Sistema nervoso autônomo

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Efeitos do tabagismo passivo no tranporte mucociliar e sistema nervoso autônomo de adultos

Efeitos do tabagismo passivo no tranporte mucociliar e sistema nervoso autônomo de adultos

Introdução: Sabe-se que os prejuízos ocasionados pelo tabagismo podem se estender aos tabagistas passivos. Ainda existem lacunas em relação aos prejuízos do tabagismo passivo no sistema mucociliar e autônomo. Além disso, ainda não se conhece de forma clara a influência da frequência e do tempo de exposição à fumaça do cigarro nestes sistemas. Desta forma são necessárias políticas que reduzam os riscos da exposição passiva, como o incentivo à programas de cessação ao tabagismo, que podem cessar a exposição de outros indivíduos a fumaça do cigarro. Objetivos: Verificar o efeito do tabagismo passivo no transporte mucociliar e no sistema nervoso autônomo bem como investigar possíveis alternativas para aprimorar o tratamento de cessação ao tabagismo. Métodos: Foram avaliados três grupos: tabagistas ativos (GT) (n=44), tabagistas passivos (GTP) expostos diariamente à fumaça do cigarro (n=38) e indivíduos para o grupo controle (GC) (n=38). Inicialmente foi realizada avaliação inicial e avaliação da função pulmonar. Também foi analisada presença de sintomas respiratórios. Em seguida, para análise do sistema nervoso autônomo, foram coletados os dados de variabilidade da frequência cardíaca (VFC) por cardiofrequencímetro em repouso por 20 minutos. Foram mensurados os parâmetros hemodinâmicos, além da mensuração de monóxido de carbono no ar expirado. Em seguida foi avaliada a transportabilidade mucociliar por meio do teste de tempo de trânsito de sacarina (TTS). Para análise de novos procedimentos em um programa de cessação tabagística, foram implementados as seguintes ações: intensificação na frequência dos encontros; data de cessação pré- estabelecida pelos terapeutas do programa, primeiro encontro com apresentação do tratamento, esclarecimento de dúvidas e motivação dos pacientes e participação de ex- tabagistas para incentivar os iniciantes. Resultados e Conclusões: Tabagistas passivos apresentaram prejuízos da transportabilidade mucociliar quando comparado ao grupo controle (13.24±5.755 vs 9.85±6.89 minutos) e existe correlação entre a carga de exposição passiva e prejuízos no comportamento hemodinâmico, função pulmonar e sistema nervoso autônomo. Além disso, novos procedimentos realizados em programas de cessação tabagística proporcionaram alto índice de sucesso de abstinência, quando comparados a outros dados da literatura.
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Dose-resposta da imersão em água fria na recuperação do sistema nervoso autônomo pós-exercício

Dose-resposta da imersão em água fria na recuperação do sistema nervoso autônomo pós-exercício

Introdução: A imersão em água fria (IAF) tem sido utilizada substancialmente na recuperação pós-exercício. Entretanto, existem ainda lacunas no conhecimento sobre sua utilização na recuperação do sistema nervoso autônomo, sobretudo na questão dose-resposta. Objetivos: Analisar e comparar os efeitos da IAF durante a recuperação pós-exercício, a partir de diferentes tempos e temperaturas, sobre índices da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Método: 96 participantes, divididos aleatoriamente em cinco grupos (GC: controle; G1: 5’ a 9±1°C; G2: 5’ a 14±1ºC; G3: 15’ a 9±1°C; G4: 15’ a 14±1°C), realizaram um programa de saltos e o teste de Wingate e imediatamente após, foram imersos em um tanque com água fria até a altura da espinha ilíaca ântero-superior, de acordo com as característica de cada grupo. Análises foram realizadas antes (basal), durante a intervenção recuperativa (intervenção) e em 20, 30, 40, 50 e 60 minutos após o exercício (T20, T30, T40, T50 e T60). Foram avaliados os índices Mean RR, SDNN, RMSSD, VLF, LF, HF, SD1 e SD2 da VFC. Os dados foram analisados por meio do teste Kolmogorov-Smirnov para checar sua normalidade. Na comparação dentro de cada grupo entre os momentos basal vs Intervenção realizou-se o teste de Wilcoxon com dados pareados e entre o momento basal vs T20, T30, T40, T50 e T60 utilizou-se o teste de Friedman, complementado com o teste de Dunn. Para a comparação entre os grupos (GC vs G1 vs G2 vs G3 vs G4) utilizou-se o teste de Kruskal-Wallis, complementada com o teste de Dunn. Considerou-se o nível de significância em p<0,05. Resultados: observou-se que nos índices RR Mean, SDNN, VLF, LF e SD2 parece haver antecipação da recuperação entre 10 e 20 minutos após aplicação da IAF. Pôde-se observar ainda que G4 apresentou valores estatisticamente superiores quando comparado ao GC, sugerindo melhor estratégia no processo de recuperação pós-exercício, utilizando a IAF. Conclusões: Caso o objetivo do processo de recuperação aborde a restauração do balanço simpato- vagal, sugere-se a técnica com ênfase em 15 minutos a 14ºC.
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Análise do sistema nervoso autônomo de indivíduos jovens com diabetes mellitus tipo 1

