Top PDF Ecologia do microfitoplâncton do estuário do rio Igarassu, PE, Brasil.

Ecologia do microfitoplâncton do estuário do rio Igarassu, PE, Brasil.

Ecologia do microfitoplâncton do estuário do rio Igarassu, PE, Brasil.

RESUMO – (Ecologia do microfitoplâncton do Estuário do Rio Igarassu, PE, Brasil). Foram realizadas coletas mensais de outubro/2002 a setembro/2003 em baixa-mar e preamar de um mesmo dia, para estudo da comunidade fitoplanctônica do estuário do rio Igarassu, relacionando-a aos parâmetros abióticos. Foram identificadas 210 espécies, distribuídas em cinco divisões. As Bacillariophyta tiveram maior representatividade, com 146 espécies, seguidas pelas Cyanophyta (26 espécies), Chlorophyta (15 espécies), Euglenophyta (12 espécies) e Dinophyta (11 espécies). As espécies dominantes foram Chaetoceros curvisetus Cleve (97,8%, na preamar da estação 02, em abril/2003), Thalassionema nitzschioides Grunow (93,67%, na estação 03, na baixa-mar, em agosto/2003), Microcystis aeruginosa Kützing (88,37%, maio/2003, na baixa-mar da estação 02), Rhizosolenia hebetata (Bailey) Gran (87,52%, na estação 03, na preamar de fevereiro/2003) e Thalassiosira rotula Meunier (84,18% na estação 02, durante a preamar do mês de junho/2003). A densidade microfitoplanctônica esteve associada à pluviosidade, tendo ocorrido um florescimento expressivo no fim da período chuvoso e inicio do período de estiagem. A diversidade específica e equitabilidade estiveram diretamente relacionadas à baixa-mar e período de estiagem. A partir da observação dos parâmetros ambientais e da estrutura da comunidade fitoplanctônica verificou-se que existe uma forte influência da água do mar no estuário do rio Igarassu, evidenciada pela presença de espécies neríticas e oceânicas, enquanto que, na época de maior pluviosidade ocorreu à presença dominante da Cyanophyta dulcícola Microcystis aeruginosa Kützing.
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Estrutura sazonal e espacial do microfitoplâncton no estuário tropical do rio Formoso, PE, Brasil.

Estrutura sazonal e espacial do microfitoplâncton no estuário tropical do rio Formoso, PE, Brasil.

RESUMO – (Estrutura sazonal e espacial do microfitoplâncton no estuário tropical do rio Formoso, PE, Brasil). Este trabalho teve como objetivo determinar as variações espaço-temporal do microfitoplâncton e variáveis ambientais no estuário do rio Formoso, litoral sul do estado de Pernambuco. As coletas ocorreram em três pontos, no período chuvoso (maio a julho/2002) e estiagem (outubro a dezembro/2002). As amostras do plâncton foram obtidas através de arrastos horizontais superficiais, com rede de abertura de malha de 64¼m. Foram registrados in situ dados sobre temperatura e transparência e, concomitantemente, coletadas amostras de água utilizando a garrafa tipo Kitahara para a análise de salinidade, pH, oxigênio dissolvido, sais nutrientes e biomassa. Foram identificados 204 táxons predominando o grupo das diatomáceas (75%), destacando-se como dominantes Chaetoceros costatus Pavillard, Chaetoceros curvisetus Cleve, Chaetoceros sp., Coscinodiscus centralis Ehrenberg, seguidas dos dinoflagelados (10,79%), cianofíceas (6,37%), clorofíceas (3,92%), euglenofíceas (3,43%) e silicoflagelados (0,49%). As concentrações de oxigênio demonstraram uma alta capacidade de renovação do ambiente devido ao aporte de águas marinhas; maiores concentrações de nutrientes e biomassa algácea ocorreram durante o período chuvoso e nas baixa-mares. A pluviometria e o aporte marinho foram os parâmetros que mais influenciaram na hidrologia e na distribuição da comunidade fitoplanctônica com reflexo na riqueza taxonômica.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA AQUÁTICA E PESCA VARIAÇÃO NICTEMERAL DO MICROFITOPLÂNCTON EM UM ESTUÁRIO DO NORDESTE PARAENSE, BRASIL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA AQUÁTICA E PESCA VARIAÇÃO NICTEMERAL DO MICROFITOPLÂNCTON EM UM ESTUÁRIO DO NORDESTE PARAENSE, BRASIL

