epilepsia refratária

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Avaliação da arquitetura e qualidade do sono em crianças com epilepsia refratária

Avaliação da arquitetura e qualidade do sono em crianças com epilepsia refratária

A análise do CAP, no nosso grupo de pacientes com epilepsia refratária, mostrou uma clara redução da quantidade dos subtipos A2 e A3. Na tentativa de melhor compreender nossos achados, devemos ter em conta os resultados eletroencefalográficos da análise espectral desenvolvido por Nobili em diferentes tipos de epilepsia. 116 Os dados derivados desta análise evidenciam a alta correlação entre a distribuição das descargas e a atividade sigma, a banda de frequência na qual os fusos do sono mais contribuem. A influência facilitatória da atividade sigma na ativação das descargas durante o sono foi encontrada em muitas epilepsias na infância as quais parecem ser caracterizadas por uma forte ativação das descargas no sono NREM. A ativação das descargas relacionadas aos fusos está presente nas epilepsias parciais funcionais, como a Epilepsia Benigna da Infância e nas epilepsias parciais lesionais. 116 Os fusos constituem o primeiro nível de sincronização elétrica cerebral, originada da interação sináptica do núcleo talâmico reticular com as células talamocorticais e neurônios corticais piramidais. 114 Pesquisadores têm observado que, quando existe um aumento da excitabilidade cortical, as oscilações talamocorticais, que normalmente levam a formação de fusos, podem evocar respostas talamocorticais ou corticotalâmicas que mimetizam fusos e induzem a formação de descargas. 115 Nossos resultados evidenciam semelhanças entre o
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Funções de memória em pacientes com epilepsia refratária do lobo temporal antes e após transplante autólogo de células-tronco da medula óssea

Funções de memória em pacientes com epilepsia refratária do lobo temporal antes e após transplante autólogo de células-tronco da medula óssea

Quando as crises têm origem no lobo temporal esquerdo, a perturbação atinge o armazenamento de informações verbais; e quando o acometimento origina- se no lobo temporal direito, o distúrbio reflete-se na retenção de informações visuais, sugerindo que a manifestação de déficit de memória em indivíduos com epilepsia refratária, está associada ao comprometimento estrutural. No caso de pacientes com EH à esquerda, a lesão está neste hemisfério, portanto não surpreende o fato destes obterem menor desempenho em testes verbais, isto é, que avaliam funções do hemisfério esquerdo ou, dizendo de outra forma, que ao pacientes com EH direita apresentem maior desempenho nestes testes. Estes resultados corroboram com a teoria da simples concordância postulada por Fuentes et al., (2006), na qual o processamento de informações de cunho verbal é estritamente dependente das porções de lobo temporal esquerdo, enquanto que as capacidades visuais são menos dependentes dessas regiões, mas não necessariamente atreladas ao lobo temporal direito (FUENTES et al., 2006; FUENTES et al., 2008).
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Epilepsia Refratária e Lamotrigina: Monitorização terapêutica e resposta clínica...

Epilepsia Refratária e Lamotrigina: Monitorização terapêutica e resposta clínica...

