Top PDF Flora da Paraíba, Brasil: Erythroxylaceae Kunth.

Flora da Paraíba, Brasil: Erythroxylaceae Kunth.

Flora da Paraíba, Brasil: Erythroxylaceae Kunth.

RESUMO – (Flora da Paraíba, Brasil: Erythroxylaceae Kunth). Neste trabalho apresenta-se o tratamento taxonômico da família Erythroxylaceae como parte do projeto “Flora da Paraíba”, que vem sendo realizado com o objetivo de identificar e catalogar as espécies da flora local. Realizaram-se coletas e observações de campo para as identificações, descrições e ilustrações botânicas, que foram efetuadas após estudos morfológicos, com o auxílio da bibliografia especializada, complementados pela análise de fotos de tipos e de espécimes de herbários nacionais e internacionais. Treze espécies do gênero Erythroxylum foram registradas para a área estudada: Erythroxylum caatingae Plowman, E. citrifolium A. St.-Hil, E. nummularia Peyr., E. pauferrense Plowman, E. passerinum Mart., E. pulchrum A. St.-Hil., E. pungens O.E. Schulz, E. revolutum Mart., E. rimosum O.E. Schulz, E. simonis Plowman, E. suberosum var. denudatum O.E. Schulz e E. subrotundum A. St.-Hil. Dentre estas, seis são novas referências para o Estado.
Mostrar mais

15 Ler mais

Flora da Paraíba, Brasil: Solanum L. (Solanaceae).

Flora da Paraíba, Brasil: Solanum L. (Solanaceae).

RESUMO – (Flora da Paraíba, Brasil: Solanum L. (Solanaceae)). Neste trabalho apresenta-se o tratamento taxonômico do gênero Solanum, como parte do projeto “Flora da Paraíba”, que vem sendo realizado com o objetivo de identificar e catalogar as espécies da flora local. Realizaram-se coletas, observações de campo e estudos morfológicos para as identificações, descrições e ilustrações botânicas, com o auxílio da bibliografia especializada, complementadas pela análise de tipos e fotos de tipos de herbários nacionais e internacionais e de espécimes depositados nos herbários EAN e JPB. Foram registradas 22 espécies: Solanum agrarium Sendtn., S. americanum Mill., S. asperum Rich., S. asterophorum Mart., S. caavurana Vell., S. capsicoides All., S. crinitum Lam., S. jabrense Agra & M.Nee, S. melissarum Bohs, S. ovum-fringillae (Dunal) Bohs, S. palinacanthum Dunal, S. paludosum Moric., S. paniculatum L., S. paraibanum Agra, S. polytrichum Moric., S. rhytidoandrum Sendtn., Solanum sp., S. stagnale Moric., S. stipulaceum Roem. & Schult., S. stramoniifolium Jacq., S. swartzianum Roem. & Schult. e S. torvum Sw. Três espécies, S. ovum-fringillae, Solanum sp. e S. swartzianum, são novas referências para a Paraíba. Palavras-chave: Flora paraibana, Jurubeba, Nordeste brasileiro
Mostrar mais

17 Ler mais

Flora da Paraíba, Brasil: Combretaceae.

Flora da Paraíba, Brasil: Combretaceae.

RESUMO – (Flora da Paraíba, Brasil: Combretaceae). Apresenta-se o tratamento taxonômico da família Combretaceae como parte do projeto “Flora da Paraíba”, que vem sendo realizado com o objetivo de identificar e catalogar as espécies da flora local. As identificações, descrições e ilustrações botânicas foram efetuadas pela análise morfológica de amostras frescas e espécimes herborizados, com o auxílio da bibliografia e análise de tipos, complementadas pelas observações de campo. Foram registradas 11 espécies subordinadas a cinco gêneros: Buchenavia (1), Combretum (8), Conocarpus (1) e Laguncularia (1). Algumas espécies possuem distribuição restrita aos manguezais, como Conocarpus erectus L. e Laguncularia racemosa (L.) C.F. Gaertn., à Caatinga, como Combretum glaucocarpum Mart., C. leprosum Mart. e C. hilarianum D. Dietr., e a Floresta Atlântica, como Buchenavia tetraphylla (Aubl.) R.A. Howard, Combretum fruticosum (Loefl.) Stuntz e C. laxum Jacq.
Mostrar mais

13 Ler mais

Flora do Pico do Jabre, Paraíba, Brasil: Cactaceae juss.

