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A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

4 O UNIVERSO DO TRABALHO NA INICIATIVA PRIVADA E A PESSOA COM

4.2 A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

Julga-se pertinente, antes da análise da atuação do Ministério Público do Trabalho na esfera das pessoas com deficiência, tecer alguns comentários acerca

163

CISZEWSKI, 2005, p. 79.

164

OLIVEIRA NETO, Alberto Emiliano de. O princípio da não-discriminação e sua aplicação às relações de trabalho. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 1176, 20 set. 2006. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=8950>. Acesso em: 30 mai. 2010.

165

da Instituição do Ministério Público de uma forma geral, nos termos da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

Para Lopes, nos dias atuais, marcados pela busca da plena efetividade dos direitos fundamentais e da dignidade da pessoa humana, em que a defesa da ética se fortalece, é inimaginável “a sociedade brasileira sem o Ministério Público”.166

Nesse sentido, anota-se que, de acordo com o art. 127 do texto constitucional, “o Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”.167

Analisando esse dispositivo, Garrido de Paula elucida que:

Instituição no sentido de estrutura organizada para a realização de fins sociais do Estado. Permanente, porquanto as necessidades básicas das quais derivam as suas atribuições revelam valores intrínsecos à manutenção do modelo social pactuado (Estado Democrático de Direito – Constituição, art. 1º). „Essencial à função jurisdicional do Estado‟, de vez que a atuação forçada da norma abstrata ao fato concreto, quando envolver interesse público, deve sempre objetivar a realização dos valores fundamentais da sociedade, razão pela qual a intervenção do Ministério Público se faz sempre necessária.168

No que se refere ao Ministério Público e às pessoas com deficiência, registra-se, além da CRFB/88, diversos diplomas foram promulgados. No entanto, para o Ministério Público, “[...] o mais importante foi a Lei 7.853/89, que dispõe sobre as pessoas portadoras de deficiência e disciplinou a atuação do Ministério Público, além de outras providências”.169

Ademais, essa legislação:

[...] determina, em seu artigo 3º, a legitimidade do Ministério Público para a promoção da ação civil pública destinada à defesa dos interesses coletivos das pessoas portadoras de deficiência. Além disso, tornou obrigatória (art. 5º) a atuação do Ministério Público em todas as ações públicas, individuais ou coletivas, em que se discutam interesses relacionados à deficiência das pessoas. [...]. Dessa forma, atua o Ministério Público na defesa dos

166

LOPES, Otavio Brito. A atuação do ministério público do trabalho e os direitos fundamentais. In: CORDEIRO, Juliana Vignoli; CAIXETA, Sebastião Vieira (Coords.) O MPT como promotor dos

direitos fundamentais. São Paulo: LTr, 2006. p. 102. 167

BRASIL, 1988.

168

GARRIDO DE PAULA, Paulo Afonso. O Ministério Público e os direitos das crianças e

adolescentes. In: ALVES, Airton Buzzo; RUFINO, Almir Gasquez; SILVA, José Antonio Franco da (Orgs.). Funções institucionais do ministério público. São Paulo: Saraiva, 2001. p. 312.

169

JATAHY, Carlos Roberto de C. O ministério público e o estado democrático de

direito: perspectivas constitucionais de atuação institucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008, p.

interesses dos deficientes físicos, de modo a garantir-lhes uma melhor integração social para que possam efetivamente exercer a sua cidadania.170

Necessário observar que tenha o Ministério Público legitimidade para a proteção dos interesses difusos e coletivos da pessoa com deficiência, assim “[...] a pessoa diretamente interessada pode se valer dos instrumentos legais assegurados pela Constituição e pela legislação infraconstitucional, por si, através de associação de classe ou do próprio Ministério Público”.171

Ressalta-se também, na forma como já mencionado, que a Lei n. 7.853/89 criou a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE). Esta Coordenadoria instituiu:

[...] a tutela jurisdicional de interesses difusos e coletivos das pessoas portadoras de deficiência, definindo a atuação do Ministério Público na defesa desses direitos, aplicando os princípios referentes à instauração do inquérito civil, seu arquivamento, propositura e julgamento das ações civis públicas e ações coletivas.172

A CORDE, por sua vez, enumerou, em quatorze itens, as responsabilidades, atribuições e ações do Ministério Público concernentes à pessoa com deficiência:

1) Fiscalizar o cumprimento do princípio da igualdade, combatendo a discriminação;

2) Fiscalizar os meios de comunicação de massa, a fim de orientar, educar e coibir, quando necessário, informações e publicidade errôneas e/ou negativas à dignidade da pessoa portadora de deficiência;

