Top PDF Função efetiva e função simbólica da Defensoria Pública

Função efetiva e função simbólica da Defensoria Pública

Função efetiva e função simbólica da Defensoria Pública

Este trabalho parte da consideração de que a Defensoria Pública como instância de proteção aos direitos fundamentais,atua em dois âmbitos de realização dos direitos que acabam por se traduzir como funções. Esses dois âmbitos como funções são aqui denominados de função efetiva e função simbólica. Esta percepção foi construída na experiência de dois anos durante o estágio obrigatório desenvolvido na Defensoria Pública Federal em Campina Grande. Como tal, é uma pesquisa que reúne a observação direta, participante e com fontes primárias, mas também o que aqui se apresenta é resultado de um estudo bibliográfico, com base na legislação pátria e na doutrina jurídica da atualidade. O tema de referência para a atividade realizada tanto como estágio, quanto como pesquisa está na positivação e garantia constitucional dos direitos difusos e coletivos.
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Juizado Especial Criminal: do modelo consensual à radicalização da função simbólica do sistema penal

Juizado Especial Criminal: do modelo consensual à radicalização da função simbólica do sistema penal

Noticiam os manuais que um grupo de estudos presidido pelo então presidente do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo, composto de membros do judiciário, do ministério público, da defensoria pública, da polícia civil, da advocacia e da academia elaboraram um anteprojeto de lei, apresentado ao então deputado Michel Temer. Além desse grupo de trabalho, a associação paulista de magistrados também elaborou um anteprojeto de lei, protocolado na Câmara dos Deputados. De outro lado, o deputado à época Nelson Jobim apresentou Projeto de lei confeccionado em parceria com o ministro do Superior Tribunal de Justiça Ruy Rosado de Aguiar Júnior, na época, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Por fim, outros projetos também foram apresentadas à Câmara dos Deputados. 55
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A FUNÇÃO SIMBÓLICA DO DIREITO AMBIENTAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA 30 ANOS DEPOIS DA CONSTITUIÇÃO DE 1988

A FUNÇÃO SIMBÓLICA DO DIREITO AMBIENTAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA 30 ANOS DEPOIS DA CONSTITUIÇÃO DE 1988

• As associações ecológicas não estariam legitimadas processualmente para ser parte na demanda, já que como protetoras de direitos de terceiros não poderiam representar direitos alheios que não existem, dado que os animais são coisas e não são portadores de direitos. Carecem, ainda, de capacidade como demandantes pelo fato de não possuírem legitimidade para demandar em nome próprio, já que as associações não têm necessidade de proteção jurídica diante da efetiva lesão de seus direitos: lobos-marinhos não são propriedade das associações, assim como o local que habitam, ou seja, o Mar do Norte, dessa forma não têm nenhum direito, sequer interesse jurídico a ser protegido. Também não há lugar para ressarcimento de dano algum, faltando- lhes o que em alemão se denomina Rechtschutzbedurfinis (direito à proteção jurídica, como pressuposto da demanda). Acrescente-se que a Constituição Alemã não contempla nenhum tipo de ação popular que vise a proteger ato lesivo ao meio ambiente, aos moldes da Ação Civil Pública, principal instrumento de proteção do meio ambiente no Direito Brasileiro.
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O redimensionamento da atuação da Defensoria Pública

O redimensionamento da atuação da Defensoria Pública

Antes de adentrar na conformação da proteção e promoção de direitos humanos conferida pela Defensoria Pública do DF, se fará necessário enunciar a atuação desta instituição no que se denominou custos vulnerabilis, instituto impulsionado organicamente por seus membros a fim de colocar a Defensoria Pública como autêntica guardiã dos vulneráveis, seja em esferas extrajudiciais, seja em contextos processuais de qualquer espécie. O reconhecimento crescente deste status funcional é de suma relevância ao desenvolvimento de mecanismos institucionais para promover e tutelar os direitos fundamentais de indivíduos em situação de vulnerabilidade, não os restringindo tão somente a searas processuais específicas. Esta transformação foi certamente impulsionada pela promulgação da Lei Complementar nº 132/2009 e pelo julgamento histórico da ADI 3943/DF, as quais, como já mencionado, serão objetos de análise neste artigo.
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Responsabilização na administração pública brasileira: estrutura e relações no campo da função pública

