Interpretação de textos

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LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS NAS AULAS DE MATEMÁTICA MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO DE MATEMÁTICA

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS NAS AULAS DE MATEMÁTICA MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO DE MATEMÁTICA

O presente trabalho tem como objetivo estudar atitudes e procedimentos de alunos frente à leitura e interpretação de textos nas aulas de Matemática e a finalidade de contribuir para o debate e a reflexão de professores desta disciplina relativamente à competência leitora e escritora de seus alunos, de grande importância para suas aprendizagens escolares, mas também fundamentais para sua atuação nas relações sociais. Investiga como alunos de 5ª e 8ª séries do ensino fundamental de uma escola municipal e de 3ª série do ensino médio de uma escola estadual, ambas localizadas na cidade de São Paulo, reagem frente à leitura de textos nas aulas de Matemática e busca identificar atitudes e procedimentos presentes nessa situação. Nosso estudo revela que atividades que envolvem leitura, escrita e interpretação de textos na aula de Matemática estão ausentes nas aulas de Matemática e deixa evidente que nas atividades que envolvem leitura, escrita e interpretação de textos na aula de Matemática estabelece-se uma grande dependência dos alunos em relação ao professor. Revela ainda que grande parte dos alunos tem dificuldades com os textos, tanto na leitura, escrita e interpretação; e observou-se também grande dificuldade de concentração. As atividades que envolvem leitura, escrita e interpretação de textos na aula de Matemática se apresentam aos alunos como algo penoso e desestimulante, mas, em que pesem as dificuldades que encontram nas atividades que envolvem leitura, escrita e interpretação de textos na aula de Matemática, os alunos reconhecem sua importância. O estudo nos permite fazer recomendações no sentido de que deve haver um caminho de dupla mão entre leitura, escrita e interpretação de textos e a constituição de saberes matemáticos, nas aulas de Matemática e também que os estudos sobre uso e tipologia de textos deveriam ser objeto de investigação na área de educação matemática, buscando estimular o desenvolvimento de diferentes capacidades de linguagem e o uso de diferentes gêneros orais e escritos.
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Interpretação de textos, com figuras de linguagem em sua composição, por alunos do ensino fundamental com transtornos do espectro do autismo

Interpretação de textos, com figuras de linguagem em sua composição, por alunos do ensino fundamental com transtornos do espectro do autismo

Os dados para o estudo serão coletados através de um Protocolo de Atividade Pedagógica de interpretação de textos com a ocorrência das figuras de linguagem Hipérbole e Onomatopeia, elaborado pela pesquisadora, composto de 10 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas cada e apenas uma resposta correta, construído com base nas Competências e Habilidades estimadas para os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, constantes das Orientações Curriculares dos anos Iniciais do Ensino Fundamental do Estado de São Paulo. Os instrumentos de avaliação serão aplicados pelo Pesquisador Responsável e tanto os instrumentos de coleta de dados quanto o contato interpessoal não oferecem riscos aos participantes.
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									LEITURA, TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS MATEMÁTICOS PARA ALUNOS SURDOS

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Resumo: O presente artigo objetiva apresentar alguns apontamentos a respeito da leitura, tradução e interpretação de textos matemáticos para os alunos surdos. Esses processos são de grande importância para esses alunos obterem êxito na escola, principalmente na aprendizagem da matemática. Uma leitura adequada depende da interpretação de textos matemáticos que precisam ser traduzidos para a linguagem natural dos surdos, a Língua Brasileira de Sinais (Libras). A inclusão efetiva desses alunos na escola depende, entre outros fatores, de estratégias de comunicação estabelecidas pelos professores que incluam o uso de diferentes linguagens, tais como: linguagem matemática, língua portuguesa e Libras. Neste sentido, buscamos analisar esta problemática por meio de uma pesquisa bibliográfica a partir da filosofia de Wittgenstein e de alguns educadores que se dedicam ao processo de ensino e aprendizagem da matemática, bem como à educação de alunos surdos.
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Interpretação de textos, de história e de intérprete.

Interpretação de textos, de história e de intérprete.

