Top PDF Araceae do Parque Estadual do Rio Doce, MG, Brasil.

Araceae do Parque Estadual do Rio Doce, MG, Brasil.

Araceae do Parque Estadual do Rio Doce, MG, Brasil.

Hemi-epífita; ramo flageliforme não visto. Folha simples; pecíolo 3-7×2-3 mm, côncavo, inteiramente geniculado; lâmina obovada a oblonga, 6-17×1,8-4,5 cm, ápice agudo a acuminado, base cuneada, margem inteira, membranácea a cartácea, levemente discolor, verde-nítido na face adaxial, verde-amarelado na superfície abaxial; nervuras laterais primárias, mais de 15 pares, inconspícuas na face adaxial, levemente impressas na abaxial. Pedúnculo 5-8×2,5-3 mm, ereto, verde; espata 32,5-38×25,5-29 mm, verde amarelada, decídua após antese; espádice curto estipitado 25-28× 7-9 mm (em pré-antese), 9-11 fileiras de flores, 4-5 flores por espiral; estípite 2-8 mm compr. Estames 4, filete achatado; gineceu prismático, amarelo- esverdeado, 2 óvulos por lóculo, estigma ca. 0,5 mm compr., alongado, fendido no centro, marrom. Infrutes- cência 23-50×8-17 mm, verde; pedúnculo ereto. Fruto imaturo subprismático; semente 3-4 por baga, elipsóide. Heteropsis salicifolia é espécie freqüente nas matas do sul e sudeste brasileiro e também no Parque Estadual do Rio Doce, foi encontrada em muitas das trilhas percorridas. A espécie foi encontrada em pré- antese e antese apenas em março e em frutificação durante vários meses, o que revela a dificuldade de se visualizar as inflorescências desta espécie.
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Influência de fatores edáficos sobre variações florísticas na Floresta Estacional Semidecídua no entorno da Lagoa Carioca, Parque Estadual do Rio Doce, MG, Brasil.

Influência de fatores edáficos sobre variações florísticas na Floresta Estacional Semidecídua no entorno da Lagoa Carioca, Parque Estadual do Rio Doce, MG, Brasil.

RESUMO – (Influência de fatores edáficos sobre variações florísticas na Floresta Estacional Semidecídua no entorno da Lagoa Carioca, Parque Estadual do Rio Doce, MG, Brasil). O presente trabalho teve como objetivos determinar se a distribuição de espécies arbóreas e de suas densidades, no entorno da Lagoa Carioca do Parque Estadual do Rio Doce, MG (19º48’18” - 19º29’S e 42º38’ - 42º28’18”W), poderiam estar correlacionadas com fatores edáficos e indicar espécies para a recuperação de matas ciliares. Foram alocados dois blocos de 50 parcelas de 10×10 m, sendo um em relevo de menor declividade e outro de maior declividade. Forma amostrados todos os indivíduos com circunferência do tronco a 130 cm do solo (CAP) maior ou igual a 15 cm. Foi coletada uma amostra simples de solo por parcela na profundidade de 0 a 20 cm. A partir de grupos de dez parcelas formou-se uma amostra composta, que foi submetida à análise química e granulométrica. A ordenação dos dados de solo e vegetação foi realizada pela análise de correspondência canônica (CCA) que indicou serem os fatores edáficos os responsáveis pela ordenação das espécies. Xylopia emarginata Mart., Calophyllum brasiliense Cambess., Tapirira guianensis Aubl., Tabebuia chrysotricha (Mart. ex Dc.) Standl., Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchal e Cecropia hololeuca Miq. ocorreram restritamente na área de depleção ciliar e foram indicadas para reflorestamento de matas ciliares, uma vez que apresentaram grande resistência e predileção por ambientes úmidos.
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Diversidade florística e atributos pedológicos ao longo de uma encosta com Floresta Estacional Semidecidual Submontana, Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce, MG

Diversidade florística e atributos pedológicos ao longo de uma encosta com Floresta Estacional Semidecidual Submontana, Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce, MG

