Forma de vida

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O cruzeiro: acontecimento e rotina como forma de vida da mulher nos anos 1950

O cruzeiro: acontecimento e rotina como forma de vida da mulher nos anos 1950

Neste artigo, nosso objetivo é analisar, sob a perspectiva da teoria semi- ótica francesa, uma fotorreportagem de O Cruzeiro que tem como figura de destaque Ilka Soares, conhecida atriz e modelo da década de 1950, compa- rando-a com textos da coluna “Para a mulher”, assinada por Maria Teresa, consultora sentimental das leitoras desse periódico. Nosso enfoque centra- -se, portanto, nos diferentes acontecimentos da vida da estrela que viraram notícia e na rotina da vida da mulher comum. A análise dos acontecimentos da sua vida nos permitirá verificar o comportamento de uma mulher de des- taque, cujo perfil identifica-se com o de uma profissional, configurando-se em estilo reconhecido como forma de vida moderna na época em questão, diferenciando-se da vida tradicional da dona de casa da década de 1950.
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JOIA DE EMI BULHÕES: UM RETRATO DA FORMA DE VIDA DA MULHER DA DÉCADA DE 40

JOIA DE EMI BULHÕES: UM RETRATO DA FORMA DE VIDA DA MULHER DA DÉCADA DE 40

Na concepção greimasiana, uma forma de vida desenha um perfil identitário próprio a um indivíduo, um grupo ou uma cultura. Como podemos observar pela leitura do artigo de Greimas e nos fundamentando em Fontanille (2008, p. 31), uma prática semiótica constante, estereotipada, determina uma forma de vida, uma maneira de organizar e ver o mundo, que se fundamenta em crenças compartilhadas, em uma maneira de ser conjunta e reconhecida pelas interações habituais esboçadas por “simulacros” dos parceiros da interação que comungam das mesmas posições axiológicas, ou seja, uma cultura comum que define um número de regras, em geral, em uma perspectiva normativa. As práticas semióticas, segundo Fontanille (2008, p. 47), são regidas por fórmulas de convivência e de relacionamentos que visam ao bem comum e implicam um dever, já que sua eficiência é regulada do exterior da práxis por regras e normas que se impõem a todos participantes. Portanto, se a forma de vida se manifesta necessariamente pela recorrência, pela regularidade, uma exceção força a atenção, a do belo gesto que, precisamente, transgride a regra estabelecida, “desfaz uma fixidez, estetiza e torna sublime uma renovação dos valores” (COLAS- BLAISE, 2012, p. 15) pela brutalidade de sua força singular.
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O AMARGO SABOR DO CORONA: COVID-19, UMA AMEAÇA A  FORMA DE VIDA NEOLIBERAL?

O AMARGO SABOR DO CORONA: COVID-19, UMA AMEAÇA A FORMA DE VIDA NEOLIBERAL?

(re)existem zonas de lugares que, ainda que amalgamados ao sistema global, mantém as especificidades territoriais locais. Assim, por mais estrutural que a ideia de forma de vida possa parecer, ela não parece negar a glocalização. Se dentro do sistema global produzimos, distribuímos e consumimos - sendo exatamente essa questão que Marx (2013) acaba por dar como definição mínima de capitalismo -, é impossível afirmar categoricamente que o fazemos do mesmo jeito. É nessa perspectiva que Safatle (2008) afirma a existência de uma mudança radical na sociedade. Saindo de uma sociedade de produção e indo para uma sociedade cuja ética fundamental é o consumo.
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Os anos de formação de Antonio Candido: livros como forma de vida

