Trabalho médico

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Regulação do trabalho médico no Brasil: impactos na Estratégia Saúde da Família.

Regulação do trabalho médico no Brasil: impactos na Estratégia Saúde da Família.

Desde o início da implantação da Saúde da Família, as normas do Ministério da Saúde foram vagas a respeito do trabalho médico. Uma das primeiras normas específicas para regulamentar esse trabalho no Programa Saúde da Família foi a Portaria GM/MS nº 1.886/1997, que considera a presença do médico como obrigatória para a constituição das Equipes de Saúde da Família, mas não estabeleceu responsabilidades desses profissionais (BRASIL, MS/GM, 1997, Anexo 2, item 11). No mesmo ano, documento de política da Secretaria de Assistência à Saúde do Ministério, intitulado “Saúde da Família – uma estratégia de reorientação do modelo assistencial”, preconizava que o médico da equipe deveria ser “preferencialmente [...] um generalista” (BRASIL, 1997, p. 15-16). Os “Princípios e Diretrizes para a NOB/RH-SUS”, estabelecidos pela Conferência Nacional de Saúde, na sua única referência à Saúde da Família estabelecia a necessidade de “priorizar a capacitação de recursos humanos para os programas de saúde da família” (BRASIL, 2005, p. 59).
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O trabalho médico: questões acerca da autonomia profissional.

O trabalho médico: questões acerca da autonomia profissional.

O mais totalizador desses aspectos constitui sua tensão interna permanente: cristalização tensionada do trabalho médico, enquanto práti- ca técnica e social. Ora, ser uma “estrutura instá- vel” contrasta nitidamente, o imaginário social cunhado acerca da ação médica. Há, no interior dessa prática, uma dinâmica de polares tal que, se fosse imediatamente visível em sua forma apa- rente de estruturação, colocaria em cheque a segurança e mesmo a estabilidade, que costu- mamos associar às técnicas científicas (Freid- son, 1970). É interessante notar que o autor cha- ma a atenção para o fato de que os leigos vêem a medicina como prática segura, por sua feição de tecnologia científica. Já os médicos, mesmo sa- bendo das incertezas e riscos que envolvem o ato médico – em razão da natureza complexa do julgamento que nele se instala –, também termi- nam por assumir sua ação do mesmo modo que os leigos. O autor atribui esta última possibilida- de exatamente à especificidade oposta da ação, qual seja, a crença dos médicos em sua própria capacidade de bem decidir, no pleno exercício de uma autonomia técnica.
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A Ordem dos Médicos e a condição do trabalho médico na Estado Novo

A Ordem dos Médicos e a condição do trabalho médico na Estado Novo

voluntário. Os hospitais lucravam com esta mão-de-obra gratuita e, de mais a mais, agradecida, porque era proveito e honra trabalhar em certos serviços sob a direcção de profissionais reputados. Era uma tradição antiga e respeitada que se adaptava melhor ou pior à medicina liberal: os médicos procuravam nos hospitais os conhecimentos científicos e, alguns, a qualificação profissional.” Mas o Relatório acaba sobretudo por reflectir um conjunto de mudanças nas condições de trabalho e nos conceitos:”“O número de licenciados aumentou e, sobretudo, desenvolveu-se uma nova maneira de encarar o trabalho médico e o exercício da medicina, valorizando as necessidades da população. Até aí, como predominava a ideia e a prática do liberalismo económico em matéria de serviços clínicos, os médicos ocupavam-se pouco das condições gerais das camadas ‘desfavorecidas’. O Estado fazia mais ou menos o mesmo: a assistência era prestada irregular e imperfeitamente a quem não possuía meios pessoais para se tratar. A situação era contraditória e iníqua: havia médicos desocupados e doentes sem assistência”. 20
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Trabalho em saúde e trabalho médico: especificidades e convergências.

Trabalho em saúde e trabalho médico: especificidades e convergências.

