Top PDF Direito do trabalho na modernidade líquida sob a perspectiva dos Direitos Humanos

Direito do trabalho na modernidade líquida sob a perspectiva dos Direitos Humanos

Direito do trabalho na modernidade líquida sob a perspectiva dos Direitos Humanos

às necessidades normais do trabalhador; c) trabalho diário não excedente de oito horas, reduzíveis, mas só prorrogáveis nos casos previstos em lei; d) proibição de trabalho a menores de 14 anos; de trabalho noturno a menores de 16 e em indústrias insalubres, a menores de 18 anos e a mulheres; e) repouso hebdomadário, de preferência aos domingos; f) férias anuais remuneradas; g) indenização ao trabalhador dispensado sem justa causa; h) assistência médica e sanitária ao trabalhador e à gestante, assegurando a esta descanso antes e depois do parto, sem prejuízo do salário e do emprego, e instituição de previdência, mediante contribuição igual da União, do empregador e do empregado, a favor da velhice, da invalidez, da maternidade e nos casos de acidentes de trabalho ou de morte; i) regulamentação do exercício de todas as profissões; j) reconhecimento das convenções coletivas, de trabalho. § 2º - Para o efeito deste artigo, não há distinção entre o trabalho manual e o trabalho intelectual ou técnico, nem entre os profissionais respectivos. § 3º - Os serviços de amparo à maternidade e à infância, os referentes ao lar e ao trabalho feminino, assim como a fiscalização e a orientação respectivas, serão incumbidos de preferência a mulheres habilitadas. § 4º - O trabalho agrícola será objeto de regulamentação especial, em que se atenderá, quanto possível, ao disposto neste artigo. Procurar-se-á fixar o homem no campo, cuidar da sua educação rural, e assegurar ao trabalhador nacional a preferência na colonização e aproveitamento das terras públicas. § 5º - A União promoverá, em cooperação com os Estados, a organização de colônias agrícolas, para onde serão encaminhados os habitantes de zonas empobrecidas, que o desejarem, e os sem trabalho. § 6º - A entrada de imigrantes no território nacional sofrerá as restrições necessárias à garantia da integração étnica e capacidade física e civil do imigrante, não podendo, porém, a corrente imigratória de cada país exceder, anualmente, o limite de dois por cento sobre o número total dos respectivos nacionais fixados no Brasil durante os últimos cinqüenta anos. § 7º - É vedada a concentração de imigrantes em qualquer ponto do território da União, devendo a lei regular a seleção, localização e assimilação do alienígena. § 8º - Nos acidentes do trabalho em obras públicas da União, dos Estados e dos Municípios, a indenização será feita pela folha de pagamento, dentro de quinze dias depois da sentença, da qual não se admitirá recurso ex –offício”.
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Direito do trabalho na modernidade líquida sob a perspectiva dos Direitos Humano...

Direito do trabalho na modernidade líquida sob a perspectiva dos Direitos Humano...

A almejada emancipação está, em última instância, nas mãos dos trabalhadores, pois foge das limitações que cercam as instituições estatais ou sindicais. Mas o Estado ainda pode colaborar com o processo, conforme as possibilidades anunciadas no decorrer da pesquisa. O primeiro passo é deixar de pender para o polo detentor do poder no âmbito das relações laborais, construir um sentido valorizador da dignidade, atribuindo um novo significado ao Direito do Trabalho sem ignorar o verdadeiro campo de luta em que se insere a trajetória de busca pela efetivação dos Direitos Humanos. Afinal, viu-se a insuficiência da visão que se limita a ser compensatória no que diz respeito à efetivação dos direitos sociais, sendo imprescindível que se realize, no campo do Direito, uma mudança metodológica de maneira a equilibrar as estruturas econômica e social. É preciso traçar uma perspectiva, sobretudo, inclusiva, diferente de tudo aquilo a que a sociedade tem assistido há muito tempo e com maior intensidade na chamada modernidade líquida, a fim de que se elimine a exclusão como forte integrante do cenário plasmódico existente.
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Direito à literatura como direito humano : a literatura de ficção científica de autoria de mulheres em uma perspectiva de educação em direitos humanos

