Top PDF Os gêneros orais em sala de aula: um olhar sobre o gênero textual seminário

Os gêneros orais em sala de aula: um olhar sobre o gênero textual seminário

Os gêneros orais em sala de aula: um olhar sobre o gênero textual seminário

Nessa ótica, os gêneros são concebidos como formas de comunicação reconhecíveis e tipificadas. Bazerman (2005) ressalta que quando tipificamos os gêneros, tipificamos situação a qual nos encontramos. A tipificação, além de constituir e dar significado as situações, sinaliza os tipos de ações que deverão ocorrer em uma dada situação comunicativa. Devido às características específicas de cada situação nós saberemos utilizar o gênero mais apropriado mesmo sem conhecer todas as suas particularidades, pois os gêneros retratam a organização da sociedade. Sempre que executamos um texto, seja ele oral ou escrito, levamos em conta diversas peculiaridades que interferem em sua construção: o conhecimento prévio que, supostamente, o interlocutor (ouvintes ou leitores) tenha sobre o assunto abordado, suas ideologias e, caso haja, as relações de afinidade. Esse processo de contextualização tem como objetivo obter as finalidades e as intenções sociodiscursivas do locutor, que colabora no momento de escolher o gênero que será posto em prática. Jobim e Souza (1994) relatam que a situação extra verbal, ou contexto, não age sobre o enunciado, mas integra-se a ele como uma parte constitutiva essencial da estrutura de sua significação.
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Análise do Gênero Textual Seminário Presente em Livro Didático de Português

Análise do Gênero Textual Seminário Presente em Livro Didático de Português

Cumpre comentar, todavia, que a obra de Cereja e Magalhães aborda poucos gêneros orais, em especial, gêneros de contexto formal de interação. Assim, “o professor deverá ampliar as propostas de atividades com a produção de textos escritos e, principalmente, com as de oralidade, bem como tratar mais intensivamente as diferenças entre o oral e o escrito” (BRASIL, 2014, p.59). Mesmo assim, o material analisado mostra-se pertinente ao trabalho com oralidade em sala, cabendo lembrar que o docente deve sempre buscar em outras fontes textos, exercícios e informações que colaborem para o processo de ensino/aprendizagem. O livro didático deve ser utilizado como um instrumento em sala de aula, não como uma força determinante do processo de ensino/aprendizagem, deve colaborar com esse processo, não limitá-lo ou engessá- lo. Assim, é papel do professor buscar os meios para mediar a aprendizagem discente, colaborando para que este construa conhecimento e atue como sujeito ativo na sociedade.
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“Eu quero aprender a falar”: o estudo dos gêneros orais na aula de língua portuguesa

“Eu quero aprender a falar”: o estudo dos gêneros orais na aula de língua portuguesa

A professora dá continuidade citando características do gênero apresentado (li- nhas 15 e 17) e na linha 16 a estudante ressalta a importância do turno de fala, que pode ser tido como aquilo que um falante faz ou diz enquanto tem a palavra, incluindo aí a possibilidade do silêncio (MARCUSCHI, 2006). Na linha 18, quando o estudante percebe elementos não linguísticos, traz um aspecto exterior presente na comunica- ção oral, mas compreende que a forma de se vestir infl uencia no contexto. Os aspectos cinésicos, ou seja, a relação intrínseca entre palavra e corpo são importantes que sejam discutidos quando da sua percepção, pois, é necessário refl etir sobre o porquê ele ocor- re no discurso. Sendo assim, podemos associar determinadas práticas sociais, que se manifestam na superfície textual, que estão relacionadas com o discurso oral (MELO; MARCUSCHI; CAVALCANTI, 2012).
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O discurso sobre a produção textual de gêneros literários

