Sistema brasileiro de televisão digital

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Democracia técnica e lógicas de ação: uma análise sociotécnica da controvérsia em torno da definição do Sistema Brasileiro de Televisão Digital - SBTVD.

Democracia técnica e lógicas de ação: uma análise sociotécnica da controvérsia em torno da definição do Sistema Brasileiro de Televisão Digital - SBTVD.

Por diferentes lógicas de ação entendemos as distintas orientações que motivam as ações dos atores em contextos decisórios, no que nos inte- ressa mais de perto, em uma controvérsia, os quais se vinculam ao proje- to em questão por um regime de engajamento. Essas lógicas de ação, as quais se relacionam diretamente com regimes de engajamento dos atores, podem ser do tipo cívicas, quando relacionadas aos interesses da coleti- vidade; empresarial e industrial, quando voltadas para a eficiência e pro- fissionalismo; opinativa, quando prevalece a divulgação de ideias próprias. A tipologia da diversidade de lógicas de ação aqui utilizada baseia-se nos conceitos de mundos sociais ou cités de Boltanski e Thévenot (1991). Cada um desses mundos seria regido por diferentes orientações. Nesse sentido, as ações dos atores em cada um desses mundos ou cités são orientadas por princípios comuns. Essas ações podem ser tanto de natureza sistêmica (lógicas do mercado), como de caráter público (lógicas cívicas). A partir da contribuição desses autores, procurar-se-á aqui fazer uma correspon- dência entre Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) como rede so- ciotécnica que reúne diversas lógicas de ação. O SBTVD seria, assim, um mundo sociotécnico singular coabitado por diferentes lógicas de ação.
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Segurança para o sistema brasileiro de televisão digital: contribuições à proteção...

Segurança para o sistema brasileiro de televisão digital: contribuições à proteção...

O sistema de televisão é considerado o principal meio de comunicação e entretenimento no Brasil. Com o início das transmissões do sistema de televisão digital brasileiro no final de 2007, os principais impactos da digitalização do sistema de TV são: a alta definição de imagens e som, a mobilidade e a portabilidade. Com o tempo, outras funcionalidades serão incorporadas: a multiprogramação (mais de um programa no mesmo canal) e a interatividade. E é a partir da TV interativa que passa a ser possível o oferecimento de serviços para a população. Este trabalho tem como objetivo sistematizar as questões relacionadas com segurança no âmbito da televisão digital terrestre, além de propor e avaliar contribuições para uma arquitetura de segurança considerando o cenário expandido da televisão digital brasileira; especialmente no que tange a proteção de direitos autorais em TV aberta e a autenticação de aplicativos e serviços para TV interativa. A pesquisa realizada considera a realidade brasileira, suas necessidades específicas e as tecnologias disponíveis mais adequadas a elas, viabilizando o uso de serviços com alto valor agregado. Para atingir estes objetivos, foi realizado um amplo levantamento de tecnologias e sistemas existentes relacionados com o tema de segurança em TV digital. Com base neste levantamento, o trabalho apresenta uma sistematização da segurança para a televisão digital terrestre e aberta no Brasil na qual são identificados casos de uso e requisitos. É proposto o SPDA-BR, um sistema de proteção de direitos autorais adequado ao parque de televisores nacional e com menor impacto no custo de receptores; é proposto também o AUTV, um mecanismo de autenticação de aplicativos flexível (que possa ser utilizada para atualização de software, instalação de drivers, aplicativos interativos), compatível com padrões abertos e com a ICP Brasil. Esta dissertação forneceu subsídios para a escrita da norma de segurança para o Sistema Brasileiro de Televisão Digital, gerou publicações de artigos científicos e técnicos, e a comprovação de viabilidade, tanto do SPDA-BR como do AUTV, através de simulações e prova de conceito, respectivamente.
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Documentários e redes sociais na televisão digital