Direito à literatura como direito humano : a literatura de ficção científica de autoria de mulheres em uma perspectiva de educação em direitos humanos

Eu não fiz isso. Eu cerrei os dentes enquanto um escritor profissional estabelecido me fez uma diatribe de 10 minutos, basicamente como uma representante de todas as pessoas negras, por mencionar a falta de representatividade nas ciências. Eu continuei escrevendo embora meu primeiro romance, The Killing Moon, tenha sido inicialmente rejeitado sob a suposição de que apenas pessoas negras iriam querer ler o trabalho de uma escritora negra. Eu ergui minha voz para rebater outros convidados em mesas que tentaram falar acima de mim sobre minha própria vida. Eu lutei contra mim mesma e a vozinha dentro de mim que constantemente, e ainda, sussurra que eu devia manter a cabeça abaixada e calar a boca e deixar os escritores de verdade falarem.
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A FLEXIBILIZAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PELO SISTEMA “PART TIME”, UM ALCANCE AO TRABALHO DECENTE SOB A PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS

A FLEXIBILIZAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PELO SISTEMA “PART TIME”, UM ALCANCE AO TRABALHO DECENTE SOB A PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS

O Direito do Trabalho perfaz uma grande parte da história do mundo e do Brasil onde traz consigo sempre a realidade da sociedade por envolvê-la em aspecto social, político e econômico. A grandeza do trabalho é trazida em conjunto aos Direitos Humanos, o qual deve ser observado para permitir aos trabalhadores e empregadores a inserção na sociedade com dignidade. Busca-se no artigo ora disposto a coloca- ção do histórico brasileiro até a atualidade com a democracia, sendo abordadas novas formas de flexibilização da jornada de trabalho para sobrevivência de diversos aspectos na sociedade, seja como inclusão social e permissão de trabalho a todos. Assim, a jornada de trabalho pelo sistema “part-time” é estudado para que se tenham reflexões sobre o tema e alternativas para a sociedade, traz-se comparativos ao Direito Francês para uma abordagem realista e internacional.
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PROJETO DE IRRIGAÇÃO SANTA CRUZ DO APODI SOB A PERSPECTIVA DA VIOLAÇÃO AO DIREITO INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

PROJETO DE IRRIGAÇÃO SANTA CRUZ DO APODI SOB A PERSPECTIVA DA VIOLAÇÃO AO DIREITO INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

A parte cearense da Chapada do Apodi já é marcada pela presença de grandes em- presas transnacionais e nacionais de fruticultura destinada para exportação. Contudo, o que se observa com a expansão do agronegócio na região é: transformações nas relações e condições de trabalho; aumento dos conflitos no campo, a exemplo do assassinato de José Maria, presiden- te da Associação dos Desapropriados Trabalhadores Rurais Sem Terra da Chapada do Apodi; comunidades inteiras são extintas, como aconteceu com a comunidade denominada de KM 69, em Limoeiro/CE; estudos identificam a contaminação das águas subterrâneas e superficiais; graves problemas de saúde pública, em virtude de que mais de 97% dos trabalhadores convivem direta/indiretamente com agrotóxicos e fertilizantes; redução da biodiversidade; degradação do solo; contaminação do ar; e dentre outros impactos. 7
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Contributo para a compreensão atual do mandado de determinação em direito penal: uma perspectiva dos direitos humanos

Contributo para a compreensão atual do mandado de determinação em direito penal: uma perspectiva dos direitos humanos

