O objetivo deste tema é apresentar como se comporta a demanda de energia nos setores da sociedade e de que maneira os Programas de Eficiência Energética podem contribuir para melhorar tanto a oferta quanto a demanda de energia.
A década de 80 foi marcada por um planejamento energético mundial voltado para o suprimento de energia. Para atender aos diversos interesses construíram-se empreendimentos ambientalmente indesejáveis. Um exemplo foi o Brasil, despendeu grandes investimentos em geração de energia, grandes hidrelétricas, permitindo que o país ficasse por alguns anos com sobras de energia, sendo o setor inteiramente estatal, este se viu obrigado a desenvolver políticas de incentivo consumistas, que cobrissem os investimentos passados, desenvolvendo assim uma consciência social do desperdício e a ilusão de fontes energéticas ilimitadas. (REIS et.al., 2005 p. 23)
Considerando a redução da demanda de energia na fonte (consumidores), ou seja, investimento em educação e eficiência energética, quanto tem custado isso para os ministérios (MMA, MCT, MME, MEC e EPE)? Visto que ações de sensibilização tem resultado positivo no controle da demanda e ganhos financeiros no orçamento familiar.
O Programa de Eficiência Energética - PEE foi instituído por meio da Lei n°. 9.991 de julho de 2000, que criou a obrigatoriedade das concessionárias, permissionárias e autorizadas do setor elétrico a investirem em pesquisa e desenvolvimento – P&D e Programas de Eficiência Energética - PEE. Sendo que 0,50% para P&D e 0,50% para os programas de eficiência energética de sua receita operacional liquida - ROL.
Posteriormente, foi editada a Lei nº 10.848, a qual alterou os percentuais estabelecidos pela Media Provisória - MP 144, ficando como mostra o quadro 3:
Segmento PEE (% da ROL) P&D ANEEL (%
da ROL) FNDCT (% da ROL) MME (% da ROL) Distribuição Até 31/12/2005 Após 31/12/2005 0,50 0,25 0,20 0.30 0,20 0,30 0,10 0,15 Geração - 0.40 0.40 0,20 Transmissão - 0.40 0,40 0,20
Quadro 3 - Aplicação de percentual do Programa de Eficiência Energética
Para tanto, é importante traçar um caminho histórico sobre a sociedade de consumo. O ato de consumir pressupõe e se relaciona diretamente com utilização de recursos naturais.
De acordo com Barbosa (2004) sociedade de consumo é mais uma forma ou rótulo utilizados por estudiosos para se referir à sociedade contemporânea.
Consumir para atender necessidades básicas ou supérfluas é uma atividade presente em toda e qualquer sociedade humana, portanto, o que vem significar consumo no rótulo de sociedade de consumo? Ele sinaliza algum tipo de consumo particular ou especifica algum tipo de sociedade?
Barbosa (2004) responde dizendo que são as duas coisas, tanto sinaliza um tipo de consumo, quanto especifica uma sociedade que carrega princípios classificatórios e valores, e se utiliza do pensamento de vários estudiosos para tentar explicar o que seria a sociedade de consumo. Segundo ela há um grupo que considera a sociedade de consumo aquela com um tipo específico de consumo. Para outro grupo, a sociedade de consumo abarca características sociológicas, como consumo de massas e para as massas, consumismo, descarte, moda, sentimento permanente de insaciabilidade.
Segundo Barbosa (2004) é difícil e complexa uma definição para sociedade de consumo, visto que a sociedade de consumo e de consumidores de cultura do consumo e de consumidores uma avança a outra.
Os estudiosos da sociedade de consumo buscam respostas para indagações do tipo: que razões levam as pessoas a consumirem determinados produtos em dadas circunstâncias? Ou, qual o significado e importância do consumo como um processo que media relações e práticas sociais, qual o impacto dessa necessidade na vida social?
Enfim, esses estudiosos buscam investigar como o consumo se liga a outras esferas da experiência humana e assim, que caminhos se abrem para uma melhor compreensão de múltiplos processos sociais e culturais.
