De acordo com o que exigimos na primeira parte desta dissertação, chegamos ao momento de apresentar uma proposta de atualização escrita da História do Brasil, acompanhada de comentários de diversos aspectos presentes no interior da obra.
Esta segunda etapa nos coloca diante de um questionamento óbvio, mas bastante significativo para o escopo deste trabalho, que se refere ao proveito de realizar mais uma atualização da História do Brasil, tendo em mente que já foram feitas pelo menos quatro revisões de grande envergadura desde o ano de 1889 por pessoas de grande prestígio nos meios intelectual e acadêmico brasileiros. Estas revisões referem-se às edições de 1889, 1918, 1965 e 2008.
A esta interrogação, contudo, afirmamos a relevância de realizar mais uma proposta de atualização textual acompanhada de uma reflexão crítica. Esta pertinência dá-se em razão de que todas as edições que citamos anteriormente possuem um caráter prioritariamente histórico, ou seja, são esforços de apresentar a obra de Frei Vicente como um manual de História, em que se pode ter acesso não só a uma historiografia, mas também que faz emergir epistemologias da mentalidade da época colonial.
Esta nossa nova tentativa de atualização dá-se em razão de apresentar a História do
Brasil, ou apresentar na História do Brasil, possibilidades de textualidades literárias, mesmo
que indiretas ou no sentido embrionário no que tange a fornecer bases para o engendramento posterior de uma literatura genuinamente nacional e independente. Em suma, este novo esforço de trazer os escritos de Frei Vicente do Salvador representa a sua relevância em razão de ser uma tentativa de demonstrar na composição de Frei Vicente dimensões que fazem emergir, em diversos momentos de sua obra, alternativas de considerá-las mais próximas da textualidade literária.
Respondida esta primeira questão, ainda outra emerge, de grande importância. Seria de maior importância e proveito para chegamos aos objetivos propostos nesta dissertação, realizar uma atualização dos cinco livros estruturais da História do Brasil ou apenas alguns deles já bastariam? Optamos pela segunda alternativa, por se encaixar ao que queremos alcançar neste trabalho, em razão de se tratar de uma pesquisa de mestrado. Assim, mais do que tentar esgotar o assunto, levamos em consideração a comprovação da hipótese a que nos propusemos no início desta pesquisa, que já foi colocado de forma exaustiva anteriormente.
Portanto, nesta etapa da pesquisa, optamos por não trabalhar a atualização dos cinco livros da História do Brasil, pois que este esforço resultaria num texto fatigante e longo, deixando tal tarefa para um trabalho posterior. Aqui nos empenhamos em tratar apenas dos dois primeiros livros, escolhendo-os em razão de serem mais ricos de textualidades de teor literário, funcionando como uma espécie de amostragem da pesquisa, deixando um esforço mais árduo para o futuro, para uma outra proposta, esta sim mais extensa e completa. Por ora, cremos que o trabalho aqui realizado já dá conta de apresentar, fundamentar e alcançar os objetivos propostos para esta etapa de estudos.
É importante salientar, ainda, que as quatro edições de 1989, 1918, 1965 e 2008, que foram revisadas e acrescidas de informações e fundamentadas por pesquisas, orientaram-nos neste trabalho de atualização linguística e apontamentos críticos em notas de rodapé. Tanto para dirimir dúvidas quanto para elucidar questões e buscar informações sobre os aspectos endógenos da História do Brasil, as edições anteriormente citadas nos serviram de fonte e referência, mesclando-as em conformidade com cada situação que se apresentara no momento da revisão. Porém, como texto base da atualização, servimo-nos daquele apresentado por Maria Lêda Oliveira, em versão fac-similar, por se tratar do manuscrito corresponde ao códice 49 complementado pelo 24 (cópia-junção) e, desta forma, serem, igualmente, os mais próximos da composição original de Frei Vicente do Salvador.
