Top PDF O poder tributário das Autarquias Locais

O poder tributário das Autarquias Locais

O poder tributário das Autarquias Locais

Esta situação é constitucionalmente justificada e inevitável, não sendo uma questão nova tem uma relevância prática diminuta, uma vez que não há poderes tributários municipais, nem exigência de responsabilidade democrática na autonomia financeira local que não leve a diferenças no quantitativo de impostos pagos. As desigualdades podem acontecer sempre que um ente local exerce o seu poder tributário. Se todos os municípios exercessem o poder tributário da mesma forma, então tudo poderia ser fixado pela Assembleia da República, acabando na prática a autonomia local na questão financeira. A CRP ao prever que as autarquias locais podem ter poderes tributários legitimou a diferença no quantitativo de impostos suportados pelos contribuintes com base no domicílio fiscal dos mesmos. SANCHES, José Luís Saldanha; GAMA, João Taborda – Parecer de Direito sobre a constitucionalidade de normas da Lei das Finanças Locais, p. 38-39. [Consult. 18-07-2013]. Disponível em www.saldanhasanches.pt.
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A descentralização de atribuições e competências para as autarquias locais em matéria de educação

A descentralização de atribuições e competências para as autarquias locais em matéria de educação

Além da organização dos circuitos escolares e contratação com as poucas operadoras privadas existentes (Transdev, Empresa Hoteleira do Gerês e Verde Minho) para alguns circuitos, é da inteira responsabilidade da autarquia toda a logística em termos de requisição e entrega dos passes escolares. A CM refere elevados custos com a sua frota, sobretudo com manutenção da frota, combustíveis, motoristas, vigilantes, seguros e operadoras privadas, os quais vão muito além do que recebem do Poder Central. Afirma também que cada aluno custa, em termos de transportes escolares, ao município, cerca de 500,00€/ano, perfazendo quase meio milhão de euros. Contudo, face aos dados recolhidos junto da divisão financeira, não conseguimos apurar pormenorizadamente esses gastos devido ao facto de a autarquia não deter nenhum estudo de impacto relativo a transportes escolares, nem nenhum programa informático que separa estas despesas por rubricas específicas, o que nos leva a concluir que não faz sentido esta instituição afirmar que tem grandes encargos quando, em abono da verdade, não os consegue demonstrar.
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Proposta de um modelo para a disseminação da informação geográfica nas autarquias locais

Proposta de um modelo para a disseminação da informação geográfica nas autarquias locais

“Para que o SIG tenha sucesso deverá antes de mais existir um grupo responsável pela implementação do SIG que exerça uma gestão do sistema com poder em relação à organização e que tenha expectativas realistas face ao projecto. Depois é necessária uma grande competência de todos os participantes no processo e que se trabalhe em equipa dentro e entre os departamentos. Deve-se enfatizar as vantagens do SIG para os utilizadores e para toda a organização, desenvolvendo uma atitude positiva perante as alterações que se possam verificar dentro da organização. A qualidade dos dados e o acesso aos mesmos por todos os utilizadores deverá ser assegurada, bem como o facto de a tecnologia ser a mais adequada para os objectivos definidos. Pode-se afirmar que, segundo alguns autores, o êxito ou fracasso na implementação do SIG depende do programa aplicacional, configuração dos meios informáticos e da definição da estratégia de abordagem. Aspectos também importantes são o envolvimento aos diferentes níveis dos técnicos da entidade gestora e da eventual equipa de consultores internos ou externos e a transferência do saber entre a equipa de consultadoria e os futuros utilizadores do sistema” [Severino 2006].
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A heteronomia das Autarquias Locais na atribuição de apoios a empresas privadas