O discurso sobre a produção textual de gêneros literários

Já no final da década de 1970, encontram-se publicações que discutem redações produzidas em exames vestibulares. Esses estudos (entre eles citamos os de De Lemos, Osakabe e Pécora) consideram a textualidade segundo perspectiva cognitiva e/ou sócio- interativa, e dessa maneira contribuem com uma reflexão sobre as condições de produção textual nas escolas brasileiras, as quais definiriam “possibilidades de escrita” escolares. Destacam problemas, nas produções escritas, de ordem textual/discursiva: estratégias de preenchimento do papel em branco, tendo em vista produzir uma forma de “interação” com o interlocutor (DE LEMOS, 1977; 1988); questões relativas à argumentação (OSAKABE, 1977); falta de coerência e coesão textuais, na busca de “estratégias de dizer” em contexto de escrita em que não se tem uma interação efetiva com o interlocutor (PÉCORA, 1977; 1983). Esses estudos propõem o deslocamento do olhar do professor, quando da abordagem do texto na sala de aula, dos aspectos estritamente linguísticos/estruturais para os relativos às condições de produção do texto/discurso.
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REFLEXÕES SOCIOCULTURAIS NA UTILIZAÇÃO DOS GÊNEROS TEXTUAIS EM SALA DE AULA

REFLEXÕES SOCIOCULTURAIS NA UTILIZAÇÃO DOS GÊNEROS TEXTUAIS EM SALA DE AULA

O caderno inicia dando boas-vindas aos alunos e traz a crônica Excluída de Martha Medeiros. Antes do texto, em um quadro, há um informativo com algumas das características desse gênero: a utilização de linguagem informal no texto. Caixas explicativas são puxadas da crônica para dar informações a respeito dos tempos verbais encontrados (passado para exprimir os fatos narrados e o presente ao refletir sobre a situação apresentada); palavras que podem ser desconhecidas dos alunos; efeitos de sentido causados pelo uso de determinados sinais de pontuação, destaque em palavras e recursos expressivos como figuras de linguagem. Além desses, há também menção sobre alguns elementos de coesão textual. Os exercícios criados a partir desse texto buscam apenas o aprendizado pelos alunos do uso de expressões ou palavras para se alcançar efeitos de sentido pretendidos pelo autor do texto. Paralelamente a esses conteúdos, segue-se uma caixa fazendo a distinção entre fato e opinião, com mais alguns exercícios que contemplem esse conteúdo. Observou-se que a atividade fica restrita ao ensino de texto, com apenas uma informação acerca das características da crônica.
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O gênero textual reportagem impressa em sala de aula: uma proposta de trabalho a partir da elaboração de Modelo Didático de Gênero e de Sequência Didática

O gênero textual reportagem impressa em sala de aula: uma proposta de trabalho a partir da elaboração de Modelo Didático de Gênero e de Sequência Didática

Tendo em vista a perspectiva de que os gêneros textuais podem ser tomados como instrumento para mediar o processo ensino-aprendizagem da língua e das marcas discursivas que a constituem, torna-se importante encontrar caminhos para ensiná-los. Nesse sentido, propomos um trabalho pautado na proposta de trabalho da Sequência Didática (SD), conforme Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e adaptação de Costa-Hübes (2008), constituído a partir da elaboração de Modelo Didático do Gênero (MDG), segundo as orientações de Schneuwly e Dolz (2004) e Machado e Cristóvão (2006). O objetivo reside na tentativa de aclarar os propósitos do trabalho com o gênero na sala de aula, ampliando o conhecimento sobre sua função social, seu contexto de produção, sua organização composicional e suas marcas linguísticas.
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Oralidade e ensino de língua portuguesa: o gênero seminário em sala de aula

