo da Psicologia do Conhecimento abordada pela autora.
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Vídeo-aula de história da matemática: uma possibilidade didática para o ensino de matemática

Vídeo-aula de história da matemática: uma possibilidade didática para o ensino de matemática

Neste trabalho, discorremos sobre a possibilidade da produção e do uso de vídeo-aulas de história da matemática por professores do ensino Fundamental e Médio como forma de contribuir para o desenvolvimento de suas aulas. Nosso objetivo é dar a esses professores de matemática uma opção de conectarem os aspectos sociais, científicos, conceituais e didáticos dos tópicos matemáticos ensinados aos seus alunos, tomando como base a presença da matemática na história humana. Assim, consideramos possível que os professores e seus alunos relacionem a matemática às outras ciências, à cultura e à educação, e reflitam acerca das diversas formas de representações e padrões de organização da natureza e da cultura, habilitando-se a observar e interpretar situações que envolvam questões matemáticas, associadas aos diversos meios de comunicação e informação de nosso tempo. Para realizar nosso trabalho, buscamos alguns estudos histórico-epistemológicos já realizados por outros pesquisadores em história da matemática com vistas à elaboração das vídeo-aulas. Além disso, utilizamos as mais variadas mídias disponíveis para dar uma dinâmica construtiva às formulações matemáticas estabelecidas ao longo da história. Nesse sentido, Nos apoiamos nas diretrizes sustentadas pela informática educativa, pelas técnicas de elaboração de vídeo, bem como nas propostas de ensino de matemática por atividades e na investigação histórica defendida por Mendes (2001, 2009a, 2009b). A experimentação de validação permitiu-nos concluir que as técnicas utilizadas por nós para a produção das vídeo-aulas de história da matemática mostraram-se válidas e possíveis de serem executadas com um mínimo de recurso tecnológico e que elas têm eficácia de uso em sala de aula.
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UM LEVANTAMENTO DA PRESENÇA DA DISCIPLINA DE DIDÁTICA DA MATEMÁTICA EM CURSOS DE LICENCIATURA A DISTÂNCIA EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS BRASILEIRAS

UM LEVANTAMENTO DA PRESENÇA DA DISCIPLINA DE DIDÁTICA DA MATEMÁTICA EM CURSOS DE LICENCIATURA A DISTÂNCIA EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS BRASILEIRAS

É preciso estar atento, no entanto, se a disciplina de Didática da Matemática não está sendo confundida com Metodologia de Ensino, a qual, segundo Costa (2013, p. 184), é “o conjunto de métodos e técnicas que são utilizados a fim de que o processo ensino-aprendizagem se realize com êxito”. Para que isso não aconteça é preciso acei- tar que a Didática deve ser vista “como uma matéria de integração” que se nutre “dos conhecimentos e práticas desenvolvidos nas metodologias específicas e nas outras ciên- cias pedagógicas para formular generalizações em torno dos conhecimentos e tarefas docentes comuns e fundamentais ao processo de ensino” (LIBÂNEO, 2013, p. 9). Assim, a Didática está conectada com as metodologias específicas, as práticas de ensino e o estágio, pois conforme Libâneo (2013, p. 12) “todas as matérias do currículo partem, incluem e levam à prática de ensino [e] em particular, há uma fecundação mútua entre Didática e as metodologias específicas, não se concebendo uma sem as outras”.
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School Mathematics and Subjectivation Processes in Nationalization Campaign in Rio Grande do Sul

School Mathematics and Subjectivation Processes in Nationalization Campaign in Rio Grande do Sul

O estudo mostrou, também, que os próprios professores qualificavam os cálculos aritméticos de multiplicação e divisão com números elevados e operações com números fracionários como contas difíceis de serem solucionadas e/ou desafios matemáticos. Ao definirem como difíceis e/ou desafios a resolução desses exercícios, podemos pensar que isso funcionava, nos alunos, como um a-priori a respeito do que era, efetivamente, considerado complexo na matemática escolar. Dito de outro modo, podemos pensar que os alunos eram de tal modo subjetivados que, ao serem propostos exercícios, nos quais os conteúdos necessários para sua resolução eram como os acima mencionados, eles assumiam, a-priori, que tais exercícios eram difíceis, trabalhosos e árduos para que a solução esperada pelo professor fosse alcançada.
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MARGER DA CONCEIÇÃO VENTURA VIANA

