Top PDF ASPECTOS ECOLÓGICOS DA VEGETAÇÃO RUPESTRE DA SERRA DOS CARAJÁS, ESTADO DO PARÁ, BRASIL.

ASPECTOS ECOLÓGICOS DA VEGETAÇÃO RUPESTRE DA SERRA DOS CARAJÁS, ESTADO DO PARÁ, BRASIL.

ASPECTOS ECOLÓGICOS DA VEGETAÇÃO RUPESTRE DA SERRA DOS CARAJÁS, ESTADO DO PARÁ, BRASIL.

E m seguida forneceremos algumas informagoes preliminares sobre poliniza^ao e dispersao resultantes de recente trabalho.. de campo na Serra dos Carajás.. Os frutos e sementes das plant[r]

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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Sapindaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Sapindaceae

O presente estudo consiste em um tratamento florístico das espécies de Sapindaceae nas cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil. São apresentadas chave de identificação, descrições morfológicas, ilustrações, distribuição geográfica e comentários taxonômicos das espécies. A família é representada na área por três gêneros e 11 espécies: Allophylus latifolius, A. racemosus, A. semidentatus, A. strictus, Matayba guianensis, M. inelegans, M. spruceana, Serjania confertiflora, S. caracasana, S. fuscifolia e S. lethalis, sendo A. semidentatus e S. lethalis novas ocorrências para o estado do Pará.
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Elaeocarpaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Elaeocarpaceae

Distribui-se pela Bolívia, Brasil, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela. No Brasil, ocorre nos estados do AC, AM, PA, RO, TO, GO, MT e ES. Na Serra dos Carajás esta espécie foi registrada na Serra Norte. Esta espécie pode ser encontrada em área transicional entre a vegetação rupestre e a floresta de terra firme adjacente.

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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Malpighiaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Malpighiaceae

Lianas ou arbustos escandentes, raro eretos. Folhas reduzidas na inflorescência, lâmina inteira ou lobada; pecíolo com 1 par de glândulas pateliformes ou cupuliforme; lâmina com 1-vários pares de glândulas marginais, sésseis, estipitadas ou filiformes. Inflorescência em dicásios corimbiformes ou umbeliformes, 2–30 flores. Sépalas laterais biglandulosas e sépala anterior geralmente eglandulosa, pétalas amarelas, margens fimbriadas, denticuladas a erosas, glabras em ambas as faces; androceu com 10 estames, conatos na base, iguais ou heteromórficos; conectivos glandulosos, ocasionalmente bastante desenvolvidos; anteras rimosas; gineceu com estiletes paralelos ou divergentes, estigma expandido lateralmente. Frutos esquizocárpicos, com três samarídeos, separando-se a partir do eixo piramidal, com uma ala dorsal bem desenvolvida, espessada na margem superior; núcleo seminífero liso ou com um par de álulas laterais reduzidas (Anderson 1997). No Brasil, ocorrem 50 espécies nos domínios fitogeográficos da Amazônia, Cerrado e Floresta Atlântica, das quais cerca de 70% delas são consideradas endêmicas. No estado do Pará, foram apontadas nove espécies (BFG 2015), sendo Stigmaphyllon paraense a única do gênero encontrada na região de Carajás.
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Phytolaccaceae.

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Phytolaccaceae.

Phytolaccaceae é uma família de plantas herbáceas, arbustivas, arbóreas ou lianescentes com distribuição pantropical. Devido ao recente reconhecimento do gênero Microtea Sw. e da subfamília Rivinoideae como famílias distintas - Microteaceae Schäferh. & Borsch (Stevens onwards; Schaferhoff et al. 2009) e Petiveriaceae C. Agardh (Stevens onwards; APG IV 2016) respectivamente - a família Phytolaccaceae foi reduzida a cinco gêneros: Agdestis Moc. & Sessé, Anisomeria D. Don, Ercilla A.Juss., Nowickea J. Martínez & J.A. McDonald e Phytolacca L. e cerca de 32 espécies (Stevens 2001). No Brasil, a família é representada por um único gênero, Phytolacca com três espécies nativas. Algumas espécies são conhecidas por possuírem propriedades medicinais (Steinmann 2010). No estado do Pará são registradas duas espécies: P. rivinoides Kunth & Bouché e P. thyrsiflora Fenzl ex J.A. Schmidt (BFG 2015). Na Serra dos Carajás, ocorre apenas P. thyrsiflora que é descrita e ilustrada neste trabalho.
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Turneraceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Turneraceae

