Top PDF Alterações neuropsiquiátricas na doença de Parkinson

Alterações neuropsiquiátricas na doença de Parkinson

Alterações neuropsiquiátricas na doença de Parkinson

As alterações neuropsiquiátricas da DP são decorrentes essencialmente do próprio processo neurodegenerativo, dos medicamentos para tratar a DP e da vivência subjetiva do paciente frente à doença (4). A visão tradicional da relação entre neurodegeneração e sintomas não-motores afirma que a perda de neurônios dopaminérgicos da substância negra é a pedra angular da fisiopatologia desses sintomas. Essa visão tradicional e reducionista foi recentemente questionada pelos trabalhos de Braak e colaboradores (6). Para esses autores, o processo degenerativo afetaria inicialmente os núcleos motores dorsais do glossofaríngeo e do vago e o núcleo anterior do nervo olfatório. Em um segundo estágio, núcleos das porções inferiores do tronco cerebral, como núcleos da rafe, formação reticular e complexo cerúleo/subcerúleo, seriam afetados. O diagnóstico é raramente realizado neste momento e, por isso, esses estágios iniciais são chamados de pré-clínicos em virtude da ausência de sinais motores. Entretanto, essas são alterações-chave para a compreensão de sintomas não-motores que frequentemente antecedem os sinais motores da DP, como as alterações de olfato, os distúrbios autonômicos, as alterações do sono e os quadros depressivos e ansiosos. As alterações degenerativas no tronco cerebral tomam em seguida um curso ascendente, com discreta variação entre os indivíduos afetados, e finalmente afetam áreas mesencefálicas, em particular a pars compacta da substância negra. Em estágios posteriores, há envolvimento prosencefálico, que se inicia no córtex temporal antero- medial para em seguida atingir as áreas neocorticais.
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Doença de Parkinson e Gravidez.

Doença de Parkinson e Gravidez.

A doença de Parkinson caracteriza-se por tremores, rigidez muscular, bradicinesia e instabilidade postural e da marcha. Acomete todos os grupos étnicos, sem preferência sexual, freqüentemente aos 45-50 anos. O diagnóstico é essencialmente clínico. A associação com a gravidez é rara. A experiência com o binômio é escassa, permanecendo algumas questões sem resposta. Os autores descrevem um caso de doença de Parkinson e gestação com evolução satisfatória, apesar da piora clínica na gravidez. Apresentou elevação dos níveis pressóricos, alteração das enzimas hepáticas e oligoidrâmnio. Utilizou, por conta própria, selegilina até o terceiro mês e, posteriormente, amantadina. O neonato apresentou baixo peso, desconforto respiratório e icterícia, recebendo alta, sem outras complicações, no quarto dia de vida.
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Ativa Parkinson: benefícios da atividade física na qualidade de vida de pessoas com doença de Parkinson

Ativa Parkinson: benefícios da atividade física na qualidade de vida de pessoas com doença de Parkinson

Resumo: A doença de Parkinson (DP) é caracterizada pela disfunção ou morte dos neurônios produtores da dopamina. O exercício físico tem sido utilizado frequentemente como parte do tratamento de pessoas com DP combinado com o tratamento farmacológico para melhorar a qualidade de vida desta população e diminuir a progressão da doença. Com isso, o objetivo deste estudo é verificar os efeitos da atividade física desenvolvida no ATIVA PARKINSON na qualidade de vida das pessoas com DP. Participaram do estudo 10 pessoas com DP. Os participantes realizaram atividades por duas vezes na semana, com duração de uma hora por sessão. Os participantes foram avaliados após 4 meses de atividade física através de questionários que verificou os benefícios da qualidade de vida causadas pelo programa de exercício físico. Os resultados mostraram que o programa de atividade física melhorou a qualidade de vida das pessoas com DP. A partir dos resultados pode-se concluir que o ATIVA PARKINSON – Programa de Atividade Física para pessoas com Doença de Parkinson é capaz de melhorar a qualidade de vida de pessoas com DP, melhorando aspectos motores (sinais/sintomas da DP e componentes da capacidade física) e não motores (cognição, motivação, disposição, etc).
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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PORTADORES DA DOENÇA DE PARKINSON

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PORTADORES DA DOENÇA DE PARKINSON

Trata-se de um estudo descritivo, transversal, realizado na ABP, localizada na cidade de São Paulo, declarada de utilidade pública federal, estadual e municipal, reconhecida como filantrópica. A instituição direciona seu atendimento a idosos, portadores da Doença de Parkinson e dispõe de serviços de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, nutrição, além de atividades que promovem interação social, como: oficinas de arte, coral, clube de xadrez, danças circulares, dança sênior e origami.

