Top PDF O gênero propaganda na perspectiva da análise do discurso

O gênero propaganda na perspectiva da análise do discurso

O gênero propaganda na perspectiva da análise do discurso

O presente artigo tem como objetivo principal discutir o gênero textual/discursivo propaganda na perspectiva da Análise do Discurso. Partimos do pressuposto de que devido a sua grande circulação pela mídia, o que atinge diariamente todas os estratos sociais, este gênero mereça destaque em termos de estudo, uma vez que uma de suas características principais consiste no ato de convencer os grupos sociais específicos para determinados comportamentos como, por exemplo, aquisição de bens e serviços. Diante dessa assertiva, discorreremos sobre a constituição da Análise do Discurso, faremos uma breve revisão da ruptura com os estudos estruturalistas e analisaremos uma propaganda transcrita do Banco Santander cujo tema versa sobre economia financeira em tempos de crise. Optamos pelo estudo de caso por ser um lócus para compreensão dos discursos midiáticos e seu poder de convencimento social. Fundamentamos nossa pesquisa em Brandão (2010 e 2015), Fernandes (2007), Orlandi (2006;2007;2010 e 2013), Félix (2008), Fígaro (2015), dentre outros que se desdobram sobre a Análise do Discurso em diversos escopos de análise. Dessa maneira, esperamos que este trabalho contribua com o estado da arte dos estudos do discurso e sua, inerente, relação com a sociedade.
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UMA ANÁLISE DO DISCURSO DE CONSUMO CONSCIENTE NO GÊNERO TIRINHA “AS COBRAS” NA PERSPECTIVA FRANCESA: UM OLHAR ACERCA DA MATERIALIDADE LINGUÍSTICO-IMAGÉTICA

UMA ANÁLISE DO DISCURSO DE CONSUMO CONSCIENTE NO GÊNERO TIRINHA “AS COBRAS” NA PERSPECTIVA FRANCESA: UM OLHAR ACERCA DA MATERIALIDADE LINGUÍSTICO-IMAGÉTICA

Resumo: Neste texto, analisamos, a partir da perspectiva francesa de Análise de Discurso (AD), a materialidade linguístico-imagética, extraída no discurso de consumo consciente enunciado no gênero Tirinha “As cobras”, coletada em uma atividade de análise linguística em aulas da disciplina Análise de Discurso em um Curso de Letras. Dessa forma, é enunciado a cenografia romântica e a formação discursiva e ideológica do sujeito na visão da AD, constituindo, pois, o gênero textual multimodal Tirinha como objeto de análise, em exercícios de aplicação teórica através das questões de análise crítica formuladas pelo professor da matéria. Esta empreitada teórico-metodológica foi possibilitada pelas experiências, atividades e reflexões na disciplina de Análise de Discurso na Graduação em Letras da Fafidam/Uece, sobretudo quando se adotou os enquadres epistemológicos da Análise de Discurso Francesa, os quais se despontam os principais autores/as: Maingueneau (1997), Orlandi (2005), Brandão (2004), Pêcheux (1969, 1975), entre outros. Em suma, podemos notar que os discursos enunciados nesse evento discursivo perpassam pela conjugação dos elementos verbo-visuais, resultando na enunciação discursiva da ideologia dominante do discurso de consumo consciente que se encontra travestida do discurso do capital em função do consumo pelos interlocutores, sendo persuadidos a comprarem e a satisfazerem seus desejos, influenciados pela mídia, pelo discurso ideológico dominante das classes abastadas.
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História e análise de discurso na perspectiva foucaultiana

História e análise de discurso na perspectiva foucaultiana

679 Ao tomarmos como base a análise de discurso a partir de sua teoria trazemos à tona uma História que admite rupturas, transformações e descontinuidades, os processos econômicos e sociais, os quaisem perspectiva ampliada podemos chamar de cultura. Esses aspectos impactam a história, a fazem e são feitos por ela num movimento heterogêneo e não linear. Foucault se afasta da noção de História tradicional constituída para essa disciplina e conduz suas análises considerando a história descontínua.