Nestas tarefas, é preciso ultrapassar a crítica que recai sobre a lex certa em virtude de sua vinculação com a revolução liberal, e o seu contexto específico de racionalismo. De fato, a lex certa em sua concepção original ilustrada estava tão umbilicalmente ligada com alguns pressupostos fundamentais que conformavam o Estado moderno – uma compreensão determinada de racionalidade que dava origem a um modelo específico de direito – que sobre ela não deixaram de recair muitas das críticas que se produziram, com a evolução do conhecimento, ao modelo liberal-burguês e ao positivismo. Dentre os riscos de tratar um tema como o investigado, por isso, está o de ser imputado como um racionalista utópico, o defensor de um estado legalista, ou de sustentar o retrocesso a um positivismo que confundia lei e direito. Ademais, foram tantos os estragos que uma concepção exclusivamente formal do direito produziu - “Ordens são ordens, é a lei do soldado. A lei é a lei, diz o jurista.” (Radbruch) - que, desde o segundo pós-guerra, há certo constrangimento em investigar garantias formais, olvidando-se que a superação do formalismo positivista não está na extinção das formas jurídicas, mas no alocar, ao lado das formas, conteúdos materiais também condicionantes da validade da atuação estatal, numa concepção formal e material do Estado de Direito. Como se espera deixar claro no decorrer do trabalho, para além de uma pesquisa não ser uma qualquer defesa, mas uma pergunta sobre um tema, o presente estudo não procura reproduzir aquela velha concepção de direito, pelo contrário, tenta identificar em que medida e como a lex certa, consagrada na Constituição e em Convenções internacionais como um direito fundamental e humano, ainda se faz hoje validamente presente.
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Os direitos humanos na perspectiva de Marx e Engels

Os direitos humanos na perspectiva de Marx e Engels

No seu livro O direito ao produto integral do trabalho historicamente exposto, publicado em 1886, Anton Menger, jurista e sociológo austríaco, acusou Karl Marx de haver plagiado a teoria econômica dos socialistas utópicos de matriz ricardiana e, ademais, sustentou a tese da superação gradual e pacífica do capitalismo mediante modificações legais sucessivas, o que dispensaria os trabalhadores do combate ao Estado e da luta pela tomada revolucionária do poder. Esse socialismo “jurídico” – ilusão reformista que exercia/exerce a função de acomodar os trabalhadores à ordem – não era novidade, e nem esse livro ou seu autor portavam originalidade especial (exceto pela calúnia a Marx). Mas o reformismo legalista começava a crescer na ala direita da social-democracia alemã, cada vez mais entusiasmada com as possibilidades eleitorais e parlamentares da supressão na Alemanha da lei impeditiva da atividade política dos partidos socialistas 496 . Com Marx morto desde 1883, Friedrich Engels considerou importante oferecer resposta ao livro. Começou a redigir um artigo, mas, vindo a adoecer, não conseguiu concluí-lo. Karl Kautsky, redator da revista Die Neue Zeit, da social-democracia alemã, foi incumbido de terminar o texto, com base nas anotações de Engels. Assim, o artigo O socialismo jurídico apareceu em 1887, numa das edições dessa revista, e abordou questões de grande atualidade política, tendo em vista o ressurgimento da ideologia jurídica nos movimentos e partidos dos trabalhadores, por conta da ampla hegemonia ideológica reconquistada pelo pensamento conservador desde as últimas décadas do século XX – cujo leitmotiv consiste precisamente em infundir o acato reverencial às leis e às instituições do Estado.
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A constitucionalização de tratados internacionais de direitos humanos sob a perspectiva jurídica brasileira

A constitucionalização de tratados internacionais de direitos humanos sob a perspectiva jurídica brasileira