Concluímos, portanto, do que foi visto até aqui, que os três métodos her- menêuticos apresentam a mesma deficiência, isto é, não consideram a força da linguagem nas suas próprias interpretações e, neste sentido, podemos apro- veitar a crítica tecida sobre a hermenêutica em Domínios da história, mas com a ressalva de que vale somente para os métodos, embora Cardoso e Vainfas te- nham apenas se referido à proposta psicológica. O problema, então, localiza- se no espaço metodológico, pois quando utilizamos os procedimentos filoló- gico, psicológico e romântico, reduzimos a arte de interpretar a simples métodos de compreensão. O fazer interpretativo não se reduz aos seus métodos ou a propostas metodológicas para a correta interpretação de textos e acontecimen- tos. A hermenêutica filosófica é uma proposta de inclusão da figura do intér- prete no ato de interpretar. Renega a idéia de podermos analisar um texto fa- zendo-o expressar a sua muda verdade por meio de um método eficaz.
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A OFICINA D ELEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS: FUNDAMENTOS E EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE EXTENSÃO DA UDESC

A OFICINA D ELEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS: FUNDAMENTOS E EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE EXTENSÃO DA UDESC

Este ensaio pretende tratar um dos aspectos do tema da leitura, segundo o qual a leitura é um exercício individual tanto quanto coletivo. Faz isso através do relato de um Projeto de Extensão em funcionamento na Universidade do Estado de Santa Catarina, intitulado Oficina de Leitura e Interpretação de Textos. A leitura é aqui entendida como a decifração, análise, explicitação de informações, conceitos, mensagem enfim, estruturados na forma de um discurso montado por meio de sinais gráficos. O projeto desenvolve-se desde 2006, na Faculdade de Educação da UDESC e realiza reuniões periódicas para a leitura e discussão de textos literários e teóricos de variados períodos e autores. O objetivo é o desenvolvimento de uma habilidade de leitura crítica mais aprofundada, que contribua na relação dos participantes com seu meio social, com a herança cultural a que têm acesso, e naturalmente em seu desempenho no processo de ensino-aprendizagem.
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Além dos elementos linguísticos: a interpretação de textos com base nos fatores de textualidade

Além dos elementos linguísticos: a interpretação de textos com base nos fatores de textualidade

RESUMO: Este estudo aborda discussões acerca da interpretação de textos com base nos fatores de textualidade. Tomamos a categoria texto a fim de estabelecer seu sentido global a partir dos fatores extralinguísticos: aqueles fatores situados fora do texto que servem para gerar interpretação. Logo, discutem-se as causas que levaram a Linguística Estrutural permanecer à frente, por muito tempo, do estudo textual. Ademais, o presente estudo enfatiza o uso de gêneros textuais e sua interpretação, considerando a inter-relação entre a dimensão linguística do texto e a participação cooperativa dos interlocutores. Situamos esse estudo na grande área da Linguística do Texto, pautada nas pesquisas de Ingedore Koch, Irandé Antunes e Freda Indursky. Através de uma pesquisa bibliográfica, obtivemos bons resultados a partir da análise do corpus selecionado, que para esse estudo, utilizamos de uma notícia do portal MSN, uma crônica de Fernando Sabino e o poema O bicho, de Manoel Bandeira.
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Estudo das dificuldades de leitura e interpretação de textos matemáticos em enunciados de problemas por alunos do ensino médio

Estudo das dificuldades de leitura e interpretação de textos matemáticos em enunciados de problemas por alunos do ensino médio

