Top PDF O gênero notícia na sala de aula: a subjetividade na linguagem

O gênero notícia na sala de aula: a subjetividade na linguagem

O gênero notícia na sala de aula: a subjetividade na linguagem

ser ativado pelas formas linguísticas e pela própria organização do discurso ao decorrer do texto. É importante preparar os alunos para ir além do óbvio no gênero notícia, tornando-os capaz de ler e analisar como o fato é relatado e com que intenções a mesma foi produzida. Por esse motivo, selecionamos as notícias a seguir para análise de corpus deste trabalho: Notícia 1“JOGADOR CHORA AO SER EXPULSO CONTRA ALEMANHA. Esta aborda o relato em que o jogador chorou ao ver seus sonhos sendo interrompidos antes da hora. Notícia 2“DEU A LOUCA NAS NOIVAS”. Relata a novidade no mercado de fotografias para casamento, no qual, os noivos estragam o traje nupcial logo após a cerimônia. Notícia 3 “COM A PROXIMIDADE DO DIA DOS NAMORADOS CRESCE O NÚMERO DE CHARLATÕES”. Relata o fato da proximidade do dias dos namorados e destaca um comércio para lá de alternativo, como astrólogos, videntes , pais de santo e toda sorte de vidente que abusam dos clichês para faturar de olho na clientela à procura de sorte no amor. Visto que estas notícias irão demonstrar o quanto à subjetividade se faz presente na notícia, incentivando os professores a dar mais atenção aos gêneros textuais em sala de aula, deixando de focalizar apenas o ensino de gramática, não que o ensino desta não seja relevante, mas o que se nota é que alguns professores estão centrados no ensino da gramática, não sentindo motivados para trabalharem os gêneros. Isso nos remete a afirmação de Antunes (2003), segundo a autora o professor ainda está “preso”, ao ensino de gramática, uma vez que o ensino desta nos moldes tradicionais descontextualiza o texto fragmentando-o, e mais, utilizando o texto com pretexto, fazendo-o perder a riqueza que só encontra no todo, além da perda de sentido ocasionada por essa fragmentação.
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O que os olhos não leem a sociedade sente: a leitura crítica do gênero notícia em sala de aula

O que os olhos não leem a sociedade sente: a leitura crítica do gênero notícia em sala de aula

Diante deste cenário, desejando contribuir com educadores com uma abordagem de leitura crítica em seus contextos escolares, propomos neste trabalho sugestões de atividades que vão ao encontro desse objetivo. Para a realização delas, sugerimos como corpus, textos informativos da esfera jornalística, limitando-nos ao gênero notícia. A escolha por textos dessa natureza se pauta em dois motivos: 1) As notícias estão contidas no campo de atuação jornalístico-midiático, campo este especificado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vigente (BRASIL, 2018) para os anos finais do Ensino Fundamental II - público alvo deste trabalho - onde se dão as práticas de linguagem:
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O USO DO GÊNERO REPORTAGEM EM SALA DE AULA: IMPLICAÇÕES PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

O USO DO GÊNERO REPORTAGEM EM SALA DE AULA: IMPLICAÇÕES PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

O gênero reportagem pode ser televisionado, radiofonizado ou impresso, ambos com características diferentes. Quando televisionada, a reportagem deve ser transmitida por um repórter que utilize uma linguagem clara, direta, precisa e sem incoerências. E também deve saber utilizar a entonação que dá vida às palavras, uma vez que o repórter representa na fala os sinais de pontuação. Quando a reportagem é impressa, o repórter que a edita deve demonstrar capacidade intelectual, criatividade, sensibilidade quanto aos fatos e uma escrita coerente, que dinamiza a leitura e a torna fluente. Desta forma, a subjetividade está mais presente nesse tipo de reportagem impressa do que na TV.
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CHARGE: GÊNERO DISCURSIVO E SEU USO EM SALA DE AULA