Documentários e redes sociais na televisão digital

Os primeiros estudos já apontavam a preferência pelo modelo japonês de televisão digital terrestre, mas a escolha foi adiada três vezes de setembro de 2000 a julho de 2002. Ainda em 2002, a China apresentou uma proposta ao Brasil para desenvolvimento de um modelo alternativo aos já existentes, mas o governo nacional recusou trabalhar em conjunto com os chineses. Com as eleições presidenciais do mesmo ano, houve uma reviravolta, que tirou a Anatel do centro do processo e passou-se então à proposição de um sistema local, o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) sob gerência do Ministério das Comunicações. O “I Workshop Técnico sobre o Projeto do Sistema Brasileiro de Televisão Digital” foi realizado em agosto de 2003, na Unicamp. No encontro foram organizados grupos de trabalho que teriam o andamento de seus projetos acompanhado pelo CPqD, com um orçamento inicial de R$80 milhões nos primeiros 48 meses. O período seria destinado ao estudo da escolha do modelo, padrão, modo de exploração do serviço e tempo de transição para o digital. Os fatores que motivaram o desenvolvimento de um sistema local foram: democratização do acesso à informação (ao trazer a internet para a televisão, é possível democratizar o acesso, pois é muito maior o número de pessoas que possuem televisores em casa do que daquelas que possuem computadores); criação de novos serviços, aplicações e interatividade; multiprogramação; e aproveitamento do parque de televisores distribuídos no país (com a instalação de set-top-boxes).
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Educação para saúde sob a ótica da televisão digital e sua interatividade

Educação para saúde sob a ótica da televisão digital e sua interatividade

Por um lado, acredita-se que os meios de comunicação em geral e, a Televisão Digital em especial, tem princípios que norteiam sua concessão e posterior criação e instalação a necessidade de inserir na sua grade de programação, atividades educativas e culturais, ligadas diretamente ao desenvolvimento de comunidades a serem atendidas. Portanto, a geração de conteúdos ligados à saúde pública, não só atenderá a demanda da comunidade, mas principalmente a um dos pilares básicos da implantação de empresas de comunicação, principalmente em países como o Brasil, principalmente porque a televisão é um dos meios de comunicação mais utilizados pelos brasileiros. Neste momento quando se instala e difunde novos canais digitais pelo país, a Televisão Digital Interativa (TDI) exige orientações sobre saúde pública através de programas ou campanhas educativas tornando-se uma área de fundamental importância nas grades de programação das novas emissoras, principalmente se considerarmos a política governamental do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T) e as novas regras a serem apresentadas para a obtenção de canais de TV Digitais neste novo contexto, que possibilitará, sem dúvida, o intercâmbio de informações necessárias para o desenvolvimento cultural das comunidades brasileiras.
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Televisão digital móvel e portátil

Televisão digital móvel e portátil

3 Os televisores com função de TV digital representam 2,75% das vendas totais, apesar do preço médio ser 197% superior à média. Pesquisa realizada pela empresa Nielsen, com dados de 2010 e divulgada em fevereiro de 2011. 4 O decreto n 5.820, de 2006, que dispõe sobre a implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre - SBTVD - não inclui a multiprogramação no escopo deste novo sistema, mas a Norma n1, de 2009, regulamenta a operação compartilhada dos canais a serem utilizados pela União. “A multiprogramação somente poderá ser realizada nos canais a que se refere o art. 12 do Decreto no 5.820, de 29 de junho de 2006, consignados a órgãos e entidades integrantes dos poderes da União”.
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Televisão Digital: novos meios, novas narrativas

Televisão Digital: novos meios, novas narrativas

O assunto começou a ser discutido ainda no governo Fernando Collor (1990-92), mas foi com o Decreto nº 4.901, assinado em 2003 pelo então Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que foi instituído o Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTV-T). O sistema objetiva a geração de tecnologias nacionais e a promoção da inclusão digital, entre outros. Posteriormente, em 2006, assina o Decreto nº 5.820, criando o Fórum do SBTVD- T, normatizando e padronizando o desenvolvimento do sistema. Esse decreto estabelece o ano de 2013 como o prazo para a cobertura digital em todo país, e o ano de 2016 a data limite para o término das transmissões analógicas. Prevê, ainda, que no final desse prazo cerca de 90% da população tenham acesso ao sinal digital em todo o território nacional.
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Conteúdo educativo para a televisão digital interativa

Conteúdo educativo para a televisão digital interativa

Havia muitas questões a serem consideradas na escolha do padrão e de suas características, Segundo o Decreto nº 4901/03, o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) deveria, entre outras funções, proporcionar a criação de uma rede universal de educação a distância; estimular a pesquisa e o desenvolvimento na área; planejar o processo de transição da analógica para a digital de forma a garantir a adesão gradual do sistema; estabelecer modelos de negócios; aperfeiçoar o uso do espectro de radiofrequências; contemplar mobilidade e portabilidade; permitir interatividade e robustez no sinal; além de apresentar baixo custo de equipamento ao consumidor final e gratuidade da programação via sinal aberto terrestre.
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O tempo como notícia e serviço na televisão digital: proposta de produto para televisão universitária UNESP - HD

