Top PDF Humanitude: uma ferramenta de trabalho em cuidados continuados integrados

Humanitude: uma ferramenta de trabalho em cuidados continuados integrados

Humanitude: uma ferramenta de trabalho em cuidados continuados integrados

conhecimentos sobre esta filosofia do cuidar, ainda que, percecionem as vantagens que dela emergem. A resposta a esta questão de investigação é também justificada a partir do folheto que foi necessário realizar na instituição, visto que quando abordados pelo estudo, os profissionais questionavam em que é que se baseava e quais as características da filosofia “Humanitude”, para a partir daí perceberam a investigação. A par deste trabalho que foi necessário realizar para a compreensão da abordagem da “Humanitude”, conclui-se que, mesmo após a leitura e explicação da ferramenta do cuidar, os profissionais tinham a prestação de cuidados tão mecânica no seu dia-a-dia, que ao prestar os cuidados de saúde não se recordavam da informação que lhes tinha sido fornecido. Ou seja, nem ao saber que estavam a ser observados tiveram outros comportamentos no ato de cuidar do doente.
Mostrar mais

87 Ler mais

Perceção dos enfermeiros acerca da metodologia de trabalho: humanitude na gestão de cuidados de saúde

Perceção dos enfermeiros acerca da metodologia de trabalho: humanitude na gestão de cuidados de saúde

metodologia de trabalho Humanitude. Reconhecida a perceção da riqueza subjacente a esta ferramenta de trabalho pela equipa de enfermagem é exequível perspetivar intervenções a nível de gestão de cuidados de saúde, específicas à realidade do contexto institucional dos Cuidados de Saúde Primários, que visem o otimizar da qualidade de serviços prestada ao utente e, consequentemente, o aumento da satisfação e motivação dos profissionais envolvidos na relação do cuidar.

5 Ler mais

Humanitude como estratégia da relação terapêutica numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados

Humanitude como estratégia da relação terapêutica numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados

Posto isto, e visto que esta filosofia de trabalho ainda tem muito espaço para "crescer", achamos importante sensibilizar os profissionais para a reflexão sobre a Filosofia de Cuidado Humanitude pois esta, na maioria das vezes, é vista como vulgar, não sendo merecedora de grande entrega, contudo sabe-se que quando bem aplicada permite uma melhoria da qualidade de vida de todos os intervenientes, uma vez que recorda gestos aos profissionais aquando da prestação dos cuidados que são fulcrais para o sucesso da reabilitação do doente (Pereira, Gomes, & Galvão, 2012). Segundo Simões (2014), o cuidar em Humanitude tem que ser um cuidado refletido, quer do ponto de vista pedagógico, quer do ponto de vista científico, devido à complexidade dos seus pilares de ação (olhar, palavra, toque, sorriso, verticalidade e vestuário).
Mostrar mais

105 Ler mais

O Doente terminal e o familiar cuidador na equipa de cuidados continuados integrados

O Doente terminal e o familiar cuidador na equipa de cuidados continuados integrados

Pronto, um cansaço, não é? Cansaço, emagreci muito! Eu às vezes pergunto a mim mesma como é que eu consegui andar de pé! Porque eu quando dormia na casa do meu pai, eu não dormia, passava a noite sentada na cama, ou porque ele gemia ou porque se ele dormia, eu estava a ver porque é que ele estava tanto tempo sem estar ali a gemer ou falar. Ou porque tinha que se virar, ou porque tinha que se mudar, pronto eu não dormia! E portanto eu passava a noite sem dormir. Eu vinha trabalhar, eu tinha um trabalho, nessa altura muito trabalho porque tinha um grupo de finalistas do infantário (isto foi em Maio) eu tinha todo um trabalho de finalistas com os pais e com os meninos que consegui realizar e é por isso que eu às vezes penso assim: eu não sei como é que eu andava de pé! Eu não dormia, eu quase não comia e dava-me uma força tal, que quando ia tratar do meu pai, quando ia fazer as coisas pelo meu pai, de ir cozinhar ao Sábado e ao Domingo, pra ele fazia tudo! Íamos de manhã e eu parece-me que me dava ali uma força pra tudo. Subia aquelas escadas todas, tornava a descer. Quer dizer subir e descer 21 degraus, que era em casa dos meus pais, era n vezes que fazia isto! E acho que me sinto mais cansada agora do que nessa altura!
Mostrar mais