Responsabilização na administração pública brasileira: estrutura e relações no campo da função pública

Por duas razões: não se ensina na escola responsabilização disciplinar, não se ensina nem na Faculdade de Administração Pública e nem na Faculdade de Direito. Se eu tive, talvez, 15 a 30 minutos, desse tema em sala de aula foi porque alguém perguntou e aí, o professor falou de diversas generalidades. E, segundo, porque é uma atividade não bem vista dentro da atividade pública federal, porque você tem que apontar erros e responsabilizar pessoas da mesma estrutura. Hoje, a gente investiga e cumpri processos em relação a algumas pessoas, eu não tenho segurança, por exemplo, de que no próximo mês eu posso estar fora daqui e essa pessoa tendo relacionamento profissional com outra pessoa como um par, tendo relacionamento profissional com outra pessoa como um superior e eu, sendo subordinado dessa pessoa. E10
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DIREITO FUNDAMENTAL À DEFENSORIA PÚBLICA

DIREITO FUNDAMENTAL À DEFENSORIA PÚBLICA

Com efeito, a igualdade democrática efetiva-se na atuação da Defensoria Pública. A assistência jurídica àqueles que não têm condições de pagar um advogado rompe as barreiras impostas pela estrutura econômica. Ou, em outras palavras, impede que a igualdade de todos perante a lei seja contaminada pelas desigualdades econômica e social. Por outro lado, a prestação de assistência jurídica integral e gratuita aos que não possuem recursos é condição básica para a solução de controvérsias de forma pacífica. Desta forma, o papel das Defensorias é absolutamente essencial para a realização de um Estado Democrático, assentado em princípios igualitários.
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Dependência da anisotropia magnética efetiva em função da temperatura e concentração de níquel de amostras nanoparticuladas de NixCo1-xFe2O4

Dependência da anisotropia magnética efetiva em função da temperatura e concentração de níquel de amostras nanoparticuladas de NixCo1-xFe2O4

em pó, com os valores da literatura vemos que, em 400 K os valores medidos são maiores que os relatados [19, 29]. Entretanto, os valores medidos se aproximam dos valores da literatura quando a temperatura é diminuída para 5K, como ilustra a tabela 5.2. Essa diferença pode estar relacionada ao tamanho do grão e ao stress interno do material medido na literatura. Nesse sentido, podemos dizer que o método utilizado nesse trabalho para determinar a anisotropia seguindo o modelo de aproximação da saturação[19, 29, 36, 39] é válido, no qual obtemos valores próximos aos esperados. Além disso, a comparação da anisotropia efetiva em 5 e 300 K ressalta a influência do stress interno na anisotropia, junto à temperatura, campo magnético e tamanho de grão
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Fim Função Função Unitario ( pto)

Fim Função Função Unitario ( pto)

Dados são passados para funções e sub-rotinas como argumentos através de dois mecanismos: por cópia e por referência de dados. A passagem de um dado como argumento via mecanismo de cópia permite que o valor do dado copiado seja alterado no escopo (âmbito) da função (ou sub-rotina) sem que isso afete o valor do dado ori- ginal (que foi copiado). Já a passagem do dado como argumento via mecanismo de referência vincula o conteúdo do argumento ao dado original, isto é, se o conteúdo do argumento for modificado, o dado original, que está fora do escopo da função (ou sub-rotina), será afetado da mesma forma.
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Despesa pública: estrutura, função e controle judicial