Este ensaio apresenta um contraponto entre o trabalho em saúde e o trabalho médico a partir das rela- ções existentes entre o conhecimento e a prática. Assume que a problemática da saúde diz respeito às relações entre a natureza e a cultura. Reconhece que a introdução das ciências humanas no campo da saúde relativizou o discurso biológico e que a marca desse campo é a multidisciplinaridade. Identifica o estilo de pensamento biomédico como o principal responsável pelas especificidades do agir médico. Analisa e critica o impacto da tecnologia sobre a prática médica. Sugere que as propostas de mudança na educação médica, ao incorporarem as premissas humanizantes trazidas pelo campo da Saúde Cole- tiva, funcionariam como pontos de convergência com o trabalho em saúde e poderiam concorrer para a transformação do trabalho médico.
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Incerteza e redefinições do trabalho médico : um estudo de caso sobre o aconselhamento genético no cancro hereditário

Incerteza e redefinições do trabalho médico : um estudo de caso sobre o aconselhamento genético no cancro hereditário

Por fim, mas não menos importante, é de salientar o facto de que estes contextos clínicos propiciam novas práticas e lógicas de organização do trabalho. O aspeto mais expressivo desta realidade reside no facto de a clínica genética se apoiar, cada vez mais, no desenvolvimento de formas de trabalho colaborativo (Bourret, 2005) que conduzem à transformação do conteúdo e organização das atividades médicas e formas de julgamento clínico. Tal pressupõe um maior desenvolvimento do trabalho multidisciplinar, dado que os médicos não só se articulam com profissionais de outras áreas de especialização (médica e técnica), mas também porque mobilizam vários saberes e técnicas, o que pressupõe que se encontrem em estreita articulação com outras perícias, nomeadamente com os biólogos dos laboratórios de biologia molecular. Assiste-se, portanto, não só a uma nova lógica de divisão do trabalho, através de uma importante redefinição de fronteiras profissionais que acentuam as interdependências funcionais, mas também a um alargamento e a uma diversificação dos espaços de atuação dos médicos relativamente ao trabalho de aconselhamento genético. E isto porque as características do trabalho médico passam a extravasar o espaço do consultório. Ou seja, os resultados dos testes de diagnóstico genético tornam-se de tal modo importantes na (re)definição das avaliações clínicas e na elaboração das estratégias preventivas e preditivas, que o trabalho de aconselhamento genético, em si mesmo, passa a incluir o laboratório como um espaço indispensável para a viabilidade e a eficácia das práticas profissionais subjacentes à clínica genética. Trata-se, portanto, de um aspeto que confirma e, sobretudo, sublinha o facto de que a decisão médica não constitui um ato isolado, mas antes um processo inserido e enquadrado pelos seus contextos profissionais e organizacionais (Serra, 2008).
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Identidade e competências profissionais: um estudo com diretores executivos de uma cooperativa de trabalho médico de Minas Gerais

Identidade e competências profissionais: um estudo com diretores executivos de uma cooperativa de trabalho médico de Minas Gerais

O sistema de saúde no Brasil é constituído por três subsistemas imbricados: o Sistema Único de Saúde, subsistema público; o privado, subsistema de desembolso direto; e a atenção médica suplementar, subsistema conhecido também como mercado de planos e seguros privados de saúde. Em 2012, mais de um quarto da população brasileira estava vinculada à assistência suplementar, sendo que 36% desses beneficiários eram assistidos por 326 cooperativas de trabalho médico Unimed, a maior rede de assistência médica suplementar do País, presente em mais de 83% do território nacional e contando com 112 mil médicos associados. Cada cooperativa é independente, propriedade do grupo de médicos a ela associados, que são os responsáveis por sua gestão. Fatores relacionados com transformações do ambiente global, bem como aspectos específicos da realidade nacional, acrescidos por especificidades da gestão cooperativista, vêm criando um cenário complexo de atuação para aqueles médicos que se tornam diretores executivos de uma cooperativa Unimed. Assim, o objetivo do presente estudo foi analisar a configuração da identidade de cooperados diretores executivos de uma cooperativa de trabalho médico, considerando as competências profissionais mobilizadas para o exercício da função. O cenário do estudo foi uma cooperativa Unimed, situada no interior de Minas Gerais. Como sujeitos participaram 29 profissionais, divididos em dois grupos. O primeiro grupo foi composto por quatro médicos-cooperados que exerciam a função de gestores na cooperativa atuando como diretores executivos. Estes foram aqueles cuja identidade e competências se buscou conhecer e, portanto, sujeitos chamados de primários. O segundo grupo, denominado sujeitos secundários, foi composto por 25 profissionais que compartilham o cotidiano do trabalho com os médicos diretores
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Ética e subjetividade no trabalho médico

