Efeitos dos incêndios florestais

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Efeitos dos incêndios florestais na decomposição da folhada em rios: estudo em microcosmos

Efeitos dos incêndios florestais na decomposição da folhada em rios: estudo em microcosmos

8 na qualidade da água tendem a focar-se essencialmente no estudo dos sedimentos e nutrientes (fosfatos, nitrato e amónia) (Spencer et al., 2003), sendo que apenas alguns estudos se focam na entrada de contaminantes como metais e PAHs para os cursos de água. Num estudo efetuado por Olivella et al. (2006), cerca de um mês após um incêndio florestal decorrido no norte de Espanha, houve um aumento significativo da concentração de PAHs que atingiram os cursos de água, no entanto, estes níveis de PAHs diminuíram substancialmente devido a fatores como o efeito de diluição, provocado pela precipitação após incêndio, a degradação de PAHs (por foto-oxidação) bem como com a adsorção destes contaminantes a partículas (Olivella et al., 2006). Outro estudo, efetuado no rio Gallifa (um afluente de primeira ordem, localizado na Catalunha, Espanha) onde se avaliou a distribuição e permanência de PAHs considerados poluentes prioritários, constatou que a presença de PAHs depende em grande parte da intensidade e frequência da precipitação o que sugere que a estação do ano é um dos principais agentes que afeta o potencial tóxico e possíveis efeitos dos PAHs nestes ecossistemas, sendo que o decréscimo destes componentes é mais acentuado depois das primeiras chuvas após um incêndio (Villa-Escalé et al., 2007). Nestes estudos, os níveis de PAHs nos rios pareceram não ser um problema uma vez que se encontravam abaixo dos limites considerados legais para o consumo de água potável. Contudo, o aumento significativo de metais como o cobre, o chumbo e o zinco em rios da Lituânia, após os incêndios ocorridos no verão de 2002 (Ignatavièius et al., 2006), permitem inferir que os incêndios florestais podem contribuir para a poluição das águas.
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Efeitos dos incêndios florestais de baixa severidade nos solos, no município de Fafe

Efeitos dos incêndios florestais de baixa severidade nos solos, no município de Fafe

São diversos os impactes económicos, em consequência dos incêndios florestais, e em norma geral, podem-se dividir em dois conjuntos: as que ocorrem como consequência e resposta aos incêndios e aqueles relacionados com a antecipação dos incêndios florestais. As primeiras devem-se a exposição direta e indireta nos bens durante o incêndio, incluindo-se a perda de bens e serviços florestais (madeira, áreas recreativas, a beleza envolvente, etc) de propriedades; infraestruturas (linhas de alta tensão, linhas ferroviárias); perdas humanas; entre outros. Por outro lado, temos também os custos relacionados com a antecipação, normalmente utilizadas na prevenção dos fogos (Birot & Mavsar, 2009). Em termos sociais, podemos realçar, os efeitos provocados na saúde humana causados pelo fumo e pelo stress; a interrupção do fornecimento de energia elétrica; problemas no abastecimento de água; queima da produtividade agrícola devido à desidratação do solo e perda de nutrientes; aumento dos preços dos alimentos, entre outros (Dias, 2009).
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Análise dos incêndios florestais em Mação num período de 30 anos.  Efeitos no sequestro de carbono

Análise dos incêndios florestais em Mação num período de 30 anos. Efeitos no sequestro de carbono

xvi “Na natureza, (…) tudo está ligado. Agora que tanto se fala de “ordenamento”, importa dizermos outra vez que “tudo está ligado”. As árvores com o clima, as plantações com as propriedades, a sua limpeza com a presença de pessoas, as pessoas com as atividades económicas, estas com as condições de vida, e por aí fora. Tudo está ligado. Por isso, infelizmente, o problema não são só os incêndios e as suas terríveis e imediatas tragédias de perdas de vidas, e de bens. Os incêndios têm causas, diretas e indiretas, mas também, consequências. Diretas e indiretas. E estas nas dimensões da enorme área ardida poderão ser também gigantescas.”
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Efeitos dos fogos florestais nos sistemas aquáticos

