Top PDF A Formação dos educadores(as) do campo

A Formação dos educadores(as) do campo

A Formação dos educadores(as) do campo

Durante anos, o sistema educacional do Brasil é urbano, as políticas públicas foram elaboradas pensando na cidade e nos cidadãos urbanos, a cidade tem sido idealizada como um espaço civilizatório, de convívio e socialização, expressando uma dinâmica política, cultural e educativa. Essa visão da cidade carregou consigo uma ideia negativa de que o campo é um lugar atrasado e de tradicionalismo cultural, que causou assim um atraso também na Educação do Campo. Neste sentido apresentamos um estudo sobre a formação dos educadores do campo, desenvolvido a partir de uma pesquisa que buscou responder a seguinte questão: A formação dos educadores que atuam no campo atende às especificidades do contexto no qual estão inseridos? Qual a contribuição e quais as fragilidades dessa formação?A partir desta questão, compreende-se o processo de formação dos educadores (as) do campo, refletindo sobre a contribuição e as fragilidades desse processo, considerando o contexto no qual esta se desenvolve. Este trabalho investigativo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa de campo, qualitativa, que envolveu oito escolas e vinte professores do campo do município de Pilar, PB. Os principais teóricos nos quais foi fundamentado este estudo são: Miguel Gonzalez Arroyo (2007); Araújo (2011) e Caldart (2012).A formação dos educadores do campo foi uma das conquistas conseguidas pelos movimentos sociais do campo, que colocaram na política dos governos e diante da sociedade os direitos do povo do campo e a necessidade de urgência para que o Estado venha colocar em prática as políticas públicas que garantam esse direito. Através dessas políticas, os movimentos sociais vêm cobrando cursos de formação, em convênio com escolas normais e universidade, para que se formem educadores capacitados a atuar na especificidade social e cultural daqueles que vivem no campo.Chegamos assim à conclusão de que a formação dos educadores que lecionam no campo não atende às especificidades deste contexto, dificultando a implementação da proposta de educação do campo.
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A educação de jovens e adultos em áreas de reforma agrária: desafios da formação de educadores do campo.

A educação de jovens e adultos em áreas de reforma agrária: desafios da formação de educadores do campo.

Em termos metodológicos, o processo de formação dos educadores articula e integra diferentes tempos, espaços e atividades formativas, tais como os ciclos estaduais de formação (realizados em âmbito estadual, congre- gam todos os integrantes do projeto), oicinas regionais (realizadas em âmbi- to regional, envolvem a participação dos integrantes dos coletivos regionais) e as visitas e acompanhamentos locais (rea- lizadas no âmbito dos assentamentos e acampamentos integrantes do projeto). Na realização de cada versão do projeto, com dois anos de realização, o processo de alfabetização e escolarização de jo- vens e adultos acampados e assentados da reforma agrária teve uma duração média de oitocentas horas, divididas em dez horas semanais – sendo oito horas dedicadas às atividades presenciais em sala de aula e duas horas destinadas às atividades de planejamento dos/as educadores/as e atividades de forma- ção junto à comunidade. É importante destacar que os/as educadores/as são selecionados pela própria comunidade, em comum acordo com os representan- tes dos movimentos e das universidades. Além disso, educadores/as e educandos/
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Educação infantil do campo e formação continuada dos educadores que atuam em assentamentos

Educação infantil do campo e formação continuada dos educadores que atuam em assentamentos