A heteronomia das Autarquias Locais na atribuição de apoios a empresas privadas

Foi sustentado que a nova estratégia municipal não se enquadra em nenhuma das tradicionais formas de colaboração, cooperação ou parceria entre Autarquias Locais e privados e a respetiva tarefa a realizar pelas empresas privadas continua a ser privada e com fins de interesse privado. Os dispositivos invocados pelas Autarquias Locais para atribuição dos apoios municipais, englobam conceitos relativamente vagos e imprecisos, o que suscita uma certa discricionariedade na sua atuação. A este respeito observou-se que os princípios gerais da atividade administrativa funcionam como limites ao poder discricionário das Autarquias Locais, incluindo a escolha de procedimentos e formalidades dos atos administrativos. Impõe- se por isso às Autarquias Locais o dever de boa administração, traduzindo-se na plena e correta aplicação das normas jurídicas, de garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos. Verificou- se que a atribuição de apoios municipais é uma matéria legalmente complexa, porque engloba vários diplomas legais. Constatou-se que é viável a concessão de apoios ou comparticipações financeiras, através da celebração de contratos-programa de desenvolvimento desportivo a associações desportivas, bem como aos eventos desportivos de interesse público. Que se excetuam deste âmbito, as sociedades desportivas participantes em competições de natureza profissional, nomeadamente os clubes da primeira divisão e da segunda liga de futebol nacional, salvo no tocante à construção de infraestruturas ou equipamentos desportivos com vista à realização de competições desportivas de interesse público.
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Um modelo para a melhoria da qualidade dos recursos humanos das autarquias locais

Um modelo para a melhoria da qualidade dos recursos humanos das autarquias locais

Após a fase revolucionária do 25 de Abril, em que os sindicatos tiveram acção preponderante na função pública, tem-se notado um evidente declínio do poder sindicalista do sector público: pela mudança de contexto político, pela constante perda de poder de compra dos trabalhadores, pela sucessiva divisão do poder autárquico com a formação de outras empresas públicas, contratação de empresas privadas para execução de serviços de manutenção, falta de inovação para novas formas de negociação salarial e outras recompensas e admissão de pessoal com contratos a prazo. Estas mudanças provocaram um declínio de reconhecimento dos funcionários. Este declínio foi acompanhado por uma consequente degradação das relações entre os parceiros sociais, que também ajudaram à degradação da motivação dos funcionários, ao contrário do que se podia esperar com a entrada de Portugal na Comunidade Europeia e da propalada Reinvenção da Função Pública.
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Autarquias locais e divisões administrativas em Portugal 1836-2013

Autarquias locais e divisões administrativas em Portugal 1836-2013

Os concelhos ou municípios foram um dos principais temas da investigação histórica de Joaquim Romero Magalhães, quer no contexto mais particularmente português, sobretudo através da obra O poder concelhio: das origens às Cortes Constituintes, Notas de história social, publicada em 1986 em colaboração com Maria Helena Cruz Coelho, quer no contexto do império colonial português, através de artigos como “Reflexões sobre a estrutura municipal portuguesa e a sociedade colonial brasileira”, publicado em 1985 na Revista de História Económica e Social, “Algumas notas sobre o poder municipal no império português durante o século XVI”, publicado em 1988 na Revista Crítica de Ciências Sociais, e “A rede concelhia nos domínios portugueses”, comunicação apresentada no congresso comemorativo dos 500 anos de elevação da Ribeira Grande a vila e publicada nas respetivas atas em 2008, quer mesmo no contexto latino-americano, no texto “Respeito e lealdade: poder real e municípios nas colónias hispânicas da América durante os séculos XVI e XVII”, publicado em 2006 como colaboração numa História do Municipalismo. Poder Local e Poder Central no Mundo Ibérico.
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Balanço da implementação da Lei da Paridade em diferentes níveis de governo: análise longitudinal

Balanço da implementação da Lei da Paridade em diferentes níveis de governo: análise longitudinal

expressão no poder local. Num contexto de pouco investimento por parte dos/as eleitores/as na procura de informação, o conhecimento prévio de um/a candidato/a pode colocá-lo em grande vantagem perante o eleitorado, sobrepondo-se, muitas vezes, à avaliação mais rigorosa do seu desempenho e até mesmo a preferências ideológicas. Além disso, as/os incumbentes beneficiam - pelo reconhecimento adquirido, pela experiência e pelos conhecimentos institucionais acumulados - de uma situação privilegiada na captação e gestão de recursos e de uma capacidade negocial com grupos de interesses. Este efeito, que resulta numa baixa circulação das elites locais, tende a prejudicar a participação das mulheres, na medida em que vai mantendo as/os incumbentes, maioritariamente homens, nas autarquias 13 .
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O Conceito de Autarquias Locais na Constituição da República de Angola: o caso do Município