RESUMO – A região do Médio Rio Doce onde foi realizada esta pesquisa detém a maior reserva de Mata Atlântica no estado de Minas Gerais. Constitui-se hoje no principal banco de germoplasma e um referencial ecológico para os trabalhos de recomposição florística na área de predomínio “deste bioma”. Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivos determinar a composição florística do estrato arbóreo, destacando espécies vegetais ameaçadas de extinção, baixo risco de extinção, raras e vulneráveis, além de classificar as espécies nos respectivos grupos ecológicos da sere sucessional de uma Floresta Estacional Semidecidual Submontana, Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Rio DoceMG, visando subsidiar ações de manejo e recuperação de áreas com características similares. Foram demarcadas 120 parcelas contíguas de 10 x 10 m, dispostas em um transecto de 50 x 240 m, nas quais foram medidos, identificados e classificados quanto às categorias sucessionais, todos os indivíduos com circunferência a 1,30 m do solo (CAP) maior ou igual a 10 cm. A classificação sucessional seguiu a proposta de alguns autores que classificaram as espécies em pioneiras, secundárias iniciais, secundárias tardias e sem classificação, sendo os grupos relacionados as categorias de sucessão: fase inicial, média e avançada de sucessão, respectivamente. A análise do número de espécies de cada grupo ecológico indica que a Mata do Mumbaça pode ser classificada em estádio médio de sucessão secundária, em franco desenvolvimento para a fase madura. Além disto, a riqueza encontrada, a existência de uma espécie considerada rara na região Brosimum glaziovii e a presença das espécies como Astronium fraxinifolium, Guatteria villosissima, Ocotea odorifera, Urbanodendron verrucosum, Dalbergia nigra, Inga leptantha, Campomanesia laurifolia, Xylopia sericea, Helicostylis tomentosa, Phyllostemonodaphne geminiflora, Couepia schottii, Cassia ferruginea e Parinari brasiliensis listadas como vulneráveis, ameaçadas de extinção e baixo risco de extinção a nível global, Brasil e no Estado de Minas Gerais, demonstram a importância deste fragmento florestal para a manutenção da riqueza florística da região.
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Biodegradação/bioacumulação de fármacos pela cianobactéria Microcystis novacekii coletada no Parque Estadual do Rio Doce-MG

Biodegradação/bioacumulação de fármacos pela cianobactéria Microcystis novacekii coletada no Parque Estadual do Rio Doce-MG

As legislações federais e estaduais classificam os seus corpos de água em função de seus usos preponderantes, ou seja, para cada classe de uso de água, os padrões de qualidade são diferentes. A maioria dos corpos de água receptores, no Brasil, se enquadra na classe 2 (águas que podem ser destinadas:ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; à proteção das comunidades aquáticas; à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho; à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e à aqüicultura e à atividade de pesca).
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Líquens e outros organismos epifílicos em Conchocarpus macrophyllus J.C. Mikan no Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil.

Líquens e outros organismos epifílicos em Conchocarpus macrophyllus J.C. Mikan no Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil.

ABSTRACT - (Lichens and other epiphyllous organisms on Conchocarpus macrophyllus J.C. Mikan in the Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brazil). Epiphyllous organisms on C. macrophyllus were found in two plots examined in July 1996, in two areas with different fire disturbance intensity, in the Parque Estadual do Rio Doce, MG. Fourteen epiphyllous species were found including: 11 lichens, one alga, one hepatica and one fungus. Lichens accounted for 81.8% of the epiphyllous species found in the less disturbed area and 72.7% in the other one. The most abundant species was Porina epiphylla, found in 80.8% of phorophytes in the former area, and 97% in the latter. The number of epiphyllous covered leaves per phorophyte, the coverage in each leaf, and the height of the phorophytes were significantly different for both areas, whereas the leaf area and the number of leaves per phorophyte were not. Although no significant differences were found in the epiphyllous specific composition between both areas, the highest occurrence of epiphylls could be associated with disturbance events. The intensified light penetration caused by gaps in the disturbed forest may have enhanced the phorophyte height growth and the colonization of leaves by epiphylls.
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A comunidade de macroinvertebrados aquáticos e características limnológicas das lagoas Carioca e da Barra, Parque Estadual do Rio Doce, MG.

A comunidade de macroinvertebrados aquáticos e características limnológicas das lagoas Carioca e da Barra, Parque Estadual do Rio Doce, MG.

