História e Filosofia da Ciência

Top PDF História e Filosofia da Ciência:

AS METODOLOGIAS DE ENSINO DE CIÊNCIAS: CONTRIBUIÇÕES DA EXPERIMENTAÇÃO E DA HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA

AS METODOLOGIAS DE ENSINO DE CIÊNCIAS: CONTRIBUIÇÕES DA EXPERIMENTAÇÃO E DA HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA

De forma genérica, não viríamos grandes problemas nessa forma de pensar, desde que a formação inicial suprisse todas as necessidades do professorando. Mas, como aponta Carvalho e Gil-Pérez (2006), a formação inicial, por si só, não consegue abraçar todas as competências e habilidades de forma satisfatória que o licenciado necessitaria. Citemos algumas: o trabalho como as novas tecnologias, uma discussão sobre o uso do laboratório do ensino de ciências, a utilização da história e da filosofia da ciência no ensino, dentre outras.

11 Ler mais

História e filosofia da ciência no ensino de ciências naturais: o consenso e as pespectivas...

História e filosofia da ciência no ensino de ciências naturais: o consenso e as pespectivas...

Pessoa de. A História da Ciência Iluminando o Ensino de Visão. Ciência & Educação, 1998, v. 5, n. 1, p.55-72; 73-81; 83-94. BASTOS, Fernando. História da Ciência e Ensino de Biologia: a pesquisa médica sobre a febre amarela (1881-1903). 1998. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1998. BORGES, Regina Maria Rabelo (Org). Filosofia e História da Ciência no Contexto da Educação em Ciências: vivências e teorias. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. p. 113-140. CALDEIRA, Ana Maria de Andrade; CALUZI, João José (Orgs.). Filosofia e História da Ciência: contribuições para o ensino de ciências. Ribeirão Preto/Bauru: Kayrós/Cá Entre Nós, 2005. p. 11-28; 103-114. CARVALHO, Anna Maria Pessoa de; VANNUCHI, Andréa Infantosi. History, Philosophy and Science Teaching: Some Answers to “Haw?”. Science & Education, v. 9, n. 5, 2000, p. 427-448. NARDI, Roberto (Org.). A Pesquisa em Ensino de Ciências no Brasil: alguns recortes. São Paulo: Escrituras Editora, 2007. p. 293-315. PIETROCOLA, Maurício (Org.). Ensino de Física: conteúdo, metodologia e epistemologia numa concepção integradora. Florianópolis/Brasília: Editora da UFSC/INEP, 2001. p. 151-170). SILVA, Cibelle Celestino (Org.). Estudos de História e Filosofia das Ciências: subsídios para aplicação no ensino. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2006. p. 3-21; 245-264. SILVA FILHO, Waldomiro José da el al. Epistemologia e Ensino de Ciências. Salvador: Arcádia, 2002. p. 13-30; 259-277.
Mostrar mais

385 Ler mais

EXPERIÊNCIA PORTUGUESA A PARTIR DA HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA :: Brapci ::

EXPERIÊNCIA PORTUGUESA A PARTIR DA HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA :: Brapci ::