Flora do Pico do Jabre, Paraíba, Brasil: Cactaceae juss.

RESUMO – (Flora do Pico do Jabre, Paraíba, Brasil: Cactaceae juss.) Neste trabalho realizou-se o tratamento sistemático das Cactaceae do Pico do Jabre, Paraíba, Brasil. A área de estudo é o ponto mais alto do Nordeste setentrional, constitui-se de um enclave de mata serrana, sendo considerada um dos poucos representantes da Paraíba incluídos no domínio da Mata Atlântica. No Pico do Jabre, as Cactaceae estão representadas por três gêneros e quatro espécies: Cereus jamacaru DC., Melocactus ernestii Vaupel, Pilosocereus chrysostele (Vaupel)Byles & Rowley e Pilosocereus gounellei (F.A.C.Weber)Byles & Rowley.
Mostrar mais

8 Ler mais

Flora da Paraíba, Brasil: Loganiaceae.

Flora da Paraíba, Brasil: Loganiaceae.

RESUMO – (Flora da Paraíba, Brasil: Loganiaceae). Neste trabalho apresenta-se o tratamento taxonômico da família Loganiaceae, como parte do projeto “Flora da Paraíba”, que vem sendo realizado com o objetivo de identificar e catalogar as espécies da flora local. Realizou-se coletas e observações de campo para as identificações, descrições e ilustrações botânicas que foram efetuadas após estudos morfológicos, com o auxílio da bibliografia especializada, complementados pela análise de fotos de tipos, espécimes dos herbários EAN, JPB e IPA, e comparação com material identificado por especialistas. Registrou-se para a Paraíba quatro espécies: Spigelia anthelmia L., com ampla distribuição, e três espécies de Strychnos, somente coletadas em remanescentes de Mata Atlântica, S. atlantica Krukoff & Barneby, S. parvifolia A. DC. e S. trinervis (Vell.) Mart.
Mostrar mais

10 Ler mais

Flora da Paraíba, Brasil: Passifloraceae sensu stricto.

Flora da Paraíba, Brasil: Passifloraceae sensu stricto.