Ética e subjetividade no trabalho médico

Outro elemento importante para o entendi- mento do trabalho médico é a divisão técni- ca e social do trabalho, que corresponde à sua divisão dentro de um processo de pro- dução. No caso do trabalho médico, esta divisão levou a afirmação das especialidades médicas, que se constituem em saberes e práticas específicos, apropriados por sujeitos definidos (especialistas) e não por toda a ca- tegoria profissional. Logo, tal divisão condi- ciona o fracionamento intensivo e extensivo dos agentes, constituindo as especializações e superespecializações das categorias profis- sionais e a extensão das equipes de saúde (2-9).
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Remuneração do trabalho médico: um estudo sobre seus sistemas e formas em hospitais gerais de Belo Horizonte.

Remuneração do trabalho médico: um estudo sobre seus sistemas e formas em hospitais gerais de Belo Horizonte.

A tabela do SUS é baseada em critérios preestabelecidos, em que o valor é previamente determinado – pagamento prospectivo. Esses critérios foram definidos através do cálculo da média de cada procedimento ou ato realizado, que foram consolidados por grupos nosológicos, perfazendo aproximadamente 95% das inter- nações praticadas (Rodrigues-Filho, 1990). É o denominado pagamento por caso ou diagnós- tico, ou por produto agregado. O valor predeter- minado é subdividido em cada componente do atendimento hospitalar: serviços hospitalares, serviços profissionais, serviços de apoio diag- nóstico e terapêutico, sendo também fixada a taxa de permanência. Os serviços profissionais pelos quais os médicos são remunerados podem ser pagos de duas maneiras: diretamente pelo SUS ao médico (tipo 7) ou através do hospital, que posteriormente repassa ou remunera o médico por tempo (tipo 4). O tipo 4 é obrigató- rio para os hospitais públicos. Os valores da tabela do SUS são determinados centralmente, não se considerando os praticados pelo mer- cado. A remuneração médica pela tabela do SUS é o exemplo de Remuneração por Produ- ção, em que o produto é agregado.
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UNIMED: história e características da cooperativa de trabalho médico no Brasil.

UNIMED: história e características da cooperativa de trabalho médico no Brasil.

tar serviços a seu s associad os, com vistas ao in - t e re sse c om u m e sem o o b jetivo d e lu cro. Po- d em se r form ad as p o r vin te p art ic ip a n tes n o m í n i m o, d en om in ados coop era d o s, q ue, ao in - g re s s a r, in tegralizam um cap ital em qu otas. As c o o p e ra t i vas q ue co m e rc ia liza m p la n o s d e saú de são com p ostas p or m éd icos coop era d o s re s p o n s á veis p elo at en d im e n t o aos u su ári o s em c on su ltór ios p a rt i c u l a res p r óp r ios o u em h o s p i t a i s, labora t ó rios e clín icas cre d e n c i a d o s. Em geral, op eram em regim e d e p ré-p agam en - t o, ou, eve n t u a l m e n t e, de p agam en to p or custo o p e racion al (d esp esas p or aten dim en tos efeti- vam en te re a l i z a d o s, acrescid as d e ta xa d e a d - m i n i s t ra çã o). N ão h á a lt er n a t i va p ara o sist e- m a de livre escolha com re e m b o l s o. A Co o p era- t i va de Trabalh o Médico UNIMED corre s p o n d e p raticam en te à totalidad e deste segm en to.
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PROCESSO DE TRABALHO DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO AMBULATORIAL AO ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL: REPRESENTAÇÕES E CONTRADIÇÕES.

PROCESSO DE TRABALHO DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO AMBULATORIAL AO ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL: REPRESENTAÇÕES E CONTRADIÇÕES.

