A fase de licitação para os componentes da urna e a distribuição estratégica da equipe de análise do processo teve operacionalmente inicio em setembro de 1995, com reuniões semanais e acompanhamento das fases de desenvolvimento do projeto.
De acordo com Camarão (1997, p.85) “nessa época, a atual urna eletrônica ainda era denominada, em nível técnico, Coletor Eletrônico de Voto – CEV, nome esse que permaneceu até o final da licitação, quando foi alterado, por determinação da presidência do TSE”.
Para o acompanhamento do processo de licitação e do desenvolvimento das fases do sistema pelas empresas ganhadoras, foram destinados para acompanhamento dois escritórios, instalados na sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, escolhido pela proximidade no processo decisório do projeto e no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, devido à proximidade na maior parte das empresas interessadas no contrato do projeto.
O procedimento de distribuição estratégica e logística de esforços é uma situação comum na área de tecnologia, pois permite maior garantia de acompanhamento das fases do sistema. De acordo com Bio (1996, p.169) “a coordenação desses esforços, de diferentes especialistas, numa variedade de atividades, voltadas para objetivos comuns do projeto, requer um ordenamento metodológico do trabalho, uma metodologia de sistemas”.
Para o sucesso de um projeto, é necessário o estímulo direto à comunicação interna e externa, com o objetivo de alinhavar os parâmetros de desenvolvimento e diminuir a probabilidade de erros lógicos, estruturais e operacionais.
Na visão de Corrêa (2008, p.174) “uma característica das ambiências digitais, que abrigam os processos de comunicação digital, decorre a partir do ponto de vista do gestor e do estrategista da comunicação”. Essa afirmação fundamenta a necessidade de acompanhamento do projeto sob um olhar estratégico e sistêmico.
O processo de licitação vinculava algumas especificações para a estruturação e acompanhamento do projeto. Em primeiro momento quanto ao desenvolvimento, foram exigidas três modelos de urna, em fases de criação diferenciadas, em um processo evolutivo, sendo a primeira caracterizada como um Modelo de Engenharia, com o objetivo de demonstrar tecnicamente as rotinas de programação para a viabilização do processo eleitoral.
O segundo Modelo foi o de qualificação, com o número de 10 protótipos, que seriam destinados à análise dos especialistas da Justiça Eleitoral para avaliação e potenciais assertivas para a construção do modelo final, chamado de Modelo de Produção.
O Modelo de Produção seria a fase final do processo, com apresentação de um protótipo considerado “cabeça de produção”, isto é, podendo ser utilizado como base para o desenvolvimento de outras urnas.
O item de produção na época da primeira implantação não tinha como objetivo inicial abranger todo o território nacional, mas tinha como pretensão envolver as capitais dos estados e as principais cidades com mais de 200 mil eleitores.
Para o conhecimento das empresas que participaram do processo de concorrência, os números informados foram de previsão de produção das urnas, tanto as eletrônicas para a votação como as de plástico com o intuito de interação com a sociedade.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, nas eleições de 1996, considerando primeiro e segundo turno foram distribuídas nacionalmente 77.479 urnas eletrônicas, incluindo as que foram destinadas aos TRE´s para treinamento e ao Tribunal Superior Eleitoral. Respectivamente, o número de urnas de plástico foi de 162.685.
Definiu-se também que a empresa que fosse contratada ficaria com a responsabilidade de prover capacitação necessária para os agentes multiplicadores de operação da Justiça Eleitoral, focando como seria conduzido o processo prático de instalação, operação e procedimentos de contingência.
Em uma visão sistêmica, o procedimento relacionado à capacitação de usuários e agentes multiplicadores é considerado uma das partes mais importantes do processo de estruturação de um sistema, pois permite que as informações de recursos e operações sejam direcionadas e registradas por profissionais que acompanharam o processo de desenvolvimento e compreendem com precisão às limitações e potencialidade dos recursos.
Na concepção de Rezende & Abreu (2000, p.242) “os resultados finais de testes e o treinamento e capacitação do cliente/e ou usuário são relevantes como fase de implantação de um sistema”.