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Demência na doença de Parkinson.

Demência na doença de Parkinson.

A sobrevida na DPI após o surgimento da doença é, em média, de 9 a 12 anos. Estes dados da história natural da DPI, já expostos previamente, nos fornecem algumas dicas sobre a abordagem farmacológica nesta doença: iremos lidar com pacientes predominantemente idosos e que deverão utilizar a medicação muitas vezes por mais de uma década. O tratamento da demência na doença de Parkinson idiopática é ainda mais complexo, já que envolve o tratamento conjunto de duas doenças degenerativas, em tese, ou pelo menos um mesmo processo degenerativo com duas apresentações fenotípicas diferentes (ainda que fisiopatologicamente, provavelmente, devem estar relacionadas). O tratamento de cada condição em separado já é complexo e, portanto, torna-se natural esperar complexidade ainda maior no tratamento simultâneo das duas condições.
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A musicoterapia na doença de Parkinson.

A musicoterapia na doença de Parkinson.

Esse neurologista verificou que a música ade- quada ao doente e ouvida com prazer produz um efeito bastante produtivo nas pessoas com DP, fazendo desaparecer, por um certo tempo, os sintomas característicos da doença. Segundo Sa- cks, muitas vezes só de pensar numa música já se pode minimizar a sintomatologia parkinsonia- na: [a doente] era capaz de “tocar” composições inteiras de Chopin, em vívidas imagens mentais. Logo que ela começava, seu eletroencefalograma (suas ondas cerebrais), altamente anormal, volta- va bruscamente ao normal, enquanto seus sinto- mas de Parkinson sumiam. De forma igualmente abrupta, todos os sintomas voltavam logo que ela interrompia seu concerto clandestino [...] é fácil ver como a música repõe momentaneamente no lugar os espatifados motores dos pacientes com Pa- rkinson. Obviam ente, a m úsica não conserta os neurônios defeituosos que causam a doença. Em vez disso, ela vence os sintomas da Parkinson, ao transportar o cérebro para um nível de integração acima do normal. A música estabelece fluxo no cé- rebro, enquanto ao mesmo tempo estimula e coor- dena as atividades do cérebro 17 .
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Alterações comportamentais e de músculo esquelético em modelo experimental da doença de Parkinson: efeito do treinamento em esteira

Alterações comportamentais e de músculo esquelético em modelo experimental da doença de Parkinson: efeito do treinamento em esteira

. Análises morfométricas em imagens de músculo sóleo, obtidas por microscopia eletrônica de transmissão, revelaram que o exercício foi capaz de promover aumento na porcentagem relativa de perfis mitocondriais e tríades, e redução na porcentagem de perfis mitocondriais com alterações estruturais. Na presença do MPTP, no entanto, houve maior ocorrência de mitocôndrias alteradas, tanto nos animais sedentários quanto nos animais treinados, indicando que o exercício não evitou alterações ultraestruturais no músculo sóleo. A infusão de MPTP também resultou em aumento de percentual de miofibrilas e diminuição de tríades, nos animais treinados. Este é o primeiro trabalho que demonstra alterações em músculo esquelético que antecedem o surgimento de sintomas motores em modelo animal para doença de Parkinson. Os resultados fornecem boas perspectivas para estudos posteriores com intuito de determinar a contribuição das estruturas associadas ao músculo na progressão dos sintomas motores na doença.
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Apatia na doença de Parkinson: contribuição do estudo da apatia para compreensão da doença de Parkinson

Apatia na doença de Parkinson: contribuição do estudo da apatia para compreensão da doença de Parkinson