CHARGE: GÊNERO DISCURSIVO E SEU USO EM SALA DE AULA

RESUMO: As charges acompanham e marcam época, servem para compreender o lado crítico do cenário político e social de cada sociedade e trazem o espírito de um tempo com suas diversas camadas de sentidos, seja o ideológico, cultural ou político, essas não são apenas um símbolo ou manifesto subjetivo do cartunista, mas uma representação de grupos sociais. As charges, como instrumento de reflexão e fonte/objeto de pesquisa podem ser consideradas e analisadas como produto da história, como resultado da técnica da produção de imagens e da própria imprensa. O professor, ao conduzir a análise das charges em sala de aula, está contribuindo para que os sujeitos da aprendizagem se apropriem das habilidades e competências para a prática da leitura e interpretação de textos. Partindo dos pressupostos teóricos de Mikhail Bakhtin (2003), sob a perspectiva da linguagem como construção social, dialógica, e os conceitos de gênero discursivo, o presente trabalho utilizará charges como gêneros que compõem o processo de ensino e aprendizagem. Assim o utilizaremos charges exemplificando o seu uso didaticamente no ensino de História, e possibilidades de seu uso em sala de aula.
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O gênero crônica na sala de aula do ensino médio

O gênero crônica na sala de aula do ensino médio

A crônica, por ser um gênero textual marcado por uma linguagem de fácil acesso, pelo tom humorístico assumido em muitas delas, por ser um texto curto e leve, entre outras características, tem entrado na sala de aula, sobretudo através dos livros didáticos. Os professores têm aproveitado esse gênero para explorar a leitura, tentando incentivar os alunos a ler. Torna-se mais fácil o acesso ao gênero pelo livro do que pelo jornal, pois as escolas dispõem (aliás, nem todas) de coletâneas de crônicas organizadas em livros, como as da coleção Para Gostar de Ler, da editora Ática, ou mesmo, porque elas aparecem nos livros didáticos do ensino fundamental ou médio, como já dissemos. No livro, ela assume a perenidade, buscando subtrair-se à fugacidade do jornal (MOISÉS, 2003, p. 106). É bem verdade que alguns críticos não a vêem com bons olhos no suporte do livro, pois consideram que só no jornal ela adquire o seu vigor, como é o caso de Tristão de Ataíde (1933 apud MOISÉS, op. cit., p.107) que diz: “[...] uma crônica num livro é como um passarinho afogado. Tira a respiração e não interessa.”. No entanto, ao selecioná- las para o livro, o cronista procura reunir aquelas cuja temática e forma de elaboração não sejam tão fugazes e possam se tornar mais duradouras. Segundo esse mesmo autor, ela
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O GÊNERO CRÔNICA E OS RESULTADOS DE SUA PRÁTICA EM SALA DE AULA

O GÊNERO CRÔNICA E OS RESULTADOS DE SUA PRÁTICA EM SALA DE AULA

Os dois primeiros textos, de Sabino e Veríssimo, são crônicas com grande presença de humor, o qual é construído ao longo de narrativas curtas sobre um tema do cotidiano, de forma leve e ligeira, mas que estimulam grande reflexão. No primeiro, De mel a pior, destacamos o núcleo narrativo constituído por uma inusitada conversa por telefone entre dois supostos amigos acerca da regência de alguns verbos. Nessa crônica, chamamos atenção para a questão da variação da linguagem no que concerne à distância entre a norma culta e a linguagem utilizada por uma das personagens, além de como esse conflito linguístico pode ser risível no gênero inadequado, como uma conversa informal entre amigos. Já no segundo texto, Desabafos de um bom marido, destacamos como o narrador utiliza a ambiguidade e a ironia para expor sua vida
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O jornal em sala de aula: intervenção com o gênero charge