BARBOSA, F. A. R. & TUNDISI, J. G., 1989, The influence of temperature variation on the distribution of dissolved oxygen and nutrients. Arch. Hydrobiol., 116(3): 333-349. CALLISTO, M. & ESTEVES, F. A., 1995, Distribuição da comunidade de macroinvertebrados bentônicos em um lago amazônico impactado por rejeito de bauxita, Lago Batata (Pará, Brasil). Oecologia Brasiliensis. v. 1. Estru- tura, Funcionamento e Manejo de Ecossistemas Brasi- leiros. F. A. Esteves (ed.), pp. 281-291, Programa de Pós- graduação em Ecologia, Instituto de Biologia, Univer- sidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. COLE, G. A., 1983, Textbook of Limnology. 3 a ed., C. V.
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Criptorquidismo em jaguatirica de vida livre capturada no Parque Estadual do Rio Doce, Brasil.

Criptorquidismo em jaguatirica de vida livre capturada no Parque Estadual do Rio Doce, Brasil.

O testículo retido pode ser encontrado na cavidade abdominal, no canal inguinal ou no subcutâneo, perto do escroto, e sua ocorrência pode ser uni ou bilateral (Swindle, 1988; Boothe, 1998). O criptorquidismo unilateral é mais frequente quando comparado ao bilateral, e o testículo direito é o de maior ocorrência (Reif e Brodey, 1969). Animais criptorquídicos unilaterais podem ter a fertilidade reduzida (Kwakami et al., 1984) e os criptorquídicos bilaterais funcionalmente são estéreis, podendo haver implicações na capacidade reprodutiva desses animais (Mansfield e Land, 2002). Em relação aos felinos neotropicais, ainda não foi relatada a incidência de criptorquidismo em animais de vida livre. Nesse sentido, o presente trabalho relata o primeiro caso de criptorquidismo em jaguatirica (Leopardus pardalis) de vida livre, capturada no Parque Estadual do Rio Doce, MG, Brasil.
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Ephemeroptera (Insecta) do Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil: biodiversidade e distribuição espacial

Ephemeroptera (Insecta) do Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil: biodiversidade e distribuição espacial

al. (1976) e os artigos de Traver & Edmunds (1968), Savage & Peters (1983), Waltz & McCafferty (1987), Pescador & Peters (1990), Dominguez et al. (1996), Hoffmann et al. (1999), Lugo-Ortiz & McCafferty (1996a, b, c; 1997; 1998; 1999), Molineri (1999), Dominique et al. (2000), Wiersema & McCafferty (2000), Dominguez et al. (2001), Molineri (2001a,b), Salles & Lugo-Ortiz (2002), Salles & Serrão (2005) e Dias et al. (2006). O material foi depositado no Museu Regional de Entomologia, Departamento de Biologia Animal, Universidade Federal de Viçosa, MG, Brasil (UFVB) e na coleção Entomológica do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ, Brasil (DZRJ). Para a discussão sobre a distribuição e registro dos gêneros e espécies para Minas Gerais, Brasil e América do Sul foram usados somente artigos de cunho taxonômico, uma vez que em muitos trabalhos ecológicos, gêneros de presença duvidosa no Brasil ou mesmo na América do Sul são registrados ou listados. Fato que acontecia freqüentemente, pois até recentemente não havia chaves de identificação atualizadas para a América do Sul.
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Caracterização e perspectivas do Parque Estadual do Rio Doce - MG: uma abordagem a partir de imagens de sensoriamento remoto e fotografias hemisféricas de dossel

Caracterização e perspectivas do Parque Estadual do Rio Doce - MG: uma abordagem a partir de imagens de sensoriamento remoto e fotografias hemisféricas de dossel

A Mata Atlântica abriga um dos maiores contingentes de biodiversidade do mundo, caracterizada pelo elevado número de espécies raras e endêmicas, em muitos casos, ameaçadas de extinção. O bioma detém o maior número de espécies de plantas lenhosas (angiospermas) por hectare (450 no sul da Bahia), além de recordes de quantidade de espécies e endemismo em vários outros grupos de plantas (SOS MATA ATLÂNTICA, 2011). Abriga também 383 das 633 espécies de animais ameaçadas de extinção no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis 3 (IBAMA) (LINO & DIAS, 2003). A Conservation International 4 (CI) reconhece a ameaça de extinção e o alto grau de endemismo do Domínio Mata Atlântica, considerando-o um dos 34 hotspots para a conservação da biodiversidade mundial. Para qualificar uma região como um hotspot são exigidos dois critérios: a região deve conter pelo menos 1.500 espécies de plantas vasculares endêmicas (mais de 0,5% do total do mundo) e estar seriamente ameaçada (MYERS et al., 2000). As estimativas de diversidade biológica e de endemismo da Mata Atlântica são apresentadas na TAB. 1.
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: As comunidades de formigas de serrapilheira nas florestas semidecíduas do Parque Estadual do Rio Doce, MG.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: As comunidades de formigas de serrapilheira nas florestas semidecíduas do Parque Estadual do Rio Doce, MG.

