Práticas sociais e processos educativos

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO PROCESSOS DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM PRÁTICAS SOCIAIS E PROCESSOS EDUCATIVOS EDUARDO FIORUSSI

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO PROCESSOS DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM PRÁTICAS SOCIAIS E PROCESSOS EDUCATIVOS EDUARDO FIORUSSI

O objetivo desta pesquisa é descrever e compreender processos educativos decorrentes da interação entre músicos em uma roda de choro. Baseado nas experiências do pesquisador, oriundas da convivência com músicos e outros amigos em práticas sociais/musicais e ambientes de educação musical, e nos estudos realizados na linha de pesquisa Práticas Sociais e Processos Educativos (PPGE-UFSCar), é apresentada discussão apoiada em referencial teórico que envolve Paulo Freire (1992, 2005, 2007), Ernani Maria Fiori (1986) e Jorge Larrosa Bondía (2002), entre outros. Realizada com o conjunto Chorando na Sombra, que faz rodas de choro em Campinas, tem-se como inspiração a pesquisa etnográfica, utilizando de procedimentos metodológicos da observação participante, uma vez que o pesquisador é músico e participa das práticas sociais referidas. Roda de choro é uma prática musical coletiva, onde as pessoas se encontram para tocar músicas do repertório popular brasileiro. Nela ocorrem, dialogicamente, trocas de experiências, de olhares, de gestos, enfim de aprendizagens. A partir da coleta de dados com os participantes da pesquisa, pudemos chegar à conclusão de que o aprendizado musical do choro, embora apresente semelhanças nos processos de cada músico, acontece para cada indivíduo de maneiras distintas; os processos de aprendizagens não são lineares, mas envolvem uma organização individual que se dá a partir da interação com outras pessoas em rodas de choro e outras práticas sociais que envolvem a música. A presente dissertação trata também de outras aprendizagens que ocorrem a partir dos encontros musicais, referentes ao respeito, à comunhão, ao ouvir os outros, e ao que mais se compartilha na convivência com os outros, e que são, muitas vezes, levadas para as demais atividades da vida cotidiana.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: EDUCAÇÃO LINHA: PRÁTICAS SOCIAIS E PROCESSOS EDUCATIVOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: EDUCAÇÃO LINHA: PRÁTICAS SOCIAIS E PROCESSOS EDUCATIVOS

amplo contexto que envolve as crianças com suas histórias, culturas sociais e com essas, os processos educativos que são produzidos. Os sujeitos da pesquisa foram quarenta e duas crianças, entre 7 a 12 anos, que participavam do Programa Curumim que me convidaram para brincar e/ou conversar com elas no momento do horário livre. O objetivo da pesquisa foi compreender como as crianças organizam e vivenciam seus jogos e brincadeiras no “horário livre” do Programa Curumim assim como compreender a relação da pesquisadora com as crianças, inserida nesse contexto de brincadeira. A questão de pesquisa que origina esse trabalho foi: Que condições objetivas e subjetivas, possibilitam a emergência e a vivência do brincar no Programa Curumim, particularmente no “horário livre”? A coleta de dados foi realizada por meio da observação não estruturada, observação participante e diários de campo. A metodologia do trabalho se baseia nos princípios da pesquisa qualitativa, pelos quais, as experiências, as características, a diversidade e a flexibilidade são valorizadas. Essa pesquisa buscou contribuir para a área de Educação com discussões sobre a importância do brincar, da relações que emergem desse momento e elementos da cultura lúdica infantil que estão presentes diante os processos educativos construídos, tendo como eixo um processo humanizador.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LINHA: PRÁTICAS SOCIAIS E PROCESSOS EDUCATIVOS Bruno Martins Ferreira

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LINHA: PRÁTICAS SOCIAIS E PROCESSOS EDUCATIVOS Bruno Martins Ferreira