De acordo com o que já apontamos, além da revisão textual, também intencionamos uma releitura crítica da História do Brasil, realizada em dois momentos. O primeiro momento refere-se aos capítulos 1 e 2 desta dissertação, em que apresentamos um desenvolvimento teórico a respeito da História, que leva em conta sua evolução e sua reprodução e em termos de escrituras, feito no capitulo 1, e a possibilidade de aproximação com um teor de cunho mais literário, realizado no capítulo 2. Nesta parte, no tópico 3, em que realizamos a atualização escrita da obra, implementaremos a análise crítica a partir de notas de rodapé, em que são tratados aspectos interessantes sempre que aparecem ao longo do texto. Optamos por esta metodologia em razão de deixar próximos os pontos a serem elucidados de suas ilustrações críticas e, assim, facilitar a compreensão e o exercício do leitor.
Da mesma forma, as notas de rodapé propõem exercícios de intertextualidades e aprofundamentos de temáticas internas, tendo por base o acesso a diversos autores, da época e contemporâneos, assim como outras fontes diversificadas de pesquisa. Enfim, as notas de rodapé caracterizam-se como cruciais para esta parte da pesquisa, pois trazem uma extensa lista de assuntos interessantes para o enfoque contextual e estilístico da História do Brasil e, assim, dão suporte a um dos grandes objetivos deste trabalho, que é apontar a possibilidade
literária da obra de Frei Vicente do Salvador. São recortes e explanações sobre histórias, lendas, contos, causos, práticas, aspectos da fauna e da flora, costumes, entre outros, que tornam o texto menos um manual de história e mais uma obra de teor ficcional.
Enunciados estes assuntos introdutórios da segunda parte desta pesquisa, passamos para a apresentação dos dois primeiros livros da História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador, em que se evidenciam a atualização textual e as nota de rodapé de teor informativo e crítico.
HISTÓRIA DO BRASIL24 Frei Vicente do Salvador
[SUMÁRIO]25 DEDICATÓRIA
LIVRO PRIMEIRO
DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL CAP. I – Como foi descoberto este estado
CAP. II – Do nome do Brasil
CAP. III – Da demarcação da terra e costa do Brasil com a do Peru e Índias de Castela CAP. IV – Do clima e temperamento do Brasil
CAP. V – Das minas e metais e pedras preciosas do Brasil CAP. VI – Das árvores agrestes do Brasil
CAP. VII – Das árvores e ervas medicinais e outras qualidades ocultas CAP. VIII – Do mantimento do Brasil
CAP. IX – Dos animais e bichos do Brasil
24 O título da obra, da edição de 1889, é o que está mais próximo da versão original manuscrita, que se perdeu com o tempo e grafa-se “Brazil”, com a letra “z”. Na edição de 1918, também revisada por Capistrano de Abreu, resolveu-se acrescentar a data “1500-1627” ao título original, além de trocar a palavra “Brazil” por “Brasil”, mais próxima da grafia do início do século XX. Porém, este acréscimo e a grafia com “s” não constavam na obra escrita pelo próprio punho de Frei Vicente. Após a impressão de 1918, todas as outras edições repetem-lhe o padrão do título, menos a edição de 2008 e 2010. A de 2010 retoma como simples reprodução da edição de 1889, retirando-lhe os elementos que não faziam parte do texto da História, ou seja, sem nenhum tipo de introdução, notas ou gravuras no interior do texto, realizando apenas uma atualização ortográfica. A edição de 2008 retoma o título de 1889 com a grafia de “Brazil” e retira-lhe as datas, indicando que é mais coerente com as fontes do texto original, ou seja, os códices 49 e 24. Por conseguinte, em todo o restante do sumário, procuramos seguir a mesma lógica, ou seja, permanecer com uma apresentação mais próxima possível dos dois códices citados.
25 Neste nosso trabalho, serão feitas a atualização textual e as indicações de pesquisa, por meio de notas de rodapé, apenas dos Livros I e II. Porém, optou-se por apresentar a estrutura inteira do sumário, a fim de que o leitor tenha uma noção geral da obra de Frei Vicente do Salvador já ao iniciar a leitura. Este sumário fundamenta-se, enquanto estrutura divisional, na apresentação gráfica efetuada por Maria Lêda Oliveira, que toma por base os códices 49 e 24 da História do Brasil. Ressalta-se que as edições indicam a palavra “índice”, sendo que, na primeira impressão, de 1889, ele vem ao final da obra, assim como todas as demais, menos a de 2008. A edição de 2008 não traz nem o vocábulo “sumário” nem o vocábulo “índice”. Dessa forma, o acréscimo do termo “sumário” é um opção nossa, para tentar ser mais coerente com as regras ortográficas e de padronização de textos acadêmicos atuais, e sua inserção entre colchetes indica que ele é um grifo do autor. Por fim, ressalta-se que todo o sumário, assim como os textos dos capítulos dos Livros I e II, foram igualmente revisados e trazidos para uma linguagem e ortografia mais apropriadas ao nosso tempo.