Ainda considerando Barbosa (2004), desde o início do século XVII até os dias atuais foram associados ao consumo os seguintes temas: materialismo, exclusão, individualismo, hedonismo (o prazer como bem maior), lassidão moral (ausência de moralidade), falta de autenticidade, desagregação dos laços sociais e decadência. Esses temas permeiam as discussões sobre consumo dificultando conceituações e análises sociológicas com moralidade e crítica social. Entretanto, é fato que
“consumir e utilizar elementos da cultura como elemento de construção e afirmação de identidades, diferenciação e exclusão social são universais”. (BARBOSA, 2004, p. 12)
O surgimento da sociedade de consumo ainda continua em discussão entre o século XVI até o XVIII. A partir do século XVI, surge uma variedade de produtos que não podem ser considerados como de “necessidade”, como alfinetes, botões, brinquedos e outros. Mas outra mudança chama atenção dos estudiosos, o aumento da literalidade da população, a preocupação com o lazer, valorização do amor romântico, a construção de uma nova subjetividade, além de novas práticas de comercialização em busca de novos mercados.
Barbosa (2004) se detém em duas mudanças: “a passagem do consumo familiar para o consumo individual e a transformação do consumo de pátina para o consumo de moda” (BARBOSA, 2004, p. 19).
• A passagem do consumo familiar para o consumo individual significa que nas sociedades tradicionais a produção era destinada para o próprio grupo familiar para atender necessidades de reprodução física e social. A sociedade era composta por grupos de status, definidos pelas leis suntuárias, que definiam o que cada grupo poderia utilizar ou não. O status era, portanto, regulado e controlado. A sociedade moderna rompe o controle das leis suntuárias e se caracteriza pelo consumo individual: não existem mais regras ou restrições sobre o que se deseja consumir, a máxima da sociedade contemporânea é o direito de escolha.
• A transformação do consumo de pátina para o consumo de moda. A pátina é a marca do tempo deixada nos objetos o que significa que os mesmos pertencem e são usados pela mesma família há gerações. Isso para as sociedades tradicionais significava perpetuação de tradições, nobreza, status e legitimidade aos proprietários, por exemplo, retratos, pratarias, arcas de madeira nobres, que representavam a existência de longos ciclos.
A moda que caracteriza a sociedade moderna, no entanto, é efêmera: valoriza o novo o individual, suas referências não estão nos antepassados e sim no
contemporâneo. A moda estaria mais associada ao status do que democratização do consumo.
Lisboa (2007) em seu artigo “Energia: o debate torto” cita que a presença maior ou menor de alguns insumos moldam a política e o desenvolvimento econômico e social, portanto, a maneira como esses recursos são utilizados pelo governo e/ou sociedade definem o futuro da própria sociedade e o caráter político do governo. Concorda que as incertezas do setor energético e o seu suprimento dificultam o desenvolvimento econômico. Para conter as incertezas é preciso que a oferta de energia a médio e longo prazo sejam maiores ou iguais às demandas no mesmo período.
E ainda declara que o ponto principal da questão energética é pouco explorado, a qual se refere ao consumo de energia, em outras palavras, como a energia está sendo consumida, quem está se beneficiando, qual o seu nível de eficiência e que benefícios a política energética tem trazido à sociedade.
Na opinião de Lisboa (2007) uma política energética deve ser bem planejada de forma que integre outras políticas como a industrial, a social, a econômica, o que se presencia, com raras exceções, é uma abordagem voltada pelo lado da oferta de energia.
Esse é o discurso dos gigantes e especialistas na área, que monopolizam o discurso sempre pelo lado da oferta, o que leva ao empobrecimento dos debates pelo lado também da demanda. Esse tipo de abordagem dificulta a visão de forma mais integralizada do problema como realmente ele é. pois o assunto possui um caráter, holístico, interdisciplinar e integrado. Segundo Lisboa (2007) essa polêmica deveria ser norteada pela forma como a energia é utilizada e por sua demanda no futuro.
