Top PDF TERAPIA COGNITIVA DA DEPRESSÃO Beck

TERAPIA COGNITIVA DA DEPRESSÃO   Beck

TERAPIA COGNITIVA DA DEPRESSÃO Beck

Na tentativa de desenvolver ou eliciar confiança na relação, o terapeuta cognitivo balanceia cuidadosamente a importância da autonomia (facultar ao paciente a iniciativa de falar, planejar etc.) com a necessidade de estruturação (a directividade do terapeuta, sua iniciativa etc.); importância da confiabilidade e receptividade (ser pontual, atender a telefonemas etc.) com o valor do estabelecimento de limites (decidir não fazer pelo paciente aquilo que ele pode fazer por si mesmo), e o significado de ser uma "pessoa real" (isto é, exibindo qualidades humanas e amistosas) com as características de ser discreto e objectivo. De modo geral, nas fases iniciais do tratamento, o terapeuta tende a dar maior estruturação e a ser mais receptivo e "envolvido" com os problemas do paciente. Na segunda metade do tratamento, incita o paciente a tomar a iniciativa (por exemplo, a planejar a agenda para a entrevista e as tarefas para casa); espera que o paciente faça mais por si mesmo e faz-se menos presente na terapia que em fases anteriores. Embora tenha importância relativamente pequena no tratamento de perturbações bem delimitadas, como as fobias específicas. O rapport é um ingrediente crucial no tratamento de pacientes depressivos. O termo rapport se refere, em geral, ao acordo harmonioso entre pessoas. Na ralação terapêutica, o rapport consiste de uma combinação de componentes emocionais e intelectuais. Quando se estabelece esse tipo de relação, o paciente percebe o terapeuta como alguém (a) em sintonia com seus sentimentos e atitudes, (b) dotado de simpatia, empatia e compreensão, (c) que o aceita com todos os seus "defeitos". e (d) com quem ele se pode comunicar sem ter que explicar em detalhe seus sentimentos e atitudes ou classificar o que diz. Quando o rapport atinge um nível óptimo, paciente e terapeuta se sentem seguros e razoavelmente à vontade um com o outro. Nenhum se mostra defensivo, excessivamente cauteloso, titubeante ou inibido.
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Terapia Cognitivo - Comportamental na Depressão

Terapia Cognitivo - Comportamental na Depressão

27 recentemente, DeRubeis et al., em 2005 (54), publicaram um ensaio duplamente controlado e aleatorizado que pretendeu preencher a lacuna de “até à data – 1995 – nenhuma comparação entre os antidepressivoss e a terapia cognitiva ter apresentado uma amostra suficientemente grande de pacientes com DM moderada a severa e de que apenas o TDCRP incluiu um grupo placebo controle”. Os 240 pacientes que cumpriram os critérios de inclusão foram distribuídos aleatoriamente por três tipos de tratamento: antidepressivos (n=60), comprimido placebo (n=60) e terapia cognitiva (n=60). Os pacientes nos grupos dos antidepressivos e placebo foram medicados durante oito semanas com paroxetina e comprimido placebo, respectivamente. Ambos, terapeutas e pacientes, mantiveram-se cegos quanto à natureza do princípio activo dos comprimidos. A dose dos pacientes no grupo dos antidepressivos era, inicialmente, de 10-20 mg diárias. Esta dose sofreu um aumento de 10-20 mg, consoante a tolerância e resposta dos pacientes, até um máximo de 50 mg à sexta semana ou até que uma redução significativa dos sintomas fosse detectável. Os resultados demonstraram que quer a farmacoterapia quer a terapia cognitiva têm superioridade face ao grupo placebo em pacientes com depressão moderada a severa. Os pacientes com uma co-morbidade de eixo I, que tinham maioritariamente desordens de ansiedade, responderam mais aos antidepressivos, provavelmente devido às propriedades ansiolíticas da paroxetina. Dentro do grupo da terapia cognitiva verificou-se que os pacientes cuja terapia cognitiva foi instituída por psicoterapeutas mais experientes responderam melhor ao tratamento. No estudo TDCRP, as diferenças nos pacientes severamente deprimidos foram concordantes com a experiência do psicoterapeuta: pacientes submetidos a psicoterapeutas menos experientes tiveram resultados que favoreceram os antidepressivos em detrimento da terapia cognitiva; pacientes com psicoterapeutas mais experientes tiveram resultados que negligenciaram o favorecimento dos antidepressivos. Voltando ao estudo em causa, os resultados demonstraram que a terapia cognitiva e os antidepressivos são igualmente eficazes e não apoiam a guideline presente na APA, baseada no TRCRP, de que “a maioria dos pacientes (moderada a severamente) deprimidos necessitará de medicação apenas. Os resultados de Hollon et al., 2005 (citados por (58)), foram ao encontro dos estudos de DeRubeis et al., 1999 (56) e de DeRubeis et al., 2005 (54): a farmacoterapia e a terapia cognitiva têm eficácia similar no tratamento da depressão.
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Terapia cognitivo comportamenta   Judith S. Beck