O jornal em sala de aula: intervenção com o gênero charge

Desenvolver a competência leitora dos alunos do Ensino Fundamental, principalmente no que se refere aos textos argumentativos da esfera jornalística, tem sido uma preocupação constante nos estudos sobre o ensino da língua materna na escola. Conforme Bonini (2012, p. 66), o estudo dos gêneros jornalísticos apresenta uma grande relevância social e ―alguns desses gêneros já estão inseridos no trabalho escolar e nos livros didáticos‖. Pensando nisso, assumimos uma proposta de intervenção 1 com um gênero da esfera jornalística em uma turma do 8º ano do Ensino Fundamental (EF II) de uma escola pública na cidade de Parnamirim, no Rio Grande do Norte, através da aplicação de uma sequência didática 2 . Para isso, ainda no ano de 2015, resolvemos aplicar nessa mesma turma (quando os alunos cursavam o 7º ano), dois (02) questionários, os quais nos serviram de norte para o trabalho que desenvolvemos com o gênero textual charge. Salientamos que foram os próprios alunos participantes deste estudo, quando da aplicação dos referidos questionários, que apontaram o citado gênero como sendo aquele que deveria ser objeto de ensino em sala de aula. A nosso ver, o gênero charge atende, pelo menos, a dois quesitos básicos para esta pesquisa, pois, além de se constituir em um texto de mídia, apresenta em sua composição mais de um modo de representação da linguagem.
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Expressões Idiomáticas: da linguagem publicitária para a sala de aula

Expressões Idiomáticas: da linguagem publicitária para a sala de aula

Considerando todas as transformações que ocorrem na fase escolar em questão, é necessário que a escola atue de forma a permitir que os alunos se reconheçam no mundo através da própria linguagem. Neste sentido, o trabalho com as EIs veiculadas em textos publicitários pode contribuir para que o aluno identifique e valorize um vocabulário que está presente em sua vida cotidiana em um gênero como o texto publicitário. O trabalho com a publicidade, em particular, ganha uma maior importância nesta fase da adolescência, uma vez que para muitos alunos a necessidade de trabalhar surge no intuito de assumir responsabilidades de adultos ou “para experimentar a possibilidade de dispor de bens de consumo para os quais há grande apelo social (...)” (PCN, 1998 p. 46). Levando esse fato em consideração, com esta pesquisa esperamos instigar as reflexões para que o trabalho com a publicidade seja valorizado em sala de aula. Um trabalho que incentive o aluno a refletir e conhecer todas as características do gênero em questão, especialmente as escolhas lexicais, para que este aluno possa lidar adequadamente com esse gênero textual fora do ambiente escolar.
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Estudo do requerimento em sala de aula: um gênero a ser explorado

Estudo do requerimento em sala de aula: um gênero a ser explorado

Este trabalho foi uma pesquisa realizada para o Mestrado Profissional Profletras, com os alunos o nono ano do Ensino Fundamental II, da Escola Estadual Maria Romana Calmon, e nasceu de uma necessidade de conscientização dos alunos acerca da importância de solicitar e requerer algo. Existem muitas demandas no decorrer da vida e o aluno deve estar preparado para solicitar direitos, utilizando-se do recurso próprio, com a linguagem adequada que este gênero requer. A proposta da pesquisa foi pensar ações que possibilitem aos alunos escrever requerimentos de forma adequada ao seu uso prático. Teve o objetivo de trabalhar com produção textual através dos gêneros, particularmente o gênero requerimento, com toda a sua especificidade de ser técnico, sua objetividade e seu uso social e prático. Dessa forma, o referencial teórico utilizado neste memorial se ampara nos conceitos de Koch e Elias (2017, 2018), Marcuschi (2008), André (2016), Dolz e Schneuwly (2011), entre outros.: A pesquisa foi aplicada no III trimestre do ano de 2018, é qualitativa, quantitativa e de cunho etnográfico, segundo André (2016), caracteriza- se também por ser um trabalho de pesquisa-ação. Através da aplicação de uma sequência didática, seguindo os princípios defendidos por Dolz e Schneuwly (2011), como os alunos utilizavam a linguagem para melhor argumentar. Após a aplicação de uma atividade inicial, foram criados módulos com o objetivo de trabalhar operadores argumentativos e formas de se utilizar a argumentação em um texto mais coerente e coeso. Observaram-se, nos módulos trabalhados, os usos dos operadores argumentativos, bem como sinais de pontuação e estruturas que constituem a escrita na norma culta da língua portuguesa, a fim de atingir o objetivo de convencer através da linguagem. O resultado deste trabalho foi analisado através de uma produção escrita final, com o intuito de observar as atividades desenvolvidas através dos módulos. Os principais resultados obtidos foram: melhoria na produção escrita final, no que tange à estrutura do gênero, linguagem utilizada, coerência e coesão textuais, bem como uma capacidade argumentativa mais consistente.
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O gênero diário como prática discursiva na sala de aula

