Top PDF Política e/ou Política,.

Política e/ou Política,.

Política e/ou Política,.

Na abertura, uma olhadela pela rama: se a política não é mais apenas, nem estritamente, a dos Estados soberanos, ela não é mais a “política” tal como, desde há muito tempo, nós a conhecíamos (e ainda que, por outro lado, se possa e se deva analisar a soberania). Para ser tratado em termos de política, o registo internacional pediria que soubéssemos resolver o enigma de um “direito público” não estatal, o que deslocaria também a ideia da política. Se, além disso, nós nos regemos por uma exigência de justiça indesconstrutí- vel – como Jacques Derrida o exige, mas não unicamente ele: antes a própria justiça, aquela que nenhum direito assegura –, e assim por uma resistência a toda a espécie de restrição ligada a qualquer forma que seja de dominação, de delimitação, de determinação mesmo, então a política não é também o nosso terreno, mas torna-se ética, até mesmo arquiética – uma ética que doravante se ocupa da própria vida ou da sobrevida (no sentido vulgar e talvez, para além, no sentido de Derrida) da humanidade e do planeta (da própria vida…). Razão pela qual esta ética não releva quase mais da escolha nem da responsabilidade, mas de uma espécie de arquidecisão sem horizonte de referência nem critério para além de um “querer-viver” que há que interrogar – e que poderia relevar de um impulso (Drang) ou de uma pulsão (Trieb) anterior a todo o “querer”.
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POLÍTICA PÚBLICA CULTURAL EM CAMPOS DOS GOYTACAZES (RJ): A Política No Caminho Da Política Pública

POLÍTICA PÚBLICA CULTURAL EM CAMPOS DOS GOYTACAZES (RJ): A Política No Caminho Da Política Pública

A lógica do financiamento da cultura aponta para uma diversidade cultural, cuja garantia de manutenção das políticas não pode ser assegurada através das leis de incentivo em que, no seu epicentro encontra-se no mercado a opção mais viável de custeio (SIMIS, 2007). A subordinação das políticas de financiamento às ações culturais desenvolvidas reforça a supremacia do custeio empresarial em detrimento do Estado (RUBIM, 2013). A participa- ção do setor privado no custeio da cultura do Brasil foi regulamentada por meio das leis de incentivo, de modo a trazer o mercado como um agente patrocinador das ações. O mercado passou a investir mais em projetos culturais a partir dos benefícios. O estímulo à captação de recursos junto ao setor privado ganha em importância como estratégia disponível para o custeio da cultura, bem como no processo de gestão e organização dessa política pela esfera pública (ARRUDA, 2003; VIEIRA, 2006).
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Avaliação da política de segurança alimentar implementada através dos restaurantes populares do Rio Grande do Norte

Avaliação da política de segurança alimentar implementada através dos restaurantes populares do Rio Grande do Norte

Analisando a questão do acesso, observa-se que é possível que os cidadãos mais necessitados não tenham acesso ao programa, pois apenas os que chegam aos restaurantes antes de atingir a meta e que possuem o valor monetário da refeição podem ser beneficiados pelo programa. Além disso, não há nenhum tipo de cadastro para verificação se o usuário do restaurante realmente é uma pessoa que necessite do benefício. Outro problema constatado é a falta de divulgação, não há nenhum tipo de propaganda dos Restaurantes Populares. Este fato pode estar ocasionando o não alcance das metas diárias dos restaurantes e o desperdício dos recursos públicos, pois a SETHAS paga à Nutriti o valor da venda do número de refeições estipulado em contrato, sendo este alcançado ou não. Portanto, este Programa longe de ser uma política de inclusão se transforma em uma política de exclusão.
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Narrativas sobre política e a política das narrativas

