Top PDF Pulsão de morte como efeito de supereu.

Pulsão de morte como efeito de supereu.

Pulsão de morte como efeito de supereu.

a reação terapêutica negativa e o masoquismo encontrados na clínica são apre- sentados como manifestações da tirania de um supereu sádico sobre o eu. Ora, exatamente os mesmos fenômenos clínicos que haviam levado Freud a postular a pulsão de morte são retomados agora sob uma nova rubrica: a de resistência do supereu (FREUD, 1926/1975). Distinguindo cinco diferentes tipos de resistência ao tratamento analítico, que apresentam fundamentos metapsicológicos diversos, destacará a resistência do supereu como a mais radical delas. Esse tipo de resistência (o mais tardiamente descoberto e o mais obscuro dos cinco) resulta do sentimento de culpa e da necessidade de autopunição, e se opõe a qualquer movimento para o sucesso, incluindo as possíveis melhoras no tratamento psicanalítico (FREUD, 1926/ 1975, p.160). Estamos agora no seio de uma construção metapsicológica bem mais complexa, liberta do apoio na biologia, e de acordo com o postulado psicanalítico fundamental de que, graças ao desamparo do infante, o psiquismo humano está na estrita dependência do que é construído a partir do campo social.
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CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS SOBRE A PSICANÁLISE FREUDIANA: DA METAPSICOLOGIA AOS TEXTOS SOCIAIS

CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS SOBRE A PSICANÁLISE FREUDIANA: DA METAPSICOLOGIA AOS TEXTOS SOCIAIS

prazer, e por outro, sustentar teoricamente o postulado de uma dualidade pulsional fundamental, tida por Freud como necessária à explicação do conflito psíquico, posição corroborada por alguns de seus comentadores, traz a hipótese de que, tanto estes acontecimentos clínicos quanto o conflito psíquico, podem ser explicados sem a necessidade da suposição de uma pulsão adjetivada como de morte. Uma segunda hipótese decorre da primeira: ao manter a dualidade, apesar de a psicanálise ter sido e ser até hoje um inestimável e eficaz instrumento de valorização da integração entre corpo e mente, a metapsicologia freudiana - assim como a kleiniana e a lacaniana, por exemplo, que a mantiveram fundamentalmente - ainda traz como premissa filosófica, mesmo que dialética, a separação dicotômica e romântica entre natureza e cultura, animalidade e humanidade, organismo e razão, isso e eu- supereu (CARVALHO, 2002, s/nº)
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SOBRE A PULSÃO DE MORTE NA TEORIA FREUDIANA

SOBRE A PULSÃO DE MORTE NA TEORIA FREUDIANA

“O caráter quase exógeno da pulsão em relação ao domínio quer do sujeito quer do objeto parece funcionar como a “liga” entre os elementos que compõe as vicissitudes do que seja a relação do sujeito-objeto; nem lá nem cá, um pouco alheio a mim, um pouco alheio ao outro. Ainda assim, isto se liga irremediavelmente, e de diferentes formas, tanto aos domínios do sujeito quanto do objeto; e como vimos anteriormente em termos libidinais, a pulsão é justamente o que define este objekt por um efeito de propagação, de supervalorização da meta para todo o objeto-outro. O sujeito parece se definir também um pouco aí, por exemplo nos compromissos entre desejos e inibições”. (Martine, 2006, p.87)
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Trauma e pulsão de morte em Ferenczi.

Trauma e pulsão de morte em Ferenczi.

O efeito do trauma será análogo a um golpe devastador no psiquismo. A culpa experimentada pelo adulto é assumida pela criança, pela via de um mecanismo que Ferenczi denominou identificação ao agressor, na busca de preservar o adulto enquanto modelo identificatório. O desmentido engendra, portanto, um tipo particular de submissão, no qual o adulto desaparece da realidade externa e ocupa todo o espaço interno da criança, conturbando a constituição de um universo subjetivo próprio. Podemos compreender este mecanismo como uma última tentativa de introjeção, no sentido de simbolizar o ocorrido, já que o desmentido anula qualquer vestígio do fato, exceto a culpa do adulto que parasita a criança. O cerne deste mecanismo seria adquirir segurança e, ao mesmo tempo, conservar a esperança de algum controle onipotente. Trata-se de um mecanismo de sobrevivência, portanto, de uma saída que o sujeito encontra para lidar com algo que não pode ser apropriado subjetivamente, introjetado. Quando o processo de introjeção falha, o mecanismo da incorporação (Cf. Abram & Torok, 1995) tem lugar. E é justamente o que não pôde ser introjetado que assume um efeito mortífero no psiquismo. Nas palavras de Ferenczi:
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Mickey Sabbath: A pulsão de morte e o desligamento numa personagem literária