Quando você fala em formação, né, se nós somos um coletivo, tem que participar todos, o [...] setor de educação a maior parte são educadores e os educadores a maior parte do tempo estão em sala de aula, respondendo por esse trabalho. E quando se pensa essa formação então, ela vem pra incorporar essa questão da identidade, ela vem pra trabalhar essa questão política da pessoa enquanto formador, enquanto dirigente, enquanto representante né da classe social, da classe trabalhadora. Eu acho que quando se pensa a educação ela tem esse sentido. E a educação infantil, na verdade, ela também está incluída, às vezes de forma meio superficial, mas quando você oferece esta formação para os educadores, eu falo superficial porque as duas educadoras são vinculadas a cidade [se referindo a um assentamento específico], e às vezes não vai para a formação. É convidada, mas não participa. Então, as pessoas que vem tem a mesma formação dos que trabalham em outras áreas. Então eu acho que é pensado de maneira geral as formações que o setor de educação pensa, mas que nós sabemos que ainda falta. Que bom que seria se nós pudéssemos fazer uma formação por área, da educação infantil, das séries iniciais, seria muito interessante. Houve uma tentativa que nós tentamos organizar que o setor de educação fez foi a questão do plano de ensino, que aí sim, foi feito por áreas de conhecimento e a educação infantil também estava fazendo parte [...] (SE).
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MARIA OSANETTE DE MEDEIROS NOVOS OLHARES, NOVOS SIGNIFICADOS: A FORMAÇÃO DE EDUCADORES DO CAMPO

MARIA OSANETTE DE MEDEIROS NOVOS OLHARES, NOVOS SIGNIFICADOS: A FORMAÇÃO DE EDUCADORES DO CAMPO

A tese está organizada em quatro capítulos, a saber: o primeiro aborda a metodologia da investigação, à luz dos referenciais teóricos e aplicação de técnicas de coleta de dados com foco em um grupo de Educadoras. O segundo capítulo contextualiza as discussões e estudos da Educação do Campo, com as contradições e possibilidades de superação do modo de produção capitalista e seus reflexos na vida da classe trabalhadora e na formação de educadores do campo, à luz dos paradigmas do materialismo histórico e dialético. O terceiro capítulo discute as concepções e práticas de um grupo de Educadoras da primeira turma de educandos da LECampo da UFMG, como porta de entrada para o tema. O quarto capítulo analisa a práxis pedagógica de uma Educadora a partir da trajetória de sua formação e sua história de vida, no Assentamento Oziel Alves Pereira, no Município de Governador Valadares-MG. Por fim, apresento as considerações finais I: novos olhares – no que se refere à percepção das possibilidades de mudanças na práxis pedagógica na Educação do Campo, a partir da LECampo e de outras propostas de formação para a educação do campo. E as considerações finais II: novos significados – aborda propostas metodológicas e possibilidades de transformação na escola, tanto na ação pedagógica escolar quanto na auto-organização dos educandos, articulando os processos educativos e trabalho na perspectiva de uma educação científica. Essas propostas e seus desdobramentos poderão articular-se em dois eixos: primeiro, a organização de um sistema de Educação Permanente, que integre formação e práxis, utilizando tecnologias para orientação dos educadores, bem como produzir e socializar materiais e metodologias inovadoras. Segundo, a organização de espaços da escola e da comunidade para articulação de processos educativos na vida coletiva, tornando a escola um núcleo vital da comunidade, com um processo de avaliação contínua que articule e integre os dois eixos, de modo a constituir-se num sistema que integre educação e prática social e, daí, produzir um currículo que possa fazer avançar os processos participativos rumo à construção de um projeto de sociedade que tenha o ser o humano como centro do seu modelo de desenvolvimento.
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PIBID/diversidade nas escolas do campo: novas experiências na formação dos futuros educadores do campo

PIBID/diversidade nas escolas do campo: novas experiências na formação dos futuros educadores do campo

Resumo: O trabalho foi desenvolvido numa parceria com cinco Escolas do Campo da região sudoeste do Paraná, nos municípios de Candói, Escola Estadual de Lagoa Seca, Colégio Estadual Bom Jesus, em Marmeleiro, Colégio Estadual Padre Réus, em Pérola d’Oeste, Colégio Estadual São Francisco do Bandeira, em Dois Vizinhos, Casa Familiar Rural de São Jorge d’Oeste. As atividades desenvolvidas nas escolas do campo tiveram como objetivo a melhoria das condições de formação dos acadêmicos do curso de Licenciatura em Educação do Campo com habilitação em Matemática e Ciências da Natureza e Ciências Agrárias, a interação entre a Universidade e as escolas do campo de ensino básico, formação de professores das Escolas do Campo. Foram divididas em dois eixos; formativo e profissional e foram realizadas através do desenvolvimento de atividades formativas nas Escolas do Campo nas respectivas áreas do curso através de seminários, feiras do conhecimento, gincanas, construção de fontes e equipamentos para utilização dos recursos naturais renováveis, vídeos com discussão e reflexão.
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Mutações no campo da educação de adultos: sobre os caminhos da formação dos educadores.