Reis et.al. (2005) abordam aspectos interessantes como a sustentabilidade e a aceitabilidade. Embora a visão que norteia ou que deveria nortear todas as atitudes do processo de tomada de decisão devessem ser a de sustentabilidade, cabe pensar sobre a aceitabilidade da mesma nos diversos seguimentos da sociedade, pois os empreendimentos em infra-estrutura (hidrovias, rodovias, hidrelétricas e outros) são de certa forma em sua maioria conflitantes, por isso incluir os componentes de “sustentabilidade e confiabilidade” já em sua fase de planejamento é fundamental. Uma vez que a aceitabilidade passa pelo aspecto da
educação, que implica mudança de atitudes, de comportamentos e modo de vida, exige-se maior regulação, restrições, mas também incentivos financeiros.
Retomando o caminho histórico da discussão sobre sociedade do consumo, de acordo com Barbosa (2004), no Brasil as pesquisas são influenciadas pela escola de Frankfurt (Adorno e Horkheimer) e também pela literatura de Herbert Marcuse e Baudrillard. Desta forma, consideram-se quatro versões distintas no Brasil sobre a sociedade de consumo e o significado do consumo:
1. o consumo aparece como destruindo as diferenças significativas ante as pessoas e sociedades;
2. consumo como oposto à sociabilidade[...] levam as pessoas a se preocuparem mais com os bens do que com os demais seres humanos; 3. privilegia uma suposta oposição entre consumo e autenticidade. [...] O aumento do consumo de massa é, pois visto como necessariamente oposto ao nosso envolvimento com a produção.
4. enfatiza a idéia de que o consumo “produz” tipos humanos específicos”. O consumo leva as pessoas a imitação, ao sentimento de competição, ao individualismo.(BARBOSA, 2004,p.59)
Barbosa (2004) ressaltar que “a velocidade com que os estilos se alteravam diminuía a vida útil dos produtos, principalmente vestuário e calçados” e com isso patrões faziam doações aos empregados, pois aquela moda já não mais condizia com suas posições atuais. Essa atitude, já naquele tempo, caracterizava a sociedade de hoje: sociedade do descarte. O telefone celular é um bom exemplo disso, troca-se de celular com a mesma velocidade com que se troca de roupa, ou talvez maior.
Complementa a afirmação de Vianna (2001) que os padrões mundiais de geração e consumo de energia tem trazido desequilíbrios tanto no âmbito socioeconômico quanto no âmbito ambiental, diante dos interesses diversos que são postos diante da questão energética.
Recentemente, despertou-se a consciência de que não é possível mais expandir a oferta de energia para satisfazer a demanda crescente, em razão do crescimento econômico e da elevação do padrão de vida. Por isso, a melhor maneira de proteger o meio ambiente é o uso racional e eficiente da energia convencional associado às fontes renováveis.
A produção de energia, a indústria, o transporte, as residências, comércios e o desmatamento, representam na sociedade moderna as principais fontes de agressão causadas pelo homem ao meio ambiente.
E isso talvez se explique pelas palavras de Barbosa (2004):
O desejo dos consumidores é experimentar na vida real os prazeres vivenciados na imaginação, e cada novo produto é percebido como oferecendo uma possibilidade de realizar essa ambição. [...] cada compra nos leva a uma nova desilusão, o que explica a nossa determinação de sempre achar novos produtos que sirvam como objetos de desejo a serem repostos. (BARBOSA, 2004, p.53)
Segundo Vianna (2001) o crescimento da oferta e da demanda de energia está relacionada ao crescimento da economia. Quando Lisboa (2007) ressalta que o ponto principal da questão energética não tem sido discutido em sua complexidade necessária, isso é perceptível tendo em vista a ausência de políticas que tratem da questão de resíduos sólidos, reciclagem e uma própria política nacional de eficiência energética, sendo este um dos anseios do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, conforme consta em cartilha do MAB.