O objetivo do presente estudo é analisar como os jovens compreendem os vínculos do esporte na sociedade a partir de uma abordagem crítica do conteúdo futebol na Educação Física escolar, partindo de um processo de intervenção de uma Unidade didática da modalidade. Afirmando o espaço escolar como local destinado ao convívio social, e entendendo a relevância cultural que o conteúdo futebol em sua temática permite e permeia, julga-se oportuno associar uma educação embasada no diálogo, a fim de problematizar e ressignificar tal prática. Superando o viés tecnicista e excludente frequentemente manifestado no ambiente escolar, e com vistas a uma proposta pedagógica que ensine, sobretudo, mais do que as competências técnicas e táticas do jogo, foi lançado um conjunto de dezesseis aulas pensadas a partir de uma metodologia ativa, com destaque ao ensino de conceitos críticos do esporte, vislumbrando possíveis contribuições na formação crítica e política dos envolvidos na investigação. Desse modo, o presente estudo orientou-se pela seguinte questão: como jovens estudantes do Ensino Médio significam suas experiências de aprendizagem relacionadas ao futebol? Para tanto, foi realizada uma pesquisa de cunho qualitativo, adotando como procedimentos metodológicos a pesquisa-ação estratégica, rodas de conversa com os adolescentes e a construção de diário de aula. Os dados identificados foram analisados na perspectiva de categorização, indicando que a metodologia de pesquisa-ação estratégica, bem como as rodas de conversa, permitiu e subsidiou a consolidação da intervenção e as aprendizagens advindas desta, ao articular os conceitos críticos de contextualização sincrônica, diacrônica e contemporânea do conteúdo futebol com elementos presentes na cultura dos jovens investigados. Sobre as aprendizagens identificou-se que as frentes: origem, institucionalização, instrumentalização política, globalização, mercadorização e a questão do gênero no futebol tiveram como principal e comum elemento, enquanto ferramenta educativa, a interação proveniente de práticas significativas, em conjunto com a valorização da historicidade, experiência e saberes dos próprios participantes. Tais aprendizagens, nos mais diferentes contextos, foram representadas pela transposição de conhecimentos dos conteúdos ensinados em aula para a vida dos jovens após suas apreciações críticas e reflexões políticas. Concluindo desse modo que os jovens, em suas aprendizagens, e considerando os processos educativos, sinalizaram para aquilo que lhes parece fazer mais sentido, o que reafirma suas identidades e que é mais coerente com seus projetos de mundo. Aponta-se, assim, para a importância de práticas significativas que dialoguem com seus universos e que os permitam transformar, interpretar e se situar na sociedade.
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Convivência em uma orquestra comunitária: um olhar para os processos educativos

Convivência em uma orquestra comunitária: um olhar para os processos educativos

O presente trabalho é resultado de uma pesquisa de mestrado, que tem como objetivo destacar e analisar os processos educativos presentes em uma orquestra comunitária que se originam na prática social da convivência de um grupo de músicos. A Orquestra Experimental da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde a coleta de dados foi realizada, é formada por músicos amadores e profissionais advindos de diversas comunidades, com diferentes graus de desenvolvimento e conhecimento musical. O referencial teórico adotado é baseado nas obras de Paulo Freire, Ernani Fiori, Moacir Gadotti, Agnes Heller, Maria Waldenez Oliveira, entre outros específicos da linha de pesquisa de Práticas Sociais e Processos Educativos. Na área de Educação Musical foram adotadas obras de Viviane Beineke, Teça Brito, Vanda Freire, Marisa Fonterrada,Carlos Kater, Hans Koellreuter, entre outros. Esta é uma pesquisa qualitativa, com observação participante cujos dados foram coletados através de entrevistas semi-estruturadas com cinco participantes da orquestra. A partir da análise dos dados foi possível destacar algumas aprendizagens musicais, humanas e sociais, como o respeito às diferenças, paciência com o outro, amizade, solidariedade, entre outras que se dão através da convivência na diversidade.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