Mickey Sabbath: A pulsão de morte e o desligamento numa personagem literária

excesso de peso, e estar a envelhecer em todos os aspectos bvios, mas tambØm porque, no rescaldo do escndalo de quatro anos atrÆs com Kath y Goolsbee, se empenhara mais a fundo do que nunca em despertar a antipatia de praticamente toda a gente, como se na realidade estivesse a batalhar pelos seus direitos. O que continuava a dizer a Drenka, e em que ela continuava a acreditar, eram mentiras; e, contudo, iludi-la a respeito da sua capacidade de seduªo era tªo simples que o assombrava, e se nªo deixava de o fazer nªo era para se iludir tambØm a si mesmo nem para se pavonear aos olhos dela, mas sim porque a situaªo era irresistvel: a crØdula Drenka a suplicar ardentemente: «O que aconteceu? Conta-me tudo. Nªo escondas nada», mesmo quando ele entrava nela do modo que, na polaride, Nera fingia penetrar em Silvija. Drenka lembrava-se do mais nf imo pormenor das duas excitantes histrias muito tempo depois de ele ter esquecido atØ os contornos mais gerais, mas pelo seu lado Sabbath sentia-se, com igual ingenuidade, pasmado com as histrias dela: a diferena residia no facto de as dela serem acerca de pessoas reais, que existiam. Ele sabia que eram reais porque, depois de cada nova ligaªo estar em progresso, ele escutava pela extensªo enquanto, a seu lado na cama, com o telefone portÆtil numa das mªos e a erecªo dele na outra, ela enlouquecia o amante recente com as palavras que nunca deixavam de produzir o efeito desejado. E depois cada um desses tipos saciados dizia-lhe a ela exactamente a mesma coisa: o electricista de rabo de cavalo com quem tomava banho, no apartamento dele; o psiquiatra rigidamente convencional com quem costumava encontrar-se quinta-feira sim, quinta-feira nªo, num motel do outro lado da fronteira estadual; o jovem mœsico que num Verªo tinha tocado piano jazz na estalagem; o annimo desconhecido de meia-idade e sorriso JFK com quem se encontrava no elevador do Ritz-Carlton... cada um deles dizia, depois de recuperar o flego e Sabbath ouvia-os dizŒ-lo, ansiava por que o dissessem, exultava quando o diziam, sabia por experiŒncia prpria que era uma das poucas verdades inequvocas maravilhosament e inquestionÆveis em que um homem podia confiar , cada um deles afirmava a Drenka: « Nªo hÆ nenhuma como tu.»
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Mickey Sabbath: A pulsão de morte e o desligamento num personagem literário

Mickey Sabbath: A pulsão de morte e o desligamento num personagem literário

Se pensarmos, como o fez Freud em 1920, que estamos condenados a resolver os nossos próprios enigmas, então que pensar do caso de Sabbath, para cuja qualquer perda faz reemergir um sofrimento de base? Perante a morte, é difícil assumir um papel activo, de domínio, e é justa porque esta personagem se inscreve na lógica da compulsão repetitiva, ela transmite o sentimento de estar tão submetida, ser tão vítima quanto vitimador; não se encontrando fixado a mais nada do que a si mesmo. Ironicamente, ao resistir à perda, Sabbath resiste também ao impulso renovador da morte, quedando-se – passe a redundância fortuita – pela verdadeira decadência. A Pulsão de Morte sai vencedora através do seu efeito de desligamento do outro e do mundo, quando seria a dialéctica entre a vida e a morte a definir a sua humanidade, e não qualquer uma destas agências.
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Uma discussão do conceito de pulsão de morte a partir das contribuições de Freud e Ferenczi

Uma discussão do conceito de pulsão de morte a partir das contribuições de Freud e Ferenczi

