Top PDF O uso do Pretérito Imperfeito e do Pretérito Perfeito do Indicativo em português europeu por estudantes com cantonês como L1

O uso do Pretérito Imperfeito e do Pretérito Perfeito do Indicativo em português europeu por estudantes com cantonês como L1

O uso do Pretérito Imperfeito e do Pretérito Perfeito do Indicativo em português europeu por estudantes com cantonês como L1

Este trabalho tem como objetivo averiguar que condições de uso implicam mais desvios relativamente ao emprego do Pretérito Perfeito Simples (PPS) e do Pre- térito Imperfeito (PI) por aprendentes chineses de PLE, de nível A2 (QECRL), com L1 cantonês, procurando encontrar algumas explicações para a sua ocor- rência. A análise, quantitativa e qualitativa, parte do contraste entre o português e o cantonês quanto à marcação do tempo e do aspeto e descreve os desvios mais frequentes num corpus de produções escritas dos estudantes. Face a alguns resultados inesperados, procedeu-se também a uma verificação de ocorrências do Presente em vez do PPS e do PI, como forma de confirmar ou não, possíveis explicações. Os resultados indicam que não parece haver uma transferência direta do valor dos marcadores aspetuais perfetivos e imperfetivos do cantonês para a utilização do PPS e do PI ou do Presente, mas uma transferência da concetuali- zação perfetivo/imperfetivo no cantonês, independentemente do tempo.
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Uso do pretérito perfeito simples e do pretérito imperfeito em Português Europeu por estudantes de português chineses com L1 cantonês

Uso do pretérito perfeito simples e do pretérito imperfeito em Português Europeu por estudantes de português chineses com L1 cantonês

A escolha do tema, o uso do pretérito perfeito simples e do pretérito imperfeito do indicativo, surgiu em resultado da reflexão efetuada sobre os resultados dos inquéritos, mas também da observação realizada ao longo das aulas assistidas no curso de B1, no primeiro semestre, e do diálogo com os docentes das UCs, sobretudo da UC de Português Língua Estrangeira. Além destes fatores, um outro teve grande impacto na decisão por este tema: a experiência do próprio professor-investigador. Sendo de nacionalidade chinesa e partilhando, portanto, a língua materna com os aprendentes, assim como o próprio percurso como aprendente de PLE, foi sensível às dificuldades que estes estudantes, à semelhança de muitos falantes nativos do Chinês , apresentam dificuldades na distinção do valor semântico destes dois tempos verbais, o que se reflete não apenas na competência da produção e interação escritas, mas também na oralidade. A dificuldade detetada no uso de tempos verbais deriva em grande medida da interferência da LM, uma vez que, no caso do Chinês (Mandarim e Cantonês), se veiculam as informações aspetuais através de marcadores e não há tempos verbais. Aliás, de acordo com a observação do investigador, esse problema nota-se ainda mais nos contextos em que os estudantes produzem frases simples, frases temporais com a conjunção “quando” e frases completivas com verbos declarativos. Por conseguinte, o objetivo central deste projeto de investigação-ação consistiu em ajudar estes estudantes a entender melhor as diferenças entre o pretérito perfeito simples e o pretérito imperfeito em Português, especialmente nas três estruturas gramaticais acima referidas, assim como testar a eficácia de algumas estratégias pedagógico-didáticas nesse contexto.
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A formação da interlíngua dos aprendentes chineses : aprendizagem do uso do pretérito imperfeito versus pretérito perfeito simples do indicativo

A formação da interlíngua dos aprendentes chineses : aprendizagem do uso do pretérito imperfeito versus pretérito perfeito simples do indicativo