No primeiro semestre, cursei um número determinado de créditos em três disciplinas, que eram oferecidas no próprio Programa: Pesquisa em Educação; Seminários de Dissertação; e Tópicos Específicos em Metodologia de Ensino: Práticas Sociais e Processos Educativos I. A primeira, Pesquisa em Educação, unia estudantes de todas as linhas de pesquisa e ensejava discussões permeadas por olhares distintos no que tange à concepção de educação e métodos de pesquisa. A segunda, Seminários de Dissertação, orientava-nos a construir e reconstruir o projeto de pesquisa, de modo colaborativo. Nesta disciplina, elaborávamos, passo a passo, todos os tópicos necessários à construção dos projetos, com discussões, reflexões e contribuições produtivas entre os colegas. A terceira, Tópicos Específicos em Metodologia de Ensino: Práticas Sociais e Processos Educativos I, era um módulo marcado por encontros semanais com pesquisadores experientes e pesquisadores em formação, cujos trabalhos e pesquisas eram focados nas práticas sociais e na identificação dos processos educativos, principalmente dentro do contexto latino americano. Esta foi, a meu ver, a mais densa das disciplinas, devido a leituras aprofundadas de autores como Paulo Freire, Enrique Dussel e Ernani Maria Fiori, nomes de referência na linha de pesquisa. Seus estudos abordavam essencialmente a educação dentro da perspectiva latino-americana, envolvendo um viés multicultural, dialógico e humanizante.
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A PRÁTICA SOCIAL - VIVER NO MUNDO DA RUA - E SEUS PROCESSOS EDUCATIVOS

A PRÁTICA SOCIAL - VIVER NO MUNDO DA RUA - E SEUS PROCESSOS EDUCATIVOS

Frente às desigualdades produzidas pelo sistema socioeconômico vigente que gera a desumanização de alguns grupos sociais, como é o caso da população de rua presente em cidades brasileiras, é premente consolidar processos de autonomia por parte dessa população. A presente pesquisa teve como objetivo, desvelar práticas sociais e processos educativos consolidados nas experiências vivenciadas na rua por mulheres e homens adultos que, cotidianamente, lutam e resistem em uma realidade de marginalização e privação de direitos. O estudo pauta-se em conceitos teóricos da Ciência Social Crítica e da Educação como Prática de Liberdade, tomando como autores centrais: Enrique Dussel e Paulo Freire. Adota como pilares metodológicos a dialogicidade e o convívio entre pesquisadora e sujeitos participantes da pesquisa e lança mão de entrevistas, observações participantes, diário de campo e rodas de conversa para a coleta de dados. A investigação demonstra, por meio de seus resultados, que a vida na rua é dialética, complexa e multifacetada, não podendo ser interpretada de maneira reduzida, uma vez que nela há processos que comprovam a busca incessante das pessoas por serem mais. A análise dos dados aponta para as categorias: 1) As pessoas que estão na rua, não são os lixos que a sociedade joga fora”; 2) “Viver é saber viver, morar é lavar, passar, cozinhar”; 3) Viver na rua é muito difícil, mas é alegre também, sabia?”; 4 ) A rua é um mundo”; 5) “Na rua eu aprendo muito, experiências que eu jamais vou esquecer” e para processos educativos voltados à produção, reprodução e desenvolvimento da vida humana na rua, evidenciando uma cultura da rua. Ao desvelar os conhecimentos dessas pessoas, bem como os processos de sua produção, espera-se contribuir com a visibilização da diversidade nos modos de viver e resistir dos sujeitos, contrapondo-se a estereótipos preconceituosos que alimentam a discriminação e marginalização da população de rua no Brasil.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS Centro de Educação e Ciências Humanas Programa de Pós-Graduação em Educação

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS Centro de Educação e Ciências Humanas Programa de Pós-Graduação em Educação

