Redes de sociabilidade

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Produção cultural e redes de sociabilidade no currículo e no cotidiano escolar.

Produção cultural e redes de sociabilidade no currículo e no cotidiano escolar.

Tem-se, porém, que considerar que esse processo é resultante de uma rede intrincada de relações (redes de sociabilidade). A análise mostra que a relação (sempre social) determina seus termos, e não o inverso, e que cada individualidade é o lugar onde atua uma pluralidade incoerente (e muitas vezes contraditória) de suas determi- nações relacionais. Nessas determinações relacionais se incluem as combinatórias de operações entre consumidores e usuários, fundadas no status da relação reprodução- -dominação e/ou no estatuto de sujeitos (individuais ou coletivos) dominados, mas não necessariamente passivos ou dóceis. Por exemplo, assim como as imagens difundidas pela televisão e o tempo gasto junto ao televisor só adquirem concretude se comple- tados pelo estudo daquilo que o consumidor cultural “fabrica” durante essas horas e com essas imagens, do mesmo modo as ações dos professores aos quais alunos estão submetidos durante horas, diariamente, pressupõem o exame dos seus efeitos sobre os alunos como “consumidores ou usuários”, tais como: passividade, interesse/desinteresse, violência, evasão, aprendizagem etc. Tem-se ainda que considerar que a pluralidade, aparentemente incoerente das relações, aponta a necessidade de o trabalho educativo considerar a singularidade pessoal/grupal como uma unidade na multiplicidade, pois, como foi visto, a instauração dos espaços e dos tempos escolares se faz tomando-se por base o lugar singular que deve abrir-se para a produção de redes relacionais.
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Formação educacional e redes de sociabilidade intelectual de Eudésia Vieira na Paraíba (Século XX)

Formação educacional e redes de sociabilidade intelectual de Eudésia Vieira na Paraíba (Século XX)

A participação de Eudésia Vieira no cenário político e cultural do estado da Paraíba, nas primeiras décadas de século XX, foi intensa e multifacetada. A personagem foi professora, escritora, médica, historiadora e jornalista. Este texto tem como objetivo tecer os fios da sua formação educacional e mapear suas redes de sociabilidade intelectual. Contudo, tal decisão não tem o efeito de meticulosamente desmembrar o sujeito da sua experiência total. As diversas faces de Eudésia Vieira interagem entre si e, na em medida em que essas intersecções forem aparecendo, recorreremos às outras dimensões da sua vida, buscando coser essas ligações (BOURDIEU, 1998).
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Redes de Sociabilidade no Residencial Viver Melhor - Manaus/AM

Redes de Sociabilidade no Residencial Viver Melhor - Manaus/AM

A pesquisa etnográfica teve por objeti- vo identificar as redes de sociabilidade no Residencial Viver Melhor, conjunto residencial construído pelo Governo do Estado do Amazonas na região da Zona Norte de Manaus, nos anos de 2007 a 2009, com recursos da Caixa Econômica Federal e do Governo do Estado. A construção desse conjunto faz parte das grandes transformações ocorridas nas últimas décadas na área urbana de Manaus, direcionadas para ações de saneamento e reorganização de inúmeros bairros da cidade, retiran- do as populações que vivem nas áreas próximo do rio e igarapés. O Residencial Viver Melhor está lo- calizado na periferia urbana de Ma- naus e foi construído para atender as populações removidas do local aonde moravam, por vezes de um lugar im- próprio para moradia, embora antes vivessem perto do centro da cidade, era em áreas sujeitas a alagação peri- ódicas. Estes moradores que viviam em áreas de risco de inundação foram deslocados compulsivamente para outras áreas da cidade, distantes do seu círculo de amizade construídas às longas décadas. O motivo da minha pesquisa com esses moradores foi por entender que essa mudança tem grande significado para a sociologia urbana. Considerei a seguinte proble- mática: Como as famílias relacionam- -se entre si no novo ambiente? Como percebem sua sociabilidade no novo espaço social urbano? Como conse- guiram adaptar-se no ambiente dife- rente da sua origem?
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Estudantes moçambicanos em Belo Horizonte: uma discussão sobre a construção identitária e de redes de sociabilidade

Estudantes moçambicanos em Belo Horizonte: uma discussão sobre a construção identitária e de redes de sociabilidade