Na face assistencial do seu processo de trabalho a enfermagem reitera o saber que sustenta a Finalidade e o recorte do Objeto do trabalho médico porém, este saber parece esvaziar-se en[r]

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Análise dos modelos de remuneração médica no setor de saúde suplementar brasileiro

Análise dos modelos de remuneração médica no setor de saúde suplementar brasileiro

Em razão dos avanços tecnológicos e do aumento da expectativa média de vida da população, entre outros fatores, os gastos na área da saúde vêm crescendo significativamente, no Brasil. Se de um lado as operadoras de planos de saúde reajustam seus valores para fazer frente ao aumento dos custos, levando seus contratantes e beneficiários a reclamarem da elevação de preços, de outro lado os médicos prestadores de serviços parecem insatisfeitos com seus honorários. Surge então um impasse, ainda pouco estudado, que a presente Dissertação procura enfrentar. Com base em ampla pesquisa bibliográfica e também em entrevistas realizadas com dirigentes e lideranças da área de saúde suplementar, apresentam- se, primeiramente o perfil do setor e as formas principais de remuneração do trabalho médico em nosso país. Discutem-se, em seguida, os resultados da pesquisa, dando voz a representantes das operadoras e da classe médica. Dentre os principais achados da pesquisa qualitativa, destacam-se: a predominância do modelo de remuneração por procedimento ou fee for service; críticas generalizadas a respeito da ênfase que a remuneração por procedimento coloca na quantidade, e não na qualidade; a expectativa de que se desenvolvam modelos capazes de avaliar o desempenho dos médicos e os resultados da atenção à saúde. O desenvolvimento desse novo modelo de remuneração traria benefícios, não apenas econômicos, contanto que a construção dos indicadores de resultado e de qualidade possam ser feitos com a participação de todos os atores, inclusive dos médicos. Só assim chegaremos a um modelo remuneratório que reduza os procedimentos (e os gastos) desnecessários, priorize a qualidade dos serviços, otimize os resultados e melhore os índices de satisfação de todos os envolvidos na cadeia da saúde.
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Condições de trabalho e saúde mental dos médicos de Salvador, Bahia, Brasil.

Condições de trabalho e saúde mental dos médicos de Salvador, Bahia, Brasil.

danças significativas ocorreram na organiza- ção do trabalho médico em conseqüência do grande desenvolvimento científico, tecnológico e da institucionalização da assistência à saúde. O local predominante da prática médica deslo- cou-se do consultório individual para as insti- tuições hospitalares modernas. No interior dos hospitais e serviços de saúde, o trabalho médi- co passou a vivenciar a tensão entre a autono- mia do modelo artesanal e a heteronomia da ordem social e institucional 3,4,5,6 . A dimensão científico-tecnológica da medicina tornou-se predominante, orientando os processos de tra- balho atuais e impondo um novo padrão de for- mação escolar ancorado na estrutura altamen- te tecnificada do hospital-escola, valorizando a aquisição de conhecimentos científicos e a in- tegração ao mercado de trabalho por meio da especialização 7,8 .
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A saúde do trabalhador de enfermagem sob a ótica da gerência.

A saúde do trabalhador de enfermagem sob a ótica da gerência.

A finalidade do processo de produção em saúde no Hospital se refere à terapêutica, realizada por todos os profissionais de saúde e direcionada pelo médico. O objeto do trabalho está centrado no indivíduo doente que necessita de medidas curativas ou de preservação da saúde. Em relação aos meios e instrumentos utilizados na assistência ao paciente, estão o modelo clínico de atenção em saúde individual e especializada, os modelos administrativos e os vários instrumentos e equipamentos destinados ao diagnóstico e tratamento de doenças, além da área física, mobiliário e os recursos humanos, que são os profissionais e trabalhadores, e o serviço de saúde do trabalhador que possibilita a manutenção e recuperação da força de trabalho no Hospital. Quanto à organização e divisão do trabalho, é o processo de trabalho médico que determina os outros processos de trabalho na instituição e embora os órgãos decisórios sejam formados por órgãos colegiados, a representatividade dos diversos seguimentos é desigual.
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A autonomia e o trabalho em medicina.

