Fraturas do fêmur

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Fraturas do fêmur em idosos: um problema de saúde pública no Brasil

Fraturas do fêmur em idosos: um problema de saúde pública no Brasil

Vale enfatizar que os dados trabalhados nesse estudo dizem respeito exclusivamente às internações por fraturas do fêmur na população idosa que utilizaram o serviço público de saúde. Se pensarmos na grande população que fazem uso do sistema privado de saúde, certamente podemos inferir que a situação é ainda pior. Assim, é fundamental o desenvolvimento de programas e ações com objetivos de informar e conscientizar a população em relação a esse agravo, bem como políticas de saúde que enfatizem a prevenção para que possamos interferir na linha de crescimento do número de casos, principalmente naquelas faixas etárias mais vulneráveis.
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Características epidemiológicas das fraturas do fêmur proximal tratadas na Santa...

Características epidemiológicas das fraturas do fêmur proximal tratadas na Santa...

As fraturas do fêmur proximal são frequentes em idosos, consideradas uma devastadora consequência da osteoporose, acometem mais o sexo feminino, estão comumente associadas a traumas de pequena energia e, embora apresentem poucas complicações referentes a consolidação no caso das fraturas extracapsulares, estão relacionadas a déficits funcionais, a elevadas taxas de morbidade e mortalidade, além dos altos custos aos serviços de saúde. Representam importante problema de saúde pública mundial devido a sua alta incidência. Trata-se de um estudo retrospectivo com base em um levantamento de prontuários, objetivando caracterizar os pacientes com fraturas do fêmur proximal atendidos na Santa Casa de Misericórdia de Batatais – SP. Foram analisados 258 prontuários, de 258 pacientes, correspondendo a 260 fraturas do fêmur proximal (duas fraturas bilaterais) de indivíduos atendidos na Santa Casa de Misericórdia de Batatais no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2010 com idade média de 74,8 anos, com predomínio de fraturas na faixa etária entre 80 e 89 anos (35,8%), mulheres (64,6%) e que se declaravam brancos (73%). As fraturas trocantéricas foram as mais incidentes com 60% dos casos, o mecanismo de trauma mais comum foi a queda da própria altura com 91,1% e o lado mais acometido foi o direito com 51,9%. O tratamento cirúrgico foi aplicado a 95,7% das fraturas do fêmur proximal. Dos 258 pacientes incluídos no estudo, 50 foram a óbito, sendo frequente entre as mulheres (61,6%) e o período mais incidente foi com três meses após a fratura.
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Densidade mineral óssea nas fraturas do fêmur proximal

Densidade mineral óssea nas fraturas do fêmur proximal

Os estudos de análise densitométrica, realizados em pacientes com fraturas do fêmur proximal, ainda, são escassos com pouco número de casos, e em muitas vezes, não fazem diferenciação entre fraturas do colo e da região trocantérica, o que torna mais difícil a valorização isolada de seus achados, [13, 19-25]. No Brasil e na América Latina existe carência, ainda maior, desses estudos[1]. A grande variação racial e étnica presente nessas regiões, assim como sua mistura, pode ter dado origem a uma população que, embora fenotipicamente Caucasiana, possua influências genéticas negras e indígenas, gerando uma população com características distintas das estudadas em outras regiões[10].
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Novo método de imobilização provisória nas fraturas do fêmur proximal.

Novo método de imobilização provisória nas fraturas do fêmur proximal.

O recurso da tração cutânea ou esquelética utilizada antes da intervenção cirúrgica das fraturas transtrocantéricas é contra-indi- cado, pois não traz benefícios para o paciente e há possibilidade de lesão cutânea devido ao atrito mecânico ou processo alérgico causado pelo material. 3,5-7

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Fixação intramedular das fraturas do fêmur na infância e na adolescência com hastes flexíveis

Fixação intramedular das fraturas do fêmur na infância e na adolescência com hastes flexíveis