Narrativas sobre política e a política das narrativas

Essa conexão íntima entre o papel e responsabilidade do intelectual público aparece ainda mais claramente no engajamento de Said com os escritos de Frantz Fanon. No seu clássico “Les Damnés de La Terre”, Fanon traz um retrato vívido do domínio colonial e suas capilaridades e defende que a resistência anticolonial deve se preocupar não apenas com a necessidade imediata de independência em relação ao colonizador estrangeiro, mas também com a libertação do jugo da burguesia nacionalista, que mantém a subalternidade operante dentro da antiga colônia. Segundo Fanon, sem a transição de uma consciência nacionalista indiscriminada para uma consciência social e econômica mais profunda, a opressiva elite nacionalista permanece enraizada e a sociedade pós-colonial presa a uma posição periférica no sistema mundial. E é precisamente por isso que, segundo Fanon, a resistência deve ser um empreendimento bifocal: uma luta nacionalista contra o invasor colonial e uma luta universal contra a burguesia (Fanon 1963/2004). Nesse aspecto, Said parece levar em conta a leitura de Sartre sobre Fanon. Nas palavras de Sartre, da perspectiva Fanoniana, “a única cultura verdadeira é a da revolução; ou seja, é uma cultura constantemente em formação” (Sartre 1963/2004 12, tradução livre). Aqui, a política da crise é novamente destacada, uma vez que pode ser interpretada como uma definição possível para o estar “constantemente em formação” e, portanto, atenta ao espaço público de luta, política e poder. No que diz respeito ao espaço da produção de conhecimento e das narrativas de conhecimento (que são o foco principal de Said), sentimentos de inquietação e incerteza diante da mundanidade das relações e aspirações humanas aparecem como uma força produtiva, alimentando a consciência crítica e impedindo o fechamento.
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Representação política das mulheres na Guiné-Bissau

Representação política das mulheres na Guiné-Bissau

Constatou-se que, no continente africano, a mobilização e organização das mulheres nas lutas de libertação e no período pós-independência foi fundamental para a emancipação feminina, pois permitiu questionar as tradições patriarcais que mantinham a mulher numa posição subalterna e, assim desconstruir o papel tradicional da mulher na sociedade. A pressão e demandas destes movimentos, em conjunto com o apoio de instituições internacionais, foi fundamental para a adoção de medidas e ações afirmativas centradas em questões relacionadas com a igualdade de género, direitos e oportunidades. Estas ações levaram a que os países africanos registem, atualmente, algumas das mais elevadas taxas de representação política das mulheres no mundo, como é o caso da Etiópia, onde atualmente as mulheres ocupam 50% dos cargos ministeriais e, Sahle-Work Zewde foi a primeira mulher no país, a ser nomeada para o cargo de Presidente. Todavia, o reconhecimento da igualdade de género, em alguns países, não tem sido suficiente para adereçar a disparidade entre homens e mulheres no acesso à esfera de decisão e para garantir uma maior inclusão das mulheres na arena política.
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Articulação entre política externa e política de defesa

Articulação entre política externa e política de defesa

São alguns exemplos, outros haverá para ilustrar algo que é essencial perceber: não se devem assumir responsabilidades, se não se detêm os meios necessários para se lhes responder, sobretudo quando estão em jogo vidas humanas. Sendo Portugal um dos países europeus que menos gasta com as suas FA –– mesmo os que gastam menos, partem de patamares de forças e de meios qualitativamente superiores ou têm uma população bem mais volumosa que o nosso país –– , chegou a altura de se perceber que é necessário reestruturar o nosso sistema de forças, torná-lo menos volumoso, mas mais ágil e operacional, de modo a que se possa continuar a verificar uma total e proveitosa articulação entre a política externa e a política de defesa e de segurança.
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A política pública de licitações no município de São Paulo entre 1991 e 1994: mecanismo de facilitação ou de restrição da competição entre potenciais fornecedores do poder público municipal?

A política pública de licitações no município de São Paulo entre 1991 e 1994: mecanismo de facilitação ou de restrição da competição entre potenciais fornecedores do poder público municipal?

Isto significa que uma análise da política pública de licitações no município de São Paulo segundo a ciência política poderia permitir o entendimento de que a política de licitações não [r]

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Democratização, justiça social e igualdade na avaliação de uma política afirmativa: com a palavra, os estudantes.

Democratização, justiça social e igualdade na avaliação de uma política afirmativa: com a palavra, os estudantes.