A presente investigação vincula-se à linha de pesquisa “Práticas e Processos Formativos em Educação” do Programa de Pós-graduação em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho-FCT/UNESP. Realizou-se através do mestrado interinstitucional desenvolvido pela Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF em conjunto com a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho -UNESP. Propôs-se investigar algumas das dificuldades específicas apresentadas por um grupo de sete alunos da primeira série do Ensino Médio do Colégio de Aplicação João XXIII da UFJF na resolução de problemas de Matemática do ponto de vista de seus enunciados. A pesquisa bibliográfica realizada conduziu a estudos de autores renomados como Gómez- Granell, Machado dentre outros sobre a linguagem matemática e sua relação com a linguagem materna e às perspectivas norteadoras dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de Matemática. Tais estudos apontam para a necessidade de uma prática docente que considere os aspectos de interpretação e expressão de conceitos matemáticos nas aulas como uma alternativa para a superação do tecnicismo praticado pelos alunos com relação à resolução de problemas. A coleta de dados e sua organização realizaram-se no período compreendido entre março de 2009 e dezembro de 2010. A pesquisa contou com uma abordagem qualitativa e se caracterizou como exploratória, utilizando entrevistas semiestruturadas e questionários contendo questões referentes à interpretação e escrita de símbolos e figuras matemáticas, além de um questionário complementar aplicado aos pais dos participantes ou responsáveis. Buscou-se identificar aspectos relativos às manifestações de dificuldades desses alunos quanto à resolução de problemas, sobretudo em questões dissertativas. Os resultados da pesquisa mostraram que as dificuldades do grupo investigado estão associadas a vários fatores, mais acentuadamente à dependência que os alunos adquirem de memorizar fórmulas e algoritmos específicos para cada tipo de problema a ser resolvido, tornando-os modelo de resolução. A falta da prática de leitura e escrita de textos matemáticos em sala de aula pode ser, também, um fator favorável as dificuldades dos alunos.
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A interpretação de textos articulada com o ensino da gramática: o uso do laboratório gramatical

A interpretação de textos articulada com o ensino da gramática: o uso do laboratório gramatical

A “memória de trabalho” segundo Buescu et alii (2012b, p. 14) é um dos aspetos a ter em conta na compreensão de frases e de textos. Uma das formas de analisar frases complexas é a utilização de “estratégias de organização da informação textual”, em que se pode transformar a imensa informação em memória de trabalho. Para isso, o professor pode recorrer ao modelo de processamento, em que divide o texto em partes; retira a informação necessária; faz uma síntese da mesma e formula hipóteses do que vem a seguir. Para além disso, o aluno deve ter conhecimento das perguntas que normalmente são feitas na compreensão, para conseguir extrair a informação pretendida no texto. Outro dos objetivos da compreensão é a possibilidade de os alunos terem autonomia para controlarem o processo da leitura, isto é, eles têm a oportunidade de escolher qual a melhor estratégia a usar aquando da leitura do texto: se é elaborar um resumo ou ler o texto completo ou só mesmo ler as partes que lhes interessam para responder às perguntas. No entanto, não chega só a aprendizagem das estratégias na compreensão leitora, tem também de haver um apoio de toda a comunidade educativa para o incentivo à prática da leitura, como visitas a bibliotecas escolares e outras, ou troca de livros entre colegas.Feita uma descrição do programa de Português, verifica-se, agora, uma mudança no domínio da gramática, nas Metas Curriculares de Português do Ensino Básico (Buescu et alii, 2012a, p. 6). A expressão “Conhecimento Explícito da Língua” é substituída por “Gramática”. Isto aconteceu devido à perda da “essência do valor semântico da designação. Com o uso do termo Gramática, pretende-se o reforço e a clarificação do estudo dos factos da língua e das normas que os regem.” (Ibidem).
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Concepção sócio-interacional de leitura: abordagens teóricas e práticas a partir de dois textos escritos

Concepção sócio-interacional de leitura: abordagens teóricas e práticas a partir de dois textos escritos