Análise do sistema nervoso autônomo de indivíduos jovens com diabetes mellitus tipo 1

Objetivo: Analisar o comportamento do sistema nervoso autônomo (SNA) de indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1). Métodos: Trata-se de um estudo descritivo transversal, que investigou 35 indivíduos do sexo masculino, com idade entre 18 a 30 anos, divididos em dois grupos a saber: GDM1 - 19 jovens com diabetes mellitus tipo 1, com tempo de exposição à doença de 13 ± 6,89 anos (média ± desvio padrão) e GC - 16 indivíduos saudáveis. Os dois grupos foram submetidos aos testes de variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e teste de exercício de quatro segundos (T4s) que avalia isoladamente o ramo parassimpático do SNA, sendo seu resultado expresso pelo índice vagal cardíaco (IVC). Resultados: Os índices do domínio do tempo e da frequência por meio da VFC não apresentaram diferenças (p>0.05), assim como IVC (p=0,33). Todavia a Frequência Cardíaca (FC) de repouso registrada durante a VFC, apresentou diferenças significativas entre o GDM1 e o GC (p=0,0001). Conclusão: Os achados do presente estudo, contribuem por reforçar que identificar de forma precoce a disfunção autonômica em indivíduos com DM, pode acelerar a profilaxia e o controle de lesões em órgãos alvos com o uso de drogas específicas e também com abordagens não farmacológicas.
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Marcapasso com sensor de contratilidade regulado pelas variações do sistema nervoso autônomo na miocardiopatia chagásica crônica.

Marcapasso com sensor de contratilidade regulado pelas variações do sistema nervoso autônomo na miocardiopatia chagásica crônica.

Fatores envolvidos nos sistemas de estimulação car- díaca - O estudo comparativo, entre os grupos com FC >65bpm (grupo 1) e ≤65bpm (grupo 2) em repouso na fase pós-implante, mostrou que os pacientes do grupo 1 apre- sentaram em exercício freqüência de estimulação menor que os pacientes do grupo 2, evidenciando a importância da FC para o controle do sistema de estimulação por marcapasso em cada paciente. Assim, aqueles com valores elevados de FC permaneceram sob grau de estimulação reduzida, em comparação àqueles com FC baixa com necessidade de estí- mulo em grau superior. Muitos fatores estão envolvidos na resposta ventricular, como variações intrínsecas próprias do sistema cardiovascular de cada paciente, sua estabilida- de emocional e o tipo de atividade desenvolvida. Neste caso, o sensor interfere na FC, dependendo das variações do sistema nervoso autônomo que fecha um circuito de in- formações para que o coração mantenha uma freqüência adequada de estimulação.
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RESPOSTAS DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO EM ATLETAS DE VOLEIBOL DE PRAIA DURANTE ETAPAS DO CIRCUITO BRASILEIRO

RESPOSTAS DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO EM ATLETAS DE VOLEIBOL DE PRAIA DURANTE ETAPAS DO CIRCUITO BRASILEIRO

O objetivo deste estudo foi analisar o comportamento do sistema nervoso autônomo em atletas de Voleibol de Praia durante etapas do Campeonato Brasileiro de Voleibol de Praia (temporada 2017/2018). O lnRMSSD (índice log natural da raiz quadrada da média das diferenças sucessivas ao quadrado dos intervalos R-R adjacentes) entre os dias da competição foi analisado usando as diferenças de médias estandardizadas (DME) ou tamanho do efeito (TE), intervalos de confiança e suas probabilidades (%maior/similar/menor). As associações entre o lnRMSSD e as variáveis psicométricas foram determinadas utilizando as correlações de Pearson. Os resultados demostraram que o índice lnRMSSD não teve diferenças substanciais ao longo das competições. Na análise da correlação de Pearson entre o ∆lnRMSSD e as variáveis psicométricas (sono, energia mental, dores musculares, estresse e humor), também não mostrou associações significativas. Conclui-se que a VFC não foi afetada durante as etapas analisadas.
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Variabilidade da frequência cardíaca como método de avaliação do sistema nervoso autônomo na síndrome dos ovários policísticos.

