HIV/AIDS

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Convivendo com a diferença: o impacto da sorodiscordância na vida afetivo-sexual de portadores do HIV/AIDS.

Convivendo com a diferença: o impacto da sorodiscordância na vida afetivo-sexual de portadores do HIV/AIDS.

Este estudo descritivo exploratório e quali- tativo objetivou descrever e analisar o im- pacto da sorodiscordância na vida afetivo- sexual de indivíduos com HIV/AIDS que con- vivem em parceria heterossexual e sorone- gativa ao HIV. Foram entrevistados 11 por- tadores do HIV/AIDS que realizavam acom- panhamento clínico ambulatorial em um hospital universitário-referência do interi- or paulista. Os dados foram coletados atra- vés de entrevista individual gravada, e ana- lisados segundo análise de Prosa. A vivência com a sorodiscordância ao HIV/AIDS impõe a esses casais o manejo de muitas dificul- dades relacionadas à sua intimidade, dian- te da possibilidade de transmissão do HIV para o parceiro soronegativo, com impacto negativo na vivência da sexualidade entre parceiros sorodiscordantes, repercutindo em alterações da resposta sexual humana, favorecendo até mesmo a abstinência se- xual. Apontamos a necessidade de atendi- mento por equipes interdisciplinares junto aos portadores do HIV/AIDS, e também de sua parceria sexual, proporcionando assis- tência integral, contemplando a sexualida- de e as dificuldades advindas com a soro- discordância.
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CONCEPÇÕES DE IDOSOS SOBRE VULNERABILIDADES AO HIV/AIDS   CONCEPTIONS OF ELDERLY PEOPLE ABOUT THE VULNERABILITY TO HIV/AIDS

CONCEPÇÕES DE IDOSOS SOBRE VULNERABILIDADES AO HIV/AIDS CONCEPTIONS OF ELDERLY PEOPLE ABOUT THE VULNERABILITY TO HIV/AIDS

Objetivo: descrever concepções de idosos sobre vulnerabilidades ao HIV/AIDS. Métodos: pesquisa exploratória de abordagem qualitativa desenvolvida em uma Unidade de Saúde de João Pessoa, Brasil. Participaram três idosos, que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Utilizou-se entrevista semiestruturada com Associação Livre de Pala- vras (HIV/AIDS e idoso) e com questões sobre acesso a informações, conceitos, formas de transmissão, prevenção e comportamentos sexuais. Utilizou-se análise de conteúdo temá- tica categorial. Resultados: As concepções de idosos foram representadas pelas categorias: Condições sociais - informações sobre HIV/AIDS - conhecimento de idosos pautado em ideias negativas com fontes de informações em palestras, televisão e experiências; Con- dições cognitivas - conhecimento de idosos sobre transmissão e prevenção do HIV/AIDS - percepção de vulnerabilidade centra-se na ideia de grupos de risco; Condições compor- tamentais - atitudes de idosos frente ao HIV/AIDS - a não utilização do preservativo é jus- tificada por prática sexual com parceiro único e por ser oriundo de um tempo histórico de pouca preocupação com AIDS. Conclusões: As concepções expressam ideias negativas em relação ao HIV/AIDS. Observa-se um déficit de conhecimento baseado em preconceitos com relação à transmissão da doença, inferindo-se que há a necessidade de educação em saúde a este segmento populacional.
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Proposições para a formação de aconselhadores em HIV/Aids.

Proposições para a formação de aconselhadores em HIV/Aids.

754 corpo humano, ele encontra alimento no sistema imunológico. Ainda no quadro de questões em torno da infecção, merecem ser incluídas informações sobre a assistência a pessoas soropositivas, inclusive a necessidade de exames para avaliar a necessidade de medicação antirretroviral. Esses conteúdos possibilitam o diálogo com questões emblemáticas no campo do HIV/Aids, que muitas vezes aprisionam as pessoas em atitudes e comportamentos que pouco auxiliam nos cuidados com a saúde. Trata-se, por exemplo, da ideia de que HIV e Aids são a mesma coisa; a equivocada referência de que sintomas como perda de peso e queda de cabelo são sinais da presença de Aids no organismo; a expectativa de iniciar medicação logo que se recebe um resultado soropositivo para HIV. Enfim, o bloco de questões em torno de infecção merece dedicar atenção cuidadosa aos diversos aspectos que podem estar arranjados de tal modo, equivocadamente, que comprometem o cuidado das pessoas para com sua saúde.
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Medidas contraceptivas e de proteção da transmissão do HIV por mulheres com HIV/Aids.

