Top PDF Direitos humanos e ações afirmativas: o (des)velar dos caminhos para a igualdade no ensino superior

Direitos humanos e ações afirmativas: o (des)velar dos caminhos para a igualdade no ensino superior

Direitos humanos e ações afirmativas: o (des)velar dos caminhos para a igualdade no ensino superior

Nesta dissertação analisamos as legislações humanitárias internacionais e brasileiras em busca dos conceitos e determinações para a igualdade, focada nas Ações Afirmativas e nos Direitos Humanos para os Negros no Ensino Superior. A pesquisa trata de um estudo de caso pontuado na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM. Primeiramente, delineamos os caminhos metodológicos pretendidos na busca de organizar as ideias. Na sequência, procuramos levantar as questões legislativas internacionais que o Brasil está inserido e verificamos a historicidade da legislação humanitária internacional até os dias atuais. Em continuidade, observamos estas normas internacionais sendo aplicadas nas leis nacionais. Para amparo destas situações buscamos os diálogos teóricos sobre o tema em questão, sempre focando numa apreciação comparada da visão mundial e brasileira na intenção de coadunar com os estudos e a linha de pesquisa do Mestrado em Educação “Práticas Escolares e Políticas Públicas” e sua subdivisão “Educação e Direitos Humanos (Ações Afirmativas)”. Ao final,no último capítulo, esquadrinhamos a historicidade da UFSM nos oito anos de Ações Afirmativas, juntamente dos dados estatísticos de órgãos de pesquisa renomados no Brasil, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA. Ao fim, percebemos que ainda tem muito a fazer em relação aos preocupantes números levantados e apresentamos possíveis caminhos para reparar a situação.
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Ações afirmativas: polêmicas e possibilidades sobre igualdade racial e o papel do estado.

Ações afirmativas: polêmicas e possibilidades sobre igualdade racial e o papel do estado.

dos debates contemporâneos, devem, sem dúvida, pautar-se pela lógica complexa e complementar entre demandas de redistribuição e de reconhecimento pertinentes às atuais reivindicações políticas. Portanto, o Estado deve se posicionar por meio de ações concretas, ou seja, ser promovente e ir além de declaração de boas intenções e de programas pontuais para este ou aquele grupo social. Como exemplo, e ao contrário do pensamento (talvez mais sentimento que pensamento) da maioria dos intelectuais brancos das ciências sociais que são contra as políticas de ações afirmativas para estudantes negros, devemos explicitar que o Estado deve apoiar e incentivar o sistema de cotas no ensino superior, uma vez que, sob o ponto de vista dos direitos humanos, esse sistema visa à igualdade de oportunidades e de tratamento, bem como repor direitos – neste caso o direito fundamental à educação superior de qualidade – que foram e são sistemática e historicamente violados e usurpados da população negra diante da discriminação racial.
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As ações afirmativas para o ensino superior e o princípio constitucional da igualdade

As ações afirmativas para o ensino superior e o princípio constitucional da igualdade

A alegação de que não existe base legal, no ordenamento pátrio, é equivocada. É que desde o Primeiro Plano Nacional de Direitos Humanos, elaborado no governo Fernando Henrique Cardoso, por meio do Decreto nº 1.904/1996, a questão das políticas afirmativas já estava incluída, restando, reafirmada pelo governo brasileiro, quando participou da Conferência Mundial contra Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância correlata, realizada em Durban (31- 08 a 08-09-2001). A Declaração de Durban, de 2001, da qual o Brasil foi um dos signatários, reconheceu, no texto final (disponível no site http://www.mulheresnegras.org/doc/Declafinal.pdf) que o combate ao racismo é "responsabilidade primordial dos Estados" (parágrafo 99), instando os governos a adotar inclusive "programas de ações afirmativas ou medidas de ação positivas, para promoverem o acesso de indivíduos que são ou podem ser vir a ser vítimas de discriminação racial nos serviços sociais básicos,incluindo ensino fundamental" (parágrafo 100) e tomar medidas que capacitem estudantes "independente de raça, cor, descendência, origem étnica ou nacional" a freqüentarem "instituições de ensino superior" (parágrafo 123, item "g"), além de assegurar ambiente escolar seguro e livre de racismo (parágrafo 123, item "f"). Esta endossou, nos parágrafos 107 e 108, a importância de os Estados adotarem ações afirmativas para aqueles que foram vítimas de discriminação racial, xenofobia e outras formas de intolerância correlata.
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Ações afirmativas: efetivando o princípio da igualdade e fortalecendo o estado democrático