Terapia cognitivo comportamenta Judith S. Beck

Os componentes importantes da psicoterapia cognitivo-comportamental para depressão incluem foco na ajuda aos pacientes para solucionarem problemas, tornarem-se comportalmente ativados e identificarem, avaliarem e responderem ao seu pensamento depressivo, especialmente pensamentos negativos sobre si mesmos, seu mundo e seu futuro. No fim da década de 1970, Dr. Beck e seus colegas de pós-doutorado na University of Pennsylvania começaram a estudar a ansiedade e descobriram que era necessário um foco um pouco diferente. Os pacientes com ansiedade precisavam avaliar melhor o risco das situações que temiam, levar em consideração seus recursos internos e externos, além de melhorar tais recursos. Eles também precisavam reduzir a evitação e enfrentar as situações que temiam para que pudessem testar comportamentalmente as suas predições negativas. Desde aquela época, o modelo cognitivo da ansiedade tem sido aperfeiçoado para cada um dos vários transtornos de ansiedade; a psicologia cognitiva confirmou esses modelos, e estudos científicos demonstraram a eficácia da terapia cognitivo- comportamental para transtornos de ansiedade (Clark e Beck, 2010).
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Terapia cognitivo-comportamental da depressão.

Terapia cognitivo-comportamental da depressão.

Na TCC, os déficits em habilidades são conceituados como fatores que podem contribuir para a depressão. Por exemplo, se o indivíduo não consegue lidar com relacionamentos interpessoais, ele perde importante oportunidade de gerar retorno sob a forma de reforço positivo. Uma contribuição significativa de Beck e outros pesquisadores para o modelo é a idéia de que, além da redução do reforço positivo, o paciente deprimido amplia seus sintomas pelas avaliações cognitivas e conclusões falhas que tira da falta de reforço positivo. Por exemplo, os pacientes deprimidos realizam cada vez menos atividades e concluem que não há solução para eles. Quando o terapeuta ajuda o paciente a mudar o comportamento, isto traz evidências diretas de que as avaliações cognitivas estão incorretas. O paciente então tem um poderoso exemplo de como as imprecisões em seu pensamento levaram a emoções e respostas comportamentais disfuncionais, e o tratamento avança por meios cognitivos e comportamentais rumo à correção do problema. 30
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A utilidade do ser: uma análise reflexiva na terapia cognitiva

A utilidade do ser: uma análise reflexiva na terapia cognitiva

Um dos conceitos mais utilizados para resumir as ideias da terapia cognitiva e a frase de Epicteto "Não são as coisas que incomodam aos homens, mas sim as interpretações que possuem delas". Desta forma, Aaron Beck teoriza que a cognição, os pensamentos do ser, irá trazer fundamentos para a sua concepção de si, sobre o mundo e sobre o seu futuro. Esses três seguimentos são denominados como a tríade cognitiva. A tríade foi analisada por Beck em seu estudo inicial com depressivos. Beck percebeu que os depressivos mantinham pensamentos disfuncionais (ruim) sobre si (eu sou um fracassado), sobre o mundo (tudo dá errado para mim) e sobre o futuro (nunca vou ser bom) (1) .
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Sintomas depressivos no câncer de mama: Inventário de Depressão de Beck - Short Form.

