Professores de educação de adultos - Formação - Belém(PA)

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FORMAÇÃO E CONTEXTOS DE ATUAÇÃO DE PROFESSORES NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA

FORMAÇÃO E CONTEXTOS DE ATUAÇÃO DE PROFESSORES NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA

Este estudo tem como objetivo investigar a formação e o contexto de atuação pedagógica de professores na educação de jo- vens e adultos, e conhecer a realidade deste ensino na perspectiva dos professores tanto em relação ao papel da escola quanto aos desafios e possibilidades dos que atuam nessa modalidade. Como perguntas centrais definimos: Qual o perfil dos docentes que atuam na EJA? Qual o contexto de atuação dos docentes nas escolas que ofertam turmas de EJA? Quais as principais difi- culdades e desafios que os professores enfrentam em relação à escola durante sua atuação nas turmas com jovens e adultos? A pesquisa teve abordagem qualitativa, sendo realizada uma entrevista semiestruturada com três docentes que atuam em uma escola municipal da rede de ensino de Belém/PA, no período noturno, que ofertam a modalidade educativa voltada para atender jovens e adultos. Os resultados indicam que os professores se sentiram desvalorizados e desmotivados a buscar novas metodologias capazes de modificar as propostas pedagógicas tradicionais em virtude da falta de apoio da gestão das escolas e da Secretaria Municipal de Educação, falta de recursos pedagógicos necessários e de uma formação inicial continuada para atender às especificidades deste ensino. Diante desta realidade, é urgente que as escolas e os professores repensem e ressig- nifiquem suas práticas metodológicas e de gestão da escola quanto às singularidades dos educandos, os quais ainda têm sido considerados sujeitos “invisíveis” em relação ao seu direito de acesso a uma educação pública de qualidade em nosso país. Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos. Atuação docente. Desafios.
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A formação de professores para Educação de Jovens e Adultos (EJA): as pesquisas na Argentina e no Brasil

A formação de professores para Educação de Jovens e Adultos (EJA): as pesquisas na Argentina e no Brasil

Resulta de uma parceria entre pesquisadores argentinos e brasileiros, por meio da qual vem se realizando uma pesquisa conjunta focalizada na análise da produção de conhecimentos em temas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) nos dois países. Neste trabalho, apresentamos resultados com foco em estudos e pesquisas sobre formação de professores para a EJA na Argentina e no Brasil. Para sua realização, partimos de um estudo realizado na Argentina sobre a história da pesquisa nos temas da EJA nesse país e de estados do conhecimento publicados no Brasil. Como primeiro resultado, foi possível identificar um panorama paradoxal: por um lado, uma relativa escassez de trabalhos oriundos de pesquisas diretamente relacionadas com a formação de professores para a EJA, numa área de estudos com agendas fortemente atravessadas por essa modalidade como objeto do discurso da política educacional dos organismos nacionais e internacionais; por outro, uma história bastante longa de estudos e pesquisas sobre a formação de professores no campo da educação. A partir dessa análise, propomos uma linha de reflexão que permita pensar outros pontos de vista nas pesquisas associadas à formação de professores para a EJA.
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A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BAIXO TOCANTINS

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BAIXO TOCANTINS

Resumo: O presente trabalho visa discutir a Educação de Jovens e Adultos considerando as abordagens teóricas, de pesquisas e de estruturação do Curso de Pedagogia. Discute, também, a construção das temáticas que subsidiam a formação de professores para a modalidade de ensino da Educação de Jovens e Adultos, trazendo questões que tratam de compreender a relação entre o estudo e os pressupostos teórico-metodológicos sobre a formação docente, problematizando sobre: quais são as bases teóricas da Educação de Jovens e Adultos e como sua estruturação está sendo administrada no sistema educacional brasileiro; em que incide, onde/ quando ocorre a educação de jovens e adultos; qual seu projeto para o ensino regular; se a formação de educadores para a EJA leva em consideração a realidade social, econômica, política e cultural dos educandos; como trabalhar a formação de professores para a EJA na realidade amazônica. Destarte, com base em aportes teóricos sobre a modalidade de ensino da EJA a contenda é situada no contexto do Curso de Pedagogia, da
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JOSEVAL DOS REIS MIRANDA O CURRÍCULO DA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES QUE ATUAM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS : do concebido ao vivido

