Política educacional do ensino superior

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O caso contra a educação: argumentos que sustentam uma nova política educacional de ensino superior

O caso contra a educação: argumentos que sustentam uma nova política educacional de ensino superior

No capítulo 6, o autor apresenta dados e pesquisas que indicam que o retorno dos anos e dinheiro (privado e público) investidos na educação superior não são necessariamente bons investimentos sociais apesar de compen- sarem a nível individual. A explicação, em termos bem gerais é a seguinte: apesar de o atual sistema econômico e o mercado de tra- balho valorizarem as credenciais acadêmicas, eles o fazem muito em função do que essa formação sinaliza, e os efeitos da sinalização são meramente redistributivos porque a edu- cação não aumenta necessariamente a produ- tividade – uma vez que os profissionais teriam praticamente a mesma produtividade sem os anos a mais de estudo. Quer dizer, se a educa- ção em grande parte apenas sinaliza, então muitas outras pessoas que poderiam estar nos postos de trabalho mais bem pagos desde mais cedo gerando mais renda acabam em postos de trabalho menos bem pagos. Há, portanto, um enorme custo social em algo que socialmente e individualmente falando, não enriquece a sociedade tanto quanto nós gosta- ríamos.
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POLÍTICA EDUCACIONAL, ENSINO SUPERIOR PÚBLICO PESQUISA ACADEMICA: UM JOGO DE XADREZ ENCASSINADO

POLÍTICA EDUCACIONAL, ENSINO SUPERIOR PÚBLICO PESQUISA ACADEMICA: UM JOGO DE XADREZ ENCASSINADO

Com a globalização da economia a academia pública domestica sua identidade: isto se comprova pela constante perda de autonomia Universitária, principalmente, as que respondem à investigação cientifica, para não verbalizarmos: ensino, extensão e representatividade política (os rumos da pesquisa são decididos, em sua maioria, pelas fontes financiadoras). Deixar o financiamento ao mérito do mercado significa atrofiar e esquartejar as áreas de pesquisas fundamentais e o, conseqüente, amordaçar do Estado Constitucional. Nesse sentido, cabe salientar que os órgãos governamentais devem dar prioridade aos projetos de pesquisa voltados ao atendimento da sociedade civil menos favorecida economicamente, pois a tendência é que esses, ainda que trabalhando com dinheiro público, tendam a financiar projetos diretamente vinculados aos interesses do setor produtivo. Com isso não se trata de negar ou suprimir os convênios da Universidade Pública com a iniciativa privada, mas sim, de criar, preservar e ampliar as fontes públicas de financiamentos. A veiculação da agência de fomento à pesquisa não visa garantir o "desinteresse" do conhecimento tal qual propõe o modelo mertoniano, pois, em nosso contexto histórico permeado pelo individualismo crescente e pela transformação da educação em mercadoria de uso e de valor, a ciência inclina-se a, cada vez mais, assumir o um caráter de atividade "interessada".
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Repositório Institucional UFC: Política educacional: análise do resultado do ENADE na visão da Instituição de Ensino Superior

Repositório Institucional UFC: Política educacional: análise do resultado do ENADE na visão da Instituição de Ensino Superior

rente com a avaliação das instituições de ensino superior, onde as instituições competem apresentando muitas vezes os con- ceitos obtidos pelas diversas formas de avaliação do MEC. Atu- almente, com o SINAES as instituições irão obter diversos conceitos que formarão um conceito geral da instituição. Limana e Brito (2005, p. 13) colaboram com a afirmação acima ao afirmarem que “a ordenação das escolas de acordo com o desempenho expresso através de uma nota obtida através de uma única prova e a formulação de listas que mostram a posi- ção dos cursos em um ranking, não acrescenta muito ao de- senvolvimento das instituições e ao debate educacional, mesmo quando elaboradas sob a alegação de transparência e objetividade”.
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POLÍTICA EDUCACIONAL, ENSINO SUPERIOR PÚBLICO & PESQUISA ACADÊMICA: UM JOGO DE XADREZ