Enquanto educadora, reconheço como aquele que ultrapassa a transmissão de conteúdos: é um ser humano, capaz de conduzir reflexões, sobre conteúdo (escolar ou não) e carrega em seu bojo a clareza da coerência do saber sobre a vida! O educando é, para ele, um ser físico, emocional e com habilidades; desse modo, o mais importante é o aprendizado integral, significativo: vivo. Essas características se mostram muito claras para mim durante minha experiência como aluna e vai ao encontro das ideias da linha de Pesquisa “Práticas Sociais e Processos Educativos”, da qual esta pesquisa faz parte, que me auxiliou na melhor compreensão dos acontecimentos da minha própria vida.
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EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL E COMUNIDADE TERAPÊUTICA PARA DEPENDENTES QUÍMICOS: ARTICULAÇÃO DE PROCESSOS EDUCATIVOS EM PRÁTICAS SOCIAIS

EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL E COMUNIDADE TERAPÊUTICA PARA DEPENDENTES QUÍMICOS: ARTICULAÇÃO DE PROCESSOS EDUCATIVOS EM PRÁTICAS SOCIAIS

reflexão sobre a capacidade de entender, querer e superar o uso das substâncias psicoativas, isto é, tomar decisões e desenvolver seu projeto de vida. A ideia é que na Comunidade Terapêutica deve-se refletir constantemente sobre questões a serem evitadas, como: falta de formação continuada para os educadores (monitores); desrespeito à legislação trabalhista; uso criminoso de medicações controladas, e quadros de práticas de violências (simbólicas e/ou de fato), pois ela surgiu como alternativa às rígidas estruturas do sistema psiquiátrico. Concluiu-se que se a comunidade terapêutica não tiver essa preocupação em repensar-se, a partir de suas práticas, dificilmente, poderá ser uma alternativa útil à sociedade.
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Lazer e processos educativos no contexto de trabalhadores/as rurais do MST

Lazer e processos educativos no contexto de trabalhadores/as rurais do MST

econômica em nível internacional, as empresas voltam seus investimentos para regiões e setores de maior liquidez e em busca de maiores taxas de lucro. Nesta direção, seguindo a lógica da acumulação flexível, bens e serviços culturais revelam-se como mercadorias de superfluidade, assegurando assim, uma rápida valorização do capital. Não é por acaso, portanto, que aumenta a oferta e o consumo de bens culturais ligados ao campo do lazer. Na contramão dessa tendência estão os/as integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) buscando alternativas de construção de uma contra-hegemonia capaz de edificar um novo projeto societário, anseios transformadores que passam pelo campo do lazer e da educação. Diante disto o trabalho ora apresentado buscou, através da pesquisa qualitativa com inspiração na fenomenologia existencial, compreender o significado atribuído ao lazer na percepção de integrantes do MST e descrever os processos educativos que permeiam essa prática social em áreas de reforma agrária encampadas pelo Movimento no município e região de Ribeirão Preto. Houve a realização de uma revisão de literatura que contemplou temáticas relacionadas ao estudo, como práticas sociais, processos educativos, lazer, educação, questão agrária e MST que se constituíram enquanto bases teórico-conceituais para o estudo. Após cuidadosa inserção, e um período de convivência conhecendo e sendo reconhecido por homens, mulheres, crianças, jovens, adultos/as e idosos/as integrantes do desse movimento social, os acontecimentos foram registrados em Diários de Campo, totalizando um número de quatorze. A análise dos Diários construídos ao longo do estudo passou pelas fases de análise ideográfica (identificação das unidades de significado) e nomotética (construção das categorias temáticas e organização na Matriz Nomotética) e construção dos resultados. A construção dos resultados se baseou diretamente nos dados organizados na Matriz Nomotética
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A construção das cidades: processos educativos em uma transformação urbana