Despesa pública: estrutura, função e controle judicial

Apesar disso, afirma Ana Paula de Barcellos que as escolhas em matéria de gasto público não são mais reservadas à deliberação política, porém, ao contrário, recebem incidência das normas jurídicas constitucionais. 224 Ora, o fato de a política receber incidência das normas jurídicas constitucionais não exclui o seu caráter político, mesmo porque o magistrado pode ser classificado como um agente político. Afirma a autora que duas atitudes devem ser tomadas para o melhoramento da execução das despesas autorizadas pelo Estado: primeiramente, o acesso a informações reais sobre a efetiva aplicação dos recursos pelo ente público; e, em segundo lugar, a definição das consequências a serem atribuídas pelo descumprimento das normas constitucionais, ou para impedir o efeito contrário, ou para dar efeito ao resultado desejado. 225 Contudo, o orçamento público no Brasil ainda é tratado com discricionariedade exacerbada, o que acaba ofendendo o princípio democrático, que não se esgota com uma maior participação popular na decisão do gasto público, mas numa diminuição da discricionariedade ou opção do administrador público quando da realização do gasto, com uma vinculação maior ao que foi votado nas leis orçamentárias, sob pena de desprestígio do Poder Legislativo.
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A função social da escola pública no contexto atual

A função social da escola pública no contexto atual

É importante enfatizar que, por ser um ambiente de diversi- dade cultural, econômica e social é possível ocorrer problemas edu- cacionais diversos tendo em vista o ambiente em que está inserido. Diante desse contexto, questiona-se sobre qual o papel da escola na formação do ser humano? Seria selecionar os melhores e mostrar para as outras pessoas que aquele lugar é para os que conseguiram se destacar intelectualmente? Afinal, temos realidades diversas e enquanto para um a escola significa uma oportunidade de conhecer outros mundos, passar no vestibular, continuar os estudos numa universidade, para outros ela pode significar apenas o acesso ao ensino médio para garantir um emprego o mais rápido possível no mundo do trabalho. O objetivo desse estudo é discutir sobre essa função da escola em suas várias atuações e quais as consequências dessa atuação da escola nos seus diversos papéis.
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Dose efetiva de sedação em ecocardiograma transesofágico: relação com idade, área de superfície e função do ventrículo esquerdo.

Dose efetiva de sedação em ecocardiograma transesofágico: relação com idade, área de superfície e função do ventrículo esquerdo.

Para o estudo da correlação entre a dose efetiva de sedativo e a variável idade, os pacientes foram separados em quatro grupos etários distintos: grupo 1 (G1), com idade menor ou igual a 24 anos (n = 100); grupo 2 (G2), entre 25 e 44 anos (n = 457); grupo 3 (G3), entre 45 e 64 anos (n = 721); e grupo 4 (G4), com idade maior ou igual a 65 anos (n = 563). O nível de sedação desejado foi obtido para os pacientes de cada grupo e, a partir de então, foi estabelecida a média da quantidade de solução necessária para cada grupo atingir o nível de sedação esperado. A comparação entre os grupos, devido à heterogeneidade da população estudada, foi feita pelo teste não paramétrico de Kruskal-Wallis.
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Função do diretor na escola pública paulista: mudanças e permanências.

Função do diretor na escola pública paulista: mudanças e permanências.