Lembrando Magnani (2009), além de aparecerem como um recorte obrigatório ao se pesquisar as diferentes formas de lazer na cidade, o estudo das festas “constitui sempre uma via de acesso privilegiada para o entendimento das regras que estão na base de redes de sociabilidade” (MAGNANI, 2009, p. 139). Diferentemente dos churrascos que eram de organização fácil e rápida, além de serem mais restritos aos moçambicanos, as festas eram organizadas com antecedência, de uma maneira mais elaborada e abarcavam um público mais amplo, além dos convidados se vestirem mais pomposamente ao trajarem ternos ou trajes africanos, ainda que se pudesse notar jovens com camisetas com o nome ou alguma figura importante do seu país, como Samora Machel ou Amilcar Cabral, além de camisetas com cores associadas ao reggae. Do mesmo modo em quem as festas organizadas por moçambicanos se notava uma presença constante de estudantes angolanos, cabo-verdianos ou guinenses, o mesmo acontecia quando estes últimos organizavam as suas festas: os moçambicanos faziam questão de marcar a sua presença.
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Redes sociais, redes de sociabilidade.

Redes sociais, redes de sociabilidade.

A partir do conceito simmeliano de sociabili- dade podem ser elencadas algumas características que permitem elucidar a peculiaridade desse modo de relação social para, então, estimar as novas con- figurações manifestas pela sociabilidade em rede. Para Simmel, a sociabilidade exprime a própria formação de sociedade como um valor, sendo seu exercício caracterizado basicamente “por um senti- mento, entre seus membros, de estarem sociados, e pela satisfação derivada disso” (Simmel, 1983, p. 168). Ele argumenta que “o ‘impulso de sociabi- lidade’ extrai das realidades da vida social o puro processo da sociação como um valor apreciado, e através disso constitui a sociabilidade no sentido estrito da palavra”. Nesses termos “é compreensível que a pura forma, por assim dizer, a inter-relação interativa, suspensa, dos indivíduos seja enfatizada de maneira mais vigorosa e efetiva” (Idem, p. 169). É uma interação suspensa diante das outras, na medida em que dispensa qualquer motivação que não o associar-se como tal. Nada se espera além do exercício sociável de estar junto com os outros e das satisfações que são provenientes disso. A con- fecção de vínculos sociais ergue-se, portanto, sobre os propósitos subjetivos e/ou objetivos que lhe se- jam alheios, promovendo formas muito próprias de ação recíproca, distintas, por exemplo, das formas que assumem os contornos de interações econômi- cas ou políticas. Daí uma série de características que trazem especificidade a esse tipo de relação social.
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Ciência, caridade e redes de sociabilidade: o Hospício de Pedro II em outras perspectivas.

Ciência, caridade e redes de sociabilidade: o Hospício de Pedro II em outras perspectivas.

Ainda com o objetivo de ampliar os sentidos da indigência e da pobreza, é importante destacar a instabilidade social daquele momento histórico. Sem nenhum tipo de seguridade social por parte do Estado, as redes sociais eram fundamentais para definir a trajetória de famílias que poderiam sofrer um forte declínio financeiro diante de circunstâncias como o adoecimento de um de seus membros. Essa característica se evidencia em casos de transferência para classes inferiores, ou mesmo para a passagem à categoria de indigentes, e em transferências de casas particulares para o hospício. Algumas famílias buscaram o tratamento em determinada classe ou em instituições nas quais seus filhos não precisassem conviver com “indigentes”. No entanto, diante do esgotamento do capital e de uma situação financeira precária, era preciso transferi-los para o Hospício de Pedro II ou, no caso dos que já estavam lá, rebaixá-los para uma classe que oferecesse menor custo.
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Redes de sociabilidade: construções a partir do serviço residencial terapêutico.