Cardoso (2009) estudou a dinâmica do microfitoplâncton e sua correlação com os fatores ambientais no estuário do rio Guajará-Mirim, na cidade de Vigia-PA. Foram registrados 78 táxons pertencentes às Divisões Bacillariophyta (65), Chlorophyta (6), Cyanobacteria (3), Dinophyta (3), e Ochrophyta (1). O filo Bacillariophyta foi predominante em numero de espécies, freqüência de ocorrência e densidade (99,89%). A densidade média mensal do microfitoplâncton variou de 9.999 org L -1 (julho) a 535.411 org L -1 (janeiro). Durante o mês de janeiro ocorreu uma floração de Skeletonema costatum (máx = 1.996.613 org.L -1 ). A variação sazonal dos parâmetros físico-químicos e da densidade das espécies foi o fator preponderante no agrupamento de amostras, tendo se formado dois grandes grupos, o primeiro composto por amostras do período chuvoso e o segundo grupo composto por amostras do período de estiagem. A análise de componentes principais mostrou que, apesar de os parâmetros físico- químicos apresentarem baixa variabilidade espacial e sazonal, a variação do índice de pluviosidade, do teor de sólidos totais dissolvidos e da salinidade foi determinante na variação da densidade de grande parte das espécies e também favoreceu um leve aumento da diversidade no período de estiagem.
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O PERFIL DO GESTOR ESCOLAR NA IMPLEMENTAÇÃO DE MODELOS DE GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO NA REGIÃO METROPOLITANA VII DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PERFIL DO GESTOR ESCOLAR NA IMPLEMENTAÇÃO DE MODELOS DE GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO NA REGIÃO METROPOLITANA VII DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Pode-se perceber, na tabela 5, que a escola conseguiu apresentar evolução nos resultados obtidos nas avaliações da Prova Brasil e no fluxo interno, no ano de 2011, e além de manter sua evolução no ano ano de 2013, apresenta um resultado significativo. Segundo os dados do Nível Socio Econômico (NCE), disponibilizado pelo INEP, essa escola obteve 5 numa escala de 1 a 7, sendo 1 referente a altos índices de vunerabilidade social e 7 referente a nivel socioeconômico bom. Apesar de estar na Média socioeconômica, o que foi levado em consideração na presente pesquisa foi a região Baixada Fluminense, o município e seu índice de IDH, o qual a escola está inserida, que ainda apresenta carência em muitos serviços como segurança, educação, cultura, lazer, entre outros, que impactam indiretamente na vida acadêmica do aluno. A Tabela 6, abaixo, evidencia os resultados do SAERJ – IDERJ C.E. Doutor Anibal Viriato de Azevedo:
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ECOLOGIA DA ICTIOFAUNA DO ESTUÁRIO DO RIO PACIÊNCIA, ILHA DO MARANHÃO – BRASIL

ECOLOGIA DA ICTIOFAUNA DO ESTUÁRIO DO RIO PACIÊNCIA, ILHA DO MARANHÃO – BRASIL

A condição ambiental dos canais de maré, demonstrada através das curvas de dominância parcial, indicou que a situação da qualidade ambiental do sistema estuarino do rio Paciência foi influenciada pela dominância em peso de Ariopsis bonillai, que segundo Almeida et al. (2005) é uma espécie onívora, tolerante a variações ambientais naturais e não naturais, e sua alimentação está associada ao consumo de matéria orgânica. Essas características acrescidas à entrada de nutrientes pelo rio Paciência podem ter influenciado positivamente na sua dieta, indicando uma falsa impressão de distúrbio na ictiofauna. Sciades herzbergii também causou alteração nas curvas, mas sua dominância em peso ocorreu devido a grande biomassa de indivíduos juvenis no canal de maré Iguaíba (estuário inferior). Este padrão de ocorrência também foi registrado por Giarrizzo & Saint-Paul (2008) em estudos realizados na costa Norte do Brasil, onde os autores também encontraram juvenis de S. herzbergii na zona superior do estuário. Figueiredo & Menezes (2000) complementam que esse bagre geralmente procura a desembocadura dos rios, devido a alta disponibilidade de matéria orgânica para alimentação, fator atrativo para a ocorrência da espécie nesse trecho do ambiente estuarino. Colomesus psittacus também influenciou na curva de dominância parcial, pois segundo Castro (2001), Barletta et al. (2003), Krumme (2004) e Krumme et al. (2004) em manguezais ao longo da costa do Norte brasileira C. psittacus é um das espécies de peixe dominantes nos canais de maré durante o ano todo. Otero et al. (2006) relataram em seus estudos que a dominância de poucas espécies pode ser uma característica natural do ambiente estuarino.
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MÔNICA FIGUEIREDO DE MORAES A INFLUÊNCIA DA INFRAESTRUTURA NO DESEMPENHO ESCOLAR: ESTUDO DE CASO DE TRÊS COLÉGIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

