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As cidades pass aram a representar um c ampo de preoc upaç ão e de estudo des de o iníc io do s éculo XI X devido às transformações decorrent es do surgiment o da industrializaç ão, qu e conc entrou em alguns pontos do es paç o uma m ass a hum ana ant es dispers a pelo t errit ório. I nic ialm ent e, na Europa, al guns núcleos urbanos que s e i ndustriali zaram s of reram o ef eit o de um ex plos ivo crescimento populac ional, t ransf ormando-s e em grandes centros urbanos def icit ários de uma inf ra-estrut ura c ondi zent e, propiciando a seus m oradores precárias c ondiç ões de v ida. Assim, as grandes cidades européias tornaram-se inc ompreensíveis para os que as viam s egundo os velhos modelos , ex igindo que os pens adores as

repensassem dentro da m odernidade, pois exigia-s e nov os

parâm et ros para sustent ar o proc ess o:

Sanita ristas, ref ormadores sociais, utopistas estão embebidos da sede de saber características daqu eles tempos. Que rem “esclarecer”, “limpar” suas cidades escuras e suj as. É preciso poder ve r o q ue acontece por t rás das fachadas decadentes, dentro dos casarões prom íscuos, nos pátios e arrabaldes o nd e se adi vinha instalad a a doença física e a moral. T rata-se ant es de mais nada, de deixar entrar ar e luz. E ordem.1

Durant e o séc ulo XIX, essas const at aç ões levaram os pensadores europeus a des env olv erem teorias a res peito da cidade

1

SANTOS, Carlos Nelson F. dos. A cidade como um jogo de cartas. São Paulo, Projeto editores, 1988., p. 33.

do futuro, idéias es sas que v iri am, em novas vers ões, nort ear o urbanism o do séc ulo XX. A esse c onjunto de ref lex ões e propost as, C hoay denominou de pré-urbanismo, def inindo dois “modelos” que agrupam as imagens da cidade futura ideal izada na época. Ambos orientam-se nas direç ões do t em po, o pass ado e o f ut uro, para tomar as f orm as da nost al gia ou do progress ismo.2

A vis ão da cidade, rev esti da de f ormalidade e cientif ic idade, c arrega em si os paradigmas v olt ados à sua “catalogaç ão”, para não dizer decif ração. No bojo desses est udos est ão a rac ionalidade, a subjetivi dade e at é mesmo a poes ia. Mas são na v erdade t ent at ivas de es gotar o ines got áv el, at ravés de parâm et ros, cronol ogias, divisores, conc eit uaç ões e out ros it ens mais , como s e el a pudess e s er dissecada e arquivada. A cidade, além de vast o cam po de pes quisa c omo objet o de estudo, é também, e pri ncipalment e, apenas o lugar onde s e vive, no sent ir de pel o menos a quas e t ot alidade da populaç ão global hoje. Lugar de probl emas, m as t ambém de sol uções. D esde os primórdi os, “ ela

remet e ao dado últ imo e definitivo da vida da c oletiv idade: a criação

do ambi ent e em que est a vive”.3

A grande c ontribuição desse ol har “f ormal” para as cidades t em sido, sem sombra de dúv ida, as c orreç ões de s eus caót ic os perc urs os, marc adam ent e nes se f im de séc ulo, v alendo-s e de seus est udos sistem át icos ou históric os, que em seus res ult ados têm t razido não só o conheciment o de s uas estrut uras f ísi co- espaciais, como t am bém uma sensibilidade no seus processos de exist irem, conf erindo-lhes a condiç ão de um s er v ivo e amado.