Mutações no campo da educação de adultos: sobre os caminhos da formação dos educadores.

Constituindo-se a educação de adultos num campo de práticas heterogéneo, inclui um conjunto razoavelmente diversificado de modalida- des e áreas de intervenção. Embora, como afirmam diversos autores (LIMA, 1992; FINGER e ASÚN, 2001; entre outros), se possa verificar um desfasamento entre o pensamento teórico e a produção científica, por um lado, e as práticas, o desenvolvimento de projectos e a acção educativa, por outro, na sua prática profissional, os educadores de adultos devem ter em conta a diversidade do seu campo e o menor ou maior grau de desenvolvi- mento que certas modalidades de educação de adultos podem apresentar. Estes pressupostos sugerem também a existência de distintos métodos educativos, contemplando não só aqueles que se baseiam na transmissão de conhecimentos ou na reprodução de comportamentos, mas também aqueles que se centram sobre o questionamento dos saberes, e de distintos grupos de participantes, aqueles que procuram novos conhecimentos e certificações por razões económicas e profissionais, e/ou os que através da educação desejam intervir do ponto de vista social, político, cívico, cultu- ral, etc., melhorar a sua situação económica e profissional ou ocupar os seus tempos de lazer.
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Formação de educadores do campo: contribuições para pensar a educação ambiental

Formação de educadores do campo: contribuições para pensar a educação ambiental

Como exemplo, o Relatório Final de Avaliação do Curso (2006) destaca como ponto positivo a disciplina Prática de Ensino, com 300 horas, sendo 25% voltada para planejamento e fundamentação teórica na própria Universidade e 75% desenvolvidas em campos de estágios nos municípios pólos de cada estado envolvido no projeto. Das atividades de campo realizadas, nesta disciplina, no assentamento Palmares, município de Parauapebas, resultou a sistematização e publicação, em 2005, do livro “Práticas Pedagógicas em Movimento: Infância Universidade e MST” a partir de três projetos: “Acampamento Educativo”, que propôs uma escola lúdica, utilizando linguagem e raciocínio lógico; “Formação de Educadores (as) Infantis”, que parte da reflexão sobre as práticas geradas no assentamento; e um projeto que investigou como brincavam as crianças de acampamentos do MST.
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Contribuições do estudo do meio na formação de educadores do campo para o ensino de Ciências no semiárido Piauiense

Contribuições do estudo do meio na formação de educadores do campo para o ensino de Ciências no semiárido Piauiense

Os questionários foram aplicados aos licenciandos no início e no final da disciplina. O objetivo do primeiro questionário foi fazer um diagnóstico da turma, para obter um perfil e estudar as possibilidades de implementação do estudo do meio. Entre as perguntas, questionou-se sobre idade, gênero, área de domicílio (rural ou urbano), município e localidade de residência, acesso à internet, disponibilidade para atividades extraclasse, e se possuíam dispositivos eletrônicos que os possibilitassem a fazer o registro de fotografias e vídeos para as atividades a serem desenvolvidas. Assim foi possível constatar que a turma tinha a média de 29 anos de idade, sendo a maioria do sexo feminino (74%). Os licenciandos residiam na área rural de diversos municípios do semiárido piauiense: Itainópolis, Picos, Patos do Piauí, Alagoinha do Piauí, Santana do Piauí, Jaicós, Massapê do Piauí e Jacobina do Piauí. Todos os licenciandos afirmaram ter acesso à internet e disponibilidade para fazer atividades extraclasse, além de possuir algum dispositivo com capacidade para tirar fotos e vídeos. Assim, foi possível perceber que o estudo do meio poderia ser realizado. O segundo questionário buscou obter uma avaliação dos alunos acerca das atividades desenvolvidas na disciplina, em especial o estudo do meio, e quais as contribuições destas para a sua formação como educadores do campo.
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Contribuições das licenciaturas em educação do campo para as políticas de formação de educadores