164 Ler mais

Rede Nacional para os Cuidados Continuados Integrados : o idoso, a alta e a capacidade funcional

Rede Nacional para os Cuidados Continuados Integrados : o idoso, a alta e a capacidade funcional

Têm-se sido significativas as profundas mudanças no perfil demográfico das populações que explicam o fenómeno do envelhecimento. Segundo Guillemard (2003), o envelhecimento não é só um fenómeno demográfico, dado que, sendo portador de transformações sociais, económicas e culturais, constitui-se como fenómeno estruturante das nossas sociedades. É concomitante com os fenómenos migratórios, designadamente com o êxodo rural, com a redução do tempo de trabalho, com a implementação da segurança social, com a feminização do emprego são indissociável dos progressos em termos de saneamento básico, alimentação, escolarização, formação profissional e acesso a cuidados de saúde. No que se refere à melhoria das condições de saúde pública, fazem parte o controlo efectivo sobre doenças infecto-contagiosas e um melhor domínio sobre algumas patologias, devido aos avanços da ciência e da tecnologia, e à protecção social da velhice, o que correspondeu para a maioria dos países europeus à implementação do Estado de Providência.
Mostrar mais

86 Ler mais

As perturbações músculo-esqueléticas no trabalho em saúde: o caso de uma unidade de cuidados continuados integrados de média duração e reabilitação

As perturbações músculo-esqueléticas no trabalho em saúde: o caso de uma unidade de cuidados continuados integrados de média duração e reabilitação

Pensar nestas atividades profissionais a longo prazo é também motivo de constrangimento para estes indivíduos dado que, na sua opinião, quando atingirem os 60anos não serão capazes de satisfazer as exigências físicas e psicológicas que estas atividades têm. Pois, se por um lado com o envelhecimento ocorrem alterações da mobilidade articular e diminuição da força voluntaria máxima (Portugal, 2008, p. 18). Por outro lado, uma condição física desadequada torna a atividade profissional excessiva resultando, facilmente, em quadros dolorosos do sistema músculo-esquelético. (Moreira & Mendes, 2005). O que se encontra de acordo com os resultados do Quinto Inquérito Europeu sobre as Condições de Trabalho onde se pode verificar que a sustentabilidade do trabalho está relacionada com a conciliação da vida do trabalho com a vida fora do trabalho, com a atualização das qualificações do trabalhador, a autonomia do trabalhador, assim como, com as repercussões das condições de trabalho na saúde a longo prazo. (Eurofound, 2011, p.8)
Mostrar mais

142 Ler mais

Cuidar da humanitude : método de Gineste e Marescotti aplicado a pessoas internadas em cuidados continuados

Cuidar da humanitude : método de Gineste e Marescotti aplicado a pessoas internadas em cuidados continuados