Sintomas depressivos no câncer de mama: Inventário de Depressão de Beck - Short Form.

cognitiva chamada BDI-SF, recomendada para avaliar sinto- mas depressivos em indivíduos com diagnóstico de alguma patologia, já que a escala somática pode ser influenciada pela condição médica do paciente. Para identificar inclusi- ve pacientes com sintomas leves, a pontuação maior que 4 determinava a possibilidade de sintomas depressivos. Esse escore apresentou propriedades psicométricas satisfatórias de sensibilidade (0.84) e especificidade (0.63) em mulheres com câncer de mama 20 .

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MINDFULNESS NA DEPRESSÃO

MINDFULNESS NA DEPRESSÃO

A depressão tem sido bastante falada devido ao alto índice de incidência na população e da redução da idade em que tem se apresentado. A depressão se caracteriza pela falta de interesse nas atividades, baixa energia, perturbação do sono, perda de apetite, perda de motivação, fadiga excessiva, sentimento de desvalia e diminuição da autoestima, rebaixamento do humor, incapacidade de contração, agitação, perda de libido, perda de peso, entre outros. Por outro lado, mindfulness leva o indivíduo a estar presente no momento atual de forma intencional e sem julgamentos ou críticas. Sendo assim, mindfulness demonstra eficácia no tratamento da depressão, já que a depressão remete a pessoa ao passado, a ruminar pensamentos negativos e a autocritica excessiva. A MBCT (terapia cognitiva baseada em mindfulness) tem se mostrado bastante eficaz na redução dos sintomas da depressão, como a infelicidade e a sensação de exaustão, além da prevenção de recaídas.
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Vulnerabilidade cognitiva para depressão em crianças e adolescentes

Vulnerabilidade cognitiva para depressão em crianças e adolescentes

38 O estudo de Roberts e Gamble (2001) teve como um dos seus objetivos investigar o papel da depressão passada na predição de atitudes disfuncionais. Procuraram, portanto, verificar se altos níveis de atitudes disfuncionais poderiam estar mais presentes em adolescentes com mais episódios passados de sintomatologia depressiva em comparação com os adolescentes com episódios de depressão passados menos severos. Os autores avaliaram uma amostra constituída por 110 adolescentes sendo onze previamente depressivos e 99 sujeitos que nunca vivenciaram um episódio depressivo. A idade média dos adolescentes foi de 16,1 anos (dp=1,1) e a avaliação foi feita através do Inventory to Diagnose Depression (IDD; Zimmerman, Coryell, Corenthall, & Wilson, 1986), utilizado para verificar a severidade da sintomatologia depressiva e se os participantes preenchiam o critério de depressão maior, e do IDD- Lifetime Version (IDD-L; Zimmerman, & Coryell, 1987), para avaliar o pior período de depressão passada vivenciado pelos sujeitos. Já as atitudes disfuncionais foram avaliadas através do Dysfunctional Attitudes Scale (DAS; Weissman, & Beck, 1978). Os resultados apontaram que o IDD-L e o IDD não foram preditores significativos para as atitudes disfuncionais. Os autores concluíram que embora os episódios depressivos em adolescentes envolvam padrões de pensamento negativos, eles parecem não persistir entre os episódios. Esse estudo foi retrospectivo e não longitudinal. Esse segundo tipo de estudo apresenta mais vantagens, já que ao se fazer rememorações passadas, as pessoas podem se enganar. Merece destaque o fato dos autores não trabalharem na relação inversa entre as variáveis, a vulnerabilidade cognitiva propriamente dita, ou seja, o quanto um estilo atribucional negativo predisporia os indivíduos para a sintomatologia depressiva ou para a depressão clínica.
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Estudos sobre a memória na depressão: achados e implicações para a terapia cognitiva.