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O Macrogênero drama Norte-Riograndense: uma análise de gênero e de discurso sob a perspectiva da linguística sistêmico-funcional

O Macrogênero drama Norte-Riograndense: uma análise de gênero e de discurso sob a perspectiva da linguística sistêmico-funcional

Exemplificando por nosso corpus, o fenômeno que tratamos constitui-se de versos curtos, cantados, encenados em palco, e os que coletamos são apresenta- dos exclusivamente por mulheres da terceira idade, em festas e eventos, no litoral do RN, tendo ocorrências também em grupos no interior do Estado. Relatam com humor temas variados da vida cotidiana das comunidades no qual se inserem. O espetáculo dos Dramas Norte-rio-grandenses em SGAV costuma se iniciar com tipos que elogiam a geografia e a demografia, como nos exemplares As praias, Mané Fi- deli, Os cinco continentes, nos quais as riquezas da natureza e os residentes do lo- cal constituem uma espécie de hino do lugar – seria a fase ‗cenário‘ no ‗estágio‘ de introdução –, seguidos por vários outros que retratam cenas sobre trabalho (a pesca, a roça, o trabalho doméstico), sedução (realizada e frustrada), namoro, casamento, com cada gênero servindo como uma fase dentro de estágios do macrogênero. Ou- tros, retratando conflitos sociais de uma maneira cômica, fazendo paródias, por exemplo, de personagens com vícios em bebida, comida ou sexo e diferenças entre comportamentos e valores rurais (Sertão) e urbanos (Natal), bem como os de trai- ções, reflexões de identidade local/estrangeira. Muitas das brincantes e muitos dos residentes desses lugares vieram da sub-região do Sertão para a Zona da Mata, pa- ra poder trabalhar na capital do Estado, Natal, embora as duas dirigentes principais dos dois lugares que investigamos relatem que suas famílias estão na Zona da Mata por gerações.
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Análise da argumentação no discurso: uma perspectiva textual

Análise da argumentação no discurso: uma perspectiva textual

entre eles e esta proposta de análise. Em primeiro lugar, aquelas duas pesquisas inserem-se estritamente no escopo da Análise do Discurso francesa, para a qual uma das categorias analíticas basilares é a de formação discursiva. Isso significa que, em ambos os trabalhos, de Cavalcanti e de Miqueletti, considera-se que os efeitos que o locutor pretende produzir sobre o auditório (via ethos), na verdade, são tecidos, ao menos em parte, por meio de pistas deixadas no texto por coerção da formação discursiva na qual esse locutor se encontra inscrito. Para a AD francesa, o sujeito não é dotado de vontade, não é livre para fazer escolhas, de modo que o ethos constitui-se parte integrante da formação discursiva na qual está inserido, diferentemente do sujeito pensado pela LT, para a qual o locutor pode atuar como um estrategista e projetar pretensamente, em seu texto, uma imagem de si que ele supõe ser favorável ao seu projeto de persuasão, apesar de submeter-se a certas regras estabelecidas pelas práticas discursivas enquadradas em gêneros. A segunda diferença reside na concepção de referenciação adotada naqueles estudos em AD: para as autoras, a referenciação é um processo discursivo ainda bastante centrado em formas lexicais, ou seja, em expressões referenciais. A LT já deu passos significativos em relação ao reconhecimento de que os processos referenciais não se concentram em expressões lexicais ou pronominais, de vez que a construção de objetos de discurso é um processo textual e discursivo dinâmico para o qual convergem não apenas essas expressões, como também outros recursos linguísticos e extralinguísticos, havendo a possibilidade, inclusive, de um referente ser retomado em um texto sem que haja menção anafórica a ele (CUSTÓDIO FILHO, 2012). Outra particularidade de nosso trabalho está em estabelecer relação entre os processos de referenciação e apelo ao logos, ao ethos e ao pathos em textos que tratam de questões polêmicas. O que nos intriga em torno dessa relação diz respeito aos elementos que incidem sobre a construção de referentes, de modo a imprimir nos textos impressões de razoabilidade, de credibilidade e de sensibilidade, com vistas à persuasão de um auditório que se encontra em meio a discussões polêmicas, fundadas em valores e projetos de sociedade razoáveis, mas profundamente dissonantes.
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Definindo o comentário metadiscursivo em uma perspectiva interacionista da Análise do Discurso

Definindo o comentário metadiscursivo em uma perspectiva interacionista da Análise do Discurso