A construção das cidades: processos educativos em uma transformação urbana

A vastidão do tema da construção das cidades, e as suas possibilidades de interpretação a partir da configuração das práticas sociais e dos processos educativos que nele estão contidos, se mostrou como um profícuo campo de pesquisa, do qual considero que este trabalho faz parte. É neste sentido que compreendo as diversas lacunas presentes aqui, que ficam como apontamentos para futuras pesquisas, como por exemplo: um maior aprofundamento do histórico das intervenções públicas nas cidades; o maior detalhamento da diversidade de práticas sociais que compõem a construção das cidades; a análise das formas populares de construção das cidades; um estudo que leve em conta o processo mais geral da intervenção pública, estudando todas as áreas urbanas afetadas e as informações técnicas e documentais disponíveis; uma maior aproximação do canteiro de obras do mutirão e o acompanhamento dos processos migratórios dos pobres entre as regiões precárias da cidade.
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SABERES E PRÁTICAS POPULARES DE SAÚDE: OS PROCESSOS EDUCATIVOS DE MULHERES CAMPONESAS IRAÍ MARIA DE CAMPOS TEIXEIRA

SABERES E PRÁTICAS POPULARES DE SAÚDE: OS PROCESSOS EDUCATIVOS DE MULHERES CAMPONESAS IRAÍ MARIA DE CAMPOS TEIXEIRA

A presente pesquisa teve como objetivos conhecer a compreensão atribuída por mulheres camponesas à saúde e identificar as práticas sociais de cuidado com a saúde, bem como os processos educativos por elas desencadeados. Ancora-se no referencial teórico da Educação Popular e Educação Popular e Saúde, adotando uma concepção ampliada de saúde ao incluir as suas dimensões sociais, o cuidado em saúde e as práticas populares de saúde. Insere-se no contexto da luta pela terra de mulheres camponesas assentadas, também objeto de estudo teórico-conceitual desta pesquisa. Como referencial metodológico adotou-se a pesquisa participante que prevê, então, a realização de uma atividade integrada entre investigação social, trabalho educacional e ação. Participaram dessa pesquisa 12 mulheres do Assentamento Monte Alegre, interior do estado de São Paulo, com dados coletados no período de abril de 2010 a julho de 2011. Foram feitas 15 (quinze) visitas ao assentamento onde se realizaram as observações de natureza participante, com posteriores anotações em diário de campo, além de duas entrevistas e uma reunião organizada pelas próprias mulheres assentadas, foco desta pesquisa, para planejarmos coletivamente futuras Rodas de Conversa. Assim, para o trabalho de campo, realizou-se uma cuidadosa inserção que possibilitou conhecer e ser conhecida pelas mulheres da Associação de Mulheres Assentadas do Assentamento Monte Alegre VI em seu ambiente de trabalho, a padaria do núcleo seis do assentamento. Esse período de convivência foi fundamental para a pesquisa, pois, ao longo das visitas e do trabalho junto às mulheres, estabeleceram-se vínculos que favoreceram a criação de um ambiente acolhedor e de confiança para a realização das entrevistas que teriam como temática central a compreensão de saúde por parte das entrevistadas
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Processos educativos em práticas docentes de sociologia : perspectivas para a educação das relações étnico-raciais no ensino médio

Processos educativos em práticas docentes de sociologia : perspectivas para a educação das relações étnico-raciais no ensino médio