Estudos sobre a memória na depressão: achados e implicações para a terapia cognitiva.

As estratégias de resolução de problemas – am- plamente utilizadas na terapia cognitiva da depres- são – devem levar em consideração a questão da su- pergeneralização (Pollock e Williams, 2001). No mo- mento em que se define um problema a ser enfren- tado, uma meta é estabelecida. Para que esta possa ser alcançada, em primeiro lugar, é crucial que a meta seja conceitualizada em termos mais precisos possíveis. Quando um objetivo é posto de maneira vaga (por exemplo “ser feliz”, “sair dessa”) – que é a tendência natural dos depressivos em função de seu padrão de processamento mnemônico superge- neralizado – os passos para alcançá-lo não podem ser definidos com clareza, impedindo sua consecu- ção. Nesse sentido, os psicoterapeutas devem estar atentos para, num primeiro momento do trabalho de resolução de problemas, dedicarem o tempo que for necessário para definirem o problema com a maior exatidão possível (Wainer et al ., 2003).
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A terapia cognitiva de Aaron Beck como reflexividade na alta modernidade: uma sociologia do conhecimento.

A terapia cognitiva de Aaron Beck como reflexividade na alta modernidade: uma sociologia do conhecimento.

O interesse de historiadores da psicologia por uma leitu- ra socialmente contextualizada de sua disciplina já data de algumas décadas (Brozek & Massini, 1998). Nosso artigo privilegiou essa abordagem historiográfica chamando a atenção para o fato de que uma sociologia do conhecimen- to é um dos recursos indispensáveis para contextualizar as construções do saber em psicologia. As teorias sociológicas sobre a globalização desenvolvidas por Giddens, Bauman e U. Beck mostram-se um instrumento rico para interpretar as movimentações histórico-epistemológicas na psicologia. Essas movimentações não podem ser captadas a partir da abordagem que parte da premissa cientiicista de que o conhecimento cientíico se constrói autonomamente a partir de dinâmicas exclusivamente internas à própria ciência e a “seu método”. Procuramos demonstrar que a própria concepção que a psico- logia tem de si mesma tem sido afetada pelo contexto social de globalização. Isso icou claro na proposta relexiva da terapia cognitiva de Aaron Beck, na qual a psicologia deixou de se apresentar como conhecimento propiciador de controle para a reestruturação de um novo sólido social. Diferentemente disso, a terapia cognitiva passou a perceber a psicologia como forma de recurso dos indivíduos para a relexiva relação com o mundo social instável da globalização. Nossa abordagem não nega a contribuição da abordagem internalista para a história da psicologia, mas propõe a sociologia do conhecimento como indispensavelmente complementar para uma ampliação do espectro hermenêutico.
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Alterações do sono e do humor, níveis de atividade física, qualidade de vida e cortisol matinal em pacientes com diabetes Mellitus tipo 2

Alterações do sono e do humor, níveis de atividade física, qualidade de vida e cortisol matinal em pacientes com diabetes Mellitus tipo 2