A ordem constitucional brasileira, inaugurada em 1988, trouxe desde seus escritos originais a preocupação com a proteção das pessoas portadoras de necessidades especiais, construindo políticas e diretrizes de inserção nas diversas áreas sociais e econômicas da comunidade (trabalho privado, serviço público, previdência e assistência social). Estabeleceu, assim, nos arts. 227, § 2º, e 244, a necessidade de se conferir amplo acesso e plena capacidade de locomoção às pessoas com deficiência, no que concerne tanto aos logradouros públicos, quanto aos veículos de transporte coletivo, determinando ao legislador ordinário a edição de diplomas que estabeleçam as formas de construção e modificação desses espaços e desses meios de transporte. Na mesma linha afirmativa, há poucos anos, incorporou-se ao ordenamento constitucional a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, primeiro tratado internacional aprovado pelo rito legislativo previsto no art. 5º, § 3º, da CF, o qual foi internalizado por meio do Decreto presidencial 6.949/2009. O art. 9º da convenção veio justamente reforçar o arcabouço de proteção do direito de acessibilidade das pessoas com deficiência. [ADI 903, rel. min. Dias Toffoli, j. 22-5-2013, P, DJE de 7-2-2014] = RMS 32.732- AgR, rel. min. Celso de Mello, j. 3-6-2014, 2ª T, DJE de 1º-8-2014.
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OS LIMITES DA FLEXIBILIZAÇÃO NO DIREITO DO TRABALHO SOB UMA PERSPECTIVA CONSTITUCIONAL

OS LIMITES DA FLEXIBILIZAÇÃO NO DIREITO DO TRABALHO SOB UMA PERSPECTIVA CONSTITUCIONAL

relações com base na prevalência dos direitos Humanos, está ao mes- mo tempo reconhecendo a existência de limites e condicionamentos à noção de soberania estatal. Isto é, a soberania do Estado brasileiro fica submetida a regras jurídicas, tendo como parâmetro obrigatório a prevalência dos direitos humanos. Rompe-se com a concepção tradi- cional de soberania estatal absoluta, reforçando o processo de sua fle- xibilização e relativização, em prol da proteção dos direitos humanos. Este processo é condizente.com as exigências do Estado Democrático de Direito constitucionalmente pretendido. Vale dizer, surge a neces- sidade de interpretar os antigos conceitos de soberania estatal e não intervenção, à luz dos princípios inovadores da ordem constitucional e, dentre eles, destaque-se o princípio da prevalência dos direitos hu- manos. Estes são os novos valores incorporados pelo texto de 1988 e que compõem a tônica do constitucionalismo contemporâneo.
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Direitos Humanos no Estado de Direito (em crise): uma perspectiva contemporânea

Direitos Humanos no Estado de Direito (em crise): uma perspectiva contemporânea

Frente à nova ordem mundial que se estabelece na contemporaneidade, o Estado tem uma diminuição de seus poderes, um enfraquecimento de sua soberania absoluta e, no campo jurídico, uma incerteza quanto à aplicação do ordenamento nacional. Existe grande expec- tativa de que o direito internacional consiga preencher as lacunas deixadas pelos Estados. Neste contexto, questiona-se: de que forma os direitos humanos podem ser protegidos e efetivados, e quanto o direito internacional poderá colaborar com isso? Atentar a este problema e trazer conceitos relevantes para a reflexão do tema é o objetivo central deste trabalho. Conclui-se que, embora o Estado esteja enfraquecido em seus poderes em alguns âmbitos, ele ainda exerce um papel central na proteção dos direitos humanos fundamentais dos indivíduos.
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Direitos Humanos na perspectiva do Direito dos Povos

