3 D ESCRIÇÃO DO PROJECTO
3.4 A LTERNATIVAS CONSIDERADAS
O Estudo de Impacto Ambiental procederá à comparação da alternativa relativa à configuração proposta no projecto com a alternativa de ausência de projecto (alternativa zero).
Esta alternativa corresponde à manutenção da situação actual do terminal de carga a granel da Matola, com uma capacidade próxima da plena utilização. Esta alternativa não tira partido do recente aprofundamento dos canais de acesso ao porto de Maputo, que permite actualmente a operação em segurança com navios significativamente maiores.
3.5 F
ASEAMENTO3.5.1 F
ASE DE CONSTRUÇÃOA presente secção apresenta uma descrição sumária dos processos e acções a levar a cabo durante a fase de construção do projecto em avaliação, essencialmente incluindo:
Principais actividades;
Estaleiros e instalações provisórias;
Maquinaria a utilizar previsivelmente em obra;
Mão-de-obra;
Calendarização.
3.5.1.1 PRINCIPAIS ACTIVIDADES
Prevê-se que a implementação do projecto abranja o seguinte conjunto de actividades:
Actividades gerais associadas à obra:
o Mobilização de trabalhadores de construção civil e contratação de bens e serviços;
o Implantação, operação e desactivação do estaleiro e de outras estruturas de apoio à obra;
o Preparação do terreno: limpeza e movimentação de terras (escavações, aterros, transporte de terras e deposição de terras sobrantes, se aplicável); o Operações de preparação e gestão de material necessário à obra;
o Operação e manutenção de equipamentos mecânicos e eléctricos;
o Circulação de veículos, trabalhadores, maquinaria e equipamento de obra.
Instalação de novos silos metálicos:
o Construção das fundações dos silos de armazenamento e dos silos de carga de vagões e camiões;
o Instalação dos silos previamente construídos; o
o Implementação dos terminais de carga e descarga para camiões e vagões.
Implementação do novo sistema de descarregamento de cereais dos navios: o Instalação do novo descarregador pneumático de cereais (ship unloader); o Ajustes no sistema de transporte de tapetes rolantes (conveyor system); o Desmantelamento do actual descarregador de cereais.
Extensão do cais do terminal marítimo da STEMA: o Extensão da plataforma jetty;
o Movimentação de dragas e outros equipamentos navais para a execução da dragagem na bolsa do cais;
o Imersão e/ou deposição de material dragado; o Implementação de novo duque de alba (golfinho);
o Reparação e fortalecimento dos duques de alba (golfinhos) existentes.
3.5.1.2 ESTALEIROS E INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS
O desenvolvimento do projecto implicará o estabelecimento de diversas instalações provisórias de apoio às actividades de construção do projecto, especialmente áreas de estaleiro e de empréstimo de materiais.
No estado actual de desenvolvimento do projecto, não existe ainda informação sobre a localização exacta destas áreas.
3.5.1.3 MAQUINARIA A UTILIZAR PREVISIVELMENTE EM OBRA
Para a execução das obras de expansão da capacidade do terminal da STEMA, prevê-se a necessidade de utilização dos prevê-seguintes equipamentos e maquinaria, normalmente utilizados em empreitadas de construção civil semelhantes:
Compactadores, carregadores, retroescavadoras, niveladoras para as movimentações de terra previstas na empreitada;
Camiões para transporte de material necessário para a criação das fundações (areia, pedra, britas, cimento, betão);
Escavadoras-carregadoras e gruas móveis para transporte de materiais, movimentação de cargas e equipamentos;
Draga(s) para a dragagem na bolsa do cais;
Batelão para transporte do material dragado para vazadouro;
Camiões betoneira, geradores, compressores e serras são outros exemplos de maquinaria e equipamentos que podem ser utilizados nas actividades de construção civil previstas.
3.5.1.4 MÃO-DE-OBRA
O projecto não identifica, de acordo com a informação disponível, quantificação da mão-de-obra a envolver no seu desenvolvimento. Na fase de construção, estima-se a necessidade de envolver dezenas de pessoas no âmbito de todas as actividades, incluindo dono de obra, diferentes empreiteiros e outros prestadores de serviços.