A cartilha afirma que “construir barragem é uma escolha econômica e política, não apenas energéticas: portanto não é desenvolvimento sustentável”. (MORET, 2005 p.11). Afirma também que é possível desenvolvimento sem barragens, mas a sociedade precisa assumir o papel de consumidor consciente.
Conforme reportagem do Jornal Nacional do dia 17.01.2008, o consumo de energia elétrica no Brasil em 2007 cresceu quase 5,5% em relação a 2006, esse crescimento foi puxado pelos setores comercial e residencial. E segundo a EPE o Brasil precisou de mais energia por conta do aquecimento da atividade econômica.
Em outra reportagem também do Jornal Nacional do mesmo dia, são anunciadas que “medidas para evitar apagão podem encarecer a conta de luz” isso porque os reservatórios de água do Sudeste e do Centro-Oeste atingiram o nível mínimo de segurança.
Luiz Pinguelli Rosa, diretor do COPPE/UFRJ, na mesma reportagem, diz não haver riscos de apagão a curto prazo, entretanto o Governo precisaria tomar outras medidas como ter um “plano de eficiência energética, racionalização do consumo de energia. Racionalização não é obrigar as pessoas a fazerem coisas, por exemplo,
desligar suas luzes todas. Mas sim substituir equipamentos por outros mais eficientes que existam no mercado”.
O Governo anuncia que pretende substituir um milhão de refrigeradores ineficientes por outros mais eficientes até 2010 com o objetivo de reduzir o consumo de energia no país. (Correio Braziliense, 2007). O Brasil aderiu ao Protocolo de Montreal, acordo internacional que visa à eliminação da produção, consumo e controle do uso das Substâncias Destruidoras da Camada de Ozônio (SDO) e que também contribuem para a mudança do clima do planeta. Fazem parte destas substâncias os gases clorofluorcarbonos - CFC, substância ainda utilizada como fluidos de refrigeração em refrigerados antigos.
Outra boa notícia é a informação de que 2008 será o ano decisivo em busca de energias alternativas, e surge uma oportunidade única para o Brasil consolidar sua posição de liderança, apresentada por Fusco et.al. (2007), na revista EXAME.
Os investimentos alternativos ao petróleo e ao carvão chegaram, em 2007 a U$ 85 milhões de dólares, representando um crescimento de 20% em relação ao ano de 2006.
Os financiadores estão de olho no mercado de capitais. As empresas de energia solar estiveram em destaque na bolsa americana Nasdaq no ano de 2007. Entretanto, a perspectiva de um mercado pouco competitivo diminui a ânsia de investimento dos capitalistas de risco. Por outro lado a reportagem também informa que poderá haver um crescimento pela demanda de subsídios e regulamentação que ajudem a viabilizar as fontes alternativas de energia limpa.
Os investidores afirmam que é mais barato empurrar a economia e lançar dióxido de carbono na atmosfera do que investir em novas fontes limpas.
As experiências brasileiras bem sucedidas colocam o país em uma posição de destaque. Um exemplo é o etanol, um combustível extremamente competitivo.
Fusco et.al. (2007) declara que do produto da cana-de-açúcar pode surgir novidades. Os produtores além de abastecer os carros com etanol, a planta será cada vez mais utilizada na geração de eletricidade. Atualmente só é aproveitado 1/3 do bagaço e da palha da cana para gerar energia. Os 2/3 desperdiçados têm enorme valor, que, segundo a reportagem, será demonstrado em 2008.
Segundo a “União da Indústria de Cana-de-açúcar - ÚNICA, o potencial elétrico da biomassa da cana já é equivalente à produção esperada da hidrelétrica do rio Madeira e, em cinco anos, será igual à da usina de Itaipu”. (FUSCO et.al.
2007, p.37). A reportagem deixa claro que a falta de visão estratégica impede que o Brasil se consolide como referência mundial em energias do futuro.
