Iniciativas de desenvolvimento local

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As iniciativas de desenvolvimento local e a diversidade das suas orientações

As iniciativas de desenvolvimento local e a diversidade das suas orientações

Um primeiro perfil de Iniciativas de Desenvolvimento Local toma como designação possível o de associações de “orientação instrumental”, dado assumirem como central ao seu esforço de intervenção uma maximização das competências técnicas e sociais, em detrimento da afirmação de um projecto político e ideológico autónomo. Criadas para dar resposta a problemas sociais concretos, prolongar e consolidar institu- cionalmente acções já iniciadas ou apoiar a acção dos municípios no campo da luta contra a pobreza e exclusão social, os seus objectivos incidem essencialmente sobre a vertente instrumental do desempenho da IDL, visíveis na preocupação em sustentar, alargar ou enriquecer uma estrutura orgânica e de gestão que permita o exercício de uma intervenção mais eficiente e eficaz. Simultaneamente, torna-se a via de afirmação do seu carácter distintivo face a uma intervenção do Estado, tomada como mais burocrática, menos flexível, menos capaz de interpretar as reais necessidades das comunidades e mobilizar recursos locais num esforço multidimensional. Por outro lado, o prosseguimento desta estratégia leva a que estas IDL’s sejam em muitas circunstância mais solícitas perante as oportunidades que o mercado oferece, aproveitando a exploração de nichos de mercado e actividades com carácter inovador (nomeadamente serviços de proximidade) como expansão da sua acção e fonte de rendimentos adicionais.
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O Fundo de Investimento a Iniciativas Locais (FIIL) em Moçambique: uma estratégia de promoção do desenvolvimento local para o enfrentamento à pobreza?

O Fundo de Investimento a Iniciativas Locais (FIIL) em Moçambique: uma estratégia de promoção do desenvolvimento local para o enfrentamento à pobreza?

Esta dissertação objetivou avaliar o Orçamento de Investimento a Iniciativas Locais- OIIL, parte integrante do Fundo de Investimento a Iniciativas Locais-FIIL, e o seu papel na redução da pobreza absoluta no Distrito de Nicoadala situado na província da Zambézia na República de Moçambique, no período 2006-2009. O FIIL foi criado em 2005, pelo Governo de Armando Guebuza com vistas a reduzir a pobreza absoluta e promover o desenvolvimento local, estimulando a formação de associações locais. A temática que deu origem a esta pesquisa está relacionada com a efetividade de políticas sociais direcionadas ao enfrentamento da pobreza no País através de estímulos financeiros via empréstimo. Estes estímulos financeiros constituem a única alternativa de geração de trabalho e renda para uma população que vive numa situação de extrema pobreza. A operacionalização do FIIL/OIIl vem decorrendo via Administração dos distritos, estrutura responsável pela gestão do fundo. A dissertação foi fundamentada no método dialético-crítico e baseada em dados do tipo quanti-qualitativos. Além das análises documentais, foram coletadas informações no distrito de Nicoadala e foram realizadas 28 entrevistas diretas com dirigentes e mutuários do OIIL. Como resultado, verificou-se que a falta de planejamento, capacitação e processos de monitoramento das experiências reduziu as possibilidades de efetividade do investimento para que os objetivos mais substantivos fossem atingidos. Contudo, ressalta-se a importância de processos desta natureza e apresentam-se algumas sugestões para o seu aprimoramento. Por fim, destaca-se que um conjunto de condicionantes econômicos, políticos e sociais que determinam a situação de pobreza da população africana, necessitam de imensas estruturas articuladas para enfrentamento mais efetivo dessa expressão da questão social.
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Resumos de dissertações 2009