educação das relações étnico-raciais em prática docente realizada em aulas de Sociologia no ensino médio que auxiliem na valorização da história e da cultura de afro-brasileiros/as e de africanos/as. Ancora-se em estudos sobre processos educativos desencadeados em práticas sociais, educação das relações étnico-raciais e ensino de Sociologia. Os participantes da pesquisa são estudantes e o professor de Sociologia de uma turma do segundo ano do ensino médio de uma escola pública estadual do município de São Carlos/SP. Com o objetivo de identificar processos educativos desencadeados na prática docente em aulas de Sociologia, optou-se por uma postura teórico-metodológica inspirada na fenomenologia. Assim, foram utilizadas, para coletar e analisar os dados, conversas, observação participante, convivência, entrevistas e rodas de conversas com participantes da pesquisa. Os dados coletados foram organizados nas seguintes dimensões: vínculos, processos educativos - estratégias de ensino, processos educativos - pensar sociologicamente, valorização do pertencimento étnico-racial, reflexão sobre a prática e intervenção - pesquisa como prática social. A análise dos dados nos fornece indícios e referências de que o ensino de Sociologia possibilita repensar relações étnico-raciais, sociais, pedagógicas que visam assegurar a valorização dos/as estudantes e fortalecer o pertencimento étnico-racial deles/as. São apresentadas possibilidades de desenvolver a educação das relações étnico-raciais no ensino de Sociologia. A pesquisa contribuiu para o fortalecimento da educação das relações étnico-raciais na medida em que os/as estudantes passaram a ficar mais atentos, curiosos e críticos sobre as desigualdades étnico-raciais e utilizaram ferramentas didáticas para superar visões distorcidas. A investigação possibilitou também gerar subsídios para o ensino de Sociologia na educação básica no sentido de desenvolver aulas a partir dos princípios epistemológicos: “estranhamento” e “desnaturalização”.
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Des-interesse no ensino profissionalizante na produção do Seminário Nacional de Diretrizes para a Educação em Enfermagem.

Des-interesse no ensino profissionalizante na produção do Seminário Nacional de Diretrizes para a Educação em Enfermagem.

ponsabilidade social da educação, proporcionando espaços de discussão de processos educativos, valores e premissas que norteiam as práticas sociais e o 13º SENADEn possibilitou que a discussão avançasse ao considerar tema emergencial, entre outros, a definição de diretrizes profissionais, parâmetros e indicadores específicos para subsidiar o trabalho dos avalia- dores, com critérios quantitativos e qualitativos, nas visitas às Instituições de Ensino Superior e de Educação Técnica Pro- fissional de Nível Médio, o que evidencia a relevância dos cursos técnicos de enfermagem no atual contexto da força de trabalho em Enfermagem (5) .
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Relações entre sujeitos sociais e objetos técnicos uma reflexão necessária para investigar os processos educativos mediados por tecnologias.

Relações entre sujeitos sociais e objetos técnicos uma reflexão necessária para investigar os processos educativos mediados por tecnologias.

O ponto de partida dessa concepção é incontestável: as tecnologias não são neutras. Elas exercem efeitos sobre o meio social no qual foram desenvolvidas, mas essa relação linear de causa e efeito pode ser colocada em questão, uma vez que as novas práticas estão ligadas a um passado, baseadas em experiências que perduram e continuam a se transmitir. Além disso, o sujeito que utiliza as tecnologias, por mais submisso que seja, nunca é inteiramente passivo e imprime marcas de sua condição material e subjetiva aos tipos de uso que desenvolve individual e socialmente.

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Beberagens Tupinambá e processos educativos no Brasil Colonial.

Beberagens Tupinambá e processos educativos no Brasil Colonial.

RESUMO: Este artigo tem como objetivo a descrição das diversas ocasiões sociais em que estava presente o consumo de bebidas fermentadas entre os índios Tupinambá, conside- rados por cronistas e viajantes como grandes amantes das beberagens. Resultado de uma pesquisa documental e bibliográfica, são priorizadas como fontes crônicas de viagens; cartas e informações de missionários que presenciaram as beberagens, sobretudo, nos séculos XVI e XVII; estudos antropológicos e históricos interessados nas práticas do beber indígenas; além de estudos arqueológicos que registram a cultura material dos Tupinambá. Teoricamente, o trabalho baseia-se em pressupostos da História Cultural, em particular da História da Alimentação, na qual se podem inserir os rituais de bebera- gens. Argumenta-se que, por meio das práticas de beber, ensinamentos eram transmiti- dos e apreendidos, configurando-as como situação de comunicação e aprendizagem. Palavras-chave: Beberagens Tupinambá; Processos Educativos; Brasil Colônia.
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Juventudes e meio ambiente: práticas e processos educativos dos jovens do entorno da Lagoa do Opaia

Juventudes e meio ambiente: práticas e processos educativos dos jovens do entorno da Lagoa do Opaia