POLÍTICA EDUCACIONAL, ENSINO SUPERIOR PÚBLICO & PESQUISA ACADÊMICA: UM JOGO DE XADREZ

(...) presencia-se uma mudança de paradigma na produção das políticas públicas em geral e, (...), na educação superior no Brasil, também conhecido como processo de mercadorização da esfera pública. O atual governo, acentuando tendências anteriores, inequivocamente subsume a educação superior a uma política de gastos, de redução do déficit público, isto é, ao econômico, às regras do mercado. As políticas públicas tornaram-se, com esta mudança, políticas públicas baseadas no ‘paradigma da oferta do Estado’(orientado, (...), por organismos multilaterais com destaque para o Banco Mundial), e não no ‘paradigma de demanda da sociedade’, de acordo com suas necessidades. O Estado oferece educação superior segundo sua concepção, quem quiser e puder que se habilite a seu usufruto e se inclua na organização social patrocinada pelos atuais detentores do poder estatal. Posto que as políticas para a educação superior são subsumidas a uma política de gastos, ao mercado e ao econômico, não se trata de política genuinamente educacional, as de uma política econômica, produzida essencialmente por organismos financeiros transnacionais, onde se destaca o Banco Mundial, e assumida pelo atual governo (SILVA JR; SGUISSARD, 1999).
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Educ. Soc.  vol.38 número139

Educ. Soc. vol.38 número139

Não se trata de invenção de ministro improvisado. Trata-se, isto sim, da ree- dição da política educacional discriminadora do período Fernando Henrique Cardoso, quando Maria Helena Guimarães de Castro ocupou a presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais durante toda sua gestão, após dirigir secretarias nos governos paulistas de José Serra e Geraldo Alkmin. Ela retornou ao Ministério da Edu- cação no governo Temer, agora como secretária geral. A concepção da Medida Provisória nº 746/2016 é de sua autoria, evidenciada na separação entre o Ensino Técnico e o Ensino Médio, apartação dissimulada nos itinerários formativos especíicos — quatro pro- pedêuticos e um terminal. Retorna, assim, a antiga concepção do Ensino Médio como preparação para o Ensino Superior para uns, e formação para o trabalho para outros.
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A REFORMA DO ENSINO MÉDIO E OS INTERESSES DE MERCADO NA POLÍTICA EDUCACIONAL

A REFORMA DO ENSINO MÉDIO E OS INTERESSES DE MERCADO NA POLÍTICA EDUCACIONAL

Nos últimos anos, os principais elementos de reforma do Ensino Médio materializam-se com a implementação das avaliações nacionais padronizadas, como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), cujo mecanismo utilizado é a realização de uma prova com os estudantes concluintes desta etapa, e cujos resultados podem ser utilizados pelas Instituições de Ensino Superior para acesso às vagas existentes. Esse tipo de mecanismo acaba por mascarar as necessidades de aprendizagem na Educação Básica, na medida em que as escolas acabam por utilizar os temas e conteúdos do ENEM como referência para o ensino. Significa dizer que há uma preparação no Ensino Médio para a realização da prova, invertendo a lógica progressiva de aprendizagem, na qual o acúmulo de conhecimentos dos estudantes deva ser avaliado por seu avanço, e não como destinação final comprovada pelo desempenho no ENEM. É bastante comum que instituições privadas utilizem o desempenho dos estudantes na prova nacional como critério para a qualidade de suas escolas e propaganda da empresa educacional.
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O espaço europeu de ensino superior para uma nova ordem educacional? :: Brapci ::

O espaço europeu de ensino superior para uma nova ordem educacional? :: Brapci ::

Tomando agora como referência as dez linhas de ação definidas nas declarações de Bolonha (1999), Praga (2001) e Berlim (2003) 9 , podemos identificar seis categorias referenciáveis a sentidos divergentes para o projeto de edificação do(s) Espaço(s) Europeu(s) de Educação (de Ensino Superior, de Investigação). Não é indiscutível em que consistem estes projetos europeus; parecem, no entanto, apontar para o esbatimento de fronteiras várias entre sistemas, instituições, espaços e percursos. Cremos, no entanto, que essa diluição de fronteiras verifica processos altamente diferenciados e ambivalentes, testemunha fenômenos de sentido contraditório, com origens, intensidades e conseqüências significativamente divergentes. Assim, quer a constituição de um mercado, com base numa regulação mais exigente ou minimalista, quer o aprofundamento da cooperação ou mesmo a edificação de um cosmopolitismo europeu no campo da educação se apresentam como orientações possíveis, embora não igualmente prováveis, dos desenvolvimentos propostos e em curso. Como bem sublinham Stoer e Magalhães, a Europa é uma construção política onde se posicionam diversas visões, projetos ou metáforas e onde o conhecimento como interação cosmopolita ou sob a forma de fluxos e redes disputam terreno, do mesmo modo que “as formas emergentes de regulação encerram importantes potencialidades de agência social e individual” (STOER; MAGALHÃES, 2005, p. 145).
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PROUNI: uma política de democratização do ensino superior?