A incursão nas ideias mais relevantes de alguns autores conside- rados clássicos na área favoreceu detectar, entre os anos 1960 e 1970, a predominância da Administração de Empresas como subsídio teórico da Administração Escolar, como já diagnosticado por outros autores (Paro, 1986; Russo, 2004). Concebeu-se o diretor como executivo na uni- dade escolar, líder no sentido de motivar o alcance de objetivos postos fora e acima de sua escola, e autoridade hierarquicamente constituída e responsável pelo progresso da empresa escolar. Nos anos 1980, houve preocupação de descentrar o diretor no exercício de sua função, expe- rimentando novos subsídios teóricos para a Administração Escolar que permitissem pensar sua própria natureza. Na literatura específica da área, produzida nesta década, percebem-se termos completamente dis- tintos dos anteriores, sobremaneira os que se referem à participação, ao tratamento ao coletivo e à gestão democrática. Nos anos 1990, identifi- ca-se a convivência de diferentes perspectivas teóricas e metodológi- cas, a predominância de coletâneas, abordagens que se aproximam da gestão empresarial e perspectivas afinadas com as ideias dos anos 1980. Ademais, vale registrar que, em uma mesma abordagem, percebem-se aspectos que, evidentemente, parecem inconciliáveis. Por exemplo, é o caso da expressão liderança para uma gestão democrática.
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A defensoria pública como garantia de acesso à justiça

A defensoria pública como garantia de acesso à justiça

Essa noção privatista é a que irá se modificar com a introdução da noção universal de direito, de “lei pública” como contrária ao privilégio. Essa evolução será mais notável na tradição continental que na anglo-saxônica, porém, em todo caso, faz dessa cultura dos direitos da tradição ocidental em geral. Dessa maneira, essa ideia de privilégio transformada em garantia, transformada em direito, em uma lei ou direito público, em um direito que, como eu disse antes, chega a alcançar o caráter de irrenunciável. Isso é discutível e é muito mais influenciado pelo direito romano republicano do que pelo Império tardio, que é efetivamente retomado no fim da Idade Média. Mas é a mesma noção de direito. Um direito público, um direito de todos os seres humanos, não se pode negociar, é inalienável, não pode ser removido, não pode ser alterado para algo que me parece mais útil, que é imposto sobre mim contra a minha vontade, eu diria quase rousseauanamente, é decorrência da vontade geral que se impõe contra uma vontade individual que, se for contrária àquela, não é realmente a verdadeira vontade (ROUSSEAU, 1986). Não somente nesse ilustrado republicano, mas em quase todos os reformadores, surge a noção de direito público como uma qualidade que não pode ser entregue sem perder a dignidade, a noção de cidadão. Especialmente a partir de Locke (2006), que deixa isso claro baseado no Direito romano republicano, no qual ninguém poderia vender a si mesmo como escravo – portanto, pode responder a alguns teóricos neoliberais como Nozick (1974, p. 331) que aborda esses hipotéticos e, segundo ele, legítimos contratos, verdadeiramente impossíveis em um Estado de Direito que respeite a dignidade humana.
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DEFENSORIA PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO E SUA CLIENTELA

DEFENSORIA PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO E SUA CLIENTELA

A quinta e última pergunta elaborada tinha como objetivo principal saber se o entrevistado considerava que as remunerações dos profissionais que lidam diretamente com os pobres deveriam ser maiores do que as dos que não lidam diretamente com os pobres. O objetivo era medir a ideia de “remuneração justa” associada ao tipo de clientela atendida por deter- minados profissionais, aos quais não se fez menção. Quer dizer, quando perguntamos sobre profissionais que lidam diretamente com pobres, não estávamos falando, necessariamente, dos defensores públicos. Existem ou- tros profissionais que lidam diretamente com pobres, como policiais mili- tares, assistentes sociais, médicos, dentistas e enfermeiros de instituições públicas, etc. Nesta questão, todos os defensores públicos entrevistados responderam “não”. Essa resposta unânime aponta para um claro senso de missão, de responsabilidade social dos defensores públicos quanto à sua atividade profissional, embora obviamente à realização desta missão. Aponta, ainda, para uma tentativa de desfazer a ideia de uma luta em cau- sa própria, de que suas reivindicações quanto às dificuldades enfrentadas pela Defensoria Pública se restrinjam a problemas econômicos.
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A Defensoria Pública na Garantia do Acesso à Justiça