O estudo dessa última etapa se fez em duas subetapas. Na primeira, que combinou os estudos das formas de organização relacional e enunciativa, identificamos os comentários metadiscursivos, extraindo do conjunto dos comentários identificados na etapa anterior aqueles que trazem segmentos de discursos representados e que, por isso, são metadiscursivos. Feita a identificação dos comentários metadiscursivos, obtivemos três tipos de comentário: autofônico (o locutor comenta seu próprio discurso), diafônico (o locutor comenta o discurso do interlocutor) e polifônico (o locutor comenta o discurso de terceiros). Na segunda subetapa da forma de organização polifônica, estudamos as funções que o comentário metadiscursivo exerce nos debates estudados, combinando resultados da subetapa anterior com o estudo do módulo referencial sobre propriedades típicas do gênero. Constatamos que o comentário autofônico permite ao locutor construir uma autoimagem (face) favorável para si. Já o diafônico pode ser empregado tanto para desacreditar o interlocutor quanto para enaltecê-lo. No caso do debate, o locutor usa esse tipo de comentário para desacreditar o adversário político e enaltecer o integrante da plateia. Por fim, o polifônico permite ao locutor desqualificar um terceiro que, no debate, pode ser tanto uma instância ausente do estúdio de realização do debate, quanto o adversário a quem o locutor se refere na 3ª pessoa.
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Uma análise do direito e da democracia na perspectiva da teoria do discurso de Habermas

Uma análise do direito e da democracia na perspectiva da teoria do discurso de Habermas

A “não-confessada relação de concorrência entre os direitos humanos, fundamentados moralmente, e o princípio da soberania do povo” (DD I, p. 128), em Kant e em Rousseau, sacrificou momentos importantes da autonomia em nome da defesa de outro momento tão importante quanto. A leitura ética de Rousseau sacrificaria a autonomia de sujeitos que estão unicamente preocupados com seus interesses em relação ao bem comum; desse modo, eles não se reconhecem na constituição da soberania do povo. Da mesma forma, o distanciamento dos sujeitos dos costumes e das lei, levaria ao enfraquecimento da substância ética do povo, exigindo, na contramão, não a revisão dos costumes e das leis por meio coação não coercitiva do melhor argumento, derivado de um processo livre de formação discursiva da opinião e da vontade; mas sim, à maior coerção por parte do Estado. Assim, a crítica à radicalidade democrática do projeto de Rousseau está justamente em colocar em risco a própria radicalidade democrática, “ao contar com uma unidade ou mesmo uma homogeneidade ética prévia a respeito do que vem a ser o bem comum, ou ao passar por cima de uma mediação não forçada entre a orientação pelo bem comum e os interesses privados das pessoas” (REPA, 2013, p.109). A leitura moral da autonomia em Kant pode até mesmo bem fundamentar os direitos humanos 113 (IO, p. 301), ao considerar o interesse simétrico de todos; ocorre que as consequências da perspectiva kantiana levam ao sacrifício da autonomia pública dos cidadãos ao submetê-la à consideração moral dada previamente. Em outras palavras, os direitos humanos em termos do direito natural privado já estariam decididos previamente pela moral, aguardando simplesmente a positivação pelo direito. A radicalidade do procedimento democrático perde sua força na medida que a sua orientação normativa é introduzida de fora para a constituição da própria práxis legislativa. A práxis legislativa seria apenas o momento de justificar o que já estaria justificado moralmente desde sempre (REPA, 2013, p.109).
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Stand up : caracterização de um gênero oral sob a perspectiva da análise de discurso crítica (ADC)

Stand up : caracterização de um gênero oral sob a perspectiva da análise de discurso crítica (ADC)

O stand up é um gênero oral, de origem escrita, que pertence, essencialmente, à prática social do entretenimento. No stand up, o apresentador (comediante) tece pequenos comentários sobre um ou vários temas, para uma plateia, a qual pode servir de objeto de comentário e de riso, quando o apresentador, ao se dirigir a ela, destaca características e ações que a desqualifica. Nas apresentações, o comediante não utiliza cenário, luz, som, caracterização do personagem, sendo o único responsável, por meio do uso da voz e dos movimentos corporais, por buscar e manter a adesão da plateia. O texto das apresentações, que é informal, marcado pelo com uso excessivo de palavrões, deve ser inédito, original e elaborado com base em situações do dia a dia. O stand up apresenta como propósito não só o riso pelo riso, mas também a crítica, a denúncia, a liberação de aspectos que não são socialmente aceitáveis, a manutenção, o reforço e o combate a estereótipos. Nesse gênero, para provocar o riso, o comediante utiliza as subcategorias humor sexual, étnico, social, negro e religioso; metáforas ligadas a termos chulos; mecanismos ironia, exagero, cumplicidade, uso de estereótipos, criatividade; scripts absurdo e esperteza; associação da linguagem verbal e
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Gêneros discursivos – uma breve análise da propaganda televisiva sob a perspectiva bakhtiniana