Oralidade e ensino de língua portuguesa: o gênero seminário em sala de aula

A abordagem dos gêneros orais em sala de aula possibilita que os alunos desenvolvam habilidades que lhes serão úteis em eventos reais, em diferentes situações de interação. Assim sendo, essa abordagem exige planejamento e elaboração de atividades pedagógicas voltadas para os mais diferentes gêneros. Neste trabalho, objetivamos investigar como os alunos do 9º ano utilizam o gênero oral seminário, haja vista termos observado alguns problemas na realização do referido gênero em atividades de sala de aula. Como meio de proporcionar condições para que os discentes superassem suas dificuldades de aprendizagem da língua materna, especialmente na modalidade oral, propusemos uma intervenção pedagógica planejada e executada a partir de uma sequência didática. Nessa direção, fundamentamo-nos em estudos que seguem perspectivas sociointeracionais, com o foco nos gêneros orais e no ensino desses gêneros. Baseamo-nos, para tanto, nos estudos de Dolz, Schneuwly e Noverraz (2011), Marcuschi (2005, 2015, 2016), Melo e Cavalcante (2006), Travaglia (2007, 2013), entre outros. Seguimos uma abordagem de investigação qualitativa (BOGDAN e BIKLEN, 1994) e, com relação ao tipo, adotamos a pesquisa-ação (THIOLLENT, 2011). Realizamos um trabalho, pedagogicamente orientado pela Sequência Didática (DOLZ, NOVERRAZ e SCHNEUWLY), a fim de acompanhar o desenvolvimento dos alunos no tocante à prática do gênero seminário. O corpus analisado constituído pelos seminários produzidos, possibilitou constatar que os alunos apresentaram avanços no uso do gênero em estudo, em diferentes aspectos, comparando-se as produções iniciais e finais. Consideramos, com esse resultado, que os problemas demonstrados inicialmente pelos alunos puderam ser minimizados pela adoção de uma abordagem de ensino sistemática, envolvendo o ensino do gênero oral formal em sala de aula.
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Reelaboração de gêneros: uma questão para a sala de aula

Reelaboração de gêneros: uma questão para a sala de aula

A presente pesquisa propõe investigar as implicações da aplicação de uma sequência didática (SD) voltada para trabalhar a reelaboração de gêneros em aula de língua portuguesa com vista ao aprimoramento da competência comunicativa dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública estadual de Fortaleza. É objetivo desta pesquisa responder às seguintes questões: Que implicações têm um estudo dos gêneros reelaborados em sala de aula para o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno? Que dificuldades com a leitura produção de gêneros reelaborados podem ser identificadas através da produção inicial dos alunos? De que forma pode-se desenvolver a competência linguística e textual dos alunos necessárias ao domínio dos gêneros reelaborados? A que conclusão se pode chegar sobre a abordagem dos gêneros reelaborados em sala de aula para o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno? Para tanto, o estudo toma por base os dados gerados a partir das produções iniciais do gênero panfleto dos alunos, um corpus composto de 60 panfletos, e realiza uma análise contrastiva entre a produção inicial e a final dos alunos após a aplicação de uma sequência didática elaborada seguindo os postulados teóricos e metodológicos de Schneuwly, Noverraz e Dolz (2004). Para construção da sequência didática e análise dos dados, utilizou-se como embasamento teórico principal, no que diz respeito ao gênero e a sua reelaboração, as contribuições do filósofo russo Mikhail Bakhtin (2011) articulada à tipologia operacional da transmutação (reelaboração) proposta por Zavam (2009). Além disso, para assegurar análise qualitativa do gênero panfleto e a possibilidade de reelaboração, utilizou-se uma grade avaliativa elaborada a partir dos pressupostos teóricos de Bach (2012). Seguindo, então, estes pressupostos teóricos, analisou-se o desempenho dos alunos do 9º ano diante de atividades voltadas para a produção do gênero focalizado. Os resultados demonstraram que os alunos, ao produzirem os panfletos, reelaboram o gênero baseando-se nas suas práticas de recortar, copiar e colar que utilizam nas redes sociais. A análise dos dados permitiu identificar também os progressos observados nas produções após a aplicação da sequência didática, comprovando a eficiência do procedimento como proposta de intervenção para melhorar o desempenho do aluno na tarefa de produzir textos. Abordar os gêneros e, sobretudo, o fenômeno da reelaboração em sala de aula é primordial para o desenvolvimento da competência comunicativa dos alunos, tendo em vista que o ensino de língua portuguesa deve basear-se na interação, pois as práticas de linguagem são reflexos das práticas sociais.
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Práticas da oralidade na sala de aula: uma intervenção pedagógica com o gênero discursivo seminário escolar

Práticas da oralidade na sala de aula: uma intervenção pedagógica com o gênero discursivo seminário escolar