As formigas são importantes componentes dos ecossistemas florestais, não só por serem altamente abun- dantes, constituindo grande parte da biomassa animal, mas porque têm um papel crucial na dinâmica e estruturação das comunidades na maioria dos ecossistemas terrestres. Este estudo apresenta resultados de um levantamento da fauna de formigas que ocorrem na serapilheira de uma área de Mata Atlântica do Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil (PERD). As coletas foram realizadas entre janeiro de 2005 e dezembro de 2007, segundo o Protocolo de Formigas de Serapilheira, parte integrante do Programa TEAM. O PERD possui 11 das 14 subfamílias de Formicidae conhecidas para a região neotropical. Essas comunidades de formigas são encontradas em diferentes pontos do parque, cada um com sua peculiarida- de biogeográfica.
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RECONSTITUIÇÃO PALEOAMBIENTAL COM BASE NA ASSEMBLÉIA PALINOFLORÍSTICA E PALINOFÁCIES DE SEDIMENTOS HOLOCÊNICOS DO PARQUE ESTADUAL DO RIO DOCE – MG

RECONSTITUIÇÃO PALEOAMBIENTAL COM BASE NA ASSEMBLÉIA PALINOFLORÍSTICA E PALINOFÁCIES DE SEDIMENTOS HOLOCÊNICOS DO PARQUE ESTADUAL DO RIO DOCE – MG

Este trabalho apresenta a caracterização da matéria orgânica particulada (MOP) de um testemunho de sondagem de idade holocênica em um lago assoreado (Lc2), localizado no Parque Estadual do Rio Doce (PERD), MG, Brasil. O Lc2 está inserido em um sistema composto por aproximadamente 160 corpos lacustres, sendo cerca de 40 lagos e lagoas em adiantado processo de assoreamento. A análise de palinofácies foi realizada em 17 amostras de um testemunho de sondagem de 90 cm (Lc2-01), datado na profundidade de 80 cm em 10.191 + 40 AP, 65 cm em 9.640 + 40 AP, 35 cm em 7.905+ 40 AP e 10 cm 102 + 50 AP. O Lc2-01 apresenta uma granodecrescencia para o topo, sustentando a ideia de que o processo deposicional no lago envolveu baixa energia. Com base na análise qualitativa da matéria orgânica particulada foi possível identificar três associações de palinofácies distintas. A Palinofácies 01(Pf1) é composta basicamente de cutículas, a Palinofácies 02 (Pf2) composta de fitoclastos opacos e não opacos representando os componentes lenhosos e a Palinofácies 03 (Pf3) composta por matéria orgânica amorfa (MOA) e palinomorfos (grãos de pólen, grãos de esporos e algas de água doce). A distribuição estratigráfica das associações das palinofácies permitiu dividir a seção estudada em 03 fases. A Fase 01 (10.375 – 9.351anos AP) possui o predomínio da Pf2, sugerindo um ambiente de maior energia, interpretado como flúvio-lacustre, pois até 9.351 anos AP a região não tinha sofrido com o fechamento do leito do rio Doce. Na fase 02 (9.351 – 7.905 anos AP) observou o contínuo aumento na Pf 2 e uma severa elevação da Pf1, apontando o início do fechamento dos vales do antigo leito do rio Doce. A última Fase 03 (7.905 – 102 anos AP), caracterizada por um abrupto aumento da Pf3, sugerindo condições mais redutoras compatíveis com lâmina d’água de pouca profundidade, interpretada como um ambiente lacustre ou paludal.
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O Parque Estadual do Rio Doce/MG e a qualidade de vida da população de seu entorno

O Parque Estadual do Rio Doce/MG e a qualidade de vida da população de seu entorno

No que se refere à análise qualitativa das implicações da implantação do PERD sobre as mudanças ocorridas na qualidade de vida das famílias, houve consenso por parte dos entrevistados em afirmar que, em geral, a mesma não melhorou com a implantação do Parque, já que o único componente considerado satisfatório e que teve sua interferência, na opinião dos entrevistados, foi a segurança física; esta, embora tenha apresentado um nível de satisfação mais baixo para os tempos presentes (de acordo com os resultados do “survey”), foi considerada, em alguns aspectos, como o item que teve uma influência positiva com a criação da reserva. Os demais aspectos, considerados melhores agora do que no passado, tais como os serviços comunitários (saúde, educação, transporte e outros), não tiveram influência direta do PERD. Todavia, na concepção dos agricultores, alguns aspectos foram citados como piores em termos do modo de vida e de ser das famílias, na atualidade, tais como: segurança geral das cidades (“aumento da violência no Brasil”), e alguns relacionamentos (“hoje não se pode confiar nas pessoas”).
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Uso de parcelas de areia para o monitoramento de impacto de estradas sobre a riqueza de espécies de mamíferos.

