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John Dewey - Arte como Experiência.pdf

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nos acontecimentos e cenas que prendem o olhar e o ouvi¬ do atentos do homem, despertando seu interesse e lhe pro¬ porcionando prazer ao olhar e ouvir: as visões que cativam a multidão - o caminhão do corpo de bombeiros que pas¬ sa veloz; as máquinas que escavam enormes buracos na ter¬ ra; a mosca humana escalando a lateral de uma torre; os homens encarapitados em vigas, jogando e apanhando pa¬ rafusos incandescentes. As origens da arte na experiência humana serão aprendidas por quem vir como a graça ten¬ sa do jogador de bola contagia a multidão de espectado¬ res; por quem notar o deleite da dona de casa que cuida de suas plantas e o interesse atento com que seu marido cuida do pedaço de jardim em frente à casa; por quem perceber o prazer do espectador ao remexer a lenha que arde na lareira e ao observar as chamas dardejantes e as brasas que se des¬ fazem. Essas pessoas, se alguém lhes perguntasse a razão de seus atos, sem dúvida forneceriam respostas sensatas. O homem que remexe os pedaços de lenha em brasa diria que o faz para melhorar o fogo; mas não deixa de ficar fascinado com o drama colorido da mudança encenada diante de seus olhos e de participar dele na imaginação. Ele não se mantém como um espectador frio. O que Coleridge disse sobre o lei¬ tor de poesia se aplica, à sua maneira, a todos os que ficam alegremente absortos em suas atividades mentais e corpo¬ rais: "O leitor deve ser levado adiante não meramente ou sobretudo pelo impulso mecânico da curiosidade, não pelo desejo irrequieto de chegar à solução final, mas pela ativida¬ de prazerosa do percurso em si".
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A atualidade De John Dewey para a educação:  mais arte, não menos

A atualidade De John Dewey para a educação: mais arte, não menos

Este trabalho busca mostrar que John Dewey oferece valiosa contribuição para o desenvolvimento de reflexões sobre os problemas educacionais dos dias de hoje. Para cumprir esse objetivo, o trabalho desenvolve um estudo sobre o livro Arte como experiência de Dewey, com o intuito de discutir o vínculo estabelecido pelo autor entre os dois conceitos que formam o título – arte e experiência. Os resultados desse estudo são transportados para a educação – assunto não focalizado no referido livro – considerando o cenário educacional atual. A metodologia utilizada é a análise retórica, em conformidade com os trabalhos do Grupo de Pesquisa Retórica e Argumentação na Pedagogia (USP/CNPq), cujos fundamentos encontram-se na obra de Aristóteles, em especial nos Tópicos e na Retórica, segundo a interpretação feita por Chaïm Perelman e outros integrantes do movimento contemporâneo de revisão da filosofia Aristotélica. O trabalho conclui que a transposição dos conceitos estéticos de Dewey para a educação traz várias contribuições aos educadores, apoiando medidas inovadoras, como o uso das artes na escola e a criação de novos métodos para o ensino da arte, e também oferecendo inspiração para transformar a educação em uma experiência gratificante e humanizadora. Tais contribuições, no entanto, devem ser confrontadas com a radicalidade política que está presente nas análises feitas por Dewey sobre a cultura contemporânea.
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Comunicação e arte, ou a arte da comunicação, em John Dewey

Comunicação e arte, ou a arte da comunicação, em John Dewey

O objetivo imediato deste trabalho é con- tribuir para elucidar as concepções de John Dewey contidas na formulação que vincula educação, comunicação e arte. Além disso, sob a inspiração de Perelman e Olbrechts- Tyteca (2002), pretende-se mostrar que um texto deve ser analisado por meio dos recur- sos discursivos que emprega para capturar o leitor na teia dos conceitos que busca afir- mar. No presente estudo, elege-se como cen- tro de análise a relevância atribuída à comu- nicação no processo educativo, conforme explicitado por Dewey no livro Democracia e Educação, de 1916, uma de suas obras fun- damentais. Esse procedimento permite adentrar nas significações do próprio texto e visualizar os fios que levam a outros escritos do autor, com destaque para Philosophy of Education, de 1946, coletânea de artigos pu- blicados entre 1935 e meados da década de 1940, representativa da última fase de sua produção intelectual. O tema comunicação
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 Experiência e Arte-Educação: A Influência do Pensamento de John Dewey na Metodologia Para o Ensino e Aprendizagem de Artes Visuais