Resumos de dissertações 2009

Resumo: O presente trabalho de pesquisa contempla todos os preceitos estipulados pelos conceitos oferecidos no curso de mestrado, voltados para a piscicultura como alternativa de desenvolvimento local na região de Dourados-MS. A pesquisa analisa o desenvolvimento desta espécie de cultura dentro de Mato Grosso do Sul, dando clara ênfase na região de Dourados, onde os índices de produtividade são os melhores do Estado e ano após ano, vem se verificado melhorias progressivas e substancias, tanto na produtividade como na comercialização. O trabalho parte da observação e da análise da parca documentação existente e da bibliografia já composta para estudar a piscicultura sul-mato-grossense. Utiliza-se ainda, da experiência vivenciada na área de Desenvolvimento Local por parte do autor do trabalho, da observação realizada na cooperativa MSPEIXE, protagonista do projeto e desta obra. De toda esta análise resultou a constatação de que a piscicultura ainda encontra-se em bases primitivas no Mato Grosso do Sul, embora que, iniciativas de Desenvolvimento Local como a existente na região de Dourados tenha dado fortes incrementos à cultura, contribuindo para a melhoria da produção, sua qualificação rumo a excelência do pescado para atender as normatizações técnicas sugeridas pelo mercado comprador e consumidor. Conclui-se que, ainda que gargalos existam e atravanquem a possibilidade de desenvolvimento mais acelerada, eles estão sendo combatidos e seus efeitos são menos negativos do que em outras épocas. As possibilidades de sucesso são palpáveis, já que as vitórias percebidas são concretas e lança os piscicultores da região de Dourados num estágio mais avançado que seus pares do restante do Estado de Mato Grosso do Sul. Palavras-chave: Desenvolvimento Local, Piscicultura, Organização.
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Iniciativas de economia social e solidária, a integração económica‟ e o desenvolvimento local: a experiência do Grupo de Solidariedade Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro

Iniciativas de economia social e solidária, a integração económica‟ e o desenvolvimento local: a experiência do Grupo de Solidariedade Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro

Eu estava em Leiria a trabalhar numa imobiliária, depois por razões pessoais deixei o trabalho e vim viver para ao pé dos pais. Depois o Manuel lembrou-se de mim quando se falou no projeto Portugal Tradicional, por causa das traduções como tinham que ser em francês, inglês, espanhol e como eu tenho o francês como língua materna, e o espanhol também tive até ao 12º ano e o inglês também, por isso estava a vontade nas três línguas. Então depois vim para cá e começámos a trabalhar no projeto: tentar definir orientações, isto em janeiro de 2014. Ao início criámos a base de dados, fizemos trabalho de divulgação: divulgação junto das câmaras, o que não foi muito frutuoso porque a câmara é a câmara. O público do projeto está direcionado essencialmente para autocaravanistas e para turistas em geral. Os autocaravanistas porque são autónomos, são independentes: a ideia é estacionar em casa de produtores, coletividades, algures onde se possa disfrutar tanto das experiências concretas como de paisagens, festas que estejam a decorrer. O intuito é de presenciar, ver, conviver, mas, no fim, o ideal seria que eles comprassem os produtos locais. Ou seja veem fazer o produtor, portanto há pequenas produções, não são industriais, portanto a divulgação geralmente é local ou então são nichos de mercado muito específicos, e ali corta-se um bocado a cadeia da divulgação e da promoção para diretamente haver um contacto produtor- cliente, o cliente neste caso é o turista ou auto-caravanista. O importante aqui é a compra direta havendo menos custos para todos: o turista não tem de pagar à loja os custos associados e o produtor acaba por divulgar ainda mais o seu produto, porque o boca-a-boca é aquilo que funciona melhor. Portanto, reduz-se um bocado a cadeia de distribuição e reduzem-se os custos para todos.
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Comunicação II Encontros Portalegre joão emílio