Material examinado: BRASIL. Paraíba: Alagoinha, X.1941, fl., J.M. Joffily (JPB 405); Bananeiras, 16.I.2012, fl. e fr., E.C.S. Costa 15 (ACAM); 16.I.2012, fl. e fr., E.C.S. Costa 16 (ACAM); Boa Vista, 21.X.2011, fl. e fr., E.C.S. Costa 08 (ACAM); Boqueirão, BR-101, 22.IX.1970, T.J. Soares 76 (PEUFR); 01.VIII.1993, fl., M.F. Agra et al. 2235 (JPB); Cabaceiras, 30.IV.2011, fl., fr., E.C.S. Costa 04 (ACAM); Cajazeiras, 11.V.1982, fl. e fr., C.A.B. Miranda & O.T. Moura 19 (JPB); Campina Grande, 18.III.2012, fl. e fr., E.C.S. Costa 18 (ACAM); 18.III.2012, fl. e fr., E.C.S. Costa 19 (ACAM); Catolé do Rocha, 26.II.1980, fl., M.F. Agra 225 (JPB); Conceição, 03.VII.2008, fr., P.C. Gadelha-Neto 2455 (JPB); Conde, 12.I.2012, fl. e fr., E.C.S. Costa 14 (ACAM); Cuité, 11.III.2008, fl. e fr., L.P. Felix 12134 (EAN); Fagundes, 18.III.2012, fl. e fr., E.C.S. Costa 20 (ACAM); 18.III.2012, fl. e fr., E.C.S. Costa 21 (ACAM); Itaporanga, 10.I.1994, fl. e fr., M.F. Agra 2471 (JPB); Pombal, 24.IV.1953, fl. e fr., F. Carneiro (JPB 2978); Puxinanã, 29.X.2011, fr., E.C.S. Costa 09 (ACAM); Santa Terezinha, 04.III.2006, fl. e fr., M.F. Agra et al. 6580 (JPB); São João do Cariri, 17.VII.2011, fl. e fr., E.C.S. Costa 07 (ACAM); ); São João do Rio do Peixe, 24.IV.1982, fr., M.A. Sousa et al. 1227 (JPB); São Mamede, 13.VII.2007, fl., M.F. Agra et al. 6950 (JPB); Seridó, 15.VIII.1979, fl., C.A.B. Miranda (JPB 4423); 15.IX.2005, fl. e fr., M.F. Agra 6538 (JPB); Serraria, 12.I.1942, fr., M.C. Espínola (JPB 584); Sousa, 13.X.1995, fl., P. Gadelha-Neto 267 (JPB); 22.VI.1999, fl., O.T. Moura (JPB 24895); 19.I.2000, fl., P.C. Gadelha-Neto et al. 520 (JPB).
Mostrar mais

14 Ler mais

Flora da Paraíba, Brasil: Polygala L. (Polygalaceae).

Flora da Paraíba, Brasil: Polygala L. (Polygalaceae).

Na Paraíba, Polygala está representado por 11 espécies, pertencentes a três subgêneros, Polygala subg. Polygala, Hebeclada e Ligustrina. Oito espécies pertencem a Polygala subg. Polygala (P. boliviensis A.W. Benn., P. cyparissias A. St.-Hil. & Moq., P. galioides Poir., P. glochidiata Kunth, P. leptocaulis Torr. & A. Gray, P. longicaulis Kunth, P. paniculata L. e P. sedoides A.W. Benn.); duas pertencem ao subgênero Hebeclada (P. martiana A.W. Benn. e P. violacea Aubl.); e apenas uma espécie, P. spectabilis DC., pertence ao subgênero Ligustrina. Estas espécies são encontradas nas diversas formações vegetais da Paraíba, desde as florestas úmidas (Floresta Atlântica e os Brejos de Altitude), até as áreas mais secas da Caatinga, no semi- árido, como o Cariri Paraibano. Com exceção de Polygala cyparissias, P. galioides, P. glochidiata, P. spectabilis e P. violacea, as demais espécies constituem novas referências para a área de estudo. Em comparação com o número de espécies de Polygala registradas por Miranda (2006) para o nordeste brasileiro, cerca de 27,5 % foram registradas para a Paraíba.
Mostrar mais

15 Ler mais

Flora da Paraíba, Brasil: Aechmea Ruiz Pav. (Bromeliaceae)

Flora da Paraíba, Brasil: Aechmea Ruiz Pav. (Bromeliaceae)

Resumo: Aechmea é um dos maiores gêneros de Bromeliaceae, tendo mais que 250 espécies, e o Brasil é seu principal dentro de endemismo. Examinamos taxonomicamente as espécies de Aechmea encontradas no estado da Paraíba, Nordeste do Brasil. As análises foram baseadas em espécimes coletados durante a realização deste estudo, complementadas pelas coleções de herbários locais e regionais. Foram encontradas 11 espécies para o Estado: Aechmea aquilega, A. chrysocoma, A. costantinii, A. emmerichiae, A. eurycorymbus, A. fulgens, A. leptantha, A. mertensii, A. nudicaulis, A. patentissima e A. werdermannii. Dentre estas, sete são endêmicas do Nordeste brasileiro e cinco estão incluídas em uma das categorias de ameaça de acordo com os critérios da IUCN, com duas delas “em perigo” e “criticamente em perigo”. O tratamento inclui uma chave para a identificação das espécies, relação de material examinado, comentários sobre as afinidades taxonômicas baseados em caracteres morfológicos, dados de distribuição geográfica, floração, frutificação e inferências sobre o status de conservação para as espécies, bem como imagens e estampas em nanquim destacando os principais caracteres dos taxa.
Mostrar mais