Gêneros discursivos – uma breve análise da propaganda televisiva sob a perspectiva bakhtiniana

Quando uma propaganda é criada, valores da sociedade são refletidos nela, já que foram membros da própria sociedade, que desenvolveram a propa- ganda. O gênero propaganda reflete o social por trazer em seu discurso os conceitos da sociedade, onde estão sendo veiculadas as imagens da propa- ganda. A publicidade se respalda num imaginário coletivo, uma vez que os anúncios são voltados aos desejos e aos valores específicos do público- alvo, apelando para a necessidade de se divertir, ao desejo de segurança ou à ânsia de ser popular.

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Potencialidades investigativas para a violência de gênero: utilização da análise de discurso.

Potencialidades investigativas para a violência de gênero: utilização da análise de discurso.

Segundo as autoras, apenas muito recentemente os profissionais da saúde foram chamados para in- tervir em um problema que, até então, era visto como predominantemente social. Esta alteração na construção da violência doméstica significa uma redução de limites entre as disciplinas, com a inte- gração de um complexo problema social nas obri- gações e responsabilidades dos(as) profissionais de saúde, o que traz vantagens, mas também alguns dilemas. A utilização do modelo médico, predomi- nante no campo da saúde e fundamentado pelo paradigma científico da modernidade, leva à indi- vidualização dos problemas, os quais são reduzi- dos a categorias de diagnóstico (de doença) e de tratamento. Assumindo a perspectiva individual, o discurso médico redefine e reduz a complexidade dos fatores sociais e de saúde envolvidos na violên- cia doméstica em termos dos atributos individuais da mulher agredida. Assim, podemos afirmar que o discurso sociológico anteriormente identificado se aproxima ao discurso médico, hegemônico no campo dos cuidados em saúde.
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Análise do discurso de gênero no contexto hospitalar: perspectivas dos pacientes

Análise do discurso de gênero no contexto hospitalar: perspectivas dos pacientes

O objetivo desta pesquisa foi compreender as Formações Discursivas (FD) de gênero relativas aos cuidados em saúde de mulheres internadas nas enfermarias de ginecologia/obstetrícia em uma instituição hospitalar. Participaram do estudo treze mulheres e os dados coletados foram analisados a partir da Análise do Discurso de Michel Pêcheux. As principais FD identificadas destacaram a naturalização da forma como as mulheres devem se relacionar com o sistema de saúde através do que é tradicionalmente delegado a esse gênero (mãe e reprodutora), priorizando intervenções voltadas para a saúde reprodutiva, bem como a matriz hegemônica do modelo biomédico na organização desses serviços, distanciando-os dos modelos de integralidade propostos nas políticas públicas em saúde voltadas para esse público. Considerou-se o campo da saúde enquanto espaço discursivo de (re)produção de estereótipos e desigualdades de gênero, alicerçado em Formações Ideológicas e Imaginárias que são constituintes dos modos como os sujeitos transitam nesse cenário. Propõem-se a compreensão das questões de gênero como conteúdo transversal a todas as áreas e contextos de saúde, partindo da perspectiva de que um melhor entendimento do universo feminino em relação à saúde, alicerçadas pelas questões de gênero, pode favorecer a oferta de programas e serviços condizentes com as reais demandas e necessidades dessa população.
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O funcionamento dos elementos adverbiais no gênero propaganda

