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A Geometria Sagrada e a Flor da Vida do "Segundo" Templo

No documento Flor Da Vida Vol 1 (páginas 54-58)

Este é o segundo templo dos três (Ilustração 2-5) , que é mais baixo do que os outros dois. Estava embaixo da terra antes que o escavassem. (A rampa, vista na borda à direita, foi construída para permitir o acesso a partir do nível do piso.) Fotografei esta imagem a partir do terceiro templo, olhando para o templo de Seti I, cuja parede de trás pode ser vista ao fundo. O segundo templo é onde foram encontrados Os de­ senhos da Flor da Vida da fotografia de Katrina.

Só é permitido entrar em um lugar no segundo templo, que por acaso foi o lugar perfeito. Atualmente, o segundo templo está quase todo cheio de água porque o

Nilo

subiu, porém, quando ele foi originalmente encontrado, estava aberto e seco, J

Eis aqui duas vistas internas (Ilustração 2-6) da parte central do templo antes de ter sido coberta pela água. Existem três áreas distintas: 1) os degraus que partem de baixo para o centro do templo, onde se encontra uma pedra parecida com um altar; 2) a pedra semelhante a um altar propriamente dita; e 3) os degraus que levam àt volta para baixo do outro lado do altar, o que não pode ser visto aqui. Vocês

verão

esses três níveis representados nas três fases da religião de Osíris. Também podem ver os dois conjuntos de degraus na planta do “segundo” templo de Osíris na página seguinte (Ilustração 2-7).

Lucie Lamy mostra aqui como devia ser a planta original do templo. Os dois pen' tágonos rebatidos mostram a geometria sagrada que estava oculta na planta. Agora, preciso lhes apresentar alguns conhecimentos sobre essa geometria.

A forma mostrada em A (Ilustração 2-8) é um icosaedro. A superfície de Bj icosaedro é composta de triângulos equiláteros dispostos em formas pentagonais de

Hustração 2-7. Planta do se­ gundo templo de Osíris (de

Sacred Geometry — Phibso- phy and Pfâctice, de Robert

Uwfor).

cinco lados, mostrados em B, as quais são chamadas capas icosaé- dricas na geometria sagrada. Aqui os triângulos são equiláteros. Se tirarmos as capas icosaédricas do icosaedro e as encaixarmos sobre cada superfície de um dodecae- dro (doze pentágonos unidos con­ forme mostrado em C), a forma resultante acaba sendo o dodeca- edro estelado D, das proporções específicas da rede de consciên­ cia crística ao redor da Terra. Sem essa rede nào haveria uma nova consciência surgindo sobre o pla­ neta. Vocês entenderão antes do fim desta obra.

Duas dessas capas icosaédri­ cas unidas são como um par de conchas, conforme indicado em

E.

Essas capas são a chave, uma vez que demonstram a geometria usa­ da na rede de consciência crística. E é isso, acho eu, que elas repre­ sentam na geometria e na planta | desse templo antigo. Considero muito adequado que tenham usa­ do pentágonos rebatidos na planta de um templo dedicado

a Osíris e à ressurreição. A ressurreição e a ascen­ são levam à consciência crística.

Ilustração 2-6. Degraus no interior do segundo templo, antes de ficarem parcialmente encobertos pela água. (Do livro Sacred Geometry— Philosophy and Practíce, de Robert Lawlor.)

icosaedro dodecaedifl

ilustração 2-8. Formas. D é a rede de consciência crfstica.

m m

d o e fecàed ro estelado

Ilustração 2,-9. Vista através do se-* gundo templo/A seta mosfrá onde. Katrina fo to g rá fe tín i

Ilustração Vida que s trina (llusti

Ilu stração2 Semente.da Vida à esquerd a. Essa é a mesma parede

de pedra mostrada acima,

mas um

pouco mais à esquerda^, ^

A Ilustração 2-9 está na parte de baixo do segundo templo. A seta indica o lugar onde Katrina inadvertida­ mente fotografou a Flor da Vida. Eis a mesma fotografia feita com a minha câmara (Ilustração 2-10). A minha fotografia saiu melhor do que a dela, e vocês podem ver na sombra que existe outro desenho da Flor da Vida sobre a mesma pedra, lado a lado. À esquerda desses dois de­ senhos da Flor da Vida, na mesma pedra, veem-se outras imagens relacionadas. As pedras que foram usadas na construção desse templo, incluindo a que aparece nestas fotografias, são enormes. Eu diria que pesam no míni-

llustração 2-12. Semente da Vida no

meio da Flor da Vida.