Introdução: O tratamento farmacológico é primeira opção para o tratamento da epilepsia, e cerca de 40% dos pacientes não respondem à monoterapia e, sendo necessário o uso de dois ou mais fármacos antiepilépticos (FAE) para o melhor controle das crises epilépticas. Nesta situação clínica a lamotrigina (LTG) é o FAE de segunda geração com maior prevalência de uso, em associação com os demais FAE. Objetivo: Analisar o perfil sociodemográfico, farmacoepidemiológico, clínico e laboratorial dos pacientes com epilepsia refratária em uso de LTG, bem como verificar a racionalidade da monitorização terapêutica da LTG. Casuística e Método: Este estudo de caráter observacional e transversal foi realizado com 75 pacientes com epilepsia refratária em uso de LTG atendidos no Ambulatório de Epilepsia de Difícil Controle (AEDC) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP), no período de maio/2011 a abril/2012. As variáveis clínicas analisadas foram a qualidade de vida (Quality of Life in Epilepsy - Qolie-31), o perfil de eventos adversos (AEP – Adverse Events Profile) e a adesão ao tratamento medicamentoso (Morisky- Green). Os dados sociodemográficos e farmacoterapêuticos foram coletados através dos prontuários médicos. Além disso, foi realizada a dosagem da concentração plasmática da LTG e dos FAE de primeira geração. Para testar as hipóteses o nível de significância foi fixado em α = 0,05, e intervalo de confiança de 95%. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCFMRP (n o 8791/2010). Resultados e Discussão: Identificou-se elevada prevalência de uso de politerapia (97%), 29% dos pacientes apresentaram concentrações plasmáticas de LTG abaixo do intervalo de referência preconizado (< 2,5 mg/L), 45% utilizaram doses mg/kg/dia abaixo do recomendado, e 60% apresentaram comprometimento com a adesão ao tratamento medicamentoso. Os FAE de primeira geração influenciaram de forma significativa a concentração plasmática de LTG (p< 0,01). A concentração plasmática de LTG apresentou associação com a dose (mg/kg/dia) utilizada pelos pacientes (p = 0,0096). Os eventos adversos mais prevalentes foram sonolência e dificuldade de concentração. Baixos escores foram observados em todos os domínios relacionados à qualidade de vida (Qolie-31), sugerindo comprometimento significativo desse parâmetro humanístico entre os pacientes com epilepsia refratária. A qualidade de vida apresentou associação inversamente significativa com os eventos adversos obtidos pelo AEP (r = -0.69, p<0.01). Conclusão: Os pacientes com epilepsia refratária em uso de LTG apresentaram elevada prevalência de problemas clínicos, humanísticos e farmacoterapêuticos, o que demonstra a necessidade de implementação de estratégias para otimização do tratamento farmacológico, tais como, implementação efetiva e permanente da monitorização terapêutica de LTG nos serviços de saúde.
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Avaliação das conexões intra-corticais e limites estruturais da displasia cortical focal tipo taylor em pacientes com epilepsia refratária

Avaliação das conexões intra-corticais e limites estruturais da displasia cortical focal tipo taylor em pacientes com epilepsia refratária

associada à epilepsia refratária ao tratamento medicamentoso e, em alguns casos, os pacientes são submetidos ao tratamento cirúrgico para o controle das crises. Este estudo utilizou as técnicas de tensor de difusão e tractografia para avaliar as alterações na conectividade na DCF. Metodologia. Um estudo transversal controlado, com pacientes do PCE, do HSL da PUCRS, foi desenhado para avaliar as alterações intra-corticais e a extensão das alterações estruturais na displasia cortical focal tipo Taylor utilizando as técnicas de imagem por tensor de difusão e tractografia, nos pacientes encaminhados para tratamento cirúrgico. As imagens de ressonância magnética foram obtidas em um equipamento GE 1,5 T Signa Excite HD 8 Canais (General Electric, Milwaukee, WI, EUA) com protocolo de tensor de difusão priorizando a pequena espessura de corte. A área displásica foi definida pelos critérios de ressonância magnética. Resultados. A comparação entre os grupos aconteceu em duas etapas. Primeiro, num plano axial ao nível do tálamo a uma distância média da linha que passa entre a comissura anterior e posterior com respectivo desvio padrão de 10,94 ± 3,08 mm. Em seguida, a comparação foi feita ao nível do foco displásico. Os valores de AF são maiores nas áreas perilesionais situadas a uma distância máxima de 3 mm do limite considerado para as margens da displasia quando comparados aos valores de AF nas áreas correspondentes no hemisfério contralateral no mesmo individuo e no mesmo hemisfério no individuo controle, com p igual a 0,04 e 0,02, respectivamente, IC 95%. Isto sugere que a área displásica recruta fibras ao redor da lesão tornando a difusão mais anisotrópica. O uso da estatística discriminativa, Wilks' lambda distribution, evidenciou o valor de T2, ao nível do limbo posterior da cápsula interna direita, com o poder de identificar o paciente em relação aos grupos displásico e controle (p = 0,023, IC 95%). Os autores apresentam os valores do CDA e da AF para substância branca em pacientes com displasia cortical focal. Conclusão. As técnicas de imagem por tensor de difusão e tractografia fornecem dados objetivos que podem ser usados na avaliação pré-operatória e no segmento clínico dos pacientes com displasia cortical focal. Contudo, os autores recomendam a realização de outros estudos sobre a conectividade do córtex displásico para avaliar as anormalidades dos mecanismos envolvidos.
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Preditores neurofisiológicos e anatômicos dos resultados cirúrgicos em pacientes com epilepsia refratária associada à displasia cortical focal