Justificação técnica. O cuidador continua a sua ação entrando no procedimento específico (ex: cuidados de toalete) com o qual tem a oportunidade de potenciar a estimulação sensorial positiva na pessoa. Evita o toque que provoque sensação negativa (ex: dor), como o provocado pelos dedos em pinça (2) ou a mão em garra (3), e continua o toque lento, suave acariciador de uma forma ampla para abranger um grande número de recetores sensoriais exterocetivos da pele, intensificando, assim, a sua característica validante mesmo em procedimentos mais dolorosos. A mão mantem-se espalmada com os dedos entreabertos porque aumenta a superfície de contacto, diminuindo a pressão (1). O que é muito importante no cuidado a pessoas doentes com demência, porque ao não entenderem cognitivamente o toque como útil o tomam como agressivo e reagem com agitação, oposição ou fogem para o imobilismo e apatia. Esta forma de tocar é permanente, ou seja, prolongada, para facilitar à pessoa o processamento da informação tátil e garantir que dê atenção a esta perceção sensorial tátil em memória sensorial e esteja presente de forma positiva em memória de trabalho, conjuntamente com as outras informações sensoriais positivas estimuladas pelo cuidador. Quando está só um cuidador, pelo menos uma das suas mãos assume sempre esta função, mão relacional. No caso de dois cuidadores, um deles assume sempre esta função, cuidador relacional. Desta forma é coconstruída uma sensação corporal positiva pacificadora através da informação sensorial positiva recebida. Os gestos instrumentais inerentes ao cuidado são transformados em toques- ternura, validantes. O papel relacional mantem-se durante todo o cuidado. No entanto, este pode ser trocado pelo de atuante por motivos operacionais, desde que a mão atuante, ou o cuidador atuante ou furtivo, tome o papel de relacional antes do relacinal tomar o de atuante.
Mostrar mais

254 Ler mais

COMPETÊNCIA EMOCIONAL NOS FISIOTERAPEUTAS DA REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS

COMPETÊNCIA EMOCIONAL NOS FISIOTERAPEUTAS DA REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS

Vivemos num mundo onde as pessoas e as instituições precisam de uma constante adaptação à mudança. O trabalhador merece destaque, uma vez que passa a ser visto como um colaborador da empresa e deixa de ser um simples funcionário ou apêndice das máquinas. É preciso ter em conta que os principais responsáveis pelo sucesso ou fracasso de uma empresa são as pessoas que nela trabalham e estas, como tantas outras, convivem com emoções e sentimentos, que podem até ser exacerbados mediante algumas situações. Por entender a inerência das emoções na natureza humana, não se pode conceber a destituição do afeto nas relações de trabalho, aliás, o comportamento em contexto laboral é afetado duma forma direta pelo estado emocional e interfere nos respetivos relacionamentos: entre colegas de trabalho e/ou Profissional – Utente (Seymour & Shervington, 2001).
Mostrar mais

130 Ler mais

Gestão da alta hospitalar: referenciação para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Gestão da alta hospitalar: referenciação para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Nesse ano, na sequência do trabalho desenvolvido pela Comissão para o Desenvolvimento dos Cuidados de Saúde às Pessoas Idosas e aos Cidadãos em Situação de Dependência 1 , que identificou as necessidades não satisfeitas no que respeita à prestação de cuidados de saúde e de apoio social, foi criada uma rede de prestação de cuidados com o objetivo de disponibilizar respostas de cuidados de saúde personalizadas, de acordo com as condições particulares dos seus destinatários, designada Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) 2 . A Rede foi implementada em todo o território nacional, com parcerias que envolvem instituições públicas, privadas e do setor social. Vocacionadas para a prestação de cuidados de reabilitação e de apoio social, os estudos preparatórios 3 identificaram os idosos como potenciais destinatários da nova oferta de cuidados. O modelo implementado, além do carácter descentralizado e articulado com os cuidados de saúde primários e hospitalares, complementa a oferta de cuidados, com objetivos e estruturas bem definidas e diferenciadoras.
Mostrar mais

105 Ler mais

Transmissão de más notícias em contexto de cuidados continuados integrados

Transmissão de más notícias em contexto de cuidados continuados integrados

Estabelecer relações interpessoais faz parte do dia-a-dia dos profissionais de saúde numa UCCI. Neste contexto, é necessário os profissionais serem conhecedores em relações humanas, sendo a comunicação o instrumento essencial para a prestação de cuidados de saúde (Surribas et al.,1994).Independentemente da área de formação básica ou da categoria profissional, os profissionais de saúde têm como base do seu trabalho as relações humanas e, por isso, precisam aprimorar as suas habilidades de comunicação. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos e outros especialistas que trabalham com seres humanos em situação de doença e sofrimento, necessitam de saber não apenas o quê, mas quando e como falar. Precisam até mesmo de saber o momento de silêncio, substituindo a frase por um toque afetivo ou potencializar o efeito de um ansiolítico (Rodrigues & Simões, 2010, p.486).
Mostrar mais