Ações afirmativas: efetivando o princípio da igualdade e fortalecendo o estado democrático

24 O Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos, Governança e Poder IV foi integrado por alunos graduandos do curso de Direito e coordenado pelo professor doutor Delton R. S. Meirelles. A pesquisa foi realizada em ambiente acadêmico, desde o primeiro semestre de 2015, por meio da qual se buscou formar um banco de dados que possibilitou analisar as impressões da comunidade acadêmica da FD/UFF (alunos, professores, servidores/terceirizados) acerca da Política Pública Afirmativa de Reserva de Vagas para ingresso no Ensino Superior, mas especificamente no curso em destaque. O principal método utilizado foi o quantitativo, com encaminhamento digital de questionários. Posteriormente, realizou-se a sistematização dos dados colhidos, com produção de estatísticas e gráficos. Finalmente, vem acontecendo a divulgação dos resultados, com apresentação dos trabalhos produzidos a partir da pesquisa, tais como leitura/interpretação do material pelos pesquisadores.
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Políticas públicas, ações afirmativas e a efetivação dos direitos humanos

Políticas públicas, ações afirmativas e a efetivação dos direitos humanos

Os dados do INEP revelam que a trajetória da população negra jovem adquiriu velocidade distinta. Em 1997, apenas 4% dos jovens negros (pretos e pardos) de 18 a 24 anos frequentavam ou haviam concluído o nível superior. Em 2011, essa proporção chega a 19,8%. A diferença com relação ao grupo da população branca era de 7,4% em 1997, alcança 8,1% em 2004 e se reduz para 5,8% em 2011. Ainda há muito a fazer para alcançar a igualdade, mas os dados confirmam que a luta do movimento negro tem produzido resultados para toda a população [...].a elevada taxa de 24% de crescimento no total das inscrições é impulsionada pelo aumento de 29% de inscrições dos negros (pretos + pardos). Nas inscrições de 2012, os negros representavam 53,4% e em 2013 a participação sobe para 55,6%. Importante notar que a disputa para vagas em instituições públicas deve se tornar ainda mais acirrada exatamente para a população atendida pelas cotas. Vale registrar também a elevação da participação de candidatos indígenas (CALMON, 2013, s p.).
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Ações afirmativas com recorte racial no ensino superior e disputas de identidade nacional no Brasil

Ações afirmativas com recorte racial no ensino superior e disputas de identidade nacional no Brasil