Redes de sociabilidade: construções a partir do serviço residencial terapêutico.

da doença mental, a qual durante o período da internação, todas as pessoas são objetivadas: não importa sua cultura, sua história, seu sofrimen- to, são formas institucionais de lidar com o su- jeito, onde se constrói uma série de pré-concei- tos, fundados em noção de periculosidade, irre- cuperabilidade, incompreensibilidade da doença mental. A inércia, a estereotipia, as formas de alienação, a perda do poder de contratualidade, da sociabilidade, enfim de tudo o que ocorreu em função da institucionalização passa a ser en- tendida como sintomas próprios do sujeito e de sua doença.
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De associações às redes de sociabilidade: análise de resultados de pesquisa em assentamentos de reforma agrária

De associações às redes de sociabilidade: análise de resultados de pesquisa em assentamentos de reforma agrária

Destacamos que tal evento foi importante por dois motivos, o primeiro, por colocar o Bela Vista não mais como lugar de pouca visibilidade ou como chamados por algumas pessoas de "favela rural". Quebra-se esta visão e ainda coloca-se o assentamento num circuito de possibilidades turísticas voltas à valorização do patrimônio material histórico e cultural. O segundo ponto importante é que o grupo envolveu com tais iniciativas outras pessoas do assentamento. Neste dia, muitos se juntaram em mutirão, para limpar e consertar o sino da Igreja que há muito tempo não tocava e para fazer o almoço para os convidados. Explicações que sinalizam o despertar para uma nova sociabilidade no assentamento, recriando espaços anteriormente perdidos. É o refazer das memórias anteriormente esfaceladas com a dureza das relações materiais, com o peso indigesto dos conflitos e confrontos.
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Fanfictions como redes de sociabilidade: afeto, mídia e futebol em histórias inspiradas no jogador David Luiz

Fanfictions como redes de sociabilidade: afeto, mídia e futebol em histórias inspiradas no jogador David Luiz

O destaque para a ação em conjunto com o propósito de criar ou modificar algo nos lembra o conceito de inteligência coletiva que, segundo os autores, vem se tornando mais complexo diante das novas formas de mobilização com as tecnologias móveis. De acordo com Jenkins (2009), o consumo se tornou uma ação coletiva e é nesse aspecto que ele entende a inteligência coletiva, uma vez que nenhum de nós consegue dar conta de todo conhecimento do mundo, mas temos a possibilidade de unirmos nossas forças e habilidades. De acordo com Lemos e Lévy (2004), vivemos em um emaranhado de mensagens e significações em transformação permanente. Isso explicaria a adesão também crescente a sites sociais como Facebook, MySpace, Twitter etc., onde as pessoas exercem funções pós- midiáticas de coleta, formatação e difusão de informações, o que acontece também nos sites de compartilhamento de fanfictions ou de outras produções de fãs. Segundo os autores, o desenvolvimento de redes sociais online pode ser considerado um dos maiores acontecimentos dos últimos anos, podendo ser visto como uma nova maneira de “fazer sociedade” (LEMOS; LÉVY, 2010, p. 101).
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Os simulacros da Deusa Ana: as ambigüidades no padrão anoréxico e a construção de redes de sociabilidade adolescente via internet

Os simulacros da Deusa Ana: as ambigüidades no padrão anoréxico e a construção de redes de sociabilidade adolescente via internet

É exatamente essa possibilidade de estar “on line” em interação constante , oferecido pelo mundo virtual, um dos pontos chaves para compreendermos, a rede de reciprocidade nos sites “Pró-Ana”. Muitas vezes, é na internet que as adeptas da Deusa “Ana” se sentem à vontade para discutirem o seu lugar no mundo e incentivarem reciprocamente o “distúrbio”, que experimentam em seus corpos. Na família e no grupo de amigos essas jovens não encontram o apoio que desejam / esperam / procuram. Essa situação fica bem explícita na declaração de uma adolescente, em que no vínculo com os amigos, a família aparece para algumas como figuras de afeto: "sou muito feliz com a minha família". Mas é o grupo de amigos que se revela como vínculo significativo pela freqüência com que aparece nos sites: "gosto de fazer tudo sair, bate–papo, dançar,ir ao cinema com os amigos. Essas relações acabam distanciando os familiares das angústias e problemas vivenciados pelas adolescentes. Não raro, os pais só vem a saber, que a filha sofre de algum distúrbio alimentar, quando a mesma precisa ser hospitalizada. O relato de um pai resume o drama experimentado pela jovem a recusa por interlocutores familiares e a preferência por redes de solidariedade tecidas no mundo virtual:
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O SÍTIO MORRO DA SAUDADE: PRÁTICAS DE ARRENDAMENTO E REDES DE SOCIABILIDADE NA FREGUESIA DE MARAPICU NA SEGUNDA METADE DO OITOCENTOS