Efeitos dos fogos florestais nos sistemas aquáticos

A avaliação de efeitos dos incêndios florestais através de ensaios ecotoxicológicos laboratoriais Os testes ecotoxicológicos laboratoriais permitem avaliar a resposta de organismos face à exposição a substâncias tóxicas. De uma forma simplificada, a resposta biológica pode ser avaliada recorrendo a testes de toxicidade aguda, testes de curta duração em que são avaliados parâmetros mais severos, sobretudo a letalidade; ou em testes de toxicidade crónica, em que a exposição ao tóxico é mais prolongada e não compromete a sobrevivência do organismo, resultando em efeitos sub-letais, tais como efeitos na reprodução ou crescimento. A realização de testes ecotoxicológicos permite o estabelecimento de relações dose (concentração)-resposta bem como relações causa-efeito. Deste modo, estes ensaios são uma ferramenta indispensável à correta avaliação dos impactos de tóxicos no ambiente.
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Efeito dos incêndios florestais nas doenças respiratórias

Efeito dos incêndios florestais nas doenças respiratórias

Os incêndios florestais podem ser causados por fenómenos naturais ou pela actividade humana (World Health Organization, 2012), envolvem a queima de biomassa e possuem efeitos imprevisíveis (Fowler, 2003), nomeadamente na estrutura e composição dos ecossistemas florestais (Liu et al., 2010). Podem ser designados como fenómenos físicos e químicos que envolvem uma reacção de combustão, fortemente exotérmica resultante da conjugação de três elementos, que constituem o triângulo do fogo: o combustível; o comburente; geralmente o oxigénio; e o agente de ignição ou energia de activação. Numa perspetiva mais ampla junta-se um quarto elemento, as reacções em cadeia, formando o tetraedro do fogo que, sob condições favoráveis tais como temperatura elevada e baixa humidade relativa do ar, contribuem para a progressão da combustão com presença de chamas. A progressão dos incêndios florestais depende essencialmente das condições meteorológicas, das características do combustível e da topografia da área afectada (de Castro et al., 2003) .
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Impactos e realidade dos incêndios florestais nas unidades de conservação brasileiras

Impactos e realidade dos incêndios florestais nas unidades de conservação brasileiras

Resumo: Este trabalho teve como objetivos identificar e avaliar, qualitativamente, os impactos ambientais decorrentes do uso do fogo no manejo do solo. O levantamento dos impactos foi realizado por meio da pesquisa bibliográfica e a identificação e avaliação deles, por meio da utilização dos métodos Ad Hoc, Rede de Interação e Check-list. Os impactos identificados foram qualitativamente classificados segundo os seguintes critérios: valor (positivo ou negativo), espaço (local, regional ou estratégico) e plástica (reversível ou irreversível). Foram identificados 79 impactos, sendo dez deles no meio físico, 25 no meio biótico e 44 no meio antrópico. Segundo o critério de valor, 63 deles foram classificados como negativos e 16 como positivos. Segundo o critério de espaço 18 deles são locais, 45 regionais e 16 estratégicos. Sessenta e sete impactos foram considerados reversíveis e 12, irreversíveis, segundo o critério de plástica. De um modo geral, é possível reverter os impactos gerados com o uso do fogo. Essa informação pode orientar a formulação de políticas públicas e estratégias nacionais de programas de educação ambiental. Sugere-se a utilização da Rede de Interação como instrumento educativo a ser construído, participativamente, pelos atores sociais envolvidos. Por meio deste processo é possível perceber a interação entre os impactos nos diferentes meios, bem como suas consequências. Esse exercício poderá facilitar a compreensão dos efeitos do uso do fogo em curto, médio e longo prazo e provocar mudanças de valores e comportamentos. Palavras-chave: Incêndios Florestais; Impactos Ambientais; Unidades de Conservação.
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Clusters municipais de bioenergia: um contributo para a prevenção de incêndios florestais