2

Cf. CHOAY, Françoise. O Urbanismo. São Paulo, Editora Perspectiva, 1992, p. 7. 3

Dentro dess e disc urs o urbano esteve a busc a da

conc eit uaç ão da cidade como es paço arquit et ônico ou não

arquitetônico, abordado no est udo de Kohls dorf, que apoiando-s e na

i nt enci onalidade (é arquit etônico qualquer es paç o int encionalment e

produzido, e t oda c onst ruç ão s ocial é, efetiv am ent e, projet ada), descreve o objeto da arquit et ura:

como espaço físico, transfo rmado por a gentes sociais, que o produzem com f inalidades colocadas pelo s gr upos que detêm o s meios de produção e a gerência dos lu ga res. Essa definição (...) trabalha com p redicados q ue mostram o espaço urban o com o fenômeno conc reto e, por i sso, d otado de f orma física, sem a qual não existe nem sociedade nem espaço arquitetônico.4

A autora c oncl ui que:

observa r a cidade como arq uitetura requer, portanto, que se a vej a como uma modalidade do espaço tr ansf ormado po r ações humanas, especificado por suas características de extensão física, mas também de contexto histórico e traços analíticos.5

A ref lex ão acima c oloc ada, em conv ergência com R oss i, reaf irma a relev ância desse est udo e seu mét odo. Não se aspira por exposiç ão e apologia de soluções arquit et ônic as, t ão f reqüent es nos trabalhos cujos objet os são cam pos f ért eis de est udo pela sua dimensão em todos sent idos, mas sim, pela abordagem de um f at o urbano que f oi de grande signif icado, em sua proporção concreta e hist órica, a ex emplo de várias out ras pequenas c idades no int erior do país, no perí odo.

4

KOHLSDORF, Maria Elaine. A Apreensão da Forma da Cidade. Brasília DF, Editora UNB, 1996, p. 21.

5

Af inal, o c enário urbano no Brasi l, ausent e de pensadores e t eóric os urbanist as, t razia ainda, at é f inais do século XIX, os traços da dominaç ão c olonial, ex press ados pela grande diferença na

ocupação do t erritório, lit oral e i nt erior, agravados pel a

desaceleraç ão da ext ração auríf era, com s ignif ic at ivos prejuí zos para as modest as e poucas c idades interioranas do país.

O cresc im ent o popul acional só foi quant it ativ ament e significat iv o nas cidades m aiores do lit oral: “ onde a ent rada das

mat érias primas a baixo cus to ass egurava a conc ent ração urbana cresc ent e e a ampliaç ão do comércio, dos serv iços, e da produção manuf at ureira, destinada aos s eus c ompl ementos necessários de

além-mar ”.6 Porém, decrescia a qualidade de padrões urbaníst icos e

de serviç os urbanos, mesmo os de c arát er sanit ário, nesse perí odo:

O ní vel técnico dos proj etos urbanos e arquitetônico s era extremamente limit ado. O proj eto político imper ial, sem oposição i nterna organizada, dispensou o aparato da estraté gi a pombalina na qual a ordenação espacial merecera diret ri zes de conj unto ou mesm o re gionais. Di spensava- se portanto um a política ur bana, reduzindo- se o contr ole das transfo rmações do espaço a algu ns esf orços isolados, de ní vel local, de modestíssima amplit ude. Não havendo prod ução urbana e não havendo classes u rba nas como expressão política nacional, não havia problemas urbanos a nível instituci onal.7

Em seu trabal ho “A República E ns ina Morar (Melhor)”, Lemos8 f az uma anális e da casa paulis ta no perí odo, most rando a vinc ulaç ão da evolução qualit at iv a da m oradia c om as ex igênc ias higiêni cas. Es sa anális e é para ess e est udo uma ref erência, e

6

REIS, Nestor Goulart et alii. História Urbana de Iberoamerica.Analisis Regionales. Madrid, 1987. p. 373.

7

Idem, ibidem., p. 374. 8

port ant o, de import ante apreciação, o que resumidament e é apres ent ado a s eguir.

O perí odo de c olonizaç ão e mesmo o Im peri al, em bora não v olt ado à uma polí tic a urbana, estendia suas preoc upaç ões administ rativas aos aspect os est ét ic os das cidades, como o alinham ent o contínuo das edif ic ações, para garantir o prolongament o ret o e regul ar das ruas e, sempre que possível, t ent avam harmoni zar as f ac hadas ent re si, es pecialment e a cont inui dade entre as cum eeiras das c onstruç ões geminadas. Enf im, limitavam-s e à boa com posição arquit etônica dos quart eirões.