O Conceito de Autarquias Locais na Constituição da República de Angola: o caso do Município

administrativa, do Poder local e de Autarquias Locais (artigos 47.º a 52.º). O texto de 1975 ia até mais longe ao dizer no seu artigo 51.º «as Autarquias Locais têm personalidade jurídica e gozam de autonomia administrativa e financeira». No entanto o que foi estabelecido em Angola na ocasião foi, o poder popular nos termos dos princípios teóricos marxistas-leninistas consagrados na Lei nº 1 /76 de 5 de Fevereiro de 1976, Lei dos Órgãos do Poder Popular. Daí, o Estado angolano evoluiu no sentido de centralização administrativa e floresceu o centralismo democrático que na realidade não admitia a existência de outras pessoas colectivas públicas distintas do Estado, muito menos territoriais ou Autarquias Locais, apenas consagrava os Órgãos Locais do Estado que eram as Assembleias Populares e seus órgãos executivos nomeados pelo Poder Central sobre indicação do Comité Central do partido único então existente (artigo 48.º da Lei Constitucional de 1975). A partir de 1989, este sistema se revelou desajustado com a conjuntura quer nacional como internacional simbolizado pela queda do Muro de Berlim a 9 de Novembro de 1989 e o consequente desmoronamento do bloco Socialista Soviético, houve necessidades de se fazerem reformas e, em Março de 1991 iniciou-se a introdução na Lei Constitucional então vigente, profundas alterações, que se traduziram numa ruptura, do ponto de vista constitucional, do sistema político. Deu-se início a reforma política do Estado com a mudança da denominação de República Popular de Angola para República de Angola.
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Conformidade da prestação de contas nas autarquias locais em Portugal: o caso das freguesias

Conformidade da prestação de contas nas autarquias locais em Portugal: o caso das freguesias

Aquela proposta faz recomendações para que seja realizada uma profunda análise ao actual mapa administrativo, fomentando a redução do número de freguesias, pela sua agregação, criando assim novas freguesias com maior dimensão e escala, de acordo com as suas tipologias e ressalvando as especificidades territoriais; recomenda também que seja efectuado um diagnóstico ao número de entidades que compõem o sector empresarial local, de forma a redimensioná-lo e fortalecê-lo, redefinindo o seu âmbito de actuação; propõe-se ainda promover o debate relativo a um novo enquadramento legal autárquico, adaptando as estruturas orgânicas municipais à nova geometria de gestão municipal, intermunicipal e financiamento, de forma a racionalizar melhor a afectação de recursos; pretende apostar na dupla descentralização do Estado para os municípios e dos municípios para as freguesias, dando predominância ao novo papel que as comunidades intermunicipais e as áreas metropolitanas devem assumir neste novo contexto. Em suma, com esta proposta de reforma da Administração Local visa reforçar o municipalismo, promover a competitividade e coesão no território através do Poder Local (Governo de Portugal, 2011).
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A importância do Imposto Municipal sobre Imóveis e a autonomia das autarquias locais

A importância do Imposto Municipal sobre Imóveis e a autonomia das autarquias locais

O Imposto Municipal sobre os Imóveis (IMI) foi o imposto que veio substituir a Contribuição Autárquica, entrando em vigor a 01/12/2003, é um imposto que segue os princípios da equivalência ou do beneficio além de que incide direta e periodicamente sobre o valor patrimonial tributário dos prédios, podendo os prédios ser dos tipos urbanos, rústicos ou mistos, mas tem de se situar em Portugal. Este imposto trata-se por ser um imposto real, pretendendo que através do uso de coeficientes tais como afetação, localização, vetustez, qualidade e conforto faz com que os valores patrimoniais tributários dos prédios urbanos se aproximem o mais do valor do mercado. De quota variável e estadual, visto a sua receita reverter a favor da respetiva autarquia municipal no qual o mesmo se localiza, têm regime jurídico especifico. É considerado um imposto estadual devido o sujeito ativo ser o Estado, visto que, a receita faz parte do orçamento de cada município da área de localização do prédio. 7
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A descentralização da administração da educação : as autarquias locais enquanto promotoras do programa das actividades de enriquecimento curricular no 1º CEB

A descentralização da administração da educação : as autarquias locais enquanto promotoras do programa das actividades de enriquecimento curricular no 1º CEB