Os anos de formação de Antonio Candido: livros como forma de vida

Seu gosto, afirmava o próprio Candido, era até então limitado pelo dos pais, formado antes, e pela biblioteca disponível na pequena cidade de Minas; cidade que, além disso, contava com uma excelente livraria, montada para prazer dos turistas cultos, beletristas ou aspirantes muito presentes na vida da cidade. Candido teria nos anos seguintes conta aberta pelo pai tanto na livraria de Poços de Caldas quanto em outras de São Paulo, o que aconteceu também na formação de José Guilherme Merquior e pode ser um traço da trajetória de alguns intelectuais brasileiros. Agora, porém, o gosto do adolescente Antonio começava a mudar. Por volta de 1933, 1934, iniciou, sem abandonar de todo as tendências anteriormente cultivadas, a leitura de literatura brasileira contemporânea. Sobre as tendências anteriores, escreveria:
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 forma de vida

forma de vida

Perante esta extraordinária circunstância, a Igreja, bem mais arguta que os partidos, os clubes de futebol e a sociedade civil em geral, tranquiliza as hostes sobrelevando o princípio orientador, ao qual se pode chegar por vias diferentes. Cito o último parágrafo do artigo do Padre Miguel Almeida S.J., director do CUPAV, que saiu no Público, a 14 de Fevereiro passado. Presumo que muitos textos análogos devem ter sido escritos no mundo católico. É uma lição a forma como a Igreja lida com as circunstâncias,

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La salud como forma de vida

La salud como forma de vida

Puesto que los malos hábitos dietéticos y la falta de ejercicio físico están entre las causas del rápido aumento de estas enfermedades es indispensable trabajar con [r]

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SOBRE A ALTERIDADE DO ARTISTA EM RELAÇÃO AO MUNDO QUE O CERCA, SEGUNDO HERBERT MARCUSE

SOBRE A ALTERIDADE DO ARTISTA EM RELAÇÃO AO MUNDO QUE O CERCA, SEGUNDO HERBERT MARCUSE

A partir dessa moldura histórico-crítica, Marcuse analisa o desenvolvimento do romance alemão de artista, cuja origem é considerada inseparável da emergência do desejo de libertar a subjetividade das presas do racionalismo iluminista e do pietismo. O Kunstlerroman é apresentado em termos da distinção entre dois pólos: o “subjetivo-romântico” e o “objetivo- realista”. O primeiro, iniciado pelo Sturm und Drang (Heinse, Moritz), seguido pelo Simbolismo (Flaubert, Zola) e pela boemia francesa (Saint-Simon, Fourier, Enfantin, Gautier), pelo esteticismo do l’art pour l’art (Huysman, Oscar Wilde), e pelos primeiros românticos, tende a submeter a existência empírica a ideais estéticos irrealizáveis e, com isso, levar ao abandono da vida prosaica em nome da arte. A arte apresenta um mundo onírico de perfeita harmonia, unidade e beleza, que a vida cotidiana desmente. Segundo Marcuse, os primeiros românticos — Tieck, Schlegel, Novalis — criam uma realidade poetizada, um mundo de sonhos que não é mais um problema para o artista. A outra tendência “objetivo-realista” diz respeito aos românticos tardios — Brentano, Hoffman, Eichendorff — que clamam por uma reestruturação radical das formas de vida (Lebensform) formulada em termos práticos (KR, p. 180). Marcuse faz duras críticas à primeira tendência romântica de se abstrair da realidade cotidiana e criar mundos ideais de fantasia. “A revolução de 1830, na qual os românticos proclamaram a completa liberação da subjetividade artística, a captura da bela realidade, foi rapidamente seguida por absoluto desencantamento” (KR, p. 248). Distintamente, o filósofo enaltece o esforço dos românticos tardios em buscar a transformação, enraizados no deficiente mundo que de fato existe. E percebe a revolta artística como rejeição consciente à sociedade burguesa e ao capitalismo que estava destruindo formas de vida anteriores e criando novos obstáculos à ultrapassagem da alienação do artista. Marcuse elogia particularmente Goethe, Gottfried Keller e Thomas Mann por terem sido capazes de ultrapassar uma tendência romântica inicial e de alcançar acolhimento em suas respectivas sociedades, mantendo o texto “objetivo- realista” e o estilo épico. Salienta que no Kunstlerroman aparecem dois modos de resolver a oposição entre a forma de vida do artista e a da sociedade: (1) a integração triunfante de Wilhelm Meister, de Goethe, e de Der grune Heinrich, de Keller; ou (2) a desintegração final de Gustav Von Aschenbach, em A morte em Veneza, de Mann. O segundo parece-me mais interessante, na medida em que antecipa a apropriação que Marcuse fará mais tarde da teoria freudiana das pulsões, e dele tratarei agora.
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Rev. Hist. (São Paulo)  número172