Dois dias atrás, no meio da tarde, em cerimônia no Palácio do Itamaraty, Lula sancionou a primeira lei racial da história do Brasil. São 65 artigos, esparramados em 14 páginas, escritos com o propósito de anular o artigo 5º da Constituição Federal, que começa com as seguintes palavras: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. O conjunto leva o título de Estatuto da Igualdade Racial, uma construção incongruente na qual se associa o princípio da igualdade ao mito da raça, que veicula a ideia de uma desigualdade essencial e, portanto, insuperável. O texto anticonstitucional, aprovado a 16 de junho por um acordo no Senado, é uma versão esvaziada do projeto original. No acordo parlamentar, suprimiram-se as disposições que instituíam cotas raciais nas universidades, no serviço público, no mercado de trabalho e nas produções audiovisuais. [...] Mas o que restou é a declaração de princípios do racialismo. A lei define uma coletividade racial estatal: a “população negra’”, isto é, “o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas”. Dessa definição decorre uma descrição racial do Brasil, que se dividiria nos grupos polares “branco” e “negro”, e a supressão oficial das múltiplas identidades intermediárias expressas censitariamente na categoria “pardos”. Implicitamente, fica cassado o direito de autodeclaração de cor/raça, pois o poder público arroga-se a prerrogativa de ignorar a vontade do declarante, colando-lhe um rótulo racial compulsório. O texto funciona como plataforma para a edificação de um Estado racial, uma meta apontada no artigo 4º, que prevê a adoção de políticas raciais de ação afirmativa e a “modificação das estruturas institucionais do Estado” para a “superação das desigualdades étnicas”. A fantasia que sustenta a nova lei consiste na visão do Brasil como uma confederação de nações-raças. Nessa confederação, o princípio da igualdade deixaria de ser aplicado aos indivíduos, convertendo-se numa regra de coexistência entre coletividades raciais. Os cidadãos perdem o estatuto de sujeitos de direitos, transferindo-o para as coletividades raciais (Demétrio Magnoli, Os caçadores e o elefante, 22/07/2010).
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Open Políticas públicas no ensino superior: ações afirmativas na UFPB

Open Políticas públicas no ensino superior: ações afirmativas na UFPB

A reserva de vagas com recorte social e étnico-racial para os Processos Seletivos, como uma política afirmativa instituída nas instituições educacionais, foi uma das conquistas mais marcantes dos movimentos sociais nos últimos anos. No ano de 2010, foi aprovado o instrumento que criou a Modalidade de Ingresso por Reserva de Vagas para acesso aos cursos de Graduação da UFPB e oficializado com a publicação da Resolução n.º 09/2010, com previsão de reserva de vagas com recorte social e étnico-racial para os Processos Seletivos, com entrada prevista para o vestibular de 2011. Assim, o estudo em tela tem como objetivos: discutir o processo de implantação da Modalidade de Ingresso por Reserva de Vagas (MIRV) para acesso aos cursos de Graduação na Universidade Federal da Paraíba, descrevendo os desdobramentos da execução dessa política, bem como analisar a intersecção entre as Políticas de Ações Afirmativas na UFPB e os documentos normativos que tratam das Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos e das Diretrizes Curriculares Nacionais, fazendo um paralelo com as propostas pedagógicas dos cursos de Direito, Medicina, Engenharia e Pedagogia, buscando averiguar se houve alguma mudança significativa nas práticas pedagógicas. Esta pesquisa está inserida na interface do campo de estudo nas áreas de Educação e de Direitos Humanos, e que assume metodologicamente uma natureza quanti-qualitativa tendo em vista a perspectiva de analisar as práticas vivenciadas dentro da instituição pesquisada, estabelecendo referências entre a proposta apresentada pela universidade e o desenvolvimento da política de cotas. O escopo analítico desse estudo utilizou-se da analise documental, onde os dados levantados foram classificados-indexados. Nesse sentido, foram levantados, nos instrumentos e nas fontes documentais as evidências expressas nos dados disponibilizados pela universidade estudada, os rebatimentos institucionais e acadêmicos que a implantação da modalidade de ingresso por reserva de vagas teve sobre a estrutura de funcionamento da instituição nos primeiros três anos de implementação da referida modalidade. Os resultados da pesquisa sinalizam que o sistema adotado admitiu o acesso dos cotistas à universidade, proporcionando a redistribuição do bem cultural, que é o acesso à educação, sem, contudo, prever ações concretas que possibilitassem à sua permanência ou que contribuíssem para o combate ao racismo e à discriminação e para o reconhecimento da política como um direito.
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POLÍTICAS PÚBLICAS: AÇÕES AFIRMATIVAS PARA PERMANÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR

POLÍTICAS PÚBLICAS: AÇÕES AFIRMATIVAS PARA PERMANÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR

Nesse cenário, as ações afirmativas surgem como medida urgente e necessária para dá suporte aos estudantes vulneráveis. Tais ações encontram amplo respaldo jurídico, seja na Carta Magna, onde garantido por Lei e dever do Estado e direito de todos a garantia de uma educação de qualidade, tratando assim como um dever de assegurar a igualdade material, é justamente neste sentido que as Ações Afirmativas são postas, pois visa-se atender os grupos que são socialmente vuneráveis quando colocado ao lado de pessoas que usufruiram de todos os direitos que são garantido diante da Lei, no caso do presente estudo,uma educação de qualidade antes de chegar a acadêmia.
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Ações afirmativas: a igualdade e o acesso pleno à educação superior dos grupos sociais historicamente excluídos

Ações afirmativas: a igualdade e o acesso pleno à educação superior dos grupos sociais historicamente excluídos

A presente pesquisa objetiva analisar, a partir de um estudo interdisciplinar, que correlaciona Direito, Educação, Sociologia, e outras áreas afins, o ingresso na Universidade Federal de Santa Maria através do Programa de Ações Afirmativas de Inclusão Racial e Social. O Brasil tem se notabilizado, historicamente, por ser um país onde as desigualdades sociorraciais imperam, seja pela má e inadequada distribuição de renda, associada à ausência de políticas públicas efetivas, ou mesmo, em virtude de uma cultura nacional discriminatória. A par destas constatações, primeiramente, far-se-á uma abordagem, tendo como foco o direito à educação, acerca da importância, impacto e repercussão dos Tratados Internacionais de Direitos Humanos incorporados à legislação brasileira. Num segundo estágio, uma vez situado o direito à educação no ordenamento normativo pátrio, diante das controvérsias estabelecidas em torno da fundamentalidade dos direitos sociais no Brasil, discorrer-se-á, ao passo do Estado Democrático e Humanitário de Direito, modelo alicerçado no princípio da dignidade da pessoa humana, a respeito da efetividade, concretude e exigibilidade desses valores em face o Poder Público. Por fim, neste cenário, neoconstitucionalista, debruçar-se-á sobre o Programa de Inclusão Racial e Social adotado pela Universidade Federal de Santa Maria, com vistas a refletir e avaliar, sob a ótica do princípio da igualdade material, elemento nuclear da decisão do Supremo Tribunal Federal que, no julgamento da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental nº. 186-2/DF declarou, no ano de 2012, a constitucionalidade do sistema de cotas na educação, os documentos que deram origem a Resolução N. 011/07, que instituiu na UFSM o Programa Afirmativo, visando projetar perspectivas no âmbito interno, e concomitantemente, demonstrar as posições dos Conselheir@s do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão, CEPE, que melhor se compatibilizam com a ordem constitucional e socioeducacional brasileira.
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AÇÕES AFIRMATIVAS PARA INGRESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASI

AÇÕES AFIRMATIVAS PARA INGRESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASI

Transformam classificações estatísticas gerais (como as do IBGE) em identidades e direitos individuais contra o preceito da igualdade de todos perante a lei. A adoção de identidades raciais não deve ser imposta e regulada pelo Estado. Políticas dirigidas a grupos "raciais" estanques em nome da justiça social não eliminam o racismo e podem até mesmo produzir o efeito contrário, dando respaldo legal ao conceito de raça, e possibilitando o acirramento do conflito e da intolerância. A verdade amplamente reconhecida é que o principal caminho para o combate à exclusão social é a construção de serviços públicos universais de qualidade nos setores de educação, saúde e previdência, em especial a criação de empregos. Essas metas só poderão ser alcançadas pelo esforço comum de cidadãos de todos os tons de pele contra privilégios odiosos que limitam o alcance do princípio republicano da igualdade política e jurídica. (MANIFESTO, 2006).
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AÇÕES AFIRMATIVAS NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO.  Raul Abreu Cruz Carvalho

AÇÕES AFIRMATIVAS NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO. Raul Abreu Cruz Carvalho