A autonomia e o trabalho em medicina.

Alguns autores têm feito importantes contri- buições ao estudo da autonomia médica no Brasil. Donnangelo (1975, 1979) assinalou que a prática médica se fortaleceu com os novos meios diagnósticos e terapêuticos, o que gerou uma demanda social pela extensão de seus be- nefícios. Ocorreu, como definiu, uma politização da questão da oferta de serviços – ou seja, desenvolveu-se uma demanda social pela extensão dos benefícios da Medicina tecnológica à sociedade. Aliado a isto, vieram também à tona temas vinculados às preocupa- ções quanto aos danos possíveis dos novos ins- trumentos e acerca dos mecanismos de defesa social frente à tão intensa penetração da Medi- cina na vida humana. Ao estudar o mercado de trabalho médico, demonstrou a ampliação do assalariamento e de formas de trabalho em gru- po. Tais agrupamentos privados foram acom- panhados pela especialização e uma diminuição do controle dos médicos sobre parcelas de seu processo de trabalho, como definição de clien- tela e de ganhos. Ou seja, apontou um quadro de constrangimento à tradicional autonomia médica e a importância progressiva dos servi- ços estatais de saúde como fonte de assalariamento. Estariam assim enfraquecidos os principais pilares da “medicina liberal”. Sua pesquisa, por outro lado, revela uma persistên- cia de formas autônomas completas no merca- do e, o mais importante, o desenvolvimento de relações de mercado autônomas “atípicas”. Estas seriam situações onde os médicos, por exemplo via convênios, preservariam determi- nado grau de ganho proporcional à produção e à escolha da clientela.
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Ser médico no PSF: formação acadêmica, perspectivas e trabalho cotidiano.

Ser médico no PSF: formação acadêmica, perspectivas e trabalho cotidiano.

Este trabalho investiga a formação acadêmica e a motivação de médicos do Programa de Saú- de da Família (PSF) para atuarem na área e as vivências adquiridas. Trata-se de estudo explorató- rio, descritivo e qualitativo. As categorias de análise foram: carência de formação em atenção bási- ca na escola médica e início da carreira; trabalho cotidiano do médico; visita domiciliar; relação multiprofissional na equipe; trabalho médico – realização profissional, rotatividade e falta de perspectivas; compreensão da população acerca do PSF. Os profissionais optaram pelo PSF por motivações pessoais, havendo pouco destaque e preparação para a atividade na graduação. Foi mencionada a importância dos agentes comunitários, do trabalho em grupos e das visitas domici- liares, apesar de alguns referirem impossibilidade de efetuar os dois últimos itens. Há insatisfação profissional devido a sobrecarga de trabalho, dificuldades no relacionamento multiprofissional, falta de retorno financeiro e de reconhecimento de outros profissionais e da população. Foram apontados falta de apoio e vontade política necessários ao êxito do programa. A pesquisa permitiu identificar falta de articulação entre escola médica e gestão municipal na formação de profissionais para atuação no PSF.
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O trabalho do pediatra: um estudo das tarefas e das dificuldades vivenciadas em um serviço de urgência

O trabalho do pediatra: um estudo das tarefas e das dificuldades vivenciadas em um serviço de urgência

Zebrac, Kadish e Nelson (2005) 15 , examinando os registros dos pacientes admitidos na unidade de agosto de 1999 a julho de 2001, encontraram um aumento de crianças que necessitam observação no inverno e uma demanda elevada por internações nesse período. Tanto no estudo dos autores, como na presente pesquisa, o número de crianças com quadro simples de virose é elevado. O cuidado a essas crianças demanda disponibilidade do médico, pois, mesmo sendo de resolução simples, demandam orientações detalhadas, conforme evidenciado nas observações do trabalho médico realizadas. Essa característica é associada à sentimentos negativos pelos estudos já realizados. Por exemplo, Grieves (1997) 20 , ao procurar identificar causas de desânimo entre os médicos generalistas no Reino Unido, encontrou que 46% dos médicos estavam frustrados com as consultas consideradas triviais, aos quais são fonte de desencanto dos médicos com a profissão. Na amostra estudada não foi possível explorar este tipo de sentimento, o que deverá suscitar investigações futuras.
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O médico e seu processo de trabalho em serviços públicos de saúde: a descrição de um problema