A grande demanda por energia elétrica tem origem justamente pela ausência do seu uso racional e pelas perdas que ocorrem durante o processo de transmissão, da geração nas usinas até o consumidor final, em torno de 15%. A construção de redes de distribuição e transmissão exige investimentos altos, mas que, segundo Fusco et.al. (2007) serão menores do que os das usinas da Amazônia. Se houvesse uma redução de 10% neste processo isso representaria um ganho enorme. E o mais importante é a constatação de Bermann, da USP, que declara que “seria a mesma coisa a construir outra usina do porte do rio Madeira em um intervalo de tempo muito mais curto e com muito menos recursos”. (FUSCO et.al. 2007 p.37)
As energias alternativas exigem um longo processo de desenvolvimento tecnológico, ganhos de escala e maturação. E as tecnologias de painéis solares e energia eólica, ainda apresentam custo alto de produção. O Brasil tem um grande potencial para ambas, mas ainda são pouco exploradas. Por outro lado domina muito bem e tem um grande potencial para a energia hidráulica.
Célio Bermann, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia diz na mesma reportagem que o PROINFA, programa do governo federal, apresenta resultados ainda tímidos. Até o final de 2006 o programa não chegou a 23% das metas estabelecidas.
De acordo com a reportagem, há inúmeros projetos de energia eólica, entretanto a instabilidade das regras impede que os mesmos sejam levados adiante, Sergio Marques, presidente da Bioenergy, empresa responsável pela operação de turbinas de vento na Região Nordeste, afirma que o investimento em geração eólica apresenta razões estratégicas, visto que quando o nível dos rios está mais baixo é quando os ventos sopram mais forte, enquanto a época de ventos mais fracos é a de maior vazão nos rios. (FUSCO et.al. 2007). A constatação desse fato demonstra o que poderia ser feito em termos de economia e eficiência.
Segundo Reis et.al. (2005) as barreiras ao avanço da conservação de energia passa pelos seguintes aspectos - falta de apoio por parte de diversos atores: governo, distribuidoras ou de empresas especializadas na questão da conservação de energia, bem como indiferença diante dos recursos naturais. Essas são as grandes barreiras a serem transportas, uma vez que, o consumidor se mostra motivado a dar sua parcela de contribuição ao planeta e não encontra apoio.
Para transpor essas e as demais barreiras é necessária uma política de eficiência energética, um planejamento estratégico que anseie a sustentabilidade, que tenha um olhar amplo sobre os problemas locais e globais. E ainda que a energia seja universalizada, de forma que todos tenham acesso a este bem público.
Complementa Marcos Jank: “Se o Governo está mesmo preocupado com a crise energética, deve criar incentivos fiscais para o desenvolvimento de energias alternativas”. (depoimento de Marcos Jank, presidente da Única – Revista Exame, 2007, p. 37)
Para Reis et.al. (2005) cabe às ciências econômicas definir novos conceitos sobre eficiência. São características de um novo paradigma, desenvolver estratégias e políticas energéticas para o desenvolvimento sustentável. Muito embora, afirma ele, devido aos altos custos da implantação de fontes alternativas e devido ao grande potencial hídrico do Brasil, as hidrelétricas ainda serão a grande alternativa. Segundo Reis et.al. (2005), na década de 90, 15% da dívida externa do Brasil era oriunda da construção de hidrelétricas.
Portanto, a questão energética pede reflexão sobre para onde vai e por quem essa energia e seus benefícios estão sendo apropriados. E assim o debate pelo lado da oferta se “requalifica e as questões acerca das vantagens e desvantagens inerentes de cada fonte de energia poderão ser livremente expostas“. (LISBOA, 2007, p. 10)
Como muito bem adverte Lisboa (2007), enquanto a política industrial for aquela que privilegia as indústrias energo-intensivas1 e a exportação de metais
básicos com pouca agregação de valor e de emprego ao país, nossa fome de energia será insaciável. É preciso haver uma política tarifária perene que penalize o desperdício. As melhores escolhas energéticas serão, sem dúvida, aquelas que trouxerem resultados positivos para a sociedade, sempre observando a disponibilidade, custo, impactos ambientais, sociais e necessidades.
2.4 A Importância dos movimentos sociais na garantia dos direitos da