VII PROCESSOS DE ORDEM SF
SF-1933/2014 JACKSON LUIZ DE LUNA
HISTORICO:
o presente processo trata de denúncia apresentada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná contra o profissional Jackson Luiz de Luna com registro nº 5063553066, neste Conselho e título acadêmico de engenheiro civil, possuindo atribuições do artigo 70 da Resolução nº 218/73, do Confea, por irregularidade referente à falsificação de Certidões de Acervo Técnico em contrato e licitação pública, junto ao DER Paraná.
o processo inicia-se à folha 02, mediante denúncia protocolada em 17/07/2013, onde o denunciante por meio de declaração (fI. 03) informa que o profissional Jackson Luiz de Luna, apresentou documentos com indícios de falsificação para licitação na modalidade de concorrência nº 005-2012-DER/DOP/SRLESTE. A empresa Construtora Sul Brasil Ltda-EPP, CNPJ: 16.422.845/0001-05, encontra-se registrada neste conselho, onde o interessado é sócio.
Constatado pela unidade deste Conselho após pesquisa no sistema informatizado que a certidão de acervo técnico (CAT) nº 246/2013 e a ART pseudo geradora não são autenticas e com registros inexistentes, salientando ainda que foi utilizado, indevidamente o nome de funcionário deste Conselho (Sr. Gilberto Gonzaga), visto que a assinatura não confere com a do mesmo, assim como não é detentor do título de engenheiro.
A folha 11, foi protocolada em 23/12/2013, denúncia do engenheiro Marcos Eduardo Moser, onde denuncia o mesmo profissional Jackson Luiz de Luna por apresentar documentos com indícios de falsificação em uma licitação para recuperação e reforma de esquadrias de ferro na Universidade Federal do Paraná Constatado novamente pela unidade deste Conselho após pesquisa no sistema informatizado que a certidão de acervo técnico (CA T) nºs 02/2012 e 02/2013 e a ART pseudo geradora não são autenticas e com registros inexistentes, salientando ainda que foi utilizado, indevidamente de novo o nome de
funcionário deste Conselho (Sr. Gilberto Gonzaga).
Em 27/12/2013 à folha 19, foi enviado à SUPFIS através da UGI Registro, memorando nº 1690/2013 para conhecimento e parecer quanto às providências a serem tomadas pela suspeita de prática de uso de documento falso e eventuais outras infrações.
Despacho em 25/11/2014 do DRE orientando para iniciar processo SF em nome do engenheiro civil Jackson Luiz de Luna, tendo como assunto análise preliminar de denúncia - apuração de irregularidades, face a falsificação de certidões de acervo técnico apresentadas em licitações públicas.
o interessado foi oficiado e acusou recebimento em 15/12/2014 conforme email enviado pelo Correios, não havendo nos autos qualquer manifestação por parte do profissional a respeito da denúncia apresentada. A UGI de Registro a folha 29 encaminha processo a Câmara Especializada de Engenharia Civil para análise e emissão de parecer fundamentado.
PARECER:
Considerando a Lei nº 5.194, de 24 dezembro de 1966, nos seguintes artigos:
Art. 45 - As Câmaras Especializadas são os órgãos dos Conselhos Regionais encarregados de julgar e decidir sobre os assuntos de fiscalização pertinentes às respectivas especializações profissionais e infrações do Código de Ética.
Art. 46 - São atribuições das Câmaras Especializadas:
a) julgar os casos de infração da presente Lei, no âmbito de sua competência profissional LUIZ ANTONIO DALTO
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem UGI REGISTRO170
CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 553 ORDINÁRIA DE 17/2/2016
Julgamento de Processos
específica;
c) julgar as infrações do Código de Ética;
d) aplicar as penalidades e multas previstas; ( ... );
Art. 75 - O cancelamento do registro será efetuado por má conduta pública e escândalos praticados pelo profissional ou sua condenação definitiva por crime considerado infamante.
Considerando a RESOLUÇÃO N° 1.002, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2002, Adota o Código de Ética Profissional da Engenharia, da Arquitetura, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e da Meteorologia e dá outras providências, destacamos:
Art. 1° Adotar o Código de Ética Profissional da Engenharia, da Arquitetura, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e da Meteorologia, anexo à presente Resolução, elaborado pelas Entidades de Classe
Nacionais, através do CDEN - Colégio de Entidades Nacionais, na forma prevista na alínea "n" do art. 27 da Lei nº 5.194, de 1966.
