Qualidade dos cuidados de saúde

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Sistemas informáticos em saúde para a qualidade dos cuidados de enfermagem, revisão sistemática

Sistemas informáticos em saúde para a qualidade dos cuidados de enfermagem, revisão sistemática

Os autores dos estudos analisados referem que organizações de saúde onde existem SIE promovem a continuidade do cuidar e a qualidade dos cuidados. Relativamente aos SI em enfermagem e a qualidade dos cuidados em enfermagem, a maioria dos artigos analisados evidenciam que os SIE promovem as atividades relacionadas com o cuidar uma vez que os enfermeiros ficam com mais tempo disponível (Palomares e Marques, 2010), contribuindo para apoiar as tomadas de decisão, promovendo cuidados individualizados (Lima e Melo, 2011), sendo de acesso rápido às informações, permitindo uma atualização constante no processo do doente, ajudando na tomada de decisão assertiva, fomentando a personalização do atendimento, possibilitando o acesso de outros profissionais ao processo do doente, sendo mais seguro, diminuindo o risco de acesso não autorizado fornecendo maior confidencialidade (Lima et al, 2011). Cunha, Ferreira e Rodrigues (2010) descrevem que são muitos os benefícios dos SIE, entre eles destacam-se: a qualidade dos registos, o tipo de informação registada, o acesso rápido à informação, o cumprimento das etapas do processo de enfermagem, a prática baseada na evidência, a continuidade dos cuidados.
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Política de Qualidade e Eficácia dos Cuidados de Saúde Rural

Política de Qualidade e Eficácia dos Cuidados de Saúde Rural

é uma medida importante, pois todas as populações necessitam de cuidados de saúde primários e preventivos. Funcionamento eficaz de equipes multidisciplinares de saúde rural é essencial. Há um papel importante para o médico de família/GP que conhece o seu/sua paciente, é capaz de gerenciar a maioria dos seus problemas de saúde e coordenar investigação especializada e cuidados especializados. A dificuldade de acesso a cuidados especializados e serviços especializados da população rural é uma importante barreira à distribuição equitativa dos serviços de saúde. É claro que uma distribuição uniforme de especialistas é impraticável, como muitos serviços de especialidades de tratamento de condições de baixa prevalência que só produzem uma carga de trabalho eficiente em grandes populações (neurocirurgia, por exemplo) e, portanto, precisam ser centralizados para sua eficiência. Especialistas regionais, no entanto, desempenham um papel importante em muitas áreas rurais. Acesso a clínicas especializadas pode ser uma parte importante da distribuição da força de trabalho de saúde rural, bem como prover aos prestadores de cuidados de saúde rural uma importante conexão com consultores para dúvidas e educação médica continuada. Além disso, alguma regionalização e ruralização podem ser feitas por serviços de relativamente alta tecnologia especializada. Cirurgia de catarata, por exemplo, tem sido exitosamente descentralizada em alguns países, utilizando clínicas regionais e móveis. Os aumentos nos serviços de telecomunicações em todo o mundo podem fazer referência e consulta à distância de um clique do mouse. Cuidadores alternativos e medicina tradicional tribal e herbal têm seu papel em muitas partes do mundo e precisam ser estudados cientificamente para a qualidade e eficácia 1 .
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Como  dormimos? – Avaliação da qualidade do sono em cuidados de saúde primários

Como dormimos? – Avaliação da qualidade do sono em cuidados de saúde primários

Conclusões: As perturbações do sono são muito frequentes nos utentes que recorrem aos cuidados de saúde primários. Daí, a necessidade dos Médicos de Família, fazendo uso da sua posição privilegiada, estarem alerta para esta patologia de modo a fa- zerem adequadamente o seu diagnóstico e acompanhamento. O PSQI é um bom instrumento de avaliação da qualidade do sono e uma ferramenta fundamental na avaliação sistemática de todos os doentes, assumindo um papel ainda mais relevante na avaliação das populações de maior risco.

