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Área da terceira idade

No documento CONTA DA SEGURANÇA SOCIAL 2009 PARTE II (páginas 172-175)

Por escalão de referência do agregado familiar

IX. 5.2.1.4 Variação do número de titulares por distrito do Continente e RA’s

IX.8. A CÇÃO SOCIAL

IX.8.5. Programas e Outras Despesas

IX.8.5.4. Área da terceira idade

A despesa paga em prestações sociais e com programas e projectos de acção social abrangidos pela área da população idosa atingiu 58,6 milhões de euro em 2009, denotando um acréscimo de 30,5% relativamente a 2008. Este acréscimo traduz principalmente a forte evolução ao nível dos subsídios aos utentes dos lares lucrativos (+7,8%), pela importância relativa que representam no total (33,9% em 2009).

Destaca-se ainda a variação positiva da despesa em acções de acolhimento e apoio domiciliário (+17,3% face a 2008), com o programa de apoio integrado a idosos – PAII (+102,4%), com o programa PILAR, cuja despesa mais que triplicou em

2009, e ainda com a rede de cuidados continuados integrados (+146,0%).

No quinquénio 2009/2005 a despesa da área da população idosa aumentou 31,7%, como pode constatar-se no seguinte quadro, discriminado por rubricas, sendo que o significativo aumento da despesa em 2006 reflecte o valor inscrito na rubrica “transferência de verbas do euromilhões para o Ministério da Saúde” (62,2 milhões de euro). Nesse período, destaca-se, para além da duplicação da despesa com os subsídios aos utentes dos lares lucrativos, o forte crescimento da verba despendida com o apoio aos idosos residentes nas Comunidades Portuguesas (+45,5%), que ainda assim registou, nos dois últimos biénios, uma redução consecutiva da despesa.

Despesas da área População Idosa Em milhares de euro 2005-2009 0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 2005 2006 2007 2008 2009 -100,0% -50,0% 0,0% 50,0% 100,0% 150,0% Despesa

2005-2009

(milhares de euro) 2009/2008 2009/2005

Acções acolhimento e apoio domiciliário 7.073,9 7.552,9 8.136,1 10.534,9 12.362,4 17,3 74,8

Acções apoio desalojados 11,3 11,1 8,1 160,5 - 1.325,5

Actividades tempos livres 129,1 3,2 3,8 13,2 14,0 6,1 -89,1

Apoio idosos residentes comunidades portuguesas 4.468,7 4.867,6 7.071,2 6.637,4 6.503,4 -2,0 45,5

Subsídios famílias acolhimento 44,1 38,5 14,6 2,6 -82,4 -94,2

Subsídios utentes lares lucrativos 11.294,6 14.230,9 17.017,6 18.457,7 19.900,4 7,8 76,2

Turismo Sénior (1) 3.119,0 3.172,3 3.206,4 1.706,5 4.072,0 138,6 30,6

Santa Casa da Misericórdia Lisboa - -

PILAR 2.305,3 1.230,5 333,7 238,0 774,5 225,5 -66,4

Programa de Apoio Integrado a Idosos (PAII) 9.628,4 4.652,1 3.497,8 5.673,1 11.483,6 102,4 19,3

PAIPS 876,2 381,0 253,2 184,0 - -79,0

Plano Avô - -

Verbas do Euromilhões - idosos 5.538,8 3.133,8 1.519,7 226,7 173,0 -23,7 -96,9

Verbas do Euromilhões - Transf. Minist. Saúde 62.185,4 - -

Prog. para conforto das hab. dos idosos 21,0 1.048,4 363,1 -65,4 -

Rede Cuidados Continuados Integrados 470,3 328,7 808,7 146,0 -

Outras 7,6 9,2 100,5 52,2 1.814,9 3.375,4 23.675,8

TOTAL 44.497,2 101.468,5 41.639,6 44.931,5 58.617,0 30,5 31,7

(1) Transferências para o INATEL

Áreas e Rubricas 2005 2006 2007 2008 2009 Variação (%)

Despesas da área da População Idosa

Subsídios pela utilização de lares com fins lucrativos

Em 2009, os subsídios pela utilização de lares com fins lucrativos representaram 33,9% do total da despesa na área da população idosa, registando um forte crescimento no último biénio (+7,8%).

Transferências para o INATEL

As transferências do IGFSS para o INATEL, no âmbito do programa “Turismo Sénior”, ascenderam a 4,1 milhões de euro em 2009, um valor que superou fortemente a execução registada em 2008, e atingindo níveis mais próximos da média do período 2005-2007, quando estas transferências ultrapassaram sempre os 3 milhões de euro. A evolução anual desta despesa no último quinquénio foi a seguinte:

Transferências do IGFSS para o INATEL 2005-2009

(milhares de euro)

2005 2006 2007 2008 2009

Despesa anual 3.119,0 3.172,3 3.206,4 1.706,5 4.072,0

Taxa crescimento 2,1% 1,7% 1,1% -46,8% 138,6%

As transferências para o Inatel representaram, em 2009, uma importância relativa de 6,9% na despesa global com a área da população idosa.