Clusters municipais de bioenergia: um contributo para a prevenção de incêndios florestais

A biomassa lenhosa está directamente associada às florestas, valorizando as matérias- -primas produzidas por culturas florestais para fins energéticos, os resíduos resultantes das operações de limpeza dos povoamentos florestais e os resíduos/desperdícios prove- nientes dos processos de produção da indústria da madeira (Andrews & Jelley, 2007). Os sistemas praticados para as culturas lenhosas são florestas de rápido crescimento com espécies dedicadas ao regime de curta rotação (ciclos de cortes cada 8 -20 anos) e as plan- tações exploradas em regime de talhadia (ciclos de cortes cada 1 -4 anos) (Boyle, 2012). Apesar de representar um recurso com efeitos positivos nos domínios da bioecono- mia, biodiversidade e preservação da qualidade dos solos, o desenvolvimento de culturas de floresta dedicadas a fins energéticos na União Europeia tem tido uma expansão bas- tante lenta, ao contrário do que está a acontecer ao nível internacional (Schulze, Gawel, Nolzen, Weise, & Frank, 2016). Este facto prende -se quer pela incerteza associada à vola- tilidade dos preços, rendimentos incertos e custos de produção, quer pelo longo período de afectação dos solos que inviabiliza os processos de adaptação às dinâmicas dos merca- dos (Schulze et al., 2016).
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Incêndio da Catraia (Tavira). Livro-guia da viagem de estudo. I Seminário da rede incêndios-solo

Incêndio da Catraia (Tavira). Livro-guia da viagem de estudo. I Seminário da rede incêndios-solo

A visita técnica às áreas ardidas no incêndio da Catraia, como ficou conhecido, está integrada no último dia do programa do I SEMINÁRIO DA REDE INCÊNDIOS- -SOLO e I SIMPÓSIO IBERO-AFRO-AMERICANO DE RISCOS, subordinado ao tema “Riscos, Incêndios Florestais e Território”. Esta visita será acompanhada por técnicos da Câmara Municipal de São Brás que irão apresentar os aspetos mais relevantes relativos ao processo de ignição e propagação do incêndio que deflagrou entre 18 e 21 de Julho de 2012, assim como os principais efeitos na área afetada.
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Influência de incêndios florestais na qualidade do ar: implementação de uma metodologia de avaliação

Influência de incêndios florestais na qualidade do ar: implementação de uma metodologia de avaliação

Os efeitos e consequências dos incêndios florestais são avassaladores, tanto em termos socioeconómicos como socioambientais. Os meios de comunicação transmitem habitualmente os impactes mais notórios e diretos, isto é, a destruição de fauna, flora, povoações e perdas de vidas humanas; no entanto, a importância dos impactes a nível da qualidade do ar e seus efeitos na saúde humana (principalmente ao nível respiratório e cardiovascular) possuem uma relevância inferior aos restantes. No decorrer desta dissertação, constatou-se que as ocorrências de incêndios no interior de Portugal Continental, apesar de em menor quantidade em relação ao litoral, causam uma maior extensão de área ardida. Tal facto, revela a dificuldade e a falta de meios disponíveis para monitorizar e manter uma boa gestão dos matos e florestas nacionais. De tal modo, reforça a importância do investimento na prevenção dos incêndios e não só nos meios para os combater.
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IMPACTO DO FOGO NA SOBREVIVÊNCIA E VOLUME DE MADEIRA DE Eucalyptus spp.PEREIRA, Suel Camilo1 ; ROCHA, Karla Borelli2 ; ROCHA, Jos Henrique Tertulino2

IMPACTO DO FOGO NA SOBREVIVÊNCIA E VOLUME DE MADEIRA DE Eucalyptus spp.PEREIRA, Suel Camilo1 ; ROCHA, Karla Borelli2 ; ROCHA, Jos Henrique Tertulino2