O aumento da atividade física diária e um estilo de vida saudável são pilares importantes para o tratamento não farmacológico do DM2 e tem sido capaz de reduzir a mortalidade e a morbidade. No entanto, os fatores associados a uma melhor adesão a atividade física nos pacientes com DM2 não são bem conhecidos. As alterações do sono, sonolência diurna e SPI são comuns no diabetes. Há indicações de uma interação positiva entre exercícios físicos e SPI, porém a relação entre a atividade física e a qualidade de vida nos pacientes diabéticos com síndrome das pernas inquietas permanece por ser melhor estudada, em virtude de outras complicações associados como alterações no sistema nervoso periférico e os sintomas dolorosos acompanhados com a síndrome. O cortisol matinal, um indicador metabólico importante, tem sido associado com a atividade cognitiva e com os sintomas depressivos. As relações entre os padrões de sono e os níveis de atividade física necessitam um melhor entendimento. Esses fatos justificam a necessidade de se investigar as complicações clínicas, alterações do sono, do humor e dos níveis cortisol associados aos níveis de atividade física nos pacientes com DM2.
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A terapia cognitivo-comportamental no transtorno obsessivo-compulsivo.

A terapia cognitivo-comportamental no transtorno obsessivo-compulsivo.

cons tataram da mesma forma um aumento instantâneo seguido de uma acentuada diminuição da ansie da de após a execução da verificação. A partir dessas observações, propuseram a existência de uma relação funcional entre os rituais e as obsessões: os rituais eram realizados para aliviar a ansiedade que acompanhava as obsessões. Essa era a sua função e, ao mesmo tempo, uma tática aprendida pelo paciente para livrar-se da ansiedade que usualmente acompanha as obsessões. Observaram ainda que o impulso de executar as verificações ou as lavações desaparecia espontaneamente num período entre 15 e 180 minutos caso fosse solicitado aos pacientes que se abstivessem de realizar os rituais ou permanecessem em contato com as situações ou os objetos evitados. Constataram também, que, a cada repetição dos exercícios, a intensidade da ansiedade e do im pul so para reali zar os rituais era menor. Caso repetis sem os exercícios um número suficiente de vezes, tanto a aflição co mo a necessidade de executar os ri tuais desapareciam por completo. Este fenômeno natural ficou conhecido como habituação e passou a ser a base da terapia de EPR. 3-7
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Depressão: uma possível consequência adversa do trauma crânio-encefálico para o cuidador familiar.

Depressão: uma possível consequência adversa do trauma crânio-encefálico para o cuidador familiar.

RESUMEN: Un estudió descriptivo con abordaje cuantitativo fue desarrollado en el ambulatorio de Trauma de Cráneo con 50 cuidadores y 50 víctimas de Trauma Cráneo-Encefálico, con el objetivo de verificar entre los cuidadores familiares la presencia de síntomas depresivos y su asociación con el tiempo transcurrido del evento traumático y la condición de la víctima seis meses o más después del trauma. Fueron aplicados el Inventarió de Depresión de Beck a los cuidadores y la Escala de Resultados de Glasgow en la evaluación de la condición de las víctimas, aplicando los exámenes Qui-cuadrado de homogeneidad y el coeficiente de correlación de Pearson. De los cuidadores evaluados 34% presentaron resultados sugestivos de depresión, no hubo asociación entre la categorización por el Inventarío de Beck, la clasificación en la Escala de Resultados de Glasgow y el tiempo de trauma, o sea, la presencia de síntomas depresivos en el cuidador no parece estar relacionada con el estado de la víctima y el tiempo transcurrido después del evento traumático.
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Tratamento cognitivo e comportamental para transtornos do controle de impulsos.

Tratamento cognitivo e comportamental para transtornos do controle de impulsos.

tes sobre si mesmo, os outros, o mundo e o futuro), os even- tos precipitadores que ativam os esquemas que levam aos problemas e os eventos ativadores dos problemas, assim como sua origem. Um resumo das hipóteses de trabalho descreve a relação entre os elementos acima e os problemas que se apre- sentam. Um exame cuidadoso da lista de problemas e da hipó- tese de trabalho pode informar sobre a escolha do tratamento. Por exemplo, com um paciente que relata ter poucos amigos e familiares e que participa de poucas atividades a não ser o comportamento problemático, um objetivo importante seria o de aumentar a quantidade de suporte social e de atividades prazerosas alternativas. Como em outro exemplo, um paciente que tem baixos escores em uma medida de distorções cognitivas se beneficiaria pouco da reestruturação cognitiva. Para esse tipo de paciente pode se considerar que uma abordagem mais dirigida a intervenções comportamentais, como a exposição e prevenção de resposta, seria mais apropriada.
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Correlação entre Inventário de Depressão de Beck e cortisol urinário em diabéticos tipo 2.

