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Pteridófitas da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Pteridófitas da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

(Pteridófi tas da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil). Este trabalho apresenta uma lista de espécies de pteridófi tas que ocorrem na Serra Negra, Minas Gerais. A serra está inserida no complexo da Serra da Mantiqueira situada entre Rio Preto, Lima Duarte, Santa Bárbara do Monte Verde e Olaria, tendo seus limites nos pontos 21º58’11”S 43º53’21” W, 22º01’46,4” S 43º52’31,5” W, 21º58’21,4” S 43º50’06,5” W e 21º58’53” S 43º56’08” W. A vegetação da serra é formada por um mosaico de fi tofi sionomias, sendo encontradas formações fl orestais (fl orestas ombrófi las e semidecíduas) e campestres (campos rupestres). O inventário fl orístico foi realizado entre os anos de 2003 e 2008, em excursões mensais para coleta de amostras e registro de dados. Na serra foram registradas 209 táxons infragenéricos distribuídas em 24 famílias e 75 gêneros. As famílias com maior número de espécies foram Polypodiaceae (40), Dryopteridaceae (33) e Pteridaceae (25). A maioria das espécies (109) foi encontrada ocorrendo exclusivamente no interior de fl oresta. Em relação ao hábito, 69 espécies foram encontradas exclusivamente como terrestres, 37 como rupícolas ou terrestres e 32 exclusivamente epífi tas. Este trabalho revela uma elevada riqueza de pteridófi tas na região e indica a importância de estudos desta natureza na conservação e manejo das pteridófi tas em Minas Gerais.
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Campanulaceae da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil

Campanulaceae da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil

A Serra Negra pertence ao complexo da Serra da Mantiqueira, uma das maiores e mais importantes cadeias montanhosas da região sudeste do Brasil, compreendendo parte dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo e que abriga cerca de 20% dos remanescentes da Mata Atlântica mineira (Costa & Herrmann 2006). A região da Serra Negra integra o corredor sudeste do Complexo da Mantiqueira, considerada uma região prioritária para a conservação da biodiversidade de Minas Gerais, devido à elevada riqueza e grau de endemismo de espécies da sua fauna e flora (Drummond et al. 2005). Estudos florísticos na Serra Negra comprovaram uma elevada diversidade e grande taxa de endemismos, reunindo mais de 1.030 espécies de fanerógamas (Salimena et al. 2013) e 210 espécies de pteridófitas (Souza et al. 2012), como vem sendo relatado nos trabalhos de Menini Neto et al. (2009), Abreu & Menini Neto (2010), Abreu et al. (2011), Feliciano & Salimena (2011), Valente et al. (2011), Blaser et al. (2012), Matozinhos & Konno (2011a), Dutra et al. (2012) e Oliveira et al. (2014), além de registros de novas espécies (Batista et al. 2008; Assis & Melo-Silva 2010; Matozinhos & Konno 2011b).
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Annonaceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Annonaceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