PROUNI: uma política de democratização do ensino superior?

A lei do PROUNI determinou que as Instituições de Ensino Superior que aderissem ao programa deveriam oferecer bolsas para estudantes carentes que tivessem renda per capita familiar de até um salário mínimo e meio e que tivessem cursado o ensino básico todo em escola da rede pública ou, então, em escola particular na condição de bolsista integral. O Programa também destina bolsas a professores que atuam na rede pública, para que os mesmos cursem alguma licenciatura, Pedagogia ou Normal Superior para atuar na Educação Básica – com a intenção de melhoraria da qualificação do magistério, com possíveis impactos na qualidade da aprendizagem dos alunos desse nível educacional. Há ainda bolsas destinadas às políticas afirmativas (cotas) aos portadores de deficiência e aos negros e indígenas. Por outro lado, também são oferecidas bolsas parciais (de 25% e 50%) àqueles alunos cuja renda per capita da família esteja entre um e três salários mínimos (CARVALHO, 2006a; CATANI, HEY, 2007).
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FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE EM CIÊNCIAS NATURAIS: ANÁLISE DOS PROGRAMAS INSTITUCIONAIS COMO POLÍTICA PÚBLICA EDUCACIONAL EXITOSA NO ENSINO SUPERIOR

FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE EM CIÊNCIAS NATURAIS: ANÁLISE DOS PROGRAMAS INSTITUCIONAIS COMO POLÍTICA PÚBLICA EDUCACIONAL EXITOSA NO ENSINO SUPERIOR

Segundo Alves, Corrar e Slomski (2004) os principais objetivos de uma instituição de ensino superior estão na aprendizagem dos alunos. E a visão que estes têm do próprio curso, intervém de modo direto na aprendizagem (ROWLEY, 2003). Aliado a essa concepção, a disponibilização de programas institucionais que, em suma, permitem um incentivo a melhor formação acadêmica aos discentes é de fundamental importância. Uma vez que, estes auxiliam nessa questão devido a tutoria por professores de alta qualificação. Subsequentemente, esses programas contribuem para uma construção curricular mais forte e preparam os discentes para uma postura
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Delimitação de atribuições educacionais: sistemas de ensino e competência constitucional

Delimitação de atribuições educacionais: sistemas de ensino e competência constitucional

Por sua vez, o Governo Federal coordenará a política nacional educacional, articulando os sistemas de ensino e os respectivos níveis básico e superior, conforme os arts. 8º e 9º da LDB. De forma que o art. 8º da LDB regulamentou os §§ 2º e 3º do art. 211 da CR/88 e autorizou a União a coordenar as entidades federativas que poderão fornecer educações básica e superior, desde que os Estados, inclusive o Distrito Federal, atuem, prioritariamente, nos ensinos fundamental e médio e os Municípios no fundamental e na educação infantil, do mesmo modo. Como a CR/88 não previu atuação prioritária do Governo Federal, constata-se, por sua parte, a necessidade de emissão de políticas públicas redistributivas e supletivas em todos os níveis de ensino, sem prejuízo da atenção a ser dispensada à educação superior, ante a omissão constitucional quanto à participação dos Estados membros e Municípios no seu fornecimento. Portanto e com referência ao ensino superior, a atuação da União é residual, já que tal atribuição não aparece como função primordial das demais entidades federadas, e supletiva, porque, por força do art. 211, § 1º, da CR/88, deve-se somar ao sistema educacional como um todo, para aperfeiçoá-lo e ampliá-lo, suprindo eventuais faltas, apesar de não se estimular a oferta deste nível de ensino pelos Estados e Municípios, a teor do art. 16 da LDB.
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Sistema de ensino, política educacional e gestão da escola

Sistema de ensino, política educacional e gestão da escola

Essas considerações, de ordem mais geral, são usadas aqui apenas como forma de reconhecer que naquele período foram lança- dos as bases e os fundamentos daquilo que bem poderia se chamar de tentativa de defi- nição de uma “política de educação” para o Estado a julgar pelos impactos e efeitos pre- tendidos por algumas das medidas governa- mentais dentre as quais destacamos: amplia- ção da oferta do antigo ensino primário; au- mento da oferta do ensino médio; construção de novas unidades escolares; ampliação do número de escolas normais; implantação de programas de aperfeiçoamento e capacitação para professores leigos e a implantação da educação superior.
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Política de avaliação da educação superior: controle e massificação.