O presente relatório constitui o trabalho final do curso de mestrado em Ciências da Educação, área de especialização em Administração Educacional, na modalidade de projecto. O estudo realizado integra-se na temática da descentralização da administração da educação e, em particular, no processo de negociação e de transferência de competências entre o poder central e o poder local. Escolheu-se como analisador deste processo a implementação do Programa das Actividades de Enriquecimento Curricular no 1.º Ciclo do Ensino Básico na Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) tendo em vista: contextualizar a criação e a implementação deste programa no quadro do processo de descentralização em curso; identificar as relações entre o programa e as politicas locais de educação; descrever e caracterizar os procedimentos adoptados pelas autarquias locais na gestão deste programa. Com esse fim e do ponto de vista metodológico, adoptou-se uma abordagem de tipo naturalista com recurso à análise documental e a um conjunto de 13 entrevistas estruturadas que tiveram como destinatários os técnicos e os autarcas, de nove dos doze municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal em análise. Os resultados obtidos evidenciam que apesar do Programa das Actividades de Enriquecimento Curricular não ter sido uma medida verdadeiramente descentralizadora, a maioria dos municípios em causa não se limitou a ser um mero executor da política nacional. Verificou-se também que este programa se enquadra nas políticas locais de educação destes municípios, ainda que estas não se encontrem institucionalmente definidas. No que diz respeito aos procedimentos de gestão adoptados pelas autarquias em causa, salientamos o seu contributo para o desenvolvimento local.
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RelatórioEstagio AndreiaAssunção

RelatórioEstagio AndreiaAssunção

O termo ‘local’ pressupõe, portanto, a ideia de democracia participativa, levando a um maior envolvimento dos indivíduos, num esforço comum com vista ao desenvolvimento. Entende- se, assim, por Poder Local, “o poder da comunidade local, que será tanto maior quanto mais forte for a capacidade das organizações locais para se assumirem como poderes locais difusos na sociedade, capazes de realizarem um projeto próprio e colaborantes entre si e com as autoridades político- administrativas locais no processo de desenvolvimento local, sem embargo da assunção livre de posições próprias“. (Pinhal, 2012: 71) Pode afirmar-se que “o poder local acrescenta poder ao poder autárquico, ou seja, ao poder exercido pelos órgãos das autarquias locais e dá às comunidades um maior peso face, por exemplo, ao Estado”. (idem)
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As autarquias em Portugal: as políticas de gestão autárquica na construção de um perfil vencedor

As autarquias em Portugal: as políticas de gestão autárquica na construção de um perfil vencedor

Importa reforçar a ideia de que são os próprios municípios que se responsabilizam pela decisão dos vários investimentos: equipamento rural e urbano, rede de transportes e comunicações, cultura, tempos livres e desporto, saúde, educação, entre outros, estabelecendo o seu próprio orçamento. Neste contexto é o presidente da câmara, com as suas competências, que designa os projetos a realizar e a data para a sua execução. Barbosa (2002) considera, por este motivo, que a Lei das Finanças Locais, nomeadamente a Lei nº 42/98 de 6 de Agosto, facilita a capacidade de endividamento dos municípios, mesmo que estes cumpram com as diretivas expressas na Lei das Autarquias, sendo por isso necessária a reformulação da Lei. Como já foi mencionado na secção anterior, também as receitas se encontram legalmente determinadas pela Lei das Finanças Locais. Por sua vez, estas constituem-se como receitas próprias, podendo ser, também, receitas provenientes dos subsídios da UE e dos impostos do Estado. Ao longo dos anos, a principal fonte de receita do poder local tem sido as transferências da Administração Central e da UE, especificamente, as de capital, apresentando-se como o principal meio de financiamento das despesas de capital, nomeadamente as de investimento (Coelho, 2004).
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PODER LOCAL E AUTARQUIAS LOCAIS: INSTITUCIONALIZAÇÃO E MODELOS PARA SUA IMPLEMENTAÇÃO.

