A experiência do outro, a (Einfühling) empatia246, é uma experiência empírica,
mas para compreendê-la no seu significado profundo, é necessário colocar “entre parênteses” a atitude natural, operar uma ”redução” de tudo aquilo que dificulta para compreender o que nós, seres humanos, vivenciamos em nossa interioridade. A empatia é um instrumento natural, imediato, tipicamente humano, por meio do qual é possível aferir e compreender os outros seres humanos, suas vivências, seus estados de ânimo e seus sentimentos. Não é uma prática que se aprende ou se aplica quando necessitamos, mas é inerente ao ser humano, é quanto nos consente partilhar, com os
outros, alegrias e dores de forma imediata247. A empatia nos permite observar o agir do
outro na experiência cotidiana, contemplando-a como um todo e, ao mesmo tempo, compreender o mundo, ter sensibilidade com as coisas, para conhecê-las e utilizá-las. É um “escavar” na nossa estrutura para compreender o lugar e a origem das emoções,
245
NICOLETTI, Michele. Introduzione, p. 25-27. In: STEIN, Edith. L’ empatia di Edith Stein. Milano: Il Prisma,1992b.
246
Na língua italiana, o termo Einfühling foi traduzido por Enrico Filippini na obra “Idee per uma fenomenologia pura e una filosofia fenomenolologica”, como “entropatia”, mas sucessivamente prevalece o uso do termo “empatia”. Visto que a palavra tornou-se um termo de moda e é usado com diferentes acepções, que desvia de seu significado originário, Angela Ales Bello, em seu livro L’universo nella coscienza, prefere introduzir de novo o termo “entropatia”, retornando assim, às raízes históricas da questão, que se encontram nas primeiras décadas do século vinte, em particular, no ambiente alemão. Tema esse também proposto por Edmund Husserl e desenvolvido por Edith Stein em seu primeiro trabalho científico e nas suas obras sucessivas. (ALES BELLO, 2003b). Para Ardigó, “La teoria husserliana-steiniana dell’empatia è invece al polo opposto della autoreferenzialità. L’atto di esperire empatico delle esperienze vissute altrui è visto dall’Autrice como via necessaria pure alla correzione delle illusioni che possono prodursi anche all’interno degli atti di empatia per la sola percezione interna”. (ARDIGÒ, Achille, Presentazione. In: STEIN, 1992b, p. 15).
das tomadas de posição, das decisões voluntárias, das reflexões intelectuais e do
conhecimento intuitivo248.
Já para Edmund Husserl, a empatia se colocava como uma possível solução diante do solipsismo com o qual o sujeito era condenado diante de suas experiências, e representava uma modalidade peculiar de abordagem do outro, uma vivência específica com a qual o sujeito se reapropriava do mundo depois da epoché, numa dimensão intersubjetiva. Identificava, dentre os múltiplos atos humanos, um ato intuitivo e
imediato, definido como ato empático. Do mesmo modo, para Edith Stein249, o ato
empático denota “uma específica modalidade e qualidade de pensamento reflexivo, calado na nossa experiência vivida e orientada para outros de nós; em particular pessoas humanas, bem como animais e plantas, e também para nosso corpo”. Compreende os atos empáticos como atos que cada um de nós realiza continuamente, com a possibilidade de ilusão, de correção, de costume, mediante os quais é possível compreender - pela percepção externa corpórea - a interioridade dos outros, suas sensações, seus sentimentos, suas motivações, e isso na ausência de sinais e
símbolos reconhecidos pela cultura comum250.
248
ALES BELLO, Angela. Edith Stein O dell’armonia. Esistenza, Pensiero, Fede. Roma: Edizioni Studium-Roma, 2009, p. 79-80.