A empresa vencedora do contrato para à produção do sistema e dos protótipos, além da capacitação, tinha como condicionante oferecer um suporte técnico de qualidade, disposto a contornar situações, problemas operacionais nos pleitos eleitorais.
Para o ano de 1996, como as eleições foram municipais, o edital determinou que a empresa contratada devesse colocar um quantitativo de aproximadamente 300 técnicos, distribuídos em todos os 57 municípios em que ocorreriam as eleições de urna eletrônica, para garantir a funcionalidade do processo informacional.
O suporte técnico incluía o apoio para as operações de carga e instalação dos programas e tabelas, tanto dos eleitores como os dos candidatos, treinamentos para a operacionalização da urna eletrônica e estarem à disposição da Secretaria de Informática nos Tribunais Regionais.
Em uma visão organizacional, Caldas (2009) descreve a relevância de um suporte eficaz de sistemas de informação
O suporte técnico é uma das partes mais importantes de um projeto. Ele é responsável pela instalação e homologação do produto, além da manutenção pós-venda, processo fundamental para potencializar todas as funcionalidades do produto, identificar possibilidades de melhoramento da ferramenta ou ainda de novas necessidades de expansão do projeto. [...] É preciso despertar a consciência de que imprevistos são acontecimentos que podem significar gastos adicionais ou prejuízos incalculáveis. Por isso, saber evitar tais falhas inesperadas ou ter em mãos uma solução rápida para oferecer é essencial para evitar crises e fidelizar os clientes, que devem ter a certeza de cobertura em todas as situações, por mais complexas que sejam.
A documentação do projeto e do produto, isto é, as urnas eletrônicas ficaram sob responsabilidade da empresa contratada, tendo como exigência a produção e impressão de procedimentos descritivos e planos de aceitação e testes. De acordo com Camarão (1997, p.90) as documentações eram:
1. Guia (sucinto) de referência de operação, instalação e procedimentos de contingência da urna eletrônica;
2. Manual de operação, instalação e procedimentos de contingência da Urna Eletrônica; 3. Manual do Projeto da Urna Eletrônica;
4. Manuais de Hardware e Software da urna, bem como o manual de produção da mesma. Com relação aos planos de aceitação e testes, estabelece a necessidade de entrega para os três modelos: engenharia, qualificação e produção, incluindo como documentos obrigatórios os planos de produção, garantia, qualidade e gerenciamento; planos de testes e aceitação de fábrica; aceitação de campo; e entrega das urnas eletrônicas.
A documentação nos conta toda a história de um sistema, desde sua concepção, passando pelo seu desenvolvimento e acompanhando sua manutenção, mostrando-nos o que fazem, como fazem e para quem fazem. Ela inicia no momento da elaboração do primeiro relatório, segue descrevendo todas as fases da metodologia e durante o desenvolvimento do sistema devem ser elaborados os manuais. [...] a documentação, vista como uma ferramenta de auxílio a ser utilizada no momento de sua necessidade por todas as pessoas envolvidas com o sistema precisa, para cumprir este papel, ser elaborada ao final de cada fase determinada pela metodologia adotada na organização para desenvolver seu sistema, bem como necessita ser atualizada sempre que houver uma modificação. (HOFFMANN, 2009).
A garantia e manutenção foram negociadas pelo prazo de 30 meses, contados a partir da data de aceitação do último lote de entrega, exigindo da empresa contratada a lista de postos de serviços autorizados para os respectivos suportes.
Para aceitação dos lotes produzidos, a Justiça Eleitoral dividiu os testes em duas frentes, sendo os testes de aprovação de fábrica e os testes de aprovação de campo. Na entrega de cada lote, a empresa responsável colocaria à disposição para testes, a equipe de informática
da Justiça Eleitoral, que por sua vez testaria 2% das urnas aleatoriamente, se por acaso ocorresse falhas em mais de 5% de urnas, o lote seria rejeitado.
Na metodologia de campo o sistema foi o mesmo, os locais para teste com as amostras da população eram indicados pelos Tribunais Regionais, sendo que a empresa seria responsável pela oferta de estrutura suficiente para o procedimento de testes, caso a ocorrência de falhas ultrapassasse 5%, o lote era devolvido.