No último eixo temático, o direito à educação e à assistência social, bem como temas correlatos ao debate sobre a inclusão social. Assim, análises sobre os custos da efetivação do direito à educação, sobre políticas públicas específicas como PROUNI, educação ambiental e Programa Banda Larga. Importante salientar que o debate permeou o papel da qualidade da educação para a emancipação dos sujeitos de direitos e assim o exercício da plena cidadania. Neste sentido pesquisas sobre o papel das ações afirmativas e dos impactos do Estatuto da Igualdade Racial. E para finalizar, o debate sobre educação afirma a responsabilidade do Estado com a inclusão social, e neste sentido pesquisadores apresentaram reflexões sobre as politicas de assistência social.
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As ações afirmativas no ensino superior e a política de cotas na UEPB - Campus III - Guarabira

As ações afirmativas no ensino superior e a política de cotas na UEPB - Campus III - Guarabira

Políticas de igualdade racial como a ação afirmativa, ao exigirem direitos coletivos e a identificação racial dos grupos beneficiados, perturbam não apenas a noção moderna de igualdade e justiça, segundo o qual a distribuição de bens e posições sociais seria baseada no indivíduo e em seus méritos e talentos naturais, mas também a ideologia brasileira de mestiçagem e da democracia racial, constitutiva de nossa identidade e unidades nacionais onde não haveria espaço para divisões ou diferenciações de raça (Moehlecke, 2004, p. 8).
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O acesso à educação pública superior como expressão da igualdade substantiva : cabimento de ações afirmativas de cotas nas unisidades públicas brasileiras

O acesso à educação pública superior como expressão da igualdade substantiva : cabimento de ações afirmativas de cotas nas unisidades públicas brasileiras

Las acciones afirmativas, sobretodo en la modalidad de cuotas, o reservas de plazas, para el ingreso en las Universidades Públicas brasileñas, telón de fondo para este estudio, consisten, en su formulación más difundida, en medidas de promoción de la igualdad en su sentido material. La correcta comprensión de este significado pasa, necesariamente, por una visitación de las delimitaciones conceptuales a cerca de este principio, adoptadas las discusiones de las teorías de la Justicia. Por otra parte, se verifica, en el caso brasileño, una acentuada potencialidad en la educación como factor de promoción de cambio y ascenso social, a medida en que es un bien que históricamente se ha distribuido de forma desigual entre los agente sociales. Ahora bien, se defiende la implementación de estas políticas, encorajando su utilización por las instituciones de enseñanza superior. Desde este marco teórico, hay el eje multidisciplinar de la temática abordada, consolidada en la consulta de varios estudiosos, no solo de la rama del Derecho, como Dworkin (2011), Gomes (2001) y Rocha (1996), sino de la filosofía política, a ejemplo de Rawls (1999) y de la enseñanza superior, como Freire (1979), entre diversos otros documentos analizados, tales como juzgados de tribunales superiores y datos fornecidos por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística – IBGE, siendo, por lo tanto, una investigación cuanti-cualitativa. El objetivo general se desveló en la búsqueda por la justificación de las políticas de cuotas utilizadas por Universidades Públicas como formas de acceder a la enseñanza superior, enfocadas en un proyecto de materialización de la igualdad, a medida en que los objetivos específicos se describen como: a) estudiar las nociones del principio de la igualdad; b) exponer la evolución del modelo histórico de enseñanza superior brasileño; c) formular concepto válido de acciones afirmativas; y d) presentar la utilización de dichos modelos afirmativos en la Universidade Federal do Ceará. En lo que concierne al andamiaje metodológico, el estudio es de tipo básico, en lo que concierne a su naturaleza, hipotético-deductivo, respecto al abordaje, y monográfica, bibliográfica e investigación-acción cuanto a sus procedimientos, pudiendo, todavía, clasificarse como explicativa en el tocante a sus objetivos. Se concluye la adecuación de las políticas de cuotas afirmativas, eligiéndose criterios mistos que combinan criterios étnicos- raciales con elementos socioeconómicos.
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Vista do Música, história e direitos humanos: ensino e aprendizado na busca pela igualdade