Comunicação II Encontros Portalegre joão emílio

Neste sentido, parece não subsistirem muitas dúvidas quanto ao papel cada vez mais pró-activo que os municípios locais e as suas lideranças devem assumir, de forma directa, nos processos de promoção do desenvolvimento local. A sua actuação pode, inclusivamente, estender-se ao espaço produtivo local, por exemplo através da criação de incentivos à atracção e fixação de unidades produtivas nos seus territórios 6 e, mais ainda, mediante uma política de fomento, valorização e acolhimento de iniciativas de outros actores locais, incluindo os movimentos associativos e as próprias empresas, designadamente no que se refere à protecção do emprego, à promoção da imagem exterior do município e, sobretudo, convocando parcerias que melhorem atractivamente o seu espaço local, uma vez que parte do êxito do desenvolvimento de um território está também na construção de um ambiente competitivo e incubador de negócios, visando, desse modo, favorecer os processos de crescimento e desenvolvimento económico e, por consequência, o desenvolvimento social.
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Desenvolvimento regional e novos paradigmas: iniciativas de promoção do desenvolvimento na comunidade da Mangueira.

Desenvolvimento regional e novos paradigmas: iniciativas de promoção do desenvolvimento na comunidade da Mangueira.

Além disso, segundo Silveira (2005), as políticas de desenvolvimento local podem associar-se a formas de superação de desigualdades geradoras de exclusão social. Nesse movimento, a idéia de desenvolvimento centra-se no território, com ênfase na cooperação e na aprendizagem, ou seja, na formação de capital social e humano, na articulação intersetorial de políticas públicas e na participação ampliada de diversos atores locais. Dessa maneira, o território-processo remete à superação de assimetrias envolvendo o compartilhamento de informações, o encontro de saberes e a geração de processos que se refletem no trabalho e na cidadania. O modelo de gestão resultante desse processo incorpora um esforço crescente de inclusão social, pela ação integrada das políticas voltadas para a formação de capital humano e o estímulo à participação e à capacidade de organização social como fator endógeno do desenvolvimento regional por meio da mobilização e articulação de instituições e de atores locais (FERREIRA, 2002).
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Associações de Desenvolvimento Local: Que contributo para o desenvolvimento local? O estudo de caso da ADPM.

Associações de Desenvolvimento Local: Que contributo para o desenvolvimento local? O estudo de caso da ADPM.

Em simultâneo com o processo de criação da Rede Animar, foi criada uma iniciativa que permitiu dar um salto qualitativo, na forma de pensar e actuar nos processos de desenvolvimento local, ou seja, a criação e dinamização da MANIFesta – Assembleia e Feira do Desenvolvimento Local. A MANIFesta surgiu com o objectivo de “realizar um EVENTO que ampliasse a reflexão e a visibilidade das OIDL, através duma multiplicidade de acções que congregassem Assembleia, Feira e Festa, sem esquecer a necessária interpelação à Sociedade e aos Poderes que iam comandando o nosso país”. (Albino, 2004:29). A realização da MANIFESTA é assente em três pilares: “1 - Assembleia – A MANIFesta é um espaço de reflexão e intervenção cívica, onde, com a maior liberdade e abertura, se realizam os mais variados debates, oficinas, tertúlias, etc., podendo estes ser propostos e animados por qualquer participante. Elemento central dessas reflexões são as Assembleias MANIFesta, que culminam um processo alargado de debates com início nas Assembleias Regionais. As sínteses das Assembleias MANIFesta são recolhidas sob a forma de teses e declarações identificados pelo nome da localidade onde se realiza cada MANIFesta. 2 - Feira – Cada MANIFesta é igualmente um momento privilegiado onde se dão a conhecer projectos e iniciativas do associativismo de Desenvolvimento Local e se faz a divulgação dos seus produtos, ideias e práticas. Mas também, de uma forma que se quer o mais abrangente e descomplexada possível, dos outros associativismos cívicos e solidários de que se compõe a sociedade civil organizada. 3 – Festa – Cada MANIFesta é ainda um espaço de intervenção, divulgação e fruição cultural, de lazer e animações várias. Nela cabem todas as expressões artísticas e culturais, das tradicionais às vanguardistas, sejam elas informadas pelos saberes e imaginários populares ou eruditos, de expressão urbana ou rural, sem fronteiras nacionais, culturais ou de idade.” (http://www.animar- dl.pt/manifesta/index.php, acedido em 27 de Janeiro de 2008).
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Associações de base local : um contributo para o desenvolvimento local e comunitário