A metodologia de teste por amostragem é considerada viável organizacionalmente, principalmente quando o número de aparelhos é muito representativo e o teste completo demandaria tempo em excesso, que poderia ser utilizado em outras fases do sistema.
Por esse motivo a indústria tecnológica faz uso de procedimentos de qualidade e certificações, com o objetivo de garantir eficácia de produção, evitando o retorno de lotes com problemas, onerando consequentemente os custos de produção.
Diante das condições de competitividade das empresas participantes, a escolhida pela melhor relação custo-benefício foi à empresa Unisys do Brasil Ltda., com histórico na área tecnológica e apresentava condições de envolvimento com um projeto tecnológico de amplas dimensões, como o do voto eletrônico nacional.
As etapas seguintes foram descritas como: desenvolvimento de equipamento, fabricação e controle de qualidade, compreendendo os estágios V e VI do projeto de sistema. Segundo definição de Camarão (1997, p.107) “a urna eletrônica é um equipamento de processamento de dados para coleta e acumulação de votos. É um equipamento robusto, que utiliza técnicas avançadas de hardware e um software orientado para operar com total segurança do sistema”.
Para que a urna eletrônica tivesse aceitação perante a sociedade, o equipamento deveria compor alguns diferenciais que propiciassem uma interação harmoniosa com características do comportamento das regiões e respectivas populações, como fatores climáticos, organizacionais, logísticos, relação de interface do usuário com a urna, considerando seu grau de instrução e nível de facilidade na compreensão dos passos eleitorais.
A estrutura da urna eletrônica, enquanto produto manufaturado necessita de periféricos que contribuem para a comunicação e armazenamento de arquivos e dados eleitorais. Em 1996 o dispositivo de armazenamento mais comumente utilizado era o disquete de 3 ½, com capacidade de 1.44 Mb, todavia considerando o tamanho do arquivo necessário armazenar, não houve à necessidade nos últimos pleitos eleitorais de substituir o dispositivo por outra tecnologia mais atualizada.
É pertinente salientar que um dos maiores problemas na implantação de um sistema informacional é a rápida evolução na capacidade de armazenamento e composição dos componentes eletrônicos, portanto o TSE, como qualquer outra instância de utilização tecnológica de grande porte, deve atentar-se previamente para incorporar novas métricas, com o objetivo claro de manter a estrutura funcional e evolutiva, melhorando constantemente a qualidade de dados e seguridade da informação.
Em contrapartida, é ponto pacífico compreender que a estrutura da urna tende a se adaptar as condições e inovações tecnológicas com o objetivo de continuar garantindo a mesma funcionalidade apresentada desde sua implantação.
Para interagir com a urna, existe outro componente necessário ao conjunto. O micro terminal é um dispositivo com o objetivo de enviar comandos para a urna, como abertura para um novo eleitor, cancelamento por demora de votação e controle para que o mesmo eleitor possa votar em duplicidade.
Figura 13: Micro terminal de interação com a urna eletrônica Fonte: Pedroso (2010, online)
A orientação transmitida pelo grupo de mesários no dia da eleição é de que o presidente da seção proceda com as orientações de instalação da urna, impressão do comprovante de zerézima.4
É sugerido que o presidente da mesa conduza a validação dos eleitores via terminal, habilitando os mesmos a votar e controlando o tempo de sua votação. Ao término da seção, o presidente deve proceder com a impressão das listas específicas, com os resultados da urna naquela seção.
É viável dispor que as urnas não se comunicam entre si, sendo apenas o dispositivo utilizado para armazenamento que é conduzido para a central de apuração de votos, onde os
4 Toda urna eletrônica, no dia de votação, realiza a impressão de comprovantes comprovatórios da real situação
da programação. No começo da votação, é realizada a impressão da zerézima, sendo uma impressão emitida com o objetivo de indicar que não existe voto registrado previamente, pois todos os candidatos registrados e de acordo com a Justiça Eleitoral, isto é, apto a serem votados, são descritos e devem constar como nenhum voto prévio.
dispositivos externos, no caso os dispositivos de armazenamento são abertos e incorporados ao quadro de apuração a mapeamento regional, contendo as seções, bairros e zonas da cidade. Quando o processo é visto em uma concepção macro, o quadro apurativo apresenta apuração de modo concomitante nos estados da federação, sendo possível criar perspectivas quanto a vitórias e derrotas de grupo políticos,
A folha de votação contribui para a veracidade do processo eleitoral, principalmente com relação à presença do eleitor no pleito e no combate em tentativas de votação com duplicidade ou com falsa identificação, presentes em períodos eleitorais anteriores ao processo eletrônico.