BARCELLOS, T.G. Efeitos do fogo sobre a fauna e a flora no cerrado. Monografia (Ciências biológicas). 31 p., Brasília. Centro Universitário de Brasília. 2001. BRADLEY, A.F. et al. Fire ecology of forests and woodlands in Utah. USDA. Forest Service. INT general technical report, Ogden, n. 287, pag. 1-128, 1992. BELO HORIZONTE, Combate a incêndios florestais. Disponível em: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comun idade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxo nomiaMenuPortal&app=fundacaoparque& lang=pt_BR&pg=5521&tax=40493. Acesso: 25 de setembro de 2017.
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MODELOS MATEMÁTICOS DE PREVISÃO DO TEOR DE UMIDADE DOS MATERIAIS COMBUSTÍVEIS FLORESTAIS FINOS E MORTOS MATHEMATICAL MODELS FOR ESTIMATE THE FINE AND DEAD FUEL MOISTURE CONTENT Benjamin Leonardo Alves White1 RESUMO

MODELOS MATEMÁTICOS DE PREVISÃO DO TEOR DE UMIDADE DOS MATERIAIS COMBUSTÍVEIS FLORESTAIS FINOS E MORTOS MATHEMATICAL MODELS FOR ESTIMATE THE FINE AND DEAD FUEL MOISTURE CONTENT Benjamin Leonardo Alves White1 RESUMO

O presente artigo busca descrever, por meio de uma revisão da literatura, os principais modelos matemáticos existentes para estimar o teor de umidade dos materiais combustíveis florestais finos e mortos, ou seja, os materiais da classe de 1-h de timelag, com base em variáveis meteorológicas. A determinação desses valores compreende uma importante informação para o delineamento de ações de prevenção e combate a incêndios florestais, e de realização de queimadas controladas, já que respondem pela probabilidade de ignição e comportamento do fogo. Com base na análise realizada, percebe-se que o Fine Fuel Moisture Code (FFMC), um dos componentes do Fire Weather Index (FWI) canadense, constitui o modelo de previsão do teor de umidade mais utilizado no mundo. Porém, considerando-se que trabalhos na literatura relatam limitações e imprecisão tanto no FFMC quanto nos demais modelos analisados nesse artigo, é essencial a validação dos mesmos antes de serem utilizados de forma operacional. Em função da pequena quantidade de estudos envolvendo essa temática no Brasil, recomenda-se a validação ou desenvolvimento de novos modelos, a fim de se aprimorar os programas de prevenção e de delineamento de risco de incêndios florestais em nível nacional.
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A Energia Renovável na prevenção dos incêndios florestais: uma articulação sustentável?

A Energia Renovável na prevenção dos incêndios florestais: uma articulação sustentável?

Todavia, conforme já oportunamente referido acima, os incêndios de 2017 (e, em menor grau os de 2018) demonstraram que a cadeia de valor da biomassa continua a padecer de uma desarticulação face ao planeamento do território o que, por sua vez, torna a gestão fl orestal profi ssionalizada uma quimera a curto prazo. Com efeito, a atual composição da fi leira fl orestal – que continua a privilegiar espécies de árvores e arbustos de crescimento rápido, a que não são alheias um risco de elevada combus- tão – e o declínio do rendimento fl orestal verifi cado na última década, colocam em risco a existência de matéria-prima sufi ciente para alimentar as centrais dedicadas e de cogeração instaladas ou a instalar. Ou seja, a vulgarização de grandes incêndios em território português, como os de 2017, que são o refl exo do atual desordenamento florestal, pode colocar em risco o sucesso das metas previstas na ENE2020.
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Análise dos Incêndios Florestais num período de 30 anos (1990-2017). Caso de estudo Concelho de Mação (Portugal)

Análise dos Incêndios Florestais num período de 30 anos (1990-2017). Caso de estudo Concelho de Mação (Portugal)

As mudanças climáticas globais são uma temática de grande destaque na nossa sociedade, surgindo, inevitavelmente, associado a esta preocupação, o aumento dos gases de efeito de estufa (GEE) presentes na atmosfera. Segundo Chuvieco et al. (2007) os incêndios florestais são responsáveis por quase 40% das emissões totais de CO 2 , aumentando significativamente na