Assim, a partir de pressupostos teóricos dos Estudos Linguísticos e da teoria dos gêneros do discurso em perspectiva bakhtiniana (BAKHTIN, 2016), neste trabalho apresentamos uma análise comparativa do desempenho de alunos do 9° ano do Ensino Fundamental de uma escola pública na região do Baixo Sul da Bahia, na execução do gênero discursivo seminário escolar. A partir de um diagnóstico inicial das habilidades prévias dos alunos, elaboramos uma sequência didática (SCHNEUWLY; DOLZ, 2011) que se constituiu em uma proposta de intervenção pedagógica, em que foi possível comparar a produção inicial com a produção final dos discentes quanto aos aspectos extralinguísticos, linguísticos, paralinguísticos e cinésicos do seminário escolar. O trabalho de pesquisa teve por objetivo catalogar e discutir sobre os conteúdos do seminário, a fim de possibilitar aos discentes melhora de desempenho na execução do gênero. Uma primeira versão deste trabalho foi apresentada na dissertação de Mestrado Profissional em Letras de um dos autores deste artigo, defendida no primeiro trimestre de 2019. Neste artigo, focamos somente o desempenho de um dos grupos em que a turma foi dividida, denominado de Equipe número 3.
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Os gêneros orais na escola: Uma abordagem do seminário nas aulas de língua portuguesa

Os gêneros orais na escola: Uma abordagem do seminário nas aulas de língua portuguesa

Esta pesquisa tem caráter didático, pois trata da necessidade de sistematizar as atividades com os gêneros orais formais públicos no espaço escolar. O nosso objetivo é mostrar que, com algumas intervenções didáticas, é possível lançar outro olhar sobre o trabalho com os gêneros orais. Apesar dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (1997, 1998) recomendarem o ensino da modalidade oral da língua e de vários teóricos já terem discutido a importância de que esses gêneros recebam a mesma atenção dada aos gêneros escritos, devido à sua constante ocorrência nas práticas sociais dos alunos, notamos que eles ainda continuam sendo marginalizados. O nosso estudo, então, apresenta, em um primeiro momento, algumas dessas discussões sobre a maneira como os professores de Língua Portuguesa devem abordar os gêneros orais, transformando-os em objetos de ensino em suas aulas. Para tanto, apoiamo-nos na teoria bakhtiniana (2003) sobre os gêneros do discurso, em alguns pressupostos desenvolvidos por Marcuschi (2005, 2007, 2008) e Dionisio (2005), que discorrem sobre as relações entre a fala e a escrita e nas contribuições concernentes ao uso dos gêneros orais, desenvolvidas por Dolz & Schneuwly e outros colaboradores da Escola de Genebra (2004). Em um segundo momento, ainda partindo das reflexões realizadas pelos estudiosos de Genebra (2004) e aqui, no Brasil, por Goulart (2005) e Bueno (2008), nos deteremos ao gênero oral seminário, que é bastante utilizado como método avaliativo, mas pouco sistematizado. Dessa forma, por fim, constatamos que os gêneros orais formais públicos, como é o caso do seminário, são constituídos de vários elementos (linguísticos e não-linguísticos) que devem ser ensinados na escola, a fim de que o aluno domine efetivamente esses gêneros.
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Nível de letramento do professor: implicações para o trabalho com o gênero textual na sala de aula

Nível de letramento do professor: implicações para o trabalho com o gênero textual na sala de aula

As respostas dos professores foram bastante variadas, alguns mostrando que foram à fonte e literalmente copiaram a parte que achavam se tratar desse tema. Para o sujeito A, significa que o aluno deve ter condições de elaborar um texto escrito e também oral, em várias situações. Para essa professora o texto do documento oficial está quase ilegível, pois não consegue associar as várias situações ao contexto de trabalho com os gêneros, e, mesmo restando muitas linhas em branco, no espaço para responder a essa questão, limitou-se ao enunciado acima. As condições que o aluno deve ter, não são, da mesma forma, especificadas, o que mostra uma insuficiência de informações por parte da professora, e que somente com a leitura do documento não conseguiu formar uma idéia sobre a questão dos gêneros e tipos. Na verdade, o sujeito A nem responde à pergunta, desviando para o assunto de uma maneira ampla e vaga, talvez exatamente da forma como entendeu a Proposta Curricular.
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Open Oralidade em sala de aula para além dos gêneros informais: uma proposta interventiva com o gênero debate de opinião