Segundo Neves (2005, p.151) “a implantação do voto eletrônico foi feita de modo progressivo e seguiu uma estratégia cuidadosamente estabelecida. Teve início com a sensibilização dos eleitores, o que foi, e sempre será fundamental para qualquer inovação”.
O projeto do Hardware desenvolvido pela Unisys contava de descritivo dos componentes internos da urna eletrônica, como configuração do sistema e protocolos de processamento. Esse dispositivo discriminava as descrições do gabinete, unidas com a disposição dos displays para recebimento de informações do eleitor quando escolher o seu candidato.
Tecnicamente a urna eletrônica trabalha com uma capacidade de armazenamento limitada internamente. O armazenamento é reservado para as fotos dos candidatos, em extensão compactada evitando desgaste de processamento, registro de ocorrências, tabela de dados sobre os candidatos, Boletim de Urna (BU), sistema operacional para controle do processo de armazenamento, programas aplicativos, base de dados dos eleitores da seção, imagem da BU e reserva para outros aplicativos e dados.
Como meio de armazenamento externo, é permitido apenas o dispositivo autorizado pelo TSE. Esse dispositivo serve também para armazenar informações coletadas durante a votação, possibilitando transferência desses dados para as centrais de transmissão, que encaminharão os dados para um centro totalizador.
O processo de criptografia chegou a ser, em determinado momento, questionado, porque o sistema utilizado tinha sido desenvolvido por empresas ligadas a ABIN, fazendo supor a alteração dos resultados por interesse do Poder Executivo. Logo se viu que a hipótese era impossível, porque os dados já eram conhecidos e não poderiam ser modificados. A criptografia faria às vezes de um carro-forte para transportar valores com maior segurança, dificultando o acesso aos dados que já eram públicos e que poderiam ser recuperados ou conferidos facilmente, seja pelos registros que
permaneciam na urna, seja pelos resultados constantes dos respectivos boletins. (NEVES, 2005, p.154).
A condicionante de trabalho de uma urna eletrônica individualmente é viável nos pleitos atuais, porém com o senso de convergência de informação via rede integrada, a possibilidade de integração de informações nos próximos pleitos é representativa, pois as estruturas técnicas já estão disponíveis em vários projetos, principalmente no ambiente privado, que é o setor que mais investe em tecnologia como estratégia de diferencial competitivo.
A velocidade corporativa pode ser absorvida também pelo poder público, principalmente na tecnologia do sistema eletrônico de votação, visto que seu projeto desde a fase de análise foi ousado para os padrões da época.
Segundo relato de Terra e Gordon (2002, p.36) “a internet reduziu drasticamente os custos de coordenação e transação. Ela permite que pessoas e empresas de diferentes partes do mundo trabalhem em conjunto em tempo real, e superem os limites impostos pela distância geográfica”.
A estrutura do teclado foi desenvolvida para a inclusão de portadores de necessidades visuais e auditivas. No caso dos portadores de necessidades visuais, o teclado é formado por dez teclas numéricas de zero a nove e três teclas de função, todas com o formato côncavo.
As teclas de <<CONFIRMA>>, <<CORRIGE>> E <<BRANCO>> foram inseridas com vistas a contemplar maior facilidade para o portador de necessidades especiais, mas também ao eleitor com baixo grau de instrução, que poderia se confundir com uma disposição de teclas mais complexa e com um número maior de opções.
Embaixo de todas as teclas, existem inscrições em braile, completando o processo de inclusão. A tecla <<CONFIRMA>> é 1/3 maior do que as demais com o objetivo de incentivar o término da votação e estímulo à confirmação do voto.