O tempo como notícia e serviço na televisão digital: proposta de produto para televisão universitária UNESP - HD

A partir de estudos sobre como a temática da meteorologia é tratada pelas emissoras de televisão no Brasil e no mundo, esta pesquisa gera uma proposta de produto, o programa “De Olho no Tempo”, com indicações de como as notícias relativas ao tempo poderão ser divulgadas pela TV UNESP HD, emissora educativa e pública, da Universidade Estadual Paulista – UNESP que irá gerar conteúdos para noventa e três cidades do centro do Estado de São Paulo através da Rede Cultura de Televisão. A TV UNESP HD permitirá o uso de novas interfaces de interação com o público. A pesquisa ocorre em plena fase de implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T) e, neste contexto, visa contribuir para a geração de conhecimentos para o telejornalismo brasileiro em meio às novas tecnologias de informação e comunicação que aos poucos ganham visibilidade social e investimento das empresas de comunicação.
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Explorando a interatividade local em TV digital: uma metodologia para vídeo institucional de uma escola de nível técnico

Explorando a interatividade local em TV digital: uma metodologia para vídeo institucional de uma escola de nível técnico

Esta pesquisa, como um trabalho de dissertação de mestrado para a obtenção do título de mestre em Televisão Digital, tem por objetivo o desenvolvimento de uma aplicação baseada no modelo de referência do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), para interação com conteúdo digital adicional (interatividade local), utilizando o controle remoto padrão. Este trabalho é produto de uma pesquisa que contém, em sua fundamentação teórica, informações sobre o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (Modelo de Referência), estrutura tecnológica, a Unidade Receptora e Decodificadora (URD), a usabilidade e o canal de retorno, destacando a interatividade, suas formas e níveis de interação. Na realização deste trabalho, desenvolve-se um vídeo institucional de uma escola técnica de nível médio do município de Cabrália Paulista - SP, e uma aplicação com interatividade local, contendo informações sobre os cursos. Os resultados obtidos, em decorrência do desenvolvimento desta aplicação, vêm ratificar a possibilidade de interatividade local segundo o padrão do Sistema Brasileiro de Televisão Digital, através do conteúdo adicional enviado em conjunto à programação.
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THE USE OF THE DIGITAL TELEVISION IN THE EDUCATIVE CONTEXT

THE USE OF THE DIGITAL TELEVISION IN THE EDUCATIVE CONTEXT

O artigo apresenta uma reflexão sobre a utilização cultural e educativa de um sistema digital de televisão como forma de promover o acesso à informação para a construção e transformação do conhecimento. Aborda as potenciais formas de uso dos recursos da televisão digital no contexto educativo, num momento que antecede à escolha do modelo tecnológico de referência para o país. Apresenta os padrões existentes e o movimento governamental na escolha do sistema brasileiro. A partir da pesquisa documental, o artigo reúne informações sobre as aplicações da televisão digital nesse contexto: a migração das emissoras para o novo sistema; o uso como repositório de programas culturais e educativos; a implementação de uma rede de intercâmbio baseada no suporte digital; além do protótipo de uso da TV Escola Digital Interativa, a proposta do SAPSA - Serviço de Apoio ao Professor em Sala de Aula e a possibilidade do documentário digital interativo enquanto exemplo de conteúdo educativo, pela apropriação dos recursos.
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Televisão digital terrestre na agenda do MERCOSUL

Televisão digital terrestre na agenda do MERCOSUL

O acordo para adoção sistema de televisão digital nipo-brasileiro foi oficializado na reunião extra- ordinária da cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em agosto de 2009, na cidade de Bariloche. A Argentina passou a ser o segundo país a adotar o padrão nipo-brasileiro, depois do Peru. Costa (Portal das Comunica- ções, 2009) vê a adesão argentina como sinal positivo para a região do Cone Sul ao ressaltar que a construção de um modelo comum de televisão digital promove uma parceria comercial e tecnológica que beneficia os parques indus- triais e a população dos países la- tino-americanos e reforça os laços culturais com a possibilidade de intercâmbio de produtos audiovi- suais ao ter o acesso ao que há de mais moderno em televisão aberta no mundo.
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Sintonizador-demodulador para o sistema brasileiro de TV digital