A Defensoria Pública na Garantia do Acesso à Justiça

À luz do novo paradigma sobre o qual opera o sistema jurídico atual e, consequentemente, os atores públicos e privados do nosso Sistema de Justiça, superando a tradição liberal individualista antes vigente [...], não pode a Defensoria Pública postar-se alheia a tudo isso. Ela é, por outro lado, no âmbito do Sistema de Justiça brasileiro, um dos principais agentes reformadores e renovadores. Assim, sem recuar qualquer espaço na sua atuação rotineira de casos individuais, a Defensoria Pública é chamada (pela própria ordem jurídica que a disciplina) a atuar também por meio dos instrumentos processuais (extrajudiciais e judiciais) coletivos, sendo um deles (o de mais destaque) a ação civil pública (FENSTERSEIFER, 2017, p. 110).
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Acesso à Justiça : o papel da Defensoria Pública

Acesso à Justiça : o papel da Defensoria Pública

Lamentavelmente não é essa a realidade que tem sido vista no Brasil. Ressalvado o que normalmente tem ocorrido com o Ministério Público, que de fato tem merecido tratamento de isonomia em relação à magistratura, as demais instituições estatais consideradas essenciais à Justiça vêm recebendo tratamento ostensivamente discriminatório, seja em termos de infra-estrutura e condições de trabalho, seja em termos de política remuneratória. Por diversas razões, o Ministério Público deve ser tomado como paradigma para definição das garantias e prerrogativas conferidas aos membros das demais instituições públicas também consideradas pela Constituição como essenciais à justiça. Repita-se, na dicção constitucional, nenhuma delas é mais ‘essencial’ que as outras. No que se refere à Defensoria Pública, essa isonomia de tratamento é indispensável, inclusive por razões de ordem simbólica: não seria admissível dar tratamento – remuneratório, funcional e orçamentário – distinto àqueles que defendem do que se dá aos que acusam. Além do mais, ambas as instituições são encarregadas da postulação de interesses dos cidadãos e não propriamente do Estado. O Ministério Público tem a missão de resguardar os interesses indisponíveis dos membros da sociedade (individual ou coletivamente), inclusive – e na maiorias das vezes – opondo-se ao Estado. Já a Defensoria Pública tem a missão de resguardar os interesses disponíveis desses membros da sociedade (também individual ou coletivamente), sempre que as pessoas, físicas ou jurídicas, não tenham condições para fazê-lo às suas expensas. Mesmo no que se refere à Advocacia Pública, a paridade institucional com o Ministério Público é evidente, inclusive pelo fato de que, no plano federal, por exemplo, a Advocacia Geral da União representa um desmembramento de certas atribuições que eram próprias do Ministério Público antes da Constituição de 1988. Esse desmembramento foi feito não com o objetivo de desprestigiar a carreira desmembrada, mas com o propósito de assegurar maior qualidade e especialidade no desempenho de funções públicas de igual relevância, tanto que antes eram cumpridas pelos mesmos agentes políticos. Também no caso das Defensorias Públicas de alguns Estados da Federação, tiveram como ‘matriz’ o Ministério Público, circunstância que reforça o entendimento de que devem merecer tratamento isonômico. 74
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Corte salarial na Função Pública: implicações para o contrato psicológico

Corte salarial na Função Pública: implicações para o contrato psicológico

Na base dos estudos anteriormente referidos emerge o maior mérito deste estudo a nível prático. Na base da ruptura do contrato psicológico não estão as medidas implementadas, tendo sido estudado um espectro de variações de medidas, mas sim as atribuições que os trabalhadores fazem acerca dessas medidas. Deste modo existe uma grande amplitude para a tomada de decisões por parte dos recursos humanos ou gestores da Função Pública, uma vez que o factor predominante para a manutenção do contrato psicológico se prende com os processos internos dos próprios colaboradores, como as cognições e atribuições, sendo o ponto chave de todo este processo o modo como é explicada a mudança aos trabalhadores.
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A Função Pública no Entendimento Histórico, Social e Político