3) Fiscalizar, no âmbito de suas respectivas atribuições, o uso e aplicações de verbas públicas por entidades públicas ou privadas;

4) Ação preventiva, informativa e fiscalizatória de obediência às normas que determinam a eliminação das barreiras arquitetônicas em prédios públicos e privados, vias públicas e veículos de transporte coletivo;

5) Contribuir para a criação de projetos, e acompanhá-los, visando à eliminação de barreiras arquitetônicas e ambientais;

6) Procurar assegurar que as seções eleitorais sejam acessíveis a pessoas portadoras no que diz respeito a barreiras arquitetônicas e materiais de votação apropriados e adequados às necessidades dessas pessoas;

7) Promover a defesa dos direitos da pessoa portadora de deficiência no sistema prisional, identificando-os para esse fim;

8) Estudar formas de inserção do portador de deficiência mental no serviço público; 170 JATAHY, 2008, p. 362. 171 MARANHÃO, 2005, p. 127. 172 CISZEWSKI, 2005, p. 109.

9) Apurar o cumprimento do disposto nos arts. 217 do Decreto n. 611/92 e 93 da Lei n. 8213/91, quanto à oferta de empregos nos percentuais definidos;

10) Promover o cumprimento dos arts. 93 da Lei n. 8.213/91, 217 do Decreto n. 611/92 e arts. 82, 111, da Lei n. 7.853/89, de forma articulada com as entidades pertinentes;

11) No tocante à tutela jurisdicional dos interesses do portador de deficiência, a atuação ministerial poderá verificar-se também no interesse individual (não prevista na Lei n. 7.853/89);

12) Instaurar procedimento administrativo de modo que se obtenha elementos de convicção para a promoção de ações cabíveis;

13) Estabelecer, anualmente, metas e objetivos prioritários para o ano subseqüente na área da pessoa portadora de deficiência;

14) Informar as entidades públicas e privadas de suas responsabilidades constitucionais e legais.173

Nesse contexto, entre as diversas normas que dispõem sobre a atuação do Ministério Público e as pessoas com deficiência, destaca-se a Lei da Ação Civil

Pública – n. 7.347/85, assim como o Código de Defesa do Consumidor – CDC (Lei

n. 8.078/90).

Mazzilli observa que a Instituição do Ministério Público “[...] não intervém apenas em ações que versem interesses coletivos ou difusos relacionados à proteção das pessoas portadoras de deficiência. Intervirá antes em qualquer ação em que seja parte a pessoa portadora de deficiência física ou mental”.174

Assim, verifica-se que é função do Ministério Público, além de tutelar o interesse das pessoas com deficiência, “utilizar o direito como instrumento de transformação da realidade social, fazendo com que os fatores que ensejam e mantêm a injustiça social sejam eliminados. Esta é sua maior função. Sua vocação social”.175

No que se refere ao Ministério Público do Trabalho e à pessoa com deficiência, denota-se que a Instituição “[...] tem cumprido função essencial no processo de inclusão das pessoas portadoras de deficiência no mercado de trabalho. Sua atuação tem sido marcante bem mais nos aspectos orientadores e conciliatórios que punitivos”.176

Acerca das normas que legitimam a atuação do Ministério Público do Trabalho, anota-se que:

173

CISZEWSKI, 2005, p. 112-113.

174

MAZZILLI, 1997 apud CISZEWSKI, op. cit., p. 110.

175

JATAHY, 2008, p. 17.

176

A Lei Orgânica do Ministério Público da União – Lei Complementar n.º 75, de 20/5/1993 –, delimita nas atribuições dos diferentes Ministérios Públicos, conferindo ao Ministério Público do Trabalho, nos art. 83 e 112 a defesa dos interesses difusos e coletivos dos trabalhadores, decorrentes das relações de trabalho, no âmbito da Justiça do Trabalho.

O Art. 3º, da Lei n.º 7.853/89 confirma o pressuposto da LACP e define especialmente a legitimidade do Ministério Público para as ações civis públicas destinadas à proteção de interesses coletivos ou difusos das pessoas com deficiência. Na terminologia do Art. 81, Parágrafo Único, da Lei 8.078/90 – CDC –, trata-se da defesa coletiva de interesses difusos, pois são transindividuais, de natureza indivisível cujos titulares são pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato.177

No mesmo sentido, Ciszewski afirma que “a atuação do Ministério Público

do Trabalho, cujas atribuições – podendo e devendo ser exercidas cada vez que se

tratar de pessoa portadora de deficiência – estão elencadas no art. 83 da Lei Orgânica do Ministério Público da União”.178