abaxial amarelo-esverdeadas, as internas ca. 2 × 15 mm, ambas as faces rosadas; estames e estaminódios numerosos, ca. 1,5 mm compr., cremes, in sicco alvos; carpelos alongados, ca. 3 mm compr., seríceos na base; estigmas pilosos, castanho claros, in sicco alvos; carpídios 4–6, falcados, ca. 20 × 5–9 mm, verdes, estipitados, estipe verde, 3–4 mm compr.; sementes levemente obovadas, ca. 7 × 5 mm. Material examinado: Lima Duarte, Serra Negra, Fazenda Serra Negra, 24.X.2009, fr., S.M. Dutra et al. 10 (CESJ); 20.XI.2009, fl., S.M. Dutra et al. 22 (CESJ). M a t e r i a l a d i c i o n a l e x a m i n a d o : M I N A S GERAIS: Descoberto, Reserva Biológica da Represa do Grama, 23.IX.2002, fr., R.C. Forzza et al. 2241 (CESJ, SPF, RB). Barroso, Mata do Baú, 29.XI.2002, fl.; L.C.S. Assis & M.K. Ladeira 622 (CESJ, SPF, BHCB, MBM, CTES, ESA). Xylopia brasiliensis, conhecida como casca-de- barata (Maas et al. 2012), pimenteira (localmente na Serra Negra), é endêmica do Brasil, sendo encontrada nos estados das regiões Sudeste e Sul, exceto no Espírito Santo e Rio Grande do Sul (Maas et al. 2012). Em Minas Gerais distribui-se pelo Vale do Rio Doce, Vale do Paraíba do Sul, Alto Rio Grande, Serra da Mantiqueira, Serra do Espinhaço e noroeste do estado (Oliveira-Filho 2006). Ocorre tanto em mata primária densa como em formações abertas e secundárias, fato que pode ser explicado pela plasticidade anatômica em resposta a variações ambientais (Justo et al. 2005). Na Serra Negra é comum a ocorrência no interior das florestas de vários indivíduos jovens, porém poucos adultos foram observados. Pode ser caracterizada pelo ritidoma escamoso no tronco e ramos jovens, folhas 3–6 × 0,9–1,5 cm e brácteas com ápice fortemente emarginado. Os indivíduos adultos apresentam tronco acinzentado e não escamoso. Foi coletada com flor em novembro e com fruto em outubro.
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Passifloraceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Passifloraceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Passiflora mediterranea possui estípulas subreniformes, lâmina foliar inteira oval-lanceolada e corona com 2–3 séries de filamentos filiformes, alvos. A sinonímia com P. jilekii Wawra foi estabelecida por Cervi & Rodrigues (2010). É uma espécie endêmica do Brasil, ocorrendo em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, comum nas orlas das florestas, em capoeiras e capoeirões, bem como nas florestas de encostas, ocupando as copas das árvores. É uma espécie heliófita e seletiva higrófita; desenvolvendo-se bem na vegetação arbustiva da restinga litorânea (Cervi 1992). Na Serra Negra é encontrada em orla de Floresta Ombrófila, tendo sido coletada em floração em novembro e fevereiro e frutificação em fevereiro.
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Flora fanerogâmica da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Flora fanerogâmica da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

The present study aims to characterize the phanerogamic flora of the region of Serra Negra, located in the southern of Zona da Mata of Minas Gerais, between the municipalities of Lima Duarte, Rio Preto, Santa Bárbara do Monte Verde and Olaria. Although this region is considered of high biological importance, it has no previous record of floristic data, which led to the development of this survey, during the period 2003 to 2010. The vegetation is characterized by a mosaic of forests and grassland, especially cloud forests and “campos rupestres” (rocky grasslands), occurring at altitudes between 1300 to 1700 m. A total of 1033 species was recorded, distributed in 469 genera and 121 families. The most representative families are Orchidaceae (115 spp.), Asteraceae 54 spp.), Melastomataceae (56 spp.), Myrtaceae (53 spp.), Fabaceae, Poaceae e Rubiaceae (48 spp. cada), Bromeliaceae (43 spp.), Solanaceae (38 spp.) and Piperaceae (33 spp). New records and endemic species to flora of Minas Gerais were found and 58 species are cited in the list of endangered species of Minas Gerais. Key words: Atlantic forest, “campo rupestre”, cloud forest, Mantiqueira Range, Zona da Mata of Minas Gerais. Flora fanerogâmica da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil
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Gesneriaceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Gesneriaceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Serra Negra is part of the Serra da Mantiqueira mountain range, in the southern part of the "Zona da Mata" in Minas Gerais. Vegetation is composed of a mosaic of "campos rupestres" and remnants of Tropical Upland Rainforest, Tropical Lowland Rainforest and Alluvial Rainforest at altitudes varying from 900 to 1680 m. The family Gesneriaceae is represented in the area by 4 genera and 9 species: Anetanthus gracilis, Nematanthus crassifolius, N. lanceolatus, N.strigillosus, Sinningia cooperi, S. sceptrum, S. tuberosa, Vanhouttea brueggeri and V. hilariana. An identification key for species, descriptions, illustrations, geographic distribution and taxonomic comments are provided.
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Ericaceae da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Ericaceae da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Agarista glaberrima está relacionada na área de estudo com Agarista oleifolia var. oleifolia como espécie morfologicamente mais próxima, por ambas apresentarem folhas com margem plana, de tamanho semelhante (2,5–8,4 × 1–3,1 cm em A. glaberrima e 2–4,4 × 1,1–2 cm em A. oleifolia) e hábito variando de arbusto a arvoreta. Porém A. glaberrima se diferencia desta por apresentar pecíolo flexível de 10–30 mm compr., além de raque da inflorescência e pedicelo glabros. É considerada por alguns autores, como Sleumer (1959), como variedade de A. eucalyptoides (Cham. & Schltdl.) G.Don (a qual não foi registrada na Serra Negra) por ambas apresentarem folhas estreito-alongadas e pendentes, geralmente conduplicadas, com pecíolo flexível e por serem arbustos esguios. Porém, estas espécies se diferenciam quanto ao indumento da raque da inflorescência, que em A. eucalyptoides é ferrugíneo-pubescente e em A. glaberrima é glabra. Agarista glaberrima é endêmica de Minas Gerais (BFG 2015). Na Serra Negra é encontrada em áreas de campo rupestre e interior de floresta.
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Aquifoliaceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil

Aquifoliaceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil

Ilex paraguariensis é nativa de regiões de clima temperado, resistindo a baixas temperaturas. Ocorre no Brasil, Argentina e Paraguai (Oliveira & Rotta 1985). No Brasil a espécie distribui-se nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, pelos domínios do Cerrado e Floresta Atlântica (BFG 2015). Na Serra Negra é encontrada em campo rupestre e interior de floresta semidecídua próximo a cursos d’água. Pode ser confundida com I. theezans, pela presença de lenticelas nos ramos de ambas as espécies, pelas folhas com face adaxial não lustrosa e dimensões semelhantes, além da sobreposição no comprimento do pecíolo. Em contrapartida, I. paraguariensis distingue-se de I. theezans principalmente pela presença de ramos pubérulos, folhas com margem crenada, flores tetrâmeras e pedicelo medindo de 4,5–7,2 mm compr. (vs. ramos glabros, folhas com margem denteada na metade distal, flores pentâmeras e pedicelo com 3,5–4 mm compr. em I. theezans). Os espécimes foram coletados com frutos nos meses de abril e junho.
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Cactaceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Cactaceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Apresenta-se o estudo taxonômico de Cactaceae na Serra Negra, Minas Gerais. A família está representada na área por cinco gêneros e nove espécies, listados a seguir: Arthrocereus melanurus subsp. magnus, Hatiora salicornioides, Lepismium houlletianum, Opuntia monacantha, Rhipsalis elliptica, R. floccosa subsp. pulvinigera, R. juengeri, R. lindbergiana e R. pilocarpa, sendo a primeira e a última consideradas ameaçadas de extinção na flora de Minas Gerais. Ainda deve ser destacado o fato de que Arthrocereus melanurus subsp. magnus teve o conhecimento de sua área de distribuição ampliada, pois era considerada endêmica do Parque Estadual do Ibitipoca. Os dados apresentados demonstram que a conservação de áreas como a Serra Negra, uma área atualmente não protegida, é de suma importância. Esta região vem sofrendo distúrbios devido a frequente visitação desorganizada, acompanhada de coleta ilegal de plantas, assim como transformação de remanescentes florestais e áreas de campo em áreas de pastagem aumentando o status de ameaça que já atinge algumas das espécies ali encontradas. São apresentadas chave de identificação, descrições, ilustrações, comentários taxonômicos e ecológicos para as espécies.
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Rubiaceae da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Rubiaceae da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil.