A Função Pública no Entendimento Histórico, Social e Político

X V I Desde que a administração pública seja compreendi­ da como o conhecimento e a aplicação prática dos preceitos legais e constitucionais, não resta senão ao Estado encarecer a impor­ tância do procedimento jurisdicional ampliando a capacidade fun­ cional dos seus órgãos mais importantes. De onde são tiradas as Constituiçõesl De onde são tiradas senão da realidade histó­ rica e social? Constantemente reduzidas ao fracasso não atingem a infra-estrutura administrativa. Os órgãos, como as funções, sempre existem e sempre existirão. A questão seria apenas esta: como deve o Estado organizar seus poderes para melhor desenvol­ ver suas funções? Ou então: como pode o Estado organizar seus poderes para alcançar a eficácia dos seus fins políticos? Em qual­ quer época, no processo de administração, está a solução das equa­ ções econômicas, políticas e sociais. As práticas de govêrno, que são práticas administrativas, afirmam que os problemas de desen­ volvimento também são problemas de administração. Na antí­ tese entre a norma e a realidade, está a resultante administrativa.
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A avaliação de desempenho na função pública e o alinhamento entre o BSC e o SIADAP

A avaliação de desempenho na função pública e o alinhamento entre o BSC e o SIADAP

Ao longo dos tempos tem-se constatado um esforço crescente do estado, através de diversos diplomas legislativos, em reverter esta situação e de alguma forma alterar a cultura e funcionamento da FP (Função Pública). Esta evolução legislativa passa por criar condições onde seja possível proceder-se a uma adequada AD (Avaliação de Desempenho) cujo propósito passa necessariamente pela obtenção de informação de feedback para o desenvolvimento dos recursos humanos bem como base de mecanismos de incentivos. Nesse contexto, podemos de certa forma afirmar que a grande nuance entre o sector público e privado é a sua missão. O primeiro visa servir o cidadão, ou seja, prestar um serviço de qualidade, enquanto o segundo procura mais valias materiais, em determinado público-alvo e não no cidadão em geral.
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FUNÇÃO MATERNA E FUNÇÃO PATERNA, SUAS VIVÊNCIAS NA ATUALIDADE

FUNÇÃO MATERNA E FUNÇÃO PATERNA, SUAS VIVÊNCIAS NA ATUALIDADE

narcísicos de desvalorização e rejeição, gerando também sentimentos de incapacidade. Lebovici (2004) menciona este fato, ao dizer, que a criança mobiliza o narcisismo dos pais e que o olhar afetuoso da criança para os pais é sinalizador, para estes, de que estão sendo aceitos enquanto pais. O contrário disso, o não reconhecimento das funções dos pais por parte dos filhos, ou o questionamento dos mesmos, parece gerar dúvidas, sentimentos de raiva (“eu fico possessa” - fala de uma mãe) ou ainda solicitar dos pais uma postura de maior firmeza que demarca limites. Esta postura, pelo que pude perceber do material, é tomada por um dos pais, aquele que se sente mais apto, mais seguro de si e mais definido em seu papel de tutor. Na vivência de colocar normas e assumir a autoridade, parece não haver uma postura definida pela figura paterna. Parece-me que a atitude de assumir a função de autoridade na colocação de normas e limites para com os filhos tem profunda relação com padrões herdados, com a capacidade de tolerância à frustração dos pais. Há, pais que conseguem perceber e discriminar, na intensa relação com os filhos, aquelas atitudes de negação da autoridade advindas de fases distintas de desenvolvimento da criança, como a birra, o retrucar, e há pais que não. A frase a seguir pode ilustrar: “Tem coisas que ela tem que retrucar, porque tem coisas que depende do desenvolvimento dela, agora tem coisas que já depende da educação” (mãe informando que a atitude da filha de se contrapor aos limites tem aspectos esperados de seu desenvolvimento, que devem ser considerados, mas que há outros em que é preciso colocar os limites e mantê-los).
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