137 Ler mais

Cuidar em cuidados continuados integrados: vivências e sentimentos de quem cuida

Cuidar em cuidados continuados integrados: vivências e sentimentos de quem cuida

“Sim, porque como costumo dizer apesar de termos rotinas diárias iguais há uns anos deste trabalho, mas os doentes não são sempre os mesmos, a motivação para isso não é sempre a mesma, claro que na longa temos se calhar utentes muito mais tempo que nos levam uma rotina muito maior, não tanto, se fosse em casos diferentes seria diferente mas há sempre mais que há casos diferentes a nível profissional acho que há outras coisas que nos vamos aprendendo porque aquele utente tem outra patologia que o outro já não tem e toma outra medicação, ou seja nos estamos em aprendizagem constante.e isso para mim é um motivo de… motivação.”(E04)
Mostrar mais

122 Ler mais

A Cultura de Segurança do Cliente nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados

A Cultura de Segurança do Cliente nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados

Castle & Sonon (2006) realizaram um estudo transversal nos EUA, através da aplicação do inquérito Hospital Survey on Patient Safety Culture a 2840 gestores de NH, tendo este demonstrado, claramente, que a cultura de segurança nas NH está pouco desenvolvida. Os resultados indicam que estes profissionais consideram os relatos de eventos adversos insuficientes, quando comparados com a real frequência dos mesmos. Os autores consideram também fulcral na implementação de uma cultura de segurança eficaz a avaliação da mesma através de um instrumento criado para esse efeito. Através dessa avaliação, os gestores das NH têm a possibilidade de identificar áreas de melhoria, o nível de comunicação e de trabalho em equipa, entre outros, e aplicar medidas de correção, com vista à melhoria da segurança dos seus clientes.
Mostrar mais

103 Ler mais

A perceção dos profissionais de saúde sobre o sistema de informação dos cuidados continuados integrados

A perceção dos profissionais de saúde sobre o sistema de informação dos cuidados continuados integrados

Como já citado anteriormente, um dos objetivos do presente trabalho é realizar uma proposta de melhoria para o SI dos CCI. Tendo em conta o foco do trabalho, pode-se referir que as oportunidades/melhorias encontradas dizem respeito à estrutura e aspetos técnicos da aplicação, procedimentos informáticos, alguns procedimentos alheios ao SI (sendo estes mais organizacionais), como também dados que os profissionais introduzem na plataforma. As dimensões em estudo foram divididas nas seguintes categorias: interoperabilidade, listagem de patologias/diagnósticos, interface, registos, formação, password, referenciação, gravação de dados, anexar dados, consultar histórico, avaliação de enfermagem, avaliação médica, avaliação social, avaliação psicológica e outras avaliações/avaliação familiar.
Mostrar mais

151 Ler mais

Caracterização das equipas de cuidados continuados integrados, na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo

Caracterização das equipas de cuidados continuados integrados, na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo

Já tive várias opiniões em relação a este assunto. Sim e não e vou flutuando de acordo com a realidade. Eu acho que, tentando apanhar um pouco do sim e do não, as ECCIS não deixam de ser importantes enquanto equipa pluridisciplinar. Relativamente às UCSP nós sabemos como funcionam e as equipas pluridisciplinares não existem. Em termos de USF há restrições em termos de tempos de ocupação e prestação de cuidados. Penso que por essas duas vertentes penso que a ECCI faz todo o sentido. Fará também sentido porque para além de que estando o doente na RNCCI, uma mobilidade para uma UCCI (transferência) teoricamente seria mais rápidas quando as vagas existem. Enquanto equipa pluridisciplinar acho que eles, por serem uma equipa só para aquele efeito, ao contrário de uma UCSP ou USF que podem ser uma equipa formada, não deixam de trabalhar de forma compartimentada. Discutem os casos pontualmente e não no global. Enquanto ECCI é uma vantagem. É uma equipa que trabalho só com aquela missão e pode partilhar e reunir periodicamente com todos os elementos e partilharem entre todos as informações de todos os doentes que acompanham. Penso que nesse aspeto a ECCI é importante. Extinguir as ECCIS não, parece-me uma valência importante, mas ponho-me a pensar nas ECCIs enquanto equipa pluridisciplinar e questiono-me se não poderia ser um trabalho feito pelo próprio centro de saúde, pelas próprias UCSP ou USF? Isso é o trabalho deles, só que não o fazem. Por não o fazem é que fomos obrigados, de certa forma, a criar uma valência diferente nos cuidados de saúde primários. Mas às vezes dá-me a sensação que no mesmo espaço (ACES) demasiadas unidades para fazerem a mesma coisa. A meu ver uma USF podia fazer o trabalho de uma ECCI.
Mostrar mais