Desta feita, percebe-se que constitui atribuição do Ministério Público do Trabalho “buscar a satisfação dos interesses das pessoas com deficiência qualificadas profissionalmente que, por meio da reserva de vagas em empresas com

cem ou mais empregados, almejam um trabalho remunerado”.179

Além da garantia da reserva de vagas, tema este que será abordado no item seguinte desta monografia, cumpre ao Ministério Público do Trabalho,

[...] garantir que o empregador realizará todas as necessárias e indispensáveis adaptações das atividades a serem exercidas pelo trabalhador com deficiência e que envolvem a organização do trabalho, bem como as, também indispensáveis, adaptações do ambiente de trabalho por meio dos elementos tecnológicos assistivos.180

Logo, denota-se que o Ministério Público do Trabalho tem legitimidade para demandar tanto em favor do cumprimento das cotas previstas para reservas de

emprego às pessoas com deficiência, assim como em relação “[...] à adequação do

meio ambiente de trabalho para que estes tenham melhores condições de trabalho”.181

Ademais, na forma como estudado no tópico anterior, o Ministério Público do Trabalho tem combatido qualquer espécie discriminatória praticada em desfavor

177

GUGEL, 2007, p. 219-220.

178

CISZEWSKI, 2005, p. 113.

179

GUGEL, op. cit., p. 219.

180

Ibid., p. 220.

181

da pessoa com deficiência, “[...] seja na admissão do trabalhador para o emprego, seja no curso do contrato”.182

Entretanto, em termos gerais, a atuação, em âmbito estadual, do Ministério Público do Trabalho “[...] dá-se com a expedição de recomendações e instauração de investigações visando o cumprimento da reserva legal de vagas aos portadores de deficiência”.183

Desta maneira, “[...] alguns contratos podem ser feitos, antes mesmo da identificação e chamamento das empresas, pelo Ministério Público do Trabalho. A esta fase preliminar denomina-se de fase pré-investigatória”.184

Nessa fase inicial, também chamada de preliminar, são convocadas a prestar esclarecimentos sobre o cumprimento da norma legal as empresas que estão obrigadas à reserva legal de vagas. Ressalta-se, contudo, que “a identificação destas empresas é feita mediante dados fornecidos pelo órgão local do Ministério do Trabalho e Emprego”.185

Assim, consoante art. 8º, inciso IV, da Lei Complementar n. 75/93, “o Ministério Público do Trabalho expede ofícios às empresas identificadas, requisitando informações, sobre o número atual de empregados e documentação comprobatória do cumprimento da cota legal”.186

Entretanto, na hipótese de a empresa não estar cumprindo a cota reservada às pessoas com deficiência legalmente exigida, passa-se à etapa investigatória. Nesta fase, “[...] o Procurador do Trabalho preliminarmente buscará uma solução conciliatória”.187

A conciliação, todavia, “[...] só poderá ocorrer com o reconhecimento espontâneo do investigado quanto à prática irregular ou ilegal que lese ou ameace

interesses”, materializando-se em um compromisso de ajustamento de conduta.188

Nesse quadrante, verifica-se que “o Termo de Compromisso de

Ajustamento de Conduta é um instrumento jurídico que possibilita a resolução

182 CISZEWSKI, 2005, p. 113. 183 LOPES, 2005, p. 107. 184 MARANHÃO, 2005, p. 125. 185

LOPES, loc. cit.

186

MARANHÃO, op. cit., p. 126.

187

LOPES, loc. cit.

188

extrajudicial de conflitos coletivos”.189

Trata-se de um instrumento muito eficaz, inclusive no que se refere à inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho.

Assim,

A empresa que se dispõe a cumprir a norma legal assina um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual é fixado prazo razoável para o cumprimento da obrigação e a contratação paulatina. O Ministério Público do Trabalho possui parceria com órgãos e Secretarias de Estado de Trabalho, instituições que cuidam da habilitação, reabilitação e colocação de profissionais portadores de deficiência. Estes convênios podem ser utilizados pelas empresas que necessitem de mão-de-obra para o preenchimento das cotas.190

Registra-se que, “firmado o compromisso, sua eficácia é de título executivo extrajudicial, devendo ser executado uma vez comprovado o descumprimento”.191

O Termo de Compromisso tem validade de “[...] dois anos, e a empresa que descumprir o compromisso se sujeita a pagar uma multa, por empregado contratado em desconformidade com o compromisso, reversível ao Fundo de

Amparo ao Trabalhador – FAT”.192

Destaca-se que “esse compromisso é passível de fiscalização pelo Ministério Público do Trabalho por meio da Delegacia Regional do Trabalho, ou pelo próprio Ministério Público do Trabalho”.193

Os termos de compromissos, segundo Mignoni, “[...] devem conter previsão de cominações (inclusive pecuniárias, como as astreintes), mesmo quando as obrigações estejam sendo assumidas por entes de direito público”. Ressalta-se que “estas, quando incidentes, podem ser cobradas mediante execução por quantia certa, sem a necessidade de processo de conhecimento”.194

Nesse caso, se ocorrer negativa injustificável por parte da empresa em celebrar o Termo de Ajustamento de Conduta, ou, ainda, se este for descumprido, o

189 MIGNONI, Keilor Heverton. O compromisso de ajustamento de conduta – aspectos de sua relação

com os entes públicos. Revista do Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina, Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região, n.º 1, Florianópolis, julho/2008. p. 11.