Direitos Humanos na perspectiva do Direito dos Povos

Esse direito, é claro, deve ser proporcional ao trabalho efetuado e à forma de distribuição adotada no Estado. Em países em que o Estado se encarregue de prover, efetivamente, a maior parte dos serviços essenciais, supõe-se que essa necessidade seja menor. No entanto, é preciso lembrar que o trabalho não se vincula unicamente à remuneração, não é esta a função exclusiva, ou mesmo principal, do trabalho. Há importantes aspectos ligados à realização, a formação da identidade, ao prazer oriundo do exercício de uma atividade complexa – o que Rawls chama de “princípio aristotélico”: “os seres humanos têm prazer *enjoy+ no exercício de suas capacidades realizadas (suas habilidades inatas ou treinadas), e esse prazer aumenta quanto mais a capacidade é realizada, ou quanto maior sua complexidade”. 19 Rawls argumenta ainda que o princípio aristotélico faz parte dos desejos humanos tais como os conhecemos hoje, e por isso devem ser levados em conta em qualquer plano racional. 20 Dessa forma, assim limitado, acreditamos que as oportunidades econômicas devam fazer parte de qualquer sistema, e por isso serem incluídos entre os Direitos Humanos dos Povos.
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O PROCESSO DE IMPEACHMENT SOB A PERSPECTIVA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS

O PROCESSO DE IMPEACHMENT SOB A PERSPECTIVA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS

parcial MACKPESQUISA, especialista em direito tributário pela Universidade Católica de Santos, em direito e processo do trabalho pela Faculdade Damásio de Jesus e bacharel em direito pela Universidade Católica de Santos. É membro do Grupo de Pesquisa Políticas Públicas Educacionais: sistematização da base normativa e análise dos mecanismos jurídicos de articulação e institucionalização ligado ao Programa de Pós Graduação em Direito Político e Econômico da Universidade Presbiteriana Mackenzie. É advogado e assessor na 3ª Câmara Recursal do Conselho Seccional na OABSP e na Comissão de Ética e Disciplina da 132ª Subsecção da OAB. E-mail:
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DOS DIREITOS HUMANOS E DOS CONFLITOS NA SOCIEDADE LÍQUIDA PÓS-MODERNA

DOS DIREITOS HUMANOS E DOS CONFLITOS NA SOCIEDADE LÍQUIDA PÓS-MODERNA

O indivíduo tende a valorar o outro a partir da sua apresentação no palco da vida diante dele, espectador, e não nela mesma, extraindo-se precon- ceitos, intolerâncias e a incompreensão da subjetividade do outro. Percebe-se que, na sociedade moderna, para ajustar-se ao conceito de pureza, perde-se progressivamente a sua própria natureza humana (singular e única) para se tornar uma coisa com a qual se relaciona de forma fria, egoísta e superficial. A sociedade líquida é intolerante com tudo que considera como desvio ou não adequado ao comportamento padrão vigente, pois a conduta que não contem- pla os princípios particulares compreendidos como dignos e puros, atrai para si desprezo ao não reproduzir um pouco daquilo que o outro/digno é. Assim, o diferente aos olhos dos puros é considerado extravagante, merecendo a re- provação e o rótulo de ostensivo. Se o outro responde de forma negativa ao rótulo atribuído, dá o direito aos demais a desprezar a expressão da diferença. Está-se passando da fase “sólida” da modernidade para a fase “fluida”, denominada assim em razão de que quando derramada em um recipiente apertado, continua mudando de forma até mesmo sob a influência de forças menores. “Num ambiente fluido, não há como saber se o que nos espera é uma enchente ou uma seca – é melhor estar preparado para as duas possibilida- des”. 21 A fluidez das relações humanas faz com que os indivíduos percam cons-
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Novas perspectivas para os direitos políticos no Brasil : a transformação do direito de sufrágio ativo na modernidade líquida

Novas perspectivas para os direitos políticos no Brasil : a transformação do direito de sufrágio ativo na modernidade líquida