Quanto às questões referentes à Lagoa do Opaia, reporto-me à inter-relação das questões ambientais com a identidade cultural de uma comunidade que Berna (2001, p.39) destaca em seus estudos. O autor esclarece que, muitas vezes, ao “migrar das cidades do interior para os grandes centros urbanos, além de todos os problemas que acarretam com o crescimento das cidades, as pessoas perdem muito de sua identidade cultural, sua memória (...) nas cidades estão isoladas e desconhecidas”. Esse fato traduz um pouco da situação de moradores que foram viver na área da Lagoa. Muitos deles eram ex-moradores de outras áreas da cidade de Fortaleza ou do interior do Ceará. Foi na década de 1990 que ocorreu sua maior ocupação. Muitos não haviam morado no período em que a Lagoa era fonte de renda, com pesca e lavagem de roupa nas suas águas; tampouco, aquele recanto bucólico, tão bem descrito pelos jovens que integravam o Grujoviun, nem era mais o Polo de Lazer como maior espaço cultural do bairro Vila União, também descrito pelos jovens do Travessia e do Êta. As relações históricas, culturais e afetivas foram verificadas nos questionários aplicados aos integrantes dos grupos juvenis que atuaram nas décadas de 1970 e 1980. Esses demonstraram profunda afetividade e grande respeito para com a Lagoa, desde o período em que a problemática ambiental não estava em evidência ou mesmo quando ela estava começando a integrar a pauta dos movimentos sociais.
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Pedagogia da terra: olhar dos/as educandos/as em relação à primeira turma do estado de São Paulo

Pedagogia da terra: olhar dos/as educandos/as em relação à primeira turma do estado de São Paulo

A presente pesquisa investigou a visão dos educandos e das educandas sobre o curso de Pedagogia da Terra da Universidade Federal de São Carlos, que é o primeiro no estado de São Paulo. Este curso teve início no segundo semestre de 2007 nesta Universidade e conta com a participação de estudantes advindos/as de assentamentos e acampamentos de várias cidades do estado de São Paulo, pertencentes a quatro movimentos sociais diferentes: Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Federação dos Agricultores Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (FERAESP), Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF) e Organização das Mulheres Assentadas e Quilombolas do Estado de São Paulo (OMAQUESP). Começou com 60 estudantes e atualmente (4ª etapa) está com 43, sendo 39 mulheres e 4 homens. O curso de Pedagogia da Terra surgiu da demanda e da reivindicação dos movimentos sociais e das parecerias com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e com a UFSCar e do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), o que tornou possível organizá-lo e implementá-lo no estado. Tem como metodologia a pedagogia da alternância, que organiza a aprendizagem dos/as educandos/as em dois tempos distintos: o tempo-escola, quando ocorrem as aulas presenciais, e o tempo- comunidade, com atividades práticas e de pesquisa, desenvolvidas nas comunidades de origem dos/as estudantes. Seguindo este contexto a pesquisa traz como conceitos centrais os processos educativos que aí ocorrem, ou seja, o ensinar e o aprender, baseados na pedagogia de Paulo Freire, o desvelamento dos movimentos sociais do campo e a educação do campo enquanto diferente da educação rural. Para tal, sua base teórico-metodológico apoia-se nos pressupostos da pesquisa participante, pautados nas elaborações de Carlos Rodrigues Brandão (1985, 2006) e de Paulo Freire (1983, 1992). Participaram do estudo 13 mulheres e 3 homens de diferentes assentamentos, idades
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Processos educativos e formação de jornalistas: redirecionamento das práticas profissionais...

Processos educativos e formação de jornalistas: redirecionamento das práticas profissionais...