MÔNICA FIGUEIREDO DE MORAES A INFLUÊNCIA DA INFRAESTRUTURA NO DESEMPENHO ESCOLAR: ESTUDO DE CASO DE TRÊS COLÉGIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

O presente trabalho problematiza o modo como a esfera administrativa, especificamente em suas questões relacionadas à gestão da infraestrutura, pode influenciar o desempenho dos alunos. Para tanto, foram selecionados três colégios da Regional Serrana II, pertencentes à rede estadual de ensino do Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de identificar os possíveis problemas na infraestrutura escolar, em seus aspectos físico, material e humano e referenciar as ações que a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC/RJ)podeagregar às suaspráticas administrativas escolares para oferecer condições mais adequadas ao melhor desempenho educacional. Com este objetivo, descreveu-se e analisou-se a dimensão da gestão da SEEDUC/RJ, e, mais detalhadamente a Regional Serrana II, discorrendo sobre a infraestrutura e desempenho educacional das três unidades escolares selecionadas para análise.Além disso, traçou-se o perfil das comunidades escolares em que estão inseridasestes colégios, com o intuito de diagnosticar o grau de conhecimento, envolvimento e apropriação da gestão de cada unidade escolar. Posteriormente, definiu-se como campo de estudo, três unidades de ensino com a mesma classificação utilizada pela SEEDUC/RJ, no que diz respeito a quantidade de alunos e estabeleceu-se como critério, colégios sediados em municípios diferentes, para comparar o desempenho de cada unidade escolar nas avaliações IDEB e IDERJ com a infraestrutura disponível. A metodologia utilizada foi a pesquisa de campo associada à aplicação de cem questionários entre os gestores, professores, alunos e profissionais terceirizados. Para embasar a pesquisa amparou-se nos instrumentos legais que garantem a educação de qualidade como direito fundamental para proteger a dignidade do indivíduo, tal como a LBD 9394/96, bem como o Parecer CNENo. 08/2009
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IMPLANTAÇÃO DOS LABORATÓRIOS BÁSICOS PADRÃO MEC/FNDE NA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO PARANÁ PELO PROGRAMA BRASIL PROFISSIONALIZADO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

IMPLANTAÇÃO DOS LABORATÓRIOS BÁSICOS PADRÃO MEC/FNDE NA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO PARANÁ PELO PROGRAMA BRASIL PROFISSIONALIZADO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Para o acompanhamento da entrega dos laboratórios, a Unidade Gestora do Programa Brasil Profissionalizado – UGP, órgão responsável pela execução do Plano de Trabalho, vem realizando, periodicamente, visitas técnicas e pesquisas, verificando se as proposições estão sendo efetivadas, seguindo as orientações do Ministério da Educação, responsabilizando os gestores locais pela implementação desta política. Pois não basta apenas chegar com os equipamentos nos estabelecimentos, é preciso proporcionar também as condições necessárias para sua utilização.
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7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil   Mário Maestri   2004

7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil Mário Maestri 2004

praticamente desconheceu o arado. Seu principal instrumento foi o enxadão pesado e resistente. Nas plantagens, a policultura era prática marginal, limitada à roça de subsistência. Apesar dos esforços empreendidos por importantes segmentos historiográficos, a vasta documentação conhecida comprova que, no contexto da produção escravista mercantil do Brasil, os produtores diretos escravizados não estabeleceram vínculos significativos de posse efetiva com a terra trabalhada. A produção autônoma de meios de subsistência, pelos próprios trabalhadores escravizados, nos domingos, em nesgas de terras, foi fenômeno extraordinário e assistemático no escravismo brasileiro.
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COMPOSIÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DE SOLOS EM ESPÉCIES ARBÓREAS DO ECOSSISTEMA MANGUEZAL

COMPOSIÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DE SOLOS EM ESPÉCIES ARBÓREAS DO ECOSSISTEMA MANGUEZAL

Cuzzuol e Rocha (2012) também observaram, no estuário do rio Mucurí, na Bahia, maior concentração de Ca no sedimento do gênero e alertaram que embora o Ca tenha se acumulado nos sedimentos na época de maior vazão do rio, a absorção do Ca não foi estimulada pela maior disponibilidade desse elemento, e destacaram que outros fatores como as exigências nutricionais interespecíficas e as propriedades físico-químicas dos sedimentos podem estar envolvidos.

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A política fundiária do governo da Frente Popular no Rio Grande do Sul (1999-2002): diretrizes, luta política e resultados atingidos

A política fundiária do governo da Frente Popular no Rio Grande do Sul (1999-2002): diretrizes, luta política e resultados atingidos

A primeira limitação refere-se à definição expressa na Constituição Federal de 1988 de que as desapropriações por interesse social para fins de reforma agrária são de competência exclusiva da União 4 . Neste caso, as únicas alternativas que restam aos governos estaduais interessados em executar uma política fundiária são as aquisições de terras mediante a compra, as desapropriações por interesse social e as desapropriações por necessidade ou utilidade pública, sendo que estas duas últimas só podem ser realizadas mediante a indenização prévia, à vista, em dinheiro e nos preços praticados no mercado de terras. Além desses instrumentos de obtenção de terras, os estados também podem tentar identificar as áreas públicas devolutas apropriadas ilicitamente por particulares, através da realização de ações discriminatórias ou disponibilizar imóveis patrimoniais em desuso 5 . A restrição da obtenção de terras às compras e desapropriações com pagamento prévio contribui para elevar imensamente os custos de uma política agrária estadual, o que se apresenta como uma limitação de ordem financeira. No âmbito das limitações institucionais observa-se que o RS não dispõe de um aparato estatal específico para tratar dos assuntos fundiários, a exemplo de outros estados, como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. E, por último, existem ainda as limitações de ordem política que geralmente se expressam nas ações dos setores que se opõem às políticas de redistribuição da propriedade fundiária (DA ROS, 2006, p. 440).
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A MUDANÇA DO COTIDIANO ESCOLAR EM UM COLÉGIO DO NOROESTE FLUMINENSE APÓS A IMPLANTAÇÃO DO SAERJINHO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A MUDANÇA DO COTIDIANO ESCOLAR EM UM COLÉGIO DO NOROESTE FLUMINENSE APÓS A IMPLANTAÇÃO DO SAERJINHO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

This paper aimed to analyze the changes in the school routine, after the Saerjinho implementation, in a school located at interior of Rio de Janeiro State. The set of actions implemented by the Education Department State, as a support of this evaluation, has been activating my interest, as researcher, to investigate the changes had occurred in the school routine, since Saerjinho arrived at the school. The politics reception in the search field was studied, as well as the results appropriation, to the learning promotion, and the emphasis given to the evaluation as a pedagogic support used to diagnostic, to include and correct the education ways. In addition, it was also analyzed the fact of the Saerjinho presents itself as an accountability and encourage politics. In order to reach this propose, a brief history of the main external assessment politics it had been done, observing their scope and how these politics take effect in the school, analyzing the community reception. As research methodology, three techniques were applied: the active observation, a semi structured interview and the documentary analysis. Studies have been done, by comparing the reached results before de implantation of Saerjinho politics with posterior results, and significant improvements have been noted. In this context, the actions that impacted positively the results were found, in which we could face the great challenge of continuing improving such indicators, despite the progress presented. In this intention, an Education Plan of Action (PAE) is proposed, with four actions that want to give continuity to the improvement results process, presented in the assessment. This PAE was organized after we have detected some obstacles that compromise the school good performance, in order to get even better results. These actions form the third chapter of these work.
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A atualidade do uso do conceito de camponês