Ciência e a Tecnologia (FCT) no ano de 2003 2 . Ora, sendo o tema central da tese o Museu de História Natural da Ajuda, em tempo de Ciência e Iluminismo, trabalhando com modelos europeus, circulação de coleções entre espaços da Europa e o Brasil, ficou um marco de resultados concretos do campo de história da cultura científica das Luzes, com focus de Museologia. A partir do trabalho de doutoramento do João Brigola foi possível desenvolver um campo de trabalho no Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência (CEHFCi) que ampliou e projetou esta matriz para outras áreas de investigação. Em síntese, fomos fazendo um benchmarking pedagógico-cientifico do qual resultou o fato de a Universidade de Évora ter o Doutoramento em História e Filosofia da Ciência com Especialidade em Museologia registrado e aprovado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) em Portugal, um programa diretamente associado à prática de investigação da unidade de investigação da FCT, o CEHFCi. Registre-se que nesta configuração é o único programa em Portugal que faz emergir de um lastro científico e epistemológico consagrado - História e Filosofia da Ciência - uma especialidade de doutoramento: Museologia. Este fato implica desde logo que esta área seja uma especialidade de doutoramento diretamente ligada a práticas de investigação relacionadas com museologia científica, museus e público entendimento da ciência, museus, cultura e patrimônio científico. As teses que neste momento estão em curso neste programa demonstram que esta aposta científica está a permitir obter resultados importantes na área da Museologia, enquanto área científica decorrente de uma preparação teórica e epistemológica consistente, crítica, interativa com a sociedade e os desafios globais do século XXI e das novas formas interdisciplinares e transdisciplinares de abordar e desenvolver História e Filosofia da Ciência, Tecnologia e Medicina, tal como se pode inferir pelo Comptes Rendus do 24º International Congress of History of Science, Technology and Medicine, realizado em Manchester, no Verão de 2013.
Mostrar mais

15 Ler mais

A HISTÓRIA E A FILOSOFIA DA CIÊNCIA NO ENSINO MÉDIO: A VISÃO DOS FUTUROS PROFESSORES DE FÍSICA

A HISTÓRIA E A FILOSOFIA DA CIÊNCIA NO ENSINO MÉDIO: A VISÃO DOS FUTUROS PROFESSORES DE FÍSICA

Atualmente, nos currículos das licenciaturas em Física, discussões sobre a HFC e sua inserção, mesmo que de forma insípida, acontecem. Nesse sentido, alguns cursos de Licenciatura em Física apresentam uma disciplina ora intitulada de história da física, evolução histórica da física ou história e filosofia da ciência, onde se debatem sobre o desenvolvimento de ideias e teorias dessa ciência. Acreditamos que tal disciplina, mesmo com diferentes nomenclaturas, seja fundamental no desenvolvimento epistemológico do docente de Física. A terceira pergunta (Para você, quais as dificuldades de se introduzir no ensino Médio discussões relacionadas à História e Filosofia da Ciência? Explique.) tinha o objetivo de investigar as dificuldades, recorrentes ao grupo, de inserção de elementos da HFC no ensino Médio. Na tabela 4, mostramos, em forma de categoriais, os principais resultados.
Mostrar mais

13 Ler mais

O ensino de conteúdos de História e Filosofia da Ciência.

O ensino de conteúdos de História e Filosofia da Ciência.

O presente trabalho de pesquisa teve como objetivo não apenas elaborar uma pro- gramação para o ensino de temas de História e Filosofia da Ciência como também verificar de que maneira os alunos interagiam com a programação proposta. Assim, um Guia de Estudos foi produzido e aperfeiçoado com o intuito de apresentar e analisar uma série de aconteci- mentos relacionados à história da pesquisa médica sobre a febre amarela durante o período de 1881 a 1903 (cf. Bastos, 1998). Esse Guia de Estudos foi então testado em um Mini-Curso de 10 horas de duração, realizado em duas escolas estaduais da região de Bauru (SP), com a participação, respectivamente, de 15 e 25 alunos do ensino médio.
Mostrar mais

18 Ler mais

História e filosofia da ciência nos currículos das licenciaturas em física e química da UFRN

História e filosofia da ciência nos currículos das licenciaturas em física e química da UFRN