Estaremos defendendo aqui a idéia de que a concepção sócio-interacional de leitura deve prevalecer sobre as demais concepções no momento em que o professor de línguas for desenvolver atividades de leitura e interpretação de textos. Convém ressaltar que o fato de com os sujeitos pesquisados terem sido desenvolvidas atividades de leitura e interpretação de texto sob a ótica sócio- interacional não significa que a decodificação tenha de ser esquecida ou totalmente criticada. É evidente que é imprescindível que se decodifique para que depois seja construído o sentido. O que é considerado aqui é que a atividade de leitura deve levar o leitor a construir, em sua mente, a partir da percepção de símbolos impressos e com a ajuda de dados não verbais, uma substância de conteúdo semelhante àquela que o autor quis transmitir por meio de uma mensagem verbal escrita. A interpretação só acontece se ao leitor forem oferecidas condições para seguir etapas: reconhecer as palavras escritas (decodificação), fazer a relação delas com o seu sentido, efetuar a combinação desses elementos em estruturas, combinar estratégias cognitivas a fim de captar o sentido do texto e, finalmente, interpretá-lo, fazendo uso de estratégias de leitura que o auxiliarão a compreender o texto, tornando explícitas as idéias implícitas e obscuras. Em síntese, o ato de meramente decodificar o texto não significa que houve interpretação, uma vez que a interpretação existirá a partir do momento em que o leitor puder usar suas habilidades sintáticas, semânticas, inferenciais e pragmáticas.
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Relatório de Estágio Profissional Rute Costa

Relatório de Estágio Profissional Rute Costa

A exploração e interpretação de textos, no 4.º ano, torna-se cada vez mais importante, pois só assim o aluno aprende a compreender e até a realizar interpretações que não estão explicitas nos textos, mas que o aluno facilmente consegue depreender. Neste sentido, a interpretação de textos de forma oral, pode parecer que seja algo abstracto para as crianças, mas de certa forma ajuda-as a organizar as ideias e a raciocinar, sendo que findado o 1.º ciclo, uma das coisas que o aluno deve ser capaz, segundo o Ministério da Educação (2007a, p.15), relativamente ao Currículo Nacional, no que se prende com as competências gerais, “usar corretamente a Língua Portuguesa para comunicar de forma adequada e para estruturar o pensamento próprio”, tornando mais fácil o diálogo e a partilha de ideias e saberes.
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DO PAPEL ÀS TIC: O DINAMISMO DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA ATRAVÉS DO VIÉS DIGITAL

DO PAPEL ÀS TIC: O DINAMISMO DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA ATRAVÉS DO VIÉS DIGITAL

possibilidades de leitura; expande as formas de interpretação de textos escritos para diferentes campos de linguagem (teatro, artes plásticas, música, cinema etc.); estabelece uma relação entre a história contada e elementos de interpretação e produção de textos; estabelece um vínculo positivo entre narrador e ouvinte para que a história seja compreendida e apreendida; forma leitores críticos transformadores de sua realidade e da realidade dos que o cercam; utiliza técnicas teatrais para um melhor desempenho das contadoras na contação de histórias; faz com que a criança estabeleça um vínculo entre fantasia e realidade que a ajude na elaboração de conflitos internos; desperta a imaginação e a criatividade das crianças fazendo com que se envolvam com o enredo e tornem-se participantes ativas de todas as situações que o texto apresenta; proporciona à criança a possibilidade de pensar, criar e se expressar a partir do texto literário; cultiva o espaço da biblioteca, por meio de uma sala de Hora do Conto. Neste local, a prática da leitura não está restrita à pesquisa e à consulta, mas voltada para a satisfação de necessidades mais amplas do ser humano (culturais, afetivas, estéticas etc.) e habilita o aluno para consulta em bibliotecas, instruindo-lhe sobre regras de funcionamento, cuidados com o acervo, procedimento para inscrição, consulta e retirada de livros etc.
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Divertida-mente: entrando no cinema pelo Projeto CineIFSC – Pipoca Educultural

Divertida-mente: entrando no cinema pelo Projeto CineIFSC – Pipoca Educultural

Este trabalho resultou do Projeto CineIFSC – Pipoca Educultural, que teve como objetivo potencializar a interpretação de textos e de mundos, via utilização do cinema com os alunos dos cursos técnicos em Fabricação Mecânica e Agroindústria do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Campus Xanxerê, no ano letivo de 2015. Assim, foi elaborado e colocado em prática o referido projeto, utilizando-se, para a coleta de dados, questionários aplicados aos alunos e professores antes da sua execução e registros dos debates realizados após a exibição dos filmes. Para fundamentar a análise, estabeleceu-se o diálogo com Catelli (2005), Duarte (2002), Napolitano (2013) e Roure (2011), entre outros. Os dados enfatizam um conjunto de habilidades e atitudes conquistadas pelos sujeitos que participaram do processo e apontam caminhos para um frutífero diálogo entre cinema e educação.
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DIÁRIO REFLEXIVO E AVALIAÇÃO FORMATIVA NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA DA EDUCAÇÃO BÁSICA: UM ESTUDO DE CASO