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Preparação e Condução de Auditorias da Qualidade e Segurança da Prestação de Cuidados de Saúde – Normas de Orientação Clínica

Preparação e Condução de Auditorias da Qualidade e Segurança da Prestação de Cuidados de Saúde – Normas de Orientação Clínica

Assim sendo, decidiu a Direção-Geral da Saúde, através do Departamento da Qualidade na Saúde, adotar as linhas de orientação estabelecidas na Norma NP EN 19011:2012, que considera serem uma referência universalmente conhecida e aceite, para a preparação, condução e execução quer das auditorias da qualidade e segurança externas realizadas pelo Departamento, quer das auditorias internas realizadas pelos próprios serviços prestadores de cuidados de saúde, bem como para a formação e atuação dos respetivos auditores.
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Tese Mestrado Rui Gonçalves

Tese Mestrado Rui Gonçalves

Abreu (2002, p.54) refere que “o investimento nas estratégias de supervisão clínica não é novo, embora neste início de milénio seja percebido de forma distinta”. Reconhece-se progressivamente a importância dos processos supervisivos sobre a qualidade e a excelência dos cuidados de saúde, dando-se por isso, um importante significado, a nível europeu. A qualidade dos cuidados de saúde não se encontra única e exclusivamente dependente do avanço da tecnologia, mas ainda da performance dos recursos humanos afetos. Considerem-se metas e objetivos estabelecidos pelo próprio serviço, decorrente das políticas internas e externas propostas, da responsabilidade dos profissionais e das relações interpessoais entre os diversos atores nas equipas de saúde e organizações. Deste modo, o incentivo ao investimento político da Supervisão Clínica em enfermagem, tendo em conta a própria responsabilidade profissional, (tal como se convencionou no Reino Unido, através do UKCC e em Portugal através da prática tutelada prevista pela Ordem dos Enfermeiros) é sinónimo de que a enfermagem e os governos acreditam no potencial transformativo deste processo e destes profissionais.
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 tese 2017 so fts

tese 2017 so fts

A melhoria da qualidade dos cuidados de saúde é um processo contínuo. A constante evolução tecnológica, farmacológica e de técnicas exige empenho e dedicação, para manter a qualidade dos cuidados. No âmbito da prevenção e controlo da infeção, surge a necessidade de implementar melhorias nos processos de trabalho e mudança de comportamentos nos vários contextos de cuidados. As IACS são uma problemática atual e, no contexto dos cuidados em HD, existe uma carência de motivação a nível da equipa multidisciplinar. Esta situação tornou-se evidente pela ocorrência de um surto de infeção que se relacionou com os cuidados prestados na unidade. Nas investigações realizadas, não foi possível concluir qual a fonte de contaminação, pelo que se torna essencial a intervenção nas várias abordagens da prevenção e controlo da infeção. O tema deste trabalho - Precauções Básicas de Controlo de Infeção na Sala de Hemodiálise: Competências do Enfermeiro Especialista, surge como a base de todas as medidas. É exigida uma ação concertada, assente na evidência científica e em metodologias especificas. Deste modo, optou-se pela realização de um projeto de melhoria da qualidade com enfoque no tema referido. A realização de um projeto consiste na “adoção de um conjunto de procedimentos, técnicas e instrumentos com vista a atingir os objetivos do projeto” (Ramos, 2007, p.9).
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Especificações técnicas para a realização de espirometrias com qualidade em adultos, nos Cuidados de Saúde Primários – Normas de Orientação Clínica

Especificações técnicas para a realização de espirometrias com qualidade em adultos, nos Cuidados de Saúde Primários – Normas de Orientação Clínica

A DPOC constitui uma das principais causas de morbilidade crónica, de perda da qualidade de vida e de mortalidade. A espirometria é o exame indicado para o diagnóstico de DPOC e permite, ainda, avaliar a gravidade da doença por forma a garantir uma correta orientação clínica, o que se traduz numa redução de consultas, episódios de urgência e necessidade de internamento hospitalar, para além de menor absentismo laboral e uma melhor qualidade de vida do doente.

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Avaliação, adequação e simplificação de informação de saúde

Avaliação, adequação e simplificação de informação de saúde

A atenção com a qualidade em saúde não é um assunto atual, ela existe desde os primeiros tempos da Medicina. Encontra-se menção no período de 2000 a.C em registros escritos como o código de Hammurabi, na Antiga Babilónia, que regulamentava a qualidade dos cuidados de saúde fornecidos, aplicando coimas, em caso de constatação de maus resultados. Na Medicina Moderna, essa preocupação teve prosseguimento com Hipócrates (500 a.C), reaparecendo com Florence Nightingale (séc XIX), e no século XX, com Ernest Codeman (Blumenthal, 1996). A divulgação das informações contidas no “To Err is Human”, do Institute of Medicine (IOM), revelou que erros referentes a cuidados de saúde ocasionaram entre 48 e 98 mil mortes, procedentes de erros preveníveis a cada ano nos hospitais dos EUA (Kohn et al., 2000). Desde esse momento, juntamente com a divulgação, pela mesma instituição norte-americana, de mais um relatório significativo – “Crossing the Quality Chasm: A new health system for the 21st century” (documento este que determina que os cuidados de saúde precisam tornar-se precisos, eficazes, eficientes, atempados, centrados no paciente e equitativos) – aumentou a sensibilização para a segurança dos pacientes. Esta se manifestou em uma união de práticas, dentre as quais o outorgamento de leis, que se disseminaram por todo o mundo, com a intenção de melhorar a qualidade da assistência prestada à saúde (Campos; Saturno; Carneiro, 2010).
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Relatório de Estágio III   Ana Margarida Leiras  Alterado após defesa