Medidas contraceptivas e de proteção da transmissão do HIV por mulheres com HIV/Aids.

An exploratory study was developed in an outpatient clinic of a public university hospital, a reference center of HIV/AIDS patients in the mid-south region of the state of São Paulo, Brazil, during a 5-month-period (2000 and 2001). The study was carried out in 73 HIV/AIDS women. Data were collected using a semi-structured questionnaire exploring subjects’ sociodemographics, contraception method used and HIV status of their sex partners. A descriptive data analysis was performed and the contents of open answers were grouped into themes. Fischer’s exact test was applied for analyzing some variables at a 5% significance level. Content analysis was carried out according to Bardin’s proposal. 2
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Crescendo com HIV/AIDS: estudo com adolescentes portadoras de HIV/AIDS e suas cuidadoras-familiares.

Crescendo com HIV/AIDS: estudo com adolescentes portadoras de HIV/AIDS e suas cuidadoras-familiares.

Estudo exploratório com abordagem qualitativa, que trata do processo de adolescer de portadoras de HIV/AIDS, com o objetivo de identificar como ocorre o processo da adolescência, na ótica dessas adolescentes e de suas cuidadoras-familiares. A investigação foi realizada em Porto Alegre, RS, entre os meses de maio e julho de 2005, sendo que os sujeitos foram quatro adolescentes e três cuidadoras. A coleta das informações ocorreu por meio de entrevistas que foram submetidas à técnica de análise de conteúdo. O estudo revelou que tanto as adolescentes quanto suas cuidadoras-familiares não manifestaram preocupação com as transformações próprias do período, especialmente nas questões que envolvem a sexualidade. Evidenciou-se que o diagnóstico e a convivência com o HIV ainda permanecem velados no círculo familiar, visando a proteção desses atores com relação ao estigma da doença.
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Adesão à terapia antiretroviral para HIV/AIDS.

Adesão à terapia antiretroviral para HIV/AIDS.

A não-adesão à terapêutica antire- troviral altamente eficaz (HAART) é considerada, no plano indivi- dual, como um dos mais ameaça- dores perigos para a efetividade do tratamento da pessoa com HIV/aids e para a disseminação de vírus-resistência, no plano coletivo. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar, mediante revi- são de literatura, os fatores de risco para não-adesão à HAART, além de agrupá-los e relacioná-los à pessoa em tratamento, à doença, ao tratamento e ao serviço de saú- de e suporte social. A literatura aponta para a necessidade da rea- lização de estudos que avaliem aspectos socioculturais, crenças, qualidade do serviço prestado, relações do cliente com a equipe multiprofissional e outros refe- rentes à raça e aos efeitos cola- terais dos anti-retrovirais. Estes estudos visam a favorecer o esta- belecimento de estratégias que melhorem a adesão dos clientes à HAART, ao mesmo tempo em e que contribuem para a construção e exercício da cidadania.
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Práticas de higiene para pacientes com HIV/AIDS.

Práticas de higiene para pacientes com HIV/AIDS.

O objetivo do estudo foi analisar as produções científi cas sobre as intervenções de saúde relacionadas à higiene de adultos com HIV/ AIDS. Realizou-se revisão integrativa da literatura, por meio de seis bases de dados, no mês de junho de 2013. Utilizou-se os descri- tores AIDS e Higiene, nos idiomas português, inglês ou espanhol. Foram encontrados 682 artigos e selecionados 16. Identifi caram-se cuidados de higiene pessoal, como a lavagem de mãos, banho, escovação dos dentes e abandono do hábito tabagista. Os cuidados de higiene alimentar envolveram a limpeza dos alimentos e utensílios domésticos, utilização de água tratada, conservação e cozimento dos alimentos. A higiene ambiental considerou os cuidados na criação de animais domésticos, controle de vetores de doenças, limpeza do domicílio, descarte de resíduos e saneamento básico. Conclui-se que as intervenções de higiene identifi cadas podem ser aplicáveis à população geral, e principalmente às pessoas que vivem com HIV/AIDS, devido à imunossupressão.
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Assistência aos pacientes com HIV/Aids no Brasil.

Assistência aos pacientes com HIV/Aids no Brasil.