Uma vez que a Biologia não foi capaz de impedir Freud de dar livre curso à teoria da pulsão de morte, e tendo o autor avançado mais alguns passos em sua investigação – ligação da teoria das pulsões com a fisiologia de E. Hering; explicação da longevidade dos organismos pluricelulares, em comparação com os unicelulares, através do novo dualismo pulsional; descrição do sadismo e do masoquismo como fenômenos comandados pela ação da pulsão de morte –, o interesse recai sobre a maneira como as pulsões de vida e de morte alcançam, de um ponto de vista econômico, o objetivo de prolongar e abreviar a existência, respectivamente, e, por conseguinte, a relação destas com os princípios do funcionamento mental. Aproveitando a primeira conclusão extraída dos seus estudos biológicos – a coalescência, mas também a estimulação química ou mecânica, possuem efeito rejuvenescedor – , argumenta que é o influxo de novas quantidades de estímulo que ocasiona a renovação da vida, o que condiz bem com o fato de que o organismo, deixado a si mesmo, com seus próprios processos vitais, tende a morrer. Assim, a pulsão de vida, ao buscar a união de duas células germinais diferenciadas, traria um aumento de tensão energética no organismo, o que explicaria o prolongamento da vida. Nas palavras de Freud, “(...) a união com a substância viva de um indivíduo diferente aumenta essas tensões, introduzindo o que pode ser descrito como novas ‘diferenças vitais’, que devem então ser vividas” (id. ibid., p. 66). Por outro lado, a morte corresponderia à abolição das tensões químicas, meta maior da pulsão de morte. A partir disso, justifica-se a tentativa de aproximação da pulsão de morte com os princípios do funcionamento mental:
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Pulsão de morte na cultura: raízes e incidências

Pulsão de morte na cultura: raízes e incidências

Assim, demonstra-se que resistência e recalque 7 estão intimamente ligados numa estratégia inconsciente de defesa. Isto posto, como esses fenômenos clínicos, tornados conceitos, podem nos auxiliar? Quanto à resistência, veremos adiante como ela própria se torna mola propulsora para o andamento da análise. No que se refere ao recalque, a necessidade que Freud sentiu da elaboração de um recalque originário (Urverdrängung), ou primário, para que se fundamentasse o recalque propriamente dito (eigentliche Verdrängung), ou secundário, nos convida a perceber um efeito retroativo exercido pelo secundário sobre um conteúdo fixado inicialmente e que atribui a este um valor traumático. Quando há esta convocação do recalque propriamente dito, provocado por algum fato do presente, ao acontecimento que demarcou o recalque primário, acontece a clivagem do aparato psíquico em sistemas Pcs/Cs e Ics. A delimitação das inscrições e fixações que atuam na gênese da memória do aparelho psíquico, em torno das quais giram as derivações dos representantes pulsionais recalcados que marcaram seu traço e vão se constituindo ao longo da vida do sujeito, e as variações inerentes à formação das resistências, irão permitir que sigamos o percurso de Freud, no que tange à compulsão à repetição, e, posteriormente, à formulação do conceito de pulsão de morte.
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Supereu e pulsão: noção de resíduo em "O problema econômico do masoquismo".

Supereu e pulsão: noção de resíduo em "O problema econômico do masoquismo".

Em 1920, em “Além do princípio de prazer”, Freud formula seu conceito de pulsão de morte. Esse novo conceito terá como uma de suas consequências prin- cipais a mudança da concepção de masoquismo secundário para masoquismo pri- mordial (1924). Continua, porém, sua investigação e, em seguida, articula o conceito de pulsão de morte com o supereu, localizado em “O eu e o isso” (1923). Freud pôde dar musculatura a sua nova instância psíquica ao associá-la com a pulsão de morte, após a desfusão das pulsões. Assim, após a sublimação, o componente erótico não mais tem o poder de unir a totalidade que com ele se achava combinada, e esta é liberada sob a forma de agressividade (p. 67).
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Origem filosófica e significado metapsicológico do conceito de pulsão de morte em Freud

Origem filosófica e significado metapsicológico do conceito de pulsão de morte em Freud

Diante desse impasse metodológico torna-se necessário tomar uma posição. Na perspectiva que adotamos o estudo dos textos freudianos deve considerar os efeitos da Nachträglichkeit, isto é, os efeitos produzidos pelo contínuo esforço de criação conceitual de Freud nas aquisições teóricas anteriores. Feito isso, as possibilidades interpretativas seguirão um curso natural. Aqueles que enfatizam as rupturas no conjunto do percurso teórico freudiano dirão que o texto de 1920 representa, sem dúvida nenhuma, a maior delas. Numa avaliação negativa Marthe Robert 7 dirá, por exemplo, que as considerações clínicas exploradas no texto, de alcance limitado, resultam rapidamente em especulação e que Freud, ao abandonar a retidão do trabalho científico, mergulhou de forma lamentável num oceano especulativo. Ou como mostra Luiz Roberto Monzani 8 , a sua teorização passou a ser imediatamente sinônimo de filosofia, filosofia cosmológica, metafísica e conceitos congêneres todos lidos à luz de uma censura positivista. Essa ruptura, avaliada negativamente, provocada pela introdução de um novo dualismo pulsional e da noção de Pulsão de Morte teria um efeito duplo: o primeiro metapsicológico – os fundamentos da teoria psicanalítica teriam sido revisados radicalmente – o segundo epistemológico – o estatuto teórico da Psicanálise não seria mais o mesmo: de ciência ela passaria a ser metafísica.
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A pulsão de morte e a gênese da angústia.