16 Ler mais

Flora do Ceará, Brasil: Krameriaceae.

Flora do Ceará, Brasil: Krameriaceae.

Esta espécie ocorre no Brasil e Paraguai (Simpson 1989). De acordo com Simpson (2014) foi registrada em quatro regiões brasileiras: Norte (Tocantins), Nordeste (Bahia, Maranhão, Paraíba, Piauí), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais) nos domínios fitogeográficos Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica em vegetação de restinga, campo rupestre, cerrado e caatinga, em altitudes variando de 40 a 745m. No território cearense foi coletada apenas nos municípios de Morada Nova e Aracati em vegetação de caatinga (savana estépica). Vale ressaltar que em Aracati esta espécie foi encontrada desenvolvendo-se em solos arenosos. Coletada com flores e frutos em fevereiro. Conhecida popularmente como “carrapicho”.
Mostrar mais

8 Ler mais

Flora do Ceará, Brasil: Capparaceae.

Flora do Ceará, Brasil: Capparaceae.

Caracterização da área de estudo O estado do Ceará com uma área total de 148.825,6 km² e 184 municípios, está localizado na região Nordeste do Brasil, entre os intervalos de 2° a 8° de latitude Sul e 37° a 42° de longitude Oeste (Governo do Estado do Ceará 2013). Faz divisa ao Norte com o Oceano Atlântico; ao Sul com Pernambuco; a Leste com os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba e a Oeste com o Piauí. No Ceará predomina um regime climático Tropical Quente Semiárido (Nimer 1972), com temperatura média anual variando entre 24° a 26°C. De acordo com Figueiredo (1997), são reconhecidas para o estado 11 unidades fitoecológicas: Complexo Vegetacional da Zona Litorânea, Cerrado, Floresta Perenifólia Paludosa Marítima (Mangue), Floresta Mista Dicótilo-Palmácea (Mata ciliar com carnaúba), Floresta Caducifólia Espinhosa (Caatinga arbórea), Caatinga arbustiva densa, Floresta Subcaducifólia Tropical Xeromorfa (Cerradão), Floresta Subcaducifólia Tropical Pluvial (Matas secas), Caatinga arbustiva aberta, Floresta Subperenifólia Tropical Pluvio-nebular (Matas úmidas) e Carrasco.
Mostrar mais

14 Ler mais

Rayane de Tasso Moreira Ribeiro 2,3,4, Maria Iracema Bezerra Loiola

Rayane de Tasso Moreira Ribeiro 2,3,4, Maria Iracema Bezerra Loiola

No Brasil, as espécies de Terminalia foram tratadas em listagens ou floras regionais e estaduais. Dentre essas, destacam-se os estudos de Marquete (1984), Marquete & Valente (1997) e Marquete et al. (2003) com espécies da região Sudeste; Linsigen et al. (2009) com espécies da região Sul. Especificamente no Nordeste brasileiro, os representantes de Terminalia foram estudados apenas no Estado do Ceará, no qual Soares Neto et al. (2014) registraram quatro espécies. Destaca-se que no levantamento florístico das Combretaceae ocorrentes na Paraíba, Loiola et al. (2009) não registraram nenhuma espécie de Terminalia nativa, sendo o gênero representado apenas pela espécie cultivada Terminalia catappa L. (Flora do Brasil 2020 2017).
Mostrar mais

7 Ler mais

Composição e similaridade da flora sssociada a sítios antropizados do município de João Pessoa - Paraíba.

