Top PDF Dor neuropática em paciente com porfiria: relato de caso.

Dor neuropática em paciente com porfiria: relato de caso.

Dor neuropática em paciente com porfiria: relato de caso.

Relato do caso: Paciente do sexo feminino, 27 anos, internada há 5 meses com dor abdominal intensa sem diagnóstico clínico. Foi indicada laparotomia exploradora, a qual não evidenciou causa para o quadro. A paciente, exposta a trauma cirúrgico e medicamentos que desenca- deiam crise de porfiria, como cetoprofeno, metoclopramina e antibióticos, evoluiu com hiponatremia importante, elevação de enzimas hepáticas, convulsão e perda dos movimentos, sendo internada em Unidade de Terapia Intensiva. Após diagnóstico de porfiria, manteve dor em membros inferiores, sendo encaminhada para tratamento no Serviço de Dor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Iniciou tratamento com amitrip- tilina, gabapentina, opioide e analgésicos simples, mas continuou apresentando crises recorrentes da porfiria e, insegura quanto à condução do caso, abandonou o acompanhamento.
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Uso da metadona no tratamento da dor neuropática não-oncológica: relato de casos.

Uso da metadona no tratamento da dor neuropática não-oncológica: relato de casos.

Caso 7 - Paciente do sexo masculino relatou que há quatro anos tem dor de grande intensidade, 4 na EF, nos membros inferiores, em queimação, com episódio de dor em choque acompanhada de parestesia, hiperestesia e alodínia. Com a mobilização havia piora e melhorava com o repouso. Apre- sentava quadro semelhante nos membros superiores. Encontrava-se sem tratamento específico, após ter suspen- dido o uso de anticonvulsivantes e antidepressivos. Residia com companheira, com quem não tinha filhos por medo do caráter hereditário de sua doença, fato que ocasionava pro- blemas conjugais. Negava ter vida sexual ativa. Evitava o convívio social pela característica estigmatizante de sua do- ença, principalmente em relação às manchas café-com- leite e pelo estrabismo. Relatou modificação dos hábitos de higie- ne pessoal por causa da alodínia, fato que dificultava o relaci- onamento social e interpessoal. Durante os atendimentos descreveu estar disposto a retornar à fisioterapia para reabi- litação e readaptação ao mercado de trabalho. Retornou à atividade sexual e apresentou maior desenvoltura para reali- zação de atividades de autocuidado. A dose diária de 20 mg de metadona controlou o quadro álgico. Referiu náuseas durante o tratamento.
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Tratamento da dor neuropática crônica pós-trauma com o uso do bloqueio periférico: relato de caso.

Tratamento da dor neuropática crônica pós-trauma com o uso do bloqueio periférico: relato de caso.

A indicação do bloqueio paravertebral fez parte de uma estratégia e pode ser considerada como procedi- mento de relativa facilidade em sua execução e com eficácia comprovada. Apesar da forma modificada, observou-se que, o anestésico local ainda é um ex- celente adjuvante no tratamento da dor neuropática crônica devido a algumas de suas propriedades, tais como: ação anti-inflamatória, simpaticolítica quími- ca transitória, como bloqueador da nocicepção das vias neuronais, modelando a sensibilidade à dor e ao tato, dentre outras. Esses resultados foram confir- mados neste estudo porque o paciente foi submetido aos bloqueios anestésicos com lidocaína. Também, deve-se valorizar os antidepressivos, que são efi- cazes nas síndromes dolorosas crônicas, pelos seus amplos mecanismos de ação: aumento do nível das
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Tratamento cirúrgico de dor neuropática em membro inferior por ferimento de arma de fogo: relato de caso.

Tratamento cirúrgico de dor neuropática em membro inferior por ferimento de arma de fogo: relato de caso.

RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, al- vejado por tiro de arma de fogo na região glútea esquer- da, evoluiu com dor em queimação na região posterior da coxa esquerda, com irradiação para face posterior da coxa, perna e pé, que foi parcialmente controlada por tratamento farmacológico com oxicodona, gabapentina e amitriptilina. Com a persistência das dores, foi feita a exploração cirúrgica no local de entrada do projétil que evidenciou a presença de bulbo em nervo ciático esquer- do e espessamento da bainha, sendo feita endoneuróli- se para a descompressão de ibrose intraneural. Após a cirurgia fez uso de pregabalina, morina e amitriptilina, e depois de 10 meses da cirurgia estava assintomático, sem uso das medicações.
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Uso do sildenafil no controle de dor neuropática após nefrectomia: relato de caso.