Política de avaliação da educação superior: controle e massificação.

Condições de Oferta de Cursos de Graduação. Argumenta-se que uma política de avaliação não deve caracterizar-se apenas pela contribuição que pode oferecer ao entendimento das características específicas de procedimentos avaliativos, mas deve, sobretudo, distinguir-se pela contribuição à compreensão crítica dos impactos e usos da avaliação e dos seus resultados como instrumento de exercício (e disputa) do poder no campo educacional. Dessa forma, é argumentado que uma política de avaliação nunca é destituída de vínculos estratégicos com a organização do sistema de ensino, com a sua dinâmica funcional e, igualmente, com os objetivos principais do projeto político para a área de educação que o grupo no poder busca realizar. Este é o caso da atual política de avaliação para o ensino superior brasileiro, que, por um lado, desempenha papel central na lógica organizativo-funcional do atual sistema de educação superior e, por outro, tornou-se o instrumento por excelência da política oficial para promover a massificação da educação superior via financiamento privado e desenvolver um moderno merca- do da educação superior no Brasil.
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O Método de Ensino Intuitivo e a política educacional de Benjamin Constant

O Método de Ensino Intuitivo e a política educacional de Benjamin Constant

Discutir a temática do método do ensino intuitivo nos dias atuais, polemizado no século XIX, possibilita aos futuros gestores e professores do âmbito educacional se envolverem nos processos da herança cultural da forma de escola que hoje se tem. Na verdade, para se pensar em instituição escolar, tal como se encontra no momento, é necessário que se investigue o passado e que se compreenda a realização do fenô- meno ao longo do tempo. Para isto, a historiografia tem papel importante no sentido de permitir ao pedagogo entender as relações sociais do passado que fizeram com que se definisse temporalmente a produção material dos homens, culminando em transformações acerca da escola pública. Compreendendo estes aspectos históricos e refletindo sobre a especificidade da educação presente no texto, delimitando-se sobre o objeto de nossa pesquisa relacionado ao campo escolar, cabe ao profissional pedagogo reconstruir historicamente a síntese conceitual sobre as diferentes meto- dologias e perspectivas que hoje se circunscrevem nas práticas escolares, bem como sobre os pressupostos da teoria adotada pelos profissionais da educação.
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Práticas e ferramentas de gestão educacional: um estudo de caso do Unilasalle Canoas

Práticas e ferramentas de gestão educacional: um estudo de caso do Unilasalle Canoas

Resumo: O Artigo trata do uso do Balanced Scorecard (BSC) como metodologia de gestão na educação superior. Tem por objetivo analisar a contribuição de tal metodologia na profissionalização das práticas de gestão em uma Instituição de Educação Superior (IES). Trata-se de um recorte de uma pesquisa chamada Modelos de Gestão Universitária. É uma investigação qualitativa tipo estudo de caso. Trabalha-se com categorias problematizadas conforme Análise de Conteúdo em Bardin. Os achados traduzem-se nas categorias: O BSC apresenta-se como uma ferramenta estratégica de gestão; o processo de profissionalização da gestão se dá na tensão; surgem novos modelos e ferramentas de gestão e mudança comportamental. Constata-se que a partir deste estudo, os modelos e instrumentos de gestão adotados pela IES podem contribuir para identificar e aferir políticas atuais comparadas às práticas apresentadas.
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Profissão, docente de odontologia: o desafio da pós-graduação na formação de professores.

Profissão, docente de odontologia: o desafio da pós-graduação na formação de professores.