149 Ler mais

Rede nacional de cuidados continuados integrados do Algarve: perspetiva dos familiares, utentes e profissionais de saúde

Rede nacional de cuidados continuados integrados do Algarve: perspetiva dos familiares, utentes e profissionais de saúde

Não obstante a dificuldade de emprego se verificar para muitos dos profissionais e o facto de estes saberem lidar com a doença, o profissional tem que conviver com a subjetividade inerente às relações humanas, pelo que, os sentimentos de insatisfação surgem da frustração pela casuística, o que pode provocar dificuldades de adaptação, desgaste físico e desgaste psicológico. Adicionalmente, os profissionais referiram como aspetos ligados ao acesso ao emprego, e face à atual crise do mercado de trabalho, a insatisfação relacionada à diminuta oferta e à falta de preparação académica. Se tivermos em conta a diferença na praxis do desempenho e a perceção dos recém formados e admitidos ao serviço, destaca-se a carência da especificidade do conhecimento e certificação científica para o desempenho da atividade. Contudo, perceciona-se uma imagem de cultura gerontológica voltada para uma vertente de interajuda e progressão na profissão, considerando-se positiva a relação psicológica do profissional com a atividade de desempenho (Kulkamp, Barbosa & Bianchini, 2008). Só numa perspetiva multidisciplinar é que se poderá abordar a relação triangular qualidade-satisfação-produtividade. Quanto às relações significativas no trabalho, estes profissionais identificaram a um bom ambiente de trabalho de Equipa e Autonomia profissional.
Mostrar mais

212 Ler mais

Perfil epidemiológico dos utentes consumidores da rede de cuidados continuados integrados do distrito de Bragança

Perfil epidemiológico dos utentes consumidores da rede de cuidados continuados integrados do distrito de Bragança

A RNCCI possui um modelo concetual que assenta na promoção da autonomia da pessoa com dependência, de modo a que esta recupere as funcionalidades afetadas pela situação de saúde assentando na continuidade de cuidados, articulado com diferentes tipos de cuidado. Identifica-se uma abordagem na pessoa, através de um plano de intervenção, documentado e fruto do trabalho conjunto das equipas multidisciplinares. Apesar de contemplar a possibilidade de ter que recorrer ao regime de internamento para a prestação de cuidados, consequência da sua intensidade, complexidade ou do contexto sociofamiliar, estes deverão, preferencialmente, ser prestados no domicílio da pessoa cuidada. (Continuados, 2007).
Mostrar mais

111 Ler mais

Política de saúde e de cuidados continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta em Serviço Social.

Política de saúde e de cuidados continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta em Serviço Social.