Flores actinomorfas, bissexuadas, prefloração valvar; sésseis; cálice 4,9 ‒ 8,1 mm compr., glabro, 4-lobado, lobos estreito-triangulares a lineares, eretos; corola 1,6 ‒ 2,1 cm compr.[r]

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Sapindaceae in the Serra Negra, Minas Gerais, Brazil

Sapindaceae in the Serra Negra, Minas Gerais, Brazil

vasculares radiais. Folhas biternadas, estípulas subulado-lanceoladas; pecíolo canaliculado, 1,5–4,5 cm compr.; raque canaliculada; folíolos 2,5–10 × 1–3,5 cm, ovado-lanceolados ou lanceolados, cartáceos; base atenuado, obtuso ou assimétrica; ápice agudo ou acuminado, mucronado; margem inteira ou com 1 ou 2 dentes obtusos, face adaxial e abaxial pubescente, com tricomas glandulares; domácias pilosas. Tirsos racemiformes laxifloros, pedúnculo 6–14 cm compr., raque 4–19,5 cm compr.; cincinos 4–5-floros; brácteas triangulares, 1–1,2 mm compr., ápice cuspidato, bractéolas semelhantes, ca. 0,5 mm compr., pubescentes e com tricomas glandulares. Flores zigomorfas; cálice 5-mero, sépalas róseas, livres, membranáceas, pubérulas, margem com tricomas glandulares, duas externas ovadas, 3,5–4 mm compr., subcartáceas, três internas ovadas ou obovadas, 4,5–6 mm compr., pétalas 4, 6,5–7 mm compr., obovadas, membranáceas, ápice dos apêndices das pétalas posteriores com crista emarginada ou erosa; lobos nectaríferos 4, posteriores ovoides, laterais reduzidos; androginóforo glabro; estames 3,5–5 mm, setoso-vilosos; estaminódios 2,5–3 mm compr., ovário trígono-obovoide, 3-carpelar, hirsuto-setoso, com tricomas glandulares, estilete 1,5–2 mm compr., pubescente em 1/3 basal, estigma trífido, 0,5–0,7 mm compr. Mericarpos samaroides róseos, ovado- cordados ou subretangulares, 2,5–3 × 1,7–2 cm, cartáceos, porção seminífera do mericarpo achatado lateralmente, epicarpo da porção seminífera e alas pubérulos e com tricomas glandulares, crista 2–3 mm larg., endocarpo com raros tricomas longos; sementes lenticulares, 5–7 × 3–5 mm, glabras, cotilédone externo curvo e interno biplicado. Material selecionado: Rio Preto, Serra Negra, próximo ao Cânion, s.d., fl. e fr., C.N. Matozinhos et al. 326 (CESJ); Fazenda Santa Luzia, 31.VI.2007, fl. e fr., F.R.G. Salimena & P.H. Nobre 2465 (CESJ); Trilha para o Ninho da Égua, 2.V.2009, fl, D. Monteiro et al. 537 (CESJ); Fazenda Tiririca, 26.VI.2008, fl. e fr., F. S. Souza & O.J. Bastos 524 (CESJ); Trilha da cachoeira da Água Amarela, 26.III.2013, fl., K. Antunes & R. J. V. Alves 405 (CESJ); Mata da Dona Luzia, 12.X.2007, fl., S.A. Roman et al. 20 (CESJ); Serra do Funil, fr, 11.IX.2004, C.N. Matozinhos et al. 90 (CESJ); próximo à Gruta do Funil, 1.VI.2006, fl., P.L. Vianna et al. 2157 (CESJ). Material adicional: BRASIL. RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Parque Nacional, BR 485, fim da Trilha Barbosa Rodriguez, ao lado do rio, 21.V.2010, fl., G.V. Somner et al. 1518 (RBR).
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O clado Merianthera e as tribos Merianieae e Microliceae (Melastomataceae) na Serra Negra, Minas Gerais.

O clado Merianthera e as tribos Merianieae e Microliceae (Melastomataceae) na Serra Negra, Minas Gerais.