O presente trabalho tem por objetivo essencial verificar a influência da modernidade líquida na construção de novos parâmetros para os direitos políticos no Brasil, especialmente o direito de sufrágio ativo. Atualmente, os direitos políticos são enxergados sob uma perspectiva demasiado reducionista no Brasil, resumindo-se praticamente ao comparecimento periódico às seções eleitorais para aposição do voto. Essa realidade afeta a plenitude democrática e fortalece um modelo eleitoral meramente patrimonialista. É inadiável, portanto, uma alteração de comportamento que passa pela adequação da interpretação jurídica ao momento histórico vivenciado, notadamente, a modernidade líquida. Em um contexto de universalização do acesso à informação e valorização do individualismo, todos os cidadãos necessitam sentir-se parte verdadeiramente atuante dos processos democráticos, como uma forma de romper com o mal-estar da pós-modernidade. Nesta senda, o eleitor deve deixar de ser mero coadjuvante e passar a ser o protagonista no cenário eleitoral. Esse protagonismo se manifestaria através de inúmeras posturas das quais pode-se destacar: a universalização do sufrágio com respeito ao princípio da máxima acessibilidade do voto; a existência de eleições periódicas e livres de corrupção; o amplo e irrestrito acesso à propaganda eleitoral; o fortalecimento da participação política através da filiação partidária ou de mecanismos de democracia direta, bem como assegurar-se os direitos da oposição e da minoria parlamentar; o reconhecimento do direito de reparação civil por danos ao direito de sufrágio ativo e a transformação do processo eleitoral em arena democrática de debate. Todos esses avanços conectam o eleitor brasileiro com a modernidade líquida e servem como o início de um processo evolutivo irrefreável.
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Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos.

Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos.

N o D ire ito brasile iro , a C o nstituição Fe de ral de 1988 e stabe le ce im po r- tante s dispo sitivo s que de m arcam a busca da igualdade m ate rial, que transce nde a igualdade fo rm al. A título de re gistro , de staca-se o artigo 7º , inciso XX, que trata da pro te ção do m e rcado de trabalho da m ulhe r m e diante ince ntivo s e s- pe cífico s, be m co m o o artigo 37, inciso VII, que de te rm ina que a le i re se rvará pe rce ntual de cargo s e e m pre go s público s para as pe sso as po rtado ras de de fi- ciê ncia. Acre sce nte -se ainda a cham ada “Le i das C o tas” 4 de 1995 (Le i n. 9.100/
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Perspectiva bioética intercultural e direitos humanos.

Perspectiva bioética intercultural e direitos humanos.

Além da visão de diferenças entre culturas, há uma cultura da humanidade, consituída por as- pectos amplamente comparilhados por membros da espécie humana. Entre esses elementos comuns encontram-se normas morais básicas para a convi- vência social, que atravessam culturas, o que não implica a observância dessas normas por todos, indisintamente. Ancorando-se em tal entendimen- to, este arigo sustenta que os direitos humanos, previstos em tratados internacionais, são normas de conduta amplamente parilhadas pelas disintas culturas, de modo a consituir a cultura da huma- nidade; contudo, reconhece que algumas dessas regras apresentam problemas em sua efeivação. Sem o objeivo de refutar os variados argumentos contrapostos à concepção universal dos direitos humanos, é oportuno recorrer ao ilósofo Richard Rorty com o intuito de agregar fundamentação teó- rica à acepção de direitos humanos como cultura da humanidade. Rorty, disintamente da tradição oci- dental, não os ancora na racionalidade, mas sim em senimentos humanos comuns a todos os membros da espécie.
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Direito do trabalho em perspectiva :

Direito do trabalho em perspectiva :

Segundo o autor, as pessoas sao obrigadas a adaptarem-se constantemente a modificações tecnológicas; devem estar dispostas a uma reciclagem que lhes permita m anter seu posto de trabalho ou aceitar um outro, menos qualificado. A maioria dos trabalhadores torna-se descartável ao passar dos cinqüenta anos. Os postos de trabalho e a posição social que proporcionam adquirem um caráter precário: excepcionalm ente proporcionam uma sensação de pertencer a um grupo definido ou de te r um lugar seguro na sociedade. Assim, os indivíduos vêem -se obrigados a definir sua identidade por outros meios, quando podem fazê-lo. Estão sentenciados por um contexto social incoerente e instável. Ao invés de proteger, a sociedade fornece insegurança, obrigando as pessoas a serem mais individualistas e a buscarem sua identidade em atividades e relações sociais que fogem ao âmbito do trabalho. Vide GORZ, André. La Declinante Relevancia dei Trabajo y el Auge de los Valores Post- Economicos. El Socialism o dei Futuro: el futuro dei trabajo - Revista de Debate Politico, p. 27.
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A  da prescrição intercorrente na justiça do trabalho sob a perspectiva dos direitos fundamentais trabalhistas