Associações de base local : um contributo para o desenvolvimento local e comunitário

Através da revisão da literatura pude compreender que a grande finalidade das associações deste cariz é o desenvolvimento local e comunitário. Esse desenvolvimento deve, no âmbito do presente projeto, ser fomentado com iniciativas que visem mitigar ou mesmo suprimir algumas das principais lacunas no processo educativo das crianças da Alta de Lisboa. Após o decorrer do estágio curricular em duas associações de base local foi-me possível identificar algumas dificuldades com as quais ambas se deparam, e que são comuns a uma grande parte das pessoas pertencentes à comunidade local: existe, na área de influência do projeto, um grande distanciamento entre a família e a escola, no que diz respeito à comunicação e compreensão mútuas, bem como à unificação em torno de problemas educativos que podem, em certos casos, ser de resposta necessariamente urgente. Nesta perspetiva, e tendo em conta as grandes dificuldades existentes a nível educacional neste território, a lacuna que mantive como meu alvo no delineamento de um projeto de intervenção passa pelo melhoramento da relação entre o elemento Escola e o elemento Família.
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Desenvolvimento local : O caso de estudo do seixal, o desenvolvimento como forma de melhorar a qualidade de vida local

Desenvolvimento local : O caso de estudo do seixal, o desenvolvimento como forma de melhorar a qualidade de vida local

Durante o processo consegui acesso a alguns intervenientes camarários que revelaram que o foco actual do desenvolvimento existente no conselho do Seixal não se encontra actualmente na área abrangida pelo estudo desenvolvido e que as iniciativas privadas como a renovação patrimonial existente ou decorrente não se encontram enquadradas num projecto de âmbito colectivo ou com um objectivo comum. Esta descoordenação e falta de objectivos comuns foram também encontradas a nível comercial onde cada comerciante efectuava apenas a sua actividade com uma visão singular da comunidade. Tomavam conta do seu negócio de uma forma tradicional sem grande visão de futuro ou perspectivas de mudança e envolvimento na comunidade enquanto comerciante numa perspectiva não outra de provedor de serviços, demostrando mesmo uma aversão e até desconfiança em formas de participações associativistas. Sendo assim, seria necessário um investimento temporal e financeiro inicial de elevado valor para dar início ás bases comunitárias necessárias para se poder arrancar com o projecto, contudo é importante de salientar que os comerciantes mais jovens, e aqui faço a nota que os comerciantes mais jovens da localidade estão na casa dos 40/50 anos, mostrara- se mais receptivos ás ideias apresentadas por isso existem bases para iniciar o projecto nesta área do associativismo.
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CAROLINE SANTOS DE CISNE COMPETITIVIDADE SISTÊMICA: CONHECIMENTO COMO FATOR DE PRODUÇÃO DE CAPITAL SOCIAL PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL

CAROLINE SANTOS DE CISNE COMPETITIVIDADE SISTÊMICA: CONHECIMENTO COMO FATOR DE PRODUÇÃO DE CAPITAL SOCIAL PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL

O presente trabalho buscou executar uma análise sobre o município de Maringá no estado do Paraná, a partir da metodologia da competitividade sistêmica, de modo a evidenciar as vertentes e os elementos geradores do desenvolvimento local, tendo em vista o conhecimento como fator de produção de capital social. Para tanto, foi realizada uma revisão de literatura sobre o tema, que envolve os construtos de capital social, competitividade sistêmica, desenvolvimento local sustentável, conhecimento como fator de produção, inteligência territorial e empreendedorismo. Além do referencial teórico, a pesquisa apresenta a metodologia utilizada, sendo que o estudo possui natureza exploratória, procurando também, realizar certo nível de comparabilidade entre o capital social formado e o desenvolvimento local sustentável, combinando conceitos teóricos com um Estudo de Campo, que se caracteriza pelo aprofundamento de uma determinada realidade. Assim, o estudo visou a compreensão sobre como o conhecimento existente em um determinado território, sendo este o Município de Maringá, pode ser estruturado em capital social para alavancar o desenvolvimento local. Para identificar a formação do capital social no desenvolvimento local e para compreender como o capital social pode promover o desenvolvimento local o estudo focou nas iniciativas empreendedoras inovadoras intensivas em conhecimento encontradas em Maringá. De acordo com a análise realizada foi possível perceber que a região possui iniciativas que auxiliam na promoção da inovação e do desenvolvimento local, porém ainda necessita amadurecer na utilização dos conhecimentos existentes estruturados em capital social. Por fim apresentam-se sugestões para trabalhos futuros.
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Roteiro_Estratégia Local Integrada de Combate à Pobreza em Lisboa