Apresenta-se um estudo taxonômico do clado Merianthera e das tribos Merianieae e Microlicieae (Melastomataceae) na Serra Negra, localizada no Complexo da Mantiqueira, região sul da Zona da Mata de Minas Gerais, Brasil. O clado Merianthera está representado por Behuria parvifolia, Huberia nettoana e Cambessedesia hilariana, Merianieae está representada apenas por Meriania claussenii, enquanto Microlicieae está representada por Lavoisiera imbricata, Microlicia serpyllifolia, Rhynchanthera dichotoma, Trembleya elegans, Trembleya parviflora e Trembleya phlogiformis. A região vem sofrendo impactos devido à plantação de Pinus e Eucalyptus, especulação imobiliária, visitação desorganizada, coleta ilegal de plantas, bem como o aumento das áreas de pastagem, de modo que várias espécies se encontram sob constante ameaça. Em relação à conservação, deve-se ressaltar as espécies B. parvifolia, H. nettoana e M. claussenii, provavelmente ameaçadas de extinção a nível regional ou nacional. No presente artigo são apresentadas chaves de identificação, descrições, ilustrações, informações sobre distribuição geográfica e comentários morfológicos para os táxons desses grupos representados na Serra Negra.
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Lamiaceae in the Serra Negra, Minas Gerais, Brazil

Lamiaceae in the Serra Negra, Minas Gerais, Brazil

Arbusto, ca. 50 cm alt; ramos quadrangulares, tomentosos. Folhas simples: pecíolo 5‒15 mm, tomentoso; lâmina 1,7‒3 × 0,8‒2,2 cm compr., membranácea, oval, ápice acuminado a cuneado, base subcordada a cuneada, margem serreada, face adaxial tomentosa glandulosa, face abaxial esparsamente tomentosa. Inflorescência tirsoide, címulas terminais e axilares, pedúnculo 1‒2 cm; brácteas na base do tirso 8‒9 × 5 mm, ovais, hirsuta‒glandulares, brácteas da base das címulas ca. 2 × 1 mm, lanceoladas, hirsutas; pedicelo ca. 1 mm, hirsuto; cálice 5–lobado, lobos ca. 1 mm, ápice linear, tubo 3‒4 mm, tomentoso externamente, mais densamente no contorno do ápice, glabro internamente; corola azul, tubo ca. 3 mm, glabra externamente, tomentosa internamente, lábio posterior ca. 1 mm compr., lábio anterior ca. 2 mm compr., lobo mediano do lábio modificado em forma de capuz; estames‒4, exsertos, filetes ca. 3 mm, hirsuto, inseridos na fauce, anteras com tecas divergentes; ovário ca. 1 mm compr., oval, glabro; estilete ca. 5 mm, ginobásico, glabro, estilopódio ausente; estigma ca. 5 mm, glabro. Núcula‒4 ca. 1 × 1 mm, obovada, coloração castanha, glabra, lisa. Material examinado: Rio Preto, Gruta do Funil, 29.IV.2012, fl, F.R.G. Salimena et al. 3475 (CESJ). Material adicional: BRASIL. SÃO PAULO: São Paulo, 27.IV.1944, fr., L. Roth 895 (CESJ).
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Caracterização da área de estudo