Rev. Hist. (São Paulo) número172

O republicanismo que se institucionalizou com a revolução é analisado pelo autor não somente como uma forma de governo, mas como uma forma de vida, de ideais e de valores, que se baseavam em uma moral mais rígida, se comparada a da monarquia que tolerava altos graus de interesses priva- dos e corrupção entre seus membros. Ao afirmar que o republicanismo era uma ideologia “tão radical para o século XVIII quanto o marxismo seria para o século XIX” (p. 119), o autor enfatiza exatamente esse ponto, argumentando que a revolução desafiou princípios fundamentais da monarquia como a hierarquia, a devoção aos laços de sangue, o patriarcalismo e as relações de dependência. O republicanismo americano, entretanto, não era logicamente inconsistente com a monarquia, tendo sido seus princípios adotados por in- telectuais que procuravam reformar e revitalizar as sociedades monárquicas em outros países.
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Desenvolvimento local : O caso de estudo do seixal, o desenvolvimento como forma de melhorar a qualidade de vida local

Desenvolvimento local : O caso de estudo do seixal, o desenvolvimento como forma de melhorar a qualidade de vida local

Este Estudo de caso encontra se repartido em 4 fases, sendo cada uma das etapas um passo importante e necessário para a sustentação, veracidade e adequação do estudo a realidade e necessidades locais, sendo que a primeira abordagem ao terreno foi realizada de forma a reunir e assegurar um background solido que servira de base de análise e como contexto histórico e cultural que irão ajudar nas apreciações que serão realizadas na segunda parte do estudo, nesta primeira parte foram efectuadas diversas incursões ao terreno de forma a poder ter uma noção mais dinâmica e completa da realidade local, Relativamente a segunda fase esta contrasta com a primeira fase do estudo visto que no decorrer desta fase será elaborado um trabalho mais metodológico, este exercício metodológico terá o objectivo de elaborar uma analisa da realidade compreendida e uma reflexão detalhada da realidade que nos permita ter uma noção mais aprofundada da realidade local, nomeadamente do seu potencial e debilidades. Embora inicialmente não estivessem previstas idas ao terreno nesta fase foram necessárias várias deslocações para esclarecer duvidas que se levantaram na interpretação dos dados.
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A ACELERAÇÃO CONTEMPORÂNEA COMO DEMARCADORA DOS ESTILOS E DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE

A ACELERAÇÃO CONTEMPORÂNEA COMO DEMARCADORA DOS ESTILOS E DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Lipovetsky (2004), estudioso da sociedade moderna, utiliza o termo hipermodernidade para realçar a nova face da Modernidade e definir o novo tempo em que se vive, marcado pelo fim das ideologias, pelo surgimento de uma cultura hedonista, pelo consumo de massa, pelo psicologismo e pelo culto ao corpo. Em tal sociedade, onde as inovações tecnológicas atingem graus inimagináveis e quase tudo se torna descartável, conceitos como “bem-estar”, “satisfação” e “qualidade de vida” são logo associados às atividades de consumo exacerbado, em que se cultuam as sensações imediatas e efêmeras. Ocorre grande inversão de valores, marcada pela perda das tradições. Como expressa Bauman (2001), ao sugerir a dicção “sociedade líquida” para o nosso tempo, tudo o que é sólido se torna fluido, volátil, menos o sistema mercantil, que intensifica na pessoa a sensação de incompletude, já inerente à condição humana.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS INTERDISCIPLINARES MULHERES, GÊNERO E FEMINISMO ANA ELIZABETH SOUZA SILVEIRA DE SIQUEIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS INTERDISCIPLINARES MULHERES, GÊNERO E FEMINISMO ANA ELIZABETH SOUZA SILVEIRA DE SIQUEIRA