Roteiro_Estratégia Local Integrada de Combate à Pobreza em Lisboa

Deste modo, e de forma meramente exemplificativa, mencionamos de seguida algumas das mais emblemáticas iniciativas europeias e/ou nacionais com repercussão local, como foi o caso do Programa Especial de Realojamento (PER), que concedeu apoio financeiro para a erradicação das barracas existentes e respectivo realojamento das famílias em habitações de custos controlados; a criação da Rede Social de Lisboa em 2006, com o propósito de ter uma actuação concertada com vista à prevenção e solução de problemas sociais e à definição de prioridades comuns; a Iniciativa Comunitária Equal, que nas suas três fases de implementação permitiu, para além das áreas temáticas abordadas, implementar um modo de trabalhar em rede e multidisciplinar que ficou enraizado; o QREN Mouraria, que teve em vista a revitalização social de um território com vista à melhoria da qualidade de vida e à diminuição dos fenómenos de pobreza e exclusão social; o programa comunitário DLBC – Desenvolvimento Local de Base Comunitária, cujas Estratégias de Desenvolvimento Local pretendem, através de uma abordagem territorial com os parceiros locais, ir ao encontro dos objectivos da Estratégia Europa 2020; o Programa Escolhas, com a finalidade de promover a inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos mais vulneráveis; o Programa CLDS, com vista a desenvolver de forma multisectorial e integrada acções em parceria para combater a pobreza persistente e a exclusão social; o Programa K’Cidade, Programa de Desenvolvimento Comunitário Urbano, que assumindo um compromisso de longo prazo e com uma abordagem integrada, tem em vista procurar responder aos desafios enfrentados pelas comunidades urbanas mais pobres e socialmente excluídas; o Programa Bip/Zip - Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária, criado em 2011 pelo município com vista a dinamizar pequenas intervenções em parceria nos diversos bairros da cidade; o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA), decorrente da Estratégia Nacional para a Integração da Pessoa Sem-Abrigo.
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“Feixe de Intervenções” de Prevenção de Infeção de Local Cirúrgico – Normas de Orientação Clínica

“Feixe de Intervenções” de Prevenção de Infeção de Local Cirúrgico – Normas de Orientação Clínica

D. O poder do “feixe de intervenções” decorre da evidência em que radica cada um dos elementos e da metodologia de implementação. São múltiplas as metodologias de implementação possíveis, nomeadamente a nomeação de uma comissão para rever as recomendações e para as comparar com as práticas habituais da unidade clínica, a formação dos profissionais da unidade clínica sobre os seus componentes, a realização de auditorias para avaliar a adesão e a comunicação dos indicadores de processo e de resultados de retorno aos profissionais. O desenvolvimento do processo beneficia de uma abordagem em equipa multidisciplinar e multiprofissional (29,30) .
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A medição da capacidade criativa e cultural das cidades, um contributo para a sua operacionalização

A medição da capacidade criativa e cultural das cidades, um contributo para a sua operacionalização