Contribuições das licenciaturas em educação do campo para as políticas de formação de educadores

É a partir dessa compreensão sobre a educação que se colocam as pers- pectivas da formação docente pleiteada pela ação do movimento da Educação do Campo no Brasil. A afirmação dessa característica é relevante no atual momento histórico no qual está em curso um conjunto de políticas que ameaça a educa- ção pública no país e igualmente a Educação do Campo. Estruturado no tripé meritocracia, avaliação e privatização (FREITAS, 2014) objetiva não só criar as condições para a privatização das escolas públicas que não atingirem padrões pre- determinados, como também aumentar o controle ideológico sobre o que e como se ensina nas escolas públicas. A necessidade do aumento do controle ideológico se relaciona às demandas do capital, que tem de encontrar uma forma de superar a contradição imposta pelos próprios níveis de seu desenvolvimento na atualidade. Isso quer dizer que a manutenção das taxas de lucro foi gerando a necessidade de incorporação de níveis cada vez maiores de tecnologia nos processos produtivos, o que, por sua vez, exige trabalhadores mais instruídos. Elevar os níveis de instru- ção dos trabalhadores sem aumentar simultaneamente os de consciência e com- preensão das inúmeras contradições sociais que mantêm o sistema do capital exige um controle cada vez maior dos processos de escolarização (FREITAS, 2011).
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Open Educação para a cidadania: o papel da leitura na formação da competência linguísticodiscursiva dos educadores do campo.

Open Educação para a cidadania: o papel da leitura na formação da competência linguísticodiscursiva dos educadores do campo.

A educação do campo não se limita aos muros da escola. Ela se faz no cotidiano de seus sujeitos, de suas ações e lutas. O movimento do campo educa. Os espaços do campo educam. Seus sujeitos aprendem e ensinam em um movimento dialógico. Dessa maneira, uma formação ofertada a estes sujeitos não pode ignorar que seus espaços, seus sujeitos, suas dinâmicas e movimentos são pedagógicos, pois que neles se ensina e se aprende mutuamente. Qualquer processo de formação para os sujeitos do campo não pode se limitar à ensinar conteúdos aleatórios ao seu contexto de vida, de luta. Mas precisa olhar, sensivelmente, suas peculiaridades e trabalhar a partir daquilo que lhes será útil na luta por condições de vida cada vez mais justa e igualitária. É dessa forma que pensamos um processo de formação para educadores do campo. Abaixo, expomos os quadros de questões e as análises a partir das pretendemos responder aos nossos objetivos.
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A formação de educadores e a constituição da educação de jovens e adultos como campo pedagógico.

A formação de educadores e a constituição da educação de jovens e adultos como campo pedagógico.

Certamente, essa assimilação da educação dos grupos populares à ação filantrópica é o arcabouço ideológico que sustenta as representações que infantilizam os educandos jovens e adultos. E reforçando representa- ções como essas, que podem povoar tanto o imaginário dos educadores quanto dos educandos, temos no terreno da educação de jovens e adultos políticas de Estado que também concorrem para cristalizá-las. Ainda que nas últimas décadas tenhamos assistido aos esforços de alguns governos municipais e estaduais no sentido de consolidar o espaço da educação de jovens e adultos como parte integrante do conjunto de políticas educacio- nais - em alguns casos inclusive transferindo serviços anteriormente alocados em órgãos de assistência social para as secretarias de educação -, algumas das políticas recentes induzidas pelo governo federal vêm repro- duzindo gravemente a concepção assistencialista dessa modalidade educativa. Exemplo disso é o programa Alfabetização Solidária, cuja estru- tura organizacional e mecanismo de financiamento não favorecem a con- solidação de redes capazes de promover de forma continuada tanto a edu- cação dos jovens e adultos como a formação de educadores para assumir a tarefa. 2
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Formação de educadores do campo proposta pelo curso de Pedagogia da Terra PRONERA/UFMA