Preditores neurofisiológicos e anatômicos dos resultados cirúrgicos em pacientes com epilepsia refratária associada à displasia cortical focal

Introdução: Displasia cortical focal é uma das formas mais freqüentes de malformações do desenvolvimento cortical, estando intimamente relacionada com epilepsia de difícil controle em crianças e adultos. Caracterizam-se por alterações histológicas, imaginológicas e eletrofisiológicas peculiares. Até o momento foram descritos 5 tipos de achados na ressonância magnética de pacientes com displasia cortical focal. Objetivos: Estudar as relações entre lesões displásicas corticais e descargas epileptiformes ao eletroencefalograma de superfície e à Eletrocorticografia. Descrever os padrões histológicos, imaginológicos e eletrofisiológicos, bem como os resultados cirúrgicos encontrados. Tentar correlacionar padrões eletrofisiológicos e desfecho pós-cirúrgico. Métodos: Serão avaliados a histologia, o eletroencefalograma, a eletrocorticografia e a ressonância magnética de 63 pacientes operados no serviço de cirurgia da epilepsia do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Os resultados cirúrgicos (quanto ao controle de crises) foram avaliados através de revisão de prontuários, verificando-se o status quanto à taxa de sucesso no controle de crises na consulta de revisão mais recente. Estes dados foram confirmados e detalhados através de ligação telefônica, onde foram efetuadas perguntas específicas de acordo com ficha estruturada. Resultados: Foi observado que 55,5% dos pacientes estavam livres de crise em um ano após a cirurgia. Na última visita 47% dos pacientes permaneceram sem crises. As variáveis que se correlacionaram com prognóstico favorável foram ressecção completa das descargas durante a cirurgia, estar livre de crises no primeiro ano do pós-operatório. A única variável que se correlacionou com o intervalo livre de crises foi ressecção completa das descargas. A ressonância magnética de crânio se correlacionou de forma significativa com os achados histopatológicos. Por fim, devido ao comportamento peculiar das crises epilépticas nos pacientes com displasia cortical focal, foi descrito uma nova escala de resultados cirúrgicos para esta patologia. Conclusão: O resultado cirúrgico das crises segundo os dados apresentados se correlaciona de forma estatisticamente significativa com ressecção completa das descargas epileptogênicas sugestivas de displasia e com um resultado favorável em um ano após a cirurgia.
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Avaliação do perfil metabólico, nutricional e efeitos adversos de crianças com epilepsia refratária em uso da dieta cetogênica

Avaliação do perfil metabólico, nutricional e efeitos adversos de crianças com epilepsia refratária em uso da dieta cetogênica

Selecionaram-se 23 pacientes na faixa etária de 2 até 17 anos com epilepsia de difícil controle medicamentoso, sendo 43,5% (n=10) do sexo masculino e 56,5% (n=13) do sexo feminino, provenientes do Setor de Neuropediatria da Disciplina de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo. Foram submetidos a dieta cetogênica e acompanhados por um período mínimo de um ano. Dois pacientes não conseguiram manter a cetose por falta de adesão dos pais à dieta.

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Dieta cetogénica e epilepsia refratária em crianças e adolescentes

Dieta cetogénica e epilepsia refratária em crianças e adolescentes

A epilepsia apesar de ser uma doença crónica pode ser tratada e o individuo pode ter uma vida normal, com crises quase inexistentes. Existem diferentes tratamentos disponíveis, sendo os FAE’s o mais usual. No entanto, nem sempre se obtém um resultado positivo com este tratamento. Estamos perante uma ER caso o uso de ≥ 2 FAE’s não consigam controlar as crises da doença.