No contexto europeu, a cultura tem sido tradicionalmente encarada, de forma natural, mais como um fim a alcançar (por exemplo, através da actuação pública, ou da actuação de um promotor cultural) do que como um meio para alcançar um outro fim. Não defendemos que essa concepção “tradicional” não seja importante, fundamental mesmo, nem que essa deixe de ser uma (senão mesmo a) função primordial inquestionável da política pública no campo cultural. Contudo, observa-se ao longo dos anos mais recentes (e numa lógica não isenta de perigos vários...), que o discurso académico e as tendências do discurso político começam a situar o sector da cultura igualmente num outro lugar, nomeadamente com o crescente reconhecimento do seu potencial económico e de alavanca para o desenvolvimento urbano (nas suas diversas dimensões), e a cultura e a criatividade são agora encarados como motor das cidades e factor de desenvolvimento das regiões e do território (cf. a este propósito, por exemplo, Costa, 1997)
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Desenvolvimento local e avaliação de políticas públicas: análise de viabilidade para...

Desenvolvimento local e avaliação de políticas públicas: análise de viabilidade para...

O objetivo deste trabalho é analisar os impactos gerados pelo Programa dos Minidistritos Industriais e de Serviços, implantado em São José do Rio Preto, com a construção de um ferramental quantitativo para verificar as influências no desenvolvimento local. Para realização deste estudo, foram delineadas etapas de pesquisa qualitativa e documental, orientadas por Gil (2002) entre outros autores, e uma etapa quantitativa de acordo com Hair et al (2005a). Na etapa qualitativa o programa dos minidistritos foi analisado a partir de uma visão histórica e identificados as principais repercussões, atores e incentivos dados para o município de Rio Preto. Por meio da análise, e outros modelos construídos, foi desenhado o modelo de desenvolvimento local baseado no Programa dos Minidistritos Industriais e de Serviços, intitulado Modelo de Desenvolvimento Integrado Local Industrial (DILI). Na etapa quantitativa foram aplicados testes de agrupamento e discriminante e utilizados dados por setores censitários disponibilizados pelo IBGE. Os setores foram classificados com o auxílio do teste de agrupamento e foi gerada uma função que possibilita verificar as diferenças de desenvolvimento entre as regiões que possuem minidistritos e as que não possuem. Os resultados obtidos demonstram que os setores onde estão localizados os minidistritos são os mais carentes de renda e educação e possuem maior aglomeração populacional, em conseqüência da quantidade de minidistritos.
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Resumos de Dissertações 2011

Resumos de Dissertações 2011

Resumo: A apicultura é possível de ser explorada por micro e pequenos produtores além de harmonizar- se com os conceitos sustentabilidade e desenvolvimento local. Esta atividade exige ambientes naturais conservados, assim como contribui para isso por meio de polinização das abelhas. O Estado do Mato Grosso do Sul possui uma pequena produção de mel se comparado às produtividades obtidas no Nordeste do país. Essa produção ainda que pequena, poderia ser diferenciada pelo uso da Indicação Geográfi ca como originária de seus ecossistemas frágeis. O rótulo de “apelação controlada” é um tipo de rastreabilidade que poderia garantir aos empreendimentos apícolas uma maior visibilidade em escala nacional e mundial. Para que esse tipo de valorização possa ser aplicado há necessidade de caracterizar o setor apícola para estabelecer quais os Municípios seriam alvo da Indicação Geográfi ca. A pesquisa foi realizada nos anos de 2007 a 2010 e selecionou 9 Municípios do Cerrado e 3 Municípios do Pantanal do Mato Grosso do Sul . De cada Município foi amostrado pelo menos um apiário do qual se conseguiu uma amostra de mel, coordenadas por GPS e informações do apiário em questionário especialmente elaborado. As informações geográfi cas foram confrontadas com banco de dados georreferenciado permitindo localizar no mapa os apiários amostrados. As amostras de mel foram analisadas para estabelecer a qualidade exigida pela ANVISA para comercialização. Os resultados mostraram que a grande maioria dos entrevistados tinha a apicultura como atividade secundária. A produtividade média por caixa foi próxima de 35 Kg de mel por ano. A maioria dos entrevistados explicou a queda de produção de mel ocorrida em 2009 em razão das fortes e continuadas chuvas que dizimaram as fl oradas. Ainda assim, dois apicultores do Cerrado conseguiram aumento de produtividade, contrariando a opinião da maioria. As maiores difi culdades identifi cadas foram de manutenção de pasto apícola representado
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Juventude e poder local: um balanço de iniciativas públicas voltadas para jovens em municípios de regiões metropolitanas.