Ainda no âmbito das propostas para o ensino da HFC nos cursos de licenciaturas, além dos exemplos citados anteriormente a literatura específica (MATTHEWS, 1995; COLOMBO DE CUDMANI e SALINAS DE SANDOVAL, 2004; EL-HANI, 2006) têm mostrado outras maneiras de abordar a HFC. Neste sentido, há certa preocupação com a questão: que tipo de cursos de HFC são apropriados para a formação desses professores? Assim, seja no âmbito internacional ou no âmbito brasileiro, a literatura específica vem mostrando que programas curriculares de formação de professores de ciência têm incluído cursos de HFC como elementos básicos da formação (COLOMBO DE CUDMANI e SALINAS DE SANDOVAL, 2004), assim como, apresentado reflexões acerca do grau de adequação de cada um. Nesta perspectiva, parece consenso. A literatura tem recomendado para que tais cursos sejam relevantes para o professor, eles devem ter um caráter prático e aplicado (MATTHEWS, 1995). Não se trata aqui de encaminhar o licenciando aos departamentos de filosofia em busca da história e filosofia da ciência. Tais cursos não podem ser encarados como mais uma peça do quebra-cabeça obrigatório para a concessão de licença para o ensino de ciência. Para Matthews (1995), as disciplinas de HFS (História, Filosofia e Sociologia da Ciência) devem começar explorando os problemas que os professores de ciências consideram relevantes para o desenvolvimento de sua prática profissional.
Mostrar mais

235 Ler mais

A HISTÓRIA E A FILOSOFIA DA CIÊNCIA COMO RECURSO DIDÁTICO: DISCUTINDO O SEU USO COM PROFESSORES DE CIÊNCIAS EM FORMAÇÃO

A HISTÓRIA E A FILOSOFIA DA CIÊNCIA COMO RECURSO DIDÁTICO: DISCUTINDO O SEU USO COM PROFESSORES DE CIÊNCIAS EM FORMAÇÃO

Esta pesquisa visa apresentar uma proposta didática de uso da História e Filosofia da Ciência (HFC) intitulada de História e Filosofia da Ciência na sala de aula: Por quê? Para quê? Como?, desenvolvida na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Como estratégia metodológica de coleta de dados, adotou-se a utilização de questionários. As respostas dos participantes (alunos dos cursos de Licenciatura em Física, Química, Biologia e Ciências da Natureza) da proposta didática foram analisadas segundo a análise de conteúdo de Bardin. De um lado, os resultados da investigação mostraram que discussões sobre a inserção da HFC na formação docente do grupo investigado é incipiente, mostrando certo distanciamento entre as mesmas e a prática docente dos professores de Ciências. Por outro lado, o uso dos temas, descritos na programação da proposta didática favoreceram a discussão e aquisição de novos conhecimentos relacionados aos aspectos da HFC. Por fim, destacamos que investir em discussões relacionadas à História e Filosofia da Ciência durante a formação inicial docente pode proporcionar um melhor entendimento acerca do quê, como e por quê usar a HFC na sala de aula .
Mostrar mais

19 Ler mais

A FILOSOFIA E A HISTÓRIA DA CIÊNCIA COMO ESTRATÉGIA PARA RESSIGNIFICAR O ENSINO NO CURRÍCULO INTEGRADO

A FILOSOFIA E A HISTÓRIA DA CIÊNCIA COMO ESTRATÉGIA PARA RESSIGNIFICAR O ENSINO NO CURRÍCULO INTEGRADO

O Currículo Integrado exige uma abordagem interdisciplinar dos conceitos e conteúdos por parte dos docentes, tendo em vista a necessidade de que sejam constituídos pontes e diálogos entre os diferentes saberes, seja pelas disciplinas básicas ou técnicas. A abordagem de conceitos mais dedutivos formais em sala de aula pode produzir no estudante desencantamento se a ciência, a técnica e a tecnologia não forem humanizadas. A História e a Filosofia da Ciência podem ser o caminho mais eficiente para oportunizar uma experiência mais próxima da realidade do discente. Humanizar-se e humanizar a ciência e a tecnologia são meios eficazes para incluir no ato educativo, junto com os conteúdos e conceitos a serem trabalhados, a possibilidade de que o aluno se faça as perguntas originárias, filosóficas e científicas que foram feitas através da história e se sinta convocado para ser produtor de conhecimento, não apenas um espectador de aulas sobre ciência e tecnologia. Nada pode ser mais eficaz do que o discente se sentir motivado a pensar de modo filosófico e científico o mundo da ciência e da tecnologia à luz da interdisciplinaridade, algo inerente ao Currículo Integrado.
Mostrar mais

19 Ler mais

O relativismo de Kuhn é derivado da história da ciência ou é uma filosofia aplicada à ciência?.