PODER LOCAL E AUTARQUIAS LOCAIS: INSTITUCIONALIZAÇÃO E MODELOS PARA SUA IMPLEMENTAÇÃO.

sobre a organização do poder do Estado; (ii) foi dispensado uma dezena de artigos, bem como a declaração solene de que “a organização democrática do Estado ao nível local estrutura-se com base no princípio da descentralização político-administrativo; (iii) valorização das autarquias locais, traduzida no aperfeiçoa- mento do conceito de autarquias locais, na definição abrangente do princípio da autonomia local, na previ- são de diversas garantias, designadamente financeiras, patrimoniais, normativas e jurisdicionais, a favor das autarquias locais, na expressa definição do respectivo sistema de governo; (iv) a Constituição prevê expressamente o município, mas admite a criação de outras autarquias, seja ao nível supra-municipal, seja ao nível infra-municipal; (v) a Constituição eleva o princípio da autonomia local a limite material do poder de revisão constitucional e (vi) a Constituição estabelece que” a institucionalização efectiva das autarquias locais obedece ao princípio do gradualismo”.
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O financiamento das autarquias locais e a estrutura da despesa: o caso dos municípios algarvios

O financiamento das autarquias locais e a estrutura da despesa: o caso dos municípios algarvios

2& Em relação ao período temporal, considerou-se um intervalo de dez anos por se julgar ser o período temporal mínimo suscetível de se poder fazer uma análise evolutiva em termos dos números das receitas e das despesas efetuadas pelos municípios algarvios. No que se refere à tipologia, todos os dados que serviram de base de trabalho são secundários, tendo a sua grande maioria sido obtidos junto da DGAL, estando parte deles publicados no seu sítio oficial na internet (www.portalautarquico.pt). Trata-se dos dados relativos às receitas e despesas de todos os municípios algarvios no período com- preendido entre 2003 e 2009, tendo a respetiva consulta ocorrido no início do mês de abril de 2011.
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Administração pública angolana: a estrutura organizativa à luz da Constituição de 2010

Administração pública angolana: a estrutura organizativa à luz da Constituição de 2010

Finalmente, a par da CRA, a L. 17/10 de 29 de Julho (Lei da Organização e Funcionamento dos Órgãos da administração Local do Estado, inclui das autoridades tradicionais como membros do órgão de apoio consultivo, fazendo parte dos Conselhos: Provincial, Municipal e Comunal de Auscultação e Concertação Social, reforçando a efectiva cooperação entre o poder local público e as autoridades tradicionais na governação local. Os sobas, enquanto líderes comunitários, detêm conhecimento em matérias ligadas as crenças, hábitos e costumes dos antepassados, tornando-se interlocutores válidos junto dos órgãos públicos locais, facilitando a melhoria das políticas públicas que mais se adequam com as áreas territoriais que representam. Todavia, para concretização desse desiderato, a Assembleia Nacional, deverá legislar, cuja competência é absoluta (art. 164º al. f) da CRA) sobre a lei de bases do sistema de organização e funcionamento do poder local (as autarquias locais e as autoridades tradicionais) com primazia as primeiras, pois a sua institucionalização dela depende, enquanto que, as autoridades tradicionais são uma realidade histórica pré existente em relação ao Estado, desempenhando sempre o seu papel na base do direito consuetudinário.
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As receitas patrimoniais das autarquias locais

As receitas patrimoniais das autarquias locais

fiscal (ou melhor, aduaneiro). Naquele primeiro sentido, este autor entende que são tarifas “as normas regulamentares que fixam e disciplinam a aplicação das taxas ou preços enquanto contrapartidas ou contraprestações às prestações constituídas pelos serviços públicos, sejam estes explorados diretamente pelas administrações públicas, caso em que as respetivas tarifas ingressam imediatamente no património destas, sejam explorados através de concessão, hipótese em que as mesmas ingressam no património do respetivo concessionário. Em suma, neste sentido as tarifas reconduzem-se às normas regulamentares dos preços dos serviços públicos. Em sentido financeiro, as tarifas significam, ou podem significar duas coisas. Umas vezes referem-se elas aos quadros donde constam, de um lado, as unidades de consumo e, de outro, os respetivos preços: se em tais quadros figura apenas uma unidade de consumo por cada quadro, temos tarifas unitárias; se neles figuram mais do que uma unidade de consumo, então temos tarifas múltiplas. Nesta versão, as tarifas constituem quadros de unidades de consumo de serviços públicos e dos correspondentes preços ou listas de preços. A maioria das vezes, porém, as tarifas em sentido financeiro referem-se, não aos mencionados quadros, listas ou tabelas, mas aos preços dos serviços públicos prestados pelas administrações públicas ou pelos concessionários, sejam os mesmos preços públicos ou privados. Em sentido tributário, as tarifas são constituídas pelos preços dos serviços públicos autoritariamente fixados. Em nossa opinião, este deveria ser o sentido reservado para as tarifas. Neste sentido, as tarifas constituem um especial tipo de taxas ou preços públicos. Finalmente, as tarifas significam o sistema dos impostos ou (direitos) aduaneiros ou alfandegários que contêm a tabela de taxas ou impostos especiais”. Cf. NABAIS, Casalta, “Tarifas e questões fiscais: competência dos tribunais tributários – Acórdão do STA (1.ª seção) de 17.06.1997”, in Cadernos de Justiça Administrativa, n.º6,1997, p. 45 a 52
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A perequação financeira com referência aos municípios: dos alvores da nacionalidade à atual lei das finanças locais