A atualidade do uso do conceito de camponês

O artigo se encontra dividido em quatro partes. Na primeira, apresenta o que se entende por camponês, tendo como referência as contribuições de T, Shanin (1979 e 1983) e K. Woortmann (1990). Em seguida, são feitas algumas considerações sobre como este conceito tem sido utilizado ao longo do tempo pelas ciências sociais no Brasil. Na terceira parte, são analisados criticamente os trabalhos de Abramovay (1992) e Lamarche (1993 e 1998), referências fundamentais para aqueles que defendem o uso do conceito de agricultura familiar em detrimento do de camponês. Finalmente, para exemplificar a atualidade do uso do conceito, são apresentadas evidências encontradas na luta pela terra e pela reforma agrária da predominância de referências camponesas entre os valores que orientam essa luta e a forma de organização social e territorial estabelecida nos assentamentos rurais. Tais evidências se relacionam com um processo em curso de reafirmação do campesinato enquanto classe, o que é reconhecido por alguns segmentos do movimento social que passam a adotar a identidade camponesa.
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ESTUDO DA ECOLOGIA DA PAISAGEM NO ESTUÁRIO DO RIO JAGUARIBE NO LITORAL DO CEARÁ (BRASIL) NUMA PERSPECTIVA GEOAMBIENTAL

ESTUDO DA ECOLOGIA DA PAISAGEM NO ESTUÁRIO DO RIO JAGUARIBE NO LITORAL DO CEARÁ (BRASIL) NUMA PERSPECTIVA GEOAMBIENTAL

Quanto à terceira subunidade, foi observado que os campos de dunas (dunas móveis, dunas fixas, dunas semifixas e depressões interdunares) da planície litorânea dos municípios de Aquiraz e Fortim adjacentes à foz do rio Jaguaribe, sofrem com o processo de urbanização (Figura 4); implantação de parques eólicos e o fenômeno da vilegiatura associada à especulação imobiliária (Figura 5); com as práticas turísticas, resultando em impactos ao ambiente natural e descaracterizando a paisagem litorânea em alguns trechos, entretanto, em alguns pontos é perceptível um certo grau de preservação, os quais não foram ainda atingidos pelos agentes produtores do espaço (Figura 6).
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Magda de Sá Nunes

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Magda de Sá Nunes

O objetivo deste estudo consistiu em descrever, explicar e analisar as manifestações de estresse ocupacional em professores universitários de uma instituição privada na região do Vale [r]

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PROMOVENDO A EQUIDADE EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: PROGRAMA PILOTO PARA O COLÉGIO ESTADUAL LEOPOLDINA DA SILVEIRA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

PROMOVENDO A EQUIDADE EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: PROGRAMA PILOTO PARA O COLÉGIO ESTADUAL LEOPOLDINA DA SILVEIRA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Em paralelo a esse levantamento com os alunos ingressantes, foi aplicada a Prova Brasil também aos alunos reprovados na 1ª série do CELS. A finalidade desse levantamento foi investigar se o aluno reprovado conseguiu ao menos absorver parte dos conteúdos oferecidos na 1ª série do ensino médio e, com isso, melhorar suas habilidades esperadas nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa durante o ensino fundamental. Caso contrário há um indicativo de que não adianta deixar o aluno ingressante cursar a 1ª série sem oferecer um processo de readequação e nivelamento de conteúdos mínimos e obrigatórios do ensino fundamental, pois ele estará fadado ao insucesso acadêmico, sendo reprovado ao final do ano letivo ou abandonando a escola. Essa evidência, se confirmada, reforça a proposição do PAE e o programa piloto para o CELS a ser oferecido aos alunos ingressantes com grande defasagem já no início do período letivo.
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O campesinato como sujeito político nas décadas de 1950 a 1980