CAP. X – Das aves
CAP. XI – Das outras coisas que há no mar e na terra do Brasil
CAP. XII – Da origem do gentio do Brasil e diversidade de línguas que há entre eles CAP. XIII – De suas aldeias
CAP. XIV – Dos seus casamentos e criação dos filhos CAP. XV – Da cura dos seus enfermos e enterro dos mortos CAP. XVI – Do modo de guerrear do gentio do Brasil CAP. XVII – Dos que capturam na guerra
LIVRO SEGUNDO
DA HISTÓRIA DO BRASIL NO TEMPO DO SEU DESCOBRIMENTO
CAP. I – De como se continuou o descobrimento do Brasil e deu-se ordem para povoar
CAP. II – Das capitanias e terras que o rei doou aos irmãos Pero Lopes e Martin Afonso de Sousa
CAP. III – Da terra e capitania que o rei doou a Pedro Lopes
CAP. IV – Da terra e capitania do Espírito Santo que o rei doou a Vasco Fernandes Coutinho CAP. V – Da capitania de Porto Seguro
CAP. VI – Da capitania de Ilhéus CAP. VII – Da capitania da Bahia
CAP. VIII – Da capitania de Pernambuco, que o rei doou a Duarte Coelho
CAP. IX – De como Duarte Coelho correu a costa de sua capitania fazendo guerra aos franceses e paz como gentio e se foi para o reino
CAP. X – De como na ausência de Duarte Coelho ficou governando Jerônimo de Albuquerque a capitania de Pernambuco e do que nela aconteceu neste tempo
CAP. XI – Da capitania de Itamaracá
CAP. XII – Do que aconteceu na capitania de Itamaracá depois que dela se foi o donatário Pero Lopes de Sousa
CAP. XIII – Da terra e capitania que o rei Dom João Terceiro doou a João de Barros
CAP. XIV – Da terra e capitania do Maranhão que o rei Dom João Terceiro doou a Luís de Melo da Silva
LIVRO TERCEIRO
DA HISTÓRIA DO BRASIL NO TEMPO EM QUE O GOVERNOU TOMÉ DE SOUSA ATÉ A VINDA DO GOVERNADOR MANOEL TELLES BARRETO
CAP. I – De como o rei mandou outra vez povoar a Bahia por Tomé de Sousa, primeiro governador geral da Bahia
CAP. II – De outras duas armadas que o rei mandou com gente e provimento para a Bahia CAP. III – Do segundo governador geral que o rei mandou ao Brasil
CAP. IV – De uma embarcação da Índia que aportou nesta Bahia no tempo do governador Dom Duarte da Costa
CAP. V– De outra embarcação da Índia que aportou na Bahia CAP. VI – Do terceiro governador do Brasil, que foi Mem de Sá
CAP. VII – De como o governador mandou seu filho Fernão de Sá socorrer a Vasco Fernandes Coutinho e de como o gentio o matou
CAP. VIII – Da entrada dos franceses no Rio de Janeiro e da guerra que lhes foi fazer o governador
CAP. IX – De como o governador retornou do Rio de Janeiro para a Bahia e o sucesso que teve uma embarcação que chegou da Índia
CAP. X – Do aperto que os Tamoios do Rio de Janeiro impuseram à capitania de São Vicente, e o governador lhes mandou fazer uma segunda guerra
CAP. XI – Da viagem que Jorge de Albuquerque fez de Pernambuco para o reino e casos que nela se sucederam
CAP. XII – De como o governador Mem de Sá retornou ao Rio de Janeiro e fundou neste lugar a cidade de São Sebastião e de outras coisas que lá fez até voltar à Bahia
CAP. XIII – De como o governador regressou para a Bahia e de uma embarcação que nela aportou indo para a Índia
CAP. XIV – De como os Tamoios e franceses, depois da vinda do governador, foram de Cabo Frio ao Rio de Janeiro para tomarem uma aldeia e do que lhe ocorreu
CAP. XV – Das guerras que houve neste tempo em Pernambuco
CAP. XVI – De como vinha Dom Luiz Fernandes de Vasconcellos para ser governador do Brasil e o mataram no mar os corsários