O relativismo de Kuhn é derivado da história da ciência ou é uma filosofia aplicada à ciência?.

Está longe de ser fácil qualificar uma concepção ou um pensador de relativista. Como Kuhn rejeita ser tachado de relativista, discutiremos o que em sua obra dá ensejo a assim caracterizá-lo. Abordaremos três relativismos em Kuhn – o epistêmico, o ontológico e o linguístico – com o intuito de avaliar se o relativismo em Kuhn é fruto da aplicação de uma filosofia à compreensão da ciência ou se é derivado de uma fidedigna reconstrução histórica da ciência. Entendemos ser fundamental diferenciar o caso em que se emprega uma variante de relativismo filosófico na reconstrução da ciência do caso em que o re- lativismo é extraído de como a ciência vem sendo praticada. Tentaremos, operando com a distinção entre relativismo filosófico e relativismo metacientífico, demonstrar que as teses basilares de Kuhn são, quando muito, parcialmente apoiadas pela história da ciência. E também advogaremos que o relativismo kuhniano deve fundamentar-se em última análise em explicações psicológicas e sociológicas para ser solidamente defendido. Kuhn reconhece isso, mas questiona a capacidade explicativa das teorias até aqui forjadas pelas ciências sociais. E se Kuhn não é capaz de mostrar como e em que extensão os fatores sociais atuam sobre a racionalidade científica, então seu relativismo pode ser apropriadamente visto como fruto da aplicação de determinada epistemologia, ontologia e filosofia da linguagem à compreensão da ciência. Palavras-chave ● Relativismo. Relativismo epistêmico. Relativismo ontológico. Relativismo semânti-
Mostrar mais

32 Ler mais

Ensino de ciências e matemática, V: história e filosofia da ciência

Ensino de ciências e matemática, V: história e filosofia da ciência

O livro didático (LD) tem sido um dos recursos mais utilizados por docentes e discentes e sua importância como material de apoio ao processo de ensino e aprendizagem pode ser aferida em diversos do- cumentos oficiais do Ministério da Educação. Para Sandrin et al. (2005), essa relevância na veiculação de conhecimentos, isto é, o po- tencial em disseminar informações para uma vasta clientela, tem preo cupado especialistas e outros segmentos da sociedade em relação à qualidade de seu conteúdo. No caso da História da Ciência, temos inúmeros exemplos de trabalhos que apresentam e discutem equí- vocos veiculados pelos LDs. A História não deve ser vista e retratada de forma “anedótica”, “caricaturizada”, como tem sido encontrada nos livros didáticos. Ela deve ser retratada e utilizada de modo a re- portar fielmente os acontecimentos, os problemas enfrentados his- toricamente, a construção do conceito abordado, o contexto, etc. Infelizmente, a descoberta do eletromagnetismo tem sido reportada nos manuais escolares como sendo fruto do acaso. Entretanto, um olhar mais atento aos documentos históricos pode desvendar a lógica da construção conceitual, apresentando os problemas que levaram à formulação de um conceito particular, e revela ingredientes lógicos ou empíricos que foram realmente im portantes nesse processo de criação intelectual (Dias, 2001).
Mostrar mais

337 Ler mais

Indicadores da presença de conteúdos de História e Filosofia da Ciência em livro de texto de Geologia Introdutória.

Indicadores da presença de conteúdos de História e Filosofia da Ciência em livro de texto de Geologia Introdutória.