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Hemisferectomia funcional precoce na hemimegalencefalia associada à epilepsia refratária.

Hemisferectomia funcional precoce na hemimegalencefalia associada à epilepsia refratária.

A idade ideal para a realização da hemisf erec- t omia ainda é assunt o cont roverso e exist em pou- quíssimos pacient es descrit os na lit erat ura que f o- ram submet idos à cirurgia ant es dos 6 meses de vida, como é o caso dos pacient es aqui descrit os. Alie-se o f at o que nossos pacient es f oram operados em péssima condição clínica e neurológica (st at us). De qualquer f orma, é possível compreender os be- nefícios da intervenção precoce caso ocorra controle das crises epilépt icas, possibilit ando ganhos no de- senvolviment o neuropsicomot or e melhor int e- gração social da criança no f ut uro. Em sua maioria, crianças port adoras de HM E associada à epilepsia cat ast róf ica precoce que não f oram submet idas à hemisf erect omia f alecem ant es dos dois anos de vida (comunicação pessoal, A Cukiert ) ou possuem prof undo ret ardo de desenvolviment o.
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Papel do 18F-FDG PET/CT na avaliação pré-cirúrgica de pacientes com epilepsia refratária do lobo temporal

Papel do 18F-FDG PET/CT na avaliação pré-cirúrgica de pacientes com epilepsia refratária do lobo temporal

Este projeto está sendo proposto porque há pouco conhecimento nacional sobre o mecanismo que leva ao aparecimento da epilepsia e à interação com diversos fatores que podem aparecer ao longo da vida. A epilepsia é uma doença crônica, que atinge milhões de pessoas no mundo, a maioria delas nos países em desenvolvimento. Crises epilépticas repetidas é uma das principais características dessa doença que atinge cerca de 1% da população mundial. As crises são controláveis com o uso de medicamentos antiepilépticos. Entretanto, muitos pacientes continuam a apresentar crises, mesmo sendo tratados com os diversos medicamentos já disponíveis atualmente. Grande parte do conhecimento que se tem é proveniente de estudos feitos em populações dos Estados Unidos e da Europa Ocidental. O objetivo desse trabalho é estudar, em população brasileira, as interações clínicas, genéticas e ambientais, além das neurobiológicas (como fatores de risco ou proteção, por exemplo), no desenvolvimento da epilepsia. Além disso, avaliar a combinação do uso de técnicas complementares de neuroimagem (ressonância magnética, tomografia por emissão de pósitrons e convencional, métodos de biologia molecular e celular) para identificar mecanismos envolvidos no desenvolvimento da doença e na resposta aos tratamentos da epilepsia. O(a) senhor(a) fará parte do grupo controle, ou seja, voluntários que não tem o diagnóstico de epilepsia.
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Epilepsia refratária na infância.

Epilepsia refratária na infância.

As autoras analisam as internações realizadas na enfermaria de crianças do Instituto de Neurologia Deolindo Couto da Universidade Federal do Rio de Janeiro, num período de dois anos, pa[r]

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J. epilepsy clin. neurophysiol.  vol.14 número2

J. epilepsy clin. neurophysiol. vol.14 número2

Introdução: A dieta cetogênica (DC) e a dieta de Atkins modificada (DAM) são dietas terapêuticas mun- dialmente utilizadas no tratamento da epilepsia refratária em crianças e adultos. No Brasil estas modalidades de tratamento são pouco indicadas, restringindo a poucos centros. Metodologia: Revisão de literatura sobre a utilização da DC e DAM no tratamento da epilepsia refratária. Conclusões: A DC e a DAM são opções terapêuticas eficazes e seguras no tratamento da epilepsia refratária. O acompanhamento destes pacientes deve ser rigoroso, com equipe treinada, prevendo os riscos potenciais e realizando dietas palatáveis e diver- sificadas.
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Níveis cardíacos de troponina I em pacientes com epilepsia do lobo temporal refratária após cortico-amígdalo-hipocampectomia

Níveis cardíacos de troponina I em pacientes com epilepsia do lobo temporal refratária após cortico-amígdalo-hipocampectomia