Turneraceae Kunth ex DC. reúne ervas ou arbustos anuais ou perenes, com folhas simples e alternas. As flores são pentâmeras e geralmente heterostilas, com gineceu tricarpelar formando ovário unilocular, com três placentas parietais e três estiletes. O fruto é do tipo cápsula loculicida, 3-valvar, e as sementes são ariladas. Inclui 12 gêneros e 229 espécies, distribuídas principalmente nas Américas e na África (Arbo 2007). No Brasil ocorrem dois gêneros, Piriqueta Aubl. e Turnera L., totalizando 158 espécies. No estado do Pará são registradas três espécies de Piriqueta e 17 de Turnera (BFG 2015), mas apenas este último gênero ocorre na vegetação de canga da Serra dos Carajás.
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Solanaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Solanaceae

Hawkesiophyton é um gênero de arbustos lianescentes, normalmente hemiepifíticos ou epifíticos, geralmente em associação com jardins de formigas; com inflorescências p l u r i f l o r a s , p o s s u i f l o r e s h e r m a f r o d i t a s articuladas na base, cálice campanulado a urceolado de consistência firme, corola campanulada a tubulosa, androceu composto por cinco estames normalmente inclusos no tubo da corola ou em seu limite, com anteras dorsibasifixas (ligadas ao filete na base do dorso convexo), rimosas, sendo que as deiscências confluem no ápice das tecas, se conectando [exceto em H. ochraceum (Cuatrec.) A.Orejuela & C.I.Orozco]; os frutos são bagas globosas parcialmente recobertas pelo cálice, com muitas sementes, estas levemente intumescidas, alongadas, em forma de bumerangue, não aladas, com embrião reto ou curvo. Gênero quase exclusivamente amazônico, possui três ou quatro espécies descritas que se distribuem pelo norte da América do Sul, ocorrendo até ca. de 600 m de altitude em formações florestais bem preservadas (Hunziker 2001; Orejuela et al. 2017). Seu reconhecimento foi muito discutido em sistemas de classificação propostos, sendo tratado como parte de Markea Rich., mas um estudo filogenético recente aponta para seu monofiletismo com alto suporte (ver Orejuela et al. 2017 para detalhes). No Brasil, ocorrem duas espécies na Amazônia, sendo que somente uma é registrada para o estado do Pará (BFG 2015, citada como Marke ulei Dammer).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Picramniaceae.

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Picramniaceae.

Picramnia ferrea é endêmica da vegetação dos afloramentos de canga da Serra de Carajás. Habita a área de transição da vegetação rupestre, mais aberta, para a mata-de-terra firme adjacente. Assemelha-se a Picramnia guianensis (Aubl.) Jansen-Jacobs, do norte do Pará, Amapá e Guianas, a qual é distinta pelas folhas maiores, de (11–)15–26(–29) cm compr., com folíolos densamente ciliados na margem, elípticos a ovais, as nervuras nunca sulcadas na face adaxial, sendo a nervura mediana plana. A presença de folíolos basais muito reduzidos em P. guianensis não se observa em P. ferrea. A inflorescência é semelhante em ambas, mas bem mais longa em P. guianensis, onde alcança (16–)24–43(–55) cm compr. Um característico indumento do ovário e fruto, constituído de longos tricomas subclavados, é encontrado em ambas espécies (Pirani 1990; Pirani & Thomas 1988).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Apocynaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Apocynaceae

Árvore ca. 5 m alt. Ramos cilíndricos, pilosos. Folhas com pecíolo 5–20 mm compr.; lâmina 15–18 × 7–8 cm, elíptica a obovada, ápice atenuado, base cuneada, margens inteiras, pilosas na face abaxial. Inflorescências axilares, multifloras, 6,5–7,5 cm compr.; pedúnculo 3–15 mm compr., piloso. Flores com pedicelo ca. 1,5 mm compr., piloso; sépalas ca. 1 mm, ovais, pilosas; corola branca, tubo ca. 2–3 mm compr., lobos ca. 1 mm compr., glabrescentes, oblongos, reflexos; anteras ca. 0,5 mm compr., cordadas, ápice agudo, base cordada, glabras; estilete ca. 0,7 mm compr.; cabeça do estilete ca. 0,1 mm compr., fusiforme; ovário globoso, tomentoso. Folicários ca. 7 × 3 cm, achatados, obovados, com lenticelas, glabros; sementes não vistas. Material selecionado: Canaã dos Carajás, Serra Sul, S11D, 23.VII.2015, fr., D.F. Silva 1045 (HCJS); A 3 km do Bairro Planalto, área de pastagem, 06º24’30.6”S, 49º52’21.4”W, 9 m, 15.VI.2013, fl., D.F. Silva 909 (HCJS).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Araceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Araceae