O funcionamento dos elementos adverbiais no gênero propaganda

Nesta dissertação, partimos do pressuposto de que os adjuntos adverbiais desempenham um papel fundamental na caracterização do gênero textual propaganda, pois são imprescindíveis para o cumprimento do propósito comunicativo por parte do anunciante. Nesse sentido, nossa preocupação foi tanto discutir as proposições de alguns estudiosos tradicionais e descritivistas quanto apresentar o adjunto adverbial a partir da língua em uso, evidenciando suas funções no âmbito pragmático-discursivo. Para isso, adotamos os preceitos do Funcionalismo linguístico de vertente norte-americana, tendo em vista que este busca analisar os fenômenos linguísticos relacionando as estruturas linguísticas aos diferentes contextos comunicativos em que são usadas. Aliada a essa abordagem, foi preciso considerar para o estudo e análise dos adjuntos adverbiais a perspectiva da Linguística Textual por tomar o texto como uma unidade dinâmica, complexa, multifacetada e multimodal.
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A propaganda eleitoral na perspectiva da Teoria do Discurso de Ernesto Laclau

A propaganda eleitoral na perspectiva da Teoria do Discurso de Ernesto Laclau

O objetivo desta pesquisa é demonstrar a construção retórica discursiva utilizada pelos candidatos, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), no segundo turno da campanha eleitoral à Presidência da República em 2014, a fim de significar os discursos em especial no que se refere aos temas: corrupção, economia e desenvolvimento social. Para o trabalho de análise foram utilizados aspectos teóricos e metodológicos da Teoria do Discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe. A partir das principais categorias de análise: o antagonismo e a formação hegemônica discursiva nós abordamos as diferenças em que os candidatos se constroem e também desconstroem o seu opositor na lógica e na dimensão social da luta política. O material empírico que embasa a pesquisa parte das falas dos candidatos veiculadas no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) em que tratam sobre os temas elencados. A pesquisa destaca a estratégia discursiva, bem como as categorias centrais de análise extraídas da obra Hegemonia e Estratégia Socialista, em consonância com os estudos teóricos, do pós-estruturalismo, em que Laclau constrói os conceitos fundantes da teoria, como forma de desvelar os aspectos complexos da política. Sobre tudo, a hipótese que guia esta dissertação consiste na afirmação de que a campanha eleitoral de 2014 apontou para uma diferenciação ideológica marcante, sobretudo econômica, entre os candidatos do PT e do PSDB. Enquanto a situação defendeu discursivamente a eficiência das medidas governamentais em defesa e promoção do desenvolvimento social para a geração de renda e riquezas, a oposição colocou em dúvida a gestão e a eficiência governamental vigente e como técnica, assim a coligação liderada pelo PSDB defendia um discurso com propostas geradoras de desenvolvimento econômico para a projeção de mecanismos em defesa do social.
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O GÊNERO DO CORDEL SOB A PERSPECTIVA CRÍTICA DO DISCURSO

O GÊNERO DO CORDEL SOB A PERSPECTIVA CRÍTICA DO DISCURSO

A análise de tais discursos, ao mesmo tempo em que vai servindo para moldar um ferramental analítico, com base na LSF (ver capítulos 3 e 4), tem o propósito de mostrar que o contexto (as relações interpessoais, a solidariedade ou as relações assimétricas de poder, as crenças, a negociação de atitudes, entre outros indicadores) pode ser recomposto a partir dos textos analisados. Em Genre Relations, particularmente, desenvolvem o conceito de gênero como uma das maneiras de mapear a cultura (mapping culture é o subtítulo da obra). Nesse estudo, o gênero é visto como um processo social que ocorre em estágios, voltado para fins específicos. Desse modo, um estudo sobre o gênero está diretamente vinculado ao modo como a linguagem é utilizada para as ações no mundo. Os autores ressaltam que o acesso a determinados gêneros é fundamental para processos de inclusão social. E que o não-acesso a certos gêneros, tais como o discurso científico ou o burocrático constitui uma das maneiras de exclusão social. Movidos por essa preocupação e pelo papel que a escolarização desempenha na aquisição de tais gêneros, analisam os textos produzidos nas séries escolares iniciais e o tipo de estímulo e retorno que os professores oferecem aos alunos-escritores. Como conclusão de seus trabalhos, Martin & Rose (2008) produzem uma descrição dos principais gêneros que circulam em nossa cultura e um ferramental analítico para tal análise. Como consequência, os conceitos e métodos produzidos podem ser utilizados com propósitos educacionais, ou seja, servir de subsídio a educadores para que forneçam os estímulos e as avaliações apropriados aos escolares, a fim de que se tornem fluentes em determinados gêneros.
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Análise de discurso crítica, letramento e gênero social