Vista do Música, história e direitos humanos: ensino e aprendizado na busca pela igualdade

as nunca foi tão prazeroso. Apresentar novas pers- Trabalhar música, história e direitos humanos pectivas e “novos” personagens a partir de docu- mentos que raramente estão presentes na reali- dade escolar, mas que estão expostos no cotidia- no do aluno, faz com que ele não só dedique sua atenção e se interesse pela aula como também vai estar envolvido com o tema e assim irá re- almente aprender o conteúdo transmitido pelo professor. Diante disso, a célebre frase “diga-me e eu esquecerei, ensina-me e eu poderei lem- brar, envolva-me e eu aprenderei” de Benjamim Franklin, corrobora com a pretensão desse tra- balho ao envolver os alunos nas aulas por meio da música. Além disso, “o registro, tratado como documento histórico em linguagem alternativa, é um instrumento para o desenvolvimento de con- ceitos históricos e para a formação de histórica dos alunos, conduzindo-os à elaboração de cons- ciência histórica” (ABUD, 2005, p.313). Por fim, Abud ainda afirmar que
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Ações afirmativas raciais no ensino superior público brasileiro: um panorama analítico.

Ações afirmativas raciais no ensino superior público brasileiro: um panorama analítico.

Diante da dificuldade de incluir as cotas no Estatuto da Igualdade Racial, ou de aprovar uma lei, o que só viria a acontecer no ano de 2012, o Governo Federal parece ter optado por evitar um con- fronto direto com os opositores da ação afirmativa, sem, no entanto, se furtar à criação de fortes incentivos institucionais para a proliferação dessas medidas, tais como programas de bolsas, recursos para univer- sidades que as implementassem e apoio a projetos de lei que as regu- lamentassem (FERES JÚNIOR; DAFLON; CAMPOS, 2011; LIMA, 2010). Nesse sentido, o Governo Federal procurou avançar as metas de inclu- são na universidade em colaboração com os gestores das universida- des federais. Concomitantemente, a mobilização do Movimento Negro atuou localmente no convencimento dos gestores das universidades e câmaras estaduais a adotar políticas de inclusão, com graus variáveis de sucesso (GUIMARÃES, 2007; PAIVA; ALMEIDA, 2010).
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O ESTADO DEMOCRÁTICO SOCIAL DE DIREITO EM FACE DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE E AS AÇÕES AFIRMATIVAS

O ESTADO DEMOCRÁTICO SOCIAL DE DIREITO EM FACE DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE E AS AÇÕES AFIRMATIVAS

modalidades de intervenção estatal, na forma de políticas públicas comumente denominadas por “ações afirmativas”. Estas se manifestaram de forma mais incisiva no interior da sociedade norte-americana, como desdobramento do amplo movimento pela defesa dos direitos civis e do reconhecimento pelo Poder Judiciário da inconstitucionalidade de práticas institucionais de caráter segregacionista. Mas a “igualdade perante a lei” deixou patente sua insuficiência em relação à correção de distorções decorrentes de práticas pretéritas, demandando “igualdade através da lei”. Transitou-se da igualdade formal (isonomia) para a igualdade material/substancial (igualdade de oportunidades). A Constituição de 1988 recepcionou o princípio da igualdade na sua dupla acepção, e por meio dele autoriza e requer a promoção de políticas públicas baseadas em ações afirmativas. Admitida a sua “constitucionalidade em geral”, discute-se a delimitação do seu alcance e dos parâmetros jurídico-normativos para a sua apreciação judicial e para a fundamentação e verificação intersubjetiva dos mecanismos adequados para o seu controle - no âmbito do princípio substancial do devido processo legal e sob a perspectiva de estruturas normativas específicas, aqui denominadas por “postulados normativos de aplicação”.
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ISONOMIA PROCESSUAL E IGUALDADE FUNDAMENTAL A PROPÓSITO DAS RETÓRICAS AÇÕES AFIRMATIVAS