CAP. XVIII – De como o rei Dom Sebastião mandou Cristóvão de Barros por capitão-mor a governar o Rio de Janeiro
CAP. XIX – Do quarto governador do Brasil, Luís de Brito de Almeida, e de sua ida ao Rio Real
CAP. XX – Das entradas que neste tempo se fizeram pelo sertão
CAP. XXI – Das diferenças que o governador e o Bispo tiveram sobre um preso que se refugiou numa Igreja
CAP. XXII – Do princípio da rebelião e guerras do gentio da Paraíba
CAP. XXIII – De como o rei dividiu o governo do Brasil, mandando o Doutor Antônio Salema governar o Rio de Janeiro, o Espírito Santo e mais outras capitanias do Sul, e o governador Luís de Brito à Bahia e às outras [capitanias] do Norte e que fosse conquistar a Paraíba
CAP. XXIV – De como o governador Luís de Brito mandou o ouvidor-geral Fernão da Silva conquistar a Paraíba e, depois, como ele mesmo iria, mas não pode chegar devido aos ventos contrários
CAP. XXV – De uma entrada que neste tempo fez-se de Pernambuco ao sertão CAP. XXVI – Da morte do governador Lourenço da Veiga
LIVRO QUARTO
DA HISTÓRIA DO BRASIL NO TEMPO EM QUE O GOVERNOU MANOEL TELLES BARRETO ATÉ A VINDA DO GOVERNADOR GASPAR DE SOUSA
CAP. I – De como veio governar o Brasil Manoel Telles Barreto e do que aconteceu com algumas embarcações francesas e inglesas no Rio de Janeiro e São Vicente
CAP. II – Da armada que mandou Sua Majestade ao estreito de Magalhães, em que esteve como general Diogo Flores de Valdéz, e o sucesso que teve
CAP. III– Do pedido de socorro que se enviou da Paraíba ao governador Manoel Telles e a decisão que sobre isso se tomou
CAP. IV – De como o Licenciado Martim Leitão, ouvidor-geral, foi mandado pelo governador, junto com o general Diogo Flores de Valdéz, para conquistar a Paraíba e nela se fez a Fortaleza de Barra
CAP. VI – De como o ouvidor-geral Martim Leitão foi à Paraíba pela primeira vez e da ordem da jornada e primeiro rompimento e cerca tomada
CAP. VII – De como se tentaram as pazes com Braço de Peixe e, por não aceitá-las, lhe fizeram guerra
CAP. VIII – De como o general Martim Leitão, chegando ao forte, mandou o capitão João Paes à Baía da Traição e, depois, retornaram para Pernambuco
CAP. IX – De como o capitão Castejon fugiu e largou o forte e o ouvidor-geral o prendeu e acolheu os soldados
CAP. X – De como o Braço de Peixe mandou estabelecer a paz pedindo socorro contra os Potiguares e o ouvidor-geral foi à Paraíba e começou a povoação
CAP. XI – De como o ouvidor-geral foi à Baía da Traição
CAP. XII – De como da Baía da Traição foram ao Tujucupapo e retornaram para Pernambuco CAP. XIII – Da vinda do capitão Moralles, do reino, e a partida do ouvidor-geral à Paraíba CAP. XIV – De como o ouvidor-geral foi da Paraíba à Copaoba26
CAP. XV – De como, após destruída a Copaoba, foram ao Tujucupapo
CAP. XVI – De como, despedida a gente, o ouvidor-geral fez o forte de São Sebastião
CAP. XVII – De uma grande traição do gentio de Sergipe aos homens da Bahia e da guerra que o governador fez aos Aimorés
CAP. XVIII – Da morte do governador Manoel Telles Barreto e como ficaram em seu lugar governando o Bispo Dom Antônio Barreiros, o provedor-mor Cristóvão de Barros e o ouvidor-geral
CAP. XIX – Das três embarcações inglesas que, neste tempo, vieram à Bahia CAP. XX – Da guerra que Cristóvão de Barros travou contra o gentio de Sergipe