estudados. Como mais à frente voltaremos a notar, na resolução desses exercícios não surgem grandes problemas. E a explicação poderá residir no seguinte (ver Godinho, 2005:26): sabemos que são as regras da gramática da Língua Portuguesa que os aprendentes (no caso do estudo que estamos a citar, alunos chineses de Macau) mais gostam de exercitar, conseguindo aplicá-las com alguma destreza nos chamados exercícios estruturais. Grosso (2007: 93) é de opinião que estes alunos revelam “um aceitável conhecimento das regras gramaticais”; porém, esse conhecimento, segundo a autora, poderá deixar de ser “aceitável” quando as regras têm de ser aplicadas em uso. Grosso (1999:283), referindo-se também à situação dos alunos de Macau que depois se tornariam tradutores, dizia ainda o seguinte: “Pelas mais diversas razões que podemos enumerar, desde a distância da língua-alvo, a política de língua desenvolvida até aos hábitos de aprendizagem do aprendente de etnia chinesa, o futuro tradutor detém principalmente um saber formal da língua [...]”. Segundo Yang (apud Grosso 2007: 93), a gramática é considerada pelos aprendentes chineses como “une boîte magique contenant les secrets du bien parler et du bien écrire”. Devemos, no entanto, acrescentar que tivemos já oportunidade de verificar, sobretudo em actividades extracurriculares levadas a cabo na Secção Cultural da Embaixada de Portugal em Pequim, que os nossos estudantes, talvez motivados pela presença de outros falantes nativos de Português que não apenas o seu professor, são capazes de comunicar com certa destreza nestes contextos informais. Isto leva-nos a concluir que é importante criar ou proporcionar situações reais de comunicação para que estes aprendentes, que tendem a ser mais
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Anterioridade a um ponto de referência passado: pretérito (maisque) perfeito

Anterioridade a um ponto de referência passado: pretérito (maisque) perfeito

Por se tratar de um fenômeno não claramente percebido, o uso da variante pretérito perfeito em lugar do mais-que-perfeito para codificar a função de anterioridade é bem pouco discriminado e corrigido nas escolas. Normalmente, variações fonológicas e morfológicas (monotongação e ausência de concordância, por exemplo) tendem a ser bastante salientes, e, por isso, monitoradas mais acentuadamente dependendo do estilo de conversação (formal / pouco formal / informal). O nosso objeto de estudo não parece ser tão marcante em termos de “certo” ou “errado”. A todo momento, encontramos indivíduos de todos os níveis de escolaridade e de todas as classes fazendo variação. A possibilidade de itens lingüísticos variarem sem que lhes seja atribuído qualquer estigma pode facilitar uma mudança lingüística. Nossos resultados apontam nesta direção.
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O Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: da pesquisa para a sala de aula, uma aproximação

O Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: da pesquisa para a sala de aula, uma aproximação

Na dissertação, havíamos previsto que o pretérito imperfeito do subjuntivo eventual não teria restrições quanto às estruturas temporais reichenbachianas, tendo em vista a viabilidade de se fazer hipótese sobre eventos passados, presentes e futuros. Realmente, não encontramos uma estrutura predominante neste grupo; entretanto, podemos dizer que predominaram estruturas cujos eventos estão em relação de posterioridade à fala, i.e., predominaram eventos que indicam futuridade. São elas as estruturas de futuro simples F__R,E, que ocorreram em 19 casos, de futuro posterior F__R__E, que ocorreram em 03 casos, e de passado posterior R__F__E, que ocorreram em 02 casos; juntos, estes somam 24 dos 45 dados analisados. Os outros 16 dados ocorreram com o evento antecedendo a fala, indicando passado, e 05, com o evento em associação à fala, indicando presente. Em outras palavras, nossos dados revelaram que a tendência principal do imperfeito do subjuntivo eventual é expressar eventos que acontecerão (ou não) no futuro.
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A TEMPORALIDADE DO PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO EM RELAÇÃO A SEU PONTO DE REFERÊNCIA: PERSPECTIVAS TEÓRICAS

A TEMPORALIDADE DO PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO EM RELAÇÃO A SEU PONTO DE REFERÊNCIA: PERSPECTIVAS TEÓRICAS