Experiência e Arte-Educação: A Influência do Pensamento de John Dewey na Metodologia Para o Ensino e Aprendizagem de Artes Visuais

Sob a perspectiva teórico-conceitual, consoante a atividade reflexiva da filosofia da educação, é possível se formular significativamente os conflitos e os problemas que aparecem na prática pelo desenho em artes visuais. Assim, a ênfase da pesquisa se orienta para a investigação a ser realizada pela pesquisadora a fim de se entenderem certas experiências estéticas marcantes vivenciadas pela criança, na qualidade de educando, ao focar a atenção nas questões mais profundas da arte como experiência relacionada à educação artística. Na experiência, o ato de pensar reflexivo constitui-se um fim educacional do aprender a pensar e do adquirir o hábito de refletir. Como recompensa do exercício da capacidade de pensar com reflexão, está a possibilidade de transmitir, aos objetos tomados para a criação artística, as significações. Além de considerar a importância do envolvimento da criação artística com a estética, cabe destacar o entendimento da experiência com significado revestida de sensibilidade e imaginação, o que permite compreender o valor qualitativo da arte: a expressão. Quando existe a imaginação nesse empreendimento mental ela está no aprofundamento do perceptivo tal qual ocorre semelhantemente, no que se observa no objeto, na experiência expressiva e representativa, com uma conclusão na resolução de uma situação problemática, através do método de projetos e solução de problemas.
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Comunicação, arte e educação em John Dewey

Comunicação, arte e educação em John Dewey

A imponderabilidade presente nas relações comunicacionais e artísticas é o terceiro pressuposto. Qualquer atividade humana está sujeita ao inesperado, mas nesses dois campos, particularmente, o imponderável é bem-vindo como motor e como catalisador da ação. O imponderável reconduz a ação para novos caminhos. Dewey se refere ao ‘elemento de paixão’ que existe na percepção estética para descrever a emoção como referencial intrínseco a qualquer ato artístico. A inquietação, a perplexidade, a surpresa levam ao ato de criação. Ele pondera, no entanto, que a paixão (ou as emoções) são importantes como impulso, mas durante a execução o ímpeto deve ser domado em prol do propósito almejado. A arte possui dois elementos: um de ação e outro de reação, cuja ligação é a sensibilidade: “o feito e o sofrido são, portanto, recíproca, cumulativa e continuamente instrumental um com respeito ao outro” (DEWEY, 1985, p. 100). Se assim não fosse, ressalva o autor, o artista criaria de forma mecânica ou então devanearia, e a comunicação se tornaria um monólogo.
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 A Autoridade e suas Relações com o Processo Educacional em John Dewey