JOSEVAL DOS REIS MIRANDA O CURRÍCULO DA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES QUE ATUAM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS : do concebido ao vivido

É pertinente e útil deixarmos registrada a voz dos que executam e modelam o currículo da formação, ou seja, os professores que atuam na formação de pedagogos. E a voz destes foi imprescindível para compreendermos o hiato entre a teoria e a prática no processo de formação, pois, como interlocutores desta pesquisa na categoria de professores que atuam na formação inicial de professores, salientaram que a disciplina ministrada por eles pode proporcionar algumas contribuições para a Educação de Jovens e Adultos, entretanto cabe a cada estudante buscar construir a significação dessa educação e trazer para o debate a realidade educacional na qual está inserido, fazendo as devidas interfaces do fenômeno educativo. Esses docentes ressaltaram ainda a necessidade da busca por uma formação continuada em nível de pós-graduação em que as egressas do curso de Pedagogia poderão canalizar as discussões para o seu foco de interesse e aqui, em especial, a Educação de Jovens e Adultos, como confirmação ao que determina a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
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Formação ou produção de professores/as para a educação de jovens e adultos?

Formação ou produção de professores/as para a educação de jovens e adultos?

A formação de professores/as para atua- ção na Educação Básica ocorre de modo considerado generalista, sem levar em con- ta todas as especificidades que demandam os níveis e modalidades educacionais. Dian- te disso, para atuação na Educação de Jo- vens e Adultos (EJA) os professores/as re- cebem, quase sempre, uma formação con- tinuada em serviço. A EJA nesse contexto formativo é apresentada/discutida como modalidade que precisa romper, de algum modo, com as lógicas estruturantes da es- colarização (dita) regular de idade obrigató- ria, no intuito de não reproduzir mecanis- mos que levaram esses sujeitos a desistirem da escola em outros tempos de suas vidas por dificuldades de acesso/permanência ou por conta da rigidez/inflexibilidade de al- gumas propostas pedagógicas e dinâmicas curriculares. Essa concepção impõe grandes desafios para pensarmos um processo de formação continuada de professores/as para a EJA que irrompa com a própria ra- cionalidade da formação inicial recebida para a docência no Ensino Superior e com a formação do professor constituída a partir de seu trabalho no contexto escolar.
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Open Educação de Jovens e Adultos e a formação de professores (as): o uso de uma biblioteca digital como ferramenta de aprendizagem

Open Educação de Jovens e Adultos e a formação de professores (as): o uso de uma biblioteca digital como ferramenta de aprendizagem

Esta dissertação de mestrado traz a discussão da temática Educação de Jovens e Adultos (EJA) e as NTIs, e, tem por objetivos: estudar os avanços das tecnologias da comunicação e informação para o ensino e a aprendizagem de pessoas. As bibliotecas digitais e suas contribuições para o ensino- aprendizagem, no caso específico, relacionado a educação de jovens e adultos; descrever e apresentar a evolução da Biblioteca Digital EJA como recurso didático-pedagógico viabilizado pelas tecnologias da informação e comunicação, nos processos de ensino e de aprendizagem na modalidade de ensino de EJA. A Biblioteca Digital EJA, nosso objeto de estudo, está inserida no processo de disseminação de informação sobre Educação de Jovens e Adultos, em uma perspectiva onde o ensino e a aprendizagem se façam presentes. Tivemos como base teórica alguns autores como Paulo Freire e Pierre Lévy. Esta investigação se caracteriza como um estudo de caso: O caso da organização da biblioteca digital EJA e as possibilidades de contribuição para o ensino e as aprendizagens de professores, alunos e públicos em geral interessados nessa modalidade de ensino. Sua natureza é descritiva e foi utilizado para responder as questões de pesquisa e os objetivos, dados primários e secundários contidos em registros, documentos, e pesquisas já realizadas sobre o assunto. Tivemos como resultado desta pesquisa que a Biblioteca Digital EJA é uma ferramenta tecnológica que realmente pode contribuir para a formação continuada dos educadores de EJA, visto a possibilidade de disponibilizar material (artigos, monografias, dissertações, teses, livros, fotos, vídeos), além de ser um ambiente interativo onde por e-mail o educador pode tirar dúvidas, entre outros.
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Open Necessidades de formação continuada dos professores da educação de jovens e adultos

Open Necessidades de formação continuada dos professores da educação de jovens e adultos