Variabilidade da frequência cardíaca como método de avaliação do sistema nervoso autônomo na síndrome dos ovários policísticos.

A VFC é uma ferramenta clínica não invasiva, de baixo custo e que contribui para a clínica por meio da avaliação quantitativa e qualitativa da modulação autonômica car- díaca e consequente predição de risco cardiovascular. Em relação à SOP, os estudos existentes sobre a temática têm evidenciado que essas pacientes apresentam hiperatividade simpática e tônus vagal diminuído, indicando uma alte- ração no balanço simpato-vagal. Porém, não está claro se isso ocorre como consequência da síndrome ou se tem um papel patológico primário no desenvolvimento da SOP. Como, de forma geral, as pacientes com SOP são jovens, medidas preventivas devem ser adotadas no sentido de equilibrar o balanço simpato-vagal dessa população, para atenuar as chances de eventos mórbidos relacionados ao sistema cardiovascular. Nesse sentido, controle do peso corporal, prática regular de atividade física, alimentação saudável e controle do estresse são aspectos que devem ser valorizados no manejo clínico dessas pacientes.
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Efeito do sistema nervoso autônomo simpático ß-adrenérgico sobre a expressão do gene...

Efeito do sistema nervoso autônomo simpático ß-adrenérgico sobre a expressão do gene...

O SLC2A4 é um gene de poupança, que codifica o transportador de glicose GLUT4, o qual favorece o armazenamento de energia em períodos de abundância de alimento e a conservação de energia em períodos de escassez, contribuindo para a sobrevivência. O papel do GLUT4 no armazenamento de energia nos momentos de oferta de substratos está claramente definido. Nos períodos de escassez de alimento, entretanto, a regulação do GLUT4 ainda não está clara. O GLUT4 diminui no tecido adiposo, mas em músculo esquelético, cuja função precisa ser preservada no jejum, sua regulação é controversa e nunca foi estudada quando circunstâncias estressantes são impostas ao organismo. Os músculos esqueléticos captam glicose em resposta à insulina e à atividade contrátil; e redução na expressão do GLUT4 diminui a captação de glicose, como ocorre no diabetes. O sistema nervoso simpático β-adrenérgico é importante
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INGESTÃO DE ÁGUA NO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE.

INGESTÃO DE ÁGUA NO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE.

Verificar, por meio de uma revisão sistemática, o efeito da ingestão de água (IA) no sistema nervoso au- tônomo (SNA) e variáveis hemodinâmicas em indivíduos adultos. Foram analisados estudos publicados entre 2000 e 2015, tendo como referência a base de dados Medline via Pubmed, sendo utilizado na construção da frase de pesquisa o MeSH. Foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: ensaios clínicos controlados e randomizados (ECCR) realizados em humanos, na língua inglesa. Como critério de exclusão: intervenções pouco claras, mal descritas ou inadequadas e na forma de resumos. Utilizou-se as seguintes variáveis para a seleção dos estudos: frequência cardíaca (FC), pressão arterial (PA), componente de alta frequência (AF) e resistência vascular periférica (RVP). Foi usada a sistematização PRISMA para a elaboração desta revisão e a realização de uma meta-análise com o objetivo de evidenciar matematicamente os resultados da frequência cardíaca após a ingestão de água em sete estudos que avaliaram esta variável. Fizeram parte desta revisão 10 ECCR envolvendo 246 indivíduos com idade entre 19 a 64 anos, sendo que 34,55% do sexo masculino. A maioria dos ECCR analisados apresentou alterações após a IA. As alterações comumente observadas foram: diminuição da FC (estatisticamente significativa p < 0,001), aumento da AF e RVP. Contudo, em relação à PA, os resultados demonstraram-se conflitantes, com estudos que evidenciaram aumento e outros que não observaram diferença significativa. Esta revisão evidencia os efeitos da IA no SNA, em especial na FC, AF e RVP, não obstante em relação às alterações hemodinâmicas expressas pela PA permanece ainda um óbice em relação à comunidade científica.
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resumo sistema nervoso periferico rp.docx