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ANÁLISE DA EFICIÊNCIA DE ÍNDICES DE PERIGO NA PREDIÇÃO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS

ANÁLISE DA EFICIÊNCIA DE ÍNDICES DE PERIGO NA PREDIÇÃO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS

RESUMO – Apesar da existência de diversos índices de perigo de incêndios, a utilização de um índice pouco eficiente pode levar à tomada de decisões equivocadas em relação aos procedimentos de prevenção e combate aos incêndios florestais, ao mesmo tempo que um índice de predição confiável pode ajudar na maior quantificação e distribuição dos recursos para a prevenção. Diante disto, o objetivo deste estudo é analisar a eficiência dos índices Fire Weather Index (FWI), Índice Logarítmico de Telicyn, Índice de Nesterov, índices acumulativos de precipitação menos evaporação (P-EVAP) e evaporação por precipitação (EVAP/P), Fórmula de Monte Alegre (FMA) e Fórmula de Monte Alegre Alterada (FMA + ) na predição de incêndios florestais para o município
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Linhas energéticas e operacionalidade das aeronaves no combate a incêndios florestais

Linhas energéticas e operacionalidade das aeronaves no combate a incêndios florestais

Um dos acidentes que foi verificado ocorreu no dia 20 de agosto de 2017 onde a aeronave, após ter efetuado a segunda descarga e começar a afastar-se em ascensão do local, embateu com o rotor traseiro na linha aérea de transporte de energia elétrica e de seguida com o seu rotor principal. Este acidente torna-se a ocorrência mais marcante para este caso de estudo pois no decorrer deste acontecimento temos uma vítima mortal, sendo esta o piloto da aeronave. Com estes factos pudemos concluir que existe a necessidade em rever as normas de combate aos incêndios e de arranjar uma solução para a falta de sinalização das linhas energéticas para que ocorrências trágicas como a referida anteriormente possam ser evitadas salvaguardando sempre o piloto, a equipa e todos os intervenientes num TO.
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Avaliação da susceptibilidade à ocorrência de incêndios florestais no concelho de Leiria

Avaliação da susceptibilidade à ocorrência de incêndios florestais no concelho de Leiria

Na realização dos modelos de suscetibilidade não serão tidas em conta as variáveis de índole meteorológica visto não apresentarem relevância que justifique a sua introdução. São variáveis que interessam considerar, sobretudo, numa base diária, como elementos catalisadores, isto é, há de facto uma concentração da área ardida em poucos dias com condições meteorológicas extremas, mas tal facto não torna o território mais suscetível, antes potencia a suscetibilidade existente e confere outra dimensão espacial a comportamentos negligentes ou dolosos. Para que a floresta arda espontaneamente é necessária uma temperatura do ar muito superior àquela que os humanos seriam capazes de sobreviver. Nos aspetos dinâmicos dos incêndios florestais, a meteorologia desempenha efetivamente um papel muito importante. No entanto, na modelação para determinação da suscetibilidade do território, as variáveis meteorológicas não se traduzem em valor acrescentado relevante (Verde, 2008).
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Detecção de incêndios florestais no parque nacional da chapada dos veadeiros e área de entorno - DETECTION OF FOREST FIRES IN THE CHAPADA DOS VEADEIROS NATIONAL PARK AND SURROUNDING AREA

Detecção de incêndios florestais no parque nacional da chapada dos veadeiros e área de entorno - DETECTION OF FOREST FIRES IN THE CHAPADA DOS VEADEIROS NATIONAL PARK AND SURROUNDING AREA