Dos quatro capítulos que fizeram menção explícita à História da Ciência, chama nossa atenção que usualmente os estudos petrológicos, em livros de texto de Geologia, não exploram tal assunto. Nos demais assuntos, embora não seja obrigatório, o uso da história no ensino não é inusitado. O capítulo sobre rochas metamórficas recorre a Hutton e Lyell (men- cionados explicitamente), isso reforça a noção de que alguns autores consideram aspectos da evolução histórica do conhecimento como parte relevante do entendimento dos conceitos. Neste momento chama atenção que os capítulos que estudam vulcanismo e rochas magmáti- cas não mencionam Hutton, apesar da controvérsia entre plutonistas e netunistas.
Mostrar mais

12 Ler mais

Categorias da inserção da História e Filosofia da Ciência no ensino de ciências da natureza

Categorias da inserção da História e Filosofia da Ciência no ensino de ciências da natureza

HFC pode contribuir para a avaliação mais nítida de muitos debates educacionais contemporâneos que envolveram professores de ciências e planejadores de currículos. Muitos desses debates - sobre os métodos de ensino construtivista, a educação científica multicultural, ciência feminista, ciência ambiental, a aprendizagem por inquérito, ciência- tecnologia-sociedade nos currículos, entre outros – fizeram reivindicações e suposições sobre a história e epistemologia da ciência ou sobre a natureza do conhecimento humano e sua produção e validação. Sem uma base de conhecimento em HFC, os professores podem ser facilmente levados por ideias que estejam na moda, por parecerem úteis no momento.
Mostrar mais

28 Ler mais

A realidade do mundo da ciência: um desafio para a história, a filosofia e a educação científica.

A realidade do mundo da ciência: um desafio para a história, a filosofia e a educação científica.

Antes de passarmos às críticas a essa concepção, é preciso dizer que não se pode negar o seu papel na desmitificação da imagem tradicional que os cientistas propagaram a respeito de seu próprio trabalho. Refiro-me, sobretudo, à idéia de que as teorias científicas aceitas apoiam-se inteiramente em fatos objetivos, visto que a ciência, e somente ela, dispõe de um método capaz de assegurar a representação de qualquer conjunto de dados inequívocos mediante generalizações e teorias. Devo concordar que essa imagem da ciência, sob o domínio exclusivo do realsauro, é insustentável, exatamente pelas mesmas razões apresentadas por Latour, ou seja, porque aquilo que são considerados fatos e métodos científicos mudam noto- riamente ao longo da história. Por outro lado, a consciência da contingência histórica das crenças científicas não pode e não deve fazer que percamos de vista períodos mais ou menos longos em que essas crenças permanecem imutáveis e são igualmente referidas pela maioria dos cientistas. O que se deve questionar é justamente sobre o aspecto que escapa aos teóricos do relativismo: ao lado de períodos de grandes e profundas mudanças, a história da ciência exibe momentos de relativa permanência mais ou menos duradouros.
Mostrar mais