Uso de parcelas de areia para o monitoramento de impacto de estradas sobre a riqueza de espécies de mamíferos.

RESUMO - O monitoramento de fauna é um procedimento essencial na determinação da eficiência de uma unidade de conservação. Os objetivos deste artigo foram avaliar o uso de parcelas de areia para registro de pegadas de mamíferos, para estimar a riqueza de espécies que utilizam habitats cortados por estradas, e analisar a aplicabilidade do método em um programa de monitoramento. Os levantamentos foram conduzidos no Parque Estadual do Rio Doce-MG, através do uso de duas grades de amostragem compostas por três transectos paralelos, a diferentes distâncias da estrada (12, 82 e 152 m), monitorados durante os meses de março a novembro de 2000. As estimativas de riqueza de espécie foram obtidas pelo programa EstimateS, e o programa MONITOR foi utilizado para calcular o poder da análise para estimar uma probabilidade de detecção (p=0,90) de um declínio (5%) do número de espécies às margens da estrada. As estimativas de riqueza de espécies para os transectos variaram entre 5,99 (DP 0,99) e 15,07 (DP 1,75). Os resultados indicam que um programa de monitoramento precisaria de três levantamentos por ano, durante quatro anos consecutivos, utilizando o mesmo protocolo de amostragem para detectar um declínio (5%) no número de espécies que utilizam a estrada, com probabilidade de 0,90. O uso de parcelas de areia é um método de fácil aplicação, que se mostrou adequado para estimar a riqueza de espécies de mamíferos, podendo contribuir com informações e previsões para o manejo e a conservação destas espécies.
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Orchidaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Brasil.

Orchidaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Brasil.

A Serra de Ibitipoca faz parte do Complexo da Mantiqueira, cujo relevo caracteriza-se por escarpas altas ou colinas com altitudes variáveis entre 1.200 e 1.800 m (CETEC 1983). A área do PEIB apresenta altitudes destacadas de seu entorno, no qual predo- minam colinas mais baixas (Rodela 1998). Possui cotas altimétricas médias de 1.500 a 1.600 m, sendo o ponto mais baixo em torno de 1.200 m de altitude e o ponto culminante, a Lombada ou Pico do Ibitipoca (Fig. 3), na vertente oeste atinge 1.784 m de altitude. Na vertente leste, localiza-se o segundo ponto mais alto do Parque, o Pico do Pião (Fig. 2), com 1.721 m de altitude (Corrêa Neto 1997; Salimena-Pires 1997; Rodela 1998). O relevo do Parque é bastante escarpado, com paredões e grutas por toda a área. Destacam-se, no relevo, duas cuestas, uma a leste (onde se encontra o Pico do Pião) e outra a oeste (onde se encontra a Lombada), inclinadas para o interior do vale, onde correm o rio do Salto e o córrego da Mata (Corrêa Neto 1997), que se aprofunda para o sul, em direção à queda da cachoeira dos Macacos.
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Leguminosae, Papilionoideae no Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil. II: árvores e arbustos escandentes.

Leguminosae, Papilionoideae no Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil. II: árvores e arbustos escandentes.