No Brasil, a instituição ‘universidade’ se dá apenas no século XX, sem desprezar os relatos de existência de escolas e faculdades profissionais isoladas que datam desde 1808, quando da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, quando o príncipe regente cria o primeiro curso de Cirurgia, Anatomia e Obstetrícia (Cunha, 2007). A universidade, como é concebida hoje, apenas se organiza a partir da década de 1920. Para Teixeira (1989), o Brasil esteve fora do processo universitário quando o tema principal do debate, no século XIX, era ‘a nova universidade’, devotada à pesquisa e à ciência. Os temas do ensino superior e atividade docente no Brasil serão pormenorizados adiante. No cenário norte-americano do início do século XX, ocorreu uma refor- ma universitária induzida pela sociedade civil, representada pelo grande capital. Nesta época deu-se início às fundações filantrópicas que assumiram como primeira grande missão social avaliar a estrutura do ensino univer- sitário norte-americano, particularmente a do ensino médico, por meio da instituição de uma comissão. Tal comissão foi presidida por Abraham Flexner. Esta reforma teve implicações focadas principalmente no setor saúde, mas trouxe implícito um projeto de rearranjo da arquitetura universitária ameri- cana. No plano acadêmico, instituiu-se uma formação básica e flexível antes da graduação, e no plano organizacional, instituiu-se o sistema departamen- tal em substituição ao regime das cátedras (Mendes e Badeia, 1985; Badeia, 1996; Pagliosa e Da Ros, 2008).
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Implicações e perspectivas da pesquisa educacional no Brasil cotemporâneo.

Implicações e perspectivas da pesquisa educacional no Brasil cotemporâneo.

Trabalhos esparsos, reveladores de uma certa preocupação científica com questões da área educacional, são encontrados no Brasil desde os primórdios do século XX. Mas é com a criação, no final dos anos 30, do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais que estudos mais sistemáticos em educação, no país, come- çam a se desenvolver. Mais tarde, com o desdobramento do Instituto Nacional de Estudos Pedagógico – Inep – no Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais e nos Centros Regionais do Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e Minas Gerais, a cons- trução do pensamento educacional brasileiro, mediante pesquisa sistemática, en- controu um espaço específico de produção, formação e de estímulo. A importância desses centros no desenvolvimento de bases metodológicas, sobretudo da pesqui- sa de caráter empírico, no Brasil, pode ser dada pelo contraponto com as institui- ções de ensino superior e universidades da época nas quais a produção de pesquisa em educação era rarefeita ou inexistente. O Inep e seus centros constituíram-se em focos produtores e irradiadores de pesquisas e de formação em métodos e técnicas de investigação científica em educação, inclusive os de natureza experimental. Seus pesquisadores atuaram também no ensino superior e, por sua vez, professores de cursos superiores passaram a trabalhar nesses centros, criando uma fecunda interface, especialmente com algumas universidades, nas décadas de 40 e 50 dos anos nove- centos. Com o desenvolvimento de pesquisas no contexto de equipes fixas, publi- cações regulares, oferecimento de cursos para formação de pesquisadores, inclusi- ve com a participação de docentes de diversas nacionalidades, especialmente lati- no-americanos, esses centros contribuíram para uma certa institucionalização da pesquisa, ao organizar fontes de dados e implantar grupos voltados à pesquisa edu- cacional em universidades. Mas, foi somente com a implementação de programas sistemáticos de pós-graduação, mestrados e doutorados, no final da década de 60, e com base na intensificação dos programas de formação no exterior e a reabsorção do pessoal aí formado, que se acelerou o desenvolvimento da área de pesquisa no país, transferindo-se o foco de produção e de formação de quadros para as univer- sidades. Paralelamente os centros regionais de pesquisa do Inep são fechados e têm início investimentos dirigidos aos programas de pós-graduação nas instituições de ensino superior.
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Análise sociolinguística dos parâmetros curriculares nacionais e dos referenciais curriculares básicos do estado do Ceará: política linguística e planejamento linguístico

Análise sociolinguística dos parâmetros curriculares nacionais e dos referenciais curriculares básicos do estado do Ceará: política linguística e planejamento linguístico