Uso do sildenafil no controle de dor neuropática após nefrectomia: relato de caso.

Paciente do sexo masculino, 40 anos, 76 kg, melano- dérmico, solteiro, afastado de funções laborais e grande prejuízo de vida social e afetiva. Encaminhado ao Am- bulatório de Tratamento de Dor do Hospital das Clíni- cas da Universidade Federal de Minas Gerais, devido ao quadro doloroso sem controle com terapêutica habitual. O paciente havia sido submetido à nefrectomia por via lombar, devido à neoplasia renal. Evoluiu com dor muito forte em região lombar, de intensidade 8 pela escala ana- lógica visual (EAV) e diminuição de sensibilidade local, desde pós-operatório tardio, com importante limitação funcional devido ao quadro doloroso, sem controle com a medicação sertralina (50 mg/dia), pregabalina (75 mg) 2 vezes ao dia, clonazepam (2 mg/dia), amitriptilina (25 mg) 2 vezes ao dia, paracetamol (500) mg 4 vezes ao dia, nimesulida (100 mg) 2 vezes ao dia, ciclobenzaprina (10 mg/dia). Foi descartada a recidiva tumoral, após avalia- ção clínica e de propedêutica complementar. Terapêutica inicial com bloqueios semanais de neuroeixo e simpáti- co, por dois meses, sem melhora signiicativa. Optou-se pelo uso do sildenail (25 mg/dia), associado à risperi- dona (1 mg/dia) para controle de sintomas psiquiátricos associados. Demais medicações, anteriormente em uso, foram suspensas. Avaliações semanais, para avaliação da dor e de efeitos colaterais. Após 3 meses de trata- mento, a intensidade da dor pela EAV era 4, com impor- tante diminuição das limitações funcionais. Depois de 6 meses, o paciente recebeu alta com dor de intensidade 3 pela EAV, usando risperidona (1 mg/dia) e consultas menos frequentes.
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Porfiria aguda intermitente: relato de caso e revisão da literatura.

Porfiria aguda intermitente: relato de caso e revisão da literatura.

Poriria aguda intermitente é pato- logia incomum, com conseqüências po- tencialmente graves se não reconhecida precocemente. Dentre as possíveis causas de indução de crises de poriria, a redução da ingestão calórica é descrita na literatu- ra. Relatamos um caso de poriria aguda intermitente no pós-operatório tardio de gastroplastia indicada para tratamento da obesidade, revisando aspectos do diagnós- tico e tratamento da patologia na unidade de terapia intensiva. Paciente feminina, 31 anos, com história de gastroplastia há 3 semanas admitida na unidade de tera- pia intensiva com rebaixamento do nível de consciência e desconforto respiratório. Evoluiu com agitação psicomotora, con- fusão mental, dor abdominal e tetrapare- sia proximal. Na investigação diagnóstica foi encontrado hiponatremia grave (92 mEq/L), hipomagnesemia, hipofosfa- temia e hipocalcemia, urina turva, sem hematúria. Aventou-se hipótese de por- iria aguda, realizado dosagem do ácido delta-aminolevulínico e porfobilinogênio na urina de 24h, com elevação de ambos.
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Termografia por infravermelho na avaliação da dor em paciente com esclerose múltipla Relato de caso.

Termografia por infravermelho na avaliação da dor em paciente com esclerose múltipla Relato de caso.

RELATO DO CASO: Paciente do gênero feminino, 63 anos, diagnosticada com esclerose múltipla em 2007, após realização de ressonância magnética e punção liquórica. Ha seis meses co- meçou a queixar-se de diminuição de força muscular nos mem- bros inferiores de caráter progressivo, além de aumento nas dores da região da coluna vertebral, principalmente na coluna lombar e no dimídio direito. Realizou novos exames (ressonância de crânio e coluna cervical), que mostraram o mesmo padrão encontrado em exames anteriores, resultantes de lesões antigas por substrato desmielinizante. A termometria demonstrou assimetria de todo hemicorpo direito, com padrão neurogênico central, e diferença de temperatura (∆T 0,8ºC), conirmando assim o diagnostico inicial. Em relação à queixa principal, foram encontradas assi- metria entre regiões paralombares e presença de hiper-radiação paravertebral lombar, sugerindo contratura da musculatura local. CONCLUSÃO: A esclerose múltipla possui vastos sintomas, destacando-se aqui a instalação de quadros álgicos crônicos e ter- morregulação inadequada que interferem diretamente na quali- dade de vida de seus portadores.
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Tratamento de dor em paciente com tumor sacral inoperável: relato de caso.