MARGER DA CONCEIÇÃO VENTURA VIANA

Ainda de acordo com D’Ambrosio, Santaló viveu momentos difíceis na Argentina e sua neutralidade política serviu para importantes pontes com vários outros países. Nos anos 70 e 80, houve uma intensa migração de matemáticos e outros intelectuais, buscando asilo nos países não sujeitos à ditadura militar. Com todo o horror e desumanidade que esse período representou, uma consequência positiva foi o apoio de países cientificamente mais desenvol- vidos, Argentina, Uruguai, Chile e Brasil, aos demais países da América Latina. A aceitação, nos centros mais importantes, de bolsistas dos países menos desenvolvidos acabou se tornando um benefício para os mais desenvolvidos. Foi uma forma de brain-drain na região, mas não havia apoio às universidades mais carentes. D’Ambrosio conseguiu fazer esse tipo de apoio, na UNICAMP, quando foi instituído o Programa de Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática, com apoio da OEA, de 1975 a 1980, o pioneiro no Brasil, que, embora reconhecido pela OEA como dos mais importantes e produtivos que ela patrocinou, não foi continuado. Mas teve grande influência na evolução do CIAEM.
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DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE DISCRETAS E CONTÍNUAS E SUAS APLICAÇÕES

DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE DISCRETAS E CONTÍNUAS E SUAS APLICAÇÕES

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA.. DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA.[r]

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Gérard Fourez in memoriam: ensino de ciências na confluência da epistemologia, da ética, do papel das disciplinas científicas e da interdisciplinaridade

Gérard Fourez in memoriam: ensino de ciências na confluência da epistemologia, da ética, do papel das disciplinas científicas e da interdisciplinaridade

A UFSC, o PPGECT e Alexandria são também casas de Fourez. Por isto não podíamos deixar de assinalar seu falecimento. Mas o fazemos, a par da tristeza, relembrando nosso mestre, homenageando-o, celebrando sua fenomenal obra e já prometendo texto mais longo e detalhado. Isto porque acreditamos que ler e conhecer a obra de Gérard Fourez proporciona ao professor e ao pesquisador da área da Educação em Ciências ideias e reflexões sobre diversidade e pluralismo de ideias, vivências e culturas e sobre a importância da consideração destas na sala de aula para uma efetiva construção de conhecimentos pelos alunos. Fourez também nos ensina que ser interdisciplinar não dispensa conhecer uma disciplina específica; ao mesmo tempo, ele indica caminhos práticos para realizar a interdisciplinaridade na escola, mesmo que apenas um professor se disponha a fazê-la. Além disso, a obra de Fourez nos aponta caminhos possíveis para sermos professores rigorosos e fiéis a nossos princípios, ideias e conceitos e ao mesmo tempo ser abertos e acolhedores frente às muitas e diferentes ideias, vivências e opiniões que frequentam e constituem uma sala de aula.
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A concepção de Etno presente em algumas dissertações Brasileiras

A concepção de Etno presente em algumas dissertações Brasileiras

Na dissertação D3, Souza apresenta uma análise dos conceitos, sentidos e significados de saberes matemáticos envolvidos no conhecimento de escalada esportiva buscando identificar como alguns desses saberes podem ser significativos na prática escolar. Adota como principal teórico, D’Ambrosio, abordando seu interesse em resgatar e valorizar os saberes matemáticos praticados por diferentes grupos sociais. Ainda ressalta seu objeto de estudo como um grupo que exerce uma prática social, usando essa caracterização para analisar os saberes etnomatemáticos desse grupo. Tem visão da Etnomatemática como uma forma de pensar o conhecimento matemático, e na escola entrelaça-se, segundo o autor, com a Modelagem Matemática. Os teóricos utilizados pelo autor, no que se refere ao campo da Etnomatemática estão: Barton; Caldeira; D’Ambrosio; Fantinato; Knijnik; Monteiro; Domite; Vilela. E sobre Modelagem aborda os estudos de Orey e Rosa, entre outros. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, onde o autor realizou observações, entrevistas, diários de campo e analisou os programas curriculares oficiais. Para isso, assistiu aulas de escalada, analisou a prática da escalada e buscou relações para contextualizá-la no ensino. Mostra o conhecimento científico presente no ato da escalada e suas origens. Defende que a sala de aula é muito maior que um lugar em que se deve transmitir informações, ainda afirma que é preciso rever os currículos escolares, pois o excesso de informação tem tomado espaço da problematização, da experimentação e da reflexão. Souza afirma que a matemática escolar deve ser abordada a partir de outras práticas e lugares além da sala de aula, propondo opções interdisciplinares entre matemática e outras disciplinas que envolvam a escalada, concluindo que a aprendizagem precisa sem construída por meio de práticas que signifiquem para os educandos, já que a sala de aula está inserida em um contexto social.
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“Dia da Família na escola”: um projeto de trabalho na Educação Integral? / "Family Day at School": a project working on Integral Education?