O SÍTIO MORRO DA SAUDADE: PRÁTICAS DE ARRENDAMENTO E REDES DE SOCIABILIDADE NA FREGUESIA DE MARAPICU NA SEGUNDA METADE DO OITOCENTOS

Recôncavo: Revista de História da UNIABEU Volume 4 Número 6 janeiro - junho de 2014 O inventário 2 de Bento Antônio da Silva Chaves indica que, em 1870, o lavrador er[r]

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Casamentos, trajetórias amorosas e redes de sociabilidade de cearenses em Belém

Casamentos, trajetórias amorosas e redes de sociabilidade de cearenses em Belém

O acompanhamento destes migrantes nordestinos nos registros de casamento das paróquias, permite estabelecer um paralelo muito próximo entre os períodos de deslocamento mais intensos, ger[r]

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Estudantes e amigos: trajetórias de classe e redes de sociabilidade

Estudantes e amigos: trajetórias de classe e redes de sociabilidade

Deste modo, é conveniente discutir a dois níveis a não correlação obser- vada. Num plano mais geral, poder-se-ia argumentar com os efeitos de homo- geneização produzidos pela frequência [r]

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Instâncias formativas, modos e condições de participação nas culturas do escrito: o caso de João Gumes (Caetité-BA, 1897-1928)

Instâncias formativas, modos e condições de participação nas culturas do escrito: o caso de João Gumes (Caetité-BA, 1897-1928)

Prosseguindo o mapeamento da atividade leitora de Gumes, poderíamos proceder a uma investigação na própria biblioteca do sujeito para saber que livros lia, quais os gêneros literários que se faziam presentes, autores mais lidos, entre outros aspectos. Porém, a biblioteca que pertenceu a João Gumes acabou sendo desfeita após o seu falecimento, em 1930. A ação de distribuir entre os herdeiros o acervo bibliográfico de um sujeito, após a sua morte, costuma ser comum; “o esfacelamento do acervo é um problema com o qual o pesquisador tem de lidar quando estuda as bibliotecas pessoais ” (GALVÃO; OLIVEIRA, 2007, p.101), fato que dificulta, em parte, o desenvolvimento do estudo, impedindo ou restringindo o acesso a determinadas informações. Acreditamos que os livros que pertenceram a João Gumes tiveram esse destino, foram divididos entre os filhos, segundo a área de interesse de cada um. Deve-se ficar alerta também para o fato de que “nem sempre a posse de um livro implica sua leitura e o número de livros efetivamente lidos por alguém pode ultrapassar aqueles que constam em sua biblioteca (na medida em que podem ser tomados de empréstimo)” (GALVÃO, 2009, p.3). Essa é, também, uma hipótese plausível que se pode aplicar a João Gumes na medida em que havia uma circulação de livros na cidade que podia ser alimentada pelas redes de sociabilidade às quais os sujeitos estavam ligados. No caso de Gumes, as leituras por meio de empréstimos parecem ter sido uma prática comum, que justifica, por exemplo, ter sido encontrado, juntamente com o acervo do Centro Espírita, o livro As raças humanas, de Louis Figuier, que pertencia à biblioteca da Escola Normal 120 . A presença desse livro pertencente a outro espaço de leitura leva a pensar que alguém o tomou de empréstimo, possivelmente João Gumes, já que ele tinha um contato intenso com o acervo da Escola Normal. Esse fato reforça a ideia da circulação dos materiais de leitura em Caetité por meio de uma rede que mantinha as trocas e empréstimos de livros entre os usuários e os proprietários de bibliotecas. Do acervo que pertenceu a João Gumes tivemos acesso a uns poucos exemplares, principalmente da área do Direito e da doutrina espírita.
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO – PUCSP PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS-GRADUADOS EM PSICOLOGIA SOCIAL REDES E POLÍTICAS PÚBLICAS: TECENDO UMA

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO – PUCSP PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS-GRADUADOS EM PSICOLOGIA SOCIAL REDES E POLÍTICAS PÚBLICAS: TECENDO UMA

