Julgamento de Processos
A-24/2015 CAUÊ GIRÃO DE ABREU
HISTÓRICO:
Sr. Coordenador, agradeço a vista concedida.
Trata-se o precesso de solicitação de Atestado de Capacidade Técnica de profissional do sistema Confea/Crea por profissional Engenheiro Ambiental no que diz respeito à: Serviços de projeto executivo e obra de implantação de sistema de tratamento de esgoto através de tecnologia de jardins filtrantes (Sistema natural de tratamento através de filtros plantados, semelhantes à Wetlands construídos). Para tanto apresentou requerimento de acervo técnico (fl.03), ART,s (fl. 04), atestado emitido pela Merk Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda, pelas atividades de “projeto executivo e implantação de uma estação de tratamento de esgoto sanitário”.
Dada a diversidade de grades curriculares para os cursos de engenharia, o conselheiro relator e o conselheiro vistor, tiveram seus relatos aprovados no seguinte termo: O requerente deverá apresentar o conteúdo programático do seu curso de graduação para que seja analisado se o mesmo oferece conhecimentos na área de saneamento, projeto e execução de tratamento de esgoto [...] (fls. 37 a 40) Para atender o solicitado o requerente Eng. Ambiental apresenta as ementas e grade curricular da Escola Politécnica da USP, obtidas do sistema jupiterweb (fls. 42 a 57).
Na análise é possível observar um rol de disciplinas, dentre elas hidráulica, saneamento, qualidade da água, tratamento de poluentes em meio líquido e sólido (métodos físicos e biológicos), tratamento de águas residuárias, sistemas wetlands, que julgo serem suficientes para o pleito.
PARECER:
1. Considerando a Resolução 447/2000 do Confea em seus artigos 2º, 3º e 4º abaixo transcritos:
Art. 2º Compete ao engenheiro ambiental o desempenho das atividades 1 a 14 e 18 do art. 1º da Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, referentes à administração, gestão e ordenamento ambientais e ao
monitoramento e mitigação de impactos ambientais, seus serviços afins e correlatos.
Parágrafo único. As competências e as garantias atribuídas por esta Resolução aos Engenheiros Ambientais, são concedidas sem prejuízo dos direitos e prerrogativas conferidas aos engenheiros, aos arquitetos, aos engenheiros agrônomos, aos geólogos ou engenheiros geólogos, aos geógrafos e aos meteorologistas, relativamente às suas atribuições na área ambiental.
Art. 3º Nenhum profissional poderá desempenhar atividades além daquelas que lhe competem, pelas características de seu currículo escolar, consideradas em cada caso, apenas, as disciplinas que contribuem para a graduação profissional, salvo outras que lhe sejam acrescidas em curso de pós- graduação, na mesma modalidade.
Art. 4º Os Engenheiros Ambientais integrarão o grupo ou categoria da Engenharia, Modalidade Civil, prevista no art. 8º da Resolução 335, de 27 de outubro de 1989.
2. Considerando a Portaria Ministerial nº 1693 de 1994 do Ministério da Educação que criou a área de Engenharia Ambiental, conforme o disposto no parágrafo 1º do artigo 6º da resolução nº 48/76-CFE definiu
EUZEBIO BELI
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem UGI CAMPINAS31
CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 553 ORDINÁRIA DE 17/2/2016
Julgamento de Processos
também como matérias de formação as concernentes à biologia, geologia, climatologia, hidrologia, ecologia geral e aplicada, hidráulica, cartografia, recursos naturais, poluição ambiental, impactos ambientais,
sistemas de tratamento de água e resíduos, legislação e direito ambiental, saúde ambiental, planejamento e ambiental e sistemas hidráulicos e sanitários.
3. Considerando os Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura do Ministério da Educação – MEC (versão 2010, página 35), abaixo transcritos:
PERFIL DO EGRESSO O Bacharel em Engenharia Ambiental e Sanitária ou Engenheiro Ambiental e Sanitarista atua no planejamento, na gestão ambiental e na tecnologia sanitária e ambiental. Em sua atividade, projeta e acompanha a execução de infraestruturas, instalações operacionais e serviços de: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas e urbanização. Avalia e analisa os impactos ambientais de empreendimentos nos ecossistemas naturais e propõe ações de preservação, conservação e recuperação do meio ambiente. Coordena e supervisiona equipes de trabalho, realiza pesquisa científica e tecnológica e estudos de viabilidade técnico-econômica; executa e fiscaliza obras e serviços técnicos; efetua vistorias, perícias e avaliações, emitindo laudos e pareceres. Em sua atuação, considera a ética, a segurança, a legislação e os impactos sócio-ambientais.
TEMAS ABORDADOS NA FORMAÇÃO Ecologia e Microbiologia; Meteorologia e Climatologia; Geologia; Pedologia; Cartografia e Fotogrametria; Informática; Geoprocessamento; Mecânica dos Fluidos; Gestão Ambiental; Planejamento Ambiental; Hidrologia; Hidráulica Ambiental e Recursos Hídricos; Poluição Ambiental; Avaliação de Impactos e Riscos Ambientais; Saneamento Ambiental; Saúde Ambiental; Caracterização e Tratamento de Resíduos Sólidos, Líquidos e Gasosos; Irrigação e Drenagem; Economia dos Recursos Hídricos; Direito Ambiental; Ciência dos Materiais; Modelagem Ambiental; Análise e
Simulação de Sistemas Ambientais; Matemática; Física; Química; Ética e Meio Ambiente; Ergonomia e Segurança do Trabalho; Relações Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS).
AMBIENTES DE ATUAÇÃO O Engenheiro Ambiental e Sanitarista atua em empresas de tecnologia ambiental; em órgãos públicos e empresas de construção de obras de infraestrutura hidráulica e de saneamento; em empresas e laboratórios de pesquisa científica e tecnológica. Também pode atuar de forma autônoma, em empresa própria ou prestando consultoria.
4. Considerando o Art. 4º da Resolução 447/2000: Os Engenheiros Ambientais integrarão o grupo ou categoria da Engenharia, Modalidade Civil, prevista no art. 8º da Resolução 335, de 27 de outubro de 1989. 5. Considerando que os engenheiros ambientais podem, segundo decisão CEEC responsabilizar-se por Sistemas, métodos e processos de saneamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final de esgotos, águas residuárias, rejeitos, resíduos urbanos, hospitalares, industriais e rurais, no âmbito de elaboração de projetos de dimensionamento e operação de processos ligados à taxa de aplicação de cargas hidráulicas, vazão, taxa de aplicação, tempo de detenção para degradação dos poluentes presentes nos efluentes, cálculos ligados a produção do lodo, dentre outros itens técnicos ligados ao
dimensionamento e operação de processos de tratamento de efluentes, não relacionados a obras civis. VOTO:
Pelo deferimento da CAT solicitada, nos termos do Atestado de Capacidade Técnica emitido para “Projeto executivo e implantação de uma estação de tratamento de esgoto sanitário através da tecnologia de jardins filtrantes”