A Autoridade e suas Relações com o Processo Educacional em John Dewey

O presente trabalho foi motivado pela dificuldade de direcionar os estudantes na aquisição de conhecimento, vivenciada pela autora deste trabalho e pela maioria dos professores da rede pública estadual de Londrina, onde ela atua como professora de filosofia com carga de quarenta horas semanais. A apatia e a indisciplina de muitos estudantes, contrastantes com as tentativas de ensino dos professores, levou-a a questionar o que é autoridade ou como podemos influir significativamente na educação dos alunos. Observam-se cotidianamente tentativas variadas de imposição de autoridade, entretanto sem sucesso, e isso ocorre não só na escola, como também em outros meios sociais. O filósofo que norteou esta pesquisa foi John Dewey (EUA, 1859-1952) devido à sua grande importância para a educação democrática. A pesquisa em Dewey pautou-se pela constituição biológica, lógica e psicológica do “eu” com o intuito de direcionar a pesquisadora para o fim desejado, ou seja, a compreensão dos princípios que norteiam a autoridade neste pensador. A teoria educacional empírica naturalista deweyana tem sua fundamentação na teoria da evolução de Darwin, a partir da qual o filósofo explica o desenvolvimento da capacidade natural da inteligência humana que busca, no ambiente, objetos correspondentes aos seus impulsos, compondo com isso os hábitos, indispensáveis para a manutenção da vida humana. Logo, a efetiva direção humana se dá de maneira indireta, socialmente, por meio do ambiente, mais precisamente, pela observação das pessoas ao se utilizarem das coisas. A educação, para Dewey, é um processo, que tem a mesma duração da vida, e consiste na descoberta progressiva de meios que possibilitem a manutenção da vida em sua dependência do equilíbrio entre as forças do indivíduo e as do ambiente em um mundo instável, inseguro e ameaçador. A autoridade ou o instrumento de controle humano é o pensamento reflexivo que antecipa a vida futura e decide livremente por ela no contexto da situação. Assim sendo, cabe à educação escolar dirigir, significativamente e de forma compartilhada, o imaturo a partir das próprias experiências que ele tem da vida real, orientadas por seu interesse ou desejos naturais, a fim de atingir meios apropriados para seu crescimento. Dessa forma, conhecimento, inteligência e moral constituem-se, intrinsecamente uma qualidade única, opondo-se assim aos dualismos veementemente criticados por Dewey. A educação, para Dewey, é uma arte, e a forma ideal de governo para o desenvolvimento dessa arte é a democracia, já que esta possibilita a criação de indivíduos autônomos. E a maior liberdade que o homem pode ter, segundo o filósofo, é a de pensar reflexivamente.
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Perscrutando a educação visual com um olhar influenciado pelo pensamento de John Dewey

Perscrutando a educação visual com um olhar influenciado pelo pensamento de John Dewey

Oà eptoà la çadoà pelaà te ti aà ge alà doà ol uio,à Co t a à Te posà deà йdu aç oà eà De o a ia,à e o a doà Joh à De e ,à le ou-nos a um exercício de reflexão em que se articulam alguns aspetos relativos à discussão acerca do âmbito e práticas para a educação visual, no presente, com uma visita ao pensamento de Dewey, na busca de indagar da sua atualidade/proximidade a algumas das ideias emergentes. Esta é, porém, uma tarefa que se mostra intrincada na medida em que tanto as questões postas em torno da educação visual, quanto a dimensão da obra de Dewey, e as análises controversas que a sua filosofia da arte tem suscitado, requereriam um trabalho muito mais alargado do que o espaço de que dispomos. Assim, pegaremos, apenas, em alguns aspetos que nos pareceram mais relevantes, correndo o risco de olvidar alguns igualmente significativos.
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A noção de experiência em John Dewey: (re)invenções possiveis na educação escola

A noção de experiência em John Dewey: (re)invenções possiveis na educação escola

Este trabalho de conclusão de curso (TCC) pretende pensar o conceito de experiência em John Dewey, filósofo norte-americano, formulando uma reinvenção possível da educação escolar no ensino fundamental a partir da participação ativa dos alunos. Ou seja, a metodologia se refere a uma análise conceitual, qualitativa, do conceito de experiência, considerando três obras de Dewey: “Arte como experiência”, “Democracia e educação”; e “Experiência e educação”. A partir desta proposta, pensar uma escola democrática se torna condição de existência das (re)invenções possíveis nela, com ela e por ela. A escola é lugar fundamental para a formação humana. Abrimos nosso texto com a introdução, onde trabalhamos a importância da Filosofia da Educação no contexto educacional, e o conceito de experiência a partir do pensamento de um filósofo que pensa a educação. Em nosso primeiro capítulo, trazemos uma breve biografia de John Dewey, juntamente com questões interpretadas de sua obra que irão fundamentando nossa escrita. No segundo capítulo, vamos elucidar as noções de escola democrática, que traz a interação e a comunicação como principais meios para uma educação em uma escola que trabalha para o ser integral. Destacamos com essa pesquisa um pensar em Filosofia da Educação, com o qual possa haver possibilidades de reinvenções para a educação escolar no ensino fundamental, algo possível apenas com a democracia, daí a atualidade de nosso filósofo; sempre dialogando com filósofos e estudiosos da área da filosofia e da educação. Conduzimos esse trabalho com o objetivo de contribuir para a área de forma a expressar a importância da experiência e suas abrangências na educação escolar.
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A epistemologia de John Dewey e o letramento informacional.