Arbusto escandente. Ramo glabrescente, lentice- lado, fortemente armado; estípula aculeada, unciforme. Folha 5-9-foliolada; folíolo 9,5-10×3,5-4,7cm, ovado a elíptico, base cordada a obtusa ou atenuada no folíolo terminal, ápice agudo a acuminado, às vezes emarginado, concolor, glabro ou pubérulo na nervura mediana em ambas as faces; venação craspedódroma (nervura de 2ª ordem se ramifica muito pouco), folíolos basais menores. Racemo, às vezes em panícula, 2-5cm; bráctea persistente; bractéola ovada, persistente. Flor 0,7-0,8cm; séssil; cálice 0,3-0,5mm, campanulado, pubérulo externamente, glabro internamente, lacínios superiores, laterais e mediano semelhantes no tamanho, menores que 1mm; corola violácea; vexilo ca. 7-8mm, suborbicular; alas oblongas a subfalcadas; pétalas da carena de tamanho semelhantes às alas e ao vexilo, glabras; estames diadelfos 9+1, filetes glabros; ovário estipitado, pubérulo; estilete reto, glabro. Sâmara 6,5-8,5cm, estípite 10-20mm, falciforme, incurvada na região do núcleo seminífero, base e ápice obtusos, glabra, região do núcleo seminífero 0,6-1,0cm larg., enegrecida; asa 1,0-1,5cm larg., oblonga, reticulada, amarelo- esverdeada quando jovem e castanha quando madura. Material examinado: BRASIL. Minas Gerais: Marliéria, PERD, trilha do Aníbal, VI/1998 (fr.), Bortoluzzi et al. 169 (VIC).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO INSTITUTO DE CIENCIAS EXATAS E BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA AMBIENTAL USO E CONSERVAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO INSTITUTO DE CIENCIAS EXATAS E BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA AMBIENTAL USO E CONSERVAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

The fecal coliforms whose main representative is the Escherichia coli belong to the intestinal flora of humans and other warm-blooded animals, these microorganisms have been extensively used at water quality control and when found at water are an indicator of recent contamination by feces, and as consequence, enteric pathogenic microorganisms are made present. Beyond the commensal strains, there are various distinct types of diarrhoeagenic E. coli are acknowledged: enteropathogenic E. coli (EPEC), enterotoxigenic E. coli (ETEC), enterohaemorragic E. coli or shiga toxine producer (EHEC/STEC), enteroinvasive E. coli (EIEC), enteroaggregative E. coli (EAggEC), diffusely adherent E. coli (DAEC). The pathogenic strains of E. coli that are intestine infectious host numerous factors of virulence located at chromossome, plasmidis or DNA phages. Thus, the objective of the research was to determine the frequency of ocurrence and the virulence of E. coli samples isolated at lakes inside the "Parque Estadual do Rio Doce-M.G." (PERD - MG). The sample collection happened in a monthly basis between May, 2004 and February, 2005 at Carioca, Jacaré, Gambazinho and Dom Helvécio lakes. By using the Multiple Tube Technique, it was verified that the researched lakes with samples inside had low rate of fecal coliform at the broad majority of the analysed samples. The fecal coliform density varied meaningfully (E. coli F=2,11 ; p = 0,35) but only in relation to the sample gathering months. The final results were of 458 (91%) of the environment strains of Escherichia coli isolated at the sampled lakes showed positive results regarding the specific biochemical tests for recognition of the E. coli species. The PCR technique was used for detection of the virulence genes stx1 and stx2 of EHEC, eae of EPEC and eltI of ETEC. The stx2 gene was detected within five E. coli strains, when isolated at the Carioca and Jacare lakes. None of the 80 isolated E. coli examinated showed the DNA segment corresponding to the stx1 gene, for the eae and elt I gene, only the isolated E. coli 373 (C LT) and E. coli 58 (C LT), respectively amplified the segment of the relevant gene. By using the agglutination technique at a sample 61,3% of the isolated E. coli agglutinated within the presence of a classic EPEC specific serum, 18.2% of the strains agglutinated to the serum type O157:H7 of EHEC and 20,5% were agglutinated at the presence of
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Tecamebas (Protozoa Rhizopoda) associadas às macrófitas aquáticas da bacia do rio Jequitinhonha: Parque Estadual do Rio Preto e Parque Estadual do Grão Mogol, MG

Tecamebas (Protozoa Rhizopoda) associadas às macrófitas aquáticas da bacia do rio Jequitinhonha: Parque Estadual do Rio Preto e Parque Estadual do Grão Mogol, MG