DIÁRIO REFLEXIVO E AVALIAÇÃO FORMATIVA NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA DA EDUCAÇÃO BÁSICA: UM ESTUDO DE CASO

D3: Eu estou ensinando o passado simples (primeira unidade do livro que tenho muita dificuldade em seguir), e interpretação de textos. O primeiro e segundo excertos s[r]

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Leitura em língua materna na escola: por uma abordagem sócio-interacional.

Leitura em língua materna na escola: por uma abordagem sócio-interacional.

Estaremos defendendo, aqui, a idéia de que a concepção sociointeracional de leitura deve prevalecer sobre as demais concepções no momento em que o professor de línguas for desenvolver atividades de leitura e interpretação de textos. Convém ressaltar que desenvolver com os sujeitos atividades de leitura e interpretação de texto sob a ótica sócio- interacional não significa que a decodificação tenha que ser esquecida ou totalmente criticada. É evidente que é imprescindível que se decodifique para que depois seja construído o sentido. O que é considerado, aqui, é que a atividade de leitura deve levar o leitor a construir, em sua mente, a partir da percepção de símbolos impressos e com a ajuda de dados não verbais, uma substância de conteúdo semelhante àquela que o autor quis passar por meio de uma mensagem verbal escrita. A interpretação só acontece se ao leitor forem oferecidas condições para seguir etapas: reconhecer as palavras escritas (decodificação), fazer a relação delas com o seu sentido, efetuar a combinação desses elementos em estruturas, combinar estratégias cognitivas a fim de captar o sentido do texto e, finalmente, interpretá- lo fazendo uso de estratégias de leitura que o auxiliarão a compreender o texto, tornando explícitas as idéias implícitas e obscuras. Em síntese, o ato de meramente decodificar o texto não significa que houve interpretação, uma vez que a interpretação existirá a partir do momento em que o leitor puder usar suas habilidades sintáticas, semânticas, inferenciais e pragmáticas.
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A recepção do livro didático de português e o processo de construção da competência leitora por alunos do ensino fundamental

A recepção do livro didático de português e o processo de construção da competência leitora por alunos do ensino fundamental

ensino fundamental II no eixo da Leitura. Busca-se responder às seguintes questões: até que ponto os alunos compreendem sozinhos as atividades de leitura e interpretação no livro didático de português? Até que ponto eles precisam da mediação do professor para compreender as tarefas? A hipótese inicial é a de que os alunos não conseguem compreender sozinhos as atividades de leitura e interpretação de textos propostas no livro didático de português (LDP), eles necessitam da participação ativa do professor tanto para compreenderem as atividades quanto para compreenderem o texto. O objetivo geral é investigar até que ponto os estudantes do ensino fundamental conseguem compreender sozinhos as atividades de leitura e interpretação de textos do livro didático de português e/ou até que ponto a compreensão ocorre quando há mediação. Os objetivos específicos são: verificar até que ponto os alunos compreendem as atividades do livro; identificar as principais dúvidas demonstradas pelos alunos na realização das atividades de leitura; explicitar a relação aluno/livro com e sem mediação do professor; apontar, com depoimentos e entrevistas, a opinião dos alunos sobre o livro didático de português; identificar e listar, por meio das respostas às atividades realizadas, quais as habilidades de leitura os alunos revelam e quais não revelam possuir ao término da investigação. A metodologia de pesquisa adotada é qualitativa e quantitativa. A coleta de dados é feita em uma escola pública, em município do interior de Minas Gerais. O corpus de pesquisa é constituído por aulas observadas e filmadas, atividades de leitura do livro didático de português e de respostas a atividades realizadas, questionário aos alunos e entrevistas a professoras. São observadas algumas aulas e outras filmadas
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Aspectos linguístico-cognitivos envolvidos na interpretação humorística de sujeitos com a doença de Alzheimer em estágio inicial.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Aspectos linguístico-cognitivos envolvidos na interpretação humorística de sujeitos com a doença de Alzheimer em estágio inicial.