Em todas as representações, o imperfeito do subjuntivo ocorre como um tempo relativo-absoluto, tempo que tem um ponto de referência (era, era obrigado a fazer e queria) diferente do momento de fala. Dos nossos 350 dados, todos são de tempo relativo- absoluto. Embora a relação entre os tempos seja também lógico-temporal, a exemplo de Bello e Reichenbach, o diferencial aqui está no fato de se poder caracterizar um traço prototípico do imperfeito, o de expressar tempo relativo-absoluto. Esse traço pode desencadear variação, fazendo com que o imperfeito do indicativo ocorra em lugar do imperfeito do subjuntivo em situações cotemporais, como no exemplo citado por Domingos (2004, p. 92): “Eu pensei que ERA [FOSSE] eu, né que ele tinha me chamado e eu fui atrás dele...” (CRI 23, p. 39). A depreensão desse traço componente do imperfeito, apesar de auxiliar na explicação de processos de variação, ainda não resolve a interpretação de uma parcela de nossos dados (116), se a análise permanece em nível frasal. É por isso que trazemos, na próxima seção, a proposta de Rojo e Veiga (1999).
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Carteando e dialogando com o pretérito mais-que-perfeito: caminhos trilhados do século XVI

Carteando e dialogando com o pretérito mais-que-perfeito: caminhos trilhados do século XVI

Esta tese objetiva analisar e descrever o uso do pretérito mais-que-perfeito em textos escritos dos séculos XVI a XX e em textos de língua falada, do Brasil e de Portugal, no intuito de avaliar as funções e os valores desempenhados por esse tempo verbal em suas formas simples e composta, através dos séculos, detectando, se possível, o período em que o uso do mais-que-perfeito simples decresce e que fatores condicionam o uso de uma ou outra forma. Foram utilizados como corpus, para a língua escrita cartas pessoais e oficiais de portugueses e brasileiros, escritas nos séculos XVI, XVII, XVIII, XIX e XX, e, língua falada, diálogos entre informantes e documentadores (DID’s), das décadas de 70 e 90 do século XX, do Projeto de Estudo da Norma Lingüística Urbana Culta (NURC) de Salvador e do Rio de Janeiro e diálogos do Projeto Análise Contrastiva de Variedades do Português – VARPORT, com informantes cultos portugueses do mesmo período. Duas abordagens teórico- metodológicas dão suporte à pesquisa: a da dimensão sociolingüística, com base na Teoria da Variação e Mudança Lingüística, de Labov, e, por se tratar de um estudo que busca analisar a linguagem em uso, a do Funcionalismo Linguístico, cujo pressuposto principal é a concepção da língua como um instrumento de comunicação, maleável à satisfação das necessidades comunicativas do falante. O estudo revela o século XVIII, a época em que começa a haver a redução no uso desse tempo verbal e indica uma possível mudança em progresso: a substituição do pretérito mais-que-perfeito simples pelo mais-que-perfeito composto.
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O pretérito perfeito passivo, do latim ao português: estudo de caso a partir do género epigráfico

O pretérito perfeito passivo, do latim ao português: estudo de caso a partir do género epigráfico

surgimento de um novo tipo de verbos passivos nos pretéritos perfeito e mais-que-perfeito dos modos indicativo e conjuntivo, em que o tempo passa a ser especificado pelo verbo auxiliar. O início da mudança nos verbos passivos aconteceu quando a construção com o verbo auxiliar no passado foi utilizada para assinalar o sentido passado, ocorrendo a partir de então como o catalizador que fez com que a forma com verbo auxiliar no presente se promovesse a si própria para assinalar o sentido presente. Como se compreenderá, daqui resultaram duas consequências importantes para a história da língua: por um lado, o desaparecimento da forma sintética de presente passivo, e, por outro, o desenvolvimento da forma analítica de pretérito perfeito passivo, já com uma nova leitura. Neste processo, as construções em uso devem ter entrado em conflito com outros tipos de verbos, como os depoentes, que tinham a particularidade de ser ativos no sentido mas passivos na forma, gerando desta forma ambiguidades que acabaram por ser resolvidas com base noutras estratégias linguísticas.
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NEM SÓ DE PASSADO DO PASSADO VIVE  O PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO: PUDERA!

NEM SÓ DE PASSADO DO PASSADO VIVE O PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO: PUDERA!