Open Oralidade em sala de aula para além dos gêneros informais: uma proposta interventiva com o gênero debate de opinião

O presente trabalho trata de uma investigação, de caráter intervencionista e aplicada, envolvendo gêneros orais formais, que culminou na realização de um debate de opinião com alunos do 9º ano de uma escola estadual de João Pessoa (PB) sobre o tema “Maconha: Manter Proibição ou Descriminalizar ?”. Partimos do pressuposto de que a oralidade, principalmente em situações formais, é esquecida pela escola, o que compromete a formação integral de estudantes de Língua Portuguesa e, por isso, deve ser incentivada em sala de aula. O principal objetivo do procedimento foi instrumentalizar os estudantes para a produção competente e crítica de textos orais, especialmente na modalidade formal, ensinando-os a usar a língua, de forma adequada, em todos os contextos. Como parâmetro de intervenção, nos baseamos (com adaptações) no modelo de sequência didática de Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004), levando em conta estratégias que permitissem aos estudantes compreender e produzir textos adequados ao gênero em questão, considerando seu estilo, conteúdo temático e estrutura composicional (BAKHTIN, 1997) e ainda tivessem desenvolvidas suas capacidades argumentativas. Como aporte teórico, recorremos a Antunes (2003), Reyzábal (1999), Koch (2011) e Marcuschi (1997, 2007, 2010), que nos subsidiaram no entendimento sobre oralidade, leitura, escrita, gêneros orais e debate. Além de Preti (2004) e Ramos (1997), que contribuíram no estudo do registro linguístico e gêneros orais formais e Ribeiro (2009); Fiorin (2015) e Leitão (2011), que tratam dos conceitos de argumentação, contra-argumentação e recursos argumentativos. Nossa análise tomou por base a comparação entre a primeira produção (cujo tema foi homofobia) e a última, considerado o trabalho desenvolvido durante os módulos. Foi possível detectar avanços como a caracterização, pelos alunos, do gênero debate de opinião, a partir da articulação de seus três elementos constituintes e a formulação de pontos de vista linguística, semântica e argumentativamente articulados, com o uso de recursos como a exemplificação, a exposição de fatos e a transitividade. Ao final, apresentamos uma sugestão de sequência didática sobre o gênero debate de opinião, baseada em nossa prática de sala de aula.
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Gêneros orais em didático de LP e aplicabilidade dos gêneros debatee seminário na sala de aula

Gêneros orais em didático de LP e aplicabilidade dos gêneros debatee seminário na sala de aula

Desse modo, o que deve ser levado em consideração a respeito do ensino de qualquer gênero, oral ou escrito, é a necessidade de construção de um modelo didático do gênero. Para se construir um modelo didático, algumas questões devem ser contempladas, como o levantamento das características do gênero, além da seleção dos objetivos a serem alcançados com o seu ensino. Em seguida, faz-se necessário organizar as intervenções escolares a partir de sequências didáticas que, para Dolz et al. (2004), auxiliarão o aluno no domínio do gênero, propiciando a ele uma escrita ou uma fala mais adequada em uma determinada situação comunicacional. No final de todas essas intervenções, os alunos deverão demonstrar que se apropriaram do conteúdo temático estudado e que sabem moldar sua fala às formas composicionais e estilísticas adequadas a esse tipo de situação comunicativa e ao gênero demandado pela instituição escolar (cf. GOULART, 2008).
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PRODUÇÃO DE GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS EM  ESQUETES IMPROVISADOS NA SALA DE AULA