O presente trabalho focaliza a formação continuada dos professores de jovens e adultos, na perspectiva de conhecer suas necessidades de formação, que “são aqueles desejos, problemas, carências e deficiências percebidas pelos professores no desenvolvimento do ensino” (Montero, 1987, p.10 apud MARCELO, 1997, p.66). Nesse sentido, o estudo propõe- se a delinear, numa abordagem qualitativa descritiva, as necessidades de formação continuada de 10 professoras que atuam no ensino presencial do 1º segmento (1ª à 4ª série) da Educação de Jovens e Adultos, no âmbito da rede municipal de ensino de João Pessoa-PB e que freqüentemente participaram dos encontros de formação continuada, organizados pela Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa-PB, no período 1996 a 2004. Investigar a formação de professores da EJA, tomando por base o olhar deles próprios, suas necessidades de formação demandada da prática das salas de aula constitui-se no objetivo geral desta pesquisa, em consonância com o que nos diz Goodson (1995, p. 67), “de modo a assegurar que a voz do professor seja ouvida, ouvida em voz alta e ouvida articuladamente”. Para tanto, o estudo privilegiou a entrevista semi estruturada como instrumento de coleta de dados, que foi submetida à análise descritiva dos depoimentos das dez professoras sobre as necessidades de formação continuada relativas aos alunos, ao currículo, aos próprios professores, à escola, relativas à organização da formação, à sociedade e ao ensino-aprendizagem. Revelou, ainda, dificuldades de uma política de formação continuada, que, muitas vezes, mesmo bem intencionada e presente no sistema de ensino, pode desconsiderar o chão da sala de aula e outras dificuldades que dizem respeito às instâncias ligadas à prática cotidiana dos professores.
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FORMAÇÃO DE PROFESSORES E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: O FORMAL E O REAL NAS LICENCIATURAS.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: O FORMAL E O REAL NAS LICENCIATURAS.

RESUMO: O presente estudo busca contribuir para o debate sobre o lugar que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) ocupa na formação inicial de professores promovida nos cursos de licenciatura, destacando especificidades e lacunas observadas. Assinalando que o direito e a identidade própria da EJA estão garantidos desde a promulgação da atual Constituição Federal, retomam-se a legislação referente à formação de professores e, ainda, as Diretrizes Curriculares Nacionais de áreas selecionadas, nas quais se omitiu a especificidade da Educação de Jovens e Adultos. Por fim, avalia-se que o silêncio em relação à EJA nas licenciaturas se confunde com a situação dessa própria modalidade de ensino no Brasil. Alvo de metas modestas, políticas descontinuadas e fragmentadas, iniciativas focais e aligeiradas, a EJA traduz um projeto societário no qual a universalização da educação básica de qualidade para todos vem sendo assunto menor.
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Formação e condições de trabalho dos Professores da Educação de Jovens e Adultos  PROEJA: um estudo de caso realizado no IFPA, Campus Belém

Formação e condições de trabalho dos Professores da Educação de Jovens e Adultos PROEJA: um estudo de caso realizado no IFPA, Campus Belém

O presente estudo trata da formação e condições de trabalho dos docentes que atuam na Educação de Jovens e Adultos, no Campus de Belém, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – IFPA. Objetiva-se analisar a formação articulada ao trabalho docente no contexto do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA – no IFPA, Campus de Belém, considerando o percurso da formação e as mudanças ocorridas no trabalho docente. O tema foi desenvolvido por meio de uma abordagem qualitativa em vista da possibilidade de descrever os aspectos subjetivos que se inserem no objeto de estudo, os quais não conseguem ser explicados em sua forma objetiva. Os principais referenciais teóricos que ancoraram esse estudo, entre tantos, encontram-se Minayo (2009), Frigotto (2005; 2007), Kuenzer (1999), Oliveira (2010), Gadotti (2007; 2008) e Pimenta (2002). O percurso metodológico constou de pesquisa bibliográfica, seguida de um estudo de caso, adotando-se como técnica de coleta de dados a entrevista estruturada, por meio de um roteiro de perguntas que serviu de base para estabelecer o diálogo com dez sujeitos participantes da pesquisa. Verificou-se que o PROEJA, ao disponibilizar a formação em nível médio profissional para a população de jovens e adultos, operacionalizou-se no âmbito do IFPA, Campus de Belém, com limitações significativas na formação do professor para atuar numa realidade diferenciada da qual estavam habituados, uma vez que se trata de um público com percurso de escolarização, em geral, descontínuo, história, anseios e projetos de vida diferentes dos alunos com faixa etária/escolarização ―regular‖, além da própria maturidade psicológica e atuação social que necessitam ser levados em consideração
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Formação de professores da educação de jovens e adultos: diversidade, diálogo, autonomia