O profissional de Serviço Social garante um apoio/suporte social adequado, desenvolvendo processos: a) informativos e de aconselhamento aos doentes e famílias sobre custos ou taxas para a adaptação à doença/perda, favorecendo ou apoiando grupos de suporte ou de auto ajuda e nos apoios em fim de vida; b) interventivos em situações de crise – em episódios agudos ou de agudização de doença, em episódios de violência, negligência ou trauma, em alterações de vida decorrentes da tomada de conhecimento de diagnósticos ou de mortes; c) educativos – em programas dirigidos ao doente/família e/ou cuidadores, em formação multidisciplinar, em programas interdisciplinares e de educação comunitária; d) trabalho de grupo – em função das necessidades e motivações de grupos de utentes/doentes dos serviços de saúde, ações vocacionada para a criação de trabalho voluntário ou de suporte ao já existente; e) na coordenação e mobilização de recursos e criação de recursos comunitários e f) continua a apoiar individualmente os doentes e família quando não há possibilidade de alta (DGS, 2006).
Mostrar mais

11 Ler mais

Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em  equipa de cuidados continuados integrados

Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em equipa de cuidados continuados integrados

121 Os dados obtidos durante a presente investigação indicam que a prática colaborativa surge associada ao trabalho interdisciplinar e como resultado de um processo gradual em que a clarificação de papéis, a negociação de tarefas e responsabilidades, a partilha de informação, conhecimento e do poder de decisão, levam os atores sociais a treinar e adquirir competências de colaboração dentro da equipa. McCallin (2009) refere que aprender a trabalhar em colaboração com profissionais de outras áreas, que têm diferentes pontos de vista, é um desafio que, mais do que competência técnica, requer interações eficazes, perícia dentro da equipa, competências específicas de colaboração como a capacidade para comunicar eficazmente com os profissionais de outras disciplinas, para resolver problemas, conflitos, aceitar diferenças, e para fazer planos de cuidados em conjunto, para o que algumas profissões estão mais bem preparadas do que outras. O autor destaca a prática colaborativa como um pré-requisito básico para a eficácia e qualidade dos cuidados. (Cf. McCallin, 2009; 61-62)
Mostrar mais

158 Ler mais

Inteligência emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Inteligência emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

A família é o primeiro ambiente de socialização do indivíduo, tendo um forte impacto e influência no comportamento humano (Dessen & Polonia, 2007). Assim, as relações familiares condicionam a atividade profissional de cada indivíduo, conduzindo, por vezes ao chamado conflito família-trabalho, quando não persiste um equilíbrio entre aqueles dois domínios. Boyar & Mosley (2007) advogam que a participação num domínio (família ou trabalho) pode levar ao sucesso no outro. Esta convicção vai de encontro ao conceito de facilitação entre a família e trabalho, que segundo Frone (2003, p.145) pode ser definida como “a extensão em que a participação na família (trabalho) é facilitada em virtude da experiência, aptidões, e oportunidades ganhas e desenvolvidas no trabalho (família) ”. Assim torna-se claro e compreensível que a funcionalidade familiar de cada indivíduo influenciará o seu desempenho organizacional e este por sua vez, dependerá das competências técnicas e emocionais de cada profissional (Costa & Faria, 2009b; Mendes, 2008).
Mostrar mais

202 Ler mais

A Comunicação de más notícias numa unidade de cuidados continuados integrados

A Comunicação de más notícias numa unidade de cuidados continuados integrados

O presente trabalho encontra-se organizado em cinco capítulos, que descrevem o percurso de investigação. O primeiro capítulo diz respeito ao enquadramento teórico e incide sobre a evolução dos sistemas de saúde, a filosofia dos Cuidados Continuados, a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) onde abordamos os seus objectivos e valores, o cuidar numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados e a comunicação de más notícias que engloba as competências básicas de comunicação, as estratégias para uma comunicação eficaz, o conceito de má noticia, o protocolo de comunicação de más notícias e a perspectiva do enfermeiro sobre a comunicação de más notícias. O segundo capítulo dirige-se para percurso metodológico e contempla a problemática e objectivos do estudo, o tipo de estudo, o contexto e participantes do estudo, os procedimentos de recolha e tratamento de dados e as considerações éticas. No terceiro procederemos à apresentação e análise de dados. No quarto capítulo expomos a discussão de resultados e por fim no capítulo cinco surgem as conclusões do estudo e as perspectivas futuras.
Mostrar mais

110 Ler mais

Show all 10000 documents...