Esta dissertação se volta para a investigação e análise da participação de mulheres agricultoras no associativismo comunitário e na produção agrícola/agroecológica. Tem por objetivo identificar de que forma e em que medida o exercício de cargos e funções de direção, administração e gestão de recursos como executoras de projetos governamentais de desenvolvimento rural propicia processos de empoderamento destas mulheres no espaço público e no âmbito doméstico-familiar. Para tanto, foram registradas e analisadas as trajetórias e experiências de mulheres agricultoras familiares que participaram das ações desenvolvidas pelo Projeto Gente de Valor, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, empresa pública do Estado da Bahia, em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, em 34 municípios da região semiárida, entre 2007 e 2012. Os dados foram obtidos a partir de uma abordagem qualitativa, baseada em observações de campo, na realização de dois grupos focais e no registro de histórias de vida de 10 mulheres que estão à frente das associações comunitárias locais ou que participam ativamente dos grupos produtivos. Abordamos, também, as concepções e práticas no âmbito do Projeto Gente de Valor, relativas ao trabalho com enfoque de gênero e como este é compreendido pelos agentes técnicos e técnicas e pelas próprias mulheres. Os resultados obtidos são indicativos de que as mulheres agricultoras se empoderaram, principalmente no nível do empoderamento individual, mas, também, no nível organizacional. À luz da teoria feminista, concluímos que esses importantes avanços são maiores na perspectiva desenvolvimentista a que se limita o Estado, influenciado por organismos multilaterais financeiros. Porém, isto não impediu que algumas mulheres, com seu engajamento social e político e articulação em redes com pessoas e organizações, potencializados pelo Projeto Gente de Valor, tenham se empoderado, também, na perspectiva feminista.
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Dificuldades sentidas pelos familiares cuidadores responsáveis pelo suporte dado nas actividades da vida diária do doente com Artrite Reumatóide

Dificuldades sentidas pelos familiares cuidadores responsáveis pelo suporte dado nas actividades da vida diária do doente com Artrite Reumatóide

Compete ao Terapeuta Ocupacional (T.O.), na sua abordagem ao utente, estar atento aos compo- nentes, áreas e contextos de desempenho de forma a que este consiga realizar as suas actividades signi- ficativas com sucesso e satisfação. Desta forma a família aparece-nos como elemento importante do contexto do indivíduo e o T.O. poderá orientá-la de qual a forma mais correcta de ajudar os doentes a realizar as Actividades da Vida Diária, melhorando a qualidade de vida, não só do doente, mas também dos seus familiares e proporcionando um ambien- te securizante para ambos.
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Cidades, corpos medicalizados e o biocapital: o mercado da saúde.

Cidades, corpos medicalizados e o biocapital: o mercado da saúde.

Para Rose (2011a), o termo “subjetivação” designa um agenciamento heterogêneo de corpos, vocabulários, técnicas, inscrições e práticas pelos quais as pessoas passam a se relacionar como sujeitos de certo tipo (MILLER; ROSE, 2012). Contemporaneamente, as tecnologias políticas e econômicas de produção de subjetividades se desenvolvem com o apoio de diversos campos de conhecimento das ciências biológicas, médicas e sociais. As tecnologias de subjetivação podem ser concebidas em termos de interconexões, métodos e linhas de força complexas entre componentes heterogêneos que incitam, possibilitam e estabilizam relações particulares do indivíduo consigo mesmo, em locais específicos com a utilização de práticas de si, denominadas por alguns pesquisadores, tais como: bioascese e biossociabilidade (ORTEGA, 2008; SANT’ANNA, 2009; CÉSAR, 2009). Essas práticas são culturas de si, ligadas ao consumo de tecnologias de saúde e de dietas, exercícios físicos, fármacos, compostos de vitaminas e proteínas, vestimentas, modos de vida variados, ligados a um empresariamento de si conforme regras prescritas por saberes e poderes, em nome da religião da saúde, da pastoral médico-psicológica e de um crescente mercado do bem-estar.
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Adaptação à doença inflamatória intestinal: a influência do stress, sentido de vida e coping na qualidade de vida

Adaptação à doença inflamatória intestinal: a influência do stress, sentido de vida e coping na qualidade de vida