O gênero diário como prática discursiva na sala de aula

Encontramos aqui o ponto decisivo do que extraímos da reflexão jamesiana. Ser, do ponto de vista humano, a realidade uma fímbria significa que não a vivenciamos como um território contínuo, apenas reconhecido a partir de seu registro pelos órgãos dos sentidos. Quando, portanto, nos dizemos que realidade é o que se põe diante de nós e provoca reações, empregamos uma tosca lógica a posteriori, pois convertemos em experiência passiva o que, na verdade, depende da participação ativa da subjetividade. Mais relevante que essa conclusão (elementar) é o fato de a fímbria privilegiada ser compartimentada e heterogênea, respondendo a interesses discordes entre si. A realidade é então constituída de regras diferenciadas, que comandam nossa relação com os ―territórios‖ componentes dessa fringe. (LIMA, 2006, p. 24) Sobre o ficcional, Lima (2006, p. 21) faz algumas considerações pertinentes ao afirmar que ―o ficcional é um princípio fundador cuja regra básica é duvidar de si mesmo‖ e que o discurso ficcional ―não postula uma verdade, mas a põe entre parênteses.‖ Assim, a ficção não é a mentira ou a invenção. Conforme Lima (2006, p. 284), ―ela exige de seu receptor a capacidade de romper com os automatismos que presidem as interações cotidianas e, simultaneamente, o fluxo da fantasia‖. Assim, a ficção é o que pode ser verossímil, uma possível representação de uma parcela da realidade que deixe de parecer uma extravagância diante daquilo que o leitor tem automatizado sobre o real:
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O Gênero Poema em Sala de Aula: uma Proposta para a Formação de Leitores

O Gênero Poema em Sala de Aula: uma Proposta para a Formação de Leitores

Para Kleiman (2008), é preciso que a escola tenha a dimensão da importância do conhecimento teórico para a tomada de decisões conscientes na ação pedagógica, uma vez que as unidades de ensino reproduzem, ao longo dos anos, uma leitura como decodificação superficial, que pressupõe um leitor que não seja instigado a pensar, de forma crítica, o texto lido. Nesta perspectiva, é preciso repensar essa proposta de educação, que se configura na passividade dos envolvidos, que não objetiva a emancipação do sujeito e que não o forma para atuar com criticidade na sociedade atual. Para isso, os educadores precisam organizar seu trabalho pedagógico com a linguagem como fruto da interação entre os homens e, neste sentido, promover a construção de cada indivíduo como ser social, pelas vivências e experiências estabelecidas em um processo constante de ressignificaçãodo fazer pedagógico.
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O gênero oral debate em sala de aula: um estudo de caso

O gênero oral debate em sala de aula: um estudo de caso

Após a apresentação da situação e da produção inicial, há o desenvolvimento dos módulos, que visam a trabalhar os problemas encontrados nas produções iniciais dos alunos. Nesse momento, serão desenvolvidas ações específicas, que abordem o reconhecimento da situação comunicativa por parte dos alunos; o planejamento da estrutura do texto, de acordo com a intenção comunicativa do locutor, o perfil do interlocutor, o lugar e o tempo em que se insere a mensagem; a realização da mensagem por meio de elementos linguísticos adequados ao contexto comunicativo. Nos módulos, podem ocorrer atividades de observação e análise de textos, tarefas simplificadas de produção textual e elaboração de uma linguagem comum, que permite ao estudante falar dos textos produzidos por eles ou pelos colegas, comentando-os ou criticando-os.
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O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DE LEITURA DO GÊNERO NOTÍCIA EM SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS

O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DE LEITURA DO GÊNERO NOTÍCIA EM SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS

Neste artigo, que se constitui a partir de uma interface entre Linguística Aplicada e Educação Especial, discutem-se as práticas de ensino das habilidades de leitura do gênero discursivo/textual notícia, de um jornal impresso, a um aluno com necessidades especiais, no contexto de Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), com o intuito de compreender como a apropriação dessas habilidades se constitui nesse contexto. A pesquisa fundamentou-se nos postulados dialógicos de linguagem, a partir do Círculo de Bakhtin, e dos pressupostos da pesquisa-ação. Os resultados demonstraram que os conhecimentos sobre o gênero notícia, mobilizados em favor do desenvolvimento das habilidades de leitura, em um trabalho direcionado e planejado, ofereceram desafios cognitivos ao estudante com necessidades educacionais especiais e propiciaram-lhe avanços no domínio da leitura, essencial para que ele responda às demandas da escola e da sociedade.
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PRÁTICAS DE LINGUAGEM EM SALA DE AULA COMO REVELADORAS DE MUDANÇAS NA PROFISSIONALIDADE DOCENTE

PRÁTICAS DE LINGUAGEM EM SALA DE AULA COMO REVELADORAS DE MUDANÇAS NA PROFISSIONALIDADE DOCENTE

Ao ressignificar o conceito de linguagem como interação nas suas práticas de interação com os alunos, enfim, em seu trabalho, Ana revela uma articulação entre o que aprendeu no decorrer da formação continuada cooperativa e da sua prática profissional. Isso nos leva a perceber um avanço em direção à mudança de paradigma, à medida que a interação em sala de aula passa a ser vista como algo profícuo para a aprendizagem, mesmo que o professor tenha que reorientar o seu agir, sempre que necessário. Ana não está preocupada com que seus alunos produzam um texto descontextualizado, a partir de um modelo dado. Ela poderia ter fornecido uma espécie de autorretrato com lacunas para os alunos completarem de acordo com suas próprias características. Como ela realmente quer ouvi-los e quer que sejam ouvidos, deixa-os expressarem-se livremente, procurando fazer com que os alunos pratiquem a produção do gênero e discutam sua produção na interação em sala de aula. Mesmo que o texto produzido guarde apenas algumas das características do gênero focado, apresente-se como uma silhueta do que seria idealmente preconizado, é possível nele reconhecer a preocupação do aluno em se apresentar para os professores que compõem o Conselho de Classe 8 .
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Oralidade e ensino de língua portuguesa: o gênero seminário em sala de aula

Oralidade e ensino de língua portuguesa: o gênero seminário em sala de aula

Representação da situação de comunicação. O aluno deve aprender a fazer uma imagem, a mais exata possível, do destinatário do texto (pais, colegas, a turma, quem quer que seja), da finalidade visada (convencer, divertir, informar), de sua própria posição como autor ou locutor (ele fala ou escreve como aluno ou representante dos jovens) e do gênero visado. Elaboração dos conteúdos. O aluno deve conhecer as técnicas para buscar, elaborar ou criar conteúdo. Essas técnicas diferem muito em função dos gêneros: técnicas de criatividade, busca sistemática de informações relacionadas ao ensino de outras matérias, discussões, debates e tomadas de notas, citando apenas os mais importantes. Planejamento do texto. O aluno deve estruturar seu texto de acordo com um plano que depende da finalidade que se deseja atingir ou do destinatário visado; cada gênero é caracterizado por uma estrutura mais ou menos convencional. Realização do texto. O aluno deve escolher os meios de linguagem mais eficazes para escrever seu texto: utilizar um vocabulário apropriado a uma dada situação, variar os tempos verbais em função do tipo e do plano do texto, servir-se de organizadores textuais para estruturar o texto ou introduzir argumentos. (DOLZ, NOVERRAZ e SCHNEUWLY, 2011, p. 89).
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Família, gênero e sexualidade em sala de aula: abordagens na literatura infantojuvenil