Caracterização da área de estudo

(Pteridófitas em fragmentos florestais da APA Fernão Dias, Minas Gerais, Brasil) Foi realizado o estudo das pteridófitas ocorrentes na APA Fernão Dias, situada no extremo sul do estado de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira, abrangendo áreas dos municípios de Camanducaia, Gonçalves, Extrema e Itapeva. Esta região encontra- se entre 1.000 e 2.068 metros de altitude, em zona de tensão ecológica entre as florestas tropicais montanas e submontanas. Constatou-se a ocorrência de 173 espécies de pteridófitas, distribuídas em 23 famílias e 55 gêneros. As famílias mais representativas foram Polypodiaceae (21 spp.), Thelypteridaceae (18 spp.), Lomariopsidaceae (17 spp.), Pteridaceae e Aspleniaceae (13 spp. cada), Blechnaceae e Hymenophyllaceae (12 spp. cada), Grammitidaceae (10 spp.) e Lycopodiaceae (8 spp.). Os gêneros com maior número de espécies foram Thelypteris e Elaphoglossum (17 spp. cada), Asplenium (13 spp.), Blechnum (12 spp.), Trichomanes (7 spp.), Campyloneurum (6 spp.), Pecluma, Polypodium, Huperzia e Hymenophyllum (5 spp. cada). A maioria das espécies é terrestre com distribuição neotropical. Athyrium filix-femina (L.) Roth. consiste na primeira referência para Minas Gerais. Este estudo revelou a presença de uma espécie ameaçada de extinção (Dicksonia sellowiana Hook.) e três presumivelmente ameaçadas (Alsophila capensis (L.f.) J. Sm., Dryopteris patula (Sw.) Underw. e Botrychium virginianum (L.) Sw.), constantes da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de Extinção da Flora de Minas Gerais. Palavras-chave: Pteridófitas, florística, floresta estacional semidecidual, floresta ombrófila.
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Pteridófitas da Serra do Caraça, Minas Gerais, BrasilBelo Horizonte Minas GeraisFevereiro de

Pteridófitas da Serra do Caraça, Minas Gerais, BrasilBelo Horizonte Minas GeraisFevereiro de

A Serra do Caraça localiza-se no extremo leste do Quadrilátero Ferrífero, ao sul da Cadeia do Espinhaço, abrangendo parte dos municípios de Catas Altas, Santa Bárbara e Mariana. A principal área de preservação é a RPPN Santuário do Caraça com 10.187,89 ha. A altitude varia de 750 a 2072 m. A vegetação consiste em um mosaico de formações campestres e florestais. Este trabalho trata do levantamento das espécies de pteridófitas ocorrentes na serra, principalmente dentro dos limites da RPPN. Para isso foram consultados os herbários BHCB e OUPR e realizadas seis expedições de coleta. Foram identificados 236 táxons infragenéricos, distribuídos em 27 famílias, 74 gêneros, 234 espécies, duas subespécies e sete variedades. As famílias mais representativas foram: Polypodiaceae (37 spp.), Dryopteridaceae (34 spp.), Pteridaceae (29 spp.), Hymenophyllaceae (19 spp.), Thelypteridaceae (15 spp.), Blechnaceae e Cyatheaceae (13 spp. cada) e Aspleniaceae (12 spp.), somando 75,64% do total. Os gêneros com maior número de espécies foram: Elaphoglossum (26 spp.), Thelypteris (14 spp.), Blechnum (12 spp.), Asplenium e Cyathea (10 spp. cada), Anemia e Hymenophyllum (nove spp. cada), Lindsaea e Lycopodiella (sete spp. cada), Selaginella e Sticherus (seis spp. cada), que abrangem 49,57% das espécies da área. A maioria das espécies ocorre nas formações florestais. Setenta e seis táxons (32,20%) são restritos ao Brasil, dos quais 53 (69,74%) restringem-se às regiões Sul e Sudeste junto com a Bahia. Dezesseis espécies (6,84%) estão ameaçadas em Minas Gerais. Destas destacam-se os registros de Huperzia rubra (Cham. & Schltdl.) Trevis., Culcita coniifolia (Hook.) Maxon, Eriosorus flexuosus (Kunth) Copel. var. flexuosus, Eriosorus sellowianus (Kuhn) Copel., Micropolypodium perpusillum (Maxon) A.R. Sm, Lycopodiella benjaminiana P. G. Windisch e Cochlidium pumilum C. Chr. O número de espécies encontradas é maior que o registrado para qualquer área de Floresta Atlântica da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira, regiões consideradas de maior riqueza de pteridófitas no Brasil. A RPPN Santuário do Caraça é a segunda unidade de conservação mais importante para a proteção de pteridófitas ameaçadas em Minas Gerais, sendo superada apenas pelo Parque Nacional do Caparaó. São apresentadas chaves de identificação para os gêneros e espécies, diagnoses genéricas, comentários, ambientes de ocorrência, distribuição geográfica, material examinado e ilustrações de alguns caracteres diagnósticos.
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Estudo palinológico da Vereda do Juquinha/Cuba, Parque Estadual da Serra do Cabral, Minas Gerais, Brasil