Juventude e poder local: um balanço de iniciativas públicas voltadas para jovens em municípios de regiões metropolitanas.

Ao se esboçar uma compreensão das grandes li- nhas que ancoram as iniciativas sobre juventude nos municípios investigados, tornam-se mais evidentes os mecanismos que ressaltam imagens diversas sobre categorias sociais difusamente consideradas como juventude. Essas imagens expressam duas grandes orientações: uma primeira, estigmatizada, em torno da noção adolescente pobre, e outra em torno do jo- vem. Se antes da promulgação do ECA a clivagem existente dava-se entre as crianças e os menores, após quinze anos de organização da sociedade civil é evi- dente o avanço nas concepções em torno dos direitos da infância. De certo modo, há um forte reconheci- mento social do direito de qualquer criança, indepen- dentemente de sua condição social, a ter uma família, à escola, a condições de saúde, enfim, o direito à pro- teção e ao cuidado por parte do Estado. O mesmo não
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Coletividade e iniciativas empreendedoras locais no desenvolvimento de um mercado tradicional municipal.

Coletividade e iniciativas empreendedoras locais no desenvolvimento de um mercado tradicional municipal.

A divisão do t rabalho social, com o est rut ura de sust ent ação e font e de soli- dariedade de m ercados, nest a seção, foi explorada com o um a cat egoria analít ica da organização indust rial, sej a por set ores econôm icos ou em cadeias de produção, que est ej a localizada em um a cidade, região ou nação, ou sej a, em m ercados produt ivos t errit orializados. Conform e Cont i ( 2005) , a com preensão do desenvolvim ent o e da m odernização econôm ica pode ser realizada a part ir de análises das caract eríst icas dos sist em as de produção t errit orializados, por um lado, no m unicípio, com o esfera aut ônom a da organização polít ico- adm inist rat iva do país. Por out ro lado, podem ser com preendi- dos com o consciência associat iva de part icipação da vida polít ica da com unidade local, port ant o, o capit al social, ou sej a, o est oque de valores e com port am ent os colet ivos, expressos por dada com unidade, é considerado com o ingredient e fundam ent al para seu desenvolvim ent o e m odernização. A im ersão t errit orial dos at ores pode fom ent ar a com pet it ividade no sist em a local, com a im plant ação de hábit os, convenções e nor- m as de com port am ent o, que são est im ulados por m eio da proxim idade geográfi ca, que t ranscendem as t radicionais relações client e- fornecedor e proporcionam a form ação de redes form ais e inform ais de colaboração e int eração. Essas redes se form am por m eio de m ercados locais de t rabalho, convenções e regras form uladas para o desenvolvim ent o de relações e conhecim ent o em presarial ( CONTI , 2005) .
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O local como estratégia de desenvolvimento

O local como estratégia de desenvolvimento

O terceiro ponto destacado refere-se ao fato de que o desenvolvimento local contribuiria para exponênciar os fatores perversos do capitalismo, pois estaria baseado na fragmentação, desregulamentação e fragilização do estado, três elementos que fortalecem o capitalismo. Igualmente, o desenvolvimento local traz atrelada a si a idéia de desigualdade, dado que quando se fala em projetos de desenvolvimento de um local específico, na contramão ficam aqueles espaços que não serão alvo de ações de desenvolvimento e que, portanto, ficaram inferiorizados na relação com aqueles que o foram. Finalmente, é questionado o fato de que o desenvolvimento local constitui-se de uma reforma, que busca soluções paliativas que atendam as necessidades locais, sem revolução, constituída por uma ruptura com os atuais padrões de desenvolvimento e voltada a busca de um outro desenvolvimento, norteado pela cidadania.
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PROPEC-Programa de Pós Graduação em Engenharia Cívil :: Desenvolvimento de metodologia para identificação modal automática de estruturas