Formação de educadores do campo proposta pelo curso de Pedagogia da Terra PRONERA/UFMA

Esta pesquisa aborda a proposta de formação de educadores do campo defendida pelos movimentos sociais camponeses, identificando os referenciais teórico-metodológicos que fundamentam a Educação do Campo. O objeto de pesquisa trata da proposta político-pedagógica contemplada no curso de Licenciatura em Pedagogia da Terra desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão através do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), evidenciando os princípios e concepções orientadoras da formação do pedagogo da terra. Esta pesquisa possui caráter qualitativo, realizando-se por meio da análise interpretativa documental e bibliográfica. Visando uma melhor compreensão, utilizou-se, ainda, entrevistas semiestruturadas com os sujeitos que participaram da operacionalização do curso de Pedagogia da Terra PRONERA/UFMA. A pesquisa bibliográfica permitiu-nos perceber as formas de organização e as estratégias de lutas traçadas pelos movimentos populares do campo ao longo da história do Brasil, bem como compreender o processo de construção do projeto educativo para os povos camponeses. A prática educativa dos movimentos do campo são meios de pressionar o Estado para a implementação de políticas públicas voltadas a reforma agrária, educação e outros direitos. A investigação demonstrou a existência de projetos distintos de educação e formação de professores: um concebido em concordância com o ideário neoliberal e outro produzido através das mobilizações dos sujeitos que vivem e trabalham no campo. Entre as conquistas mais importantes estão as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo, além do PRONERA, onde se sistematizam vários projetos educativos. Os autores que embasaram esta pesquisa são: ARROYO (1999, 2010); LDB (1996); Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo (2001); CALDART (2004, 2009, 2000, 2008); COUTINHO (2009); DAMASCENO (1996, 1993); DELGADA (2005, 2010); FERNANDES (2004, 2005, 2001); MOLINA (1992, 2004); RIBEIRO (2010). Complementando o entendimento sobre o projeto educativo dos movimentos sociais, a análise documental da proposta de formação do Curso de Pedagogia da Terra da UFMA e da legislação educacional possibilitou a identificação das intencionalidades e princípios formativos que se contrapõem à concepção hegemônica de educação, que desvaloriza a cultura do campo. Contudo, a proposta do referido curso apresenta alternativas inovadoras de educação que reconhece as especificidades pertencentes às populações camponesas.
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Um dedo de prosa sobre a caminhada da UNEAL: projetos e programas de formação de educadores/as do campo

Um dedo de prosa sobre a caminhada da UNEAL: projetos e programas de formação de educadores/as do campo

garantidas nas escolas campesinas, mas também nos processos formativos dos educadores/as que lá atuam. A nível nacional, a legislação garante isso, pois, é através da formação inicial e continuada dos educadores/as do campo que há uma contribuição com a melhoria da qualidade da educação escolar ofertada aos os sujeitos do campo em seus cotidianos. Desta forma, buscando assim, refletir sobre ações formativas para educadores do campo na Universidade Estadual de Alagoas - Uneal ao longo desses últimos dez anos, este artigo apresenta um recorte sobre uma reflexão das ações extensionistas e de adesão a Edital do Ministério da Educação - MEC realizadas pela Uneal no agreste de Alagoas sobre formação de educadores/as do campo. Teóricos como Molina (2010), Arroyo (2007), Fernandes (2006) Carvalho (2011) e a legislação educacional nacional e estadual sobre a Educação do Campo têm fundamentado esta análise das ações formativas desenvolvidas pela Instituição. Para obtenção desses dados foi realizada atreves da pesquisa-ação referendada pela pesquisa bibliográfica e análise de relatórios enviados pelos responsáveis pelas respectivas ações. Este trabalho nos mostra que a Uneal, seja por decisão da Instituição ou em parceria no atendimento às demandas dos movimentos sociais e de rede de educação contextualizada, vem, ao longo desses últimos dez anos, desenvolvendo importantes e concretas ações de formação inicial e continuada de educadores do campo do Estado de Alagoas através dos projetos apresentados: a) Licenciatura em Educação do Campo – Procampo/Uneal, b) Projeto de Extensão: Os Saberes da Geografia na Perspectiva da Educação do Campo; c) Formação continuada de educadores/as do campo realizada em parceira com o MTC/AL; d) Formação continuada de educadores/as do campo em parceira com a RECASA/AL; e) Encontro de Pesquisa em Educação do Campo de Alagoas – EPEC/AL; f) Pós-graduação em Educação do Campo e Sustentabilidade. O artigo finaliza trazendo uma reflexão necessária sobre o rompimento do caráter provisório de ações de formação de educadores do campo em Alagoas.
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As perguntas do Professor de Física e a dialética da produção de sentidos na formação de educadores do campo