CAP. XXI – De uma entrada que se fez ao sertão em busca dos gentios que fugiram da guerra de Sergipe e de outros
CAP. XXII – De como se continuaram as guerras da Paraíba com os Potiguares e franceses que os ajudavam
26 A Serra da Copaoba localiza-se ao norte do planalto da Borborema, na Paraíba. Os indígenas que habitavam esta região assim a batizaram e foi palco de disputas entre nações indígenas que tomavam partidos entre portugueses ou franceses, em que estes disputavam o domínio do lugar, no século XVI. A esta época, ocorreu a ocupação da Paraíba e a nação dos Potiguares, aliados dos franceses, enfrentou a nação dos Tabajaras, aliada dos portugueses, tendo como consequência uma grande e sangrenta guerra. Perdendo a batalha, os Potiguares precisaram retirar-se da região, migrando para o Rio Grande do Norte. Foram nomes de destaque nesta batalha os chefes indígenas Pau-Seco e Zorobabé. Este último, mais tarde, rebelou-se contra os portugueses, sendo punido em razão disso. Por fim, destaca-se que Copaoba também relaciona-se com outro vocábulo, variante e mais conhecido, a copaíba, árvore da região da qual se extrai um tipo de óleo balsâmico que serve para fins terapêuticos.
CAP. XXIII – Como Francisco Giraldes vinha como governador do Brasil e, por não chegar e morrer, veio Dom Francisco de Sousa, que foi o sétimo governador
[CAP. XXIII – Da jornada que Gabriel Soares fazia às minas do sertão e que a morte lhe impediu]
CAP. XXIV – De como veio Feliciano Coelho de Carvalho governar a Paraíba e foi continuando com as guerras neste lugar
CAP. XXV – Capítulo faltante CAP. XXVI – Capítulo faltante CAP. XXVII – Capítulo faltante CAP. XXVIII – Capítulo faltante CAP. XXIX – Capítulo faltante CAP. XXX – [...]
CAP. XXXI – De como Manoel Mascarenhas Homem foi erigir a fortaleza do Rio Grande e do socorro que lhe prestou Feliciano Coelho de Carvalho
CAP. XXXII – De como, acabado o forte do Rio Grande, e entregue ao capitão Jerônimo de Albuquerque, partiram os capitães-mores de Pernambuco e Paraíba, e as batalhas que no caminho travaram com os Potiguares
CAP. XXXIII – De como Jerônimo de Albuquerque estabeleceu paz com os Potiguares e começou-se a povoar o Rio Grande
CAP. XXXIV – De como o governador-geral foi às minas de São Vicente e ficou governando a Bahia Álvaro de Carvalho, e dos holandeses que a ela vieram
CAP. XXXV – Da guerra dos gentios Aimorés e como se estabeleceu a paz com eles no tempo do capitão-mor Álvaro de Carvalho
CAP. XXXVI – Do que fez o governador nas Minas
CAP. XXXVII – Do oitavo governador do Brasil e o primeiro que veio por Pernambuco, que foi Diogo Botelho; e como chegaram ali tripulantes de uma embarcação da Índia, que se perdeu na Ilha de Fernando de Noronha
CAP. XXXVIII – Da entrada que fez Pero Coelho de Sousa, da Paraíba à Serra de Boapaba, com licença do governador
CAP. XXXIX – Do zelo que o governador Diogo Botelho teve para com a conversão dos gentios e que isso se fizesse pelo ministério dos religiosos
CAP. XL – De como o governador veio de Pernambuco para a Bahia e mandou Zorobabé, que retornava com os seus Potiguares para a Paraíba, capturar os negros de Guiné fugidos, que estavam nos palmares do Rio Itapucuru, e de como se começou a pesca das baleias
CAP. XLI – De como Zorobabé chegou à Paraíba e, por suspeita de rebelião, foi preso e