Erva, rupícola a hemiepífitade caule aéreo, ausência de seiva leitosa. Catafilo reto, 5,9 cm compr., pecíolo 9,1–49,6 cm compr., genículo ausente, lâmina foliar não peltada, membranácea a cartácea em material seco em material seco, ovada, não lobada, ápice agudo-reto a obtuso-convexo, base reflexo-cordada, ausência de perfurações, 8,4–52,8 × 4,6–32,2 cm, nervuras secundárias 3–4, nervura basal 1, nervuras acroscópicas 2–3, nervura basioscopica 1–2, nervura coletora ausente. Inflorescência 1–2, com pedúnculo 4,1–15,2 cm compr., espata esverdeada externamente, não constrita na região mediana, lâmina persistente pós- antese, 7,1–13,5 cm compr., espádice com ovário 5–7 óvulos por lóculo. Frutos não observados. Material selecionado: Canaã dos Carajás, subida da cachoeira, 6º24’28.8”S, 50º14’54.1”O, 27.IV.2010, fl., F.D. Gontijo et al. 156 (BHCB); Serra Sul, 6º23’58”S, 50º22’31”O, 16.IV.2015, fl., L.M.M. Carreira et al. 3391 (MG); Serra Sul-Corpo D, 6º23’1”S, 50º23’10”O, 700 m, 16.III.2010, fl., V.T. Giorni et al. 188 (BHCB); Serra da Bocaina, 6º18’38”S, 49º52’20”O, 24.VI.2015, fl., R.M. Harley et al. 57294 (MG). Parauapebas, Serra Norte, N1, 6º1’49”S, 50º17’27”O, 12.III.2009, fl., P.L. Viana et al. 3793 (BHCB); N4, 700–750 m, 14.III.1984, fl., A.S.L. da Silva et al. 1799 (MG).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Arecaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Arecaceae

Planta monoica. Estipe solitário, 9–20 m alt. Folhas 8–15, pinadas, dísticas, pinas lineares, individuais, 45–180 por lado, distribuídas regularmente, as basais 72–73 × 1,3–2 cm, as medianas 72–93 × 1,7–3 cm, as apicais 30–50 × 0,7–1,2 cm; bainha 65–120 cm compr., pecíolo 20–40 cm compr., raque 3–6 m compr. Inflorescência infrafoliar, inúmeros ramos de primeira ordem, pendentes como crina de cavalo. Flores estaminadas com sépalas livres, 1,5–2 × ca. 1 mm, coriáceas, deltoides, ápice agudo, base truncada, pétalas livres, ca. 5 × ca. 2 mm, coriácea, estreito–elípticas a lineares, ápice acuminado a atenuado, base truncada, estames 6, 3,5–4 mm compr., filetes ca. 2,5 mm compr., anteras ca. 3 mm compr. Flores pistiladas sépalas livres, 4–5 × 3–5 mm, coriácea, orbiculares a obovadas, ápice obtuso, base truncada, pétalas livres, ca. 4 × ca. 5 mm, coriácea, orbiculares a obovadas, ápice obtuso, base truncada, ovário ca. 2 × ca. 1,5mm, estigma séssil. Frutos globosos,1,6–1,8 × 1,3–1,4 cm. Material selecionado: Parauapebas, FLONA de Carajás, canga do N1, aos arredores do acampamento, 6°4’23”S, 49°54’55”S, 11.I.2017, fl., M.G.O. Freitas et al. 29 (MG). Serra Norte, Lagoa sobre canga, N3, 6°2’36”S, 50°12’30”W, 13.V.2017, fl., D.C. Zappi et al. 3536 (MG). Material adicional: BRASIL, GOIÁS: Araguatins ca. 1 km E do Rio Araguaia na BR 230, 26.XI.1982, fl., M.J. Balick et al. 1306 (MG). MARANHÃO: Carutapera. Gurupiuna, Ka’apor Indian Reserve, affluent of Rio Gurupi, 4.XI.1986, fr., WL. Balée & B. Ribeiro 2824 (NY).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Verbenaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Verbenaceae