“Dia da Família na escola”: um projeto de trabalho na Educação Integral? / "Family Day at School": a project working on Integral Education?

Nessa reunião a coordenadora de ciências também confirmou a participação dos palestrantes da Fazenda Esperança. Depois discutiram a respeito da encenação da peça, se eles autorizariam a encenação pelos alunos do 8 ano 02, posto que essa turma se ofereceu para se apresentar no dia da culminância do projeto, uma vez que ficaram sabendo que o grupo externo de uma igreja que foi convidado já estava com agenda do mês lotada e por isso não poderia comparecer. A pesar da hesitação inicial das professoras, elas resolveram que os alunos fariam a apresentação, uma vez que eles queriam e que não haveria mais o grupo externo, conforme podemos observar a seguir:
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Didática dos Signos: ressonâncias na Educação Matemática contemporânea.

Didática dos Signos: ressonâncias na Educação Matemática contemporânea.

Em nossas experiências com a docência, muitas questões pairam ao redor da vontade de tornar mais efetivo o ensino da matemática. Buscamos alternativas para as nossas aulas, objetivando com que os alunos aprendam e, não menos importante, que percebam esse aprender. E, também, o nosso, na medida em que nos dispomos a fazer com alguém. Tomamos o espaço das salas de aula em sua multiplicidade, buscando por uma Educação Matemática voltada a sensibilizar os estudantes na expressão de seu próprio aprender. Dialogamos com as palavras e os saberes das experiências entre disciplinas que constituem espaços de formação (BAMPI; MOELLWALD; CAMARGO, 2015). Sustentados no aprender expresso por Deleuze (2003), recriamos cenas da educação, narrando, discutindo, problematizando, inventando, tecendo sentidos para o que emerge na escola contemporânea 5 .
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ANÁLISE DIDÁTICA DE PRÁTICAS DE FUTUROS PROFESSORES DE MATEMÁTICA

ANÁLISE DIDÁTICA DE PRÁTICAS DE FUTUROS PROFESSORES DE MATEMÁTICA

Constatamos que, apesar da interação docente e discente ter sido razoável, o futuro professor demonstrou de imediato interesse e ofereceu a dica para os alunos resolverem essa atividade. Consideramos que os alunos necessitam ser instigados a refletir e realizar conjecturas. Convém destacar que tais práticas podem ser reorientadas e refletidas no âmbito do Pibid, pois esta política pública se constitui espaço de debates sobre o ensino de Matemática na contemporaneidade. Neste mesmo espaço, poderiam traçar formações complementares, tanto em relação ao conhecimento matemático, quanto ao pedagógico.
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Uma Sequência Didática para o Ensino da Matemática com o Software Geogebra

Uma Sequência Didática para o Ensino da Matemática com o Software Geogebra

O objetivo específico do projeto de pesquisa era aplicar uma proposta metodo- lógica para ensinar matemática, através da Investigação Matemática com o Geogebra. Esclareceremos um pouco essa temática. Investigar é procurar, examinar, procurar o que ainda não se conhece, questionar e procurar responder, para isso é preciso querer saber e estar curioso. Para PONTE (2003) a Investigação Matemática pode ser asso- ciada simplesmente a procurar conhecer, compreender um problema matemático, daí ser possível associar as atividades de investigar e lecionar. Do ponto de vista de um matemático investigar é procurar resolver problemas de todas as categorias, dentro de sua área específica. Essencialmente, investigar é a principal tarefa do matemático. Ela pode ser realizada em diversos níveis. Um matemático pode se deter na tentativa de resolver um problema aberto, aquele que ainda é uma conjectura e isso é uma trabalho muito importante. Mas o conhecimento já construído historicamente pode ser trabalha- do de forma investigativa com o aluno. O que sei enquanto matemático, pode ser um mistério para meus alunos.
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A CONTRIBUIÇÃO DE PEIRCE PARA A TEORIA DA COMUNICAÇÃO PEIRCE’S CONTRIBUTION FOR COMMUNICATION THEORY