12 Ler mais

Claude Bernard: Fisiologia e Filosofia MESTRADO EM HISTÓRIA DA CIÊNCIA

Claude Bernard: Fisiologia e Filosofia MESTRADO EM HISTÓRIA DA CIÊNCIA

(59) [1] A. Comte cai no mesmo inconveniente que todos os filósofos, ou seja, ao negar ao nome da ciência a filosofia, ele mesmo faz dela uma filosofia. [2] O que é um filósofo positivista? É um homem que faz uma filosofia com todas as generalidades das ciências, quer dizer, que raciocina sobre aquilo que fizeram os estudiosos para se apropriar disso. É um homem, como diz Comte, que faz sua especialidade das generalidades. Ou ele não é um espírito pior do que qualquer estudante brilhante que tenha havido no passado, sob o ponto de vista da ciência. Essa raça de homens nasceu particularmente durante a escolástica da Idade Média e são o que restou dela. São homens que têm por hábito raciocinar sobre tudo em geral e sobre nada em particular, porque eles não sabem nada de especial. Este tipo de homem não existia entre os gregos. Arquimedes, Tales e Platão eram todos sábios. Mas o filósofo que não é um sábio é estéril e orgulhoso: ele quer se apropriar de todo o progresso do espírito humano e se mostra provocador, é ele que faz vir à luz todas as descobertas, pelas ideias que emite a cada ocasião. A filosofia é, portanto, o resultado dos conhecimentos e não os conhecimentos o resultado da filosofia. [3] Quanto a mim, penso que se deve simplificar: A filosofia não existe como ciência especial. Existe a filosofia em tudo e é como a prosa de Monsieur Jordain, todo mundo faz sem saber. Feuerbach diz que o caráter particular de um filósofo é aquele de não professar a filosofia. Não há senão práticos que sejam verdadeiros filósofos. Um homem que encontra o fato mais simples faz mais pela busca da verdade do que o maior filósofo do mundo.
Mostrar mais

105 Ler mais

Uma análise das categorias da história e filosofia das ciências nos periódicos de ensino de ciências

Uma análise das categorias da história e filosofia das ciências nos periódicos de ensino de ciências

densidade e a evolução do densímetro - Oliveira; Filho; Afonso (2013) / Revendo o debate sobre a idade da Terra - Tort; Nogarol (2013) / Argemiro e a lâmpada das Alagoas: uma experiência na Belle Époque – Souza et.al (2013) / Princípios da óptica geométrica e suas exceções – Martins; Silva (2013) / Como Augusto Severo eliminou a tangagem – Visoni (2013) / Os fundamentos mecânicos do eletromagnetismo - Dias; Morais (2014) / A descoberta do efeito Compton: de uma abordagem semiclássica a uma abordagem quântica – Silva; Freire (2014) /A natureza da região celeste em Aristóteles - Campos; Ricardo (2014) / Isaac Newton e a dupla refração da luz – Moura (2014) / William Herschel, os raios invisíveis e as primeiras ideias sobre radiação infravermelha - Oliveira; Silva (2014) / Breve histórico da dinâmica newtoniana do movimento curvilíneo – Porto (2015) / Teoria analítica do calor de Joseph Fourier: uma análise das bases conceituais e epistemológicas - Pifer; Aurani (2015) / Panorama geral da obra astronômica de Kepler – Porto (2015) / Escrevendo o \Livro da Natureza" na linguagem da matemática: A lei de Ampere - Dias; Dias (2015) / O estudo experimental sobre o magnetismo na Idade Média, com uma tradução da carta sobre o magneto de Petrus Peregrinus – Martins (2017) / Quem descobriu a expansão do universo? Disputas de prioridade como forma de ensinar cosmologia com uso da história e filosofia da ciência - Bagdonas; Zanetic; Gurgel (2017) / Sobre a representação mecânica das forças elétrica, magnética e galvânica, de William Thomson: uma leitura comentada - Lima; Costa (2017) / Uma tradução adaptada do texto sobre algumas refutações da existência de elétrons no núcleo, propostas por Bethe e Bacher – Orengo (2017) / 200 anos de caleidoscópio – Soga; Muramatsu (2017) / Determinação do ´índice de refração dos materiais pelo método de Ptolomeu – Martinho; Soares (2017) / “Sobre as cores” de Isaac Newton – uma tradução comentada - Ribeiro (2017).
Mostrar mais