Figura 14: Teclado da urna eletrônica Fonte: TRE SP (2010, online)
Para garantir a eficácia do processo de votação, a urna possui uma bateria interna com autonomia para aguentar o período necessário de votação, considerando 7h00 as 17h00. Existem dois tipos de voltagens mais comuns em território brasileiro, 110v e 220v, portanto a bateria da urna trabalha em conceito bi volt. Para evitar que o acionamento da fonte seja desligado por acidente, a chave de acionamento é do tipo Yale, de liga e desliga.
Até então cada urna funciona totalmente isolada, sem nenhum contato com o mundo exterior, a não ser pelo cabo de corrente elétrica. A máquina pode até funcionar sem estar ligada a rede elétrica, na medida em que tem uma bateria interna que dura o tempo necessário para a conclusão dos trabalhos. (NEVES, 2005, p.154).
Segundo Camarão (1997, p.120) “a base de software da urna eletrônica foi desenvolvida pela empresa Microbase, sob constante supervisão do Grupo Técnico da Secretaria de Informática do TSE.”
Os três tipos de programas citados por Camarão são: básico, gerenciador de programas e de aplicação e tabelas para utilização no processo de votação, viam simulações, votação e emissão de relatórios.
O software básico tem como objetivo a administração dos recursos da urna e cuidar da
reinicializarão do sistema, bem como a carga dos aplicativos. É composto pelos módulos de sistema operacional e seu conjunto de utilitários, rotinas para detecção de dispositivos de armazenamento, com o objetivo de colocar a urna no estado apropriado de uso e acionamento das rotinas para interação de comunicação com os periféricos.
O gerenciador de programas assume o controle de ação após os ferramentais terem sido iniciados. Seu papel é monitorar periodicamente a situação dos sensores durante o período de votação e no final é responsável pelo encerramento do programa.
Os aplicativos utilizados pela urna são: simulação de votação; votação 1º turno; votação 2º turno; administração, manutenção e diagnóstico da urna eletrônica; plebiscito. A inserção de recursos para abastecer os respectivos programas é dada de acordo com a relação de espaço/tempo e as coordenadas condizentes com cada processo eleitoral, isto é, a urna se ajusta as necessidades de cada pleito eleitoral.
Com o objetivo de acompanhar o processo de desenvolvimento, aplicação e análise de resultados da empresa contratada, a Justiça Eleitoral criou estrategicamente grupos de trabalho, com funções específicas destinadas a controlar o processo e analisar potenciais melhorias para os próximos pleitos.
Para Neves (2005, p.156) “os testes mais complexos são então realizados. Tudo é conferido e devidamente verificado. Se percebe algum problema, ele é imediatamente corrigido. Nenhuma dúvida fica pendente”.
Os grupos de trabalho foram divididos pela Coordenação de acompanhamento de contrato, com a função de supervisionar para que todos os critérios previamente estabelecidos contratualmente sejam cumpridos, visando o bom andamento do sistema.
Gerência Técnica, com o objetivo de coordenar as equipes dos Tribunais quanto o desenvolvimento, produção e logística da urna, acompanhando os acontecimentos e verificando as parcelas previstas em contrato.
O grupo de desenvolvimento possui o dever de acompanhar a evolução dos processos operacionais da urna, como modelos, interface, componentes físicos, programas e aplicativos. O grupo de desenvolvimento foi composto por técnicos de informática da Justiça Eleitoral.
Os grupos de produção e de logística tiveram a responsabilidade operacional de conduzir o cronograma, entregas das urnas e envio para os destinos mais diversos, nos estados da federação, incluindo desde 1998 municípios menores, criando uma responsabilidade maior na entrega com segurança dos equipamentos eleitorais.
A equipe de revisão ficou com a incumbência de monitorar a fase de testes do sistema de votação da urna, acompanhando o processo de validação de ações, buscando maior garantia de funcionamento do maquinário e também do corpo de apoio na condução da votação.
Foi papel da equipe revisora verificar possíveis lacunas pendentes no procedimento de capacitação de agentes da Justiça Eleitoral e membros da sociedade civil convocados para trabalharem no pleito eleitoral como mesários.
Para o processo de produção oficial, a empresa contratada via licitação procedeu com