A legis lação era indif erent e ao planejam ent o int erno das residências, c ujas plant as eram bast ante semelhant es ent re si, f azendo com que todos, pobres e ric os habit ass em da mesma

manei ra,9 v ariando apenas a quant idade de cômodos. As c asas,

pelas limitações t ec nológica, eram implant adas grudadas umas às out ras, em lotes estreit os e prof undos, permiti ndo a ent rada de ar e l uz apenas pela f rent e e por t rás.

Na ausência de uma política urbana mais abrangent e, as preoc upaç ões brasileiras v olt av am a at enç ão para a higiene das habitaç ões, de difícil solução, uma vez que est avam at reladas à conf iguraç ão espacial das cidades coloniais, c om lot es bastant e reduzidos. Podi a-s e propor, m as não f azer ou fazer muit o pouco.

O f inal do s éc ulo XIX, com a abolição da escrav at ura, a i nst auraç ão do regime republic ano, o apogeu do café e as f errovias, transformou o quadro brasileiro, repercuti ndo enorm ement e em seu proc esso de urbanização e em sua arqui tetura. A abolição do t ráf ego

9

NA: Presume-se que o autor esteja se referindo à estética no conjunto externo das casa, em um mesmo quarteirão. A limitação da tecnologia construtiva fazia com que todas as casas se apoiassem umas às outras. Coladas, se alinhavam pelas cumeeiras, não havendo exteriormente espaço capaz de manifestar opulência, a não ser por alguns detalhes como a manutenção e enfeites da fachada.

de escrav os f orçou a organização de corrent es de imi gração européi a dirigidas às f rentes pionei ras de cultura do c af é, que se expandiam ass ust adoram ent e f aci lit adas pelas ferrovias.

São P aulo, centrali zando a c af eicult ura, passou a ser o f oco das novi dades. O nov o “ouro” troux e inov ações próprias da R evol ução Industrial: modernas tec nologias, at reladas à alvenari a de tij olos, nov os mat eri ais de ac abam ent o e para os ricos o “m orar à f ranc esa”.1 0 Os problemas urbanos t ambém vieram, decorrent es d o adens amento populacional, surgindo os insatisf at óri os cortiços, a f alta de gêneros ali mentíc ios e de hi gienizaç ão urbana. A higi ene das habitaç ões passou ent ão a ser de fato cont em plada no pont o de vist a l egal, embora ainda timi dament e at ravés de norm as const rutivas dirigidas principalmente para as novas c onstruç ões que, sugeri a-s e, f ossem f eit as em bairros de pouca dens idade popul acional situados ao longo das estradas de f erro. Uma vez que a cidade já est av a cons olidada em antigos e dec adent es costumes de construir, rest av a aprim orar o que ainda est ava a ser edif icado na perif eria urbana.

Nesse senti do, o Código de Post uras de São Paulo de 1886, det erminou medi das que consolidaram um a nova t ipologia de

cas as: obri gat ori edade do alinhament o do lote (const ruç ões

afast adas e c om jardins f ronteiros, s oment e fora do perímetr o urbano); obrigat oriedade do porão para ventil ação do assoal ho; obrigat oriedade da platibanda1 1 ( para im pedir o des pejo de águas pluvi ais no pass eio) e da conv eniênc ia de c orredor lat eral desc obert o que permitisse a il uminação diret a dos ambient es.

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NA: Referência à planta do palacete eclético introduzido em São Paulo pelos arquitetos de fora e, sobretudo, pela insistência à “modernidade” do arquiteto Ramos de Azevedo, com diploma da Universidade da Bélgica. Tinha como principal característica, mesmo que parcial, o afastamento das divisas e do alinhamento da rua. A planta definia os setores de estar, repouso e serviço, de maneira não haver cruzamento dessas funções. Ver melhor em: LEMOS, Carlos A. C.. A República Ensina a Morar (Melhor). São Paulo, Editora Hucitec, 1999, p. 14.