A pulsão de morte e a gênese da angústia.

Descrevendo algumas experiências com protistas (organismos elementares), Freud (1920/1980) consegue expressão para as referências biológicas de sua nova teoria pulsional. Tais experiências afirmam que a conjugação de células diferentes (porém da mesma espécie) trabalha a favor da conservação da vida (isto é, inibe os processos de degeneração celular). O mesmo efeito é produzido pelo influxo de novas quantidades de estímulos nas células. Ao passo que, se o organismo é isolado e submetido aos seus próprios excrementos, há uma dissolução das tensões químicas que coincide com a morte. Ou seja, a natureza do organismo, por si só, conduz ao estado de inércia. E essa tendência original à morte é que faria com que o desprazer fosse sentido a cada incremento da excitação.
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O CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DO CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA: OS EGRESSOS COMO COAUTORES DOS PROCESSOS DE MUDANÇAS – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DO CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA: OS EGRESSOS COMO COAUTORES DOS PROCESSOS DE MUDANÇAS – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Este questionário é parte integrante da pesquisa que realizo para a dissertação de mestrado profissional a ser defendida no Programa de Pós Graduação em Gestão e Avaliação da Educaç[r]

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O zumbi no imaginário mediático:  Zumbi e Pulsão de Morte na Sociedade Mediática

O zumbi no imaginário mediático: Zumbi e Pulsão de Morte na Sociedade Mediática

“O que minha pesquisa tenta sugerir não é que exista uma linha de produção de zumbis no Haiti, mas que o conceito se baseia em algo real”, argumenta Davis [...]. “[Na lenda] um zumbi é alguém que teve sua alma rou- bada por um feitiço e que fica capturado em um estado de purgatório perpétuo e que acaba sendo mandado para trabalhar como escravo em plantações. Hoje sabemos que não há nenhum tipo de incentivo para criar uma força de escravos-zumbis no Haiti, mas dada a história colonial aliada à ideia de perder a sua alma – o que significa per- der a possibilidade de ter uma morte digna para o voduísta –, tornar-se um zumbi é um destino pior do que a morte(G1, 2017, on-line, grifo nosso).
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Diário da queda: Duas faces violentas de um eu

Diário da queda: Duas faces violentas de um eu

Ao compreender que o ser humano é uma experiência inviável, porém, também compreendendo que, para viver, é preciso se tornar viável, o eu narrador entende, ao olhar para o passado e se lembrar dos eventos vivenciados pelo eu narrado, que a inviabilidade da experiência humana se manifesta em todas as pessoas da mesma forma, a saber, por meio da violência. O eu narrador supera a visão determinista do eu narrado em acreditar que seu pai e seu avô foram responsáveis por seu comportamento em relação a João, porque entendeu que a pulsão destrutiva responsável pelo sofrimento inimaginável que seu avô sofreu, era a pulsão que levou essa mesma personagem a um mecanismo de autopreservação que agredia o próprio filho e que, por sua vez, não era diferente da pulsão que fez com que seu pai se tornasse obcecado pelo tema da Shoah, fato que contribuiu para reforçar o ódio e a intolerância do narrador, gerando nele uma agressividade dirigida ao interior e ao exterior.
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Governo do Peru aprovou um guia para quantificar as emissões de gases de efeito estufa e poluentes climáticos de curta duração no setor de transporte. - Mobilitas

Governo do Peru aprovou um guia para quantificar as emissões de gases de efeito estufa e poluentes climáticos de curta duração no setor de transporte. - Mobilitas

Con el objetivo de apoyar esta labor, el MTC pone a disposición de ellos y del público en general Cambio Climático, Calidad del Aire y Transporte: guía para cuantificar las emisiones [r]

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Melancolia: da identificação narcísica à pura cultura da pulsão de morte

Melancolia: da identificação narcísica à pura cultura da pulsão de morte

Établissant la distinction entre le deuil et la mélancolie, ainsi qu’ entre la mélancolie et la paranoïa, on avance dans l’ investigation sur les principaux facteurs qui soutiennent la[r]

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MARCELO PINTO COELHO MOURA A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO ESTRATÉGICA: ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA ESTADUAL DE ITABIRA- MG

MARCELO PINTO COELHO MOURA A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO ESTRATÉGICA: ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA ESTADUAL DE ITABIRA- MG

Para Oliveira (2013), a experiência das universidades a partir da criação do Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras – PAIUB e mais recentemente [r]

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Guerra, violência e pulsão de morte: uma articulação não evidente.