Formação de professores da educação de jovens e adultos: diversidade, diálogo, autonomia

que não tiveram na sua formação inicial nenhum contato com essas ques- tões. No cotidiano das camadas populares seus saberes não são escalonados e divididos nos diferentes campos disciplinares da escola (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, etc.), cabendo aos professores identificar essas múlti- plas facetas dos saberes de seus alunos, servindo de mediadores entre estes e os saberes escolares. Decorre daí a importância da formação continuada, sobretudo de longo prazo, que abra o espaço para os professores fazerem afluir, discutir, analisar seus dilemas pedagógicos. Pensamos ser esse tipo de formação um caminho possível para reduzir o descompasso entre a formação inicial e a prática docente na EJA, tendo em vista o desenvolvimento de uma proposta curricular alternativa para essa modalidade de ensino.
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O marxismo historicista na formação de professores de Educação de Jovens e Adultos (EJA): teoria e prática

O marxismo historicista na formação de professores de Educação de Jovens e Adultos (EJA): teoria e prática

Quando já formados, integrados na vida urbana, lembravam com saudades dos tempos de criança, da vida na roça, onde havia galo, noites e quintais. Reviviam os dias na fazenda junto aos pais, aos vizinhos e parentes, todos com um estilo de vida semelhante, aos quais, a todos devíamos respeito e obediência. Às vezes antes de dormir, em noites enluaradas e de céu de um profundo azul e salpicado de estrelas, nós ainda crianças disputávamos o colo de um adulto, para que nesse aconchego familiar pudéssemos ouvir suas falas, suas estórias, seus poucos planos para o futuro. Tudo isso acontecia numa união que de tão densa, aparentava até o que nós adultos hoje chamamos de ‘paraíso’… que ao nosso entender seria já um pedacinho do céu… cenas que desfilarão em nossas mentes como doces lembranças, de um tempo que não volta nunca mais. Foi nesse ambiente que eu e meus irmãos nascemos e crescemos, nos divertindo com brincadeiras geralmente improvisadas, pega-pega, barata, esconde-esconde, corda e outras… E sob o efeito dessa educação que crescemos, motivo pelo qual muitas vezes estranhamos o comportamento das crianças e jovens de hoje. (ISILDA, 2013).
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Ens. Pesqui. Educ. Ciênc. (Belo Horizonte)  vol.16 número1

Ens. Pesqui. Educ. Ciênc. (Belo Horizonte) vol.16 número1

Uma necessidade que gostaríamos de ressaltar – entre tantas que já co- nhecemos – é a de intensiicar o nosso diálogo com as pesquisas sobre formação de professores no campo da educação em geral e com os estudos/levantamentos sobre a docência na educação básica no Brasil, amplamente presentes na literatura. Neste número da Ensaio - Pesquisa em Educação em Ciências apresentamos quatro trabalhos envolvendo a formação de professores. Esses trabalhos exploram a concepção de professores em formação na área de meio ambiente, em Portugal; as concepções de professores em Educação de Jovens e Adultos (EJA) sobre o papel social da Química e de como ela é ensinada; o pensamento docente espontâneo de professores de Química em formação; e um estudo de caso de identidade docente na formação inicial. Além dos trabalhos citados sobre formação de professores, há um estudo envolvendo a ocupação dos egressos de cursos de licenciatura em Biologia no mercado de trabalho, com ênfase em ser ou não ser professor.
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MODOS DE FORMAR PROFESSORES DE EJA 1990-2006