Correlação entre Inventário de Depressão de Beck e cortisol urinário em diabéticos tipo 2.

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Inventário de Depressão de Beck (BDI) e Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton (HAM-D) em pacientes com epilepsia.

Inventário de Depressão de Beck (BDI) e Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton (HAM-D) em pacientes com epilepsia.

item-total < 0,60, e as correlações item-total variaram de 0,45 (pensamentos suicidas) a 0,78 (menos-valia). Esse estudo uti- lizou duas entrevistas psiquiátricas estruturadas, o MINI e a Entrevista Clínica Estrutura para DSM-IV (SCID), para o diag- nóstico da depressão. Na análise da curva ROC, esses autores sugerem pontuações no BDI-II > 11 (ao utilizarem o MINI) e > 15 (ao utilizarem o SCID) no rastreamento da depressão na epilepsia, demonstrando que diferentes pontos de corte podem ser obtidos se o objetivo for maior sensibilidade ou especificidade do instrumento 3 .
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Relevância clínica de pesadelos em pacientes com transtorno depressivo.

Relevância clínica de pesadelos em pacientes com transtorno depressivo.

A escala de depressão de Beck é uma escala de auto-avaliação amplamente utilizada que permite acessar a intensidade do transtorno depressivo (Beck et al., 1961; Calil e Pires, 1998; Trentini et al., 2005). O questionário consiste de 21 itens, incluindo atitude, sintomas depressivos e ideação suicida, cuja intensidade é indicada por uma pontuação que varia de 0 a 3, em que uma pontuação acima de 30 denota depressão grave. Neste estudo, foi utilizada a escala de depressão de Beck validada em português no Brasil (Gorenstein e Andra- de, 1996). Foram avaliados também os componentes dessa escala relacionados a sensação de tristeza (item 1), fracasso (item 3), ideação suicida (item 9) e altera- ções no sono (item 16). Tais itens foram selecionados em concordância com estudos prévios que relataram a associação especifica deles com pesadelos (Chivers e Blagrove, 1999).
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WAINER   Terapia Cognitiva Focada em Esquemas

WAINER Terapia Cognitiva Focada em Esquemas

consequências e o dano que provocaram a terceiros. Se não o fizessem, apresentariam pensamentos autocríticos capazes de ativar os seus esquemas de defeito. Insistir que reconheçam o dano e assumam a responsabilidade por ele tende a estimular mais a resistência do sujeito, impedir uma aliança terapêutica sólida e aumentar a atribuição da responsabilidade pelos atos agressivos a fatores externos. Reconhecer o dano causado a terceiros será um resultado da intervenção, quando o sujeito apresentar uma postura na qual não procura legitimar o uso da agressão e for capaz de encontrar alternativas de resolução de problemas que não passem pelo domínio e exercício do poder sobre os outros. O terapeuta deve encarar os sujeitos antissociais como qualquer outro paciente, procurando libertar-se de juízos morais e de preconceitos quanto ao(s) ato(s) agressivo(s) cometido(s) pelo sujeito em tratamento. Qualquer agressor, independentemente dos atos que cometeu, é uma pessoa, e é essa pessoa que deve ser acolhida pelo profissional como alguém que precisa de ajuda. Dito de outra forma, a identidade do sujeito não está confinada aos atos agressivos que tenha cometido, por mais chocantes que possam ser. Os terapeutas devem olhar para a pessoa como um todo, procurando compreender o porquê da necessidade de recorrer à agressão, mesmo quando havia alternativas para enfrentar situações problemáticas ou satisfazer as suas necessidades. Só essa visão do problema e do sujeito permitirá uma formulação de caso em que ambos possam trabalhar em conjunto para diminuir a necessidade de recurso ao comportamento agressivo e antissocial. Outro dos erros mais típicos que os terapeutas cometem ao tratar indivíduos agressivos está relacionado com a procura rápida de mudança ou, pelo menos, da desistência dos atos mais severos e causadores de maior dano. A busca de uma mudança precoce pode dificultar uma mudança efetiva ao nível da visão de si e dos outros que mantém o padrão de comportamento agressivo, podendo também colocar uma expectativa irrealista sobre o paciente, a qual é frustrada na primeira recaída, aumentando, assim, a resistência à mudança. Quando se trata de intervenções em contexto de justiça, de fato o terapeuta é confrontado com um desafio maior: o sujeito aceita não voltar a praticar os atos que motivaram o tratamento (sob pena de detenção), mas a terapia demora a produzir resultados significativos, e persiste, ainda, a necessidade de recurso à agressão em várias situações da vida do paciente (p. ex., situações ativadoras em que se experimentam raiva intensa e dificuldades em controlá-la). A ética e a deontologia obrigam o terapeuta a denunciar às autoridades qualquer ato com relevância jurídico-penal, e o paciente deve ser informado de tais limites ao sigilo profissional caso venha a revelar no decurso da terapia novas
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Nível de atividade física e sintomas depressivos em pacientes submetidos à hemodiálise: um estudo de corte transversal.