Composição e similaridade da flora sssociada a sítios antropizados do município de João Pessoa - Paraíba.

A lista florística foi elaborada segundo o APG III (2009). Os nomes das espécies e respectivos autores foram verificados na base The Plant List (2013). Para determinar a área onde cada espécie encontrada é nativa, foram consultados, além da literatura especiali- zada, os seguintes sites: Global Biodiversity Information Facility (2013), Global Invase Species Data Base (2013), JSTOR (2013) Plant Science, a base de plantas tropicais do Missouri Botanical Garden (MOBOT, 2013) e a Lista de Espécies da Flora do Brasil on line (Forzza et al., 2013).

10 Ler mais

James Lucas da Costa-Lima

James Lucas da Costa-Lima

A Reserva Biológica (REBIO) Guaribas está entre as principais unidades de conservação de proteção integral do Estado da Paraíba, cujo remanescente de Mata Atlântica contempla, principalmente, os chamados tabuleiros litorâneos (IBAMA 2003). Apesar da sua importância no contexto da Mata Atlântica do Nordeste do Brasil, a REBIO Guaribas é pouco conhecida no que diz respeito à sua flora e, mesmo tendo uma listagem de plantas para a área (Barbosa et al. 2011), apenas as famílias Rubiaceae (Pereira & Barbosa 2004, 2006) e Boraginaceae (Melo & Vieira 2017) foram estudadas mais acuradamente. Sendo assim, aqui é apresentado o tratamento taxonômico das Erythroxylaceae para a REBIO Guaribas como contribuição ao conhecimento da flora dessa Unidade de Conservação.
Mostrar mais

7 Ler mais

A família Bombacaceae Kunth no Estado de Pernambuco, BrasilA família Bombacaceae Kunth no estado de Pernambuco - Brasil.

A família Bombacaceae Kunth no Estado de Pernambuco, BrasilA família Bombacaceae Kunth no estado de Pernambuco - Brasil.

Sul. No Brasil ocorre no Amazonas, Pará e Ma- ranhão, nas margens de rios e lagos, em ambi- entes muito úmidos Robyns (1963 b). A espécie é bastante cultivada em toda a América tropical, com fins ornamentais, sendo subespontânea em Pernambuco. É facilmente reconhecida pelas flores perfumadas com mais de 20 cm, pelos estames brancos, púrpureos no ápice, pelos fo- líolos oblongo-lanceolados a ligeiramente obo- vados com ápice sempre acuminado a obtuso- acuminado, pelo cálice campanulado e pelas pétalas de cor branco-amarelada. Tais caracte- rísticas a diferencia de P. insignis (Sw.) Sav., cujos folíolos são obovados com ápice retuso a emarginado, o cálice é cupuliforme e as pétalas são de cor vermelho-enegrecida a escarlate. Flo- resce e frutifica durante quase todo ano.
Mostrar mais

17 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS LUCIANA SILVA CORDEIRO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS LUCIANA SILVA CORDEIRO

O entendimento dos fatores ligados à origem, manutenção e o comportamento futuro das populações têm importância estratégica, tanto do ponto de vista da biogeografia histórica como da necessidade urgente de aplicações conservacionistas para os problemas atuais gerados pela ação antrópica (CHAPIN et al., 2000; RICKLEFS, 2004). Dessa forma, estudos sobre grupos tropicais bem consolidados são importantes para melhor compreender a história evolutiva das plantas atuais (LANDE, 1982). Para este estudo selecionamos o gênero Erythroxylum P. Browne (Erythroxylaceae) que compreende aproximadamente 230 espécies distribuídas em diferentes tipos vegetacionais por toda a região Tropical (PLOWMAN; HENSOLD, 2004). Erythroxylum possui ampla distribuição, ocorrendo em áreas estacionalmentesecas e úmidas (SHU, 2008; BFG, 2015; BINGHAM et al., 2017; HYDE et al., 2017a,b,c; FLORA DO BRASIL 2020). Na região Neotropical, os dois maiores centros de diversidade encontram-se no Brasil e na Venezuela (PLOWMAN; BERRY, 1999). No Brasil, ocorrem 128 espécies distribuídas de forma desigual nas regiões brasileiras, o Nordeste (77 espécies; 34 endêmicas) e o Sudeste (55 espécies; 14 endêmicas) possuem maior riqueza e endemismos (BFG, 2015; FLORA DO BRASIL 2020).
Mostrar mais