MODOS DE FORMAR PROFESSORES DE EJA 1990-2006

O presente estudo buscou analisar os modos de aprender e ensinar na EJA no período de 1990 a 2006, em Uberlândia município localizado no interior de Minas Gerais. O recorte temporal corresponde inicialmente ao ano internacional da alfabetização, e o termino corresponde a implantação das novas diretrizes do curso de pedagogia. Os objetivos específicos foram: identificar e analisar as concepções sobre a formação de alfabetizadoras durante o período de 1990 a 2006; analisar a correspondência entre a formação e a prática das alfabetizadoras de EJA; desvelar nas narrativas das alfabetizadoras e coordenadoras, mapeando suas lembranças sobre o processo de formação inicial para atuarem na EJA. O estudo foi realizado tomando como referência metodológica a História oral temática, cruzando com a pesquisa documental e bibliográfica. Nesse sentido, foram realizadas consultas de documentos no Arquivo Público de Uberlândia, Prefeitura Municipal de Uberlândia e Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais (CEMEPE), Universidade Federal de Uberlândia assim como realizamos a pesquisa bibliográfica, especialmente sobre a história da EJA, formação de professores e curso de pedagogia. Dentre as fontes documentais recorreu-se, também, a jornais. Para compreender o contexto do problema investigado, retomou-se o debate sobre formação de professores e seus saberes, a instituição da Educação de Jovens e Adultos como um direito, bem como se buscou demarcar as características históricas da EJA no país, em Minas Gerais e por fim em Uberlândia. Constatou-se que questões relativas a formação do professor para atuar na EJA ficou a desejar, uma vez que as 3 instituições não privilegiaram essa área nos seus currículos, o direito à educação proclamada desde a republica ficou somente nos discursos. Verificou-se, ainda, que as mudanças na administração municipal, em virtude da alternância de partidos no governo, no período estudado, determinaram modificações no PMEA, transformando-o numa política pública ainda que marcada por uma série de problemas.
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Educ. rev.  número47

Educ. rev. número47

O quarto artigo, "O educador de jovens e adultos em formação", de autoria de Leôncio Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais, apresenta a análise de uma pesquisa que investigou a formação inicial do Educador de Jovens e Adultos no curso de Pedagogia de uma Universidade Federal. O estudo oferece uma discussão sobre a pertinência da profissionalização desse educador, sobre o significado da formação inicial em Educação de Jovens e Adultos (EJA) para professores e egressos da habilitação e sobre a inserção desse educador no campo de trabalho. Defende-se que, apesar de ainda não existir efetiva demanda para uma formação específica do educador em EJA, sua formação pode contribuir para o fortalecimento e a (re)configuração do campo da EJA e para o melhor atendimento a parcelas da população que foram precocemente excluídas das ações de escolarização.
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Capítulo V A Teoria de Vygotsky

Capítulo V A Teoria de Vygotsky

Lev Semenovich Vygotsky nasceu em 1896 na cidade de Orsha, na Rússia, e morreu em Moscou em 1934, com apenas 38 anos. Formou-se em Direito, História e Filosofia nas Universidades de Moscou e A. L. Shanyavskii, respectivamente. Por esses dados biográficos podemos perceber de início o pano de fundo que influenciou decisivamente a sua formação e o seu trabalho: a revolução russa de 1917 e o período de solidificação que se sucede. Vygotsky é um marxista e tenta desenvolver uma Psicologia com estas características.

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FORMAÇÃO DE PROFESSORES TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS

FORMAÇÃO DE PROFESSORES TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS

De acordo com Tardif (2002, p. 112), a formac˜o docente esta voltada para a pr´tica a partir dos estudos desenvolvidos nos Estados Unidos na dícada de oitenta, que tornaram a atuac˜o do professor na sala de aula um importante objeto de investigac˜o. Desde ent˜o, a pr´tica docente em sala de aula vem sendo considerada como fonte de saberes, imprescindıvel a formac˜o de professores. Desta forma, uma das tendencias contemporaneas na formac˜o de professores est´ voltada `s pr´ticas docentes, aos saberes que o professor desenvolve a partir de suas atividades em sala de aula. No Brasil, esses estudos surgiram a partir da dícada de noventa. Desde ent˜o, o numero de publicacoes na ´rea vem crescendo.
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FORMAÇÃO DE PROFESSORES CONDIÇÕES E PROBLEMAS ATUAIS