A epistemologia de John Dewey e o letramento informacional.

O pensar reflexivo constitui-se de uma série de atividades físicas e mentais para descobrir o novo ou compreender o conhecido por outro prisma. A ideia de pensamento vincula-se com a indagação permanente que transcende a busca por respostas prontas, que apenas estimula a memorização não compreensiva. Por isso, o desenvolvimento da arte de perguntar para levar o estudante a não reproduzir as respostas, mas a adotar uma conduta nova perante o novo problema deve ser uma preocupação constante do professor. As perguntas devem fazer com que os estudantes se centrem na matéria e não na resposta certa em que o professor pensou. Devem, também, vir em um continuum assegurando o desenvolvimento dos conteúdos e os religando aos outros conhecimentos. E, por fim, devem propiciar a revisão dos conhecimentos anteriores e despertar o espírito do aluno para seguir avante.
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REFLEXÕES SOBRE UMA FILOSOFIA DA TECNOLOGIA NO PENSAMENTO DE JOHN DEWEY

REFLEXÕES SOBRE UMA FILOSOFIA DA TECNOLOGIA NO PENSAMENTO DE JOHN DEWEY

Retomando as referências feitas ao século XIX, vale lembrar que a palavra tecnologia aparece na língua portuguesa pela pena de José Bonifácio de Andrada e Silva, secretário da Academia de Ciências de Lisboa que, em relatório a ela apresentado, se refere à tecnologia como algo que não era cultivado em Portugal. Posteriormente em outro trabalho, “Memórias sobre o plantio dos bosques em Portugal”, refere-se novamente à tecnologia. Os dicionários portugueses de então (por exemplo o dicionário Moraes, que é do início daquele século) não registravam nem o termo tecnologia e nem o termo técnica. Empregava-se então a palavra arte: a do carpinteiro, a do ferreiro, a do correeiro, a do pedreiro e a do vidreiro, todas elas incorporadas e representadas na Casa dos Vintes e Quatro. Os fatos acima citados vão nos ajudar a datar historicamente a tecnologia, colocando suas origens na acepção mais afastada da retórica e da gramática no século XVIII. A acepção anglo-americana de technology foi difundida largamente no mundo ocidental pelos trabalhos de antropólogos que a tomaram como conjunto dos afazeres do homem (em seus aspectos materiais) e o produto do seu trabalho.
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A epistemologia de John Dewey e o letramento informacional

A epistemologia de John Dewey e o letramento informacional

O pensar reflexivo constitui-se de uma série de atividades físicas e mentais para descobrir o novo ou compreender o conhecido por outro prisma. A ideia de pensamento vincula-se com a indagação permanente que transcende a busca por respostas prontas, que apenas estimula a memorização não compreensiva. Por isso, o desenvolvimento da arte de perguntar para levar o estudante a não reproduzir as respostas, mas a adotar uma conduta nova perante o novo problema deve ser uma preocupação constante do professor. As perguntas devem fazer com que os estudantes se centrem na matéria e não na resposta certa em que o professor pensou. Devem, também, vir em um continuum assegurando o desenvolvimento dos conteúdos e os religando aos outros conhecimentos. E, por fim, devem propiciar a revisão dos conhecimentos anteriores e despertar o espírito do aluno para seguir avante.
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Relações entre a filosofia e a educação de John Dewey e de Paulo Freire.