20 Ler mais

24 DT   UEL   SANTOS, Cecilia H V   ORIGEM DA VIDA

24 DT UEL SANTOS, Cecilia H V ORIGEM DA VIDA

Este estudo tem como principal objetivo analisar a história da ciência que está sendo apresentada nos livros didáticos de Biologia do ensino médio. A proposta da inserção da história e filosofia da ciência (HFC) nos livros didáticos se baseia no princípio que, o livro didático, enquanto ferramenta acessível e utilizada tanto pelos professores quanto pelos alunos, é ainda muito útil. Portanto, devido a sua ampla utilização e elemento fundamental pedagógico, o livro didático necessita ser de boa qualidade. Desse modo, as nossas investigações partem dos seguintes questionamentos: a) A história da ciência está presente nos livros didáticos, como ela está sendo apresentada? b) A forma pela qual a história da ciência aparece nos livros didáticos é considerada adequada para um ensino de boa qualidade? c) Como a história da ciência vem sendo utilizada, uma vez que ela pode ser um excelente recurso pedagógico? Para responder essas questões, o presente estudo buscou auxílio nas idéias de um filósofo da ciência Thomas Kuhn, o qual serviu de alicerce para o desenvolvimento desta pesquisa. Os subsídios que encontramos nos estudos de Kuhn foram reforçados por um estudioso em ensino de ciências, Michael Matthews. Com esses dois referenciais teóricos, Kuhn e Matthews foi possível realizar um estudo de caso sobre a história da ciência nos livros didáticos. Para a realização deste estudo de caso, analisamos 4 (quatro) livros didáticos de Biologia do ensino médio. O assunto escolhido para a análise desta pesquisa foi o problema da origem da vida, pois é um assunto que se encontra na maioria dos livros didáticos e que também aborda dois paradigmas: abiogênese e biogênese. Para esse estudo de caso, foi realizada uma associação entre as idéias dos nossos principais referenciais Kuhn e Matthews, com a reconstrução histórica do problema da origem da vida. Estas associações foram convertidas em algumas categorias, a saber: linearidade; ciência normal; paradigma; quebra-cabeça e relação teoria/experimento. A partir dos resultados obtidos procuramos mapear as formas pelas quais a história e a filosofia da ciência se encontram presentes nos livros didáticos, bem como o modo de sua estruturação.
Mostrar mais

106 Ler mais

PRODUÇÃO DE HISTÓRIAS INFANTIS CIENTÍFICAS NO CURSO DE PEDAGOGIA

PRODUÇÃO DE HISTÓRIAS INFANTIS CIENTÍFICAS NO CURSO DE PEDAGOGIA

marcado que teologia não era ciência, pois não podia se “provar” que era. Em seguida, Bruno perguntou à professora se astrologia era ou não ciência. Aline disse que não era porque “não há como contestar a idéia”. Houve um burburinho na sala. Márcio disse que astrologia era ciência. A professora deu alguns exemplos, dentre eles, “hoje pode ou não chover”. Segundo ela, não se pode refutar essa idéia, com astrologia acontece o mesmo, portanto não é ciência. Disse que explicaria isso melhor quando fosse falar de Popper, filósofo da ciência. Cessado os comentários sobre as questões do questionário, a professora começou a falar sobre História e Filosofia da Ciência. Trouxe um arquivo em “Power Point” e usou “data show” para projetar as imagens. Apresentou, inicialmente, alguns filósofos gregos até chegar nos primeiros filósofos da ciência. Marina se levantou (19:20 aproximadamente). Voltou cerca de 10 minutos depois. A professora seguiu explicando sobre Bacon. Disse que com ele começou o método científico (indutivismo). Os alunos demonstravam desinteresse pela aula. Alguns cochichavam entre si. Marina que tinha se ausentado da aula, se levantou e saiu. Não voltou mais. A professora seguiu dando a sua aula e mostrando algumas imagens nos “slides”. A aula foi quase toda expositiva. Houve pouca interação entre alunos e professora. Esta mostrou algumas figuras e perguntou aos alunos o que viam (Um pato ou coelho? Uma velha ou uma jovem? O elefante tem quantas?). Alguns alunos responderam, outros continuavam passivos. Foi se aproximando o término da aula. Alguns alunos perguntaram sobre a chamada. A listagem de chamada foi passada para que os alunos assinassem. Os alunos dispersaram a atenção. A professora encerrou o assunto.
Mostrar mais

