Top PDF OS PODERES DO JUIZ E A REFORMA DO CÓDIGO DO PROCESSO CIVIL

OS PODERES DO JUIZ E A REFORMA DO CÓDIGO DO PROCESSO CIVIL

OS PODERES DO JUIZ E A REFORMA DO CÓDIGO DO PROCESSO CIVIL

Assim o pensamos, apoiados na obra de acatados juristas pátrios, por vários motivos, que resumo em seguida: em pri- meiro lugar, porque a lei prevê a integração, “ quando neces- sário” , isto é, não inclui as hipóteses em que se possa consi- derar “ útil” essa convocação de terceiros, mas sim quando ela fo r “ necessária” . Em segundo lugar, porque se a relação pro- cessual já está com as partes indispensáveis à sua validade, não convem ampliar a demanda além dos limites desejados pelas partes, complicando e retardando a marcha do processo. 10 — Igualmente é de se repelir a tendência a permitir ao juiz, com base naquele artigo, mandar alguem integrar a demanda como litisconsorte ativo, pois isto implica em coagir o indivíduo a figu rar como autor em demanda que não é de seu desejo, com os riscos inherentes àquela posição. Isto contraria a regra fundamental de que ninguém deve ser obrigado a propor ações em juizo. Quando houver comunhão de interêsses no direito ajuizado, nossa lei sabiamente resolveu o problema, permitindo, em regra, a iniciativa por um dos co-participantes desse direito. Assim, os artigos 1580, parágrafo único, 623, item II, e 898, do Código Civil, legitimam o herdeiro para reclamar de ter- ceiro a totalidade da herança, o condômino para reivindicar o bem comum, e o credor solidário para exigir a prestação por inteiro. E, em outras hipóteses, como na ação relativa a bens imóveis, em que o marido não pode demandar sem outorga uxória, há o recurso ao suprimento judicial de consentimento, na form a do art. 237 do mesmo Código.
Mostrar mais

18 Ler mais

Poderes e dees do juiz: evolução processual à ordem jurídica justa e perspectivas do código de processo civil de 2015

Poderes e dees do juiz: evolução processual à ordem jurídica justa e perspectivas do código de processo civil de 2015

A princípio, não havia sequer uniformidade de critérios de julgamento, regendo-se cada grupo étnico de dominadores por um regramento próprio e primitivo de justiça, segundo seus costumes básicos. Superstições e ritos sacramentais, já superados pelo direito romano, retornavam ao cenário, chegando-se a acreditar, em exacerbação do fanatismo religioso, que divindades participavam dos julgamentos e revelavam sua vontade por meio de métodos cabalísticos. Era o processo extremamente rígido e marcado pela oralidade e pela publicidade. Era titular da jurisdição a Assembleia dos membros livres do povoado 13 . O juiz viu seu papel reduzido a mero diretor de debates, o que cumpria direcionar formalmente para proclamação do reconhecimento do resultado, fruto da soma dos valores das provas apresentadas, independentemente de apreciação e formação de convencimento do julgador.
Mostrar mais

71 Ler mais

Contribuições ao estudo dos poderes instrutórios do juiz no processo civil: fundamentos, interpretação e dinâmica

Contribuições ao estudo dos poderes instrutórios do juiz no processo civil: fundamentos, interpretação e dinâmica

A posição enciclopédica do direito processual está inserida como ramo do direito público, porquanto governa a atividade jurisdicional do Estado. De igual sorte, é indubitável sua ligação com o direito constitucional, na medida que a Constituição traça os contornos e bases do direito processual, conforme lecionam Cintra, Grinover e Dinamarco: “O direito constitucional estabelece as bases do direito processual ao instituir o Poder Judiciário, criar os órgãos (jurisdicionais) que o compõem, assegurar as garantias da Magistratura e fixar aqueles princípios de ordem política e ética que consubstanciam o acesso à justiça (acesso à ordem jurídica justa) e a garantia do devido processo legal (due process of law). O direito processual, por sua vez, inclusive por meio de disposições contidas no próprio texto constitucional, cria e regula o exercício dos remédios jurídicos que tornam efetivo todo o ordenamento jurídico, em todos os seus ramos, com o objetivo precípuo de dirimir conflitos interindividuais, pacificando e fazendo justiça em casos concretos.” (Teoria geral do processo, cit., p. 53). Em semelhante sentido, José Carlos Baptista Puoli cita exemplos de intervenção estatal na autorregulamentação de interesses, de sorte que a influência do Estado Social a partir de novos modelos constitucionais se estendeu também em outros ramos do direito, seja em razão da concepção de uma sociedade mais solidária, seja por conta da indicação de novos deveres relacionados aos setores da vida que não mais deixam ao exclusivo alvedrio dos particulares a autorregulamentação de seus respectivos interesses, o que se verifica nas diretrizes do Código Civil, ao editar normas de caráter cogente. (Os poderes do juiz e as reformas do processo civil, cit., p. 58).
Mostrar mais