Material selecionado: Canaã dos Carajás, Serra Sul, Serra Sul, S11A, encosta de pedras que margeia a Lagoa Três Irmãs, 6°21’09”S, 50°26’54”W, 2 0 . I V. 2 0 1 5 , f l . e f r. , L . M . M . C a r re i r a e t a l . 3435 (MG); S11B, Lagoa do Jacaré, 6°21’20”S, 50°23’27”W, 4.V.2016, fl. e fr., L.V. Vasconcelos et al. 773 (MG); S11C, 6°23”S, 50°22”W, 18.II.2010, fl. e fr., A.J. Arruda et al. 203 (BHCB); S11D, Lagoa do Amendoim, 6°23’44”S, 50°22’17”W, 11.IV.2015, fl. e fr., L.M.M. Carreira et al. 3338 (MG). Serra do Tarzan, 6°19’35”S, 50°06’19”W, 27.III.2015, fl. e fr., P.L. Viana et al. 5639 (MG). Parauapebas, Serra Norte, N1, 6°02’30”S, 50°16’14”W, 26.III.2015, fl. e fr., P.L. Viana et al. 5569 (MG); N4, 14.III.1984, fl. e fr., A.S.L. Silva et al. 1755 (MG); N5, 6°06’05”S, 50°07’42”W, 27.IV.2015, fl., N.F.O. Mota et al. 2932 (MG); N6, 5.III.2010, fl., L.C.B. Lobato et al. 3858 (MG). Material adicional selecionado: Ourilândia, Serra Arqueada, 6°30’33”S, 51°09’23”W, 3.V.2016, fl. e fr., P.L. Viana et al. 6207 (MG). São Félix do Xingu, Serra de Campos, 6°23’55”S, 51°51’03”W, 1.V.2016, fl. e fr., P.L. Viana et al. 6114 (MG).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Poaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Poaceae

Planta anual, cespitosa, colmos eretos a decumbentes, 20–55 cm compr. Bainhas foliares glabras; lígula pilosa, 0,2 mm compr.; colo com um tufo de tricomas apenas nas margens; lâminas lineares, planas a involutas, 5–18 × 1,5–3,2 cm, face adaxial lisa, glabra ou pilosa, face abaxial escabra, pilosa. Sinflorescência em panícula laxa a contraída, 7–16 × 1,5–6 cm, axilas glabras, raramente pilosas, com pulvino evidente. Espiguetas elípticas, 6–16 × 1,5–3 mm, com 8–18 antécios, verdes, palhetes, às vezes com tons purpúreos, ráquila íntegra após a dispersão, que ocorre da base para o ápice da espigueta; glumas subiguais, a inferior 1,6–2,4 mm compr., a superior 1,6–2,5 mm compr.; lemas lanceolados, 1,9–2,3 mm compr., ápice agudo; páleas persistentes, cilioladas. Cariopse elipsoide, 0,4–0,6 × 0,3–0,5 mm, castanho-clara, translúcida. Material selecionado: Canaã dos Carajás, Serra Sul, S11D, 6°23’49”S, 50°20’59”W, 2.XII.2015, E.A.L. Afonso et al. 127 (MG). Parauapebas, Serra Norte, N1, 18.V.1987, M.N. Bastos & R.P. Bahia 459 (MG); N4, 14.III.1984, A.S.L. da Silva et al. 1759 (MG); N6, 6.III.2010, L.C.B. Lobato et al. 3862 (MG).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Myrtaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Myrtaceae

Arbustos, 2–3,5 m alt. Ramos cilíndricos, glabros. Folhas com pecíolos ca. 0,8 cm compr.; lâminas 11,9–13,5 × 5–6,3 cm, elípticas, oblongadas ou obovadas, ápice acuminado, base aguda ou obtusa, nervura central proeminente abaxialmente e impressa adaxialmente, cartáceas a subcoriáceas, glabras, discolores, face adaxial escura e abaxial clara. Inflorescências em racemos, axilares, raques 2–6,2 mm compr., flores com posições opostas; pedicelos ca. 2,5 mm compr.; brácteas 1–1,5 mm compr., bractéolas 1–1,5 mm compr. Flores com sépalas 4, 1,5–2 × 1,5–1,7 mm, orbiculares; pétalas 4, 2,5–3 × 2–2,5 mm, oblongas, orbiculares, alvas, tricomas na face dorsal e margens, glândulas em ambas as faces; estames 2–3 mm compr., anteras elipsoides; hipanto ca. 2–3,5 mm larg., glabro; ovário 2-locular, estilete 5–7 mm compr., glabro. Frutos ca. 0,6 × 1,2 mm, elipsoides a globosos, alaranjados, glabros, glândulas conspícuas. Material selecionado: Canaã dos Carajás, Serra Sul, S11D, 06º22’31”S, 50º21’16”W, 3.XII.2015, fl., J.R. Trindade et al. 382 (MG). Parauapebas, Serra Norte, 05º55’S, 50º26’W, 6.XII.1981, fr., D.C. Daly et al. 1767 (MG).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Ochnaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Ochnaceae