Reconhecem-se três fases de evolução da doença: a forma leve, quando os problemas de memória, principalmente de trabalho e de curto prazo, são constantes; a forma moderada, em que as dificuldades mnésicas chegam a ser incapacitantes, com desorientação têmporo- espacial e linguística (nesse estágio, os problemas de linguagem, ainda não claramente observáveis no anterior, passam a ser frequentes e perceptíveis.); e a forma severa, na qual a memória está gravemente alterada e a linguagem apresenta-se muito comprometida, podendo estar ausente, de modo a configurar o mutismo (MORATO, 2008). Para o presente estudo, que enfoca a linguagem, quanto aos aspectos envolvidos na interpretação de textos humorísticos, serão analisados dados de sujeitos diagnosticados com DA em estágio inicial, em que há relativa preservação dos aspectos fonológico-sintáticos e alterações nos semântico-lexicais- pragmáticos, predominando dificuldades para a realização de inferências (MANSUR et. al., 2005).
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Máquinas da voz, máquinas da escrita: estética da ciência e da tecnologia na “cronística” de Maria Judite de Carvalho

Máquinas da voz, máquinas da escrita: estética da ciência e da tecnologia na “cronística” de Maria Judite de Carvalho

Daí a proeminência e relevo concedidos pelos seus textos ao atrito das coisas e dos objectos sobre as pessoas. Por exemplo, o novum da ciência e da tecnologia hegemoniza-se no ‘mundo da vida’, concorrendo muito embora com a pervivência, numa sociedade como a portuguesa, com a superstição e a magia, mas não sem mover uma certa nostalgia por um passado irrecuperável. Onde antes havia corcéis e carroças, agora há automóveis assassinos e dos seus condutores diz-se serem sujeitos com “licença de porte de volante” (Carvalho, 1979: 58-59). Onde antes havia uma mulher destinada à solidão da domus aurea, agora há uma nova solidão feminina acompanhada de “máquinas caseiras” (Carvalho, 1975: 155- 156). Globalmente considerada, a ciência e a tecnologia, segundo Maria Judite de Carvalho, falham como motores de progresso, felicidade ou resistência à dominação. As crónicas arti- culam a noção de um processo de modernização que expulsa tanto os sujeitos individuais como colectivos. é decerto esse o valor alegórico do texto intituldo “Máquinas gritadoras”. Encetado por uma alusão ao romance queirosiano a Cidade e as serras, o texto fala-nos do cronótopo inaugurado pela promessa de uma Modernidade portuguesa que, todavia, “[se foi] complicando”. O destino dessa nova realidade social e existencial, material e simbólica – o presente da escrita –, é descrito nos seguintes termos: “há os que levam horas fora do mundo, já não são totalmente seres humanos entre seres humanos, mas só espectadores na platéia da sua casa” (Carvalho, 1979: 60-61). Os indivíduos virtualizam-se numa ‘sociedade do espectáculo’. Expropriação de uma existência autêntica e descaracterização da cultura ‘étnica’ genuína: daí que a cronística de Maria Judite de Carvalho nos devolva uma escritora especialmente atenta à ‘americanização’ do mundo.
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REFLEXÕES ACERCA DA INFLUÊNCIA EXERCIDA PELA (NÃO) AVALIAÇÃO DO PNLD SOBRE AS ATIVIDADES DE LEITURA DOS MATERIAIS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA

REFLEXÕES ACERCA DA INFLUÊNCIA EXERCIDA PELA (NÃO) AVALIAÇÃO DO PNLD SOBRE AS ATIVIDADES DE LEITURA DOS MATERIAIS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Não muito raro ouve-se falar da necessidade de se estimular a leitura e de como esta prática rende benefícios a qualquer cidadão. Com certa frequência, também, discute-se sobre a dificuldade que os alunos, seja das escolas da rede privada ou das escolas da rede pública, têm para ler textos escritos. Levando em consideração o fato de que, em grande parte das vezes, estes alunos mantêm contato com a leitura quase que exclusivamente por meio dos materiais didáticos com os quais trabalham em sala de aula, tive como objetivo, por meio deste trabalho, fazer uma investigação sobre a influência exercida pela (não) avaliação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD/2012) sobre os livros didáticos de português (LDP) distribuídos gratuitamente às escolas da rede pública de ensino e sobre os materiais didáticos utilizados pelos alunos das escolas da rede privada. Isso porque considero que tanto a avaliação do PNLD, no caso dos LDP, quanto a não avaliação, no caso dos materiais didáticos das escolas da rede privada, exercem influência sobre o conteúdo apresentado aos alunos por estes materiais. Para a execução desta pesquisa, que se trata de um estudo de caso, uma vez que toma como corpus de análise um objeto específico representativo de uma realidade, adoto os pressupostos metodológicos da Linguística Aplicada (LA). Assim, foram criadas categorias de análise cujos referenciais teóricos que subsidiaram sua criação são as concepções de linguagem, leitura e avaliação. Para isso, utilizei como fundamentação teórica as palavras de Rojo (2004, 2006 e 2009), Kleiman (1993), Silva (2009) e Solé (1998), dentre outros que tratam de leitura, bem como as de Freire (1996), Luckesi (2002) e Hadji (2001), que tratam de avaliação e, por fim, Perfeito (2007), Oliveira (2008) e Bakhtin (1952-53 e 1929), no que diz respeito à linguagem. Ao final deste trabalho, foi possível perceber que o PNLD/2012 acaba por não exercer de forma efetiva influência sobre o conteúdo apresentado pelos materiais didáticos de língua portuguesa. Nem sobre os LDP avaliados, tampouco, sobre as apostilas que não passam pela avaliação do Governo Federal. Os materiais avaliados apresentam apenas o mínimo de atividades de leitura que contemplem ao que propõem as rubricas de avaliação e restringem-se a propagar um tipo de ensino de leitura cunhado na concepção de linguagem que a encara como uma expressão do pensamento, na concepção de leitura que encara esta prática como apenas um processo de decodificação e na concepção de avaliação que vê esta prática como uma simples forma de diagnosticar as dificuldades dos alunos/leitores.
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TRADIÇÕES JUDAICO-CRISTÃS COMO ESPAÇOS DE SEMIOSE: PERSPECTIVAS METODOLÓGICAS LOTMANIANAS E LEITURA DE TEXTOS RELIGIOSOS

TRADIÇÕES JUDAICO-CRISTÃS COMO ESPAÇOS DE SEMIOSE: PERSPECTIVAS METODOLÓGICAS LOTMANIANAS E LEITURA DE TEXTOS RELIGIOSOS

enunciatários, especialmente por usar o verbo hupomimnesko (lembro, recordo, faço alguém lembrar). O autor começa com a experiência do r[RGR HJtSFLR SHOR TXDO 'HXV VDOYRX RV ¿pLV H IH] SHUHFHU RV LQ¿pLV (v.5). Depois desse doloroso exemplo, ele usa outra ilustração: os anjos que não conservaram a sua dignidade e abandonaram sua moradia (v.6). Na continuidade da argumentação, ele diz que os mesmos agora estão presos em cadeias eternas debaixo da escuridão para o juízo do grande dia (v.6). No verso 7 ele dá continuidade à presença das narrativas de 1 Enoque, mas em explosão de sentido por conta do seu encontro com outros textos da semiosfera judaica: “como Sodoma, Gomorra e as cida- des ao redor, da mesma maneira destes que se prostituíram e seguiram atrás de carne (natureza) diferente, foram postos como exemplos, colo- cados debaixo da condenação do fogo eterno” 26 . No texto, o pronome
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