Não, a política de cotas não democratiza nada e prejudica alguns, favorece a desigualdade. Não acredito que as cotas sejam uma forma de democratização, foi mais marketing do que realidade essa democratização. Separação entre cotistas e não cotistas não favorece uma democratização efetiva, tem feito com que os alunos se sintam inferiores ou superiores uns aos outros. Isso é discriminação. Não podemos chamar de democrático a discriminação gritada que é o processo de cotas. Acredito que a verdadeira democracia só ocorre realmente quando as condições de acesso são iguais para todos e não separados pelo ensino que possuem, todos devem competir em um vestibular de igual para igual, sem que haja favorecimentos. Existe uma segregação das classes e esse método pode ser facilmente burlado. Muitos se aproveitam, indevidamente, das condições das cotas, a grande maioria dos acadêmicos são de família de classe média alta, ou seja, alunos que tiveram mais oportunidade na formação. As vagas (número) são insuficientes para suprir a demanda. O que se entende por democratização deveria ser para todos e, hoje, no Brasil, só 15% dos brasileiros frequentam a universidade e destes uma pequena quantidade é cotista. Além de que a disputa tem sido muito acirrada quanto às notas de cotistas e não cotistas. Minimiza a exclusão, mas não soluciona.
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De uma política de idéias a uma política de presença?.

De uma política de idéias a uma política de presença?.

Todas estas medidas insistem na intervenção deliberada, como necessária para quebrar o laço entre as estruturas sociais de desigualdade ou exclusão e o reflexo político delas nos níveis de participação ou influência. Todas elas também concordam em considerar mecanismos especificamente políticos, vendo-os como uma pré-condição para a transformação social de longo prazo. Elas dis- cordam, portanto, das complacências de um livre mercado em política, que vê a igualdade política garantida o suficiente pelo procedimento de “uma pessoa, um voto”. Elas também desafiam a alternativa de padrão mais radical, que tem focado atenção na mudança econômica ou social prévia. Quaisquer que sejam suas diferenças sobre outras questões, as tradições do marxismo revolucionário e da reforma social do Estado de bem-estar tendem a convergir em uma análise amplamente materialista dos problemas da igualdade política, vendo o acesso político igual como algo que depende de transformações mais fundamentais nas condições sociais, econômicas e, às vezes, educacionais. O interesse atual em alcançar presença igual ou proporcional reverte isto, focalizando, ao invés, os mecanismos institucionais — seus críticos diriam os “acertos políticos” — que po- dem propiciar uma mudança mais imediata.
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Política de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho do Servidor Público Federal: avaliação de sua implantação na Unisidade Federal do Ceará (UFC)

Política de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho do Servidor Público Federal: avaliação de sua implantação na Unisidade Federal do Ceará (UFC)

Mesmo com todos os problemas apresentados para efetivação da PASS por meio do SIASS, é importante destacar que as legislações que balizam o funcionamento da unidade SIASS são as estruturas legais para os órgãos da Administração Pública Federal (APF). Por isso, a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento determinou que os órgãos da Administração Pública Federal devem fundamentar suas ações de segurança e saúde nas legislações a seguir: na Política de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho do Servidor Público Federal, uma construção coletiva de 2010 que contempla uma série de normativas; na Norma Operacional de Saúde do Servidor (NOSS/2010), que define as diretrizes gerais para orientar as equipes de vigilância dos órgãos federais na avaliação e intervenção nos ambientes e processos de trabalho e na realização das ações de promoção à saúde do servidor público federal; no artigo 206-A da lei Nº 8.112, de 1990, regulamentado pelo Decreto Nº 6.856/2009, que institui a realização de exame médico periódico, visando, por meio dos exames clínicos e avaliações laboratoriais gerais e específicas, avaliar a condição de saúde dos servidores e detectar precocemente doenças relacionadas ou não ao trabalho; na Portaria SRH nº 1.261, de 04 de maio de 2010, que institui os Princípios, Diretrizes e Ações em Saúde Mental; e, por último, no Manual de Perícia Oficial, publicado em 2010, que orienta os peritos e a equipe multiprofissional nos atendimentos de perícia oficial.
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Política de cotas no Brasil: política social?.

Política de cotas no Brasil: política social?.