Art. 2° O Código de Ética Profissional, adotado através desta Resolução, para os efeitos dos arts. 27, alínea "n", 34, alínea "d", 45, 46, alínea "b", 71 e 72, da Lei nº 5.194, de 1966, obriga a todos os
profissionais da Engenharia, da Arquitetura, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e da Meteorologia, em todas as suas modalidades e níveis de formação.
CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DA ENGENHARIA, DA ARQUITETURA, DA AGRONOMIA, DA GEOLOGIA, DA GEOGRAFIA E DA METEOROLOGIA
4. DOS PRINCÍPIOS ÉTICOS.
Art. 8° A prática da profissão é fundada nos seguintes princípios éticos aos quais o profissional deve pautar sua conduta:
Da honradez da profissão:
III - A profissão é alto título de honra e sua prática exige conduta honesta, digna e cidadã; Do relacionamento profissional:
V - A profissão é praticada através do relacionamento honesto, justo e com espírito progressista dos profissionais para com os gestores, ordenadores, destinatários, beneficiários e colaboradores de seus serviços, com igualdade de tratamento entre os profissionais e com lealdade na competição;
5. DOS DEVERES.
Art. 9° No exercício da profissão são deveres do profissional: I - ante o ser humano e seus valores:
a) oferecer seu saber para o bem da humanidade; b) harmonizar os interesses pessoais aos coletivos; c) contribuir para a preservação da incolumidade pública; II - ante à profissão:
b) conservar e desenvolver a cultura da profissão;
c) preservar o bom conceito e o apreço social da profissão;
e) empenhar-se junto aos organismos profissionais no sentido da consolidação da cidadania e da solidariedade profissional e da coibição das transgressões éticas.
IV - nas relações com os demais profissionais:
a) Atuar com lealdade no mercado de trabalho, observando o princípio da igualdade de condições; b) Manter-se informado sobre as normas que regulamentam o exercício da profissão;
c) Preservar e defender os direitos profissionais; 6. DAS CONDUTAS VEDADAS.
Art. 10°. No exercício da profissão, são condutas vedadas ao profissional: I - ante ao ser humano e a seus valores:
c) Prestar de má-fé orientação, proposta, prescrição técnica ou qualquer ato profissional que possa resultar em dano às pessoas ou a seus bens patrimoniais;
II- ante à profissão:
c) Omitir ou ocultar fato de seu conhecimento que transgrida a ética profissional; III - nas relações com os clientes, empregadores e colaboradores:
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c) usar de artifícios ou expedientes enganosos para a obtenção de vantagens indevidas, ganhos marginais ou conquista de contratos;
Considerando as duas denúncias formuladas contra o interessado, uma em 17/07/2013 pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná e a outra em 23/12/2013 pela Universidade Federal do Paraná, pelo seu departamento PCU - Prefeitura da Cidade Universitária, através do engenheiro Marcos Eduardo Moser, contendo o mesmo teor quanto a falsificação de CA T's para participação nas licitações das denunciantes.
Considerando a constatação pela unidade CREA da inautenticidade dos referidos documentos e que o profissional sendo oficiado não se pronunciou a respeito.
Considerando a exposição do funcionário Gilberto Gonzaga, agente administrativo deste Conselho que aparece como assinante das CA T's, com o titulo de engenheiro e como coordenador de Reg. de Registro SP / Acervo, sendo mais um agravante de falsidade documental.
VOTO:
1) Propor a esta Câmara pelo encaminhamento deste processo a Comissão Permanente de Ética Profissional por vislumbrar infração ao código de ética profissional adotado pela Resolução 1002 de 26/11/02.
2) Dado a gravidade dos atos cometidos pelo interessado, faço as seguintes sugestões:
a) O cancelamento do registro de visto deste Conselho ao interessado por má conduta pública, baseado no artigo 75° da Lei Federal nº 5.194/66;
b) O encaminhamento deste processo ao Ministério Público do Paraná;
c) A comunicação ao CREA/PR pelas decisões tomadas e para que este tome as devidas providência relativas ao interessado;