Análise de discurso crítica, letramento e gênero social

em que apresentamos a linguagem como veículo de expressão de idéias e de experiências. Nesse sentido, ela expressa aspectos do contexto sociocultural onde é produzida, influenciando-nos a pensar e a agir deste ou daquele modo, o que também ocorre no contexto escolar, espaço no qual temos os eventos de letramento moldados pela instituição, bem como por relações de poder (B ARTON e H AMILTON , 2000). Nestes eventos, as relações sociais ocorrem e, nelas, as identidades de gênero estão representadas. Assim, na perspectiva da teoria social do letramento, tais eventos devem ser compreendidos como um “lugar” dos modos de ação da ideologia em que as identidades de gênero são constituídas. Desse modo, devem eles se abrir para as negociações, o desafio, para a contes- tação de práticas sociais que vêm naturalizando relações assimétricas entre os gêneros sociais. Isso envolve uma reorganização de práticas de ensino e sistemas de conhecimento, envolve valores e crenças, pois, como acentua Street (1884), “as práticas de letramento se circunscrevem ao contexto social e incorporam não apenas eventos de letramento, mas também ideologias, valores e crenças”. É nessa perspectiva que com- preendemos o discurso como prática ideológica que, na acepção da Análise de Discurso Crítica, estrutura as relações de poder na sociedade e são por elas estruturado, mantendo ou transformando identidades e relações sociais. Dessa maneira, acreditamos que o letramento, tratado como prática social, pode configurar novos sentidos de mudança para as relações das identidades gênero.
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ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO E ABORDAGEM LINGUÍSTICA SISTÊMICO FUNCIONAL EM UMA PROPAGANDA DA EMPRESA HORTIFRUTI

ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO E ABORDAGEM LINGUÍSTICA SISTÊMICO FUNCIONAL EM UMA PROPAGANDA DA EMPRESA HORTIFRUTI

Consoante a BARROS (2008), a ACD “supera os limites da linguística estrutural e apresenta como proposta para o estudo da linguagem a articulação de três níveis: o linguístico, o discursivo e o ideológico-cultural”. Na perspectiva da ACD, para o discurso produzir sentido e significado, deve ser analisado pensando a linguagem enquanto código ideológico que influencia o corpo social e, é influenciado política e culturalmente. A ACD coloca como centro de suas discussões o fato de que todo o uso da linguagem envolve ação humana em relação a alguém em um contexto interacional específico. Nesse sentido, a temática das identidades, assentada, sobretudo nas Ciências Sociais, surge em meio a uma concepção de linguagem como discurso. Interessa-lhe estabelecer parâmetros de análise para a investigação das relações de poder atreladas aos recursos linguísticos usados por pessoas ou grupos sociais. Nesse sentido, defende a possibilidade de combate às estruturas de dominação e exclusão social via práticas linguístico- discursivas. Segundo Fairclough, a ACD é crítica, primeiro ponto, porque busca discernir concepções entre língua e outros elementos da vida social que estão velados. Tais como: as manifestações de poder e dominação presentes
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Representações e metáforas no discurso do professor: uma análise do gênero relatório

Representações e metáforas no discurso do professor: uma análise do gênero relatório

Ao desenvolvermos uma pesquisa precisamos nos posicionar teoricamente. Como expusemos, apoiamo-nos na perspectiva teórica do ISD (BRONCKART, 1999, 2006, 2008), inscrito em uma base filosófica hermenêutica 30 e analítica das características linguísticas efetivas (materiais) dos textos. Ademais, visto que nossa proposta de trabalho inscreve-se em uma de suas vertentes, que é a análise das práticas linguageiras situadas – os textos/discursos – torna-se imprescindível demonstrar que os mecanismos interativos em uma ação de linguagem envolvem a mobilização de diversos processos linguístico-discursivos e que os textos e as vozes que participam desses processos são formados muitas vezes por uma linguagem metafórica. É, então, a partir dessa observação que nos propomos a articular os fundamentos do ISD às bases epistemológicas da metáfora, especificamente na sua abordagem discursiva, referendada nos trabalhos de Lynne Cameron (2003, 2007). Em nossa análise nos ancoramos igualmente na Teoria da Metáfora Conceitual (LAKOFF; JOHNSON, 1980, 1999), pois, segundo seus pressupostos, a metáfora é um instrumento do sistema conceitual e , portanto, marcada profundamente por nossas experiências e pensamentos que se repercutem na cognição. Nesse campo, para refletir sobre as metáforas em relatórios, nos apoiaremos nas concepções destacadas, notadamente por abordar a questão do discurso e colocar no centro da pesquisa a interação social na interpretação dos dados linguísticos.
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O discurso midiatizado: mídium, gênero de discurso e identidades