É evidente que o combate a essa lógica demanda relações com a dinâmica do movimento das classes sociais e dos movimentos sociais, que são interlo- cutores extremamente significativos. Portanto, na trilha do método já sobejamente empregado, estes são interlocutores que devem ser cooptados ou, caso necessário, corrompidos. Mas é preciso lembrar duas coisas: primeiro, que o movimento social é capaz de ajudar e promover a emancipação política. Mas – segundo – movimento social nenhum promove a emancipação humana. Se os movimentos sociais não encontrarem uma outra instância, uma instância de universalização de interesses sociais, serão corporativizados. Isto porque é notório que os movi- mentos e grupos que militam nestas áreas têm se mostrado corporativos e restritos em suas demandas e formas de encaminhamento das lutas sociais, neles predominando uma visão instrumental, moral e conjuntural do Estado, das políticas sociais e das ins- tituições que eles pretendem influenciar para orien- tar suas ações. Sua ótica não é equitativa e/ou universalista, mas particularista, e sua capacidade de mobilização está marcada pelo apelo emocional.
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A dimensão da defesa na política externa dos governos Lula da Silva (2003-2010) e Rousseff (2011-2014)

A dimensão da defesa na política externa dos governos Lula da Silva (2003-2010) e Rousseff (2011-2014)

Dentro desta percepção de entorno estratégico inclui-se, principalmente, a América do Sul, como foi bem destacado no capítulo anterior. A ação do Ministério da Defesa foi essencial para o incremento da cooperação sul-americana, tendo em vista que o MD é o principal responsável no fomento à cooperação em um dos eixos atualmente mais promissores regionalmente falando, que é em defesa. O CDS é um foro onde o Ministro da Defesa tem destaque e, no caso brasileiro, isso se acentua já que o processo de criação do Conselho foi levado a cabo de maneira quase exclusiva pelo MD. Assim sendo, a capacidade diplomática do Ministério da Defesa vem crescendo, no que toca a cooperação regional, oferecendo a este Ministério uma liberdade de ação dentro da política externa que não existira. Esta nova configuração pode ser benéfica ou maléfica para a política de defesa. A ocupação pelo MD, durante o governo Rousseff, de funções anteriormente desempenhadas pelo Itamaraty pode ser considerada bem-sucedida, entre outras razões, devido ao amplo know how que Celso Amorim possuía para agir externamente. Tendo isso em vista a excepcionalidade da situação, talvez a cooperação e sinergia interministerial sejam mais interessantes no longo prazo para a condução da política de defesa.
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Por uma antropologia da política faccional: resenhando o livro “Política Ambígua”

Por uma antropologia da política faccional: resenhando o livro “Política Ambígua”

No primeiro capítulo, intitulado “Política, facções e voto”, apresentam-se visões abrangentes em torno de resultados da pesquisa etnográfica, enfatizando a relevância das eleições para as coletividades estudadas. Em geral, as imagens associadas à política local no Brasil pela literatura sociológica e antropológica - a do mandonismo de um chefe político, ou a de disputa entre duas ou mais facções pelo poder local, que se utilizam da prática clientelista -, são consideradas existentes, porém, analiticamente, perpetuam efeitos que minimizam o significado social do processo eleitoral. Por isso, Moacir Palmeira e Beatriz Heredia acentuam o tempo da política como um período não permanente de posicionamento e reposicionamento político das pessoas, o qual produz, ou encerra, ciclos de profissionais da política e de facções em torno do poder político.
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A POLÍTICA INDUSTRIAL BRASILEIRA

A POLÍTICA INDUSTRIAL BRASILEIRA

A figura 1 ilustra a forma com que as instituições se relacionam e a importância que cada uma delas possui, exercendo seu papel afim de contribuir para a implementação das medidas da PITCE, alcançando seus objetivos e atingindo o sucesso. Pari Passu, apesar do conjunto de medidas serem consistentes, no que tange á questão de execução, percebe-se uma situação desafiadora tanto para a coordenação das instituições tirando do papel efetivamente sua implementação, e para o governo que com outras ações pode contrastar os objetivos da política.
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DEMOCRACIA, POLÍTICA EXTERNA E POLÍTICA DE DEFESA:

DEMOCRACIA, POLÍTICA EXTERNA E POLÍTICA DE DEFESA:

Ações unilaterais de grandes potências e de alianças militares geram um forte sentido de insegurança no sistema internacional. Essa constatação suscita a questão da relação entre política de defesa e política externa. Tendo tido a honra de ter sido Ministro das Relações Exteriores e, hoje, Ministro da Defesa, reconheço hiatos ocasionais que analistas, por vezes, apontam entre essas duas políticas, mas também vejo o extraordinário potencial de uma articulação entre as duas áreas. Parte do esforço está na própria maturação institucional do Ministério da Defesa, que completa apenas 13 anos.
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Economia Política e Economia Política da Comunicação

Economia Política e Economia Política da Comunicação

Gramsci anotou em algum lugar que deveríamos associar o "pessimismo da inteligência ao otimismo da vontade". O ciberativismo e o conjunto de mobilizações populares que avançam pelo mundo, não esquecendo as importantes mudanças políticas e sociais em curso na América Latina, inclusive no Brasil, nos fortalecem o otimismo da vontade. Mas a ciência nos arma com o pessimismo da razão. Podemos, sim, colocar satélites, homens e mulheres em órbita à volta da Terra. Podemos, porque conhecemos muito bem todas as forças reais que conspiram contra, sabemos que uma única e pequena falha, como aquela que destroçou a Chalenger minutos após seu lançamento, é fatal. Evitamos tantas outras tragédias similares porque estamos o tempo todo buscando saber o que pode dar errado. O acerto ou a falha não serão "culpa" da tecnologia. Somos nós, somos os atores conscientes que acertamos ou erramos. A tecnologia não resolverá os conflitos da história. Por isso, escavando mais fundo os discursos, explorando suas contradições, inclusive omissões, buscando o concreto resultante de múltiplas determinações, a Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura descobre o rosto real do capital, nas faces de Bill Gates, Steve Jobs, Rupert Murdoch, Ted Turner, Sergey Brin, Mark Zuckerberg, para citarmos apenas alguns mais conhecidos. Todos eles inquiriram as "multidões" com apenas uma pergunta: "como vocês me farão bilionários"? Descobriram as respostas. Não foi nada por acaso. Entendidas estas, poderemos retornar do problema profundo do valor para as mediações das relações políticas e institucionais, como reivindicado por Mosco.
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A Política Externa Afirmativa do Brasil: movimento negro, Estado e Política Externa Africana em Geisel e Lula

A Política Externa Afirmativa do Brasil: movimento negro, Estado e Política Externa Africana em Geisel e Lula

As particularidades do processo de construção do Estado nacional brasileiro, a naturalização das desigualdades raciais baseadas no mito da democracia racial e a consolidação desse mito no século XX perpetuaram o sistema de exclusão que a população negra foi submetida em toda a história do país. Entretanto, a mobilização social negra em direção à contestação desse mito exerceu pressão sobre o Estado brasileiro, que após mais de trinta anos de luta passou a responder a necessidades da população negra. O reconhecimento desse sistema de exclusão pelo Estado brasileiro a partir de políticas de ações afirmativas e o desenvolvimento de uma política em direção a África, admitindo a dívida histórica com o continente, demonstra a necessidade do Estado em legitimar-se frente a sociedade, no caso, o movimento negro. Desse modo, pode-se admitir que, frente aos constrangimentos e liberdades oferecidos pelo ambiente internacional e as relações entre o Estado e a sociedade, a formulação da política externa reflete sobretudo a busca por legitimidade do Estado. No caso da política externa africana, esta legitimidade envolvia as características do Estado brasileiro nos períodos analisados e a amplitude das pressões exercidas pelo movimento negro em direção a respostas concretas.
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CAPÍTULO 2 – A POLÍTICA AGRÍCOLA NO BRASIL: EVOLUÇÃO,