Família, gênero e sexualidade em sala de aula: abordagens na literatura infantojuvenil

Este trabalho tem como objetivo geral analisar a obra literária “A Bolsa Amarela” da Literatura Infantojuvenil, obra da autora Lygia Bojunga, como recurso pedagógico para abordar discussões sobre as temáticas família, relações de gêneros, corpo e sexualidade em sala de aula, visando uma escola não favorável a reprodução e perpetuação de preconceitos e violência à respeito das temáticas citadas. Sabendo que tais discussões nos dias atuais ainda são consideradas tabu na nossa sociedade, por meio deste estudo, chamamos atenção para a relevância de discutir sobre estas questões com as crianças e adolescentes na escola, pois estas assumem função importante a esse respeito. Metodologicamente, privilegiamos a pesquisa bibliográfica e documental de caráter qualitativo, se tratando de um estudo que explora teoricamente possibilidades de problematizar e discutir sobre família, relações de gênero e sexualidade na escola, propondo uma prática pedagógica que possibilite a ampliação e transformação das ações dos sujeitos e das práticas de ensino/aprendizagem. Para tanto, temos como aporte teórico Bourdieu (2012), Foucault (1985), Louro (2003 e 2007), Souza (2005), entre outros, os quais abordam em suas teorias discussões sobre conceito de corpo, gênero e sexualidade, e também fala sobre o processo de letramento literário e sua importância para o ensino, apresentando análises que evidenciam um debate contemporâneo na educação a respeito do ensino de gênero e sexualidade. Portanto, o livro de Lygia Bojunga, “A bolsa amarela”, favorece a abordagem e a possibilidade de um trabalho pedagógico que viabiliza, por uma linguagem sutil e de equidade voltada para a criança, discussões relacionadas as questões de relações de gênero, corpo e sexualidade em turmas de alunos dos anos finais do ensino fundamental.
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Leitura, escrita e ensino: a notícia e a crônica jornalística na sala de aula

Leitura, escrita e ensino: a notícia e a crônica jornalística na sala de aula

Haja vista que as habilidades de leitura e escrita são fundamentais para o desenvolvimento sócio-discursivo dos indivíduos em todas as áreas da vida e que é através dos gêneros discursivos que essas práticas se realizam, percebe-se a importância de que no ser humano sejam desenvolvidas estas práticas, pois como ser social e racional, ele está em constante contato com seu semelhante e necessita incorporar essas habilidades. Dessa forma, o ensino de língua deve pautar-se no estudo dos gêneros que circulam na sociedade e que possibilitem aos aprendizes desenvolver competências interpretativas e discursivas . Assim, o trabalho com os gêneros da esfera jornalística permite por meio da análise e da reflexão sobre os múltiplos aspectos envolvidos no discurso que compõe o texto, que o aluno construa a própria crítica a partir do que se entendeu do discurso. É o que justifica o desenvolvimento dessa pesquisa e é a fim de lidar com questões relativas ao ensino-aprendizagem dos gêneros discursivos que esta pesquisa objetivou analisar, de modo geral, como se dá o desenvolvimento da competência linguístico- textual, em termos de escrita, leitura e compreensão dos gêneros notícia e crônica jornalística, a partir dessa problemática supracitada como objetivo, desenvolvemos outros dois objetivos específicos: investigar os aspectos positivos e negativos da nossa prática docente, através da autoavaliação de nossas aulas e observar, através das produções textuais feitas pelos discentes e da descrição das nossas aulas, se os mesmos obtiveram um desempenho suficiente ou não na atividade de escrita e de leitura, bem como na aquisição do gênero discursivo. Para embasar o presente trabalho de caráter analítico, constituindo, portanto, a natureza da pesquisa-ação. Partiu-se então dos estudos sobre os gêneros textuais, leitura, escrita e ensino de: Bakhtin (1997); Marcuschi (2008; 2007); Garcez (2001); Antunes (2003); Bueno (2011); Bronckart (1999); dentre outros. Acreditamos que os resultados obtidos foram satisfatórios, possibilitando entender como se dá o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita na aquisição de determinado gênero: um estudo que permitiu a abertura dos caminhos para futuras pesquisas do fazer científico na área da Linguística Aplicada.
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O gênero notícia em sala de aula