O discurso midiatizado: mídium, gênero de discurso e identidades

O presente artigo tem por escopo examinar o discurso midiatizado. Com isso, visamos a verificar como o dispositivo midiático engendra atravessamentos no interior de cada mídium, afetando, desse modo, a relação recíproca entre gênero e tipo de discurso e a construção das identidades. Selecionamos como corpus de análise um texto multimodal, tomado como discurso, retirado do site noticioso Universo Online - UOL. Privilegiamos como aporte teórico-metodológico a Análise do Discurso em sua perspectiva enunciativo-interdiscursiva, em particular, os estudos de Dominique Maingueneau acerca da noção de mídium e de gênero de discurso. Também, para apreender a noção de dispositivo – em suas dimensões de curvas de visibilidade, curvas de enunciabilidade, linhas de força e linhas de subjetivação – mobilizamos as considerações de Gilles Deleuze acerca da conceitualização de dispositivo nos estudos de Michel Foucault. As novas tecnologias da informação e da comunicação impuseram novas formas de textualidade no campo das mídias. Contudo, o discurso materializado no dispositivo midiático mais corrobora com o primado da hipertrofia multimodal, no que tange à produção dos efeitos de sentido, do que, propriamente, com o surgimento de um tipo de discurso “midiático”. Ou seja, a midiatização do discurso diz respeito às condições sócio-históricas e culturais de produção dos discursos na sociedade contemporânea.
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Compreendendo o discurso masculino sobre o  trabalho feminino numa perspectiva de gênero

Compreendendo o discurso masculino sobre o trabalho feminino numa perspectiva de gênero

Assim, é lançado um desafio teórico que teve que ser respondido. Entender e constituir uma categoria de análise que seja relacional, pois mulheres e homens são indivíduos que se diferenciam sob o aspecto reprodutivo. Com efeito, só podemos defini-los correlativamente. Para tal, a substituição dos chamados estudos feministas ou das mulheres pelo termo gênero como categoria de análise se fez urgente. Ocorre que por um determinado tempo, em vários estudos, foi visível a substituição dos termos “mulheres” por “gênero”, mais pelo fato de ser uma necessidade de inclusão do tema nas ciências sociais, do que propriamente uma construção de um conceito que compreende a necessidade de relação entre homens e mulheres. Visando a aceitabilidade científica do campo de pesquisa relacionado ao estudo das mulheres, o conceito gênero apresentou tendência à neutralidade, pois enquanto o termo “estudo das mulheres” ou “história das mulheres” salienta a posição feminina como agentes sociais históricos, o termo “gênero” inclui as mulheres sem as nomear, não se constituindo, criticamente, às análises sociais vigentes. Para tal, necessitava-se acrescentar aos estudos sobre a mulher uma noção relacional, entre homens e mulheres, com objetivo de transformar os paradigmas sociais, trazendo à luz da ciência novos temas. O uso do termo gênero destaca que tanto mulheres quanto os homens são produtos do meio social e, desta forma, suas condições de vida são variáveis e históricas.
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As funções dos tipos textuais no interior do gênero discurso de propaganda.

As funções dos tipos textuais no interior do gênero discurso de propaganda.

O texto, em análise, não apresenta título e a asserção é dirigida de forma direta por meio do recurso da exortação e da interrogação [1] Pare para pensar: você sabe qual é a marca de seu carro? E qual o fabricante do computador que você tem em casa? Nesse enunciado, a interrogação consiste em um recurso retórico que assume valor de afirmação. Esse fato se evidencia pela presença do verbo “saber” no presente do indicativo, que antecede ao pronome interrogativo “qual”. A ocorrência desse fenômeno de linguagem atribui ao pronome interrogativo um valor de declaração afirmativa, conforme se observa “você sabe qual é a marca de seu carro?”, em vez de: “qual a marca de seu carro?” A partir desse modo de enunciado, pode-se inferir que o leitor é conhecedor das marcas em questão.
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