Estudo palinológico da Vereda do Juquinha/Cuba, Parque Estadual da Serra do Cabral, Minas Gerais, Brasil

As mudanças climáticas ocorridas no Holoceno de acordo com estes estudos palinológicos estão sintetizadas na Tabela 2. Em linhas gerais foi possível identificar três fases com condições climáticas diferentes: uma fase com condições climáticas com maior umidade no início do Holoceno em Carajás, Salitre e Lagoa dos Mares, em Salitre nos intervalos de 5.000 e 3.000 anos cal. AP, na Lagoa dos Olhos d´Água entre 6.000 e 2.000 anos cal. AP, na Lagoa Santa e Lago do Pires de ca. 4.000 a 2.000 anos cal. AP, na Vereda Laçador entre 10.000 e 7.000 anos cal. AP, na turfeira Pau de Fruta nos intervalos de 10.000 a 8.000, de 7.000 a 5.000 e de 3.000 a 2.000 anos cal. AP e no topo do testemunho de Lagoa Nova; uma fase com condições climáticas com menor umidade na transição do Pleistoceno/Holoceno em Serra Negra, Cromínia, Águas Emendadas, Lagoa do Caçó, Vereda Urbano, Lagoa da Confusão, Lagoa Santa, Lago do Pires, Vereda Laçador e Lagoa Nova e em pequenos intervalos em Salitres, Lago do Pires, Pau de Fruta e Lagoa Nova; e uma fase com condições climáticas com clima semi-úmido, semelhante ao clima atual no topo dos testemunhos de Carajás, Serra Negra Águas Emendadas, Lagoa dos Olhos d´Água, Lagoa dos Mares, Lagoa do Caçó, Lagoa da Confusão e Lagoa Santa, entre ca. 8.000 e 4.000 anos cal. AP em Cromínia , entre 7.000 e ca. 2.000 anos AP na Vereda Urbano, na Vereda Laçador entre 6.000 e 3.000 anos cal. AP, entre 6.000 e 2.000 anos cal. AP na Lagoa Nova e em pequenos intervalos em Lagoa Santa, Lago do Pires e Lagoa Nova.
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Carrapatos (Acari: Ixodidae) em mamíferos silvestres do Parque Nacional da Serra da Canastra e arredores, Minas Gerais, Brasil.

Carrapatos (Acari: Ixodidae) em mamíferos silvestres do Parque Nacional da Serra da Canastra e arredores, Minas Gerais, Brasil.

Neste trabalho, destacam-se também um grande número de amostras coletadas de canídeos silvestres, sendo elas compostas por ninfas de Amblyomma sculptum Berlese, 1888. Esta espécie pertence ao complexo Amblyomma cajennense (Fabricius, 1787), que recentemente foi desmembrado em seis espécies válidas, dentre elas, A. sculptum como único representante na região Sudeste do Brasil (NAVA et al., 2014). Os resultados do presente trabalho indicam uma forte associação carrapato- hospedeiro existente entre ninfas de A. sculptum e canídeos silvestres, estando de acordo com estudos prévios de lABRUNA et al. (2005) e MARTINS et al. (2012), que demonstraram ninfas desta espécie de ixodídeo, publicado como A. cajennense, frequentemente encontradas em canídeos silvestres provenientes de várias regiões do país. As demais associações carrapato-hospedeiro (Tabela 1) foram previamente relatadas em diferentes trabalhos em
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A doença periodontal na comunidade negra dos Arturo's, Contagem, Minas Gerais, Brasil.