Tratamento de dor em paciente com tumor sacral inoperável: relato de caso.

fina foi descontinuada. O paciente apresentava escore mé- dio entre 3 e 5 na escala analógica visual, sem crises paroxís- ticas; dormia bem. Recebeu alta (após 9 dias de internação) fazendo uso de fentanil transdérmico 150 µg.h -1 , carbamaze- pina 300 mg/dia, dipirona, tenoxicam 20 mg/dia e morfina, por via oral (15 mg cada 4 horas, se fosse necessário). Manteve-se bem por alguns meses. O acompanhamento era feito ambulatorialmente e as doses das medicações eram verificadas e ajustadas conforme necessidade.

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Bloqueio neurolítico subaracnoideo em paciente com dor oncológica refratária: relato de caso.

Bloqueio neurolítico subaracnoideo em paciente com dor oncológica refratária: relato de caso.

RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 45 anos, diag- nosticado com carcinoma espinocelular de canal anal localmente avançado e lesão ulcerada em região perineal com presença de fístula retovesical e infecção local. O paciente apresentava dor in- tensa com escala verbal numérica (EVN) =10 e recebia tratamento farmacológico com doses altas de opioide e adjuvantes sem boa res- posta. Foi realizado bloqueio neurolítico subaracnoideo com fenol a 5% e após realização do bloqueio houve melhora signiicativa do quadro doloroso, tendo paciente referindo alívio de 80% após 20 minutos do procedimento. A melhora permaneceu até o 21º dia após bloqueio quando o paciente foi a óbito devido complicações infecciosas.
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Urbanorum spp

Urbanorum spp

Introdução: As enteroparasitoses são foco de investigações científicas no mundo todo. Urbanorum spp. foi reconhecido como parasita em 1994 no Peru, expandindo-se pela América do Sul. Relatado pela primeira vez no Brasil em 2018, Maranhão. Este relato apresenta o segundo caso no estado do Paraná. Relato de caso: Paciente masculino, 56 anos, 75kg, diabético, habitante de São José dos Pinhais, área urbana. Procura atenção primária por dor ao evacuar, tenesmo e cólica abdominal. Nega diarréia, febre, sangue nas fezes e viagem recente. Exame físico abdominal, hemograma e parcial de urina sem alterações. Parasitológico de fezes: Urbanorum spp. Prescrito Nitazoxanida 500mg 12/12h por 3 dias. Paciente retorna com melhora da sintomatologia e parasitológico de controle negativo. Conclusão: Atualmente a escassez de estudos primários prospectivos dificultam o delineamento clínico-epidemiológico e tratamento da parasitose. A disseminação do parasita entre extremos do país em curto intervalo de tempo, aliada à carência de saneamento básico criam um alerta para seu grande potencial epidêmico. Por isso, as políticas de saúde pública devem priorizar ações informativas e preventivas a fim de evitar surtos e complicações. A atenção primária à saúde é fundamental nesse contexto, justamente pela longitudinalidade e abrangência do cuidado.
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Dimensão espiritual no controle da dor e sofrimento do paciente com câncer avançado. Relato de caso.

Dimensão espiritual no controle da dor e sofrimento do paciente com câncer avançado. Relato de caso.

dos pacientes possam ser preservadas, pois diferentes proissionais com competências especíicas visam, em conjunto, a sanar ou a ali- viar. Nesse sentido, é que a paciente foi acompanhada precocemente pela equipe multiproissional no seu domicilio, a partir do momen- to em que se identiicaram as diiculdades no controle farmacoló- gico da dor apresentada. Na prática dos cuidados paliativos a base para tomada de decisões é a avaliação do desempenho funcional por meio da PPS. Estudos demonstraram que 10% dos pacientes com PPS igual a 50% têm sobrevida superior a 6 meses e a fase inal da vida coincide com PPS em torno de 20%. Nos pacientes com câncer, a intensidade, complexidade, mutabilidade dos sintomas e impactos individuais e familiares gerados, são de difícil resolução, se não houver intervenção precoce e especializada 9 . Com um PPS de
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Mielolipoma de supra-renal. Relato de caso