As perguntas do Professor de Física e a dialética da produção de sentidos na formação de educadores do campo

Neste trabalho, investigamos como as perguntas orquestradas pelo professor contribuem para a formação dos conceitos científicos no contexto de uma sala de aula de Física onde se dá o encontro entre os diferentes saberes dos alunos do campo e os saberes da ciência escolar. Buscamos compreender quais funções desempenham essas perguntas no movimento dialético de produção/restrição de sentidos e no encontro polissêmico/dialógico de vozes do campo com a voz da ciência. Para isso, tomamos como referencial teórico-metodológico a teoria sociocultural de Vigotski e a teoria da enunciação/polifonia de Bakhtin. A pesquisa foi realizada em uma turma, com 16 alunos, durante dois módulos do curso de Licenciatura em Educação do Campo, com habilitação em Ciências da Vida e da Natureza, ofertado na Faculdade de Educação da UFMG. A coleta dos dados se deu a partir da gravação das aulas (áudio e vídeo) e anotações em caderno de notas durante observação. A análise dos dados foi realizada mediante mapeamento e classificação dos episódios em que ocorre intensa interação discursiva, a partir da ferramenta analítica de Mortimer e Scott (2003). Uma estrutura de categorias, desenvolvida a partir da análise dos dados, classifica as perguntas de acordo com as intenções do professor em cada fase da sequencia de ensino. Os resultados sinalizam um potencial de instrumentalização dos professores de ciências, aumentando sua habilidade na utilização de perguntas para estimular a formação dos conceitos científicos. Para além deste contexto, o trabalho pretende contribuir para a compreensão de como o diálogo/confronto entre diferentes saberes contribuem com a aprendizagem.
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Formação de educadores e educadoras sociais brasileiros: contribuições da Licenciatura em Educação do Campo e da proposta de formação de educadores e Educadoras Sociais do Uruguai

Formação de educadores e educadoras sociais brasileiros: contribuições da Licenciatura em Educação do Campo e da proposta de formação de educadores e Educadoras Sociais do Uruguai

A pesquisa científica nos exige rigor. Talvez esse, um dos momentos também mais complexos durante nosso percurso investigativo: comparar dois modais de formação de Educadores(as) que, inicial e hipoteticamente se aproximavam, com o objetivo principal de trazer elementos que pudessem contribuir para uma proposta do campo formativo para os Educadores(as) Sociais no nosso contexto brasileiro, contemplado no terceiro capítulo. O desenvolvimento da pesquisa nos mostrava, a cada passo, que nossos sujeitos protagonistas têm como um dos principais objetivos justamente romper e buscar alternativas metodológicas que possam contemplar suas práticas. Se ao mesmo tempo buscamos desenvolver o rigor científico, gostaríamos de explicitar que jamais foi a intenção limitar ou silenciar a voz e as contribuições das histórias dos sujeitos que possibilitam esse momento reflexivo.
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Educação inclusiva na formação de educadores : uma experiência na licenciatura em educação do campo da Universidade de Brasília

Educação inclusiva na formação de educadores : uma experiência na licenciatura em educação do campo da Universidade de Brasília