Relatório de Estágio III Ana Margarida Leiras Alterado após defesa

De acordo com Craig & Smyth (2004), o objetivo, a perspetiva para a enfermagem é que todos os profissionais procurem a evidência e a consigam aplicar na prática quotidiana. A PBE tem sido descrita como fazer as “coisas” corretamente, de forma eficaz com os mais elevados padrões. Os mesmos autores (2004, p. 4) referem ainda que, “precisamos de bases em evidência para saber o que é certo fazer; temos de ter a certeza a quem se aplica realmente a evidência; temos de ter a certeza do estádio da trajetória de saúde ou de doença da pessoa para quem, a intervenção baseada na evidência é indicada. (…) a P BE ajudará a melhorar as experiências de cuidados na saúde e na doença das pessoas, o que uma prática de enfermagem bem estabelecida, já o faz.”. Para Craig & Smyth (2004), um dos mais antigos exemplos da PBE, foi o desenvolvimento da técnica asséptica no seculo dezanove, após a observação da incidência de infeções cruzadas. Verificou-se que a higienização das mãos e o uso corrente da técnica asséptica reduzia drasticamente o número de infeções, consequentemente a mortalidade e também melhorando a qualidade dos cuidados prestados. Quando não existe uma base sólida de evidência, devemos, como profissionais de saúde refletir sobre as nossas práticas e sobre o impacto das nossas ações e atitudes. “A prática reflexiva é uma componente chave de cuidados de saúde baseados na evidência; o verdadeiro caracter de uma boa prática profissional é refletir sobre pressupostos considerados como certos e que norteiam a prática do dia -a-dia, e com os quais avaliamos de forma rotineira o impacto e os resultados das interações e intervenções nos doentes, clientes e no pú blico.” (Craig & Smyth, 2004, p. 7).
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Métodos de avaliação de resultados da assistência de enfermagem.

Métodos de avaliação de resultados da assistência de enfermagem.

Método das traçadoras - este método avaliativo foi desenvolvido em 1969 pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, tendo por base que, determinados problemas de saúde poderiam servir como marcadores ou traçadores para analisar os serviços prestados. Parte do pressuposto que, a forma em que o médico ou a equipe de saúde presta cuidados de modo rotineiro às doenças comuns será um indicador de qualidade geral da assistência, incluindo-se a resolutividade, uso adequado de exames complementares, oportunidade das ações, acesso à medicação ou a serviços mais complexos do sistema de saúde. Este método mensura tanto o processo como os resultados da atenção à saúde aos pacientes com doenças selecionadas segundo alguns critérios: patologias comuns, com conhecimento de diagnóstico, conduta, evolução e resultados mais consolidados e com maior consenso, analisadas em serviços de saúde. Como exemplo citam-se as gastroenterocolites agudas, infecções respiratórias na infância, anemia ferropriva, hipertensão, infecção do trato urinário, tuberculose e câncer de colo uterino (24,25) .
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Perceção de saúde na população portuguesa ? 35 anos*.

Perceção de saúde na população portuguesa ? 35 anos*.

Pessoas com pior condição de estado de saúde físico apresentavam proporcionalmente pior condição de estado de saúde mental, menor índice de saúde geral e vitalidade e vice-versa quando avaliada a interre- lação das diferentes medidas de QVRS. As pessoas que consideraram que sua saúde dependia mais dos comportamentos pessoais de saúde (locus de con- trolo) apresentaram melhores índices de função física, desempenho físico e saúde geral, mas não ao nível das MESM. No entanto, pessoas que acreditavam que a sua saúde dependeria mais de entidades externas a si (outros poderosos) apresentaram piores índices de QVRS. Quanto à QACS, as pessoas que procuravam ter melhor condição física (exercício físico) e maiores cuidados com a sua alimentação (nutrição) apresen- taram índices mais elevados de QVRS. Observou-se padrão de correlação positiva com o desenvolvimento de melhores comportamentos preventivos de saúde (auto-cuidado) e evitamento de lesão/acidentes (segu- rança motorizada) ao nível das medidas de estado saúde mental. A menor dependência de substâncias químicas (drogas e similares) correlacionara-se positivamente com a saúde mental. Quanto ao índice de qualidade de vida, quanto mais satisfeitas com a vida em geral (índice geral), saúde e funcionalidade, as relações sociais e condição económica (social e económica), a crença e melhor bem-estar psicológico (espiritual e psicológico) e suporte familiar (família) apresentaram índices mais elevados de QVRS (Tabela 5).
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Vanessa de Melo Pena Mendes Escola Nacional de Saúde Pública – Universidade Nova de Lisboa