De um modo geral, estes resultados sugerem que a apatia é não só mais comum em sujeitos com DP, face aos sujeitos da população geral, como também se manifesta nos doentes de Parkinson com mais intensidade, tal como tínhamos previsto em função da bibliografia consultada. A prevalência da apatia na DP - que no nosso estudo atinge valores ainda mais elevados do que os encontrados em estudos anteriores -, é concordante com os dados de outras investigações (e.g., Dujardin et al., 2009; Orugu et al., 2010; Starkstein et al., 1992). Podemos referir, a este propósito, o estudo de Pluck e Brown (2002) que defende precisamente a associação entre a presença de apatia e a DP. Neste estudo (idibem), cuja amostra foi constituída por sujeitos com DP e sujeitos com osteoartrite – intencionalmente escolhidos por apresentarem uma doença degenerativa, crónica e progressiva, que causa níveis de incapacidade significativos em consequência dos sintomas motores, à semelhança da DP -, os autores concluem que a apatia constitui um aspecto neuropsiquiátrico relacionado com as alterações biológicas da DP, na medida em que, para além de estar presente nesta patologia, não foi um sintoma presente no grupo de sujeitos com osteoartrite (cf., capítulo III).
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Comparação do equilíbrio e da mobilidade funcional entre pacientes com doença de Parkinson ativos e inativos

Comparação do equilíbrio e da mobilidade funcional entre pacientes com doença de Parkinson ativos e inativos

realizadas no âmbito doméstico, no tempo livre e nas atividades de lazer. Este ins- trumento tem sido utilizado em vários estudos como forma de caracterização da amostra. Entretanto, esse questionário pode auxiliar na formação de grupos de indivíduos ativos e inativos, facilitando a comparação dos desempenhos em equi- líbrio e mobilidade funcional. Ainda, existe uma lacuna na literatura a respeito do desempenho em equilíbrio e mobilidade funcional de pacientes com doença de Parkinson. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi comparar o desempenho em equilíbrio e mobilidade funcional de pacientes com doença de Parkinson ativos e inativos. Espera-se que pacientes ativos tenham melhor desempenho em equilí- brio e mobilidade funcional quando comparados com pacientes inativos.
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O papel de Charcot na doença de Parkinson.

O papel de Charcot na doença de Parkinson.

Finalmente, Charcot foi o primeiro neurologista a sugerir uma terapêutica para a doença de Parkinson. Em 1877, ele indicou como tratamento um precursor dos alcalóides da beladona, a hioscinamida, que é uma substância com propriedades anticolinérgicas. Outros métodos de tratamento definidos por Charcot, sem sucesso, foram a utilização de uma cadeira vibratória - “trepidant”- (pelo fato dos pacientes referirem melhora do seu quadro clínico após longas viagens de carruagem ou trem) e de um aparelho especial que suspendia os paciente no ar, com a utilização de uma armadura. Alguns dos pacientes descritos por Charcot apresentaram, na sua evolução, melhora clínica ou cura, e poder-se-ia interrogar da existência de parkinsonismo secundário (por drogas por exemplo) nestes pacientes 1-3,5,6,9-11 .
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A evolução farmacoterapêutica na doença de Parkinson

A evolução farmacoterapêutica na doença de Parkinson

Uma vez que a DP não tem causa conhecida pode ser designada como uma doença idiopática. Pensa-se que inúmeros factores ambientais e genéticos podem estar relacionados com o aumento de risco da doença. O MPTP (1-metil-4-fenil-1,2,3,6- tetrahidropiridina), substância análoga da meperidina é capaz de produzir os sintomas da DP, mas, outras substâncias com estrutura química semelhante presentes na natureza poderão também desencadear a doença. Sabe-se, no entanto, que o único factor de risco confirmado é a idade (Doença de Parkinson, Manual Prático de Joaquim Ferreira, Alice Levy,2003). Pensa-se que apenas 5% dos casos de Parkinson tem origem genética. (Tugwell,2008)
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DOENÇA DE PARKINSON: COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR

DOENÇA DE PARKINSON: COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR

Resultados: O diagnóstico é eminentemente clínico, através do conhecimento dos sinais cardinais da doença (tremor, rigidez, perda do reflexo postural e bradicinesia), embora para se ter o diagnóstico correto seja necessário o conhecimento do diagnóstico diferencial e das particularidades apresentadas pelo portador. O tratamento ainda gera discussões, pela escolha das drogas adequadas e pelos efeitos colaterais que podem causar. Entretanto, a selegilina e a levodopa ainda se constituem nos principais recursos terapêuticos para a doença. Conclusões: A Doença de Parkinson é uma doença progressiva, sem causa conhecida, e que gera grande incapacidade à vida social do indivíduo. O diagnóstico, que é essencialmente clínico, é a primeira etapa na condução da doença, que também passa pelo tratamento medicamentoso, pelo suporte fisioterápico, fonoaudiológico e psicológico, todos buscando garantir a qualidade de vida do portador.
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Abordagem da disartria na doença de Parkinson

Abordagem da disartria na doença de Parkinson

A Doença de Parkinson (DP) afecta aproximadamente 5,9 milhões de pessoas mundialmente. Cerca de 90% das pessoas com DP desenvolvem perturbações na voz e no discurso ao longo do curso da doença, sendo estas traduzidas perceptualmente por uma diminuição do volume da voz, uso impreciso de consoantes e voz monotónica, designadas colectivamente de disartria hipocinética e, acusticamente, por uma diminuição do intervalo de frequência fonatória máxima e um aumento do jitter e do shimmer. Observações por nasolaringoscopia identificaram tremor em vários locais do tracto vocal, nomeadamente no palato, nos aritenóides e em menor grau nas cordas vocais, contrariando a percepção anterior de que o tremor nas cordas vocais era a fonte sintomática da disartria na DP. Existem 5 abordagens terapêuticas que apresentam alguma evidência positiva na disartria da DP, a terapêutica médica com levodopa, a estimulação cerebral profunda, a estimulação magnética transcraniana, a terapia da fala, nomeadamente o LSVT(Lee Silverman Voice Treatment), e a injecção de colagénio nas cordas vocais. A que reúne maior consenso e que apresenta um elevado impacto positivo é o LSVT. A disartria hipocinética é passível de ser tratada, não devendo ser negligenciada pelos clínicos, a sua abordagem requer uma equipa multidisciplinar cujo objectivo principal é a melhoria da qualidade de vida do doente.
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Doença de Parkinson no paciente odontogeriátrico

Doença de Parkinson no paciente odontogeriátrico

Por vezes, surge a ideia de que parkinsonismo e Doença de Parkinson são sinónimos. O parkinsonismo é definido pela combinação de qualquer dos seis sinais cardinais: tremor em repouso, rigidez, bradicinesia, perda de reflexos posturais e bloqueios motores. Não têm de estar presentes os seis sinais. Para que seja feito o diagnóstico de parkinsonismo, têm de estar presentes pelo menos dois sinais cardinais, sendo um deles a bradicinesia ou o tremor em repouso. A DP, ou parkinsonismo primário, subdivide-se em idiopático e de etiologia genética conhecida, sendo o idiopático o tipo de parkinsonismo mais frequente. Independentemente de ser idiopático ou genético, o denominador comum é não ser causado por injúrias no cérebro (caraterístico do parkinsonismo secundário) e não estar associado a outras caraterísticas motoras neurológicas (síndromes parkinsonianas atípicas) (Fahn, 2003).
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Telerreabilitação vocal na doença de Parkinson.

Telerreabilitação vocal na doença de Parkinson.

A doença de Parkinson (DP) é uma moléstia neurodegenerativa associada a significantes prejuízos motores, neuropsicológicos e sensoriais. Alterações na qualidade da voz são frequentes durante o curso da doença e os pacientes enfrentam obstáculos no acesso a serviços de reabilitação fonoaudiológica adequada. A telerreabilitação é uma possível solução para esse problema, uma vez que pode ser implementada a distância, com recursos de telemedicina, via tecnologias de comunicação e informação. Objetivo: Investigar a eficiência da telerreabilitação da voz em pacientes com DP. Métodos: Participaram 20 pacientes com DP e queixas de voz. A telerreabilitação síncrona (em tempo real) ocorreu a partir de videoconferência (Adobe Connect 8), os pacientes foram telerreabilitados pela versão estendida do Lee Silverman Voice Treatment (LSVT-X) e avaliados, antes e depois dessa intervenção por meio de análise perceptual da qualidade vocal pela Escala GRBASI. No final da intervenção, todos responderam a questionário estruturado sobre a experiência com a telerreabilitação. Resultados: As análises revelaram diminuição na magnitude das alterações da qualidade da voz após a intervenção, indicando melhoria do padrão vocal. Todos os pacientes relataram satisfação e preferência pela telerreabilitação em comparação com a reabilitação presencial, assim como positiva percepção de áudio e vídeo. Algumas adversidades tecnológicas foram identificadas, mas não impediram as abordagens de avaliação e tratamento. Conclusão: Os resultados sugerem que a telerreabilitação seja uma intervenção eficiente para os sintomas da qualidade da voz associados à DP e pode ser indicada para pacientes com acesso a tecnologias e dificuldades no alcance de profissionais ou centros especializados.
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Qualidade de vida e desvantagem vocal em sujeitos com doença de Parkinson MESTRADO EM FONOAUDIOLOGIA