300 Ler mais

O JUIZ HÉRCULES NA APLICAÇÃO DO ARTIGO 523 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL À EXECUÇÃO TRABALHISTA  Raphael Dias Andrade

O JUIZ HÉRCULES NA APLICAÇÃO DO ARTIGO 523 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL À EXECUÇÃO TRABALHISTA Raphael Dias Andrade

Compreendendo a questão por essa posição epistemológica, entendemos com razão o Tribunal Superior do Trabalho ao rechaçar a aplicação subsidiária do CPC de 1973 naquilo em que a CLT possuía regra específica, como na hipótese do art. 475-J do CPC e a aplicação da multa de 10%. Reconhecemos que, por uma perspectiva utilitarista e pragmática, o rigor do TST acabou por afastar a recepção de muitos avanços do processo comum em relação ao processo do trabalho, no entanto, em sede de decisão judicial, o julgador deve conter seu voluntarismo em atenção à opção metodológica adotada pelo legislador, como medida de reforço da democracia e prestígio da separação dos poderes. (MOLINA, 2015, p.32)
Mostrar mais

23 Ler mais

ATIVIDADES DO JUIZ NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (Fls. 10)

ATIVIDADES DO JUIZ NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (Fls. 10)

também é possível dizer o mesmo do estudo de Ciência Política e Teoria do Estado. O ensino de conteúdos de Filosofia Política clássica se dá, muitas vezes, de forma deslocada de sua efetiva contribuição para os conceitos modernos de Estado e da política, explorando, em geral, divisões esquemáticas entre escolas de pensamento e de autores. Isso faz, por exemplo, com que a teoria da separação de poderes seja vista como uma contribuição original, pura e intocada da obra de Montesquieu, quando, na verdade, não é. Vale dizer o mesmo para o estudo das instituições políticas: por exemplo, o ensino dos sistemas políticos (parlamentarismo e presidencialismo), em geral, explora suas diferenças e seus desenhos formais teóricos, sem dar maior atenção às peculiaridades e à prática do chamado “presidencialismo de coalizão” brasileiro – um sistema presidencialista de separação formal entre os Poderes Executivo e Legislativo, mas que opera em uma lógica real de construção de maiorias estáveis e suporte legislativo ao governo, semelhantes às coalizões do sistema parlamentarista. (ALMEIDA; SOUZA; CAMARGO, 2013, p. 22).
Mostrar mais

201 Ler mais

Poderes Instrutórios do juiz no processo de conhecimento

Poderes Instrutórios do juiz no processo de conhecimento

A doutrina moderna abandonou definitivamente a concepção privatista do direito processual, que via no processo um instrumento para a proteção do direito subjetivo e, portanto, totalmente subordinado à vontade das partes litigantes. A orientação atual, de tendência nitidamente publicista, reconhece a existência de um interesse no resultado do processo que extravasa o estreito limite das relações nele discutidas. A atuação do ordenamento jurídico interessa a toda a coletividade. Por esse motivo, admite-se a ampliação dos poderes do juiz no processo, pela investigação da verdade real, visto que a formal não mais satisfaz ao processualista atento aos fins sociais de sua ciência. O interesse na solução é tanto do juiz quanto das partes. Apenas não se pode negar que, dos sujeitos do processo, apenas o magistrado procura uma solução justa, visto que as partes visam a um resultado favorável aos seus interesses, não se importando com a adequação destes à ordem jurídica estabelecida. Não se pode negar que às partes incumbe, predominantemente, a iniciativa probatória. Mas isso somente ocorre por questões de ordem prática, não pela natureza do direito. Verifica- se porque ninguém conhece os fatos melhor do que elas. Além disso, o juiz não pode utilizar-se de seus conhecimentos particulares. Cabe lembrar, ainda, que o legislador processual não estabeleceu qualquer diferença de tratamento quanto aos poderes do juiz, em função da matéria discutida no processo. A amplitude desses poderes é a mesma, qualquer que seja a natureza da relação jurídica objeto do processo, seja ela disponível ou não. Em todas as hipóteses, incide o artigo 130 do Código de Processo Civil. 153
Mostrar mais