Relações entre a filosofia e a educação de John Dewey e de Paulo Freire.

capítulo, o autor faz uma discussão sobre a primeira etapa do processo reflexivo que é a localização do ato de pensar na experiência, inicial- mente indeterminada (confusa e duvidosa) e a segunda que é a deci- são de querer interpretar os dados da situação para definir o problema, tendo-se uma situação problemática. Para superar, o método de tenta- tiva e erro e tornar o ato de pensar numa experiência autenticamente reflexiva são necessários dois movimentos nesta etapa: examinar os dados oriundos da observação atenta da situação que origina o ato de pensar para retirar dela os dados relevantes e, por outro lado, buscar as informações, conhecimentos, conteúdos acumulados em experiências anteriores do sujeito ou da cultura. Esses dois movimentos articulados permitem localizar e definir a situação e o problema. Na etapa seguinte, a reflexão continua com a elaboração de hipóteses e suas consequên- cias como soluções possíveis para o problema. A conclusão do processo reflexivo consiste na elaboração de um plano de ação para por à prova a hipótese (verificação). Para esse autor, o pensar reflexivo permite dar um salto no desconhecido a partir do que é conhecido pelo processo da inferência, da interpretação, da suposição, da observação cuidadosa. Ele diz: “[...] um pensamento (o que uma coisa sugere, e não a coisa tal como se apresenta) é criador, é uma incursão no novo. Ele subentende alguma inventividade” (Dewey, 1979b, p. 174). O novo, familiar de al- guma forma, é visto sob nova luz, sob diferente uso dado ao mesmo na situação problemática. A novidade que o pensamento produz consiste na percepção de novas relações para as coisas familiares enriquecendo a experiência. Praticamente todos os conhecimentos – as descobertas científicas, invenções, teorias e as produções da arte – resultam des- te processo. Nesse contexto do capítulo se insere a referida citação do texto de Dewey feita por Freire que, na forma original, encontra-se da seguinte maneira:
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A presença de Aristóteles no livro Como pensamos, de John Dewey.

A presença de Aristóteles no livro Como pensamos, de John Dewey.

opiniões, “embora pareçam receber aceitação geral, de fato não recebem”. A dialética, portanto, consiste em conhecer de modo investigativo, por meio do diálogo e da argumentação, constituindo, como diz Berti (1998, p. 40), o “instrumento ou método da ciência”, ou seja, o processo daquela propedêutica à ciência a que já nos referimos neste trabalho. Pereira (2001, p. 357, 359) considera que a dialética é o “método que conduz”, mediante o raciocínio, “à apreensão dos princípios científicos”; é a “arte de argumentar criticamente, de examinar, pôr à prova”, com a “elevada missão” de levar, por meio da busca de consenso entre interlocutores, “à apreensão das verdades primeiras das ciências”, a inteligência dos princípios, o noûs. O “pôr à prova” – élenkhos, segundo Berti (1998, p. 22) – implica a existência de um diálogo em que se tenta contradizer uma tese, com o objetivo de verificar sua resistência às objeções; caso resista ao exame, poderá ser mantida; se não, deverá ser abandonada.
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O discurso psicològico de john dewey

O discurso psicològico de john dewey

Dewey é enfático ao dizer que a psicologia, como ciência objetiva e social, não pode se contentar com o conhecimento das disposições da experiência presente, devendo estender-se também ao âmbito do juízo e da conduta moral mediante o exame de fatores que precisam ser modificados no momento e influenciam resultados posteriores. Na perspectiva da prática, essa psicologia social dos hábitos ajudará a en- tender “como direcionar nossas ações a fim de melhorar as condições” de sua efetuação. Estabelecida a premissa menor de seu argumento, o autor passa ao raciocínio que firma a maior, cuja base consiste em mostrar que ainda não existe tal ciência – por ele denominada “arte social” – capaz de fazer o estudo dos fenômenos sociais. Dewey (idem, p. 323) considera que, embora se possa argumentar que a referida ciência já se encontra formalizada, “a ciência humana tradicional não fornece esclarecimento” sobre as disposições psíquicas e as condutas morais, uma vez que ainda se fundamenta na existência de algo natural no homem, como também na crença de que a realidade presente deve se submeter a fins ideais futuros. Segundo a concepção deweyana, só uma ciência que adote uma nova visão sobre a natureza humana, que defina o humano como social, poderá proceder a tal estudo.
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(Contra) tempos de educação e democracia, evocando John Dewey