ISONOMIA PROCESSUAL E IGUALDADE FUNDAMENTAL A PROPÓSITO DAS RETÓRICAS AÇÕES AFIRMATIVAS

Claro que, afora esses devaneios dos voluntários de uma pátria gestora de ações afirmativas, seria um disparate, no Estado Democrático, falar em desigualdade fundamental de direitos, porque, uma vez cumpridos os já constitucionalmente acertados direitos fundamentais, o que se tem são desníveis patrimoniais e de personalidades (identidades) que certamente poderiam causar um diferencial de estoques jurídicos patrim oniais financeiros ou éticos entre as pessoas, sem que tal aspecto pudesse quebrar a ISONOMIA entre partes a ponto de recuperar a velha parêmia de justiça jurisdicional não processualizada do Estado Burguês (Liberal) pelo tratamento igual para iguais e desigual para desiguais entregue ao decisor sapientíssimo.
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O princípio da igualdade e a constitucionalidade das ações afirmativas e da política nacional de cotas.

O princípio da igualdade e a constitucionalidade das ações afirmativas e da política nacional de cotas.

Pelo que foi ate aqui exposto fica claro que e possivel a aplicagao do principio da igualdade, em seu sentido material, posto que haja, com base no texto constitucional, razoes que aut[r]

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A IGUALDADE DE GÊNERO E AS AÇÕES AFIRMATIVAS NAS CIÊNCIAS CRIMINAIS  Carlos Eduardo Gonçalves

A IGUALDADE DE GÊNERO E AS AÇÕES AFIRMATIVAS NAS CIÊNCIAS CRIMINAIS Carlos Eduardo Gonçalves

A busca pelo Direito de Igualdade em nosso ordenamento jurídico passa pelos princípios que o regem, aonde pode se demonstrar os pontos controversos e opiniões doutrinárias sobre as conquistas e as tentativas para que este direito seja alcançado, como exemplo das ações afirmativas. Como resultado, pode-se dizer que não se tem e talvez nunca será possível ter a igualdade natural entre os cidadãos, porém, sempre será efetiva e incansável sua busca, não só no ordenamento jurídico brasileiro, mas em todo o mundo, que se estabelece através de regras e princípios uma isonomia formal e material entre os seres humanos.
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Ações afirmativas no Brasil : um estudo de caso sobre o Estatuto da Igualdade Racial

Ações afirmativas no Brasil : um estudo de caso sobre o Estatuto da Igualdade Racial

No período de ditadura militar, o que se assiste não é uma lacuna de mobilização negra, mas sim limitações às ações mais ostensivas dos movimentos sociais anti- racistas. Conforme as informações levantadas por Kössling (2007), até 1979 - ano de revogação do AI-5 e da Legislação de Segurança Nacional – havia a contradição entre um momento histórico que, em tese, facultava aos movimentos negros uma maior liberdade de ação, ao passo que se exacerbava a vigilância aos movimentos sociais, por parte dos órgãos de repressão política como o DEOPS. De fato, a autora verifica pela análise dos arquivos do DEOPS: menções ao ato inaugural do MUCDR como uma forma de desmoralizar as autoridades constituídas; anotações sobre o caráter subversivo da imprensa negra que surgiu na década de 70, como os jornais Sinba, Jornegro e Versus (seção Afro-América-Latina); a prisão de militantes negros que, aliados a outros movimentos de contestação ao regime militar, questionavam, por exemplo, o alto custo de vida e as precárias condições de transporte público nos centros urbanos. Kössling ainda destaca que, embora reprimidos sob a égide da ideologia anti-comunista dos militares, os movimentos negros também estava presente nos discursos oficiais “ uma mentalidade que remonta à] década de 1940, de que os movimentos negros introduziam uma ‘falsa problemática’ na ‘democracia racial’ brasileira: o conflito e a desigualdade racial” (Kössling, 2007: 41).
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