No início do encontro, a postura observada era de incerteza e insegurança frente à situação colocada como problema, por meio de críticas em relação ao Estado e isenção da responsabilidade de realizar uma Educação do Campo inclusiva. Esta postura foi justificada pela inexistência de uma formação adequada para tal, bem como pela estrutura física que não atendia às demandas de estudantes e professores. Os participantes pareciam encontrar dificuldades em dar prosseguimento a outras reflexões a partir da crítica. Apesar de a crítica ser fundamental para um processo de transformação, entendo que quando ficamos restritos a ela, podemos nos impedir de buscar novas possibilidades. O foco na questão da deficiência também vale ser frisado, uma vez que pode tornar-se um impeditivo de práticas verdadeiramente inclusivas. Ao pensar no estudante surdo apenas como uma pessoa com deficiência auditiva, ele deixa de ser um sujeito de possibilidades para ser uma deficiência, o que pode atrapalhar o processo educativo. Por isso parto da compreensão já exposta de Vygotsky no início do século XX sobre a relação entre desenvolvimento infantil e deficiência. Ainda assim, as especificidades da pessoa surda precisam ser respeitadas, principalmente no que concerne a sua comunicação, fato que foi apontado quando eu questionei, buscando dar continuidade ao processo de reflexão, os participantes sobre o que seria considerado um professor habilitado e o que seria necessário para tal:
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Formação de Educadores de Jovens e Adultos do Campo: produções do período 2006-2011

Formação de Educadores de Jovens e Adultos do Campo: produções do período 2006-2011

133 e projetos educacionais gestados no âmbito das políticas públicas, que têm sido efetivados no meio rural brasileiro nas últimas décadas. Nosso objetivo com esta pesquisa foi analisar as representações sociais dos educadores do Programa ProJovem Campo – Saberes da Terra, do estado de Minas Gerais, sobre a Pedagogia da Alternância de maneira a identificar indícios de possíveis alternâncias educativas que vêm sendo construídas no Programa. Ancorados nos pressupostos teórico- metodológicos da pesquisa qualitativa, utilizamos, como procedimentos técnicos de coleta de dados, de maneira combinada, a análise documental, o questionário e a entrevista semi-estruturada. As informações obtidas foram analisadas na perspectiva do Método de Análise de Conteúdo. Tendo em vista que, no período de execução da pesquisa, o Programa já se encontrava em andamento, para efeito de análise, estabelecemos um recorte temporal que correspondeu ao período de sua implantação, agosto de 2009 até outubro de 2010. No seu conjunto, os educadores representam a Pedagogia da Alternância como uma proposta inovadora de educação, que possibilita proporcionar aos jovens agricultores uma educação que esteja mais próxima de suas vivências, sua cultura e seus saberes. A ideia de uma proposta inovadora de educação ancora-se ainda na possibilidade de desenvolver práticas pedagógicas que não são possíveis no ensino regular, como articulação entre teoria e prática, alternância de tempos e espaços educativos, aproximação com a realidade do educando. As práticas educativas desenvolvidas pelos educadores do Programa, ao se aproximarem da dinâmica pedagógica da Pedagogia da Alternância, assumem contornos de uma educação que procura valorizar o jovem agricultor como protagonista do seu processo de ensino e aprendizagem. Entretanto, nossos dados revelam algumas fragilidades e contradições da implantação do Programa ProJovem Campo em nosso estado, indicando, entre outros aspectos, os riscos de simplificação da Alternância como dinâmica pedagógica e as limitações de se efetivar, via Estado, uma educação comprometida com as transformações do campo e com o fortalecimento do protagonismo de seus sujeitos sociais.
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Práticas socioeducativas e formação de educadores: novos desafios no campo social.

Práticas socioeducativas e formação de educadores: novos desafios no campo social.