O trabalho teve por objetivo avaliar a assistência à população com Aids no Brasil e a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de prover intervenções para enfrentamento da epidemia e discutir a sustentabilidade da iniciativa brasileira de distribuição universal e gratuita dos anti-retrovirais. O trabalho considerou dados originais de uma pesquisa sobre a capacidade potencial de distribuição de uma futura vacina anti-HIV no Brasil, envolvendo 119 entrevistados. Nas abordagens da assistência hospitalar e da assistência farmacêutica foram utilizados dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS e do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos do Programa Nacional de DST/Aids. Os resultados mostraram bom desempenho da política de distribuição de anti-retrovirais. Entretanto, o acesso ao tratamento de doenças oportunistas foi deficitário. Os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde pelas internações por Aids mantiveram-se muito baixos, com valor médio em torno de R$700,00, em 2004. A assistência a pacientes com HIV/Aids no Brasil tem sido tratada como um direito do cidadão, com o respaldo de uma articulação efetiva entre as esferas de governo e a sociedade civil. Os desafios que se colocam atualmente dizem respeito ao monitoramento mais fino dos processos e resultados obtidos e à sustentabilidade da distribuição universal e gratuita de anti-retrovirais.
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O silêncio no cotidiano do adolescente com HIV/AIDS.

O silêncio no cotidiano do adolescente com HIV/AIDS.

A partir dessa problemática buscou-se desenvolver um es- tudo Multicêntrico nos municípios de Porto Alegre e Santa Maria, estado do Rio Grande do Sul, intitulado Impacto de Adesão ao tratamento antirretroviral em crianças e adoles- centes, na perspectiva da família, da criança e do adolescen- te, sob o contrato nº: ED03756/2006(UNESCO); TRPJ nº As -3833/2006, financiado pelo Departamento de HIV/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Organização das Na- ções Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura.

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Exercício físico, saúde e qualidade de vida em pessoas com HIV/AIDS em Natal/Rio Grande do Norte

Exercício físico, saúde e qualidade de vida em pessoas com HIV/AIDS em Natal/Rio Grande do Norte

Introdução: Mudanças na imagem corporal podem afetar significativamente o bem- estar psicossocial e qualidade de vida, aumentando o estigma dos portadores de HIV/AIDS e engatilhando distúrbios nas relações sociais, levando inclusive ao isolamento dos pacientes. Objetivo: Avaliar a percepção da imagem corporal em pessoas vivendo com HIV/AIDS submetidos a um programa de exercícios resistidos. Métodos: A população do estudo piloto foi composta por dois indivíduos de ambos os gêneros HIV+ . Como critérios de inclusão foram considerados a adesão ao tratamento com TARV (terapia anti-retroviral de alta intensidade), nível de CD4, ser voluntários, apresentar quadro de lipodistrofia e receber atendimento clínico. Para controle das variáveis, foi realizado um pré e pós-teste. Para a avaliação da imagem corporal foi utilizado o instrumento de avaliação de percepção estética na redistribuição de gordura em pessoas infectadas pelo HIV/AIDS submetidas a atividade física, desenvolvido por Alchieri e Silva (2007) em processo de validação. A intervenção foi feita com base no treinamento de musculação, realizada três dias/semanais, com duração de uma hora, e intensidade variando entre 60 e 75% de uma repetição máxima (1 RM). As séries foram compostas por sete exercícios alternados por segmentos, envolvendo os grandes e pequenos grupos musculares (peito, quadríceps, dorsal, tríceps, bíceps, panturrilha e abdômen) e as sessões de treinos constituídas de exercícios de aquecimento (caminhada de 20’ a 50% da frequência cardíaca máxima), treinamento principal (2 séries de 15 repetições e após quatro semanas 3 x 15 durante por doze semanas, com intervalo de 1’ entre as séries) e alongamentos. Resultados: Quanto a percepção de mudança na aparência física os participantes relataram diferenças em relação aos membros superiores, inferiores e abdômen, não havendo queixa quanto a face. Afirmaram que o aspecto das áreas citadas como problemáticas tem melhorado, bem como apresentam maior disposição física, inclusive para participar de atividades sociais com maior frequência o que antes era evitado. Conclusão: A atividade física como intervenção para a população estudada, promove mudanças positivas no que diz respeito a auto-percepção, imagem corporal e na forma como se relaciona consigo e com o mundo.
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Perda auditiva em crianças com HIV/AIDS.

Perda auditiva em crianças com HIV/AIDS.