190 LOPES, 2005, p. 107. 191 GUGEL, 2007, p. 223. 192 MARANHÃO, 2005, p. 127. 193

MARANHÃO, loc. cit.

194

Ministério Público do Trabalho deve propor “[...] o ajuizamento de Ação Civil Pública a fim de que haja um pronunciamento judicial sobre a questão e, caso seja julgada procedente a postulação, seja determinado o cumprimento da obrigação legal, sob pena de multa”.195

Frisa-se que, na esfera das pessoas jurídicas de direito público e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, que possuam servidores regidos pela CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, “[...] bem como empresas públicas e sociedades de economia mista, a fiscalização se dá pela verificação dos editais de convocação para concurso público”.196

Importante destacar que, após a vigência da Portaria n. 1.199/2003 do Ministério do Trabalho e Emprego, “[...] houve a possibilidade dos Auditores Fiscais do Trabalho imporem multas pesadas aos infratores. Não é a melhor forma de se obter o cumprimento legal, mas a forma eficaz à disposição na legislação brasileira”.197

Sobre o tema, colaciona-se o seguinte julgado do Tribunal Regional do Trabalho da 16º Região:

MULTA ADMINISTRATIVA - AUTO DE INFRAÇÃO - AUSÊNCIA DE CONTRATAÇÃO DE PORTADORES DE DEFICIÊNCIA E REABILITADOS. A Constituição Federal de 1988, contemplando a situação jurídica do obreiro portador de deficiência, estabeleceu a proibição de qualquer discriminação no tocante a salários e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência (art. 7º, XXXI). Nesse quadro, a legislação previdenciária estabeleceu no art. 93 da Lei 8.213/91 a obrigatoriedade da empresa de preencher, de 2 a 5% dos seus cargos, com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, proporcionalmente ao número de empregados. Tal norma legal é imperativa e auto-aplicável. Não

cumprida a obrigação por parte do empregador, correta a aplicação da multa administrativa.198 [sem grifo no original].

Mostra-se necessário que os instrumentos de efetivação dos direitos das pessoas com deficiência ainda evoluam em diversos aspectos, “[...] salientando-se a necessidade de eliminação do risco atual, da existência de obrigações sobrepostas em termos de compromisso diversos, ou mesmo entre termos de compromisso e

195 LOPES, 2005, p. 107. 196 MARANHÃO, 2005, p. 128. 197 Ibid., p. 108. 198

MARANHÃO. Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região. Número único: 01411-2008-013-16-

00-7-RO (73345). Data de julgamento: 15/09/2009. Data de publicação: 14/10/2009. Disponível em:

decisões judiciais”, fato este que “[...] poderia ser alcançado mediante a criação de cadastro nacional de termos de compromisso, assim como se tem a expectativa da criação do cadastro nacional de ações coletivas”.199

Nessa esteira, vislumbra-se que o Ministério Público do Trabalho apresenta uma dupla finalidade:

[...] além de sensibilizar o empresariado conscientizando-o acerca da inserção das pessoas portadoras de deficiência e dos reabilitados no mercado de trabalho, possui em relação às pessoas portadoras de deficiências e aos reabilitados, a finalidade de conscientizá-los da necessidade de se capacitarem para concorrerem a uma vaga no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo, pois, somente a legislação não garante emprego às pessoas portadoras de deficiência e aos reabilitados. A necessidade de capacitação cada vez mais se torna um requisito indispensável para a obtenção de um lugar no mercado de trabalho.200

Com isso, é possível perceber, na forma como leciona Gugel, o papel primordial desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho como verdadeira alavanca capaz de propiciar o acesso das pessoas com deficiência ao trabalho, à justiça e ao Poder Judiciário em defesa dos valores maiores desenhados no ordenamento jurídico brasileiro.201

Assim sendo, passa-se, a seguir, para o estudo das cotas ou reservas de mercado à pessoa com deficiência.

4.3 COTAS OU RESERVAS DE MERCADO DO SETOR PRIVADO À PESSOA

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