Um dos fatores que interferem nesse cenário observado é, provavelmente, que isso se deva ao fato de essa geração ter estado exposta à rede mundial de computadores praticamente ao longo de toda a vida, no caso dos mais ricos, ou, ao contrário, de começar a ter acesso agora a essa tecnologia (especialmente por meio da universidade, ou pela inserção no mundo do trabalho), no caso dos mais pobres. Um ponto comum verificado entre os estudantes foi o fato de quase todos, há sete anos, acessavam a internet diariamente, tendo contato com a rede tanto em casa quanto na escola ou no trabalho, independentemente do nível socioeconômico ao qual pertenciam. Os alunos de estratos sociais com maior poder aquisitivo, contudo, demonstraram maior domínio sobre o uso da tecnologia, bem como diversidade na apreensão de suas aplicações, principalmente em relação à navegação em sites especializados, de pesquisa ou relacionados a preferências pessoais – muitos dos quais incluem interatividade por meio da rede, atuando como produtores. Os alunos de nível socioeconômico mais baixo optaram por navegar por sites bastante conhecidos, situados em torno do ‘lugar comum’ dentro do que se trata de escolhas de sites na rede. Sendo que todos têm como predominância o caráter noticioso e pressupõem uma “navegação passiva” (sem a possibilidade de participação do usuário).
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REFLEXÕES ACERCA DOS PROCESSOS EDUCATIVOS SOB A ÓTICA DAS PRÁTICAS CULTURAIS

REFLEXÕES ACERCA DOS PROCESSOS EDUCATIVOS SOB A ÓTICA DAS PRÁTICAS CULTURAIS

Movimentamo-nos neste debate motivados por algumas ideias basilares. Inicialmente a de que a cultura e as práticas culturais não são naturais, nem mesmo acidentais, ao invés disso, são resultado produto e marca de um amplo e histórico processo, ora de consensos, ora de conflitos, de aceitação e resistências, de produção e reprodução de comportamentos, valores, modos de pensar e agir, enfim, de práticas humanas individuais e sociais que confluem e/ou conflitam. “A cultura, teorizada como campo de luta entre os diferentes grupos sociais em torno da significação,” (SILVA, 1992, p.32) aponta para o fato de que as práticas culturais não são determinadas ou um reflexo automático, mas um campo de conflito em torno de duas dimensões centrais: o conhecimento e a constituição do sujeito que se configuram no meio social e histórico. “Da mesma forma que o peixe não tem consciência da água até que a tenha deixado, as pessoas muitas vezes tomam as formas de fazer as coisas em sua comunidade como algo natural” (ROGOFF, 2005, p.23). A natureza biológica não é determinante, mas constituinte do sujeito, e pode ser transgredida a partir do desenvolvimento cultural. Isto não exclui as perspectivas das ciências biológicas, naturais e sociais, mas as redimensionam no trabalho de compreensão dos processos culturais. Desta maneira, apoia- se na ideia de que os seres humanos são “biologicamente culturais” (ROGOFF, 2005, p. 22).
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Políticas educacionais, visões de mundo e a articulação em processos educativos.

Políticas educacionais, visões de mundo e a articulação em processos educativos.

O entendimento relacional sobre os temas e conteúdos trabalhados em processos educativos escolares torna-se importante porque, mesmo diante da realidade da Educação Básica, com uma organização curricular multisseriada e multidisciplinar, esse entendimento possibilita ações educativas que visam ao conhecimento da integração, o que leva a uma refle- xão sobre a fragmentação do conhecimento sobre o mundo. Valendo-se dessa compreensão, enfatiza-se a construção de estratégias pedagógicas que enfoquem o conhecimento escolar por meio das relações entre os mesmos, o que envolve não somente a percepção dessas relações, mas também a sua compreensão, gerando, assim, o ato de conhecê-las. Decorrente dessa compreensão, um tema em estudo pode ser representado didaticamente na forma de esquema relacional, uma vez que todas as coisas e todos os seres vivos possuem uma dimensão relacional. A dimensão relacional pressupõe um conceito organizador, em que nada está isolado e tudo o que existe tem uma capacidade inerente e intrínseca de se relacionar a partir de sua composi- ção físico-química, biológica ou humana.
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