resumo sistema nervoso periferico rp.docx

A outra categoria principal de gânglios são os do sistema nervoso autônomo, que se dividem em sistemas nervosos simpático e parassimpático. Os gânglios da cadeia simpática constituem uma fileira de gânglios ao longo da coluna vertebral que recebem entrada central do corno lateral da medula espinhal torácica e lombar superior. Na extremidade superior dos gânglios da cadeia estão três gânglios paravertebrais na região cervical. Três outros gânglios autonômicos relacionados à cadeia simpática são os gânglios pré-vertebrais, que estão localizados fora da cadeia, mas têm funções semelhantes. Eles são chamados de pré-vertebrais porque são anteriores à coluna vertebral. Os neurônios desses gânglios autônomos têm forma multipolar, com dendritos se irradiando ao redor do corpo celular, onde as sinapses dos neurônios da medula espinhal são feitas. Os neurônios da cadeia, gânglios paravertebrais e pré-vertebrais então se projetam para órgãos na cabeça e pescoço, cavidades torácica, abdominal e pélvica para regular o aspecto simpático dos mecanismos homeostáticos.
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Despopulação neuronal cardíaca em hamsters (Mesocricetus auratus) cronicamente infectados com o Trypanosoma cruzi.

Despopulação neuronal cardíaca em hamsters (Mesocricetus auratus) cronicamente infectados com o Trypanosoma cruzi.

O sistema nervoso autônomo parassimpático cardíaco do hamster está localizado nas paredes atriais e especialmente no septo interatrial. Consiste de gânglios que recebem fibras vagais (fibras pré-ganglionares) das quais saem fibras pós-ganglionares para inervar o miocárdio e outras estruturas do coração. O papel desse sistema não está, ainda, totalmente esclarecido,

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TECIDO NERVOSO E SISTEMA NERVOSO O tecido nervoso é o constituinte essencial dos órgãos do sistema nervoso central (SNC) e do sistema nervoso periférico (SNP), formado por diferentes tipos de neurônios e as

TECIDO NERVOSO E SISTEMA NERVOSO O tecido nervoso é o constituinte essencial dos órgãos do sistema nervoso central (SNC) e do sistema nervoso periférico (SNP), formado por diferentes tipos de neurônios e as

Os gânglios do sistema nervoso autônomo, ou simplesmente gânglios autônomos, são menores que os gânglios da raiz dorsal, e os de menor tamanho não possuem uma cápsula bem definida. Os neurônios são multipolares estrelados (N em 27) e se encontram espalhados aleatoriamente pelo gânglio. Seus corpos celulares são envolvidos por uma camada incompleta de células satélites ganglionares (Cs em 27), e entre eles se observam fibras nervosas associadas a células de Schwann. Tais gânglios podem ser encontrados em meio a septos conjuntivos de glândulas exócrinas, no epicárdio, e em meio ao tecido conjuntivo frouxo da submucosa e às camadas de músculo liso de segmentos do trato gastrointestinal, formando os plexos nervosos submucoso e mioentérico, respectivamente. Observe em 28 que, frequentemente, pequenos gânglios autônomos podem ser encontrados próximos a feixes nervosos, com os quais não devem ser confundidos, pois feixes nervosos não possuem corpos celulares de neurônios, como os gânglios têm.
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Influência da integridade dos barorreceptores nos ajustes morfofuncionais cardíacos...

Influência da integridade dos barorreceptores nos ajustes morfofuncionais cardíacos...

O remodelamento cardíaco, assim como o vascular, é uma alteração presente na hipertensão que pode estar relacionada a diferentes mecanismos fisiopatogênicos. A hipertrofia ventricular esquerda observada em SHR, demonstrada pela relação peso ventricular esquerdo / peso corporal aumentada em 20 semanas, tem sido associada com o aumento da expressão do gene da ECA, conforme já descrito por Schunkert e colaboradores (1990) sugerindo que o sistema renina angiotensina (SRA) esteja diretamente envolvido no desenvolvimento da hipertrofia cardíaca. Sabe-se, entretanto, que a massa do ventrículo esquerdo pode variar de acordo com diversos outros fatores, como por exemplo, obesidade, idade, viscosidade do sangue, ativação do sistema nervoso autônomo, ingestão de sal, além de diferentes determinantes genéticos (Mancia et al., 1997).
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SISTEMA NERVOSO: UMA ABORDAGEM EVOLUTIVA