249
É importante observar que Edith Stein atribui a Edmund Husserl o mérito de conduzi-la a utilizar o conceito de empatia para a compreensão dos sujeitos a nós estranhos. Ela se serve de quanto Edmund Husserl afirmava acerca dos elementos constitutivos da pessoa: “Körper” (corpo material), “Leib” (corpo animado), “Seele” (alma), “Geist” (espírito). Recorre a esse instrumento porque graças ao subsídio da empatia é possível ultrapassar as barreiras da nossa individualidade das quais somos prisioneiros, (esse é o papel importante que a empatia joga no âmbito do conhecimento). Com a empatia, é possível compreender a consciência do outro e apreender o fenômeno “da experiência vivida” na sua essência. Por isso, o ato empático no seu aspecto fundamental de experiência intersubjetiva “se transforma em condição de possibilidade de um conhecimento do mundo exterior existente”. De sua parte apela a este instrumento porque, na vivência empática, a pessoa se abre aos outros para estabelecer amizades, compor uma família, construir uma comunidade popular, social, estadual e mundial. (Cf. STEIN, 1992b, Capitulo 4)
250 “Concerne una specifica modalità e qualità di pensiero riflesso, calato nel nostro esperire vivente rivolto verso altri da noi, specie persone umane, ma anche animali e piante, ma anche verso il nostro corpo. [...] L’empatia deve aver il senso da noi strettamente definito di esperienza della coscienza altrui, soltanto l’esperienza vissuta non-originaria che ne manifesta una originaria é empatia non quella originaria né quella ‘assunta’. [...] nella percezione interna ci è data la ‘totalità del nostro io’, come nell’atto della percezione esterna ci è dato l’interno della natura e non le singole qualità sensibili. Questa totalità non portrebbe essere designata in modo più chiaro che non como appercezione di un trascendente, anche se si sottolinea in essa la differenza tra l’unità del molteplice nella percezione interna e quella nella percezione externa (tra la ‘separatezza’ (Auseinander)e l’ ‘intreccio’ (Ineinander). (STEIN, 1992b, p. 11; 67; 90).
Os atos de empatia que nós realizamos não são necessária e propriamente parte da mediação cultural que atinge o patrimônio comum. Todavia, ajudam-nos a entender as diferentes expressões culturais, assim como as “lógicas” de outras culturas. Devemos regressar às operações constitutivas que estão na base de todas as expressões, iniciando pelo pessoa humana produtora dessas expressões. Os atos empáticos são a essência de nossa capacidade de estabelecer comunicações intersubjetivas até o ponto de nos colocar na situação do outro, do estranho, do desconhecido e/ou até mesmo estrangeiro e, são ao mesmo tempo, as condições
genéticas de cada comunicação e, por conseguinte, de cada início de sociedade251.
A empatia é a “experiência de sujeitos outros de nós (fremd) e de suas vivências
(Erleben)252. É um ato originário, uma experiência vivida em forma de “cogito”, no
sentido de estar-voltado-para. O ato de intuir da empatia é um ato de aferir, mas não originário oferente. “A lembrança de uma alegria é originária enquanto ato de presentificação, mas seu conteúdo - a alegria - não é originária. [...] A não originalidade presente remete à originalidade do momento presente que, por sua vez, aquilo que é
lembrado possui o caráter do ser”253. Trata-se, portanto, “de uma espécie de atos de
experiência sui generis: a empatia [...] é, sobretudo experiência de uma consciência outra de nós (fremd) independente do tipo de sujeito que faz essa experiência e do tipo
de sujeito cuja consciência é experienciada”254.
A experiência que vivenciamos do outro não possui em si algo de indefinido, mas indica um percurso racional no campo do sentir; é um “dar-se conta” do que seja essa experiência; é um direcionar-se para o mundo da intersubjetividade. “Eu estou lá onde
251
’’Ho individuato questo problema di fondo nel problema dell’empatia in quanto esperienza di soggetti altri da noi (fremd) e del loro vissuto (Erleben)“. (Tradução nossa) . (STEIN, 1992b, p. 76-78).
252
STEIN, 1992b, p. 51.