cipal característica reside na altitude das formações (entre 800 - 2.200 metros do nível do mar) e ainda, a alta diversidade da vegetação, (Giulietti & Pirani, 1988). No estado de Minas Gerais, a Serra do Espinhaço abriga um grande número de nascentes e ambientes aquáticos que pertencem às bacias do Rio São Francisco, Doce, Jequitinhonha e Pardo. Foram selecionados dois rios: um localizado no Platô de Diamantina – rio Preto - e outro na Serra do Grão Mogol- rio Taquaral – os quais se encontram em Áre- as Protegidas (Unidades de Conservação), sob a ju- risdição do Instituto Estadual de Florestas (IEF). O rio Preto e o rio Taquaral possuem suas nascentes no interior dos Parques Estaduais do Rio Preto e do Grão Mogol, respectivamente. O rio Preto (6770/7990 UTM) é afluente do Rio Araçuaí, enquanto o rio Taquaral (7287/8173 UTM) pertence à sub-bacia do rio Itacambiruçu, sendo que ambos desaguam no rio Jequitinhonha. O bioma cerrado, com ocorrência dos campos rupestres, predominam nas áreas estudadas e o grau de endemismo da vegetação é o principal fator de atenção especial para a preservação da biodiversidade na Serra do Espinhaço, (Rapini, 2000). As coletas foram realizadas entre abril/1999 a agos- to/2003, nos rio Preto e Taquaral e a metodologia de coleta dos protozoários foi adaptada conforme des- crito por Dioni (1967). As amostras foram coletadas por meio de arraste de jarra graduada entre a vege- tação marginal enraizada. Um volume entre 5 a 6 li- tros de água foi filtrado em rede de plâncton, com 20µ de poro e a amostra concentrada na rede foi acondicionada em frascos de 200ml e fixada com solução de formol a 4%. Foram amostrados em cada coleta realizada, dois pontos distintos ao longo das margens dos rios, visando amostrar uma maior vari- edade de macrófitas associadas.
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Distribution: Brazil (Minas Gerais, Rondônia)

Distribution: Brazil (Minas Gerais, Rondônia)

A família Psychodidae inclui além dos flebotomíneos de importância médica mais cinco subfamílias pouco estudadas no neotrópico. Os autores relatam os resultados de uma viagem para coletar psicodódeos no Parque Estadual do Rio Doce (Minas Gerais), o qual contém uma das maiores regiões sobreviventes da Mata Atlântica no Brasil. Amostragens realizadas mediante armadilhas Malaise e de luz (CDC), além de capturas em lugares de repouso diurno, incluíram 15 espécies de Psychodinae e Trichomyiinae, dentre elas Trichomyia dolichopogon sp. nov., T. riodocensis sp. nov. e mais 13 espécies novas à ciência, representadas apenas por fêmeas. Também foram coletadas 12 espécies de flebotomíneos (Lutzomyia spp.). As amostras da área do parque não atingida pelo fogo em 1967 tinham uma diversidade de espécies muito maior que as da área destruída e subseqüentemente regenerada, sugerindo que a recuperação após uma catástrofe ambiental desse tipo pode ser muito prolongada. Esse padrão não foi observado nos flebotomíneos, cuja maior abundância e riqueza de espécies na parte afetada do parque podem ser relacionadas a sua dependência por mamíferos pequenos, os quais atuam como hospedeiros e são os mais diversos neste tipo de ambiente.
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Ecologia de Discocactus pseudoinsignis e Discocactus placentiformis simpátricos e endêmicos da Serra do Espinhaço, MG, Brasil.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Ecologia de Discocactus pseudoinsignis e Discocactus placentiformis simpátricos e endêmicos da Serra do Espinhaço, MG, Brasil.

O estudo foi realizado no período de março de 2013 a dezembro de 2014, no Parque Estadual do Rio Preto (PERP) (18º07’12,9”S, 43º20’36,9”W) (Figura 1). O PERP possui uma área de 12.185 hectares e está localizado na porção sul da Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais. As formações vegetais da área incluem porções de Cerrado com a presença de formações campestres e savânicas, além de floresta estacional semidecidual nas vertentes de rios e córregos. Suas altitudes variam entre 750 e 1825 m. O clima da região é caracterizado como mesotérmico, do tipo Cwb de acordo com a classificação de Köppen, com verões amenos e com estação úmida ocorrendo de outubro a março e a seca de abril a setembro (Figura 2). A precipitação pluviométrica média foi de 100,9 mm na estação úmida e 11,1 mm na estação seca com temperatura média anual em torno dos 20,6 ºC durante o ano de 2014 de acordo com dados obtidos da estação meteorológica instalada no Parque.
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Papilionoideae (Leguminosae) no Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil

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No PERD, foram levantadas 40 espécies de Papilionoideae, reunidas em 21 gêneros, sendo Machaerium e Swartzia os mais representativos, com oito e cinco espécies, respectivamente, Dal[r]

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