SISTEMA NERVOSO: UMA ABORDAGEM EVOLUTIVA

termorregulação, do sistema nervoso autônomo, do apetite e pelo controle endócrino propriamente dito já nos vertebrados mais primitivos. Os elementos primordiais do cerebelo e dos tratos espinocerebelares também começam a se mostrar mais evidentes nos peixes primitivos, principalmente à medida que estes desenvolvem as suas musculaturas do tronco. O corpo constituído por estes conglomerados celulares cerebelares primitivos equivale ao vermis dos vertebrados mais evoluídos.1 Sobre esta constituição básica e fundamentalmente segmentar do SNC dos primeiros vertebrados, as forças evolutivas desencadearam a continuidade do desenvolvimento nervoso em função dos eventos a que estes elementos e os seus descendentes vieram a ser submetidos. Entre estes eventos, destacam- se a incursão terrestre que estes seres marinhos vieram a efetuar e o ulterior desenvolvimento dos mamíferos. que culminou com o surgimento dos primatas e do ser humano.3,8-9
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Zumbido e ansiedade: uma revisão da literatura.

Zumbido e ansiedade: uma revisão da literatura.

O zumbido, som percebido pelo indivíduo sem que haja estímulo externo, resulta da interação dinâ- mica de centros do sistema nervoso central, incluindo vias auditivas e não auditivas. O resultado desta interação, especialmente sistema límbico e sistema nervoso autônomo, seria responsável pelo desencadeamento de associações emocionais negativas e reações de incômodo em pacientes com zumbido. A ansiedade, condição isiológica inerente ao ser humano, quando exacerbada gera um transtorno de humor, comprometendo o pensamento, o comportamento e a atividade psicológica. Se um estímulo interno ou externo for interpretado como perigoso ou ameaçador, desencadeará uma reação emocional caracterizada como estado de ansiedade. Este artigo tem como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre a relação do zumbido e da ansiedade. Em se tratando do zumbido, a forma como o som é percebido pode ser alterado pela ansiedade, aguçando assim a sensibilidade para detectar sons que parecem uma ameaça em potencial, pois para muitos o zumbido é sinônimo de enfermidade grave. A etiologia do desenvolvimento da depressão e ansiedade pode estar rela- cionada ao zumbido. Muitos adquirem esse sintoma por problemas físicos e, consequentemente, desenvolvem a depressão e a ansiedade. Outros com graus diferentes de angústias adquirem o zumbido devido ao comprometimento emocional. Dessa forma, existe um vínculo entre o zumbido e problemas emocionais, mas nem sempre é fácil identiicar o precursor. Estudos demonstram que pacientes acometidos pelo zumbido apresentam maior tendência ao suicídio, depressão e ansiedade. Além disso, referem o efeito aditivo da ansiedade e da depressão na qualidade de vida e no zumbido dos indivíduos.
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Avaliação da função autonômica em portadores de cardiomiopatia hipertrófica com e...

Avaliação da função autonômica em portadores de cardiomiopatia hipertrófica com e...