A da prescrição intercorrente na justiça do trabalho sob a perspectiva dos direitos fundamentais trabalhistas

[...] Dispõe a súmula 114/TST que é inaplicável na Justiça do Trabalho a prescrição intercorrente, sendo certo que tal entendimento não vulnera os artigos 7º, XXIX da Constituição da República e 884, § 1º/CLT. É que não se pode confundir a prescrição intercorrente com a prescrição do direito de ação na execução, o que ocorre quando não iniciada a execução de ofício pelo Juízo, o exequente permanece inerte, deixando decorrer o biênio a partir do trânsito em julgado da decisão. É desta prescrição que cogita a súmula 327/STF, que é diversa da intercorrente, inaplicável na Justiça do Trabalho, inclusive porque o juiz detém o impulso oficial da execução. Não obstante seja o exequente o principal interessado no prosseguimento da execução, a CLT prevê o impulso oficial, cabendo ao Juiz praticar todos os atos necessários ao cumprimento da decisão transitada em julgado (art. 878/CLT), o que envolve a pesquisa patrimonial e expedição de ofício aos órgãos pertinentes, a fim de localizar os executados, bem como os bens necessários à satisfação do crédito trabalhista. Por outro lado, dispõe o art. 794/CPC, que a execução somente será extinta quando houver a satisfação da obrigação, houver a remissão da dívida, por acordo ou qualquer outro meio, ou ainda quando o credor renunciar ao crédito. Também o § 3º do art. 40 da Lei 6.830/80 dispõe que encontrados que sejam, a qualquer tempo, o devedor ou os bens, serão desarquivados os autos para o prosseguimento da execução. Ambos os dispositivos legais são subsidiariamente aplicáveis à execução trabalhista por força do art. 889/CLT. Assim, uma análise detida da legislação que rege a execução trabalhista demonstra que a execução deve ser promovida de ofício pelo magistrado, até que a efetiva satisfação do débito. Frustradas as providências, poderá ser determinado o arquivamento provisório dos autos, com expedição da certidão de crédito trabalhista (Provimento 04/2012/TRT/3ª Região), podendo a partir daí ser reiniciada a execução quando o credor conseguir encontrar bens passíveis de penhora. A prescrição ocorre em decorrência do decurso do prazo, aliado à inércia do titular do direito. Entretanto, em cenário econômico marcado pela constante tentativa patronal em ocultar seu patrimônio, não se afigura razoável que ao cabo de mais de 4 anos (vide certidão de arquivamento de f. 357) se veja livre da condenação em prejuízo do trabalhador. Essa a razão da súmula 114/TST, que, a meu ver, não colide com o disposto na súmula 327/STF. (TRT da 3.ª Região; Processo: 0053200-64.2001.5.03.0005 AP; Data de Publicação: 20/04/2015; Órgão Julgador: Quinta Turma; Relator: Convocada Maria Cecilia Alves Pinto; Revisor: Marcus Moura Ferreira).
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Direitos humanos, ciência e modernidade: uma abordagem interdisciplinar dos dilemas introduzidos pela biotecnologia no debate do direito moderno comtemporâneo