Objetivos: Avaliar o resultado do tratamento cirúrgico da fratura diafisária isolada do fêmur pela fixação intramedular retrógrada com hastes de Ender. Métodos: Os autores realizam um estudo retrospecti- vo de 31 pacientes (32 fêmures), sendo 22 (71%) do sexo masculino e nove (29%), do feminino. As idades variaram entre oito e 16 anos com média de 11,3 anos. Quanto ao mecanismo de trauma, obser- vamos: 13 (42%) foram vítimas de acidente automobilístico; cinco (16%), de acidente motociclístico; quatro (13%), de atropelamento; seis (19%), de queda de altura; e três (10%), de queda de bicicleta. Quanto ao lado acometido, ocorreram 14 (44%) fraturas femorais direitas e 18 (56%) esquerdas com um paciente fraturado bilateral- mente. O tempo de seguimento variou de 1,6 anos a 6,3 anos com média de 2,7 anos. O período de internação foi, em média, de 6,81 dias, variando entre três e 19 dias. Após um ano, realizaram avaliação funcional (dor, movimento, claudicação) e escanometria para avaliar possíveis discrepâncias. Resultados: 28 (90,3%) pacientes com re- sultado satisfatório e três (9,6%), insatisfatório. Como complicações, observamos anisomelia em oito (25,8%), dor em dois (6,4%) e limita- ção do arco de movimento de flexão joelho em um (3,2,%) paciente. Conclusões: Os autores ainda consideram a população estudada pe- quena, mas os resultados demonstram ser promissores. O tratamento com haste intramedular de Ender foi efetivo, seguro e econômico, podendo ser indicado para as fraturas femorais isoladas estáveis.
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Análise do emprego do parafuso antirrotacional nos dispositivos cefalomedulares nas fraturas do fêmur proximal.

Análise do emprego do parafuso antirrotacional nos dispositivos cefalomedulares nas fraturas do fêmur proximal.

como a altura da populac¸ão chinesa é menor do que a da euro- peia, o comprimento do fêmur proximal e o diâmetro do colo femoral também são menores, o que ocasiona o posiciona- mento inapropriado da lâmina espiral da haste cefalomedular usada no estudo ou a redundância da extremidade proximal da haste. No emprego da haste cefalomedular usada em nosso servic¸o, o diâmetro mínimo para a colocac¸ão ideal é de 34 mm, o que corresponde ao dobro de Z X e leva em considerac¸ão uma espessura de cortical (superior e inferior) de 4 mm. Em nossa série, em apenas 19 pacientes (32,8%) poderíamos fazer a colocac¸ão do parafuso deslizante considerada como ideal na nossa metodologia. Extrapolando o intervalo de confianc¸a para a populac¸ão brasileira, teríamos que em 95% das vezes somente em 21,8% a 47,8% dos pacientes o implante poderia ser colocado de forma ideal, ou seja, com o centro do parafuso deslizante ao longo do eixo central do colo.
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Evolução funcional nas fraturas da extremidade proximal do fêmur.

Evolução funcional nas fraturas da extremidade proximal do fêmur.

de que o tratamento cirúrgico das fraturas do fêmur proximal está relacionado a um menor índice de mortalidade quando compara- dos àqueles pacientes em que o tratamento conservador foi o de escolha, entretanto nosso estudo evidenciou taxa de mortalidade 9 vezes maior no grupo submetido a tratamento conservador do que naquele submetido a tratamento cirúrgico. Obviamente o estado clínico dos pacientes não operados é pior, porém o tratamento cirúrgico proporciona oportunidade melhor para recuperação funcional e melhoria da qualidade de vida.

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Fraturas instáveis do fêmur em crianças tratadas com hastes intramedulares elásticas de titânio.

Fraturas instáveis do fêmur em crianças tratadas com hastes intramedulares elásticas de titânio.

em seu estudo, que a fixação de fraturas do fêmur em pa- cientes com sobrepeso e o uso de hastes intramedulares flexíveis de menor diâmetro estão associadas a aumento da angulação sagital e a angulação coronal está rela- cionada com o tamanho da haste, envolvendo também falhas técnicas.

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Avaliação prospectiva da evolução clínica, radiográfica e funcional do tratamento das fraturas trocantéricas instáveis do fêmur com haste cefalomedular.

Avaliação prospectiva da evolução clínica, radiográfica e funcional do tratamento das fraturas trocantéricas instáveis do fêmur com haste cefalomedular.

As fraturas trocantéricas são fraturas extracapsulares do fêmur proximal, envolvendo a área entre o trocânter maior e menor. É uma fratura comum na população idosa devido à osteoporose, associada principalmente ao trauma de baixa energia, como a queda da própria altura. A incidência das fraturas do fêmur proximal aumen- tou significativamente nas últimas décadas, e deverá duplicar nos próximos 25 anos devido ao aumento da expectativa de vida da população (1) . Estima-se que nove

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Uso da placa onda no tratamento das fraturas diafisárias do fêmur não consolidadas.

Uso da placa onda no tratamento das fraturas diafisárias do fêmur não consolidadas.