173 Ler mais

O JUIZ NO PROCESSO CIVIL ANTIGO E NO ATUAL

O JUIZ NO PROCESSO CIVIL ANTIGO E NO ATUAL

O Govêrno patrício sentiu a repulsa justa, natural e legítima da cultura jurídica nacional pelo Anteprojeto que lançou, com larga publicidade, a título de preparação dos espíritos para a promulgação da reforma radical e de fundo, que fôra pretendida e planejada, mas prudentemente, percebendo a procedência da crítica e antevendo as dificuldades que defrontaria com o os males que causaria, recuou do seu propósito mandando rever o trabalho e determinou a exclusão e substituição do que chocava e dêsse Anteprojeto, assim revisto, pou- co restou.

5 Ler mais

A ESTRUTURA DO CÓDIGO CIVIL E A  ADOTADA PELO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL  Fernando Peres

A ESTRUTURA DO CÓDIGO CIVIL E A ADOTADA PELO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL Fernando Peres

como gênero do qual se extrai as espécies os princípios gerais, os conceitos legais indeterminados e as cláusulas gerais. Onde os princípios estão ligados ao aspecto interpretativo dado ao juiz ou interprete da lei, normalmente intrínseco ao sistema ou ordenamento jurídico. Já os conceitos legais indeterminados e as cláusulas gerais, por serem enunciações abstratas feitas pela lei, exigem valoração do juiz, para que possa preencher o seu conteúdo valorativo, logo se constar do comando legal, o magistrado decidirá de acordo com as consequências já destacadas pela lei, nesse caso, conceito legal indeterminado ou se houver necessidade de se construir a solução otimizada ao caso concreto sob o manto do justo, estar-se-á diante de uma cláusula geral.
Mostrar mais

22 Ler mais

Os critérios de aplicação do princípio da identidade física do juiz no processo penal com o advento do novo código de processo civil

Os critérios de aplicação do princípio da identidade física do juiz no processo penal com o advento do novo código de processo civil

Como já acenamos, o sistema jurídico deve sempre ser considerado em sua integralidade. Já foi tempo no passado no qual, perante a lacuna, o juiz deixaria de decidir. O julgador contemporâneo não pode deixar de aplicar o Direito no caso que se lhe apresenta. Desse modo, perante a possível ausência de norma, deverá utilizar-se dos procedimentos de interpretação do sistema para integrá-lo e apresentar a prestação jurisdicional. O ordenamento é inevitavelmente lacunoso, porque o legislador não pode prever todas as situações que se multiplicam na sociedade e, atualmente, o incrível e rápido avanço tecnológico. Por outro lado, o legislador pode entender oportuno e conveniente deixar o fato ou fenômeno social em branco, relegando as decisões justamente para o trabalho integrativo dos tribunais.
Mostrar mais

55 Ler mais

O novo Código de Processo Civil | Julgar

O novo Código de Processo Civil | Julgar

Acontece que em resultado deste novo sistema de colegialidade os juízes passaram a estar mais ocupados em tempos de trabalho e esforço, primeiro porque a composição e funcionamento dos tribunais colectivos impunham a todos os magistrados em geral, além do estudo e condução dos processos das suas próprias comarcas, o estudo e participação nas audiências de discussão e julgamento das outras comarcas onde eram chamados a realizar audiências de julgamento, depois porque o sistema de juiz activo, específico do processo oral, tal como o nosso legislador e bem o entendeu, lhe exigia maior atenção na condução dos seus próprios processos, pois tinha de acompanhar cada causa desde o início, elaborando as peças pertinentes (nomeadamente, saneador, especificação e questionário), e tinha também que conduzir directa e responsavelmente toda a importante fase da produção e produção de prova que, em princípio não podia delegar noutro juiz nem em qualquer funcionário judicial.
Mostrar mais