PRODUÇÃO DE GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS EM ESQUETES IMPROVISADOS NA SALA DE AULA

Neste trabalho, objetivamos relatar a experiência de uma metodologia para se trabalhar com os gêneros orais nos cursos de ensino técnico-integrado. O trabalho surgiu da necessidade de se privilegiar também a produção de gêneros da modalidade oral nesses cursos. Em termos metodológicos e teóricos, partimos de uma seleção prévia de três gêneros com suas respectivas definições e da concepção de gêneros textuais. Como resultado, percebemos que várias características dos gêneros textuais escolhidos foram consideradas na produção textual dos alunos em formato de esquetes improvisados, fazendo com que eles compreendessem noções como gênero ou subgênero textual, situação de comunicação, variação linguística e tipo textual enquanto estratégias essenciais no processo de produção de gêneros textuais orais. Esse resultado é visto como parcial, despertando a curiosidade dos alunos sobre o assunto e incentivando uma maior abrangência do trabalho com os gêneros orais em sala de aula.
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O trabalho com gêneros do discurso em sala de aula: um caminho de autoria?

O trabalho com gêneros do discurso em sala de aula: um caminho de autoria?

Para análise dos dados, e reflexão sobre os resultados, dividimos a pesquisa em momentos: o antes, o momento de intervenção e o depois. O momento que denominamos o antes nos deu vários indícios de que os alunos daquela turma em particular eram proficientes tanto na leitura quando na escrita. Eles já haviam escrito contos e tinham o costume de ler livros e discuti-los. O que faltava era identificar nas situações do cotidiano a necessidade de trabalhar um determinado gênero, a fim de contribuir para o desenvolvimento do nível de letramento do aluno. Ou seja, aproveitar a capacidade lingüística dos alunos da 5 a C e ensinar-lhes a produzir melhor textos reais, com os quais se comprometam pelo seu dizer, textos significativos, com autoria.
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Gêneros do discurso: as práticas em sala de aula e o aprimoramento da escrita

Gêneros do discurso: as práticas em sala de aula e o aprimoramento da escrita

Esta pesquisa apresenta a aplicação e análise da utilização de gêneros textuais em sala de aula, como uma proposta que pode proporcionar o desenvolvimento de práticas letradas por meio do trabalho com gêneros textuais e ampliação da capacidade de leitura e produção textual e reflexão sobre a língua, o que favorece o crescimento cultural, intelectual, social e etc. A metodologia utilizada foi a pesquisa-ação, com atividades aplicadas numa turma de 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola da Rede Pública do Município de Indaial/SC. O resultado deste trabalho indicou que a turma tinha pouco contato com a escrita e reescrita, principalmente, com o estudo detalhado das dificuldades apresentadas nas produções. Constatou-se que o aprendizado da escrita baseou-se exercícios repetitivos, que priorizam a gramática descontextualizada, leituras e compreensões textuais aleatórias, sem uma sequência didática, baseada na escrita do próprio aluno. Com a aplicação deste projeto, percebeu-se o quanto são fragmentadas as aulas de língua portuguesa exploradas em anos anteriores. O projeto estimulou os alunos a criarem e socializarem sua produção e compreenderem que o mundo está integrado aos textos por eles escritos. Além de apontar novos caminhos para o trabalho com os gêneros em sala de aula como possibilidade de favorecer as práticas de letramento.
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Gêneros Textuais e ensino: uma experiência com poesias em sala de aula

Gêneros Textuais e ensino: uma experiência com poesias em sala de aula

Este trabalho monográfico consiste em um estudo voltado à questões relativas aos Gêneros Textuais na Escola e tem como objetivo principal contribuir para o ensino de Língua Portuguesa através da utilização da Poesia em sala de aula. Entendemos que o contato com o texto em versos permite despertar nos alunos o gosto pelo poético e a capacidade de interpretar e produzir adequadamente esse gênero dentro e fora do espaço escolar. Nesse sentido, este trabalho utilizou como ponto de partida diferentes teorias de Gêneros e Ensino de Poesia, entre as quais destacamos os estudos de Bakhtin (2003), Marcuschi (2007), Cândido (2006) e Pinheiro(2002). Tais autores nortearam nosso estudo no sentido de compreender a importância dos Gêneros Textuais em nossas práticas comunicativas e interacionais, bem como as diferentes possibilidades de sua abordagem no âmbito escolar. Logo em seguida, passamos ao relato da experiência vivenciada com alunos de duas turmas de 9º. ano de uma escola pública do município de Guarabira. Tal experiência constituiu-se em uma pesquisa de campo, com duração de três semanas. Esses encontros seguiram duas etapas denominadas de Conhecimento e Produção. Nessas etapas os alunos tiveram a oportunidade de entrar em contato com poemas de alguns autores de nossa literatura, que tinham como tema “Saudade”. Através desses textos, os alunos desenvolveram atividades de leitura e interpretação e em seguida produziram seus próprios poemas. Com essas atividades foi possível verificar a evolução no comportamento dos adolescentes perante os poemas, fato que confirmou a importância de se desenvolver estudos com direcionamento adequado.
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GÊNEROS TEXTUAIS NA SALA DE AULA: O CORDEL COMO INSTRUMENTO DE ENSINO