Qualidade de vida e desvantagem vocal em sujeitos com doença de Parkinson MESTRADO EM FONOAUDIOLOGIA

Introdução: a doença de Parkinson (DP) é uma afecção crônica e degenerativa do sistema nervoso central que afeta principalmente sujeitos acima de 60 anos. Estudos avaliaram que a DP revelou impacto negativo na qualidade de vida (QV). Objetivo: investigar, por meio de dois protocolos distintos, a associação entre QV e desvantagem vocal autorreferidas em sujeitos com DP. Método: a amostra foi composta por 32 sujeitos - 18 homens e 14 mulheres - com diagnóstico de DP entre os estágios 2, que compreendia (9 sujeitos), 2,5 (8 sujeitos) e 3 (15 sujeitos) da escala de Hoehn & Yahr (HY) e, com resposta positiva à medicação antiparkinsoniana bem como à medicação antiparkinsoniana associada antidepressiva . Foram aplicados 2 questionários relacionados a QV, sendo 1 específico a DP e denominado questionário de qualidade de vida na doença de Parkinson (PDQ-39) e, outro específico para QV relacionado à voz, o índice de desvantagem vocal (IDV). Resultados: a média de idade dos sujeitos da amostra foi de 68,48 anos, o tempo da doença de 6,4anos. Dezenove sujeitos faziam uso exclusivo da medicação antiparkinsoniana e 13 faziam uso da medicação antiparkinsoniana associada à antidepressiva. De acordo com as respostas obtidas no questionário PDQ-39 foi possível verificar que os escores no domínio mobilidade variou de 23% a 100%; no domínio AVD a variação foi de 25% a 100%; o domínio bem estar emocional variou de 4% a 100%; o estigma foi de 0 a 100%; o domínio apoio social variou de 8% a 100%; na cognição o escore variou de 6% a 100%; o domínio comunicação variou de 25% a 100%; no domínio desconforto corporal a variação foi de 13% a 100% e o escore total variou de 17% a 100%. Em relação às respostas obtidas pelo questionário IDV foi possível verificar que os escores no domínio orgânico variou de 63% a 93%; no domínio funcional variou de 20% a 100%, no domínio emocional variou de 10% a 100% e o escore total variou de 29% a 100%. No que se refere aos fármacos e a escala de HY observou-se que sujeitos que fizeram uso exclusivo da medicação antiparkinsoniana e encontravam-se no estágio 3 HY apresentaram escores mais elevados no PDQ-39 enquanto os sujeitos que fizeram uso da medicação antiparkinsoniana, associada à antidepressiva e, encontravam-se no estágio 3 HY, demonstraram escores mais elevados no IDV. Conclusão: a partir dos resultados obtidos foi observado, por meio de dois questionários distintos, a relação entre a QV e a voz em sujeitos com DP.
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Prevalência de depressão na doença de Parkinson.

Prevalência de depressão na doença de Parkinson.

O objetivo da revisão foi identificar na literatura inde- xada estudos relacionados à prevalência de depressão na doença de Parkinson (DP), pois a depressão como comorbidade psiquiátrica se mostra subdiagnosticada, principalmente pela sobreposição dos próprios sintomas da DP. Assim, considera-se que o reconhecimento da real prevalência da depressão e de suas relações com os sin- tomas motores, idade de início da DP e tempo de doença em pacientes com DP pode possibilitar o desenvolvimento de práticas direcionadas ao tratamento da depressão e à melhora na qualidade de vida de tais pacientes.
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Ultrassonografia transcraniana na doença de Parkinson.