Sintonizador-demodulador para o sistema brasileiro de TV digital

No dia 3 de abril de 2003 o então Ministro das Comunicações, Miro Teixeira, encaminhou ao presidente da república a exposição de motivos MC00034EM (MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES, 2003), propondo diretrizes para a escolha do sistema. No dia 6 de junho de 2003 ocorre a primeira reunião conjunta com a presença de diversos representantes das universidades USP 17 (LSI 18 , LARC 19 e EF 20 ), UNICAMP 21 , PUC-RS 22 , UFPB 23 e UNISINOS 24 , da Sociedade de Engenharia de Televisão, SET, do Pólo Tecnológico de Porto Alegre e do Ministério das Comunicações, com o objetivo de encaminhar ao governo uma proposta de consórcio entre as instituições para a escolha do sistema de TV digital para o Brasil. No dia 8 de agosto ocorre a primeira reunião técnica na UNICAMP com a presença de diversos representantes de universidades, centros de pesquisa e desenvolvimento, sociedades afins, e ministérios do governo, com o objetivo de se organizar um grande consórcio nacional para o desenvolvimento de um sistema brasileiro de TV digital. Todo este movimento culmina com o Decreto Presidencial N o 4901 de 26 de novembro de 2003 (PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, 2003) instituindo o Sistema Brasileiro de TV Digital - SBTVD e dando outras providências, dentre elas uma de importante destaque que foi a indicação do FUNTTEL 25 como financiador dos projetos do SBTVD com o objetivo de estabelecer uma rede de competências nacional, promovendo a integração dos centros de pesquisa brasileiros para apresentar uma solução técnica inovadora, mantendo e aproveitando a compatibilidade com elementos já padronizados no mercado mundial de TV digital.
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Televisão digital e saúde: proposta para a produção de conteúdos

Televisão digital e saúde: proposta para a produção de conteúdos

A implantação da televisão digital no Brasil, ou seja, a transição do sistema de transmissão analógico para o digital promove mudanças que não se restringem à tecnologia. Interferem também no modo de produzir conteúdos audiovisuais. O objetivo desta pesquisa é apresentar uma estrutura para a produção de conteúdos de saúde que leve em consideração a convergência com plataformas digitais, internet e celulares, e a possibilidade de participação do telespectador por meio de recursos interativos. A temática saúde foi escolhida após a constatação, por meio de bibliografia específica, de que, apesar de ser a principal fonte de informação do brasileiro, a televisão ainda não prioriza a divulgação de hábitos e práticas saudáveis que, de fato, contribuam com a promoção da saúde dos cidadãos. Para cumprir o objetivo estabelecido, foi definido um percurso metodológico em três etapas. A primeira é a pesquisa bibliográfica, com base em conceitos-chave elencados para dar suporte à criação da estrutura proposta. São eles: comunicação e saúde, televisão digital, interatividade e produção de conteúdo. A segunda etapa é a criação da estrutura com base no referencial teórico. Para representá-la graficamente, utiliza-se mapas conceituais, produzidos a partir do software CmapTools. A última etapa é a de avaliação da estrutura. Toma-se como base a metodologia de Avaliação Qualitativa de Patton (2002).
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Nelson De Luca Pretto

Nelson De Luca Pretto

Sabemos que o sistema público de ensino superior possui inúmeros problemas que precisam ser atacados. Mesmo com todas as dificuldades, ainda encontramos espaço para fortalecer a idéia de que é função da universidade pensar sobre o seu próprio futuro e não simplesmente sair correndo atrás da produção de artigos e publicações de qualquer tipo para acumular pontos num sistema de avaliação que mais se parece com um taxímetro marcando o valor de uma corrida. Uma corrida pelos números! O que tem destruído, quase cotidianamente, a universidade pública brasileira é essa idéia de considerar que o mercado resolve tudo, instalando-se uma lógica – perversa! - de ranking, estimulando a competição e o individualismo. Na Bahia chegou-se ao extremo disso quando a própria Universidade Federal – a UFBA – caiu nessa armadilha e, a partir da avaliação realizada por um órgão de imprensa, foi para as ruas com um outdoor proclamando ter “a melhor graduação do Norte e Nordeste”. Esta idéia de competição, de estar na frente, não condiz, obviamente, com aquilo que entendemos ser o ethos universitário, com o fato de uma universidade ser pública justamente pela sua função pública, e pela sua obrigação de criar conceitos e não de ser uma mera reprodutora de lógicas de mercado.
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Nas pegadas da TV digital: como e por que o capital reinventou a televisão