O campesinato como sujeito político nas décadas de 1950 a 1980

A mudança que procuro examinar neste capitulo é a que se dá na relação entre os sem-terra e os com-terra no Brasil, entre um Rainha e um Roosevelt, e como essa relação interage com as políticas de desenvolvimento rural. Assim, o papel do Estado em relação a esses grupos é também objeto de estudo aqui, um conjunto de dimensões da realidade também estudado pelo historiador inglês Edward P. Thompson (1998). Essas relações têm atraído a atenção de estudiosos em anos recentes, suponho, em razão da mobilização dos camponeses. Eles ou os seus representantes foram capazes de convencer a maioria da população de que a reforma agrária poderia reverter o processo de pauperização sofrido por grande parte do povo brasileiro no contexto da expansão capitalista. Uma relação que outrora era considerada algo natural, caracterizada por uma nítida cordialidade familiar brasileira – reforçada por um Estado autoritário –, começava a ser defi nida como confl ito e ter uma presença crítica no palco mundial, onde o sem-terra se tornava um dos principais inimigos do processo de globalização (Desmarais, 2007). O fato de se apresentarem, Rainha e Roosevelt, como iguais no debate nacional televisivo indicava uma signifi cativa mudança nas relações tradicionalmente caracterizadas pela deferência e dominação. Os dois homens, apaixona- dos representantes de suas classes, apresentaram seus pontos de vista numa discussão quase desapaixonada. Para os telespectadores, eles eram a imagem dos homens modernos da era televisiva, capazes de controlar o temperamento à medida que buscavam persuadir a audiência a apoiar suas posições. Eles seguiram o protocolo, tomando o devido cuidado para não desacatar os telespectadores. Eram o próprio modelo de civismo, conforme comentou o moderador posteriormente.
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A diferença entre todo e soma (Ganzem und

A diferença entre todo e soma (Ganzem und

A tese deixou inúmeras lacunas. Uma das maiores, talvez, tentei preencher oito anos depois de sua defesa, com um arti- go sobre Giorgio Agamben (um autor que viria a me ocupar de uma maneira cada vez mais intensa nos anos que se segui- ram). Embora eu já fosse na ocasião um leitor de Agamben e tenha citado, na tese, A comunidade que vem (ainda através de uma tradução francesa, sem jamais poder imaginar que eu viria a me tornar, mais tarde, o tradutor desse livro no Brasil), no momento da escrita da tese eu ainda desconhecia total- mente A linguagem e a morte, sua obra publicada em 1982. Ao lê-la, alguns meses após a defesa, vi inúmeros pontos de conexão com o que eu tinha tentado escrever. Dentre os as- pectos em comum com a tese, saltou aos olhos o problema dos pronomes que Agamben desenvolve a partir de Jakobson e Benveniste, autores que eu já conhecia então, por ser um leitor de Lacan, para quem esses linguistas tinham sido re- ferências igualmente fundamentais, mas cujos textos sobre os pronomes eu desconhecia completamente. Para tentar preencher, mesmo que precariamente, essa lacuna, publico aqui, como anexo, parte de um artigo que eu escrevi sobre A linguagem e a morte para o livro organizado em 2008 pelo meu amigo Alberto Pucheu: Nove abraços no inapreensível: filosofia e arte em Giorgio Agamben, publicado pela editora Azougue.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd- CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd- CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

O Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado do Rio de Janeiro (IDERJ) é produto de dois indicadores: Indicador de Desempenho (ID) e Indicador de Fluxo (IF). Muito similar ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), de interesse nacional, o IDERJ traduz duas realidades, fluxo e desempenho, em um número de 0 a 10. Anualmente, alunos concluintes do Ensino Fundamental e Ensino Médio, são submetidos ao Sistema de Avaliação do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ), uma avaliação de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática. Os resultados desta avaliação dão origem a Indicadores de Desempenho (ID) para as escolas. O Indicador de Fluxo (IF) é calculado através das taxas de aprovação divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Assim, o estado do Rio de Janeiro, estabeleceu um índice educacional próprio com vistas a subsidiar ações pedagógicas e acompanhar a evolução da qualidade da educação da rede de ensino estadual do Rio de Janeiro (SEEDUC, 2014).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Após a compreensão do caso exposto no capítulo um, realizamos, no segundo capítulo, a análise dos dados e dos materiais disponibilizados pela SEDUC, que visam orientar o processo de apropriação dos resultados do SPAECE pelas escolas, com base em referenciais teóricos. Nosso objetivo é demonstrar que esses materiais não consideram a peculiaridade sobre a diferença entre a carga horária do ensino diurno e do ensino noturno. Além disso, procuramos comprovar que a maneira como os resultados do SPAECE são divulgados, por não virem discriminados por turnos, não favorece o processo de apropriação dos resultados do ensino noturno. Para tanto, explicitamos o conceito de avaliação externa, demonstrando seus objetivos, características e importância, sob as diretrizes do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora, o qual é referência no Brasil na execução de programas de avaliação educacional.
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