GÊNEROS TEXTUAIS NA SALA DE AULA: O CORDEL COMO INSTRUMENTO DE ENSINO

Ao possibilitar esta atividade, por meio da proposta de SD, acreditamos que os alunos terão uma visão mais ampla do gênero cordel, não ficando apenas com informações superficiais acerca do gênero em questão. A nossa proposta de SD leva em consideração as dimensões ensináveis do cordel, contribuindo, assim, para tornar o aprendizado mais relevante ao aluno. Essa proposta também possibilita o domínio do gênero de forma detalhada, passo a passo, facilitando a constatação de dificuldades da turma como um todo e de cada aluno individualmente, tornando-o um leitor e escritor crítico e reflexivo. Mas deixamos claro que a SD não é a fórmula que resolverá todas as dificuldades de língua, mas pode ser pensada como uma contribuição.
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GÊNEROS DISCURSIVOS E ENSINO:  UMA PROPOSTA DE APLICAÇÃO EM SALA DE AULA

GÊNEROS DISCURSIVOS E ENSINO: UMA PROPOSTA DE APLICAÇÃO EM SALA DE AULA

Pelo o que vimos, fica evidente que a sequencia didática é um processo funda- mental no ensino da Língua Portuguesa, na medida em que permite uma interação entre vários o professor, o aluno e o gênero do discurso. Tal interação favorece uma transfor- mação no espaço de sala de aula e no papel do professor, assim como uma nova visão do aluno sobre sua relação com o mundo. Portanto, com base nas reflexões de Bakhtin (2000), Marcuschi (2003, 2005), além das propostas de Dolz e Schneuwly (2004), pode- mos afirmar que para um trabalho efetivo e eficiente com gêneros discursivos, é necessá- rio, ao professor, fazer uma reflexão sobre suas crenças, práticas e sobre as necessidades e interesses dos alunos. Além disso, a sala de aula como um local em que interlocutores dia- logam a partir de rotinas, com sequências de ações hierarquizadas e como um sistema de gêneros, como mostra Rojo (2007), pode ser um espaço de trocas entre os sujeitos em que haja a construção do conhecimento para a prática social.
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BNCC PARA O ENSINO FUNDAMENTAL E GÊNEROS DIGITAIS NA SALA DE AULA

BNCC PARA O ENSINO FUNDAMENTAL E GÊNEROS DIGITAIS NA SALA DE AULA

Essa afirmação sugere, além da necessidade do letramento digital para apropriação conceitual do objeto utilizado, a pertinência de investir em outros desenvolvimentos que devem estar aliados ao letramento, como as habilidades e aptidão para extrair a síntese do conteúdo com o qual poderão ter contato. Trata-se da capacidade, referida pela BNCC acima, de reconhecer os discursos, sejam eles de qualquer teor, para identificar e construir sentido acerca de seus conteúdos, para que os leitores digitais possam criar seus próprios pontos de vista crítico, ou seja, não basta saber usar o objeto, mas saber atuar sobre ele de forma responsável. Nesse horizonte de formação indicado pela Base, o documento exemplifica a proposta: “compreender uma palestra é importante, assim como ser capaz de atribuir diferentes sentidos a um gif ou meme. Da mesma forma que fazer uma comunicação oral adequada e saber produzir gifs e memes significativos também podem sê-lo.” (BNCC, 2017, p. 70). Compreender e saber produzir são habilidades necessárias à formação dos jovens, seja no meio impresso, no digital, no oral.
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