A gramaticalização de itens verbais já conta com um considerável número de es- tudos (TRAVAGLIA (2002, 2003, 2007); SANTOS, E. (2009), COELHO, VITRAL (2010), etc.). Em todos os estudos nota-se que os autores fazem adaptação dos sete está- gios propostos por Heine (1991). A adaptação da proposta original se torna necessária para atingir os objetivos de cada abordagem. No caso específico deste estudo, a adapta- ção é imperiosa, tendo em vista que cada um dos verbos em estudo segue uma trajetória distinta. Assim, para este trabalho, foram definidos os estágios de gramaticalização com base no valor prototípico de verbo no pretérito mais-que-perfeito, isto é, com o valor de passado do passado e foram definidos cinco estágios:
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Tenho feito/fiz a tese: uma proposta de caracterização do pretérito perfeito no Português

Tenho feito/fiz a tese: uma proposta de caracterização do pretérito perfeito no Português

hipótese de que os valores aspectuais das formas verbais estudadas neste projeto relacionam-se com verbos télicos ou atélicos. d) Valores aspectuais: as formas foram analisadas quant[r]

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O pretérito imperfeito do indicativo e as perífrases imperfectivas de passado em contos literários escritos em espanhol: um estudo

O pretérito imperfeito do indicativo e as perífrases imperfectivas de passado em contos literários escritos em espanhol: um estudo

No sentido de explicar porque as mudanças ocorrem, Labov apresenta algumas hipóteses para as causas da mudança sonora: princípio do menor esforço – falamos com o menor esforço (articulatório) possível para sermos compreendidos pelo nosso interlocutor, reduzindo a informação fonética que expressamos; princípio da densidade – todo falante adapta a sua fala de acordo com a de seu interlocutor, adotando novas formas ou mudando a frequência de uso das formas, assim, quando uma inovação no modo de falar de um povoado, vila ou cidade estende-se a um distrito, o limite desta difusão certamente estender-se-á ao longo de algumas linhas de enfraquecimento que, como as linhas topográficas, são as ligações entre povoados, vilas e cidades; princípio da imitação – a linguagem é um fenômeno de imitação: novas palavras são adquiridas por moda, por costume, pelo “contágio” de sotaque, pela aquisição de palavras estrangeiras. No entanto, o objetivo não é apenas descrever a trajetória da mudança, mas aumentar nossa compreensão das suas causas fundamentais. Por conta disso, Labov (2001) afirma que é preciso transformar a questão: “Por que as línguas mudam?” para “Quem são os condutores da mudança linguística?”. Se os falantes são os responsáveis pelas inovações linguísticas, é essencial saber sobre a classe social, sexo, etnia, ocupação e idade deles.
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Variação e  modotemporal no português oral de FortalezaCE: futuro do pretérito sus pretérito imperfeito na codificação da eventualidade em construções condicionais

Variação e modotemporal no português oral de FortalezaCE: futuro do pretérito sus pretérito imperfeito na codificação da eventualidade em construções condicionais

As variações lingüísticas não são por elas mesmas uma teoria de linguagem, e, sim, são todas um conjunto de regras e métodos que conduzem à descoberta. Não é acidentalmente que a teoria lingüística veio da análise da variacionista de dizer a mesma coisa. Métodos eficazes provenientes de estudos quantitativos são propriamente algo significante para a nossa compreensão da estrutura e função da linguagem. A análise sociolingüística é normalmente e naturalmente associada a uma visão mais vasta do uso da linguagem do que a uma abordagem introspectiva da mesma. Não importa quão distante nós penetremos nos detalhes da estrutura lingüística, nossos métodos de juntar dados inevitavelmente nos fazem retornar a primeira questão a qual Lavandera se referiu no início. A análise sociolingüística pergunta: porque alguém diz alguma coisa? A resposta mais dada freqüentemente é: para comunicar. Mas isto não é muito esclarecedor. Para comunicar que tipo de informação? Ainda que a lingüística formal reconheça a existência de informações expressivas e afetivas, estas estão, na prática, subordina das ao que eu vou chamar de “estados de coisas”. Para ser mais preciso, eu gostaria de dizer que duas elocuções que se referem a um mesmo “estado de coisas” tem um mesmo valor de verdade. (LABOV,1978, p. 1-2). 8
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Habitualidade e variação entre pretérito imperfeito e perífrases imperfectivas em contos escritos em espanhol