A doença periodontal na comunidade negra dos Arturo's, Contagem, Minas Gerais, Brasil.

A comunidade em questão foi fundada em 1917 por um escra vo alforri a d o, Artur Ca m i l o, que juntamente com sua esposa, também ex- e s c ra va, estabeleceram-se em uma chácara na região de Contagem, Minas Ge ra i s, Brasil. Ho j e c e rca de 380 descendentes formam a Co m u n i- dade dos Art u ro’s, de muito prestígio no meio c u l t u ral mineiro em virtude da manutenção de suas tradições culturais afri c a n a s, seja na re l i- g i ã o, como o Co n g a d o, seja nos dialetos usados e n t re eles. At ravés de um censo re a l i z a d o, ob- s e rvou-se que a renda mensal na comunidade va ria de um a três salários mínimos por re s i- dência.
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Caracterização florística e fitofisionômica da Serra do Condado, Minas Gerais, Brasil.

Caracterização florística e fitofisionômica da Serra do Condado, Minas Gerais, Brasil.

A Serra do Condado é um mosaico vegetacional com predomi- nância da Formação Estacional Semidecidual Montana em relação à Canga, a Mata Ciliar e ao Brejo. O limite físico entre fitofisionomias foi gradual ou constante sendo difícil individualizar até mesmo algumas zonas ecotonais, embora considerando a paisagem como um todo, seja possível separar cada formação. E assim, é nítido que a altitude e o solo litólico têm estreita relação com as formações de Canga, sendo observadas sempre nos afloramentos acima dos 900 m de altitude. Em cotas inferiores há uma expansão da Formação Semidecidual Montana no solo litólico, uma fitocenose de estrutura densa (varal), baixa dominância e alto perfilhamento dos indivíduos eretos e lenhosos. Esse cenário suporta espécies florestais tolerantes a esse substrato sendo essas gradativamente substituídas pelas candeias ( Erementhus spp.) com o aumento da altitude (obs. pess.). Consideran- do levantamentos florísticos que contemplam todas as formas de vida em áreas do Domínio Atlântico representado pelas Florestas Estacio- nais e Ombrófilas a riqueza encontrada neste estudo (575 espécies) está próxima do registrado por Lombardi & Gonçalves (2000) no Parque Estadual do Rio Doce (535) e está abaixo do registrado para algumas áreas ombrófilas do Rio de Janeiro e de São Paulo como Parati (Marques 1997) com 873 espécies, Macaé de Cima (Lima & Guedes-Bruni 1997) com 946 espécies e Ilha do Cardoso (Melo et al. 1991) com 852. É importante ressaltar que em todos os trabalhos acima comparados, o esforço de coleta foi superior a três anos e isso, em partes, justifica tais diferenças. Outra questão pertinente a ser abordada é em relação ao número de materiais indeterminados do presente trabalho (116 ou 20% do total). Este valor aparentemente alto de indeterminações pode ser explicado pela necessidade de mais trabalhos taxonômicos capazes de fornecer um maior número de floras e revisões, já que para alguns grupos existe ainda carência de bibliografias especializadas.
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Relação entre área de vida e recurso alimentar do lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) na borda e em torno do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil

Relação entre área de vida e recurso alimentar do lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) na borda e em torno do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil

As alterações das áreas naturais de cerrado nas regiões vizinhas à Serra da Canastra e ao longo da Serra da Babilonia são evidentes, tendo pastagens exóticas plantadas, áreas de lavouras e pequenas propriedades (até 100 ha) nos vales da região (Azevedo 2008). A pecuária leiteira é a principal atividade de produção animal na região, também têm cultivos de cana de açúcar, crescimento agrícola com cultivos de milho, soja e principalmente café (MMA e IBAMA 2005). A pesar de, existir uma tolerância relativa à predação de criações domésticas, morte de lobos-guará por retaliação à predação foi observada por Azevedo (2008).
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