Vanessa de Melo Pena Mendes Escola Nacional de Saúde Pública – Universidade Nova de Lisboa

Neste ponto, e para surpresa da investigadora, foi praticamente consensual a necessidade de tornar obrigatórios determinados mecanismos de avaliação e de melhoria contínua da qualidade no sistema de saúde português. A questão da obrigatoriedade coloca-se pelo facto de ser muito importante garantir a qualidade dos cuidados prestados aos doentes. A nível da Europa, esta questão exibe variações consideráveis nas abordagens que cada país adoptou para assegurar a qualidade dos cuidados (WHO Europe. EOHSP, 2008). Na Holanda e na Alemanha, por exemplo, é obrigatório por lei as organizações de saúde terem um sistema interno de gestão da qualidade e publicarem anualmente os resultados das suas actividades. A formação dos profissionais de saúde também é obrigatória. Em França, a obrigatoriedade legal recai sobre a acreditação, desde 1996, e a formação médica (WHO Europe. EOHSP, 2008). Em Portugal, como em Espanha, a adopção de metodologias da qualidade é voluntária, o que para a maioria dos peritos é um erro, por haver o risco de algumas instituições e profissionais optarem por não o fazer. De facto, alguns peritos sugerem a obrigatoriedade da acreditação, de sistemas de gestão da qualidade, das NOCs e da recertificação/formação contínua dos profissionais. Esta última poderá ter impacto em termos de garantia da capacidade técnica de todos os prestadores. Por outro lado, tudo o que é obrigatório pode afastar as pessoas, sendo essa a razão pela qual alguns peritos defendem que as estratégias voluntárias são mais efectivas e fáceis de gerir. Como diz Boto, Costa e Lopes (2008), todas as iniciativas foram e são louváveis, tanto as voluntárias como as “impostas”, nomeadamente pelo facto de eventualmente poderem contribuir para uma melhoria dos cuidados prestados aos cidadãos.
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Catarina Alexandra Neves.pdf

Catarina Alexandra Neves.pdf

Bowling (1995) citado por Fleck et al (2003), tendo como propósito questionar os idosos acerca do que estes julgam ser importante na determinação da sua qualidade de vida, entrevistou um conjunto de sujeitos da comunidade, com idades distintas e com e sem doenças. Desta forma, verificou que, os idosos distinguiam-se das restantes faixas etárias pois atribuíam menor relevância às actividades laborais e maior importância à saúde que os jovens. Daí que estes considerem necessitar de maiores cuidados médicos na sua vida quotidiana. Para além disso, devido à maior longevidade das pessoas, há uma maior probabilidade de terem várias patologias associadas à incapacidade e dependência. Estas estão, frequentemente, associadas à existência de dor. Figueiró e Cosentino (2006) referem que, apesar de faltarem estudos mais consistentes acerca da dor nas pessoas idosas, a prevalência deste sintoma pode variar de 73% a 80%. E, obviamente, como evidenciado pelas respostas ao item Actualmente, uma dor física impede-o de fazer o que tem a fazer?, este sintoma afeta as tarefas da vida diária e, consequentemente, a qualidade de vida da pessoa.
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Tese final impressão Março 2016