33 Ler mais

A reforma do processo civil de 2013

A reforma do processo civil de 2013

Passa a ser exclusiva atribuição do juiz: reduzir, por período que considere razoável, a parte penhorável dos rendimentos e mesmo, por período não superior a um ano, isentá-los de penhora (NCPC-738-6, antes agente de execução, CPC824-4-5); tutelar os interesses do executado quando estiver em causa a sua habitação (NCPC-704-4, NCPC-733-5, NCPC-785-4); designar administrador para proceder à gestão ordinária do estabelecimento comercial penhorado (NCPC-782-3, antes pouco claro, CPC-862-A-2-3); autorizar o fracionamento do prédio penhorado (NCPC-759-1, antes agente de execução, CPC-842-A-1); aprovar as contas na execução para prestação de facto (NCPC-872-1, antes agente de execução, CPC-937-1); autorizar a venda antecipada de bens penhorados, em caso de possível deterioração ou depreciação ou quando haja vantagem na antecipação da venda (NCPC-814, antes agente de execução, CPC-886-C-1 e juiz só em caso de urgência CPC-886-C-3); decidir o levantamento da penhora requerida pelo executado herdeiro quando haja oposição do exequente a esse levantamento (NCPC-744-3, antes pouco claro, CPC-827-3).
Mostrar mais

66 Ler mais

A sistematização das tutelas de urgência no atual código de processo civil e no projeto de código de processo civil

A sistematização das tutelas de urgência no atual código de processo civil e no projeto de código de processo civil

(...) o que espera o Projeto é que o magistrado, a depender da necessidade concreta de proteção manifestada pelo direito material, defira a medida capaz de atender a tal necessidade, independentemente, da via eleita pela parte para obtenção da providência jurisdicional ou mesmo da própria providência postulada, de asseguração, em sendo o caso de providência satisfativa e, ao revés, de satisfação, em se fazendo mister medida acautelatória, instrumental. É dizer, se o direito deve ter resguardado a possibilidade de sua realização futura, independentemente de ter sido postulada nominalmente tutela antecipada, deve o juiz deferir medida cautelar, por ser a medida adequada, e vice-versa. Postulada, em caráter antecedente, medida cautelar, em sendo o caso de satisfazer-se imediatamente o direito, deve o juiz conceder a antecipação de tutela no lugar da cautelar postulada. Ao unificar os requisitos exigidos para a concessão das medidas de urgência em geral, o Projeto radicaliza a fungibilidade, que, não há mais dúvidas, passa a poder operar em duplo sentido e não mais apenas em mão única, como autoriza a redação do §7º do art. 273 do CPC atual 39 .
Mostrar mais

43 Ler mais

A prova por declarações de parte no código de processo civil

A prova por declarações de parte no código de processo civil

O anterior artigo 266.º do CPC já contemplava o princípio da cooperação, dando a possibilidade ao Juiz de “em qualquer altura do processo ouvir as partes, seus representantes ou mandatários judiciais, convidando-os a fornecer os esclarecimentos sobre a matéria de facto ou de direito que se afigurem pertinentes e dando-se conhecimento à outra parte dos resultados da diligência”. Esta faculdade atribuída ao Juiz não foi eliminada nas alterações feitas ao CPC, passou a ser contemplada no actual artigo 7.º do referido diploma. Bem como, em qualquer estado do processo o juiz pode determinar a comparência pessoal das partes para a prestação de depoimento, informações ou esclarecimentos sobre factos que interessem à boa decisão da causa, nos termos do artigo 452.º n.º 1 (não tendo este artigo sofrido quaisquer alterações relativa à sua numeração). 38
Mostrar mais

89 Ler mais

As condições da ação no novo código de processo civil

As condições da ação no novo código de processo civil

Por outro lado, caso o juiz precise no caso concreto de uma cognição mais aprofundada para então decidir sobre a presença ou não das condições da ação, não mais haverá tais condições da ação, que passarão a ser entendidas como matérias de mérito. Dessa forma, aprofundada a cognição, a ausência daquilo que no início do processo poderia ter sido considerado uma condição da ação passa a ser matéria de mérito, gerando uma sentença de rejeição do pedido do autor (art.487,I, do NCPC), com a geração de coisa julgada material.
Mostrar mais

19 Ler mais

Súmula vinculante no código de processo civil de 2015

Súmula vinculante no código de processo civil de 2015

Nenhum aspecto de nossos sistemas jurídicos modernos é imune à crítica. Cada vez mais, pergunta-se como, a que preço e em benefício de quem estes sistemas de fato funcionam. Essa indagação fundamental, que já produz inquietação em muitos advogados, juízes e juristas, torna-se tanto mais perturbadora em razão de uma invasão sem precedentes dos tradicionais domínios do direito [...]. O alto custo para as partes é particularmente óbvio sob o „sistema americano‟ [...] agem como uma barreira poderosa sob o sistema [...]. O acesso à justiça enfrentou o problema da representação dos interesses difusos, assim chamados os interesses coletivos ou grupais. Nos Estados Unidos, onde esse mais novo movimento de reforma é ainda, provavelmente, mais avançado, a modificação acompanhará o grande quinquênio de preocupações e providências [...]. 123
Mostrar mais