Foram excluídas do estudo crianças que apresentaram um ou mais itens a seguir: idade acima de 11 anos; sequela neuro- lógica desde o nascimento; impossibilidade de localização ou transferência para outros serviços; não comparecimento para a segunda etapa da pesquisa; recusa de participar do estudo e não realização de um dos exames audiológicos propostos. Os critérios de inclusão da amostra foram: idade entre 2 e 10 anos; ser soropositiva para o HIV/AIDS; TARV durante a gestação, o parto, após o nascimento e/ou encontrar-se em tratamento; assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, permitindo a participação no estudo. A coleta de dados só foi iniciada após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) sob o protocolo nº 343/11.
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Caracterização da tuberculose em portadores de HIV/AIDS em um serviço de referência de Mato Grosso do Sul.

Caracterização da tuberculose em portadores de HIV/AIDS em um serviço de referência de Mato Grosso do Sul.

O fato dos diagnósticos de tuberculose e de presença de HIV/ AIDS ocorrerem em período próximo demonstra a busca ativa do diagnóstico da tuberculose em pacientes soropositivos para HIV pelo serviço, e ao mesmo tempo, reforça a necessidade de aconselhamento para a realização de teste anti-HIV em caráter voluntário em pacientes com tuberculose, qualquer que seja a forma clínica dessa doença, na busca do diagnóstico precoce dessa infecção, como já recomendam o Ministério da Saúde e as diretrizes do tratamento de tuberculose preconizadas no II Consenso de Pneumologia 4 .
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Vulnerabilidade de mulheres vivendo com HIV/Aids .

Vulnerabilidade de mulheres vivendo com HIV/Aids .

Destaca-se, ainda, no presente estudo, a baixa percepção de risco para o HIV/Aids, também por parte dos proissionais de saúde, indicando que ações de educação permanente em saúde, relacionadas à infecção pelo HIV/Aids e DSTs devem ser efetivadas para as equipes dos municípios de residência dessas mulheres. Essa necessidade pode ser corroborada, também, no que se refere ao diagnóstico precoce e tratamento de afecções do trato genital inferior, associadas ou não à Aids.

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Conhecimento, percepções e práticas relacionadas ao hiv/aids entre adolescentes da cidade de Vespasiano/MG

Conhecimento, percepções e práticas relacionadas ao hiv/aids entre adolescentes da cidade de Vespasiano/MG

Objetivos: Relacionar o conhecimento sobre o HIV/Aids ao comportamento sexual adotado pelos adolescentes da cidade de Vespasiano/MG. Métodos: Foi utilizado delineamento transversal com amostra aleatória e representativa de 1.158 adolescentes com idade entre 14 a 19 anos, matriculados em nove escolas públicas. Os sujeitos responderam a questionários estruturados e auto-aplicáveis. A análise dos dados envolveu estatística descritiva, testes de hipóteses (Qui-quadrado, Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, Kendal e Teste Exato de Fisher). Foi significativa a diferença a entre idade da primeira relação sexual de rapazes (14,4 ± 1,8) e moças (15,1 ± 1,2), assim como a frequência de rapazes que já iniciaram a atividade sexual (60,1% dos rapazes e 40,5% das moças, respectivamente). Adolescentes do sexo masculino apresentaram maior adesão ao preservativo nas relações sexuais dos últimos seis meses. Escolaridade e classe econômica não se associaram a idade da primeira relação sexual e uso do preservativo. Indivíduos mais jovens (14 à 15 anos) apresentaram maior adesão a camisinha que os de idade superior (18 à 19 anos). Houve associação estatística entre o uso do preservativo na primeira relação sexual e a maior frequência de uso nas relações dos últimos seis meses. Conhecer o parceiro sexual reduziu a percepção do próprio risco relacionado às DST/Aids. Não houve associação estatística entre o conhecimento sobre HIV/Aids e o uso de preservativo, multiplicidade de parceiros e percepção do próprio risco para a infecção. Conclusões: O conhecimento não influenciou práticas sexuais
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Início da terapia anti-retroviral em estágio avançado de imunodeficiência entre indivíduos portadores de HIV/AIDS em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Início da terapia anti-retroviral em estágio avançado de imunodeficiência entre indivíduos portadores de HIV/AIDS em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