Direitos humanos, ciência e modernidade: uma abordagem interdisciplinar dos dilemas introduzidos pela biotecnologia no debate do direito moderno comtemporâneo

versa) com qualquer fim e com qualquer grau de desenvolvimento temporal, salvo certas provas diagnósticas controladas em seu desenvolvimento temporal; a fusão de pré-embriões humanos entre si ou inter-espécies (quimeras) com qualquer fim e em qualquer grau de desenvolvimento; outras ações dirigidas a modificar o patrimônio genético humano não patológico. (vale diferenciar o patológico e o simplesmente anômalo, diferente ou infreqüente ou desvio irrelevante dos padrões de saúde); 2 - A identidade e irrepetibilidade do ser humano, como direito à individualidade e à condição de ser único, aceitando a complexidade e variabilidade da natureza humana: a criação de seres idênticos por clonagem ou outros procedimentos genéticos com qualquer finalidade (seleção da raça, criação de seres humanos “especializados” ou homúnculos); 3 - Privação da dupla dotação genética, e com isso da linha genética masculina e feminina, ao que se pode acrescer potenciais riscos para a saúde genética do procriado: a partenogênese, ou obtenção de um ser humano de um só gameta (óvulo); a obtenção de embriões mediante gametas de pessoas de mesmo sexo (que dariam lugar a zigotos com cromossomos XX em uniões de gametas femininos e a zigotos XY em uniões de gametas masculinos). De um ponto de vista diferente, a ectogênese, o desenvolvimento de um indivíduo em laboratório, embora hoje pareça de impossível efetivação; 4 - Proteção da sobrevivência da espécie humana: a criação de armas biológicas ou outras mediante técnicas de engenharia genética sobre o ser humano. Para Casabona “estas considerações servem- nos ao mesmo tempo para recordar a importância de se chegar ao máximo consenso da comunidade internacional, com o fim de estabelecer critérios uniformes assumidos por todas as nações e evitar, deste modo, que a permissividade ou negligência de alguns Estados dê lugar aos ‘paraísos genéticos’ e satisfazer assim um duplo objetivo: evitar as experimentações e aplicações aberrantes recusadas por outros Estados e impedir que se gere na comunidade científica uma desigualdade de recursos e possibilidades investigadoras.” (In. CASABONA, Carlos María Romeo. Do Gene ao Direito. p.230.)
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Na fronteira da modernidade: uma análise das relações entre biotecnologia e direitos humanos

Na fronteira da modernidade: uma análise das relações entre biotecnologia e direitos humanos

Para entender tais articulações, é importante pontuar alguns marcos que se destacaram no pano de fundo descrito na introdução deste trabalho. De um lado, surge uma reconstrução epistemológica, reduzindo o continente positivista científico a proporções mais palatáveis (SANTOS,1989). As novas fronteiras na pesquisa científica que avançam de um melhor conhecimento do corpo humano até o mundo microscópico (células e genes) firmam uma série de passos: novos medicamentos (dentre os quais se destaca a pílula anticoncepcional), a primeira fertilização in vitro, a primeira clonagem, seqüenciamento genético, experiências com células tronco, para citar aqueles que, cada vez mais, tomam conta da mídia. O impacto destas descobertas e experiências se faz sentir imediatamente no aumento da longevidade, na mudança da estrutura do núcleo familiar e na possibilidade de novas reorganizações em relação à invariância genética, conceito desenvolvido por Monod como um dos definidores da vida (MONOD, 1971). Assim, se, de um lado, os cientistas questionam cada vez com mais contundência os limites da própria ciência, por outro, esta mesma ciência ressurge como esperança de reposta para as mazelas sociais – fome (com os transgênicos), doenças (com as terapias genéticas), acidentes (com as células-tronco). Este paradoxo se acirra com inúmeros debates que se travam em diversos campos sociais: nas famílias (testes de paternidade, de drogadição), no âmbito comunitário (drogadição, tendência a doenças) e do Estado (legislações). A questão da subjetividade é reintroduzida no espectro da ciência, pois:
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