Nível de atividade física e sintomas depressivos em pacientes submetidos à hemodiálise: um estudo de corte transversal.

RESUMO | Este estudo objetivou avaliar a associação entre a presença de sintomas depressivos e o nível de atividade física (NAF) em pacientes renais crônicos submetidos à he- modiálise (HD). Estudo transversal constituído por 101 pa- cientes sob HD, com idade média de 47,4±12,5 anos. Foram coletados dados sociodemográficos, econômicos, clínicos, avaliação de sintomas depressivos (Escala de Depressão de Beck – BDI), NAF (Questionário Internacional de Atividade Física – IPAQ), orientação para realização da atividade físi- ca (AF) e tempo de HD. A prevalência de sedentários e de sintomas depressivos foi 79,2% e 39,6%, respectivamente. Os sintomas depressivos foram observados em 47,5% dos pacientes sedentários (χ 2 =10,029, p=0,002), sendo a razão
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Avaliação clínica e de sintomas psiquiátricos no hipotireoidismo subclínico.

Avaliação clínica e de sintomas psiquiátricos no hipotireoidismo subclínico.

Os níveis mais baixos de T4L encontrados nos pacientes com HS poderiam sugerir um estado de insuficiência tireoidiana inicial e justificar os achados clínicos e psiquiátricos encontrados. Observou-se uma associação entre HS e queixas clínicas, bem como sintomas de depres- são, quando o instrumento utilizado foi o questionário auto-aplicável de Beck. Os pacientes que apresentaram mais queixas clínicas também apresentaram maior freqüência de sintomas de depressão. Como tal dado foi evidenciado pelo questionário auto-aplicável, poderíamos supor que pacientes com HS apresentam mais queixas clínicas e sentem-se mais doentes que os indivíduos sem HS. Também foi evidenciado que pacientes com HS apresentam maior freqüência de sintomas de ansiedade e que esses sintomas associam-se com aumento no escore clínico. A pontuação média na avaliação pela escala de Hamilton A foi significativamente maior no HS, estando acima de duas vezes o valor utilizado para ponto de corte, o que demonstra maior intensidade dos sintomas. Os resultados reforçam a necessidade de realização de ensaios controlados para avaliação dos efeitos do uso de levotiroxina nos achados clínicos e psiquiátricos. Podem ocorrer bene- fícios com a terapêutica ou ainda exacerbação dos sintomas de ansie- dade com uso de LT4 conforme já relatado 29 . Os sintomas psiquiátricos
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