(Contra) tempos de educação e democracia, evocando John Dewey

de la vida, pero en una sociedad mejor ordenada que en la que vivimos, una felicidad infinitamente mayor que la de ahora podrá a o paña àtodosàlosà odosàdeàp odu i .à[…]àLasào asàdeàa teà ueà non están alejadas de la vida común, que son ampliamente disfrutadas por la comunidad, son signos de una vida colectiva unificada, pero son también una ayuda maravillosa para la creación de esa vida. La reelaboración del material de la experiencia en el acto de expresión no es un acontecimiento aislado confinado al artista y a una persona que de vez en cuando goza la obra. En la medida en que el arte ejercita su oficio, es también una reelaboración de la experiencia de la comunidad en la dirección de un mayor orden y unidad. Dewey, 2008, p.92) Esta ideia de não confinar as preocupações estéticas às obras de arte ditas consagradas e conferir qualidades estéticas em todos os modos de produção, em contracorrente com a ausência de preocupação com a agradabilidade na conceção de muitos dos objetos advindos da produção industrial, aproxima-o do ideário da Bauhaus, dos primórdios do design tal como o conhecemos. Hoje, parece-nos normal que haja uma preocupação com a estética de todos os objetos que nos rodeiam, embora continuemos a não elevar a maioria deles à categoria de objetos estéticos ou de obras de arte.
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OS FUNDAMENTOS DA PEDAGOGIA DE JOHN DEWEY: UMA REFLEXÃO SOBRE A EPISTEMOLOGIA PRAGMATISTA

OS FUNDAMENTOS DA PEDAGOGIA DE JOHN DEWEY: UMA REFLEXÃO SOBRE A EPISTEMOLOGIA PRAGMATISTA

Este trabalho tem por objetivo apresentar uma reflexão sobre os fundamentos do pensamento deweyano. Para uma compreensão das ideias de John Dewey (1859-1952), se faz necessário um estudo da epistemologia que permeia o seu pensamento. Sendo assim, esse estudo procura apresentar os fundamentos epistemológicos do pragmatismo deweyano. Para tanto, a obra de Dewey será entendida no contexto do pragmatismo norte-americano, no qual ele está inserido ao lado de Charles Peirce (1839-1914) e William James (1842-1910). O pensamento deweyano pode ser compreendido a partir de muitas perspectivas, uma vez que o fi lósofo norte-americano teve uma vasta produção acadêmica. Suas obras tratam especifi camente de: fi losofi a, educação, política, sociologia, arte e psicologia. As ideias de John Dewey possuem certas especifi cidades frente ao pragmatismo. Seu pensamento pode ser entendido como um humanismo naturalista ou, ainda, como um naturalismo humanista. Essa refl exão pretende explicitar essas discussões a partir do pensamento deweyano.
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Vista do Correlações entre recepção e experiência tecidas a partir de Jesús Martín-Barbero, Jacques Rancière,  Walter Benjamin e John Dewey

Vista do Correlações entre recepção e experiência tecidas a partir de Jesús Martín-Barbero, Jacques Rancière, Walter Benjamin e John Dewey