Nas pegadas da TV digital: como e por que o capital reinventou a televisão

Já envolvidos na polêmica com a AEA, os radiodifusores vão se ver às voltas com outra discussão ainda mais complicada. No início de 1994, levada pelos radiodifusores locais, ANR começou a defender o uso do canal digital para a oferta de outros serviços, além da radiodifusão de sons e imagens. A nova posição, inclusive, parecia estar conforme as idéias de Al Gore, não fosse um problema: em princípio, o segundo canal lhes seria concedido gratuitamente. E tal somente se justificaria se fosse destinado à televisão. Já há muito, nos meios acadêmicos, questionava-se a ocupação gratuita do espectro pela radiodifusão. Em julho de 1994, a CFC recolhera USD 650 milhões leiloando freqüências para telefonia celular. No ano seguinte, em novo leilão, iria recolher USD 7,7 bilhões. Descobriu-se que o espectro tinha valor – e alto valor! Para um país às voltas com crônicos déficits orçamentários, vender espectro revelava-se um bom negócio. A discussão sobre sua alocação e gestão, por isto, tornara-se, desde a lei orçamentária de 1993 (que autorizou os leilões do ano seguinte) um assunto, também, de política fiscal. Neste cenário, a pretensão dos radiodifusores de oferecerem serviços para além dos típicos de radiodifusão, através de um canal obtido a custo zero, causou furiosas reações. No Congresso e numa CFC que, sob Clinton-Al Gore, não lhes era muito favorável, vozes se levantaram contra as intenções da ANR. Ela, a NBC e até o CSTVA tiveram que soltar notas reafirmando seus compromissos com a “televisão em alta definição”, logo com a ocupação plena da segunda banda com programação de TV. Mas, ao mesmo tempo, a AEA, num discurso dúbio, insistia na possibilidade de “flexibilizar o espectro”. Para os radiodifusores locais, vítimas diretas do avanço da TV a cabo em seus delimitados mercados, ia ficando cada vez mais claro que o futuro de suas empresas não estava mais na TV aberta e “livre”, mas na diversificação de seus negócios no mundo convergente da comunicação (GALPERIN, 2004, p. 92 passim; HART, 2004, p. 158 passim).
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Marker: uma ferramenta para construção de aplicações interativas em T-Learning baseadas em técnicas de marcação em vídeo

Marker: uma ferramenta para construção de aplicações interativas em T-Learning baseadas em técnicas de marcação em vídeo

Em alguns momentos do desenvolvimento pôde-se observar a utilização do mouse no contexto de emulação da aplicação na ferramenta gráfica Ginga4windows como forma de acionar a marcação para visualizar o conteúdo referenciado pela mesma, visto que esse acionamento só pode ser realizado utilizando as teclas corretas do controle remoto que está sendo emulado e corresponde a algumas teclas do teclado do computador. Com isso foi notado que a falta de compreensão do conhecimento do funcionamento da simulação da aplicação nesta aplicação faz-se necessária antes da iniciação de um projeto. Esta falta de compreensão fez com que os docentes acessassem algumas vezes o manual na forma escrita, assim levantando um ponto importante que foi uma maior ilustração das ações realizadas na ferramenta, tanto no início quanto na própria ajuda da ferramenta do sistema, ou seja, a inserção de mais imagens demostrando cada ação. Como forma de minimizar este evento foi implementado na ferramenta uma tela inicial visualizada na Figura 25 que se encontra na seção 4.2.2 e apresentada para o docente no segundo momento. Esta solução obteve resultados já que o docente não citou qualquer dificuldade para compreender a ferramenta. Esta afirmação pode ser confirmada visualizado a Resposta 2 do docente na Figura 31.
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A INFLUÊNCIA DA NARRATIVA NOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO EM TELEVISÃO DIGITAL