Ultrassonografia transcraniana na doença de Parkinson.

Ultrassonagrafia transcraniana na doença de Parkinson No fim da década de 1980, descobertas recentes na neu- rossonologia possibilitaram a avaliação da ecogenicidade das estruturas encefálicas profundas, sem a necessidade de aberturas cirúrgicas do crânio, por meio da ultras- sonografia (US) transcraniana. O método foi recebido com ceticismo pela comunidade científica internacional porque era difícil entender como uma técnica “ultra- passada”, baseada em propriedades das ondas de ul- trassom, poderia revelar anormalidades teciduais en- cefálicas não demonstráveis pelas técnicas avançadas de neuroimagem. Trata-se de um exame não invasivo, indolor, de baixo custo, potencialmente disponível nos países em desenvolvimento, e que pode ser realizado em doentes que apresentam movimentos involuntários da cabeça, sem necessidade de anestesia, pois os arte- fatos resultantes dos movimentos podem ser corrigidos pelo examinador durante o procedimento.
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Controle postural na Doença de Parkinson.

Controle postural na Doença de Parkinson.

mente significativa entre os grupos, com valores menores no grupo de parkinsonianos, nas sincronizações CD – dedos e calcanhar do pé direito (p = 0,018) e AC – calcanhares direito e esquerdo (p = 0,033) na condição de olhos abertos sobre superfície firme (NO); na sincronização BC – dedos do pé esquerdo e calcanhar do direito (p = 0,017) na condição de olhos abertos em superfície instável (PO); nas sincronizações BC – dedos do pé esquerdo e calcanhar do direito (p = 0,035) e AC – calcanhares direito e esquerdo (p = 0,049) na condição de olhos fechados em superfície instável (PC), nas sincroni- zações AB – dedos e calcanhar do pé esquerdo (p = 0,041) e CD – dedos e calcanhar do pé direito (p = 0,022) na condição cabeça para esquerda (HL); a diferença entre os índices de sincronização AB (dedos e calcanhar do pé esquerdo) ficou no limiar da significância (p = 0,05) na condição de olhos fecha- dos em superfície instável (PC). Não houve diferença signifi- cante entre os grupos nas sincronizações AB, CD, AC, BD, AD Tabela 1 Análise do índice de estabilidade e do índice de distribuição de peso nas oito condições do Tetrax Interactive Balance System (Tetrax TM ) em 29 indivíduos do grupo controle e 30 do grupo com doença de Parkinson
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Relaxometria no estudo da doença de Parkinson

Relaxometria no estudo da doença de Parkinson

xvi possíveis mutações genéticas (linha vermelha), este decréscimo é consideravelmente mais acentuado. Adaptado de [20]. …….…..........................................................................12 Figura 1.11 A – Exemplo de uma secção axial do cérebro, evidenciando as regiões da SN compacta e SN reticular. B – Divisão da SN do hemisfério direito em RmedSNr (Right medial SNr), RlatSNr (Right lateral SNr), RmedSNc (Right medial SNc) e RlatSNc (Right lateral SNc). Representa-se de igual forma para o hemisfério esquerdo (left). C – Divisão da SN em regiões rostral, medial e caudal. Adaptado de [26,27]. ….………….13 Figura 1.12 Representação das estruturas cerebrais relevantes no processo motor. Adaptado de [8]. ..…………………………………………………….………………………14 Figura 1.13 Representação de um corte axial do cérebro, evidenciando a diminuição da SN na Doença de Parkinson. Adaptado de [31]. .……………………………………...14 Figura 2.1 Representação gráfica das funções de probabilidade (P) em função dos valores de SNR de uma imagem de intensidade. Adaptado de [39].….………………...21 Figura 2.2 Representação gráfica dos valores médios estimados para T2* com apresentação dos respectivos desvios padrão, utilizando os diferentes métodos estudados e variando o SNR entre 10 e 100 e sem simular a presença de outliers…………………………………………………………………………………….….....24
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