Habitualidade e variação entre pretérito imperfeito e perífrases imperfectivas em contos escritos em espanhol

imperfectiva (o ponto de vista é interno ao desenvolvimento da ação, destacando alguma parte da sequência temporal em curso). No âmbito da imperfectividade, estão as situações que intentamos investigar: as habituais, cuja repetição se dá de forma regular, o que gera um hábito ou costume. De acordo com Garcés (1997), quando a ação expressa pelo verbo se repete de modo habitual, o verbo costuma ir acompanhado por modificadores temporais. Estes desempenham um papel fundamental para a leitura habitual das perífrases imperfectivas, já que fornecem, conforme Mendes (2005), indícios para que se determine a leitura aspectual do passado imperfectivo. Comrie (1981) pontua, entretanto, que é um equívoco considerar que construções perfectivas sempre apresentam ações pontuais e acabadas. Paralelamente, não se pode caracterizar todas as formas durativas como imperfectivas, embora a duratividade de um evento esteja atrelada, geralmente, às formas imperfectivas, mas não há garantia de que isso ocorra em todos os contextos. Segundo Freitag (2007), essa associação entre imperfectividade e ação inacabada e perfectividade e ação acabada nem sempre se sustenta, já que há contextos em que cabem as duas leituras (perfectiva e imperfectiva). Pode-se, por exemplo, conforme García Fernández (1998, p.43), utilizar o pretérito imperfeito com verbos de culminação, quando o falante deseja expressar uma ação iminente que foi frustrada. Vejamos:
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Habitualidade e variação entre pretérito imperfeito e perífrases imperfectivas em contos escritos em espanhol

Habitualidade e variação entre pretérito imperfeito e perífrases imperfectivas em contos escritos em espanhol

imperfectiva (o ponto de vista é interno ao desenvolvimento da ação, destacando alguma parte da sequência temporal em curso). No âmbito da imperfectividade, estão as situações que intentamos investigar: as habituais, cuja repetição se dá de forma regular, o que gera um hábito ou costume. De acordo com Garcés (1997), quando a ação expressa pelo verbo se repete de modo habitual, o verbo costuma ir acompanhado por modificadores temporais. Estes desempenham um papel fundamental para a leitura habitual das perífrases imperfectivas, já que fornecem, conforme Mendes (2005), indícios para que se determine a leitura aspectual do passado imperfectivo. Comrie (1981) pontua, entretanto, que é um equívoco considerar que construções perfectivas sempre apresentam ações pontuais e acabadas. Paralelamente, não se pode caracterizar todas as formas durativas como imperfectivas, embora a duratividade de um evento esteja atrelada, geralmente, às formas imperfectivas, mas não há garantia de que isso ocorra em todos os contextos. Segundo Freitag (2007), essa associação entre imperfectividade e ação inacabada e perfectividade e ação acabada nem sempre se sustenta, já que há contextos em que cabem as duas leituras (perfectiva e imperfectiva). Pode-se, por exemplo, conforme García Fernández (1998, p.43), utilizar o pretérito imperfeito com verbos de culminação, quando o falante deseja expressar uma ação iminente que foi frustrada. Vejamos:
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Pretérito imperfeito e perífrases imperfectivas em variação na codificação na função narrativa em contos escritos em espanhol

Pretérito imperfeito e perífrases imperfectivas em variação na codificação na função narrativa em contos escritos em espanhol

Conforme García Fernández (2004), a existência de formas imperfectivas com valor perfectivo não se constitui argumento para se questionar a natureza aspectual dessas formas. O uso de formas imperfectivas, com tal valor, constitui-se a partir da neutralização do valor aspectual imperfectivo, para dar um efeito de lentiicação da ação ou, ainda, de suspense na narrativa, trata-se de uso puramente estilístico. Em sua última publicação Nueva gramática de la lengua española, a RAE (2009) airma que o pretérito imperfeito narrativo também é chamado de “ruptura”, porque, geralmente, é usado para apresentar uma ação como desfecho de outras que são introduzidas na continuação da narração. Além disso, salienta que não devemos confundir o imperfeito narrativo com o imperfeito que é utilizado como pano de fundo para as narrativas.
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E tenho dito: a gramaticalização e a variação do pretérito perfeito composto em narrativas dos séculos XV a XVII.