O gênero notícia em sala de aula

corrente ano, em uma turma de 7ºano, composta por 22 alunos. Dentre os nossos objetivos, temos o acompanhamento, através de uma ficha de avaliação, do desenvolvimento das aprendizagens dos alunos. Essa ficha será elaborada a partir da primeira produção, pelos alunos, de uma notícia com o tema afrodescendentes. Como esse subprojeto é continuidade – uma segunda edição - de um projeto guarda-chuva desenvolvido no ano de 2016, temos que os resultados obtidos, na oportunidade, indicaram a relevância do trabalho com os gêneros e a metodologia das sequências didáticas. Esperamos, nessa segunda edição, aprimorar nossas ações em sala de aula para responder de forma mais eficaz às demandas dos alunos em suas fragilidades atinentes ao uso da língua. Contamos com a abertura e confiança da escola em nosso trabalho e isso nos motiva e nos alerta ao compromisso que temos para contribuir na aprendizagem dos alunos e também na formação continuada dos professores parceiros neste trabalho.
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Geografia para todos:  linguagem cartográfica tátil na sala de aula comum

Geografia para todos: linguagem cartográfica tátil na sala de aula comum

, dois alunos com cegueira e alunos sem restrições visuais. A pesquisa de campo foi desenvolvida com alunos da quarta série do ensino fundamental um, seguindo os seguintes procedimentos: identificação de alunos com cegueira que estudam no ensino fundamental I; aplicação de questionário aberto com o professor regente participante; realização de uma sondagem com os alunos; desenvolvimento do programa educacional de introdução à linguagem cartográfica tátil; realização de uma nova sondagem com os alunos; entrevista com o professor participante. Para tanto, foram utilizados os seguintes instrumentos de coleta de dados: questionário aberto, sondagem, entrevista, diário de campo e o programa de intervenção. Os dados foram submetidos à análise descritiva. O desenvolvimento desse estudo mostrou que o programa educacional de introdução à linguagem cartográfica tátil e introdução a leitura de mapas pode e deve ser desenvolvido pelos professores com todos os alunos na sala de aula comum. Além disso, evidenciou-se a falta de preparo dos professores do ensino comum diante da inclusão escolar de alunos com deficiência.
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Pragmáticas íntimas: linguagem, subjetividade e gênero.

Pragmáticas íntimas: linguagem, subjetividade e gênero.

heteronormativo, “she” [“ela”] comunica uma multiplicidade complexa de sinais semânticos (número, pessoa, gênero), indexicalizando sob o plano pragmático o signo ao contexto. Mas “she” é também capturado pelo trabalho da metapra- gmática, que regulamenta a indexicalidade pragmática em curso para fazer um texto coerente interpretável e um evento interlocutório. Mudar o aspecto do gênero, conservando o número e a pessoa – passando a “he” [“ele”] ou “it” [o neutro] ou ainda empregando aleatoriamente o “she”, o “he” e o “it” – pareceria fazer perder toda a significação diante do sentido e do valor do texto. Assim, o gênero serve de material de construção de ligações delicadas e íntimas da sociedade humana, mas não no sentido habitual: o gênero liga delica- damente os textos conversacionais e gramaticais aos seus contextos internos e externos – ligando, ou parecendo ligar, uma pessoa a outra. As críticas conservadoras aos estudos linguísticos feministas percebem, mas diagnosticam mal, essa função metapragmática da estrutura linguística, já que tais críticas acusam as feministas ou os/as ativistas homossexuais de incoerência ou coisa pior. Elas não estão erradas se nos atermos a este sentido limitado: em inglês padrão suposta- mente heteronormativo, a coerência semântica e pragmática depende da ordem indexical formal das categorias grama- ticais de gênero, ainda que elas sejam carregadas de ideologia. 23
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