A CONTRIBUIÇÃO DE PEIRCE PARA A TEORIA DA COMUNICAÇÃO PEIRCE’S CONTRIBUTION FOR COMMUNICATION THEORY

Charles Sanders Peirce nunca escreveu um tratado de semiótica. As ideias de sua teoria dos signos precisaram ser coletadas de algumas dezenas de artigos publicados, mas principalmente de manuscritos e anotações em cadernos e de cartas que trocou ao longo de quase meio século. A com- pilação dos textos coletados de tempos e fontes tão diversas mostra uma teoria em constante evolução. Não houve um só momento em que, ao se debruçar sobre sua classificação dos signos, não introduzisse novos termos e revisasse sua produ- ção anterior. Ainda assim, na sua vasta arquitetura filosófica, a semiótica é um liame tênue capaz de colocar em contato as várias outras teorias e doutrinas que desenvolveu. Ela compa- rece em artigos e cartas dedicados à lógica, à matemática e à metafísica, obrigando-o a adaptar a terminologia semiótica ao vocabulário de cada uma dessas ciências. Por isso, a tarefa de mapear a evolução da semiótica de Peirce na direção de uma teoria semiótica da comunicação exige de seus estudiosos o conhecimento nas várias disciplinas com as quais dialogou – algo que só foi possível recentemente e, ainda assim, de ma- neira incompleta ( ROMANINI, 2005).
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Temas regionais e o ensino de Ciências a partir de Questões Sociocientíficas: com a palavra os professores em formação

Temas regionais e o ensino de Ciências a partir de Questões Sociocientíficas: com a palavra os professores em formação

Em todo o seu arcabouço, a Educação em Ciências volta-se para uma consolidação de várias áreas de conhecimento, como a Sociologia, a Filosofia, a Antropologia, a Ética, dentre outras, como meio de ancorar um ensino de ciências mais dinâmico e socialmente construído para a formação científico-social dos estudantes. Desse pressuposto, notadamente o processo de ensino e aprendizagem científicos, têm sofrido inúmeras mudanças e adaptações curriculares para melhor atender o social, buscando erguer-se com uma base sólida e, desta forma, desenvolver-se por meio de estudos, pesquisas, metodologias de ensino e estratégias didático-pedagógicas que possam contemplar o objetivo real de ensinar ciências numa perspectiva formativa e crítica.
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DOUTORADO EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

DOUTORADO EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

O conhecimento do mundo físico é indispensável para o estudante de matemática pura. A natureza fornecer-lhe-á exemplos objetivos de problemas, que, após solução, devem ter seus resultados comprovados pela experiência. As leis da Física, tratadas matematicamente, são um campo ótimo para cultura do espírito. O terceiro ano, onde já deve existir uma seleção razoável, deve conter teorias apresentadas em cursos monográficos, formando um corpo completo. Esse curso de monografias, preferivelmente de caráter rotativo, variando de ano para ano, pode ser feito sobre matéria acessível aos próprios alunos do 1.º ano. Assim, ao terminar seus três anos, terão sempre os bacharéis conhecimento, pelo menos de três ou quatro teorias da Análise e outras tantas da Geometria. O último ano deve conter a cadeira de “Crítica dos Princípios” sem a qual sérias dificuldades encontrará o bacharel no exercício do magistério.
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O Curso de Especialização em Didática da Matemática Moderna na Escola Primária no Instituto de Educação de Porto Alegre

O Curso de Especialização em Didática da Matemática Moderna na Escola Primária no Instituto de Educação de Porto Alegre

Cabe salientar que, para Zoltan Dienes, a aprendizagem em Matemática se daria em seis etapas, sendo que a primeira é a fase do jogo livre – momento de ambientação da criança com o objeto de estudo em questão, pois “[...] toda a aprendizagem equivale a um processo de adaptação do organismo ao seu meio” (DIENES, 1972, p. 2). A segunda etapa corresponde ao jogo estruturado, momento em que a criança desenvolve sua percepção acerca das características que compõe o jogo, ou seja, suas regras. A terceira etapa – jogo de dicionário ou isomorfismo, trata da identificação, por parte do aluno, das estruturas comuns aos jogos aos quais ele já praticou. A quarta etapa consiste no exercício da representação que o leva a alcançar à abstração, “[t]al representação lhe permitirá falar daquilo que a abstraiu, olhar de fora, sair do jogo ou do conjunto dos jogos, examinar os jogos e refletir a respeito deles” (DIENES, 1972, p. 5). A quinta etapa do processo de aprendizagem, trata-se da avaliação da representação construída pela criança. “Em uma representação, pode-se facilmente perceber as proprie- dades principais do ente matemático que se acaba de criar” (DIENES, 1972, p. 5). Nessa etapa, a criança deve ser capaz de criar e dominar uma linguagem, bem como descrever aquilo que é representado. Essa criação, domínio e capacidade de descrever tal linguagem possibilita a compreensão de um sistema de axiomas. A sexta e última etapa do processo de aprendizagem em matemática se dá após o aluno criar e testar a linguagem por ele criada. Essa etapa, a etapa teorema de sistemas, trata do momento em que o aluno passa a compreender e interagir com a linguagem matemática – estrutura mate- mática.
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