Bortoni-Ricardo (2005) destaca que, na formulação de uma política educacional, no que concerne ao ensino da língua, algumas condições devem ser observadas tais como: o respeito às peculiaridades culturais do aluno, de modo a poupá-lo do perverso conflito de valores e de insegurança linguística e a garantia do acesso à língua-padrão, permitindo-lhe mobilidade social. Entendemos que o que ora é destacado pela autora se faz presente no teor dos PCNs. A operacionalização desses postulados, na escola, entretanto, ainda consiste em grande desafio para a própria política educacional. Como observa Beremblum (op. cit.), isso acontece, muitas vezes, em virtude de uma política educacional contraditória e equivocada.
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PROPOSTAS E ADEQUAÇÕES DE SERVIÇOS NAS BIBLIOTECAS DO INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA (IFSC): foco nos docentes do ensino superior

PROPOSTAS E ADEQUAÇÕES DE SERVIÇOS NAS BIBLIOTECAS DO INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA (IFSC): foco nos docentes do ensino superior

A população média de Santa Catarina, de jovens entre 18 a 24 anos, segundo o IBGE (2010) é de 784.656 habitantes e a frequência desses jovens no ensino superior é de 22,7% (IBGE, 2012). Apesar do percentual de matriculados ser maior que a média nacional, de 13.6%, os dados revelam que é preciso, continuamente, rever as ações e políticas educacionais do ensino superior para que visem ao atendimento de um público cada vez maior, bem como a ampliação da rede de universidades federais. Após analisar as questões de ingresso e permanência dos alunos no ensino superior, considera- se relevante refletir sobre o papel exercido pela universidade sob a contribuição do professor universitário na formação acadêmica dos indivíduos. A universidade é tida como um local privilegiado, em que as ações desenvolvidas passam a desafiar os alunos intelectualmente, por meio de aulas instigantes, discussões coletivas, problematizações e buscas de soluções capazes de satisfazer o indivíduo como profissional em formação e como sujeito de transformação da sociedade na qual está inserido. Dessa forma, na seção seguinte apresentam-se as principais atribuições dos docentes no ensino superior.
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Análise Comparativa da Familiaridade e Uso das TIC por Alunos de Odontologia.

Análise Comparativa da Familiaridade e Uso das TIC por Alunos de Odontologia.

Estudos demonstram que o oferecimento de conteúdo virtual parece tornar as disciplinas mais atraen- tes. O objetivo deste estudo foi comparar o perfil de familiaridade e uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) de alunos ingressantes e concluintes do curso de Odontologia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Para isto, foi enviado, via e-mail, um link para um questioná- rio criado com a utilização do Google Drive®. A maioria dos discentes de ambos os grupos afirma utilizar a internet todos os dias, ser capaz de executar ações básicas, principalmente via dispositivos móveis, e considerar interessante o uso de Ambientes Virtuais de Aprendizagem e redes sociais no ensino, por entender que facilitam a aprendizagem. Contudo, os alunos concluintes disseram só usar a internet para estudo quando têm dúvidas, e os ingressantes afirmaram estudar pela internet todos os dias, independentemente da existência de dúvidas. Conclui-se que os discentes executam tarefas computacionais básicas e que um período de quatro anos foi suficiente para se verificarem mudanças importantes no perfil discente de um curso de graduação a ponto de se entender que a formação do- cente deve ser revista.
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PIBID PEDAGOGIA: ESPAÇO PARA FORMAÇÃO APRENDIZAGEM E REALIZAÇÃO DE PRÁTICAS SOCIOEDUCATIVAS NO CAMPO SOCIOAMBIENTAL

PIBID PEDAGOGIA: ESPAÇO PARA FORMAÇÃO APRENDIZAGEM E REALIZAÇÃO DE PRÁTICAS SOCIOEDUCATIVAS NO CAMPO SOCIOAMBIENTAL

Trata-se da ambientalização no contexto de uma experiência acadêmica de formação inicial de professores. Visa a analisar um repertório de práticas educativas que integraram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), desenvolvidas por meio do subprojeto licenciatura em Pedagogia, da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Campus Belém. A inserção socioambiental configura-se por meio de atividades pedagógicas e ações formativas que buscam contribuir para uma compreensão crítica das relações sociedade-natureza e a transformação da percepção de alunos e alunas desse curso, e a sensibilização de alunos e alunas do Ensino Fundamental em relação aos seus espaços de vivências. As ações estiveram pautadas por uma abordagem interdisciplinar, dialógica, participativa e dinamizadas no interior da UEPA e em uma escola, na área periférica da cidade. Narrativas de bolsistas e avaliações das ações inferem que a participação no subprojeto foi um diferencial e um alargamento na sua formação docente.
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