A INFLUÊNCIA DA NARRATIVA NOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO EM TELEVISÃO DIGITAL

Na internet, o diferencial dos projetos tem sido a constante melhoria, que acontece naturalmente, na medida em que mais e mais pessoas interagem com os sistemas, deixando, cada uma um pouco de suas marcas. Na TV interativa, além de termos também um grande número de pessoas realimentando o sistema – feedback -, o grande diferencial está no fato de muitas pessoas estarem emocionalmente vinculadas – imersas com o fluxo de transmissão da programação, caracterizando, assim, uma interação coletiva e em tempo real – tempo de atualização do audiovisual – ou muito próximo deste. (TEIXEIRA, p. 15, 2009)
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Convergência digital para apoio ao ensino de libras, com ênfase na web e no sistema brasileiro de tv digital

Convergência digital para apoio ao ensino de libras, com ênfase na web e no sistema brasileiro de tv digital

propriedades dos ambientes de transmissão de conteúdo, relacionadas ao middleware Ginga – usado para padronizar as aplicações para TVDA e IPTV. O APÊNDICE C traz, como complemento, estudos realizados sobre a estrutura de legenda oculta na TV analógica, que foram importantes para entendimento das diferenças do processo no ambiente da TVDA – utilizado no sistema apresentado neste trabalho. A proposta do sistema VideoLIBRAS é apresentada no capítulo 4, incluindo sua arquitetura e informações sobre o desenvolviemnto do sistema. O sistema é composto por dois componentes principais: (1) o sistema SynchrLIBRAS, que permite a edição da legenda escrita, gravação da janela de LIBRAS e a sincronização de todos esses elementos com o vídeo e o áudio; (2) o sistema HiddenLIBRAS, que processa o conteúdo em formato para visualização na Web e em ambientes Ginga-NCL. Os APÊNDICES D, E e F complementam a abordagem deste capítulo, respectivamente com os seguintes tópicos: um exemplo de sincronismo vídeo- legenda na linguagem NCL e um exemplo de termo de consentimento do uso da imagem do intérprete de LIBRAS, segundo o Código Civil Brasileiro.
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Arquitetura para aplicações interativas imersivas de televisão digital

Arquitetura para aplicações interativas imersivas de televisão digital

De acordo com nossas pesquisas iniciais, que antecederam o desenvolvimento, detec- tamos algumas situações que motivaram nosso trabalho. Constatamos que as aplicações interativas ainda possuem um nível de complexidade baixo, nem sequer exploram as po- tencialidades da TVDI, apresentando um nível elementar de interatividade, como mostra- remos no cap. 4. A interatividade é bastante explorada na internet, e estatísticas menci- onadas anteriormente apontam que o brasileiro faz muito uso de interações interpessoais nesse meio (principalmente através de redes sociais). Entendemos então que aplicações interativas para os brasileiros deveriam explorar a interatividade interpessoal. Entretanto, vemos que as emissoras do Brasil e de outros países como os EUA estão usando a plata- forma da TVD e da TVDI para prover meramente imagens em alta resolução, tal decisão parece ser imposta pelos consórcios e grupos responsáveis pelos padrões e dispositivos de TVDI como se o público tivesse respondido que seu interesse maior em buscar uma TV com formato de cinema. Entretanto tal consulta pública não existiu ao menos no Brasil (as consultas que aconteceram foram no forum do SBTVD, que é formado por um grupo fechado de pesquisadores e empresas).
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Estudo técnico-jurídico: Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) e implementação de sistema anticópia

Estudo técnico-jurídico: Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) e implementação de sistema anticópia

Isse medifica cempletamente a situaçãe atual que caracteriza a televisãe analógica, que permite aes espectaderes decidirem sebre ceme utilizar e sinal recebide, pedende inclusive gravá- le em videecassetes, transpertá-le para eutres aparelhes, dentre eutres uses. Em resume, a adeçãe de medidas de preteçãe tecnelógicas ne SBTVD centraria diretamente e artige 4° de Decrete 5.820/06 (que prevê que a televisãe aberta deve ser “livre e gratuita”), além de cenfigurar incenstitucienalidade face ae artige 155 da Censtituiçãe Federal. Essas medidas descaracterizam e aspecte “livre” da televisãe digital, criande um neve regime, a televisãe digital gratuita, mas cuje sinal é centrelade pelas emisseras, que passam a ter a prerregativa de decidir e que pede eu nãe ser feite cem e ele em substituiçãe ae espectader.
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