Todos os pacientes que participaram deste estudo eram pacientes do Serviço de Neurologia/Neurocirurgia do Hospi- tal Brigadeiro de São Paulo e foram informados a respeito de todos os procedimentos do estudo e concordaram com os mesmos (Processo Aprovado pelo Comitê de Ética em Seres Humanos da Universidade de Mogi das Cruzes, sob o proces- so CEP de n° 157/2005, CAAE: 0116.0.237.000-05). Foram estudados 11 pacientes não consecutivos, de ambos os se- xos, com média de idade de 32 anos (11 a 50 anos) com epilepsia refratária submetidos a ressecção temporal uni- lateral (cortico-amígdalo-hipocampectomia). Todos os pa- cientes apresentaram crises após a cirurgia até a data das coletas realizadas. Pacientes com história de doença car- díaca, hipertensão arterial sistêmica, outros tipos de sín- dromes epilépticas, doenças progressivas e pacientes me- nores de dez anos de idade, foram excluídos do estudo.
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J. epilepsy clin. neurophysiol.  vol.11 número3 a04jecnv11n3

J. epilepsy clin. neurophysiol. vol.11 número3 a04jecnv11n3

var que a depressão e o déficit de atenção e hiperatividade são distúrbios comuns, sendo a primeira mais freqüente entre os adolescentes e a segunda entre as crianças. Por- tanto, parece haver uma expressão idade-dependente de transtornos psiquiátricos em crianças com epilepsia. Ou- tros fatores, como o tipo de epilepsia e localização do foco são importantes na determinação da freqüência e do tipo de transtorno psiquiátrico. Dentre as epilepsias sintomáti- cas, a maior causa de epilepsia refratária no adulto é a ELT e a presença de transtornos psiquiátricos é freqüente, sendo que a incidência de depressão nestes é maior do que naqueles com epilepsia generalizada ou com foco extratemporal (24) . Não temos conhecimento se este dado
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Epilepsia e anestesia.

Epilepsia e anestesia.

A atividade convulsiva foi observada na indução da anes- tesia (n  =  1) ou após o procedimento antes da recupera- ção da anestesia geral (n  =  5). Cinco dos pacientes que apresentaram crises convulsivas tinham idade inferior a 18 anos (média de 8 anos = variação de 1 a 13 anos). Cinco dos pacientes que apresentaram crises convulsivas tinham epilepsia refratária, necessitando de várias drogas anticon- vulsivantes. As drogas utilizadas na anestesia geral desses pacientes incluíam sevolurano, isolurano, óxido nitroso, propofol, tiopental, cetamina, fentanil, atracúrio, cisatracúrio e vecurônio. Nenhum dos pacientes que receberam anes- tesia local, regional ou raquianestesia apresentou atividade convulsiva. Este artigo mostra que a incidência de crise con- vulsiva perioperatória em paciente epiléptico é baixa, não necessitando de terapêutica anticonvulsivante na maioria dos pacientes. É mais frequente na população pediátrica e em pacientes com epilepsia refratária que necessitam de vá- rias drogas anticonvulsivantes  101 .
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Memória de orientação espacial: avaliação em pacientes com doença de Alzheimer e com epilepsia mesial temporal refratária.

Memória de orientação espacial: avaliação em pacientes com doença de Alzheimer e com epilepsia mesial temporal refratária.

A segunda parte do estudo foi desenvolvida com 43 pa- cientes do Programa de Ciru rgia da Epilepsia (PCE) do Hos- pital São Lucas da PUCRS (HSL-PUCRS), sendo 23 pacientes acometidos de epilepsia refratária associada à EMT, candi- datos à ciru rgia para o tratamento da epilepsia, seleciona- dos de forma consecutiva, e 20 pacientes do ambulatório de epilepsia com amígdalo-hipocampectomia seletiva (AHS), com mais de 8 meses de ciru rgia, selecionados consecutiva- mente. Todos os pacientes com EMT possuíam diagnóstico médico de epilepsia de lobo temporal associada a EMT unilateral, com comprovação por exames complementare s (vídeo-EEG, RM). A amostra foi eleita no período de abril de 2004 a dezembro de 2004, no PCE do HSL-PUCRS. Na amostra do grupo controle foram incluídos 23 voluntários saudáveis, pareados em relação aos pacientes com EMT e AHS quanto ao sexo, idade, e ao nível de escolari dade, e que não apresentassem históricos de patologia neuro l ó g i c a , recrutados dentre os indivíduos da comunidade de Criciú- ma-SC, visando pro p o rcionar o pareamento também quanto ao nível sócio-cultural, uma vez que os pacientes do PCE
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Análise de variáveis eletrocardiográficas peri-ictais em doentes com epilepsia focal refratária