A segunda imagem será nomeada como redes de sociabilidade, que representam os laços que irrompem da vida em sociedade; diz respeito à civilidade e ao que se passa entre as pessoas. Suas referências são mais abrangentes em relação às redes topológicas, por funcionarem como irradiações em fluxos, aqui, praticamente invisíveis; não estão em oposição à primeira imagem. Suas propriedades são afetivas e prescindem do ser humano em sua corporalidade e dos instrumentos, da linguagem e das condições que este construiu na história, o que lhes confere uma dimensão de sociabilidade híbrida. Podem ser fomentadas, são experimentadas através do fluir de sentimentos, sendo que os espaços de encontro facilitam este fluir, que corresponde ao emocionar. Podem ser mencionadas como registros, mas referem-se especialmente a vivências cotidianas de interações, como por exemplo, o que se produz neste sentido, na sala de aula, nas atividades como participantes de oficinas, ou no atendimento na unidade básica de saúde. Nesta imagem, a posição de observador exprime como se sente, o que e quem compõe seus vínculos e suas referências mais próximas.
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Da necessidade de um Dicionário Crítico do Tempo de D. Miguel (1828-1834)

Da necessidade de um Dicionário Crítico do Tempo de D. Miguel (1828-1834)

b) Fornecer visões de conjunto sobre áreas e temas da contra-revolução portuguesa: sublevações, conspirações, levantamentos militares, redes de sociabilidade, autores, diplomacia, go[r]

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Machado Assis Linha  vol.7 número13

Machado Assis Linha vol.7 número13

Deste modo, a crítica literária de Sílvio Romero sobre a obra de Machado de Assis nos permite tanto lançar luz às redes de sociabilidade artística/intelectual no Brasil do [r]

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Helena Antipoff, o Teatro de Bonecos e a Sociedade  Pestalozzi do Brasil

Helena Antipoff, o Teatro de Bonecos e a Sociedade Pestalozzi do Brasil

A partir da trajetória e das redes de sociabilidade de Helena Antipoff, podemos tecer a ideia de que os primeiros cursos de teatro de bonecos do Brasil possuíam, portanto, forte relação com a psico- logia da educação e os conceitos da moderna pedagogia vinculada ao escolanovismo. Com base na proposição de que a inteligência infantil possui uma estreita ligação com a cultura, a instrução e a sociedade, é possível afirmar que Helena Antipoff pretendia incre- mentar as atividades práticas das crianças brasileiras por meio da arte do teatro de bonecos, oferecendo, assim, mais oportunidades para que tal público desenvolvesse suas habilidades e seu raciocínio. Regina Helena de Freitas Campos afirma que, a partir de pesquisa promovida com as crianças mineiras na década de 1930, Helena Antipoff concluiu que os interesses e ideais destas eram mais limitados do que aqueles de crianças de outros países, devido às condições sociais das primeiras e às horas diárias que eram dedicadas à escola. Antipoff sugeriu, então, que as escolas oferecessem, nos feriados, atividades extraescolares aos alunos a fim de enriquecer a sua cultura, como dramatização, trabalhos manuais, leitura de livros infantis, jardinagem etc. (CAMPOS, 2010, p. 46)
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Classes sociais na Europa

Classes sociais na Europa

Costa, António Firmino da, Fernando Luís Machado e João Ferreira de Almeida (1990), “Estudantes e amigos: trajectórias de classe e redes de sociabilidade”, Análise Social, 105/106.. Ede[r]

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Carnaval carioca e seu universo

Carnaval carioca e seu universo

Então, em vez de mergulhar em uma escola de samba mirim e suas redes de sociabilidade e perceber os conflitos internos e as negociações que ela precisa fazer para construir seu desfile composto apenas de crianças e adolescentes (o que também teria sido rico como trabalho etnográfico), acompanhar a AESM-Rio proporcionava uma visão mais ampla: 1) das políticas sociais e projetos de responsabilidade social com foco na juventude; 2) da dinâmica de negociação com o governo municipal; e 3) do diálogo com as escolas de samba mirins localizadas no subúrbio. Como regra, cada escola, naquele momento, precisava desfilar com um número de mil a mil e quinhentos componentes, de 6 a 18 anos, obrigatoriamente matriculados em escolas, tanto da rede pública quanto privada. Estar na escola era um pré-requisito para fazer parte do desfile, assim como dos projetos, que atendiam, ao longo do ano, um número significativamente menor de crianças e jovens em suas quadras. Ou seja, havia um conjunto menor de crianças e jovens atendidos pelos projetos financiados pela Prefeitura do Rio de Janeiro (e parceiros, em outros casos) e um grupo maior de crianças e jovens que desfilavam efetivamente no carnaval.
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