Mielolipoma de supra-renal. Relato de caso

Relato de caso: Paciente de 56 anos de idade, sexo feminino, durante investigação de dor abdominal através de ultra-sonografia teve diagnosticada a presença de massa na região supra-renal direita. A tomografia computadorizada confirmou este achado, sendo indicada cirurgia para ressecção da supra-renal. Estudo histológico foi compatível com mielolipoma. Conclusão: O mielolipoma de supra-renal é um tumor raro, geralmente assintomático e na maior parte dos casos descoberto acidentalmente durante exploração radiológica. O presente relato ilustra tal afirmação e sinaliza para a necessidade de sua inclusão no diagnóstico diferencial dos tumores de retroperitônio e de supra-renal.
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Neuralgia do aurículotemporal primária. Relato de caso.

Neuralgia do aurículotemporal primária. Relato de caso.

O diagnóstico do paciente em questão foi obtido, primariamente, por meio das características da dor como localização, qualidade, intensidade, frequência e duração. Os exames de imagem (radio- graia panorâmica; tomograia das ATM e ultrassonograia da re- gião temporal) foram solicitados a im de excluir possíveis causas secundárias da doença. A palpação dos músculos mastigatórios não mostrou alterações relevantes. Por se tratar de dor bem localizada em região temporal, sem padrões de irradiação, em choque, considerou- -se como diagnóstico inicial um quadro de NAT.
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Tumor de células gigantes em falange proximal com metástase pulmonar: relato de caso e revisão de literatura.

Tumor de células gigantes em falange proximal com metástase pulmonar: relato de caso e revisão de literatura.

Trata-se de um relato de caso de tumor de células gigantes (TCG) em falange proximal de terceiro dedo da mão esquerda com metástase pulmonar. A paciente apresentava dor no dedo sem história prévia de trauma. Foram realizados exame clínico, estudo radiográfico e ressonância nuclear magnética. Feito o estudo histológico, a partir de biópsia incisional, com hipótese de TCG. Foi submetida à amputação do dedo, confirmando o diagnóstico pela microscopia da peça. A paciente foi acompa- nhada devido ao risco de metástase pulmonar, evidenciada em estudo radiográfico e tomografia computadorizada de tórax, sendo submetida à toracotomia. Desde então, houve melhora dos sintomas referidos no pré-operatório e ausência de recidiva local e novas metástases.
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Síndrome de Ehlers-Danlos em paciente com dor crônica. Relato de caso.

Síndrome de Ehlers-Danlos em paciente com dor crônica. Relato de caso.

de hipermobilidade próprios da SED. Realizou-se o diagnóstico a partir dos 2 critérios maiores; artralgia em pelo menos 4 articulações há pelo menos 3 meses e hipermobilidade presentes nos critérios de Brighton, além dos resultados ultrassonográicos já descritos. Após a realização de manobras especíicas, o paciente foi capaz de opor o polegar ao antebraço bilateralmente (2 pontos), realizar a dorsilexão do 5º dedo bilateralmente (2 pontos) e hiper-estender o cotovelo >15º (2 pontos). Sintomas como fadiga crônica, tontura e o quadro depressivo corroboraram o diagnóstico. A história natural da SED, diz que a dor é uma característica variável e que suas consequências são inluenciadas pela estratégia de adaptação que cada paciente desenvol- ve para enfrentar a percepção da dor 10 . Berglund et al. 19 publicaram o
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Intervenção cinesioterapêutica na qualidade de vida, dor e força muscular de paciente portador de artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico. Relato de caso.

Intervenção cinesioterapêutica na qualidade de vida, dor e força muscular de paciente portador de artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico. Relato de caso.

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A artrite reumatoide é uma doença inlamatória, crônica e progressiva. Compromete a mem- brana sinovial das articulações, podendo causar destruição óssea e cartilaginosa. Muitas doenças podem cursar com a artrite reu- matoide, uma delas é o lúpus eritematoso sistêmico, uma doença inlamatória crônica, autoimune, com manifestações multissis- têmicas, apresentando períodos de remissão e exacerbação. O objetivo deste estudo foi relatar a intervenção cinesioterapêutica na qualidade de vida, dor e força muscular de um indivíduo por- tador de artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico. RELATO DO CASO: Paciente do gênero feminino, 49 anos, diagnosticada há 15 anos como portadora de artrite reumatoi- de e lúpus eritematoso sistêmico. Apresentava queixa de dor nas mãos, nos pés e coluna lombar com irradiação para o membro inferior; rigidez matinal. O instrumento utilizado para medir a função muscular foi o dinamômetro isocinético Biodex System3 Pro nas velocidades de 120 e 240° nos movimentos de lexão e extensão de joelho, além da aplicação do questionário Short- -Form Health Survey e avaliação da dor por meio da escala ana- lógica visual.
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Rev. dor  vol.18 número4