E tenho dito: a gramaticalização e a variação do pretérito perfeito composto em narrativas dos séculos XV a XVII.

Apesar de ser o pretérito perfeito composto bastante discutido na literatura linguística por autores como Ribeiro (1993), Matos e Silva (2000), Ilari (2001), Almeida (2006) e Barbosa (2008), nossa proposta teórico-metodológica pretende dar conta de suprir as lacunas deixadas por eles. Por exemplo, Matos e Silva ( op. cit.) atesta a presença dos tempos compostos no Português Arcaico, contudo não correlaciona fatores condicionantes para o uso desses tempos. Dos autores supracitados, apenas Almeida ( op. cit.) e Barbosa ( op. cit.) apresentam fatores condicionantes, esta destaca o grau de formalidade dos textos analisados, enquanto aquela destaca o contexto discursivo. Dessa forma, tendo essas pesquisas anteriores como base e sob a perspectiva sociofuncionalista, nossa pesquisa mostra-se relevante, pois, além de atestar o uso do pretérito perfeito composto em diferentes períodos da Língua Portuguesa, investigamos os fatores que condicionaram a mudança linguística de ter + particípio, tanto no que diz respeito à gramaticalização, quanto o que diz respeito à variação.
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Los valores aspectuales resultativo y experiencial del pretérito perfecto compuesto de indicativo

Los valores aspectuales resultativo y experiencial del pretérito perfecto compuesto de indicativo

Hay muchos estudios dedicados a debatir el uso del PC en español, a describir los contextos en los que aparecen las distintas variantes disponibles en la lengua. Sin embargo, pocos abordan la cuestión de que este tiempo verbal puede vehicular dos diferentes aspectos, el perfectivo (evento concluido) o el Perfecto (consecuencia en el presente de un evento pasado). Por ejemplo, hay la posibilidad, en español, según algunos autores (Harris, 1982; Bartens & Kempas, 2007 y Carrasco Gutiérrez, 2008), de que el PC pueda, a principio, en la variedad peninsular del español, y en el norte de Argentina estar vehiculado a dos aspectos: Perfecto o Perfectivo. En el sentido de sanar esa laguna, un abordaje sociolingüístico variacionista (LABOV, 1972, 1994 y 2001), podría ofrecer contribuciones muy significativas, pues, en esta perspectiva, se analiza la lengua, su variación y los procesos de cambio, considerándose la función semántico-pragmática de las variantes.
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O ensino dos tempos verbais em português e em espanhol a falantes chineses: o pretérito

O ensino dos tempos verbais em português e em espanhol a falantes chineses: o pretérito

Os segundos usam métodos mais recentes, incluindo a tecnologia multimédia, para ajudar os alunos a aprender e a entender melhor o português e o espanhol. Na China, devido ao facto de os professores ensinarem português usando o chinês, o curso que tem vinte horas por semana na realidade só inclui dez horas falando português. Os professores chineses tendem a ensinar mais conhecimentos gramaticais do que treinar as capacidades de comunicação dos alunos. As aulas da comunicação geralmente são realizadas pelos professores estrangeiros, mas devido à quantidade de alunos, é difícil que todos comuniquem nas aulas.
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Ponto de referência: análise tipológica dos pretéritos maisqueperfeito e perfeito do indicativo e imperfeito do subjuntivo

Ponto de referência: análise tipológica dos pretéritos maisqueperfeito e perfeito do indicativo e imperfeito do subjuntivo

Por outro lado, a utilização do pretérito mais-que-perfeito juntamente com uma expressão adverbial de negação possibilita a interpretação dessa mesma situação como tendo ocorrido em um passado posterior (conforme exemplo 10). O passado posterior pressuposto (vi) é o que consideramos como ponto de referência para nunca tinha visto. Mas isso não vale para os casos de pretérito perfeito, pois a inferência não depende unicamente da forma verbal, é necessário também um apoio contextual, que pode ser semântico ou pragmático, como será exposto na próxima subseção. O pretérito perfeito (em 9) somente será interpretado como um tempo passado anterior se o contexto favorecer tal interpretação.
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