PROPEC-Programa de Pós Graduação em Engenharia Cívil :: Desenvolvimento de metodologia para identificação modal automática de estruturas

O monitoramento da integridade estrutural (SHM – Structural Health Monitoring) de estruturas é de grande importância prática para engenharia civil. Grandes obras como a ponte Rio-Niterói, no Brasil, a ponte Z24, na Suíça, ou o viaduto de Millau, na França, são monitoradas há algum tempo. De fato, algumas estruturas são monitoradas 24 horas por dia,7 dias por semana, com o objetivo de fornecer medidas dinâmicas que possam ser usadas para a identificação de problemas estruturais tais como a presença de dano ou de vibração excessiva. Esta análise deve passar pelo processo denominado identificação modal, cujos dados de saída são chamados de parâmetros modais, nomeadamente frequências naturais, taxas de amortecimento e formas modais. Portanto, é fundamental que haja o desenvolvimento e a validação de ferramentas para a identificação automática destes parâmetros. Uma vez que o sucesso dos algoritmos de detecção de dano depende da precisão das estimativas dos parâmetros modais, é imperativo que o algoritmo de automatização da identificação seja eficiente e adequado para tratar as respostas da estrutura durante sua operação normal. A metodologia proposta neste trabalho se utiliza dos dados fornecidos por um algoritmo de identificação paramétrico (que gera um diagrama de estabilização), como o SSI-DATA, para determinar automaticamente os parâmetros dinâmicos da estrutura. A eficiência desta metodologia é atestada mediante sua aplicação a sinais gerados numericamente, a respostas de uma viga biapoiada ensaiada em laboratório e aos dados do monitoramento de uma ponte rodoviária.
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(Des)encontros entre Academia e Política: Conhecimento, Engajamento e Habitação em Portugal

(Des)encontros entre Academia e Política: Conhecimento, Engajamento e Habitação em Portugal

Mais recentemente, o envolvimento das pessoas que trabalham no espaço académico parece tender no sentido de exceder os corredores das instituições, tateando os espaços associativos, as assembleias de bairro e as mobilizações de rua como espaços preferenciais de ação. Exemplo disso mesmo é a crescente participação de académicos num conjunto de iniciativas e processos à escala local e supralocal, tais como a Assembleia de Moradores e a Caravana pelo Direito à Habitação, bem como o apoio a pessoas, coletivos, bairros e a sua sinergia com associações empenhadas em travar despejos forçados, demolições ou em lutar por melhores condições de habitação (Falanga et al., 2019). Este engajamento pode ser lido, em certa medida, como sintomático do actual debate público sobre a crise no acesso à habitação – numa altura em que uma suposta classe média branca que habita o centro da cidade começa a ser forçada a abandonar as suas casas à medida que se consolida o processo de financeirização da habitação em curso em Portugal. Interessa sublinhar a tomada de posição de muitos académicos, expressa num conjunto de conferências, seminários, debates, textos e livros empenhados, de forma inequívoca, na defesa do direito à habitação e à cidade - num processo poroso, de diálogo, entre o conhecimento produzido no espaço académico e aquele proveniente dos movimentos sociais. Para além do mais, não são alheias a este debate: i) a Recomendação n.º 3/B/2016 (2016) da Provedoria de Justiça, que preconiza a revisão do Programa Especial de Realojamento; ii) a visita oficial da Relatora das Nações Unidas para a Habitação Adequada, que tece duras críticas aos despejos sem alternativa (2016); iii) o Levantamento Nacional das Necessidades de Realojamento Habitacional (2018), que exprime a atualidade das carências habitacionais; iv) a promulgação da Nova Geração de Políticas de Habitação (2018) e o debate sobre a Lei de Bases da Habitação (2018-2019), que dão conta da iniciativa governamental face a uma realidade que passou definitivamente para a esfera do visível. Deve notar-se que no decorrer destes processos, com diferentes posições, à imagem do que havia acontecido no âmbito do desenho e promulgação do Programa Especial de Realojamento, a presença de académicos foi uma constante.
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