Estudou-se retrospectivamente 25 pacientes com fratura dia- fisária do fêmur não consolidadas e que foram tratados com placa onda. A consolidação ocorreu em 96% dos pacientes num tempo médio de 5,32 meses, variando entre três e sete meses. Vinte e um pacientes (84%) foram considerados como resultados excelentes e bons nos critérios de avaliação final. O método de tratamento não ocasionou diferença no comprimento dos membros. Não ocorreram desvios rotacionais. O arco de movimento dos quadris e joelhos não foi acometido, embora em quatro pacientes (16%) tenha-se encontrado limitação na flexão do joelho, esta era prévia ao tratamento com placa onda. Dois pacientes (8%) tiveram infecção profunda durante o tratamento com a placa onda, recidiva de processo infeccioso prévio. Houve soltura da placa no nono mês de pós-operatório em um paciente (4%), embora tenha havido a consolidação óssea. Em outro paciente (4%) a placa onda quebrou um ano e dois meses após a cirurgia, tendo-se trocado a primeira por outra placa onda e posterior consolidação. Mesmo assim, considerou-se falha do método. A placa onda é uma opção de tratamento das fraturas do fêmur não consolidadas pelas suas propriedades biomecânicas favoráveis à consolidação óssea, conferindo estabilidade sem prejudicar o suprimento sangüíneo, com características de síntese biológica.
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Osteotomia valgizante subtrocantérica do fêmur proximal para o tratamento da não consolidação das fraturas transtrocanterianas .

Osteotomia valgizante subtrocantérica do fêmur proximal para o tratamento da não consolidação das fraturas transtrocanterianas .

2. Rocha MA, Carvalho WS, Zanqueta C, Lemos SC. Estudo epidemiológico retrospectivo das fraturas do fêmur proximal tratados no Hospital Escola da Fa- culdade de Medicina do Triângulo Mineiro. Rev Bras.Ortop. 2001;36(8):311-6. 3. Kenzora JE, McCarthy RE, Lowell JD, Sledge CB. Hip fracture mortality. Rela- tion to age, treatment, preoperative illness, time of surgery, and complications. Clin Orthop Relat Res. 1984;(186):45-56.

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Como são tratadas as fraturas diafisárias fechadas do fêmur no Brasil? Estudo transversal.

Como são tratadas as fraturas diafisárias fechadas do fêmur no Brasil? Estudo transversal.

seus resultados com o uso das placas no tratamento das fraturas diafisárias do fêmur, enfatizando que as complicações aumentam quando o contato cortical não pode ser obtido. A osteossíntese com o princípio de estabilidade absoluta através de placas de compressão ainda é uma realidade no Brasil, correspondendo ao método de preferência de 25% dos cirurgiões nas fraturas com traço simples e de 15%, nas fraturas com traço complexo. É provável que isto se deva ao fato de que muitas regiões do país não disponham de radioscopia para a osteossíntese intra- medular ou não possuam equipe treinada para a realização da mesma. Trata-se de um método que promove desvitalização dos tecidos e, conseqüentemente, maior índice de infecção, retarde de consolidação e pseudartrose.
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Análise de custo-efetividade do ácido zoledrônico na prevenção da fratura osteoporótica proximal de fêmur no cenário do Sistema Suplementar de Saúde Brasileiro.

Análise de custo-efetividade do ácido zoledrônico na prevenção da fratura osteoporótica proximal de fêmur no cenário do Sistema Suplementar de Saúde Brasileiro.

Objetivo: realizar análise de custo-efetividade do ácido zoledrônico na prevenção de fraturas osteoporóticas proximais de fêmur. Método: modelo analítico de decisão para comparar ácido zoledrônico versus risedronato, na prevenção de fraturas, no ano 2007. A população-alvo da análise foi uma coorte hipotética de mulheres com osteoporose, idade inicial de 65 anos, horizonte de tempo de cinco anos. Dados epidemiológicos e eficácia dos fármacos foram obtidos de revisão e análise crítica da literatura. Custos foram valorados para o Sistema Suplementar de Saúde. O desfecho analisado foi o custo por fratura de fêmur evitada. Resultados: no cenário base, o ácido zoledrônico reduziu a incidência de fraturas (0,297 fraturas versus 0,460 fraturas), com custo anual do ácido zoledrônico de R$ 21.630,85 versus R$ 21.872,55 do risedronato. Conclusão: o uso do ácido zoledrônico comparado ao risedronato pode prevenir mais fraturas proximais de fêmur, com menores cus- tos, no cenário do Sistema Suplementar de Saúde.
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Anatomia radiográfica da região proximal do fêmur: correlação com a ocorrência de fraturas.