A perequação financeira com referência aos municípios: dos alvores da nacionalidade à atual lei das finanças locais

Antes de mais, o município terá de elaborar o PAM, à luz dos pressupostos constantes do artº 23º, da Lei nº 53/2014, nomeadamente do seu nº 2, com a aplicação das medidas previstas no nº 1, do artº 35º, como sejam a participação variável no IRS à taxa máxima prevista no artº 26º, da Lei nº 73/2013, de 3 de setembro, no caso, 5% (nº 1, al. a); definição da taxa máxima de derrama sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto, no âmbito do rendimento das pessoas coletivas, nos termos constantes do nº 1, do artº 18º, da referida Lei nº 73/2013 (al. b); aplicação das taxas máximas municipais, designadamente em termos de IMI, considerando todos os fatores majorativos e desconsiderando os minorativos (al. c); revogação dos benefícios fiscais e da isenção de taxas da competência do município (al. d); fixação dos preços cobrados nos setores do saneamento, água e resíduos, de acordo com as recomendações emitidas pela respetiva Entidade Reguladora (al. e); identificação e quantificação de novos preços e tributos municipais a lançar, incluindo derramas, taxas e encargos de mais- valias (al. f); identificação e quantificação do património municipal e serviços a alienar, concessionar ou ceder em exploração, com vantagens para o município (al. g); identificação e quantificação de segmentos de atividade empresarial local ou de participações locais a reestruturar, alienar ou concessionar, com vantagens para o município (al. h). A estas iniciativas devem acrescer outras medidas concretas e quantificadas para aperfeiçoamento do controlo de cobrança de taxas, preços, aplicação de coimas, redução de despesas, nomeadamente de pessoal e de aquisição de bens e serviços, racionalização de custos com pagamento de trabalho extraordinário, eventual renegociação das parcerias público-privadas e limitações ao investimento (als. i a n, do nº 1.).
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Dissertação Final Telma Peixoto

Dissertação Final Telma Peixoto

O conceito do CLS traduzia-se numa segurança alargada, através do Policiamento de Proximidade, com um reforço da presença e da visibilidade dos elementos policiais, em colaboração com as comunidades locais. Os CLS tendem, de acordo com Roché (2005), a orientar a polícia em função das preocupações da população. Assim, e como o core business da PSP é, precisamente, proceder à manutenção da segurança, se para esta missão há mecanismos de cooperação entre atores sociais com um mesmo objetivo tanto melhor será, pois a tarefa partilhada de cuidar do próximo é operacionalizada com base em mais informações, logo, mais poder para atuar sábia e mesuradamente no terreno. Sabemos que é “importante que a polícia tenha um contacto permanente com a população: de facto, a polícia não está localizada na dianteira da sociedade mas no seu seio” (European Forum for Urban Security, 2016, p.20), e é esta a ideia-base para a construção de um CLS. Por outro lado, as parcerias locais podem ter um certo nível de estratégia, na medida em que visam que “as a utoridades locais e os parceiros respondam pelo seu desempenho” (Casey, 2008, p.33), podendo discernir sobre a responsabilidade de cada parte no terreno, não sendo só as Polícias responsabilizadas quando há falhas na manutenção da segurança.
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As Tecnologias de Informação Geográfica na Sociedade da Informação

As Tecnologias de Informação Geográfica na Sociedade da Informação

Um dos maiores desafios que se coloca às democracias, é o de vencer as tendências para o afastamento das pessoas da actividade pública e política. O contributo dos poderes locais para enfrentar com êxito esse desafio deverá assumir características únicas, apostando em tecnologias de crescente massificação, tornando o cidadão num agente de participação quase que on-line, isto é "permanentemente ligado" à actividade do seu território - o e- Citizen. Este conceito deverá ser plenamente conseguido na última fase de implementação de

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