Rev. dor vol.18 número4

RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 41 anos de idade, iniciou quadro de dor em hemiface direita há 10 anos, após uma cirurgia dentária, de características neuropáticas, diag- nosticada como dor facial atípica (trigeminalgia atípica). Poste- riormente, desenvolveu dor em região cervical direita, com ir- radiação para ombro, com múltiplos pontos-gatilho musculares em região pericraniana, sugestiva de dor miofascial. Após trata- mento com antidepressivos, neuromoduladores, bloqueios anes- tésicos, capsaicina e lidocaína tópicas, com resultados parciais e recidiva de dor, foi submetida a tratamento com oxitocina por via intramuscular e relaxina por via oral. Durante um ano em que se submeteu ao tratamento proposto, apresentou dor leve, maiores intervalos livres de dor, diminuição da necessidade de bloqueios de dor, melhora da tolerância ao exercício físico e da alodínea local em face.
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Rev. dor  vol.18 número3

Rev. dor vol.18 número3

RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 63 anos pro- curou atendimento em ambulatório odontológico de Dor Oro- facial com queixa de dor intensa em choque elétrico e pontadas de início súbito na região de rebordo inferior direito e base de língua direita. Relatou que os eventos eram delagrados e exacer- bados na mastigação, ao abrir a boca, rir e falar. A hipótese diag- nóstica de neuralgia do glossofaríngeo foi testada pela depleção momentânea à aplicação de benzocaína a 20% e pela remissão da dor com administração de carbamazepina (400mg/dia) por 20 dias. A paciente foi referida para serviço hospitalar de neurologia, onde após ressonância magnética foi diagnosticada lesão expan- siva sólida extra-axial na cisterna pré-pontina à direita, sugestiva de meningioma.
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Dor neuropática: aspectos neuroquímicos.

Dor neuropática: aspectos neuroquímicos.

baixa freqüência de estimulação de aferentes de fibras C provocam aumento da resposta de células específicas do corno dorsal da medula espinal. Na sensibilização hete- rossináptica o estímulo teste e o condicionante se relacio- nam com diferentes aferentes. Nesse caso, os impulsos nocivos aumentam a eficácia sináptica de mecanorecep- tores ligados a fibras Aâ. Assim, na dor neuropática ocorre sensibilização homo- e heterossináptica demonstrada em modelos de lesão L 5 pela técnica SNL. As fibras mielini- zadas (Aβ e Aδ) de L5 desenvolvem atividade espontânea. O impulso dessas fibras pode levar a sensibilização ho- mossináptica no trato espinotalâmico justificando dor crô- nica persistente. Por outro lado, pode haver projeção para o segmento adjacente no nível de L 4 , com sensibilização heterossináptica. Assim, ao aplicar-se estímulo mecânico em fibras Aβ? na pele correspondente ao trajeto de L 4 , pode haver sensibilização de aferentes de fibras nas células re- lacionadas com L 4 no corno dorsal da medula espinal. Os aferentes intactos de L 4 , então, apresentam hiperalgesia mecânica e térmica 2,3 .
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Farmacoterapia sistêmica da dor neuropática.

Farmacoterapia sistêmica da dor neuropática.

etiologias, mecanismos isiopatológicos e sintomas clínicos. A gravidade da DN e seu impacto nas atividades de vida diária são muito variáveis, assim como a res- posta ao seu tratamento. O diagnóstico e tratamento especíico da doença de base (p. ex.: diabetes), avaliação das comorbidades clínicas e emocionais, em especial da ansiedade e depressão, são essenciais. Muitas vezes, o objetivo primário do tra- tamento é tornar a dor ‘tolerável’, pois o alívio total é uma meta difícil. Portanto, a melhora do sono, da funcionalidade e qualidade de vida (QV) são objetivos secundários relevantes. Os objetivos do tratamento devem ser partilhados com o paciente. A abordagem multidisciplinar, tratamentos tópicos e não farmacoló- gicos, como isioterapia e psicoterapia, devem ser aplicados em conjunto com a farmacoterapia sistêmica.
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