A morte da aura da obra de arte, por meio da reprodutibilidade, faz alusão à essas transformações, definindo como aproximação a nova sensibilidade das massas. A reprodutibilidade permite um outro modo de existência e de acesso à arte. As massas então passam a sentir mais próximas da obra com a ajuda da técnica. Essa nova experiência está relacionada então às modificações na percepção. “A operação de aproximação faz entrar em declínio o velho modo de recepção, que correspondia ao valor ‘cultural’ da obra, e a passagem para outro que faz primar seu valor expositivo” (MARTÍN-BARBERO, 1997, p. 76). Como será visto no item 3, o primeiro corresponde a um modo de recepção que opera no reconhecimento e o segundo na dispersão. Sendo que essa nova forma de recepção coletiva tem como sujeito a massa que “submerge em si mesma a obra artística” (MARTÍN-BARBERO, 1997, p. 76).
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O exercício de Albers como propulsor da experiência de Dewey

O exercício de Albers como propulsor da experiência de Dewey

Por sua vez, Joseph Albers nasceu na Alemanha em 1888, um artista, professor, designer, fotógrafo, tipógrafo e poeta. Em 1933, migrou para os Estados Unidos e foi lecionar na Black Mountain College, uma instituição educacional de ensino superior, voltada principalmente para o ensino de Arte, que possuía nas suas bases grande influência das teorias pedagógicas de John Dewey. Ambos partem da concepção de que o aprender ocorre na experiência.

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As bases naturalísticas da Teoria da Investigação de John Dewey

As bases naturalísticas da Teoria da Investigação de John Dewey

surgem de fato apenas no contexto da cultura humana, como a linguagem e o pensamento lógico. E, embora esta seja uma diferença importante entre a conduta racional e a conduta puramente vital e física, ela não é suficiente para se fazer pensar que biologia e cultura sejam elementos essencialmente antitéticos. Afinal, muito do que é realizado, mesmo na esfera de uma cultura transmitida, é realizado, em última instância, enquanto um modo de os homens ajustarem-se às condições naturais do mundo em que vivem. Se tomarmos como exemplo as técnicas de caça de determinada comunidade, encontraremos que a invenção, o ensinamento e o aperfeiçoamento destas técnicas podem ser entendidos como sendo nada mais que um modo rápido e eficiente de os integrantes da comunidade obterem do meio o alimento de que necessitam. E há outras criações humanas, como a pesca e a agricultura, todas elas, enfim, realizadas a partir do momento em que o homem deixa de simplesmente contentar-se com o que lhe é imediatamente dado no exterior. Através da criação e da invenção, o homem não apenas adapta-se como transforma a natureza. Assim, pensamos ser correto afirmar que, para Dewey, os campos orgânico e cultural da conduta têm entre si uma relação de continuidade.
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As finalistas da educação tecnológica no âmbito da pedagogia de John Dewey

As finalistas da educação tecnológica no âmbito da pedagogia de John Dewey

Na presente investigação, pretendemos estudar as finalidades da Educação Tecnológica no âmbito da pedagogia desenvolvida por John Dewey. Este autor deixou um legado educacional muito amplo na pedagogia contemporânea, no qual procurou estabelecer as bases para a educação ativa, onde a aprendizagem experiencial e o compromisso ativo entre o aluno e o seu meio ambiente são aspetos fundamentais. Neste sentido, pretendemos com o presente trabalho saber de que forma as finalidades da Educação Tecnológica se enquadram nos ideais pedagógicos impulsionados por John Dewey e que atividades desenvolvidas nesta disciplina se enquadram na pedagogia de Dewey. Por forma a alcançar os objetivos delineados para este trabalho, recorremos a uma metodologia de investigação quantitativa e qualitativa, cujo instrumento de recolha de dados utilizado foi o questionário com perguntas de resposta aberta e fechada, aplicado a uma amostra de trinta e dois professores de Educação Tecnológica pertencentes a quatro Agrupamentos de Escolas do distrito de Viseu. Os resultados obtidos demonstram que os professores inquiridos evidenciam uma estreita relação entre as Finalidades da disciplina de Educação Tecnológica e a pedagogia de Dewey. Contudo, as alterações implementadas pela nova Reforma Curricular, no que diz respeito a esta disciplina, nem sempre permitem adequar os princípios pedagógicos de Dewey ao processo de ensino-aprendizagem da disciplina de Educação Tecnológica.
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