86 Ler mais

André Luiz da Costa Moreira

André Luiz da Costa Moreira

Esta espécie ocorre no Paraguai, Venezuela (Hallier 1899) e Brasil, no estado de Mato Grosso do Sul. Hassler (1911) criou diversas variedades e formas para J. fruticulosa, e todas estão sendo consideradas como sinônimos para a espécie. O autor separou estes táxons com base no indumento, quantidade de tricomas e dimensões das folhas, no entanto, estas características são variações que não são relevantes para se tratar táxons diferenciados. Os materiais coletados por Hassler sob os números 6897, 6802 e 7028 já foram mencionados por Chodat & Hassler (1905), que não reconhecem estes táxons infraespecíficos para J. fruticulosa. Jacquemontia fruticulosa é morfologicamente próxima a J. heterotricha, sendo ambas subarbustivas com caule ereto ou escandente, tricomas estrelados (tricomas com três raios subiguais entremeados a tricomas com dois raios muito curtos e um longo), as folhas são largo a estreito-ovais e inflorescências em monocásios com poucas flores. Podem ser distinguidas pelo indumento tomentoso, bractéolas maiores (com 5-8mm de comprimento) e pedúnculos mais curtos (com até 6 mm de comprimento) em J. heterotricha, enquanto em Jacquemontia fruticulosa, o indumento é escasso, as bractéolas são menores (1,5-2,5 mm de comprimento) e pedúnculos mais longos, (1-2 cm de comprimento).
Mostrar mais

109 Ler mais

Educando homens para educar plantas: orquidofilia e ciência no Brasil (1937-1949)

Educando homens para educar plantas: orquidofilia e ciência no Brasil (1937-1949)

Mais uma prova do interesse mundial no cultivo de orquídeas é fornecida com a chegada de uma nova revista dedicada à Orquidologia. A nova publicação, com o título de Orchidea, está sob a direção do Prof. Luys de Mendonça, cujo endereço, a propósito, é na Rua Paulo Alves, 82, Niterói, Brasil. A publicação é admirável impresso em papel bom e as páginas são um pouco mais longas e amplas do que a nossa publicação, vai ser emitida trimestralmente, em setembro, dezembro, março e junho. Uma ilustração colorida de Cattleya violacea ilustra a página frontal da primeira edição (setembro de 1938) e são numerosos ilustrações em meio-tom, incluindo e vistas do interior e exterior dos orquidários do Jardim Botânico de São Paulo, sendo que ambas estão muito bem reproduzidas. Outras ilustrações incluse Phaius grandifolius, Vanda suavis, Laelia Purpurata var. alba plena, um Catasetum, Laelia pumila, Cattleya labiata e Vanda teres. Prof.Rodrigues da Silveira, deu uma apreciação, com fotografia de Barbosa Rodrigues, o célebre viajante e botânico brasileiro, na época em que era diretor do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. O Brasil já tem uma sociedade orquidófila, fundada em agosto passado, com o título de Sociedade Fluminense de Orquideas, com a benção do Presidente da República. Uma contribuição muito interessante é a lista de orquídeas encontradas no Brasil, compiladada para espécies publicados durante 1906-1932. Parabenizamos nossos amigos brasileiros pela excelência da sua publicação inicial de Orchidea. 165
Mostrar mais