Erva anfíbia, 10–25 cm compr., ereta, geralmente não ramificada na base e com poucos ramos laterais, todos eretos, avermelhados. Estípulas fimbriadas, (1–)3–5 partidas, cerdas com ápice glandular; folhas sésseis, lanceoladas a estreitamente espatuladas, 5–15 × 1–4 mm., base truncada, margem denteada com ápice dos dentes recurvados, ápice agudo a acuminado, discolores. Inflorescência terminal e subterminal multiflora, flores com pedicelos ascendentes, 4–8 mm compr., avermelhados; lobos do cálice elípticos, longamente acuminados, avermelhados; pétalas obovadas, rosa a lilases, 4–5 mm compr., ápice obtuso; corona alva, translúcida, em uma única série e encobrindo os estames, anteras amarelas, estilete ereto, rosado. Cápsula ovóide com sépalas, corona e estilete persistentes, deiscente por fenda lateral; sementes ovoides, reticuladas, castanhas. Material selecionado: Canaã dos Carajás, Serra Sul, S11A, Lagoa das Três Irmãs, 6°20’36”S, 50°25’23”W, 749 m, 14.I.2017, fl. e fr., L.V. Vasconcelos et al. 1090 (MG); S11D, 6°24’00”S, 50°18’56”W, 20.V.2014, fl., R.S. Santos et al. 206 (MG); Serra da Bocaina, 6°19’49”S, 49°58’32”W, 708 m, 16.VI.2016, fl. e fr., M. Pastore et al. 386, 387(cf.) (MG). Parauapebas, N1, 6°2’29”S, 50°17’13”W, 683 m, 6.V.2016, fl., M. Pastore et al. 317 (MG); N2, 3.V.1983, fl., M.F.F. Silva et al. 1339 (MG); N4, 6°05’54”S, 50°11’36”W, 670 m, 13.VIII.2016, fl. e fr., R.M. Harley et al. 57960 (MG), N6, 6°07’49”S, 50°10’29”W, 694 m, 7.V.2016, fl. e fr., M. Pastore et al. 320 (MG); N8, 6°02’01”S, 50°09’29”W, 18.III.2015, fl., L.C. Lobato et al. 4337 (MG).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Lauraceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Lauraceae

lado da lâmina, as duas basais distintas, formando padrão subtriplinérvio; venação eucamptódromo- broquidódroma, reticulação incompleta, aréolas não orientadas, irregulares, com vênulas intrusivas multi-ramificadas; pecíolos 0,7–1,4 cm comp., delgados, encobertos pelo mesmo tipo de indumento dos râmulos. Inflorescências paniculado-cimosas, axilares, 4–10 cm comp., pedicelos com o mesmo tipo de indumento dos râmulos, mais esparso em direção às flores; brácteas e bractéolas caducas na antese. Flores unissexuadas, ca. 2 mm diâm.; pedicelos maiores que as flores, 2–2,5 mm comp., com tricomas eretos, esparsos ou densos, mas não revestindo completamente a superfície; tépalas iguais, amarelas, eretas na antese, ovadas, ca. 1,5 mm comp., hialinas, pubescentes adaxialmente e quase glabras abaxialmente. Flores estaminadas com 9 estames 4-esporangiados (às vezes o verticilo IV também fértil, então 2-esporangiado); estames dos verticilos I e II introrsos, ca. 0,8 mm comp., anteras com tecas em duas fileiras sobrepostas, as superiores menores que as inferiores, filetes ca. 0,4 mm comp., glabros, tão largos quanto as bases das anteras; estames do verticilo III extrorso-latrorsos, glabros, ca. 0,8 mm comp., anteras triangulares, filetes tão longos e levemente mais estreitos que as anteras, com duas glândulas achatadas na base, menores que os filetes; verticilo IV variável em flores da mesma inflorescência, de ausente, ou estipitiforme, estéril e pubescente, ou fértil com duas tecas, ou com ápice glandular, e às vezes também apresentando glândulas na base; pistilódio glabro, com estigma conspícuo, tão longo quanto os estames mais internos; receptáculo raso, quase plano, densamente pubescente internamente. Flores pistiladas com 9 estaminódios, estes ca. 0,2 mm comp., filetes glabros; pistilo glabro, ca. 1 mm comp., estilete mais curto e quase indistinto do ovário, este inserido pela metade em receptáculo pubescente, estigma triangular. Frutos globosos a elipsoides, 1,7 × 1 cm; cúpulas pequenas, ca. 7 mm diâm., rasas, com tépalas persistentes; pedicelo claviforme, ca. 1,5 cm comp. (adaptado de van der Werff & Vicentini 2000). Material selecionado: Parauapebas [Marabá], Serra Norte, N1, beira do igarapé Azul, 16.III.1985, fr. imat., R.S. Secco 470 (MBM, MG, MO, RB); estrada do Pojuca, 2.II.1985, fr. imat., O.C. Nascimento 1127 (MG).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Lentibulariaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Lentibulariaceae