INTRODUÇÃO: Síncope inexplicada é considerada um fator de risco de morte súbita na cardiomiopatia hipertrófica (CMH). Em sua patogênese estão envolvidos meca- nismos diversos, incluindo a dificuldade de adaptação da resistência vascular sistêmica ao exercício e ao estresse ortostático, que pode ser influenciada por uma disfunção do sistema nervoso autônomo. Os objetivos deste estudo foram comparar a função nervosa autonômica em portadores de CMH com e sem síncope, bem como avaliar o valor diagnóstico do teste de inclinação (TI) na investigação de síncope nessa população. MÉTODOS: Foram incluídos 37 pacientes, 16 com síncope inexplicada à avaliação rotineira e 21 sem síncope. A função nervosa autonômica foi medida pela sensibilidade do barorreflexo (BR) espontâneo e do induzido por fenilefrina e pela variabilidade da freqüência cardíaca (VFC). As variáveis da VFC consideradas no domínio do tempo foram: desvio-padrão de todos os intervalos RR normais (SDNN); raiz quadrada da média do quadrado das diferenças entre intervalos RR normais adjacentes (RMSSD); e percentagem de intervalos RR adjacentes com diferença superior a 50 ms (pNN50), durante o eletrocardiograma de 24 horas. No domínio da freqüência, foram considerados os componentes de alta, baixa e muito baixa freqüência e a densidade total do espectro, tanto em valores absolutos como em unidades normalizadas, em repouso e aos 60 graus de inclinação. As medidas da pressão arterial sistólica e diastólica, batimento a batimento, e as medidas do índice sistólico, do índice cardíaco e da resistência vascular sistêmica, obtidas pela cardiografia por impedância, foram comparadas, entre os grupos, a 0, 30 e 60 graus de inclinação. O TI consistiu na exposição dos pacientes a 60º de inclinação por 40 minutos, ou até uma resposta positiva. RESULTADOS: A sensibilidade do BR, tanto espontâneo (16,46±12,99 vs 18,31±9,88 ms/mmHg, p=0,464) como induzido por fenilefrina (18,33±9,31 vs 15,83±15,48 ms/mmHg, p=0,521) foi semelhante nos grupos síncope e sem síncope. Não foram observadas diferenças nos valores de SDNN (137,69±36,62 vs 145,95±38,07 ms, p=0,389). O grupo síncope apresentou menores valores de RMSSD (24,88±10,03 vs 35,58±16,43 ms, p=0,042) e tendência a menor pNN50 (4,51±3,78 vs 8,83±7,98 %, p=0,085) e a menores valores do componente de alta freqüência da análise espectral, em repouso (637,59±1295,53 vs 782,65±1264,14 ms 2 , p=0,075). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos nos
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Variabilidade da freqüência cardíaca em cães anestesiados com infusão contínua de propofol e sufentanil.

Variabilidade da freqüência cardíaca em cães anestesiados com infusão contínua de propofol e sufentanil.

achado importante, pois se sabe que fármacos como fentanil e sufentanil deprimem a atividade do sistema nervoso autônomo simpático, mas não a atividade do parassimpático, sendo esperado incremento na VFC durante a anestesia com esses opióides (Zickamann et al., 1996). Especificamente para o G3, o acréscimo da FC e, portanto, redução da VFC, eventualmente não seria observada na ausência do sulfato de atropina. Há que se considerar que a utilização do sulfato desse anticolinérgico pode ter mascarado os efeitos da maior dose de sufentanil sobre a atividade do sistema nervoso autônomo. Em G1 e G2, a VFC foi semelhante, não existindo diferenças significativas entre os grupos na maioria dos momentos. A ausência de diferenças entre grupos pode ser atribuída ao um possível efeito dose dependente do propofol na estimulação do tônus parassimpático (Noriak et al., 2003) e do sufentanil no aumento da atividade vagal (Freye et al., 2000).
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Arq. NeuroPsiquiatr.  vol.44 número1

Arq. NeuroPsiquiatr. vol.44 número1

O controle da circulação através do sistema nervoso autônomo e fatores que regulam a circulação do cérebro são estudados na primeira secção.. Embora a maior parte de.[r]

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Efeito da intervenção fisioterapêutica na modulação autonômica da freqüência cardíaca de pacientes com infarto agudo do miocárdio: fase I da reabilitação cardiovascular.

Efeito da intervenção fisioterapêutica na modulação autonômica da freqüência cardíaca de pacientes com infarto agudo do miocárdio: fase I da reabilitação cardiovascular.

O presente estudo teve como principal objetivo avaliar a modulação do sistema nervoso autônomo no coração, por meio do comportamento da variabilidade da freqüência cardíaca (VFC) em re[r]

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Efeitos da Ventilação Mecânica não Invasiva sobre a Modulação Autonômica Cardíaca

Efeitos da Ventilação Mecânica não Invasiva sobre a Modulação Autonômica Cardíaca

Esta revisão tem por objetivo reunir estudos atuais que abordaram os efeitos da aplicação de diferentes modalidades de ventilação não invasiva (VNI) sobre o sistema nervoso autônomo, avaliados por meio da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados PubMed, PEDro, SciELO e Lilacs, por meio dos descritores: noninvasive ventilation, CPAP ventilation, intermittent positive pressure breathing em cruzamento com o descritor autonomic nervous system, no período de 2008 a 2012. Após a eliminação dos artigos que não versavam sobre o tema, foram selecionados seis estudos, dos quais, cinco aplicaram VNI pela modalidade de CPAP e um a modalidade de pressão positiva em dois níveis nas vias aéreas. Os achados sugerem que a VNI promove modificações na modulação autonômica que são dependentes das condições dos sujeitos analisados e do momento de avaliação desses índices, ou seja, efeito agudo ou em longo prazo.
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