Nesse sentido, enfocam-se convergências e divergências entre as diversas for- mas de nomear essas práticas de educação no campo social (MOURA; ZUCCHETTI, 2006) o que nos conduziu a optar pelo uso da expressão “educação não escolar” em detrimento da “educação não formal”. Não é nosso propósito discutir a questão das formas de nomeação; neste artigo queremos, desde o nosso ponto de vista, apenas ressaltar que a diferenciação entre práticas de educação “não formal” (enquanto sinônimo de educação não escolar e sua dimensão política, nitidamente empobreci- da nos últimos anos), e práticas de educação “formal” (como sinônimo de educação escolar), além da (de)marcação de lugares sociais, em geral, escamoteia e legitima processos de ensino e aprendizagem marcados pela lógica da preparação para o mercado em detrimento de um projeto de formação para a vida.
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Open Formação superior de educadores do campo: análise das propostas pedagógicas dos cursos do PRONERA da UFPB

Open Formação superior de educadores do campo: análise das propostas pedagógicas dos cursos do PRONERA da UFPB

No contexto em que se discutem os programas e as políticas públicas de formação em Educação Superior, desenvolvidas pelas universidades públicas, direcionados aos grupos sociais rurais, na perspectiva de consolidar a pesquisa em Educação do Campo. Apresentamos nosso estudo sobre os Cursos de Pedagogia, História e Ciências Agrárias oferecidos para os camponeses assentados da reforma agrária implementados na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em parceria entre os movimentos sociais e a UFPB, através de convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária/Paraíba (INCRA/PB) e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA). Os Cursos são experiências de formação superior de educadores para atuação nas escolas do campo, que partem da reflexão e das necessidades dos movimentos sociais e da articulação nacional “Por uma Educação do Campo” no contexto das políticas públicas de ações afirmativas, em resposta às lutas dos movimentos sociais por uma educação de qualidade, contextualizada com as suas peculiaridades. Assim, buscamos nesta pesquisa analisar as propostas pedagógicas os Cursos supracitados procurando estabelecer a relação existente entre esses e fundamentos da Educação do Campo, e assim lançar um olhar para a formação de educadores e educadoras buscando investigar e compreender como a formação superior para o campo está sendo trabalhada pelos cursos da UFPB, direcionados aos camponeses e camponesas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada a partir da análise documental dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP‟s) dos cursos de Pedagogia, História e Ciências Agrárias, bem como da realização de entrevistas semi-estruturadas com os coordenadores desses, os quais se envolveram diretamente na elaboração, organização e execução dos mesmos.
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Educação de Jovens e Adultos no campo: contribuições à formação de educadores e educadoras ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária

Educação de Jovens e Adultos no campo: contribuições à formação de educadores e educadoras ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária

O trabalho de pesquisa teve como objetivo analisar a formação e a prática docente de educadoras do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária,a partir de três princípios da Educação Popular coordenado pela Universidade Federal do Ceará. Os três princípios são: a consideração pela experiência de vida acumulada pelos educandos e se isto se tornou ponto de partida para a ação docente, a compreensão da educação como ato político por educandos e educadoras e a importância atribuída à dialogicidade. Caracteriza- se como uma pesquisa participante, realizada com 5 (cinco) educadoras do referido programa de alfabetização e escolarização de jovens e adultos assentados da Reforma Agrária no município de Canindé, Ceará. A primeira etapa da pesquisa caracteriza-se pelo estudo do Projeto Político Pedagógico elaborado pela UFC e aproximação das pessoas participantes da pesquisa, por minha presença nos encontros formativos e pedagógicos e apresentação às mesmas da minha proposta. Em seguida realizei a pesquisa de campo visitando o assentamento Ipueira da Vaca, utilizando dinâmicas de grupo, entrevistas e a técnica do grupo focal para perceber a compreensão e incorporação à prática das categorias das educadoras e assentados, sobre os princípios escolhidos. Os dados apontam para a presença das categorias na formação e na prática das educadoras e também as dificuldades encontradas pelas mesmas na compreensão plena e desenvolvimento das ações. Os obstáculos institucionais burocráticos colocados à implementação do Pronera contribuem para a limitação das atividades. Considero que a contribuição para o processo de formação de educadores elaborado pela UFC tem demonstrado compromisso na efetivação da Educação Popular necessária à prática docente e coerente com as orientações da Educação do Campo.
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