Análise de variáveis eletrocardiográficas peri-ictais em doentes com epilepsia focal refratária

A morte súbita inexplicada nos doentes com epilepsia (SUDEP) é a causa mais frequente de morte diretamente relacionada com a epilepsia (1). A incidência de SUDEP é claramente superior em doentes com epilepsia refratária, atingindo nesse grupo 6 a 9/1000/ano (2). Apesar da sua etiologia continuar por esclarecer, o mais provável é ter uma origem multifatorial, onde estão envolvidos mecanismos cardíacos, respiratórios e neurogénicos (3-6). O principal fator de risco é a persistência continuada de crises tónico-clónicas generalizadas, estando identificados outros fatores predisponentes como a longa duração da epilepsia, o início em idade jovem, atraso mental ou politerapia farmacológica (2, 7). Doentes com grandes alterações do tónus autonómico durante as crises também parecem ter maior risco de SUDEP (7, 8).
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J. epilepsy clin. neurophysiol.  vol.13 número2

J. epilepsy clin. neurophysiol. vol.13 número2

Introdução: A epilepsia é um problema de saúde pública. Afeta mais de cinqüenta milhões de pessoas em todo mundo e mais de vinte milhões deles continuam apresentando crises que não controlam satisfatoria- mente com o uso de medicamentos. As epilepsias refratárias correspondem a cerca de 20% dos pacientes epilépticos e boa parte desses apresentam crises parciais complexas passíveis de tratamento cirúrgico. A indicação cirúrgica criteriosa tem se mostrado eficiente para o controle das crises. Objetivo: Apresentar dados epidemiológicos e cirúrgicos dos pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico no NATE. Metodolo- gia: Estudo retrospectivo com análise de prontuários e classificação do controle de crises de 46 pacientes considerando a Escala de Engel. Resultados: Predomina o sexo masculino, solteiros, sem história familiar para epilepsia. Pacientes procedentes do Estado de Minas Gerais e outros estados da união. Início das crises na infância para 58,8% dos pacientes sendo o tipo de crise mais freqüente a crise parcial complexa. O déficit de memória foi a queixa cognitiva mais comum. Conclusão: O controle de crise foi compatível com Engel Ia (sem crise) para 67% dos pacientes. O tratamento cirúrgico revelou-se eficiente para o controle das crises dos pacientes portadores de epilepsia refratária ao tratamento medicamentoso.
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Implantação estereotáxica de eletrodos profundos por ressonância magnética para cirurgia de epilepsia.

Implantação estereotáxica de eletrodos profundos por ressonância magnética para cirurgia de epilepsia.

RESUMO - Apresentamos o caso de uma paciente com epilepsia refratária ao tratamento medicamentoso e submetida à monitorização em vídeo-eletrencefalografia por eletrodos de profundidade intracerebrais. A história, o exame clínico, a ressonância magnética (RM), a vídeo-eletrencefalografia e o estudo neuropsicológico não foram suficientes para a determinação da área cerebral de origem das crises convulsivas. Eletrodos de profundidade intracerebrais colocados por estereotaxia guiada por RM possibilitaram o registro de forma muito clara da atividade epileptiforme, determinando com precisão a área cerebral epileptogênica a ser removida por cirurgia. Após lobectomia temporal anterior direita com amígdalo-hipocampectomia realizada há três meses, a paciente permanece sem crises convulsivas. Segundo informações obtidas durante o último Congresso da Liga Brasileira de Epilepsia, esta é a primeira cirurgia estereotáxica para colocação de eletrodos de profundidade intracerebrais em epilepsia no Brasil.
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