Ilustração 2-13. Flores da Vida, com outros componentes no alto.

Ilustração 2-14. Signo copta.

mo 70 a 100 toneladas. Isso faz perguntar como aqueles bárba­ ros peludos conseguiam mover pedras de centenas de tonela­ das de um lugar para outro.

Existem muitos padrões parecidos nas paredes. O da esquerda nesta fotografia (Ilustração 2-11) é chamado de Semente da Vida, o qual sai |

diretamente do desenho da Flor da Vida, conforme é mostrado na Ilustração 2-12. B Havia água embaixo dessa parede, portanto não consegui chegar até lá. Mas fiquei imaginando o que poderia haver do outro lado da pedra, então me inclinei em torno dela, coloquei a câmara no automático e bati a fotografia para ver o que sairia. Isso foi o que consegui (Ilustração 2-13). Mal se pode ver algo com clareza nesta fotografia, mas ela mostra muitos dos componentes que são aspectos do que vamos estudar aqui.

Dava uma sensação incrível olhar para esses desenhos, porque eles eram muito familiares para mim, e eu sabia o que significavam. E ali estavam eles, dispostos sobre

uma parede egípcia de milhares de anos de idade. Os desenhos eram antigos, assim eu sabia exatamente o que eles representavam.

copta.

Entalhes dos Coptas

Esta segunda série de fotografias mostra uma paredé <$ segundo templo fotografada de longa distância com um* lente de 80 milímetros. Sobre essa parede há um desenho ' que mal se pode ver nesta fotografia (Ilustração JÍ14) embora pudéssemos vê-lo claramente quando estivemos n Ele se parece com o que é mostrado na Ilustração 2-15.

É um símbolo do cristianismo, mas teve origem entre um grupo de egípcios chamados coptas, que viveram ife | época em que o império egípcio estava em decadêncíl .*• Posteriormente, eles se tomaram os primeiros cristãos de verdade, se incluirmos dois outros grupos egípcios a quem estavam ligados I— lp| essênios e os druidas. Talvez vocês pensem que esses dois outros grupos não tinham raízes egípcias, mas acredi­ tamos que tiveram.

Este é um símbolo copta, e quando o vi, entendi que provavelmente foram os cop­ tas que fizeram esses desenhos relativos à Flor da Vida, não os construtores originais. Os coptas vieram muito depois, mas provavelmente sabiam que esse era um lugar dedicado à ressurreição e usaram-no para o mesmo propósito. A construção deveria ter vários milhares de anos de idade quando eles fizeram esses desenhos. Neste caso, os desenhos não devem ser anteriores a 500 a.C., que é quando os coptas surgiram.

Este é o verdadeiro símbolo copta, uma cruz e o círculo (Ilustração 2-16), às vezes encontrado dentro de um triângulo.

Este é outro, no qual vemos a cruz e o círculo, embora esteja muito desgastado (Ilustração 2-17). No alto, vocês podem ver os seis laços centrais da Flor da Vida. Nos desenhos egípcios, sempre que vemos uma esfera sobre uma cabeça, significa que o foco é o que está dentro da esfera. É no que eles estão pensando ou qual era 0 propósito naquele momento.

A Ilustração 2-18 é outra maneira como esse símbolo é usado às vezes — quatro arcos entrecruzados com um circulo exterior ao seu redor.

Considero esta fotografia muito interessante (Ilustração 2-19). Vejam o peixe respi­ rando ar. Isso foi feito antes de Cristo. É copta. Apresenta treze pequenos entalhes, ou escamas, se quiserem chamar assim, e está respirando ar. Vimos um peixe respirando ar antes, entre os dogons e no Peru. Agora, eis que ele está no Egito — e também , visto em outros lugares ao redor do mundo.

No documento Flor Da Vida Vol 1 (páginas 54-58)