As variáveis idade e escolaridade foram cate- gorizadas pela utilização da mediana, enquanto a variável intervalo de tempo entre primeiro re- sultado de teste HIV positivo e primeira consulta foi categorizado em maior ou menor do que três meses, para fins de comparabilidade com outros estudos 23,24 . O uso consistente de preservativo foi definido como usá-lo em mais de 50% das vezes. A avaliação do conhecimento dos parti- cipantes sobre o HIV/AIDS incluiu os seguintes itens: transmissão por sangue contaminado; es- perma contaminado; abraço e picada de inseto; o HIV destrói a defesa do organismo; a AIDS tem tratamento; atinge somente o sexo masculino; pode ser evitada por vacina; é causada pelo vírus HIV e é transmitida pela relação sexual. O conhe- cimento foi considerado razoável se os pacientes informaram no mínimo setes destes dez itens corretamente.
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Idosos vivendo com HIV/AIDS: vulnerabilidade e redes sociais em Belo Horizonte (MG), 2013

Idosos vivendo com HIV/AIDS: vulnerabilidade e redes sociais em Belo Horizonte (MG), 2013

concordância autônoma (ou patient empowerment) do paciente à terapia; o termo “compliance” tem o sentido de cumprimento de regras, em relação às doenças em geral (Narciso, Paulilo, 2001). Há estudos que focam no indivíduo, desconsiderando outros fatores intervenientes, preocupando-se com a adesão aos medicamentos e não com a adesão ao tratamento. Adesão pressupõe relação e vínculo e é concebida em alguns estudos como um processo, constituído por três itens: a noção de doença que possui o paciente, a ideia de cura ou de melhora que se forma em sua mente, e o lugar do médico no imaginário do doente (Colombrini, Lopes, Figueiredo, 2006; Ceccato et al., 2004). A discussão se amplia ao registrar alguns fatores intervenientes na adesão: relacionados ao paciente – sociodemográficos, uso de álcool e drogas, transtornos psiquiátricos e crenças negativas e religiões; associados à doença; e relacionados ao tratamento e aos serviços de saúde (Narciso, Paulilo, 2001). Alguns fatores que influenciam a adesão terapêutica são explorados nas pesquisas, tais como confiança na equipe, redes de apoio, nível de escolaridade, aceitação da doença, efeitos colaterais da terapêutica, falta de acesso aos medicamentos, tratamento longo, esquema terapêutico complexo e ausência de sintomas (Figueiredo et al., 2001). Apenas 25% do total de idosos têm uma boa adesão. Este dado, definido com base em exames laboratoriais e clínicos, é preocupante, pois a boa adesão tem relação com o controle da epidemia (Mack, Ory, 2003), e também com a sobrevivência do idoso que vive com HIV/AIDS e com a não resistência do vírus (Berg, Arnsten, 2006; Keuroghlian et al., 2011), uma vez que o vírus pode ter mutações em decorrência da falta de medicamento (Brasil, 2013).
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Adolescentes vivendo com HIV/AIDS: impasses no tratamento

Adolescentes vivendo com HIV/AIDS: impasses no tratamento

O trabalho discute os impasses no tratamento vividos pelos adolescentes com HIV/Aids, seus cuidadores e médicos assistentes. Os avanços científicos permitiram que a infecção pelo HIV estivesse elencada como doença crônica, fazendo com que fossem somados a todas as dificuldades decorrentes da vivência de uma doença infecciosa e estigmatizante, os percalços adicionais da cronicidade. Entre os desafios, figura-se a adesão ao tratamento, principalmente na adolescência, quando as características próprias dessa fase da vida contrapõem-se ao que é necessário para o adequado acompanhamento de saúde. Já se tem conhecimento sobre alguns fatores que interferem na adesão aos antirretrovirais na adolescência, mas a prática clínica continua marcada pelos impasses. O objetivo geral da pesquisa foi investigar esses impasses envolvidos no tratamento dos adolescentes que vivem com HIV/Aids e são atendidos em um centro de referência. Tal investigação se fez sob a perspectiva dos próprios adolescentes, seus responsáveis e profissionais de saúde. Optou-se pela pesquisa qualitativa, empregando-se entrevistas narrativas com os adolescentes, e semiestruturadas com seus cuidadores e médicos assistentes. Utilizou-se a análise de conteúdo temático. Os referenciais teóricos foram aqueles da clínica da saúde do adolescente, literatura atualizada da infecção pelo HIV/Aids, principalmente na adolescência, e a psicanálise. Foram entrevistados quatro médicos, quatro cuidadores e sete adolescentes com idades que variaram entre doze e dezoito anos. Os impasses apontados foram diferenciados para cada grupo de investigados e para cada adolescente, individualmente. Apesar das particularidades de cada grupo, o tema adolescência permeou todos eles, e a relação médico-paciente acenou como uma possibilidade. A construção do vínculo entre o adolescente e o profissional de saúde, aliada à parceria e apoio da família ao tratamento, proporciona o espaço necessário para que o adolescente se coloque como sujeito de sua saúde, e a adesão ao tratamento revele-se como uma possibilidade.
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Qualidade de vida de pessoas que vivem com HIV/AIDS assistidas no serviço especializado em Vitória (ES), Brasil.