185 Ler mais

O CURRÍCULO DE FÍSICA: INOVAÇÕES E TENDÊNCIAS NOS ANOS NOVENTA

O CURRÍCULO DE FÍSICA: INOVAÇÕES E TENDÊNCIAS NOS ANOS NOVENTA

A estrutura deste Encontro estava centrada em Grupos de Trabalho e na análise dos relatos apresentados na Ata não foi possível distinguir com precisão o que era sugestão do que era prática em sala de aula. Apesar deste fato e como também pudemos estudar os trabalhos apresentados nos painéis, optamos por classificar todas as falas dos Grupos de Trabalho como sendo "propostas". Mais uma vez encontramos um peso maior nas sugestões curriculares na área de História e Filosofia da Ciência e agora também no Ensino Cognitivista, em torno de 36% dos conteúdos propostos concentrando-se em cada uma dessas áreas.
Mostrar mais

17 Ler mais

Contribuições da epistemologia bachelardiana no estudo da história da Óptica.

Contribuições da epistemologia bachelardiana no estudo da história da Óptica.

Este artigo desenvolve uma análise da evolução das teorias físicas sobre a natureza da luz, com base na filosofia histórica de Bachelard, epistemólogo que concebe a construção do conhecimento na perspectiva de rupturas e descontinuidades (BACHELARD, 2001; 1999; 1979a). A primazia conferida ao erro, como positivo e inerente ao ato de conhecer, explicita as características transformadoras de sua filosofia, que interpreta, no âmbito da cultura e do conhecimento, não mais a verdade, mas as verdades múltiplas, históricas, provisórias, a nature- za efêmera do conhecimento articulada ao conceito de verdade (LOPES, 1996a, 1996b). A filosofia histórica de Bachelard desconstrói a visão de que a verdade se configura estanque e, por isso, definitiva e tangível. O perfil epistemológico de Bachelard (1979b) retrata esse plura- lismo de idéias, associado aos conhecimentos, as distintas significações de um conceito ao longo da história da ciência e da história do próprio homem, que interpreta distintamente uma idéia ao longo de sua existência. O eterno recomeçar exprime a marca dos pressupostos de Bachelard. Portanto, até uma pergunta como o que é ciência? resulta sem sentido, pois, com base nos racionalismos setoriais, os critérios de cientificidade são determinados coletiva e setorial- mente pelas ciências e, assim, são variáveis no tempo (BACHELARD, 1990).
Mostrar mais

28 Ler mais

Filosofia da ciência e ensino da ciência: uma analogia.

Filosofia da ciência e ensino da ciência: uma analogia.

A Resposta de Kuhn ( Kuhn, 1979b). O autor considera que o diálogo entre visões diferentes é difícil e pode chegar a esclarecer pontos, mas nunca consegue eliminar os mal-entendidos, que dependem da maneira como os problemas são enfrentados. Critica o esforço de Lakatos para engessar a História da Ciência numa racionalidade estreita e concorda com Feyerabend em que os critérios a posteriori são inócuos como justificativas para o desenvolvimento. Reconhece que os paradigmas em geral são restritos a temas específicos e a grupos de cientistas, e que o desenvolvimento da ciência pode ser descrito somente com referência à interação entre esses grupos. Kuhn rejeita a visão anárquica do avanço científico proposta por Feyerabend, na qual a razão parece ter que sucumbir à irracionalidade, e sustenta que na batalha travada entre um novo e um velho paradigmas são utilizados argumentos racionais e não slogans emocionais. Entretanto, esses argumentos são insuficientes para os vários grupos da comunidade científica tomar uma decisão unívoca; isso permite que simultaneamente se desenvolvam novos paradigmas e que os antigos sejam aperfeiçoados para poder competir, sendo o abandono deles, de fato, devido não a argumentos lógicos, mas à avaliação sobre a capacidade de os paradigmas projetarem e sustentarem trabalhos promissores para os adeptos.
Mostrar mais

14 Ler mais

Show all 10000 documents...