Tese final impressão Março 2016

Num outro estudo português efetuado por Gomes et al. (2009), em que analisam o stresse ocupacional numa amostra de 286 enfermeiros de hospitais e centros de saúde portugueses, onde avaliaram as fontes de stresse, o burnout, os problemas de saúde física, a satisfação e a realização profissional, concluíram a existência de 30% de enfermeiros com experiências significativas de stresse e 15% com problemas de exaustão emocional. Neste estudo também se verificou que as análises de regressão múltipla revelaram maior capacidade preditiva das dimensões de stresse na exaustão emocional, na saúde física, na satisfação e na realização profissional. As análises comparativas evidenciaram maiores problemas de stresse e reações negativas ao trabalho nas mulheres, nos enfermeiros mais novos e com menor experiência, nos trabalhadores com contratos a prazo, nos profissionais que realizam trabalho por turnos e nos que trabalham mais horas. Este último aspeto (maior número de horas de trabalho por semana corresponde a níveis mais acentuados de exaustão emocional e despersonalização por parte dos enfermeiros) merece alguma preocupação já que atualmente os enfermeiros trabalham mais horas (40 horas semanais). Este aumento do número de horas de trabalho pode inclusive levar-nos a questionar sobre os efeitos na qualidade dos cuidados prestados.
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A reforma dos cuidados de saúde primários e o seu impacto na satisfação dos utentes

A reforma dos cuidados de saúde primários e o seu impacto na satisfação dos utentes

Em Portugal, como noutros países ocidentais, parte significativa do orçamento de estado é atribuída à Saúde. Devido à atual contingência económica, também este sector tem sofrido reduções sucessivas do seu financiamento. Vários estudos atestam que países com sistemas de saúde centrados nos cuidados de saúde primários apresentam maior eficiência, redução dos custos e melhoria na qualidade dos serviços prestados. Tendo em vista a melhoria destas dimensões, foi lançada em Portugal, no ano 2005, uma reforma que visava a reconfiguração dos centros de saúde e da forma como se prestavam os cuidados de saúde primários. Passados quase dez anos desde o início da reforma, é altura de fazer o seu balanço e perceber se as mudanças levadas a cabo satisfizeram os utentes portugueses.
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Saúde vocal e o impacto na qualidade de vida de estudantes universitários.

Saúde vocal e o impacto na qualidade de vida de estudantes universitários.

Objetivo: avaliar o impacto da voz na qualidade de vida e conhecer os cuidados pessoais relaciona- dos à saúde vocal entre estudantes universitários, e, relacionar qualidade de vida e cuidados vocais. Métodos: trata-se de um estudo transversal, com aplicação do protocolo Qualidade de Vida e Voz e um questionário para conhecer os cuidados relacionados à voz em 56 estudantes que participaram de uma intervenção educativa. Resultados: a média dos escores do protocolo foi de médio impacto para os domínios físico (72,45) e global (77,4), baixo impacto para o domínio socioemocional (85). Em relação aos cuidados com a saúde vocal, caracterizaram-se como saberes de senso comum, concentrados em ações da isiologia das pregas vocais. Não houve diferença estatística do impacto da voz na qualidade de vida entre os estudantes que lecionavam e aqueles que apenas estudavam. Conclusão: o estudo evidenciou que os estudantes não têm grandes problemas com o impacto da voz na sua qualidade de vida. O estudante durante a graduação não dispõe de conhecimentos sui- cientes em relação aos cuidados com a voz, o que torna fundamental abordar esse tema na formação proissional. Percebeu-se a necessidade de fomentar um processo de conscientização do autocui- dado e de relexões críticas acerca das condições laborais impostas ao professor.
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Artigo CISTI'2009   Sítios Web de Saúde

Artigo CISTI'2009 Sítios Web de Saúde

Os benefícios potenciais do uso da Internet são óbvios. Para os profissionais de saúde, a Internet pode ser uma valiosa ferramenta clínica, outro meio pelo qual podem trocar conteúdos com outros profissionais ou pacientes, e uma fonte de informação em constante crescimento [10]. A Internet pode facilitar o contacto, o fornecimento de cuidados de saúde e o apoio emocional aos pacientes e aos seus familiares e/ou amigos. O crescente acesso a conteúdos baseado na Web aumenta as preocupações sobre a qualidade de conteúdos que os consumidores estão a usar, e o impacto desses conteúdos [11]. Um estudo de 2001 da RAND para a California Healthcare Foundation, demonstrou que os conteúdos existentes nos Sítios Web de saúde estão frequentemente incompletos ou obsoletos [12]. Os conteúdos sobre saúde podem ser colocados na Web por qualquer pessoa com acesso à Internet e com interesse em fazê-lo. Muitas destas fontes são válidas e credíveis, outras podem ser bem-intencionadas, mas mal informadas. Em última análise, a qualidade dos conteúdos sobre saúde na Internet é extremamente variável e difícil de avaliar [4].
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Os cuidados continuados de saúde em Portugal: perspectiva internacional, experiência do paciente na transição e sobrecarga dos cuidadores informais