253
“Vi è dunque una completa analogia tra gli atti di empatia e gli atti in cui il vissuto di sè non si dà in modo originario. Il ricordo di una gioia è originario in quanto atto di presentificazione che si compie in questo momento, ma il suo contenuto - la gioia – non è originario; il ricordo possiede interamente il carattere della gioia tanto che potrei studiare tale carattere in esso, ma qui la gioia non è originaria presente in carne e ossa [...]. La non-originarietà presente rimanda alla originarietà di allora, e l’ ’allora’ ha il carattere di ’adesso’ precedente; il ricordo ha il carattere di una posizione, e ciò che è ricordato hà il carattere dell’essere“. (Tradução nossa). (STEIN, 1992b, p. 59).
254
’’Nell’empatia abbiamo dunque un tipo di esperienza sui generis (eine Art erfahrender Akte). [...] l’ empatia, [...] é soprattutto esperienza di una coscienza altra da noi (fremd) independentemente dal tipo di soggetto che compie questa esperienza e dal tipo di soggeto la cui coscienza é sperimentata“. (Tradução nossa). (STEIN, 1992b, p. 64).
está meu corpo, mas, o eu não é uma célula cerebral; possui um sentido espiritual que
é acessível somente às nossas vivências”255.
Para descrever mais detalhadamente a vivência da empatia é necessário um confronto com a vivência do outro. É evidente que a empatia pressupõe uma percepção, mas não se exaure nesta. Esta pode ser comparada com a lembrança e, ao mesmo tempo, diferencia-se dela. O ato de lembrar é um ato de presentificação: torno presente a mim mesmo aquilo que percebi em “carne e osso”, agora não mais de forma perceptível. A modalidade de presença é imanente à essência do ato de lembrar; não deriva da presença do objeto, mas do seu dar-se originário. Nesse caso, é uma modalidade de presença peculiar, trata-se da possibilidade de tornar presente não o objeto da percepção, mas a lembrança do que foi percebido. No entanto, a lembrança é um ato interior que faz com que o eu volte para dentro de si mesmo, que tem em comum com a empatia a estrutura interna da presentificação. De fato, quando me coloco em contato com o alter ego, ou seja, com outra subjetividade, percebo, intuo, apreendo, por isso empatizo aquilo que está vivendo, isto é, sua experiência.
No ato de empatizar, dou-me conta da vivência do outro, por exemplo, uma emoção, um sentimento ou uma percepção, mas não daquilo que ele está vivendo em primeira pessoa, como um fato originário para ele ou para ela, porém não originário para mim. O que é originário para mim é somente o fato de que empatizo sua situação, mas não vivo o conteúdo da sua vivência, que é incomunicável.
Para compreender a experiência empática do ponto de vista fenomenológico, é oportuno proceder por meio de uma dupla redução: ao meu “eu” que sente aquilo que o outro está vivendo, e ao meu “sentir” aquilo que o outro está sentindo. Edith Stein nos ajuda a compreender o sentido da experiência empática por meio de um exemplo da vida cotidiana.
[...] ao ver ou encontrar alguém, às vezes, eu compreendo os sentimentos que está experimentando, isto é, se está sentido alegria ou dor. Certamente, não estou sentindo a sua mesma alegria ou dor, mas tenho uma experiência vivencial, um Erlebnis tanto da alegria quando da dor; estou ciente de não viver tais sentimentos em primeira pessoa, por isso, para mim eles não são originários, mas para mim, é originário o fato de sentir que tal pessoa está vivendo-os 256.
255
STEIN, 2000, p. 129-130.
Nesse caso, o conteúdo do meu sentir não me pertence, em vez disso, o que me pertence é a lembrança do evento que me transcende. A alegria do outro pode ser acolhida por mim como uma alegria, mas sua modalidade, sua intensidade, sua qualidade não me são totalmente transparentes; nunca poderei viver a alegria do outro em primeira pessoa, apesar de me alegrar pelo mesmo motivo com que o outro se alegra.