Apoios sociais aos emigrantes carenciados das Comunidades Portuguesas (ASIC-CP e ASEC-CP)

Em 2000 foi criada, pela primeira vez, uma medida de apoio social destinada aos emigrantes nacionais residentes no estrangeiro70 - o apoio social aos idosos carenciados (ASIC-CP)71. Para aceder a esta medida, os emigrantes têm que ter mais de 65 anos e comprovar que se encontram em situação de carência económica e social72. Esta carência pode eventualmente ser agravada pelo facto dos emigrantes não estarem abrangidos pelos esquemas de segurança social dos respectivos países de acolhimento, ou, estando, estes se revelarem insuficientes. O objectivo desta medida traduz-se assim num esforço de proporcionar condições mínimas de subsistência aos emigrantes portugueses idosos, nomeadamente ao nível do alojamento, alimentação e cuidados básicos de saúde.

O ASIC-CP tem um carácter mensal73, sendo o seu valor actualizado anualmente (em Julho), por indexação da respectiva fórmula de cálculo ao valor das pensões sociais portuguesa e do país de emigração74. Em 2009, receberam este apoio mais de 3.500 beneficiários, distribuídos por 17 países, dos quais se destacam o Brasil, a Venezuela, a Argentina e a África do Sul.

Com características distintas do ASIC-CP, surge, em 2002, uma medida adicional para os cidadãos nacionais emigrantes - o apoio social aos emigrantes carenciados (ASEC-CP)75. Este apoio distingue-se do ASIC-CP em dois pontos essenciais: por não ter limite de idade e por ser atribuído pontualmente, em situações consideradas extraordinárias e de extrema gravidade, nomeadamente acidentes, doenças graves, vítimas de catástrofes naturais e ainda para ajudas técnicas. O âmbito do ASEC-CP pode ainda enquadrar a situação familiar do requerente, não tendo obrigatoriamente o carácter estritamente personalizado do ASIC-CP. Pelo próprio âmbito do ASEC-CP, o número de beneficiários é necessariamente inferior, sendo que em 2009, este apoio foi atribuído a 13 nacionais.

ASIC-CP [1] ASEC-CP [2]

(apoio aos idosos carenciados) (apoio aos emigrantes carenciados)

População abrangida idosos (i>65 anos) sem limite de idade

Periodicidade do apoio mensal pontual e único

Montante atribuído fixo[3]

variável[4] personalizado [1] A partir de Agosto de 2000. [2] A partir de 2003. [4]

De acordo com a situação apresentada (vítimas de crimes, catástrofes naturais, acidentes, doenças graves, ajudas técnicas) e a situação individual e familiar do requerente. É exigido um comprovativo da despesa proposta, com documentação médica.

Apoios aos idosos carenciados das Comunidades Portuguesas

personalizado, c/ possibilidade de enquadramento familiar

[3]

De acordo com a seguinte fórmula de cálculo: media aritmética entre as pensões sociais portuguesa e do país de residência, sendo diminuido, no caso de exirtir, o montante de rendimentos do requerente.

Caracterização do apoio

70 E que satisfaçam as respectivas condições de atribuição.

71

O respectivo Regulamento foi aprovado entre o Ministério do Trabalho e da Solidariedade e o Ministério dos Negócios Estrangeiros através do Despacho Conjunto n.º 17/2000, de 7 de Janeiro (rectificado pelo Decreto Regulamentar n.º 33/2002 de 23 de Abril), que estabelece as condições de acesso, de atribuição e modo de cálculo do montante a atribuir.

72

Para além da nacionalidade portuguesa e residência legal no país de acolhimento.

73

Embora o seu pagamento seja efectuado numa base trimestral, de modo a reduzir os custos bancários e optimizar todo o “circuito” da despesa. Refira-se que o processo de atribuição do apoio envolve diversas entidades, nomeadamente unidades consulares, instituições bancárias, Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, Direcção-Geral da Segurança Social e o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social. Para análise das candidaturas e controlo de todo o processo de atribuição do ASIC foi constituída uma comissão, designada por Comissão de Análise, Avaliação e Acompanhamento (CAAA), que inclui representantes das três últimas entidades referidas.

74 A fórmula de cálculo do ASIC corresponde à média aritmética entre o valor da pensão social portuguesa e o valor da pensão do país de

acolhimento. A esta média é deduzido o valor dos rendimentos do requerente, apresentados no acto de candidatura.

75

O ASEC entrou em vigor em Abril de 2002, ao ser publicado o Decreto Regulamentar n.º 33/2002, de 23 de Abril. Tal como no caso do ASIC, a CAAA está também incumbida da análise e deliberação das candidaturas ao ASEC, que apresentam uma estrutura de análise idêntica à já estabelecida para o primeiro apoio social aos emigrantes.

No documento CONTA DA SEGURANÇA SOCIAL 2009 PARTE II (páginas 172-175)