Os cuidados continuados de saúde em Portugal: perspectiva internacional, experiência do paciente na transição e sobrecarga dos cuidadores informais

Face às especificidades do modelo de CC português e da análise transnacional efetuada sugere-se que se continue a fomentar uma política de financiamento misto, público e privado, seguindo as recomendações da Comissão Europeia para os Estados-Membros. É também aconselhável um equilíbrio entre os quatro sectores com vista a assegurar a competitividade, inovação e sustentabilidade destes cuidados. Quanto à prestação de cuidados é desejável uma estratégia que promova a domiciliação dos cuidados (cuidados domiciliários formais), em vez de uma lógica de institucionalização dos pacientes (baseada na criação de “camas”) e por outro o incremento dos apoios aos cuidadores informais. Importa assim ao nível da coordenação dos CC desenvolver uma estratégia cada vez mais centrada no paciente visando a sua experiência contínua. A experiência do paciente é um indicador-chave na eficiência e eficácia destes cuidados, caracterizados pela fragmentação de serviços e onde o paciente é o único ator constante. O segundo estudo desta investigação, de caracter longitudinal, visa dar um contributo neste domínio do conhecimento. Acresce, ainda que a coordenação dos prestadores de cuidados deve ser mais ativa (não restrita aos relatórios de monitorização e sessões de divulgação) mas a título de exemplo, na criação de “espaços”/estratégias que fomentem a aprendizagem através da experiência, partilha e divulgação de boas práticas. É ainda, a necessária cooperação a nível das organizações prestadoras de CC com vista à criação de uma efetiva rede integrada de cuidados continuados, visando a redução da morosidade/atraso das altas hospitalares e respectiva referenciação para os cuidados continuados e a melhoria da qualidade, acessibilidade, equidade, eficiência e sua sustentabilidade. No acesso aos CC as ARS locais com os CSP, as unidades hospitalares e respectivas autarquias deverão definir, ainda que dentro do enquadramento legislativo, programas e medidas de ação adequadas e ajustadas a cada região.
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Redescobrindo a enfermagem de saúde mental

Redescobrindo a enfermagem de saúde mental

Embora o HD se encontre bem organizado e realize intervenções de enfermagem de âmbito especializado na área da saúde mental, com ganhos em saúde para os doentes que o frequentam, terá contudo que percorrer algum caminho para cumprir com o referencial de avaliação da idoneidade formativa dos contextos da prática clínica, que lhe traria um acréscimo de qualidade e segurança aos cuidados prestados, em especial as dimensões referentes aos Sistemas de Informação em Enfermagem e ao quadro de referência para o exercício profissional de enfermagem (Regulamento nº 167/2011 de 8 de março). A introdução do Sistema de Informação e a adoção da linguagem CIPE permitiria incorporar sistematicamente, entre outros dados, os diagnósticos, as intervenções de enfermagem e os resultados sensíveis a essas mesmas intervenções obtidas pelos utentes facilitando e explicitando o processo de tomada de decisão (Regulamento nº 167/2011 de 8 de março). Embora até seja um processo que esteja implementada no HDS em alguns serviços, o HD sempre foi preterido na sua introdução porque não existe um grande trabalho de parametrização nesta área. Por outro lado a definição clara de um quadro de referência para o exercício profissional de enfermagem reveste-se de alguma importância, uma vez que a equipa multiprofissional do serviço é constituída por diversos grupos profissionais. Este quadro concetual permitiria uma maior clarificação do que serão as intervenções autónomas e interdependentes, intervenções essas, enquadradas e desenvolvidas de acordo com os referenciais legais e técnicos e científicos a realizar pelo EESM, mas também a necessidade de definir intenções, metas e indicadores relativos aos diagnósticos e intervenções a realizar pelo EESM no HD com vista a aferir dos ganhos em saúde promovidos pela sua intervenção (Regulamento nº 167/2011 de 8 de março).
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Rev. LatinoAm. Enfermagem  vol.19 número2

Rev. LatinoAm. Enfermagem vol.19 número2

Cuidados paliativos constituem-se em uma modalidade de atenção à saúde que vem ao encontro dessa realidade, para minimizar o sofrimento causado pelas doenças e pelas intervenções tecnológicas. Para a Organização Mundial de Saúde, cuidados paliativos são medidas que aumentam a qualidade de vida de pacientes e seus familiares que enfrentam doença terminal, mediante a prevenção e alívio do sofrimento, por meio de identiicação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e de outros problemas físicos, psicossociais e espirituais (2) .

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