217 Ler mais

Revisão taxonômica de Gaya Kunth (Malvoideae, Malvaceae) no Brasil

Revisão taxonômica de Gaya Kunth (Malvoideae, Malvaceae) no Brasil

RESUMO - (Revisão taxonômica de Gaya Kunth (Malvoideae, Malvaceae) no Brasil). Gaya inclui 39 espécies distribuídas na região Neotropical, com maior diversidade no Brasil e no Peru. No Brasil foram registradas 14 espécies, sendo oito endêmicas, predominantemente na região Nordeste, no domínio da Caatinga. O gênero caracteriza-se pelas flores pêndulas no botão e eretas na antese, pelo esquizocarpo inflado, pêndulo a ereto na maturidade, com mericarpos apresentando ou não uma estrutura interna, a endoglossa, que pode reter a semente, além de uma constrição no lado ventral ou na porção basal e deiscência por todo o lado dorsal até a constrição, sendo que estes dois últimos caracteres foram explorados pela primeira vez. Este estudo foi baseado na análise morfológica de cerca de 450 materiais de herbário. A taxonomia das espécies foi baseada sobretudo nos caracteres do fruto e da flor, com a detecção de novos caracteres diagnósticos. O trabalho consta de chave analítica, descrições morfológicas, ilustrações inéditas, comentários sobre variabilidade e relações taxonômicas, mapas e distribuição geográfica, novas ocorrências e dados de conservação.
Mostrar mais

26 Ler mais

Biologia reprodutiva das Ionopsis Kunth (Orchidaceae) do Brasil

Biologia reprodutiva das Ionopsis Kunth (Orchidaceae) do Brasil

(Medicago sativa L.) e o trevo vermelho (Trifolium repens L.) também apresentam ocimeno em suas fragrâncias florais (Waller et al. 1974, Buttery et al. 1984). Todas essas espécies que apresentam ocimeno são polinizadas por abelhas. A pentadecan-2- ona também foi encontrada como constituinte do cheiro da orquídea Disa spathulata (L.f.) Sw., também polinizada por abelhas (Johnson et al. 2005), e em várias orquídeas secretoras de óleo da África do Sul (Steiner et al. 2011). No entanto, o presente estudo não pode estabelecer a importância desses compostos voláteis na polinização das Ionopsis do Brasil, uma vez que seus polinizadores ainda são desconhecidos (Ackerman 1995). Estudos sobre a polinização das Ionopsis brasileiras estão sendo preparados, de forma a elucidar essa questão (Aguiar et al. in prep.). A composição da fragrância floral pode ser considerada uma maneira efetiva de distinguir as espécies brasileiras de Ionopsis, uma vez que os componentes do aroma das populações analisadas de I. satyrioides não foram encontrados em nenhuma das populações estudadas de I. utricularioides, e o contrário é igualmente verdadeiro.
Mostrar mais

63 Ler mais

Flora do Ceará, Brasil: Cactaceae.

Flora do Ceará, Brasil: Cactaceae.

Espécie endêmica do Brasil, ocorre em Tocantins, Minas Gerais e todos os estados da Região Nordeste (Hunt 2006). Apresenta alta variabilidade fenotípica e distribui-se em uma grande variedade de habitats, ocorrendo em formações florestais ou savânicas, no sertão, em serras ou no litoral, sem especificidade de substrato (Taylor & Zappi 2004; Menezes et al. 2011). Pode ser encontrada em praticamente todo o estado do Ceará. Pode apresentar constrições transversais no cladódio, em decorrência dos ciclos de crescimento. Distingue-se dos demais cactos colunares que ocorrem no Ceará pelas grandes dimensões de suas flores e pela forma de suas costelas, extremamente salientes e estreitas.
Mostrar mais

18 Ler mais

Show all 10000 documents...