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NA: Elemento em alvenaria que escondia os costumeiros beirais do estilo colonial. Será melhor abordado nesse capítulo.

Os anos pos teriores à R epúbli ca aceleraram e am pliaram ess a gerência. O s esf orç os modernizadores urbanos, c onjugados com as medidas higienist as, des envolveram-s e gradativ ament e em São Paulo at é as primeiras déc adas dos nov ec ent os, pass ando a l egis lação urbana a i nt ervir não s ó nas c ondi ções de planejamento i nt erno das residências, mas nas suas t écnicas const rutivas e tam bém em out ras volt adas às quest ões urbanas.

O retrat o da “c asa republic ana” pauli sta f eit o por Lemos, do f im do século XIX at é os anos da Prim eira G rande G uerra, revela est ilos ecléticos, sobretudo o neo-renascent ist a dif undido pelos

italianos, “ rec ebendo acabament o class ici zant e, cujo ní vel de

expressão ia do erudit o ao popularesco de cert a inv entivi dade nas

colagens dos element os de composição da modinat ura1 2 eclética”.1 3

Surgiram os palacet es, que ai nda se proliferaram nas primei ras décadas dos nov ecentos.

Os anos vi nt e, c om o armistí cio, s ob nov a legislação, novos hábit os, c ost um es, gost os e nova est étic a, troux eram as casas ilumi nadas , arejadas e alegres, cerc adas de jardins, chamadas de

“bungalows ”. Os canais de c omunicação, com o a imprens a e o

cinema, di vulgavam as novidades, substit uindo a nom enclat ur a f ranc esa pela ingles a: “hall ”, “living”, “W C” etc. Predominavam as cas as compromiss adas c om o neoc olonial, muit as sem c lara i nt ençã o plástic a, e nelas permaneci am as plati bandas com ornam ent os est ilizados em relevo (m as despojadas das v elhas estátuas, ânforas e pinhas). Em meados dos anos tri nt a s urgiram as manif est aç ões

art-déco, dit as “f ut urist as ”.

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NA: O conjunto das molduras de uma construção, segundo o caráter das ordens arquitetônicas. Novo Dicionário Aurélio: S.f. Arquit.

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As manif est aç ões de um “morar melhor”, sob os ditames da higi ene e do progres so, conc eit os que s e irmanav am em s eus significados, f oram dis seminadas e tiv eram grande aplic ação em cidades que est avam em ex pans ão no int erior. Foram exemplares dess as manifest aç ões as “c asas do caf é”, residências c onstruí das em algum as cidades do int eri or paul ist a, como Campinas, Ribeirão Preto, Soroc aba, Taubat é, S ant os e S ão Carl os, ent re out ras, “ t odas

nascidas sob os olhos vigil antes da República. Todas salubres ”.1 4

Ess es modelos e os demais surgidos na déc ada de t rint a, encontraram pela f errovia maior f acil idade para sua div ulgação e penet ração, sendo copiados, m ais por status do que por qualquer out ra consciência, alc ançando regiões recôndit as e inserindo-as nos modismos do “morar melhor”. Manif estaram-s e nas c idades ao longo da E. F.Goiás, c om int erpret ações loc ais, inclusiv e em Pires do Rio.

A construç ão de novos parâm et ros arquit et ônic os e urbanos no Brasi l, se deu com o um processo relat ivamente rápido s e a ref erênc ia f or o longo t empo que perdurou a inérci a colonial , mas ao mesm o t empo lent o, s e forem consi deradas as déc adas necessárias às transformações, mesmo em São Paul o. O espaç o urbano s ediment ado no antigo modelo colonial, s em dúvida, impedi a a t ot al aplic ação desses parâmet ros, o que só v eio a s e ef et iv ar nos novos espaç os criados, bairros ou novas cidades, essas últimas surgidas a part ir do final do século XI X tendo como f at or principal as f rent es pioneiras.