Num estudo com jovens com DII, os autores concluíram que aqueles que se referiam à doença com um discurso mais positivo e com uma perspetiva de futuro mais positivo, apresentavam um maior índice de qualidade de vida (Van der Zaag-Loonen et al. 2004). Há características da doença que parecem contribuir para um nível de qualidade de vida mais baixo, são elas o seu caráter crónico, os efeitos da medicação e as cirurgias que podem ser necessárias, a frequência e periodicidade necessária das vigilâncias médicas (consultas frequentes) e as hospitalizações a que os doentes estão sujeitos (Petrak et al., 2001). Estas consequências podem ter um impacto mais significativo para o doente numa fase ativa da doença, no entanto, os baixos índices de qualidade de vida não são exclusivos desta fase. Sajadinejad e colaboradores (2012), demonstram que, em fase de remissão, também é possível que os índices estejam mais diminuídos. Contudo, os níveis de qualidade de vida mais baixos não se devem exclusivamente a fatores relativos à doença, devemos também, por exemplo, ter em consideração os fatores sociodemográficos (Sainsbury & Heatley, 2005; Sajadinejad et al. 2012). A investigação demonstra que níveis elevados de stress estão relacionados com níveis de qualidade de vida mais baixos. Chama também atenção para o facto dos doentes com Doença de Crohn estarem mais vulneráveis ao stress comparativamente com os doentes com Colite ulcerosa. No que diz respeito ao coping, parece haver uma relação com os níveis de qualidade de vida, assim os indivíduos que recorrem a estratégias de coping de evitamento e estratégias focadas nas emoções revelam índices de qualidade de vida mais baixos (Petrak et al., 2001).
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O intelectual de Edward Said em Memórias do cárcere de Graciliano Ramos

O intelectual de Edward Said em Memórias do cárcere de Graciliano Ramos

Essa atitude de Cubano fez com que Graciliano percebesse que, por trás daquela máscara de homem grosseiro, existia outro homem que possuía sentimentos. Assim, Graciliano o destaca como um indivíduo que estava ali para servir, já que, além disso, também estava preso, mas que, ao mesmo tempo, preocupava-se com a situação de alguns companheiros. Dessa forma, o desdém que Graciliano apresentou nos primeiros contatos que teve com Cubano foi transformado em afeição. “Amável serviçal, procurava tornar-nos a vida menos dura no lugar infame. [...] Tinha um coração humano, sem dúvida, mas adquirira hábitos de animal” (RAMOS, 2008, p. 507).
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Conversão de objetos 3D em sons tridimensionais

Conversão de objetos 3D em sons tridimensionais

Esta dissertação tem como objetivo apresentar um sistema capaz de converter a forma de um objeto ou de um cenário tridimensional em som com o objetivo de auxiliar pessoas com sérias dificuldades visuais. Com o intuito de contextualizar este trabalho começa-se por fazer um enquadramento relativo a pessoas com dificuldades visuais. São apresentados também os potencias benefícios resultantes deste trabalho. De forma a dar suporte a este trabalho, na revisão de literatura é feito o enquadramento relativo a efeitos de áudio 3D, apresentam-se soluções já existentes no mercado e que de alguma forma se assemelham ou fornecem uma possível alternativa a uma parte da solução proposta nesta dissertação. São ainda descritas as tecnologias utilizadas nesta dissertação. O protótipo desenvolvido neste trabalho distancia-se de outras soluções de conversão de imagem em som uma vez que o som é gerado com base num objeto 3D em vez de imagens 2D, fornecendo assim a informação relativa à forma e profundidade de um objeto de forma mais precisa. A digitalização de um objeto permite fazer a sua divisão em camadas representadas por diversas fontes sonoras virtuais. Estas camadas são percorridas da mais próxima à mais distante. Para cada camada é efetuado o cálculo da distância entre o utilizador e as fontes sonoras de forma a gerar um som específico para os 6 pares de auscultadores, sendo a frequência dos sons diferentes para cada camada. Pelos resultados observados, é possível concluir que a digitalização de um objeto e a sua conversão em som permite fazer a identificação de diferentes objetos.
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Apresentação

Apresentação

dois casos: Araraquara e Pontal do Paranapanema. Destacam ocorrências, com enfoque para o caso da parceria com usinas para o plantio de cana-de-açúcar e que tem gerado inúmeros conflitos entre produtores e órgãos de gestão pública. Pontuam a “totalidade” da vida dos assentados ressaltando que o desenvolvimento, e assim as políticas públicas para os assentamentos, devem ser tomadas em conjunto. Tirando o foco da renda pura e simples, sem evidentemente desconsiderar este fator, observam melhoras significativas para os assentados, principalmente a partir dos planos e programas: PNRA – Plano Nacional de Reforma Agrária, o PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, e o PRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Dentre outras apontam para a erradicação da chamada pobreza rural.
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O projeto moradia assistida do centro de atenção psicossocial: de uma questão clínica a outra.