277 Ler mais

A audiência de conciliação no Código de Processo Civil de 2015

A audiência de conciliação no Código de Processo Civil de 2015

Nº 2016.07.1.017669-3 - Procedimento Comum - A: SANTANA INSTITUTO DE EDUCACAO SUPERIOR EIRELI. Adv(s).: DF050800- Herculano Batista da Silva. R: LS DESIGN INDUSTRIA E COMERCIO DE MOVEIS LTDA ME. Adv(s).: Nao Consta Advogado. R: GILMARMACHADO DOS SANTOS. Adv(s).: (.). R: MARIA DE FATIMA BARBOSA. Adv(s).: (.). A parte 3ª requerida, MARIA DE FÁTIMA BARBOSA,devidamente citada/intimada (fl. 128v) para comparecer à audiência de conciliação designada por este Juízo (fl. 122), não compareceu à audiência,nem apresentou justificativa para sua ausência. Aplico-lhe, pois, a multa fixada em 2% (dois por cento) do valor da causa, nos termos do art.334, § 8°, do CPC. Após o trânsito em julgado, oficie- se a Receita Federal do Brasil para providências cabíveis. Advertida as partes requeridasque, conforme o art. 335, I, CPC, aguarde-se o prazo de 15 (quinze) dias úteis para apresentação de contestação escrita, a contar da data daaudiência, a ser apresentada por advogado regularmente constituído. I. Taguatinga - DF, quarta-feira, 19/04/2017 às 18h21. Mário Jorge Pannode Mattos,Juiz de Direito.
Mostrar mais

51 Ler mais

Agravo de instrumento no código de processo civil de 2015

Agravo de instrumento no código de processo civil de 2015

32 que o art. 138 (1) do Código de Processo Civil (CPC) é explícito no sentido de conferir ao juiz competência discricionária para admitir ou não a participação, no processo, de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, e de não admitir recurso contra essa decisão. O art. 7º (2) da Lei 9.868/1999, de igual modo, é inequívoco nesse sentido. O Colegiado afirmou, também, que o amicus curiae não é parte, mas agente colaborador. Portanto, sua intervenção é concedida como privilégio, e não como uma questão de direito. O privilégio acaba quando a sugestão é feita. Ressaltou, ainda, os possíveis prejuízos ao andamento dos trabalhos da Corte decorrentes da admissibilidade do recurso, sobretudo em processos em que há um grande número de requerimentos de participação como amicus curiae. Vencidos os ministros Marco Aurélio (relator) e Edson Fachin, que conheceram do agravo e reafirmaram precedentes que admitiram a interposição de recurso contra a decisão denegatória de ingresso no feito. Para eles, nos termos das normas que regem a matéria, somente é irrecorrível a decisão que admitir a intervenção. Se a decisão é negativa, contrario sensu, cabe agravo para a apreciação pelo Colegiado. Os ministros Dias Toffoli (presidente) e Rosa Weber reajustaram os votos anteriormente proferidos.
Mostrar mais

52 Ler mais

Prova antecipada no código de processo civil brasileiro

Prova antecipada no código de processo civil brasileiro

forma prévia ao processo, visto que, “se o processo já estiver em curso e houver a necessidade de antecipação de uma prova (i.e., sua produção antes da fase instrutória), aplica-se o art. 139, VI, do CPC/2015 que confere ao juiz o poder de alterar a ordem de produção dos meios de prova”. TALAMINI, Eduardo. Produção antecipada de prova no Código de Processo Civil de 2015. Revista de processo, v. 260, out/2016, p. 78-79. Ousamos discordar do entendimento, tendo em conta que: primeiro, se assim for, estaríamos, ainda que de forma abstrata, deixando de lado o direito autônomo à prova e nos socorrendo do poder geral de efetivação do juiz quanto à necessidade de produção da prova; segundo, a despeito de o fundamento poder ser o mesmo, o que deve existir é a utilização do instituto próprio e adequado à efetivação do direito, no caso, o art. 381 e ss. tendo aplicação subsidiária o 139, VI; terceiro, alterar a ordem de produção parece se referir especificamente à ordem de produção durante a fase de instrução, além de não guardar relação direta com os fundamentos da produção antecipada numa primeira análise, sem contar que não toca a noção de antecipação; em tempo, o simples fato de se aplicar o art. 139, VI ou o art. 381 e ss. não desnatura o caráter antecipatório da medida, razão pela qual tal diferenciação, em dada dimensão, nem faria sentido; e, por último, a aplicação do art. 139, ao final das contas, teria de respeitar todo o regramento estabelecido no livro específico do CPC quanto à produção antecipada, especialmente no que se refere ao regime recursal, citação de interessados, apresentação de defesa, não nos parecendo que poderá haver o devido intercâmbio procedimental.
Mostrar mais