Caminhos de Geografia Uberlândia v. 11, n. 35 Set/2010 p. 209 - 221 Página 220 Dessa forma, a educação ambiental será uma medida necessária no despertar da sociedade para este problema, auxiliando na prevenção de incêndios. A administração do parque deverá utilizar de campanhas educativas, apresentando relatórios de impactos causados pelo fogo. As imagens do satélite TM/Landsat 5, bandas 2B3G4R e a metodologia utilizada mostraram-se bastante eficaz na detecção das áreas queimadas por incêndios florestais na área de estudo. Em estudos anteriores, utilizou-se a composição 3B4R5G e o resultado obtido foi de apenas 26,93% do parque queimados, este resultado pode ser explicado pelas diferentes bandas utilizadas e pela dificuldade de interpretação devido ao relevo acidentado. Conclui-se então, que a composição 2B3G4R se mostrou mais adequada para a finalidade do estudo.
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Incêndios florestais em grafos

Incêndios florestais em grafos

Incêndios florestais são processos que atraem a atenção tanto de matemáticos quanto de físicos, pois acredita-se que, sob determinadas condições, tal modelo exiba comportamento semelhante a sistemas de partículas que apresentam criticalidade auto-organizada. Dentre os modelos mais conhecidos na literatura, podemos citar o que foi proposto por Drossel e Schwabl em [7], o qual é fortemente relacionado ao presente estudo. Por ser um assunto relativamente novo, ainda possui muitos aspectos para serem explorados. O objetivo principal dessa dissertação é estudar de maneira detalhada um aspecto que, embora singelo, é essencial para que comecemos a ter uma compreensão rigorosa sobre esse tipo de sistema. Mais precisamente, buscamos entender, para diferentes grafos, como o modelo se comporta em instantes próximos ao tempo 𝑡 𝑐 , definido a partir do ponto crítico para percolação de
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Análise da efetividade e eficácia do plano de prevenção e combate a incêndios florestais no Distrito Federal

Análise da efetividade e eficácia do plano de prevenção e combate a incêndios florestais no Distrito Federal

A utilização de aeronaves deve ser considerada como uma ferramenta de apoio para o combate a incêndios florestais, não podendo ser considerado como um recurso de controle independente e auto-suficiente. O lançamento aéreo de água ou retardantes químicos sobre a frente de avanço do fogo, quando este apresenta uma grande magnitude e intensidade não se tem mostrado eficaz. A sua maior eficiência é obtida durante o ataque inicial, procurando conter o incêndio nas duas ou três primeiras horas após o seu início, considerando-se como um bom apoio também para o controle de focos secundários, em tarefas de apoio ao combate indireto, e ainda, apoio quando as equipes de terra se encontram esgotadas ou em áreas remotas. Para uma ação efetiva, deve existir uma permanente coordenação entre o pessoal de terra e o apoio aéreo. A utilização de aeronaves como observadoras aéreas, lançando pára- quedistas ou como aeronaves tanques auxiliam muito, mas quem definitivamente controla e extingue o incêndio florestal são as brigadas terrestres.
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Incêndios florestais, diálogos e interações entre agricultores do entorno de unidade de conservação

Incêndios florestais, diálogos e interações entre agricultores do entorno de unidade de conservação

De fato, as ocorrências de incêndios e focos de calor no entorno e dentro do PESB nos últimos anos indicam que a sua frequência e intensidade são diferentes dependendo da região do parque, e atingemcom maior intensidade algumas regiões. O gerente técnico do PESB desde 2003, José Roberto Mendes de Oliveira (58) afirma que “A maioria das ocorrências de incêndios no entorno do parque ocorre na região norte (Sericita Pedra Bonita e Divino). Isto se deve a expansão agrícola na região, a cultura e práticas de manejo das terras pelas famílias agricultoras e ao baixo custo deste manejo. Outro fator que leva à acentuada ocorrência de incêndios na região norte é a topografia acidentada do terreno que facilita a propagação do incêndio, assim como a queima para limpeza de pastagem nas áreas contíguas ao parque. (...) A distância da sede também foi um fator que dificultou o diálogo com esta região. Devido ao formato do parque nota-se a necessidade de contratar pessoas de comunidades locais para ajudar na proteção e orientação no entorno (...).
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