Pires do Rio, nes se ponto de vis t a, apres ent ou-se c omo um laboratório dess as transf orm ações arquitetônicas e urbanas j á proc essadas em outros centros, onde o novo já não era uma i novação, m as o nov o rel at ivo ao cont exto regional e, há de se considerá-l o rec ente, at ent ando-se que ess as t ransformações ainda est av am em proc ess ament o em São Paulo. Nota-s e, t ambém, que

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ess a def as agem temporal do novo t ende a diminuir à medida que o proc esso local s e vigorizou. O estilo art-déc o já s e manif est av a em

Pires do Rio ao m esmo t empo que marcav a sua grande

expressiv idade em São P aulo nos anos trinta.

Ret omando a ques tão da int encionalidade, é nec ess ári o coloc ar a conc eit uaç ão que se faz para Pi res do Rio enquant o cidade, espaç o arquit et ônic o. Para o est udo, c onsidera-s e Pires do Rio como c idade, no em prego da t erminologia, a partir do momento em que houv e um desenho urbano, com cl aras int enç ões de s er ali ass ent ada uma pequena cidade, conf orme é des crit o na escrit ura dat ada de 5 de jul ho de 1922. Por out ro lado, é rec onhec ido que do pont o de v ista político administ rativ o, a cidade, conceit o de sede de munic í pio, só veio ocorrer em sua emancipaç ão, em 1930, quando ela pas sou a ass umir, aut onomam ent e, seus códigos legi slat iv os e exec utivos, i ncorporando t ambém como seu poder a ext ensão de seu território. É a part ir dess a data que se reconhece que Pires do Rio ass umiu s eu status de c idade.

3. 1 - CÓDIG OS E SÍ MBOLOS URBANOS.

A implant aç ão da cidade f oi iniciada pela abert ura das ruas em pleno c errado, a golpes de f acões e enxadas, a partir de 1923, para em seguida proc eder às dem arc aç ões das primeiras novas edif ic ações, garantindo uma oc upaç ão imediat a.

Const ruí da mais ao s ul, Pires do Rio f icou separada da est aç ão pela grande área de f rent e a ess a, que est ava sub-judice desde 1922. A regi ão do out ro lado dos t rilhos, c om as c as as dos prim eiros a construir no l ocal, era ligada à cidade atrav és de uma ru a que, est endida at é lá, s e const it uiu em uma pass agem sobre os trilhos (Figura III. 1). Embora t enha sido dev olvi do aos doadores propriet ários des de 1929, ess a área vazia a s epará-los ainda permanec eu s em ocupação at é f inais da déc ada de 30 sendo usad a para jogos de f ut ebol. C hamado popularment e de P raça da E st aç ão, o espaç o f oi denominado of ici alment e de Praça Dom Bosco em 1934.

As medidas neces sárias para codificar a c idade foram sendo t omadas em larga esc ala. Ainda s em nomes, as ruas, travess as, av enida e praças f oram denominadas através do Decret o n. 22, de 11 de j ulho de 1931. Ref erenciando pela c asa do Sr. Fulan o à c as a do Sr. Belt rano, os logradouros rec eberam em sua m aioria, nomes dos est ados brasileiros e de c apit ais, na aus ênc ia d e homenageados do local. As ruas, em núm ero de doze, se

denominaram: Minas G erais, Sergipe, Bahia, P ará, Alagoas,

Amazonas, G oyás, Porto Alegre, R ecif e, Ruy Barbos a e D jalma D utra. Em uma única, o s ugest ivo nome de Rua do Comércio. As três travess as foram a do Ceará, S ant a Catarina e a do P araná. A únic a aveni da lev ou o nom e de João Pessoa. A s t rês praças, ou “largos” com o f oram ref eridas, denominaram-s e “24 de O ut ubro” onde s e sit uav a a I greja; “Dr. Cavalc ant i”, onde se sit uav a a casa do Sr.

D omingos S ávio; “São P aulo”, onde se sit uava a Cadeia Públic a. Rua do Fogo ficou caract erizado com o “Bairro do Fogo”, em c lara ref erênci a à s ua separaç ão e dif erenciaç ão da nov a c idade planejada. Lá, f oi dado nom e a duas ruas: “do Piauhy” e “da

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