Constatam-se aqui as possibilidades e os limites da comunicação. Possibilidades porque eu “vivo” o que o outro está vivendo, “percebo” que é um ser humano que se assemelha a mim, posso fazer uma analogia comigo mesmo de modo espontâneo e não reflexivo e, somente num segundo momento, posso tornar isso um fato intelectual e reflexivo, ou seja, um raciocínio analógico sobre o qual se fundamentam as argumentações filosóficas. Por outro lado, são limites porque “perceber” o outro e “compreender” o que está vivendo estabelecem relação analógica e, portanto, não implicam um processo de identificação. Esse era o conteúdo da polêmica de Edmund
Husserl e de Edith Stein em relação a Theodor Lipps257. Por mais que a compreensão
do outro possa se realizar em profundidade, sua transcendência em relação a mim é constitutiva, jamais me identificarei com o outro, pois a sua e minha individualidades permanecem separadas e diferentes, apesar de serem similares e comunicantes. A experiência do outro é fundamental para a compreensão de mim mesmo. Sem a possibilidade de confronto e de relação com o outro é impossível olhar para a profundidade de nós mesmos.
A empatia, dentre todas as vivências é aquela que possui maiores potencialidades para uma frutuosa descrição antropológica. O primeiro nível de percepção do outro é aquele perceptivo que parte da própria corporeidade para chegar na corporeidade do outro. Em primeiro lugar, eu me dou a mim mesmo como corpo, isso significa que me descubro como “ponto zero”, do qual se abre a possibilidade de representações externas de outros corpos, “pontos zero” de orientação e de movimento. A vivência perceptiva permite uma relação com o mundo externo, mas a percepção sozinha não é capaz de distinguir as diferentes qualidades dos corpos,
257
corpos inanimados e animados. É nesse ponto que a empatia tem um papel fundamental, ao permitir apreender o outro como corpo animado vivente e possuidor de uma vida, denominada psíquica, vida caracterizada por suas tomadas de posições espontâneas, por emoções, por seus instintos e sentimentos. A percepção de mim mesmo e desses meus atos coloca-me em correlação com os dos outros que começam a se delinear como alter ego.
A compreensão dos outros e de mim mesmo não é natural nem imediata. Há no ser humano certas resistências para se mostrar aos outros e a si mesmo. O ato empático se revela, assim, como um instrumento importantíssimo para o reconhecimento da alteridade, e também para acessar sua interioridade, mas com a consciência de que cada singularidade humana não pode ser violada. Podemos perceber que o outro está vivendo uma profunda dor, mas nunca viver “sua” dor. Dessa forma, é impossível uma verdadeira identificação, não obstante a disponibilidade e a abertura para com o outro. Por isso, a empatia é condição de possibilidade de experiência intersubjetiva, e também condição para a constituição da minha individualidade. Por meio da empatia, é possível chegar a um conhecimento mais profundo e verdadeiro de nós mesmos e, cada um de nós se considera verdadeiramente como indivíduo (no sentido de ser um “eu” entre muitos) somente quando aprende a se considerar por meio da analogia de um outro eu. Na experiência intersubjetiva, fundada na empatia, há espaço para o encontro, para a comunicação, para a partilha com um ou mais sujeitos.
Não é possível falar do ser humano individual sem fazer referência à vivência comunitária. O ser humano nasce antes como ser comunitário, e depois, reconhece-se como ser individual, como pessoa. Para Edith Stein, a comunidade é fundamental para o ser humano, pois lá podemos nos tornar homens e mulheres no sentido autêntico do termo; sem o outro não teríamos a possibilidade de nos reconhecer, de crescer, de nos compreender, de nos tornar aquilo que somos. O outro é indispensável pela constituição do mundo sensível, assim como do mundo do espírito comunitário, sem, contudo, fazer com que o indivíduo perca sua individualidade. É possível, segundo a autora, uma comunidade de vida com outros sujeitos ao mesmo tempo em que é
possível falar de um fluxo de vivências comunitárias258. Há uma relação fundamental entre o indivíduo e a comunidade, entre o indivíduo e a sociedade. A força vital de uma comunidade não é independente da dos seus indivíduos. A vida vivida com os outros induz a metas comuns e o fluxo de vida espiritual contagia o outro.