O médico e seu processo de trabalho em serviços públicos de saúde: a descrição de um problema

O trabalho de produção de diagnóstico determina-se então como trabalho de identificação da doença, e à medida que esta se delimita no exclusivo espaço biológico universalizado do corpo, é possível dizer que o trabalho de identificação da doença determina-se como trabalho de abstração das demais determinações que incidem sobre o corpo [...] Cada doença se expressando nas pontas dos fios de seus múltiplos processos anatômicos e fisiológicos, por um possível e relativamente variável conjunto de sinais e sintomas, alguns dos quais motivará o comportamento do paciente de buscar o trabalho médico. Diante da queixa expressa pelo paciente se estará, portanto, diante de uma das pontas daqueles fios: um começo, nada mais, do caminho de volta, em que detalhadamente obtida a história, discriminando suas características peculiares, interrogando o corpo pelas técnicas desarmadas [...] do exame físico, buscado os antecedentes significativos, chegar-se-á as hipóteses diagnósticas. Apenas no instante em que é expressa, portanto, a queixa revela do conjunto complexo de fenômenos que especifica a realidade própria de cada indivíduo, no instante seguinte, em que o médico a ouve, já não é mais o paciente que fala, mas a doença através dele, posto que o sintoma e o sinal são da doença e não do doente (MENDES GONÇALVES, 1994).
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Capacidade para o trabalho entre trabalhadores de enfermagem do pronto-socorro de um hospital universitário.

Capacidade para o trabalho entre trabalhadores de enfermagem do pronto-socorro de um hospital universitário.

Outro fator importante foi que doenças com diagnóstico médico, por constituírem o escore do ICT, sempre encontram associação com a capacidade para o trabalho. As doenças auto-referidas e referidas com diagnóstico médico ordenaram-se da seguinte forma: doença do sistema músculo-esquelético, doença do sistema cardiovascular, doença do sistema respiratório, doença do sistema neurológico e sensoriais. A doença do sistema músculo-esquelético (estresse físico) foi citada como a mais observada entre os trabalhadores de saúde (11) e prevaleceu sobre as outras doenças (8) . A prevalência de doenças músculo-esqueléticas, cardiovasculares, respiratórias e mentais com diagnóstico médico, também, foram observadas em estudo com trabalhadores da Finlândia (12) , corroborando o achado deste estudo. Foi observado também a alteração da prevalência de doenças, sendo a cardiovascular mais referida que a músculo- esquelética (1) .
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Trabalho e saúde: estudo com médicos do Sistema Único de Saúde de Jaguariúna (SP),...

Trabalho e saúde: estudo com médicos do Sistema Único de Saúde de Jaguariúna (SP),...

inscrevem o sentido do trabalho na atividade, em uma ligação direta entre o como fazer e o porquê fazer. Nesse contexto, as definições formais da qualidade não são necessárias para saber o que é bom ou ruim. No universo concreto, a qualidade pode-se "medir" sobre critérios diretamente acessíveis e comuns a todos: uma parede malfeita é algo que se vê; um motor funciona ou não funciona; uma peça defeituosa é vista e substituída. O coletivo sabe muito bem em que consiste uma "bela obra", assim como pode avaliar muito precisamente as contribuições reais de cada um para a produção coletiva. É, portanto, esse coletivo que é portador de sentido, que é a malha central da aprendizagem da profissão, que fixa, em ultima análise, suas normas aceitáveis, seus modos úteis de funcionamento, as apreciações que de fato importam. Ele protege de julgamentos arbitrários vindos do exterior, assim como reprime os comportamentos desviantes de seus membros. Ele opera como uma instância de elaboração simbólica que permite a cada um situar-se em relação aos outros, de construir uma escala de valores sobre aquilo que se faz e não se faz e, portanto, sobre o conteúdo e as finalidades do trabalho. Ele dá um sentido à atividade. Ele serve de espaço de transição entre o sentido prescrito pela instituição e o sentido produzido pelo indivíduo.
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