Anatomia radiográfica da região proximal do fêmur: correlação com a ocorrência de fraturas.

Em nossa série de 305 radiografias da bacia na incidência em ântero-posterior, das quais 27 apresentavam fraturas proximais do fêmur, não foi encontrada qualquer associação entre os parâme- tros radiográficos mensurados e maior risco de fraturas. Cumpre salientar que, inicialmente, o comprimento do colo femoral e a distância entre o grande troncânter e a sínfise púbica apresenta- ram correlação estatisticamente significativa para ocorrência de fraturas. Porém, quando foram analisadas as variáveis citadas, de acordo com a distribuição por sexo, não houve correlação estatisticamente significativa, o que indica que o parâmetro “sexo foi um “fator de confusão“ na análise de tais variáveis.
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Resultados do tratamento das fraturas da diáfise do fêmur ipsilaterais às do colo ou transtrocantérica.

Resultados do tratamento das fraturas da diáfise do fêmur ipsilaterais às do colo ou transtrocantérica.

A associação trans-diáfise mostrou ter melhor prognóstico, com consolidação de todas as fraturas e resultado funcional bom em todos os pacientes. Isso ocorreu porque a região trocantérica apre- senta por si uma melhor condição biológica para a consolidação e, como descrito anteriormente, as fraturas não apresentavam desvio, o que torna a cirurgia mais fácil e o bom resultado mais previsível. Quando a fratura da diáfise está associada à fratura transtrocan- térica sem desvio, a fixação é tecnicamente mais fácil, pois basta iniciar o procedimento com a fixação provisória da fratura trans- trocantérica e então proceder a introdução da haste, seguido da fixação cefálica e distal. Nos casos com desvio, é fundamental a redução prévia da fratura transtrocantérica, que não é fácil de ser feita com a manipulação distal manual, com o distrator ou na mesa de tração, pela presença da fratura da diáfise. Na maioria dos casos é necessária a redução com manipulação direta dos fragmentos, feita preferencialmente de forma percutânea, mas que pode ser aberta se não houver a redução minimamente invasiva. As fraturas transtrocantéricas tendem à boa evolução por que, além de serem do padrão estável, sem fragmentação, apresentam grande área de contato e boa vascularização. Deve ser novamente chamada a atenção para a necessidade de boa redução prévia à
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Luxação anterior exposta do quadril em um adulto: relato de caso e revisão da literatura.

Luxação anterior exposta do quadril em um adulto: relato de caso e revisão da literatura.

luxac¸ões do quadril normalmente resultam de traumatismo de alta energia. Traumas crânio-encefálicos, torácicos e abdo- minais são lesões comumente associadas. Lesões esqueléticas frequentemente associadas incluem fraturas da cabec¸a ou do colo femoral, diáfise do fêmur, acetábulo e pelve, além de trau- matismos do joelho, tornozelo e pé e lesões neurológicas. 1,2

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Tese de doutorado Internações hospitalares e mortalidade por fratura de fêmur em idosos na rede pública de saúde do Brasil entre 1992-2008: modelos de previsão, sazonalidade e relação com variáveis meteorológicas Alessandra Paiva de Castro

Tese de doutorado Internações hospitalares e mortalidade por fratura de fêmur em idosos na rede pública de saúde do Brasil entre 1992-2008: modelos de previsão, sazonalidade e relação com variáveis meteorológicas Alessandra Paiva de Castro

O número de internações hospitalares por fratura de fêmur na rede pública de saúde das 10 capitais do Brasil entre os anos 1998 e 2009 também foi coletado na base de dados do DATASUS. Os coeficientes populacionais brutos de internações foram calculados a partir das médias mensais por 100.000 habitantes, com base na população residente por sexo e faixa etária de cada município selecionado, no ano correspondente. Em janeiro de 1998 houve uma mudança no sistema de notificação dos dados (do CID-9 para o CID-10). Como as séries temporais de Salvador e São Paulo tinham valores muito inferiores nesses meses quando comparados aos outros, os valores foram excluídos da série para evitar um viés de informação. Em janeiro de 2008 houve uma mudança na alocação dos dados no sistema que refletiu em valores muito baixos neste mês em Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Assim, os valores de janeiro de 2008 foram substituídos pela média dos valores de janeiro dos demais anos. Outros outliers foram identificados como em março de 2001 da série de São Paulo e fevereiro de 2008 da série do Rio de Janeiro. Nesses casos, o valor foi substituído pela média do mês anterior e do mês posterior. Na série de Porto Alegre, os coeficientes de janeiro de 1998 a abril de 1999 se mantinham muito abaixo do resto da série e, em Manaus, os coeficientes de 2008 e 2009 é que eram discrepantes dos demais. Nessas séries, os dados desses meses também foram excluídos.
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Morbimortalidade em idosos por fratura proximal do fêmur.