Entre as espécies aqui estudadas, tanto Utricularia breviscapa como U. gibba L. pertencem a Utricularia seção Utricularia, a maior das seções do gênero, na qual são referidas cerca de 34 espécies, a maioria delas flutuantes fixas ou livres. Esta seção apresenta grande amplitude de distribuição geográfica e, consequentemente, maior heterogeneidade morfológica (Taylor 1989). No entanto, as sementes, com raras exceções, possuem morfologia bem distinta. São achatadas dorsiventralmente e circundadas por projeções ou “outgrowths” multicelulares (Taylor 1989). As duas espécies desta seção encontradas em Carajás são ervas aquáticas, com flores amarelas e folhas alternas, divididas em segmentos capilares. No entanto podem ser distinguidas pela presença de flutuadores laterais na inflorescência de U. breviscapa (ausente em U. gibba), e pela cápsula circuncisa em U. breviscapa (bivalve em U. gibba).
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Smilacaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Smilacaceae

Smilax irrorata, conhecida popularmente como “japecanga”, é uma espécie que se caracteriza pelos ramos lisos, às vezes ásperos, sem catafilos incluídos no profilo, folhas em geral ferrugíneas, com venação proeminente em ambas as faces, nervura mediana mais espessa até o terço médio, nervuras terciárias com retículos de aréolas densas, inflorescências não ramificadas e flores pistiladas com três estaminódios. As espécies examinadas da Serra dos Carajás possuem folhas que apresentam ou não acúleos nas margens e na nervura mediana, inclusive variando no mesmo indivíduo. Ramos de coloração vinoso-esverdeados foram assinalados na etiqueta no material coletado por H.C. de Lima & D.F. Silva 7557, como também a presença de manchas escuras nos caules verdes no exemplar coletado por J.P. Silva 343.
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Salicaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Salicaceae

globosa, trivalvar, sépalas persistentes, sementes 1– muitas, arredondadas, ovadas a angulosas, embrião reto, espatulado. Casearia é o maior gênero e mais diversificado da família, ocorrendo nas regiões tropicais de todo o mundo, com cerca de 180 espécies, sendo 80 delas ocorrentes nas Américas, onde se encontra sua maior diversidade (Sleumer 1980). No Brasil são encontradas cerca de 48 espécies, sendo 24 endêmicas e 24 com ampla distribuição, ocorrendo nos diferentes biomas com grande capacidade de adaptação aos ambientes. Além das quatro espécies de canga aqui tratadas, foram identificadas nas áreas de floresta as seguintes espécies: C. combaymensis Tul., C. commersoniana Cambess., C. cotticensis Uittien, C. decandra Jacq., C. duckeana Sleumer e C. spruceana Benth. ex Eichler.
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Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Rutaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Rutaceae

Este gênero é caracterizado principalmente pelas inflorescências geralmente em panículas laterais ou mais raramente laterais, flores bissexuadas actinomorfas com pétalas livres e patentes na antese, cinco estames alternipétalos e ovário deprimido, circundado pelo disco intraestaminal, e pelo fruto cápsula lenhosa, de deiscência simultaneamente septícida e loculicida, originando 4–5 mericarpos bivalvares com endocarpo claro e elástico (deiscência explosiva) (Kaastra 1982). É um gênero neotropical, distribuído do México ao nordeste da Argentina (Missiones) com cerca de 28 espécies, das quais, 15 ocorrem no Brasil (BFG 2015; Pirani 1999). Nas cangas da Serra dos Carajás foi registrada apenas uma espécie.
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