FORMAÇÃO DE PROFESSORES CONDIÇÕES E PROBLEMAS ATUAIS

É vigente a idéia de que posse de conhecimentos é um dos determinantes de desigualdades sociais. Ela se mostra como princípio diferenciador de pessoas e grupos humanos. Deter certos conhecimentos é poder obter vantagens e facilidades no movente mundo atual. Há conhecimentos que estão na base de ações que podem trazer melhores condições de acesso a bens sociais valorizados, conhecimentos que são relevantes socialmente e que têm conotações específicas em ambientes diversificados. Nesse âmbito entram em jogo os processos educacionais, lembrando que não se trata apenas e estritamente de conhecimento advindo das ciências ou de conhecimento instrumental, mas, de um conjunto mais amplo de meios de construção de compreensões que possibilitam viver melhor. Por outro lado, o momento socioeconômico, cultural e científico que atravessamos é bem peculiar em algumas de suas características. A passagem de uma sociedade industrial para uma sociedade da informação, de uma sociedade segura para uma sociedade plural e instável está gerando crises diversas. No capitalismo informacional instaurado, como bem colocam Flecha e Tortajada (2000, p.24-25) “as desigualdades não se configuram em simples estrutura de um centro e de uma periferia, mas como múltiplos centros e diversas periferias, tanto em nível mundial como local.” Nesta sociedade que se delineia como informáticocibernética a educação é chamada a priorizar o domínio de certas habilidades a ela relacionadas e, os que não possuem as habilidades para tratar a informação, ou não têm os conhecimentos que as redes valorizam, ficam totalmente excluídos. Fossos e diferenciações entre grupos humanos estão abertos. Assim, as ações educacionais, formais ou não, estão em questão e colocam-se entre propiciar a transformação ou exacerbar a exclusão. O desafio está posto: que sociedade buscamos, que escola precisamos ter, quais professores para nela atuar?
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TEORIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA SEGUNDO AUSUBEL

TEORIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA SEGUNDO AUSUBEL

A noção de aprendizagem significativa, definida dessa maneira, torna-se nesse momento o eixo central da teoria de Ausubel. Efetivamente, a aprendizagem significativa tem vantagens notáveis, tanto do ponto de vista do enriquecimento da estrutura cognitiva do aluno como do ponto de vista da lembrança posterior e da utilização para experimentar novas aprendizagens, fatores que a delimitam como sendo a aprendizagem mais adequada para ser promovida entre os alunos. Além do mais, e de acordo com Ausubel, pode-se conseguir a aprendizagem significativa tanto por meio da descoberta como por meio da repetição, já que essa dimensão não constitui uma distinção tão crucial como dimensão de aprendizagem significativa/aprendizagem repetitiva, do ponto de vista da explicação da aprendizagem escolar e do delineamento do ensino. Contudo, e com relação a essa segunda dimensão, Ausubel destaca como são importantes, pelo tipo peculiar de conhecimento que pretende transmitir, a educação escolar e, pelas próprias finalidades que possui, a aprendizagem significativa por percepção verbal.
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MAPAS CONCEITUAIS E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

MAPAS CONCEITUAIS E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

Seguramente, tudo o que foi dito até aqui sobre mapas conceituais pode dar ideia de que é um recurso instrucional de pouca utilidade porque é muito pessoal e difícil avaliar (quantificar). De fato, de um ponto de vista convencional, mapas conceituais podem não ser muito atraentes nem para professores, que podem preferir a segurança de ensinar conteúdos sem muita margem para interpretações pessoais, nem para alunos habituados a memorizar conteúdos para reproduzi-los nas avaliações. No ensino convencional não há muito lugar para a externalização de significados, para a aprendizagem significativa. Mapas conceituais apontam em outra direção, requerem outro enfoque ao ensino e à aprendizagem.
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COGNITIVE DEVELOPMENT IN VIEW OF JEAN PIAGET AND SCIENCE EDUCATION IMPLICATIONS

COGNITIVE DEVELOPMENT IN VIEW OF JEAN PIAGET AND SCIENCE EDUCATION IMPLICATIONS

Trata-se de trabalho de revisão de literatura tendo em vista a composição tendo em vista a composição de um referencial que constitui processo significativo para a pesquisa sobre o desenvolvimento cognitivo da criança no trabalho de sua educação científica em contexto escolar. A pesquisa buscou, nos trabalhos de Piaget e de pesquisadores que discutem sua teoria, as idéias que constituem a essência da teoria piagetiana. Diante disso, o objetivo principal é evidenciar de que maneira essa teoria pode contribuir para o desenvolvimento e aprendizagem escolar, inclusive de conceitos científicos. Para isso, foi necessária a explicitação de vários conceitos que são fundamentais para a compreensão das idéias do teórico.
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