Qualidade de vida de pessoas que vivem com HIV/AIDS assistidas no serviço especializado em Vitória (ES), Brasil.

Resumo O objetivo do presente estudo é verificar os fatores que influenciam na qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/AIDS assistidas no serviço especializado. Os entrevistados respon- deram os questionários sobre condições sociode- mográficas, aspectos relacionados ao HIV e hábi- tos. A qualidade de vida foi analisada por meio do instrumento HAT-QoL, com 42 itens divididos em nove domínios: Atividade Geral, Atividade Sexu- al, Preocupações com Sigilo, Preocupação com a Saúde, Preocupação Financeira, Conscientização sobre o HIV, Satisfação com a Vida, Questões rela- tivas à medicação e Confiança no médico. Análises bivariadas e regressão linear múltipla foram reali- zadas. Dos entrevistados, 53,1% eram mulheres e tinham média de idade de 42 anos. Na análise da qualidade de vida, o domínio do HAT-QoL com menor média foi Preocupação financeira (39,4), seguido de Preocupação com sigilo (43,2), Ativi- dades sexuais (55,2) e Preocupação com a saúde (62,88). Houve associação entre as variáveis não ter vínculo trabalhista (p < 0,001), ser pardo ou negro (p = 0,045) e consumir bebida alcoólica (p = 0,041), com piores escores da qualidade de vida. Condições socioeconômicas e de saúde inadequa- das apresentaram impacto negativo na qualidade de vida das pessoas com HIV/AIDS.
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Gênero, adolescências e prevenção ao HIV/aids.

Gênero, adolescências e prevenção ao HIV/aids.

Resumo: O advento da aids e sua íntima relação com os estudos da sexualidade humana apontam para a importância das questões de gênero para o sucesso da prevenção diante da epidemia. O enfoque fortemente centrado no uso do preservativo masculino evidencia que, além do conhecimento sobre o corpo e a sexualidade, relações de poder entre homens e mulheres precisam ser redimensionadas para que as estratégias que privilegiam o sexo seguro possam ser incorporadas no cotidiano das relações sexuais. Este artigo, fruto de pesquisa realizada entre adolescentes de ambos os sexos, com idades de 17 e 19 anos, na cidade de Curitiba, ajuda-nos a entender como elas/eles pensam a sua sexualidade e a prevenção da infecção pelo HIV, indicando em que situações vivenciam comportamentos de prevenção e quando negligenciam diante da sua condição peculiar de vulnerabilidade.
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Conhecimento sobre HIVaids e implicações no estabelecimento de parcerias entre usuários do Hornet

Conhecimento sobre HIVaids e implicações no estabelecimento de parcerias entre usuários do Hornet

Objetivo: avaliar o conhecimento de homens que fazem sexo com homens usuários de aplicativo de encontro baseado em geolocalização, sobre o HIV/aids e implicações no estabelecimento de parcerias. Método: estudo descritivo, com 30 usuários do Hornet®. Os depoimentos gerados tiveram tratamento estatístico no software IRaMuTeQ, analisados pela Classifi cação Hierárquica Descendente. Resultados: A frequência sexual nos últimos 30 dias foi de 2,9 parceiros, sendo 2,1 conhecidos pelo aplicativo, dos quais 63,3% relataram sexo sem camisinha. Obtiveram-se quatro classes: Conhecimento sobre medidas de prevenção do HIV/aids; PrEP/ truvada como medida de prevenção do HIV/aids; Comportamentos vulneráveis em relação à infecção pelo HIV; Estabelecimento de parcerias sexuais pelos aplicativos. Conclusão: Usuários do Hornet® possuem conhecimento insufi ciente sobre medidas de prevenção do HIV, principalmente quando se descarta o preservativo masculino. As relações estabelecidas pelo aplicativo são permeadas por alta vulnerabilidade individual e comportamentos que têm potencial de exposição ao risco de infecção pelo HIV.
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