Morbimortalidade em idosos por fratura proximal do fêmur.

Assim sendo, outro ponto a considerar se refere às comorbidades, as quais têm sido uti- lizadas como precursoras da mortalidade após fratura proximal do fêmur. O efeito das comor- bidades sobre a mortalidade tem sido medido tanto pela quantidade de doenças coexistentes, quanto pelo seu tipo. Pacientes com maior nú- mero de doenças coexistentes têm maior possi- bilidade de morrer. 26

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Fraturas de fêmur em idosos no Brasil: análise espaço-temporal de 2008 a 2012.

Fraturas de fêmur em idosos no Brasil: análise espaço-temporal de 2008 a 2012.

A análise espacial realizada neste estudo sobre a ocorrência das fraturas de fêmur na po- pulação idosa brasileira identificou maior inci- dência na Região Sudeste, com 54,7% de todos os casos. A Região Norte foi a região com a menor incidência, com apenas 3,5% dos casos. Embora metodologicamente o estudo não permita afir- mar as razões para e sobre essas diferenças, este foi um achado bastante interessante que levan- ta a possibilidade de que possíveis disparidades intrínsecas e extrínsecas, relacionadas a aspec- tos geográficos e climáticos, além de variações nos hábitos alimentares e até mesmo diferentes ações em saúde, instituídas de forma regiona- lizadas, poderiam influenciar a ocorrência das fraturas de fêmur e/ou de seus fatores de risco, como por exemplo, a osteoporose. Outros auto- res também relataram diferenças espaciais nas ocorrências de fraturas de fêmur, como Taylor et al. 30 , ao observarem que a taxa de fraturas de fêmur nos Estados Unidos é maior na Região Sul do que nas demais regiões, dado atribuído à variação geográfica verdadeira na incidência de fraturas ou a diferenças na sua detecção. Estu- do realizado por Lalmohamed et al. 36 encontrou maior incidência de fraturas de fêmur nos países europeus do que na China, México e países na área do Mediterrâneo. Outro trabalho, realizado na Noruega, mostrou que a incidência de fraturas de fêmur em mulheres com mais de 50 anos é significativamente menor no sul do país do que na região de Oslo, a capital. Os autores justificam essa diferença geográfica às medidas farmaco- lógicas e não farmacológicas destinadas ao con-
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Rev. bras. ortop.  vol.52 número6

Rev. bras. ortop. vol.52 número6

A posic¸ão máxima da placa e a posic¸ão do parafuso dependem da reduc¸ão alcanc¸ada da fratura e da colocac¸ão dos fios-guia na cabec¸a e no colo do fêmur envolvido (fig. 1). Os fios-guia de ângulo fixo são conduzidos pelos três orifícios proximais da placa, que é aproximada ao fêmur proximal. Em seguida, um fio-guia é passado pelo orifício mais proximal (95 graus). O caminho correto desse fio é aproximadamente 1 cm inferior à fossa piriforme na cabec¸a femoral inferior, na incidência anteroposterior (AP), e centralizado na cabec¸a femoral, na incidência lateral. Um fio-guia é inserido no próximo orifício distal (120 graus) e uma vez que esse está em um plano diferente do primeiro orifício, o cirurgião deve visualizar sua posic¸ão na radiografia lateral. Posiciona-se então o terceiro fio-guia, no furo de 135 graus; como ele está no mesmo plano que o primeiro orifício, alternativamente pode ser inserido perto do fim do procedimento sem compro- meter a estabilidade da construc¸ão. Todos os três fios-guia devem estar no osso subcondral da cabec¸a do fêmur antes da inserc¸ão dos parafusos, que é confirmada pelo intensificador de imagem nas incidências AP e lateral. Os comprimentos dos parafusos são medidos com um dispositivo indireto ao longo dos fios-guia enquanto esses ainda estão afixados; então, os parafusos canulados apropriados (7,3 mm para os dois orifí- cios proximais e 5,0 mm para o terceiro orifício proximal) são selecionados. Esses parafusos canulados são inseridos sobre os fios-guia. Após essa etapa, os fios-guia são removidos.
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