Edith Stein se coloca como exemplo de superação de uma divisão entre a cultura apresentada pelas ciências exatas e aquela apresentada pelas ciências humanas, adquirindo um estilo de pensamento que leva a dialogar com outras tradições e culturas. O projeto personalista-cristão sugerido por ela nos motiva à superação dos dualismos e antinomias. Seu estilo empático se oferece como uma rede interpretativa e relacional que nos liberta da contraposição inerente à lógica do domínio sobre a natureza e do domínio do outro, de outro ser humano, impedindo de conhecer-se pelo olhar do outro.
Edith Stein se concentra ao redor do sujeito da empatia e de suas vivências, como visto nos parágrafos anteriores. Descreve estruturalmente o que é o ser humano e busca, consequentemente, captar o profundo significado da alteridade na intersubjetividade. Ela aborda a questão da diferença de gênero (feminino e masculino) não como um dado biológico ou sociológico, mas como um elemento estrutural do ser humano. O tema da diferença - escreve Angela Ales Bello - encontra nela uma das primeiras estudiosas do século vinte.
Certamente foram as provocações do feminismo que conduziram a uma investigação teórica. [...] O movimento feminista, que nasceu na cultura ocidental, motivado por uma radicalização da mensagem cristã, muitas vezes esquecendo suas origens religiosas, deteve-se, sobretudo, na constatação de uma exclusão ou subordinação da mulher do ponto de vista da convivência civil e pediu o resgate no plano do reconhecimento de sua presença e de sua inserção na dimensão pública. O valor de tudo isso deve ser admitido, mas constantemente os endurecimentos e exageros foram determinados por uma elaboração teórica deficiente; só aos poucos, em 1900, delineou-se uma reflexão filosófica sobre esse argumento 259.
Edith Stein partindo da corporeidade identifica a presença das esferas psíquica e espiritual e a possibilidade de comunicação intersubjetiva relativa a essas esferas. Tal
258
Cf. STEIN, 1996b, p. 162-216; p. 217-309.
259
ALES BELLO, Angela. Família e intersubjetividade. In: CARVALHO, Ana M. A.; CAMPOS MOREIRA, Lúcia Vaz de. Família, subjetividade, vínculos. São Paulo: Paulinas, 2007, p. 89-90.
possibilidade é ligada ao fato de que pessoa humana se apresenta caracterizada por três níveis de vida: o primeiro é aquele da corporeidade, da anatomia e das funções orgânicas e vegetativas; o segundo nível é aquele relativo à vida psíquica, ao conjunto das emoções, dos estados afetivos, dos impulsos, por meio dos quais acontece o primeiro contato com os outros; e o terceiro é aquele da espiritualidade, no qual se manifesta o conhecimento intelectual e se desenvolve a capacidade de tomada de decisões.
Com base nesses resultados, analisa a convivência entre os seres humanos, como se constitui de fato e como deve ser no sentido ético. A relação entre os indivíduos se concretiza nos atos sociais, desde a mais simples palavra até o ato de amor, de confiança e de reconhecimento. A relação entre os diferentes membros da comunidade é ligada pelo vínculo da solidariedade, que pode ser exemplificada não somente pelas famílias, pela comunidade, mas também pelos povos. A solidariedade nasce, assim, de um profundo substrato ético que remete a uma análise antropológica que considera, na pessoa humana e na comunidade de pessoas o alicerce e a finalidade de qualquer associação. A autora aplica suas análises “no campo de um
novo setor de investigação, que se pode definir como sendo da antropologia dual”260.