O projeto moradia assistida do centro de atenção psicossocial: de uma questão clínica a outra.

na casa e ele ficou de limpar o quintal. Passou horas esfregando o chão com sabão em pó fazendo uma camada de espuma, mas só mudou a sujeira de lugar e ficou esgotado. Quem chegava para ajudar no churrasco via o quintal sujo e ele largado no sofá, parecia que ele não tinha feito nada. Num outro momento instalou-se uma “crise” entre os moradores, pois Maurício não havia limpado a cozinha. Na verdade, havia passado um único pano por toda a cozinha e espalhando a sujeira ao invés de limpar. Percebendo que isso era quase como uma forma de ser e de limpar e que essa questão era muito difícil para ele, a equipe decidiu acompanhar e ajudar especificamente Maurício mais de perto (6) .
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Setembro, 2014 Relatório da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário

Setembro, 2014 Relatório da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário

consciência da necessidade da aprendizagem ao longo da vida pensada não apenas em termos profissionais mas, inevitavelmente, em termos pessoais, de conhecimento de si. Simultaneamente, a situação de carência em que nos coloca a Filosofia, poderá proporcionar um aguçar da curiosidade sobre nós próprios, os outros e o mundo. Por outro lado, ver-nos-emos impelidos a formular um projeto de vida próprio. É a outra finalidade do programa. “Proporcionar situações orientadas para a formulação de um projeto de vida próprio” não implicará criar algum tipo de vivências que contribuam para a construção pessoal do aluno, não se trata aqui de criar algum tipo de realidade «especial». A situação em que sempre nos encontramos é a situação ideal (porque a única que temos) para constituir um lugar para sermos. A Filosofia apresenta-nos esta situação, provoca-nos o olhar para que nos consigamos distinguir a nós próprios do lugar (físico, social…) onde nos encontramos, ou para que possamos, mais uma vez, reconhe cer a situação dramática em que a vida se desenrola. “A análise crítica das convicções pessoais” tornará possível um distanciamento em relação ao que nos rodeia para que possamos depois dialogar com isso que nos rodeia e que simultaneamente nos define e é definido por nós. A tomada de consciência de interdependência entre nós e o mundo poderá conduzir-nos a uma maior consciência ética, política e ecológica.
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PERCEPÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS COM LESÃO MEDULAR TRAUMÁTICA: uma forma de estudar a experiência da deficiência

PERCEPÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS COM LESÃO MEDULAR TRAUMÁTICA: uma forma de estudar a experiência da deficiência

A dependência de outras pessoas para as atividades do dia-a-dia demonstrou ser, quando vista de forma isolada, a experiência negativa mais freqüente na vida e na qualidade de vida dos indivíduos estudados. Essa dependência gera falta de autonomia, insatisfação e não permite que esses indivíduos tenham liberdade ou privacidade na vida. A dependência pode estar relacionada às seqüelas físicas, conforme o relato de alguns entrevistados, mas, também, pode relacionar-se a uma questão cultural, a associação entre deficiência e dependência. Para Wendell (1996), as pessoas deficientes são comparadas socialmente a uma criança. Essa comparação é oposta ao que se espera para o homem e coincide, em parte, com as expectativas culturais esperadas para a mulher. Assim, em um grupo eminentemente masculino, como o dos entrevistados, a influência cultural pode estar presente, mesmo que de forma não reconhecida, e ser influente. No entanto, esse é um fato que não pode ser esclarecido pelo estudo. Além disso, a dependência também pode estar relacionada à falta de acessibilidade e à presença de barreiras arquitetônicas. Os entrevistados falaram da dificuldade de acesso a muitos lugares e inclusive no transporte coletivo, o que os torna dependentes de outras pessoas e os impede de ter autonomia e liberdade.
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