A contratação da mão-de-obra para a instalação dos silos estará a cargo da empresa responsável por essa actividade construtiva. Os silos serão construídos na China e serão posteriormente transportados para Moçambique, onde serão montados numa base de betão (Comunicação STEMA, 2017).
Recomenda-se a utilização preferencial de mão-de-obra local, qualificada e experiente em serviços que assim o exijam.
3.5.1.5 CALENDARIZAÇÃO
De acordo com a informação disponibilizada pela STEMA, no Plano de Actividades 2018 (STEMA, 2017a), prevê-se que as obras ocorram durante o ano 2018. Na actividade “Projectos de Investimento” apresentam-se as seguintes sub-actividades, que coincidem com as diferentes intervenções do projecto em estudo:
Expansão do cais de acostagem, de forma a aumentar a capacidade de atracagem;
Upgrade do Multiport, de forma a aumentar a capacidade de manuseamento;
Expansão de silos, de forma a aumentar a capacidade de armazenamento. Estão igualmente programados projectos de modernização que podem estar relacionados com o projecto em estudo:
Substituição do sistema de controlo PLC S5 por um modelo S7 (Sistema SCADA);
Aquisição de locomotiva;
Modernização das balanças;
Modernização do sistema de combate a incêndios;
Implementação do projecto de descarga rápida;
Sistema de termometría e medição de volumes dos silos;
3.5.2 F
ASE DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃOApresenta-se, em seguida, a descrição sintetizada dos processos e acções associadas à fase de operação e manutenção do projecto, nomeadamente:
Principais actividades;
Horizonte de projecto;
Mão-de-obra.
3.5.2.1 PRINCIPAIS ACTIVIDADES
Prevê-se que a operação do projecto abranja o seguinte conjunto de actividades:
Recepção, armazenamento e distribuição de cereais por via marítima, ferroviária e rodoviária;
Operação da maquinaria, equipamentos e geradores;
Transporte e manuseamento de materiais, trabalhadores/pessoas e equipamentos para o local;
Manutenção periódica das instalações, incluindo a dragagem de manutenção do cais.
3.5.2.2 HORIZONTE DO PROJECTO
O período de exploração dos silos metálicos corresponde ao seu tempo de vida que pode variar entre 25 a 30 anos, dependendo das condições climáticas da área onde estão implementados os silos. Assim, considera-se que este intervalo de tempo representa o horizonte do projecto.
3.5.2.3 MÃO-DE-OBRA
Atualmente, de acordo com o estudo de viabilidade do projecto (Royal HaskoningDHV, 2016), trabalham 44 pessoas no terminal. O terminal opera em três turnos, de oito horas cada. O impacto da expansão do terminal no número de trabalhadores será pouco significativo mas poderá não ser nulo, uma vez que:
será necessário o mesmo número de pessoas para controlar o descarregador de navios (apesar do aumento da capacidade de descarregamento);
o controle do armazenamento nos silos será realizado a partir da sala de controlo já existente;
as necessidades de manutenção poderão aumentar, o que pode influenciar a equipa de manutenção;
o trabalho nos departamentos financeiro e de marketing poderá aumentar, o que levará à possível necessidade de contratação adicional.
3.5.3 F
ASE DE DESACTIVAÇÃOA fase de desactivação corresponde à remoção das infra-estruturas instaladas na fase de construção.
No presente EIA, não é apresentada a análise de impactos para a fase de desactivação, tendo em conta a incerteza que estaria associada à avaliação, face ao longo período que decorrerá até a mesma ser efectivada e às alterações que deverão, entretanto, ocorrer no território.
No entanto, é possível afirmar que, na generalidade dos descritores avaliados, os impactos na fase desactivação serão de natureza idêntica aos da fase de construção, decorrentes das actividades de implantação e funcionamento de estaleiros e de movimentação de veículos, máquinas e equipamentos (aumento das emissões de ruído, poeiras, incomodidade dos residentes, etc.).