246 Ler mais

A TUTELA PROVISÓRIA NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015

A TUTELA PROVISÓRIA NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015

exemplo, contrapondo ao juízo de delibação levado a efeito pelo juiz, no sentido de que o débito já havia sido pago. O objeto é a tutela antecipada concedida, no exemplo dado, é o retorno do nome do autor ao cadastro restritivo de crédito, para tanto pode e deve se avançar sobre o objeto da cognição sumária – no exemplo, a existência ou não da dívida. Se não ajuizada a ação revisional ou invalidatória, o que resta estabilizada e, portanto, indiscutível, é a retirada do nome do autor dos cadastros de proteção ao crédito em razão dos fundamentos adotados na decisão concessiva da tutela antecipada. O fundamento adotado na decisão concessiva da tutela antecipada foi a inexistência da dívida, que foi tida como paga, mas sobre esse fundamento não houve declaração, apenas cognição sumária. Sem declaração não há coisa julgada, uma vez que esta recai primordialmente sobre o objeto da declaração, abrangendo, via de consequência, os efeitos dela. Aliás, o próprio Código, no artigo 304, § 6º, deixa claro que coisa julgada não há. Assim, mesmo depois de ultrapassado o prazo decadencial da mencionada ação, não se pode falar em coisa julgada. Há estabilização irreversível dos efeitos da tutela. O nome do autor, em razão do fundamento adotado pelo juiz, não mais poderá ser inserido nos cadastros restritivos de crédito. Nada obsta, entretanto, que o réu, depois dos dois anos, observado o prazo prescricional, ajuíze ação de cobrança contra o requerente da tutela que foi estabilizada, invocando como fundamento a existência de crédito a seu favor. O fundamento, porque não foi alcançado pelos limites objetivos da estabilização, pode ser atacado para demonstrar a existência da dívida, jamais para promover a reinscrição do nome do requerente da tutela estabilizada nos cadastros restritivos de crédito. Uma vez condenado e transitada em julgado a decisão condenatória, poderá o nome do requerente da tutela estabilizada ser reinscrito no referido serviço de proteção ao crédito. A reinscrição não era possível tendo por fundamento a mera existência da dívida, com base em título extrajudicial, porquanto esta, com base em cognição sumária, foi reputada inexistente. Agora, pode-se proceder à inscrição originária, com base em outro fundamento, ou seja, a coisa julgada emergente da decisão condenatória.
Mostrar mais

28 Ler mais

Anotações acerca do Processo Legislativo de Reforma do Código Florestal

Anotações acerca do Processo Legislativo de Reforma do Código Florestal

O que se verificou, todavia, foi uma inédita mobilização da sociedade civil contra o texto que referido deputado da bancada ruralista pretendia submeter a votação. Curioso notar que, encontrando-se na mesma época em votação a elevação do salário mínimo, os ruralistas pretenderam firmar uma aliança com a bancada governista, condicionando a votação do aumento no percentual defendido pelo governo federal ao apoio de referida bancada ao texto do PLC redigido pelos ruralistas. O que parecia ser uma tática brilhante acabou por se mostrar ruinosa: as atenções de toda a população e da imprensa se voltaram subitamente para o Código Florestal que, assim, teve elevada a sua importância a um patamar da mesma estatura que a própria política salarial. As pressões das organizações não-governamentais (IBAP- Instituto Brasileiro de Advocacia Pública, ISA-Instituto Sócio-Ambiental, Instituto O Direito Por Um Planeta Verde, SOBRADIMA-Sociedade Brasileira de Direito do Meio Ambiente, entre muitas outras), das universidades e de partidos políticos encontraram ressonância junto ao Governo Federal, que prontamente recuou, autorizando, então, que o CONAMA, através de sua Câmara Técnica do Código Florestal, elaborasse um substitutivo ao PLC de referida medida.
Mostrar mais

7 Ler mais

Show all 10000 documents...