Guerra, violência e pulsão de morte: uma articulação não evidente.

RESUMO. O objetivo deste artigo é, por meio uma articulação psicanalítica entre as noções de guerra, violência e pulsão de morte, tecer uma reflexão sobre a guerra e a violência psíquica implicadas nas vivências de guerra. Parte-se do pressuposto de que esta articulação não é tão evidente quanto parece, ideia que se justifica a partir de uma análise de textos freudianos sobre os três temas. Esta trilha conduz à abordagem de temáticas correlatas, tais como o trauma, a compulsão à repetição e as neuroses de guerra, permitindo uma discussão sobre as implicações violentas da guerra para os indivíduos e para a humanidade. Como modalidades radicais de defesa diante de tais implicações violentas são considerados processos psíquicos como a negação e a clivagem, porém existem também soluções defensivas não patológicas, como a possibilidade de perlaboração do trauma ou de sublimação da pulsão de morte em suas expressões sádicas.
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A “accountability” como fator de instabilidade do pacto educacional brasileiro

A “accountability” como fator de instabilidade do pacto educacional brasileiro

A ideia de um “pacto educacional” guarda relação direta com o fato de que o atual arranjo político que sustenta a relação de forças entre todos os agentes envolvidos com a empresa educacional no País não é necessariamente declarado por todas as partes que dele participam, mas opera, de fato, uma conformação visível dos sistemas. Com efeito, o aprofundamento desta noção implicaria necessariamente uma reconstrução da história das decisões políticas mais cruciais nas últimas décadas que conduziram ao atual quadro educacional. Para efeito de exemplificação, a ideia de descentralização e autonomização dos entes envolvidos com o processo de educação escolar no País, sejam eles entes federativos, secretarias de governo ou unidades gestoras mais concretas, tais como as redes públicas e privadas de cada região, e mesmo as escolas e os indivíduos que nelas atuam, sob determinada hierarquia estatutária e social, podem ser considerados como agentes que reivindicaram/reivindicam a autonomia, e, portanto, a descentralização das decisões mais sensíveis à esfera educacional, mas, por outro lado, concebem a natureza e as implicações da referida descentralização de um ângulo nada consensual. Portanto, a ideia de um “pacto educacional”, neste caso, poderia proporcionar uma orientação de pesquisa que viesse a facilitar o trabalho de reconstrução dos interesses de cada agente do ponto de vista de sua posição objetiva nas relações sociais de hierarquia estabelecidas no interior do campo educacional, de modo que se viabilizasse o entendimento do atual estágio do processo de descentralização dos sistemas educacionais brasileiros, sob o ponto de vista das relações de poder.
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Um supereu que não se diluiu: uma investigação sobre as relações do supereu com as toxicomanias

Um supereu que não se diluiu: uma investigação sobre as relações do supereu com as toxicomanias

Lecoeur usa esta referência de Freud para comentar sobre a relação do sujeito com um produto: “A relação do bebedor com o vinho faz exceção às modalidades da escolha do objeto e, mais geralmente, às condições da relação de amor”. 41 E lembra que o casamento é, de modo geral, matéria de escárnio face às poucas satisfações que proporciona: “o casamento apoia-se sobre um amor antes de tudo miserável, pois procura suprir a incapacidade da pulsão sexual para reunir homem e mulher. Por isso o casamento com o vinho é fora do comum, visto que ele não se importa com os impasses do sexo”. 42 O casamento feliz é um casamento que, paradoxalmente, pretere o Outro. O casamento do bebedor com o vinho visa contornar os efeitos do encontro com o outro sexo. Da busca de um objeto amoroso como um dos destinos possíveis para os sujeitos, ao casamento como instituição estabelecida, um hiato se evidencia: o casamento proporciona pouca satisfação. O modelo de um casamento feliz, que é tão distante das condições reais nas quais ocorrem os investimentos entre a libido e seus objetos, é enunciado na relação do bebedor com o vinho como o apanágio de um encontro feliz.
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