CAPÍTULO 2 – A POLÍTICA AGRÍCOLA NO BRASIL: EVOLUÇÃO,

A política econômica do governo Cardoso foi claramente apoiada por variados segmentos do empresariado. Cumpre admitir que os grandes empresários do setor financeiro fossem os mais entusiásticos defensores daquela política, destinada sobretudo a estabilizar a moeda mediante dois instrumentos principais: uma política de juros altos e um programa ± o Proer ± de amparo a instituições bancárias que constituíam os elos mais frágeis do sistema financeiro. Haveria fontes de apoio à ortodoxia econômica também no setor produtivo. Elas estariam, presumivelmente, naqueles que se interessavam pela estabilização monetária a fim de retomar investimentos de longa maturação. Seriam ainda aqueles que planejavam comprar ativos públicos na mira do programa de privatizações executado pelo governo. Finalmente, é preciso acrescentar a essa lista o grupo transversal de empresários de diferentes setores e dotados de uma característica comum, a saber: a maior capacidade de sobreviver à via-crúcis da restrição fiscal e monetária e da escassez de crédito. Grandes empresários da economia rural, por aspectos teóricos e empíricos da macroeconomia liberal e do SNCR, teriam boas razões para se acomodarem politicamente às reformas dos anos 1990.
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Aprendendo com os erros dos outros: o que a história da ciência política americana tem para nos contar.

Aprendendo com os erros dos outros: o que a história da ciência política americana tem para nos contar.

Fiquei positivamente impressionado com o último congresso da recém-criada Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP). A diversidade temática era grande, e o vigor com que muitos se dedicavam a discutir problemas cruciais da socie- dade e política brasileiras era no mínimo estimu- lante. Uma coisa, porém, deixou-me um pouco aborrecido, senão preocupado. Notei que alguns dos trabalhos limitavam-se a analisar aspectos da sociedade americana sem qualquer conexão com “realidades” brasileiras. Minha preocupação apenas aumentou ao constatar que a platéia, também for- mada por cientistas políticos, não raro se mostrava muito interessada no assunto. Não que essa atitude seja desconhecida. Todos sabemos da grande in- fluência que, há décadas, as coisas da cultura ame- ricana exercem no Brasil. A necessidade de pare- cer americano e a vontade de ser americano são, para muitos, uma forma de escapar das frustra- ções de um Brasil que parece sempre ficar aquém das expectativas. Porém, como o estóico descrito por Hegel que se liberta no domínio do pensamento mas continua vivendo concretamente como um escravo, o americanófilo acrítico vive uma liber- dade imaginária que é constantemente negada pelo fato de não estar nos EUA, não saber falar ou entender inglês corretamente, e não ter cidadania americana; em suma, de não poder realizar o ideal tão sonhado. Essa é a condição do colonizado cultural. Penso somente que nós, cientistas sociais e estudantes de filosofia, temos a obrigação de ser um pouco mais críticos em relação a esse assunto.
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LEÔNIDAS DE SANTANA MARQUES OS FUNDOS DE PASTO DO MUNICÍPIO DE MONTE SANTO (BA) E A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL: CONFLITOS E INTERESSES TERRITORIAIS NO CAMPO

LEÔNIDAS DE SANTANA MARQUES OS FUNDOS DE PASTO DO MUNICÍPIO DE MONTE SANTO (BA) E A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL: CONFLITOS E INTERESSES TERRITORIAIS NO CAMPO

Diante disto, vale considerar que as comunidades de Fundo de Pasto do município de Monte Santo apresentam sua própria forma de organização e articulação com as diversas entidades populares que desenvolvem o trabalho de assessoria localmente. Neste trabalho, apresentam-se algumas dessas entidades que foram consideradas centrais para a compreensão de como se desenvolve o espaço rural localmente (para além do significado já estereotipado de que o desenvolvimento rural local/endógeno/territorial seria um fruto de uma política pública). São estas a Escola Família Agrícola do Sertão (EFASE), a Central das Associações de Fundo e Fecho de Pasto de Senhor do Bonfim (CAFFP), a Associação Comunitária Terra Sertaneja (ACOTERRA), e a Associação Regional dos Grupos Solidários de Geração de Renda (ARESOL). É preciso reconhecer ainda que outras entidades também desenvolvem atividades neste município, mas de forma mais distante por não serem da própria localidade e não terem como único objetivo as comunidades de Fundo de Pasto e/ou a realidade agrária de Monte Santo. Neste contexto existem algumas universidades (como a Universidade Estadual de Feira de Santana e a Universidade do Estado da Bahia), a Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia (AATR) e o Instituto Regional de Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA). Estes últimos não serão foco da discussão nesta dissertação.
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